Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

RÁDIO JOVEM PAN 620 AM/SÃO PAULO | JORNAL DA MANHÃ
Data Veiculação: 25/03/2020 às 06h19

Olha, ontem entrevistamos o governador de São Paulo João Dória em primeira mão, ele confirmou que o resultado do exame, a qual ele foi submetido, deu negativo para o coronavírus mais, houve também uma contraprova contraprova do exame para o novo coronária vírus também deu negativo, segundo o teste feito pelo Instituto Adolfo Lutz confirmou o diagnóstico do primeiro exame João Dória publicou nas redes sociais dele, o resultado dos dois exames e ele e o secretário estadual da saúde, José Henrique quer na fizeram o teste após. O médico infectologista David Uip e sessenta e sete anos que coordena o centro de contingência do coronavírus do Governo do Estado de São Paulo testar positivo para a doença. Na última segunda-feira com o resultado David Uip já está em isolamento domiciliar e e assim, deve permanecer pelos próximos catorze dias, o infectologista está bem tem apenas alguns sintomas, mas nada de mais grave. segundo as informações do próprio médico. O governador anunciou que a diretora da Vigilância, Epidemiológica Helena Sato assumir no lugar do médico, ela assumir a responsabilidade como coordenador desse centro aqui em São Paulo, em substituição a David Uip o prefeito da capital, Bruno Covas também foi submetido ao exame David Uip infectologista e diretor executivo do Instituto coração aqui de São Paulo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e também diretor. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, desde fevereiro de dois mil e nove, ele fez os exames no Hospital Sírio Libanês na região central aqui de São Paulo, na última segunda-feira. Após sentir os sintomas de gripe, segundo a Secretaria Estadual da saúde David Uip acordo com sintomas de febre tosse fez os exames e agora vai ficar em casa, pelo menos, pelos próximos quinze dias atendendo as recomendações médicas.

UOL BLOGOSFERA
Data Veiculação: 25/03/2020 às 04h00

Há poucos dias, o anestesista Enis Donizetti Silva, ex-presidente da Sociedade de Anestesiologista do Estado de São Paulo, armou-se de máscaras de soldador. Comprou óculos e essa espécie de capacete de plástico para distribuir aos colegas. O objetivo é reforçar a proteção oferecida pelos materiais de segurança que os profissionais já usam no dia a dia. Embora não substituam as máscaras de alta filtração necessárias para atender casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo coronavírus, os tais capacetes simbolizam o espírito geral dos profissionais de saúde que vão para a linha de frente em tempos de medo e escassez. Vai faltar muita coisa na batalha pela sobrevivência, mas o foco das atenções tem recaído sobre a insuficiência de respiradores e leitos de UTI para atender os doentes graves. Em entrevista ao blog, Silva faz uma proposta inusitada: Que tal transformar as salas de cirurgia (agora ociosas) em leitos de UTI e permitir que os anestesistas (agora sem nenhum ou com pouco trabalho) cuidem desses pacientes? VivaBem: Qual é o impacto atual do coronavírus nos serviços de saúde? Enis Donizetti Silva: As coisas nem começaram a esquentar. Nos próximos 20 dias haverá um grande crescimento no número de infecções. Imagine o que vai acontecer quando houver uma aceleração da transmissão comunitária nas favelas. Como isolar o doente em cômodos onde vive tanta gente? Podemos esperar uma carnificina. VivaBem: O sr. atua em três grandes hospitais privados de São Paulo: Sírio-Libanês, Samaritano e Oswaldo Cruz. Qual é a situação? Enis Donizetti Silva: Os casos de transmissão comunitária que chegam às instituições privadas ainda ocorrem em pequeno número. A maioria dos pacientes contraiu o vírus no Exterior. Gente de classe média alta que pode buscar atendimento no Sírio-Libanês, no Einstein, no HCor etc. Hoje o coronavírus responde por menos de 5% do volume de internação. A expectativa é a de que essa demanda chegue a 70%. VivaBem: Os profissionais de saúde estão com medo? Enis Donizetti Silva: Estamos extremamente preocupados. Parte dos infectados pode transmitir o vírus mesmo sem ter sintomas. Algumas instituições, como o Sírio-Libanês, solicitaram que médicos acima de 65 anos não venham ao hospital nesse período. Entre os profissionais de saúde, há tensão o tempo inteiro. Eles vão para a linha de frente, mas com medo. VivaBem: Com a suspensão das cirurgias e dos procedimentos eletivos, os anestesistas vão ficar sem trabalho? Enis Donizetti Silva: Como não são assalariados, eles vão perder grande parte da renda mensal. Os procedimentos eletivos correspondem a 95% do movimento da anestesia. Um hospital privado que fazia 500 endoscopias por dia, de repente, fecha o serviço. E esse é só um exemplo. No meu setor, estamos fazendo um acordo com os anestesistas. Em vez de trabalhar quatro semanas, cada profissional vai trabalhar semana sim, semana não. Com isso, pelo menos vai conseguir receber alguma coisa. VivaBem: Essa força de trabalho poderia ser aproveitada em outras funções durante a pandemia de coronavírus? Enis Donizetti Silva: Eles poderiam ajudar a cuidar dos infectados que vão precisar de terapia intensiva. No centro cirúrgico, mais de 20% dos pacientes são de alto risco. O meu aparelho de anestesia é comparável a um ventilador de terapia intensiva. Ele tem os mesmos recursos de ventilação. Em muitos centros cirúrgicos, os aparelhos de anestesia são melhores que alguns ventiladores da UTI. Hoje, se um paciente com grave insuficiência respiratória precisa ser operado, consigo reproduzir no centro cirúrgico a mesma ventilação que ele estava usando na terapia intensiva. Não preciso ser treinado em ventilação mecânica ou monitorização hemodinâmica em paciente de alto risco. Isso já faz parte da minha rotina. VivaBem: Os anestesistas estão preparados para lidar com os infectados que vão precisar de cuidados intensivos? Enis Donizetti Silva: Lidar com doentes de alto risco faz parte da minha rotina e de muitos outros colegas. São pacientes com doença vascular crônica, com doença renal crônica, com doença pulmonar crônica, com lesão neurológica, AVC, infectados em situações agudas. Somos uma força de trabalho que não pode ser dispensada. Vai faltar leito nas UTI's e vamos fazer o quê? Colocar o paciente entubado no corredor? Fazer isso em um hospital com 25 salas de cirurgia ociosas será um despropósito. VivaBem: Seria possível isolar os pacientes nas salas de cirurgia? Elias Donizetti Silva: Se um hospital tem 20 salas de cirurgia, é como se ele tivesse 20 boxes de terapia intensiva isolados entre si. Tem uma sala de recuperação pós-anestésica onde cabem 15 pacientes. Hospitais assim já têm recurso e estrutura montados. Não é preciso comprar aparelho. Não precisa comprar monitor, ventilador. Duvido que a indústria consiga fabricar isso a tempo. Existem mais de 25 mil salas de cirurgia no país. Elas poderiam ser usadas como milhares de leitos extras de UTI. VivaBem: De tudo o que é feito em uma UTI, que tipo de procedimento não faz parte do dia a dia do anestesista? Elias Donizetti Silva: A nutrição, por exemplo. Se o paciente fica 10 dias internado em terapia intensiva, ele vai precisar de nutrição. Hoje existem nos hospitais grupos multidisciplinares relacionados à nutrição enteral e parenteral. Não há um time de nutrição dentro da UTI. Existe esse time externo que dá suporte para a semi-intensiva, para a UTI, para os pacientes internados em outras alas. Em vez de ir a cinco lugares, agora esse grupo passaria a ir também ao centro cirúrgico. Pronto! Nada demais. VivaBem: Os hospitais privados discutem a ideia de colocar esses pacientes nas salas de cirurgia? Enis Donizetti Silva: Ninguém nos chamou formalmente e disse: "Vamos fazer uma capacitação curta e deixar vocês como uma força auxiliar". Conversei com colegas dos principais hospitais privados de São Paulo e de vários estados. Todos disseram que não foram chamados pelas instituições para discutir isso. Essa atitude não tem nenhum bom senso. Como desprezam essa força de trabalho? Dos cerca de 20 mil anestesistas do país, pelo menos 4 mil têm condições de cuidar desses doentes. VivaBem: E os outros profissionais de saúde que trabalham nos centros cirúrgicos? Enis Donizetti Silva: Com a interrupção das cirurgias eletivas, temos ali técnicos de enfermagem, técnicos de engenharia, auxiliares de enfermagem, enfermeiras. É recurso humano que está sendo pago. Não dá para deixar de aproveitar essa mão de obra. VivaBem: Por que essa proposta não foi cogitada nos planos de contingência? Enis Donizetti Silva: É isso que não entendo. Você sabe que para entrar no centro cirúrgico é preciso trocar de roupa. Acho que muitas das pessoas que estão fazendo os planos de contingência nunca quiseram trocar de roupa para entrar no centro cirúrgico. Por isso, elas nem sabem o que há lá dentro. Quando dizem que vai faltar respirador, eles não entenderam. Estão enxergando obstáculos que não existem. VivaBem: Os gestores dos hospitais sabem quais são os recursos existentes em um centro cirúrgico. Por que eles não cogitam aproveitar essa força de trabalho? Enis Donizetti Silva: Acho que existe um pouco de preconceito. Pensam que os anestesistas não estão capacitados para cuidar desses pacientes. E eles estão. Hoje já cuidamos de pacientes com insuficiência respiratória grave, com insuficiência renal aguda, insuficiência renal crônica dialítica e não dialítica etc. Esses doentes são operados de fratura de colo de fêmur, são submetidos a cirurgias abdominais, neurocirurgias, transplantes de fígado, coração, pulmão. E quem manipula as drogas e cuida desses doentes no centro cirúrgico é o anestesista. O nosso conhecimento é muito estruturado. Há outra vantagem: na UTI há dois plantonistas para cuidar de mais de 15 pacientes. No centro cirúrgico, tenho um anestesista para cada sala. VivaBem: No Exterior, anestesistas podem cuidar de pacientes de terapia intensiva? Enis Donizetti Silva: Na Europa isso é feito rotineiramente em vários lugares. Nos Estados Unidos, mais de 30% dos anestesistas trabalham na anestesia e na terapia intensiva. No Brasil, não sabemos quantos anestesistas tem o título de especialista em terapia intensiva. Mas acho que neste momento os anestesistas deveriam ser aproveitados nessa função tanto nos hospitais privados quanto nos públicos. Em uma semana, seria possível fazer uma capacitação mínima (com conteúdos sobre nutrição, troca de antibióticos, métodos de proteção etc) para que os anestesistas assumissem essa função durante a crise do coronavírus. Com a liberação do uso de telemedicina pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), os anestesistas que estiverem atendendo esses doentes podem, eventualmente, tirar dúvidas por videoconferência, em tempo real, com os intensivistas. VivaBem: O sr. é vice-presidente da Fundação para Segurança do Paciente. Será possível seguir as normas de segurança em um momento como este? Enis Donizetti Silva: Vamos tentar fazer isso o tempo inteiro, mas a chance de acontecer coisas fora do planejado é bem razoável, infelizmente. Em algum momento vai ser medicina de guerra mesmo. Será uma coisa estonteante. Estaremos com doze doentes para cuidar, sem ter a mínima estrutura. Mais uma razão para o Brasil não desprezar essa força de trabalho auxiliar. Ela vai se mostrar necessária.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/03/2020 às 04h00

Com as vítimas de Covid-19 prestes a inundar a rede pública de saúde, o Hospital da Clínicas em São Paulo está correndo para ter um sistema de IA (inteligência artificial) que identifique o coronavírus usando a tomografia de pacientes. Como os testes laboratoriais estão em falta, a técnica pode até ser usada para diagnosticar doentes, mas a aposta é que ela sinalize quem tem maior urgência no tratamento. O projeto está sendo acompanhado de perto pelo Ministério da Saúde, que quer implementar em todo o país. Um algoritmo complexo como este demora entre seis meses e um ano para ser criado. Mas, por causa da urgência, a expectativa é que esteja operacional em um mês. Para se ter ideia da agilidade dos trabalhos, as plataformas iniciais começam a ser testadas já nesta quarta-feira (25), enquanto uma versão inicial deve estar rodando dentro de uma semana. O desenvolvimento é feito em conjunto pelo HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo), pelo InRad (Instituto de Radiologia da USP) e pelo Hospital Sírio Libanês e pela empresa de serviços Deloitte, que estrutura o projeto. As tomografias computadorizadas são o principal exame para mostrar o estado dos pulmões atingidos por doenças respiratórias. No caso do coronavírus, a aparência é de que os órgãos apresentam aspecto de vidro fosco, com maiores concentrações nas laterais, periferia e na base. É esse padrão que a IA vai buscar ao analisar esses exames. "É o comprometimento pulmonar que acaba levando o paciente à morte", diz Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho Diretor do InRad e membro da Comissão de Inovação do HCFMUSP. Por enquanto, os pesquisadores reuniram tomografias de quase uma centena de pacientes com covid-19, realizadas pelo HC, Instituto Fleury e Hospital Sírio Libanês. A essas imagens serão acrescidos diagnósticos por imagem feitos em outros hospitais. Tudo isso vai formar uma grande base de dados que servirá para o algoritmo de IA aprender o que ele tem de buscar. A experiência de outros países mostra que o estado de saúde de cada paciente pode mudar subitamente. "Em questão de 24 horas, tem pacientes que pioram muito", diz Cesar Higa Nomura, diretor do Centro de Diagnostico por imagem do Instituto do Coração e superintendente de medicina diagnóstica do Sírio Libanês. Ainda que seja usado para checar os já doentes, o exame passou a ser pedido por quem quer só saber se já contraiu covid-19, justamente por não encontrarem testes específicos para o coronavírus. A falta é tamanha que o Ministério da Saúde indica testar apenas os que estão internados e em estado mais grave. "Tomografia virou um jeitinho. Ela não é indicada para assintomático, mas muita gente está pedindo tomografia porque estamos com dificuldade de fazer os testes, diferentemente da Coreia do Sul, Estados Unidos e China", comenta Nomura. E o resultado até sai mais rápido. "A tomografia acaba até antecipando o teste, que às vezes não é feito ou demora para ter resultado. Não raro, demorou seis dias nas últimas semanas", diz Cerri. Nesses casos, o diagnóstico de coronavírus não pode ser feito exclusivamente com base na tomografia. É preciso atestar que a pessoa possui outros sintomas, como tosse seca, febre e dificuldade para respirar. Até agora, os casos da doença estavam sendo tratados na rede privada. Mas os médicos acreditam que os hospitais públicos começarão a receber muitos doentes. Só o HC reservou 900 leitos para receber enfermos, dos quais 200 são na UTI. Dentro desse quadro de possível caos, a IA será uma importante aliada. A IA visa duas coisas: melhorar a produtividade, fazer com que os diagnósticos sejam feitos de forma mais rápida, e aumentar precisão. Ela ajuda o radiologista a identificar o caso suspeito, assinalar as regiões suspeitas para que ele não perca tempo e não perca casos positivos Giovanni Guido Cerri, do InRad e do HCFMUSP A criação dessa plataforma de análise inteligente vai acontecer em duas frentes, diz Marco Bego, diretor executivo do InRad e Diretor do InovaHC. Já nesta quarta-feira testarão três algoritmos prontos que leem tomografia: um criado na China pela gigante das telecomunicações Huawei, outro desenvolvido por universidades espanholas e um terceiro, feito por uma startup brasileira. Em paralelo a isso, será desenvolvido do zero um algoritmo próprio. As plataformas candidatas a abrigar essa iniciativa são as da Amazon e da Siemens, com quem o governo do Estado de SP já tem contrato. "Se um desses algoritmos que a gente testar estiver com a assertividade atestada, a gente quer em menos de 30 dias estar com ele já operacional", diz Bego. Um trabalho desses costuma demorar entre seis meses e um ano, destaca Nomura. "Se levarmos seis meses esse algoritmo não seria tão útil." A partir daí, o serviço será atualizado. Ele também processará dados clínicos, de idade e de sexo para prever qual paciente terá mais risco de melhorar. "No futuro, a IA poderá ajudar os médicos a direcionar qual paciente vai pra UTI, pra semi-intensiva e qual vai para casa." SIGA TILT NAS REDES SOCIAIS Twitter: Instagram: WhatsApp: Grupo no Facebook Deu Tilt:

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL
Data Veiculação: 25/03/2020 às 03h00

Visto, lido e ouvido DESDE 1960 Circe Cunha (interina) // circecunha.dftadabr.com.br Um possível novo mundo Marco divisor da história da humanidade. Assim muitos analistas têm denominado o momento atual em que, jamais e em tempo algum, a maioria dos habitantes do planeta se viu obrigada a permanecer presa em suas residências. Por qualquer ângulo que se tente esquadrinhar a história das civilizações, nunca houve um período anterior semelhante, quando, minimamente, os homens foram retidos em casa para escapar de um flagelo externo. A estratégia do passado, para sobreviver às crises profundas, era basicamente fugir para longe. Agora, com o perigo espalhado por todo o canto, a tática é permanecer longe das ruas. A morte, dizem muitos, está lá fora, à espreita. Não só o que parece ser a morte física de muitos, mas o que se anuncia como sero suspiro final de um modelo devida que acostumamos seguir sem pensar. Historiadores ousam afirmar que estamos no limiar de uma espécie de anti-revolução, contrária aos princípios trazidos pela Revolução Industrial do século XVIII, quando a produção em massa e a migração dos campos para a cidade criou uma civilização, induzida pelo poder das máquinas. Em muitos lugares, não são poucos aqueles que têm buscado refúgio, de volta ao campo e à vida simples da labuta com a terra, onde foram plantadas as primeiras sementes de nossa civilização. Por certo, é cedo para confirmar a chegada definitiva de um novo modelo econômico e social. Por certo também, é afirmado que sairemos desse período de retração ao útero, muito melhores moralmente. E por razões simples que sempre marcaram o comportamento humano: as dificuldades, ensinava o filósofo de Mondubim, aprimoram a moral e a ética, fazendo dos bons pessoas ainda melhores. O próprio sentido de grupo e de solidariedade entre as pessoas surge exatamente nesses períodos em que nos vemos afastados de nossos semelhantes. Sempre e em todo lugar os monges, os ascetas, que buscam aprimorar o espírito, invariavelmente eram aconselhados a se retirar, em isolamento e clausura, a fim de buscar no mais profundo de cada um, a fonte de luz e do equilíbrio. Há muito tem se falado sobre um certo processo de infantilização das sociedades, sobretudo daquelas gerações do pós-guerra, onde muitas facilidades foram postas à mesa de todos. Desacostumados a períodos de escassez e de privamentos, nossa sociedade atual parece ter esquecido que essa é, quer queiramos ou não, uma condição inerente à nossa existência sobre o planeta. A impermanência de tudo é a única certeza que possuímos. De fato, para as pessoas, o que mais incomoda não é estar exatamente preso, mas em não poder prosseguir em suas rotinas exatas e massificantes. Acostumados, pela pressão do modelo que construímos, a colher os frutos de nosso trabalho, longe de casa, perdemos esse contato com o lar, o que, para muitos, se tornou um lugar até desconhecido. Até mesmo nosso planeta, tão repetidamente vilipendiado, teremos que encontrar nova maneira de nos relacionar daqui para frente. » A frase que foi pronunciada: “O que é familiar não é conhecido simplesmente porque é familiar.” Hegel (1807), um dos mais influentes filósofos da história Biológica » Um leitor furioso compartilha conosco o aviso que recebeu de uma clínica de fisioterapia que está funcionando normalmente. Além da irresponsabilidade, é inacreditável que pessoas ligadas à saúde desobedeçam às regras em momento de guerra. Pesos e medidas » Por falar em desobedecer às regras, a população faz sua parte e o governo deveria fazer a dele. Nos hospitais públicos de São Paulo faltam máscaras, luvas e outros materiais de proteção aos profissionais da saúde. É bom que os governantes se atentem para as próprias obrigações na mesma medida que as ordens. Em casa » Exames estão suspensos para pessoas saudáveis. A informação é do Hospital Sírio-Libanês, onde apenas 2% das coletas deram positivo. A infectologista Maura Salaroli de Oliveira, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Sírio, quer que o hospital esteja pronto quando a demanda crescer, por isso não há necessidade ou indicação do exame para pessoas sem sintomas, o que ressalta a necessidade de ficar em casa, já que o vírus é assintomático. Voluntariado »Já com 1.461 seguidores no Instagram, o Brasília Maior que a Codvid-19 uniu voluntários para produzir e adquirir material hospitalar. Médico residente do Hospital Universitário de Brasília, Pedro Henrique Morais está mobilizando as pessoas e doações. Avisa que há recibo para os doadores e a prestação de contas é minuciosa. Tudo transparente. Veja no blog do Ari Cunha. Em acão D » Empresas de eventos que trabalham para o governo contabilizam os prejuízos e começam a se unir. Cancelamentos dos eventos já geraram, de imediato, uma série de prejuízos econômicos e afetaram milhares de empregos diretos e indiretos. Na prática » Algumas medidas solicitadas para esse segmento são a isenção de ISS e ICMS também para os promotores de feiras, não negativação de empresas do setor para o Compras Net, liberação imediata do pagamento pelos governos (estadual e municipal, suas secretarias e autarquias, na condição de credor, dos valores de serviços de eventos promovidos, realizados e patrocínios assumidos com empresas e classe artística que ainda se encontram em pendência (2020, 2019 e anos anteriores), e por aí vai. » História de Brasília Em Brasília, as coisas melhoram: bancos na Praça dos Três Poderes, preparativos para arborização na W-3, o Prof. Lúcio Costa permitiu a iluminação da Avenida das Nações, gente trabalhando, Prefeitura agindo. (Publicado em 04/01/1962).

TI BAHIA
Data Veiculação: 25/03/2020 às 00h22

Salvador, 16/01/2018 – Wolters Kluwer Health anuncia a ampliação de sua parceria com o Hospital Sírio-Libanês, importante centro de referência internacional em saúde, com unidades em São Paulo e Brasília. A instituição, que já utilizava desde 2010 uma ferramenta de apoio à decisão clínica UpToDate, acaba de adotar também os sistemas de suporte à decisão de prescrição de medicamentos, Lexicomp Online e Medi-Span®. Com isso, o Sírio-Libanês passa a ser a primeira instituição no Brasil a adotar a plataforma avançada de suporte à decisão clínica (Advanced Clinical Decision Support Platform – ACDS). As instituições de saúde têm enxergado a combinação dos recursos da ACDS como sendo importante para aprimorar a efetividade clínica, em especial no que diz respeito à segurança aos pacientes em relação à prescrição de medicamentos. O Hospital Sírio-Libanês é reconhecido por mais de 95 anos de sua história de excelência e liderança, bem como por seu papel pioneiro na área da saúde e na investigação clínica no Brasil. A instituição cuida de milhares de pacientes em seu complexo hospitalar no bairro Bela Vista, em São Paulo, além de quatro localidades adicionais: um centro de diagnósticos e ambulatório no Itaim Bibi, uma clínica multidisciplinar nos Jardins e dois centros em Brasília. Vladimir Pizzo, gerente de Informática Clínica na Diretoria de Inovação e Tecnologia da Informação do Sírio-Libanês, enfatiza que a preocupação com a segurança do paciente e prevenção de eventos adversos sempre foi um importante ponto de atenção da instituição, que tem trabalhado para aprimorar cada vez mais o atendimento de excelência. Entre as ações voltadas para atuar nesse sentido, destaca-se a criação de um grupo multiprofissional de avaliação dos eventos adversos relacionados à terapia medicamentosa que busca constantemente formas de melhorar cada vez mais o atendimento médico-hospitalar. “Após um meticuloso processo de busca por soluções, a instituição estabeleceu a parceria com a Wolters Kluwer para ampliar a utilização das ferramentas Lexicomp e UpToDate e iniciar o trabalho com a ferramenta Medi-Span”. O crescimento constante e sustentado do uso do UpToDate pela equipe clínica foi um dos principias motivadores da decisão de expandir a utilização dos recursos de apoio à decisão clínica e adotar a ACDS. “Com a incorporação da ferramenta Medi-Span em nosso sistema de prescrição eletrônica, pretendemos trazer ainda mais informações consistentes para o médico no momento da tomada de decisão. Ele poderá consultar detalhes referentes a determinada substância e seus relacionamentos com outros medicamentos, resultados de exames de laboratório ou mesmo condições clínicas do paciente, caso entenda como relevante”, afirma Pizzo. O UpToDate é um recurso de apoio à decisão clínica, criado por médicos e baseado em evidências com mais de 10.500 tópicos clínicos, juntamente com mais de 9.600 recomendações que abrangem 25 especialidades médicas. O Lexicomp Online, por sua vez, é o recurso que agrega conteúdo de relevância relacionado a medicamentos, suporta as decisões associadas às prescrições e ajuda os profissionais da saúde a escolherem a terapia mais apropriada para cada paciente. Já o Medi-Span, guarnece a equipe clínica com alertas automáticos sobre medicamentos, entregues de forma eficiente dentro do PEP, permitindo assim uma triagem sofisticada, sensível ao contexto e com base em informações disponíveis no sistema, sobre cada paciente, sem interferir no fluxo de trabalho e sem gerar condições indesejáveis como a “fadiga de alertas”. Segundo Peter Bonis, MD, CMO de Efetividade Clínica da Wolters Kluwer, o Sírio-Libanês é uma das primeiras instituições no mundo a adotar a plataforma avançada de suporte à decisão clínica que visa alcançar a efetividade clínica. “A ACDS está ajudando instituições de saúde como o Sírio-Libanês a melhorar a qualidade do atendimento, reduzir custos e colocar o paciente no centro do cuidado”, ressalta Peter Bonis. Sobre a Wolters Kluwer A Wolters Kluwer é líder global em serviços de informações e soluções para profissionais nas áreas de saúde; fiscal e contábil; e risco e compliance, finanças e setores jurídicos. Por meio de soluções especializadas, que combinam profundo conhecimento com serviços e tecnologia, ajudamos nossos clientes todos os dias a tomarem decisões críticas. A Wolters Kluwer reportou uma receita anual em 2016 de €4.3 bilhões. A companhia, sediada em Alphen aan den Rijn, na Holanda, atende clientes em mais de 180 países, mantém operações em 40 países e emprega mais de 19 mil pessoas em todo o mundo.