Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

REVISTA HEALTH-IT ONLINE/RIBEIRÃO PRETO
Data Veiculação: 23/07/2020 às 16h30

Pesquisa feita por grupo de hospitais, rede e instituto de pesquisas brasileiros verificou que o uso de hidroxicloquina, sozinha ou associada com azitromicina, não mostrou efeito favorável na evolução clínica de pacientes adultos hospitalizados com formas leves ou moderadas de Covid-19 Uma aliança para condução de pesquisas formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), avalia a eficácia e a segurança de potenciais terapias para pacientes com Covid-19. Denominada Coalizão COVID-19 Brasil, a iniciativa conduz nove estudos voltados a diferentes populações de pacientes infectados pelo novo coronavírus. A primeira pesquisa, nomeada Coalizão I, avaliou se a hidroxicloroquina associada ou não à azitromicina, poderia trazer benefícios a pacientes adultos hospitalizados com formas leves a moderadas de COVID-19. Os resultados do estudo serão publicados no periódico científico New England Journal of Medicine, nesta quinta-feira (23). O estudo contou com apoio da farmacêutica EMS, que forneceu os medicamentos, e foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Coalizão I teve início no dia 29 de março, com inclusão do último paciente em 17 de maio, e seguimento clínico finalizado em 2 de junho. Foram incluídos 667 pacientes com quadros leves ou moderados (que não precisavam de oxigênio ou precisavam de, no máximo, 4 litros por minuto de oxigênio suplementar), em 55 hospitais brasileiros. Por meio de randomização (sorteio) os pacientes receberam combinação de hidroxicloroquina, azitromicina mais suporte clínico padrão (217 pacientes); hidroxicloroquina mais suporte clínico padrão (221 pacientes); ou apenas suporte clínico padrão (grupo controle, 227 pacientes). A hidroxicloroquina foi usada durante 7 dias na dose de 400 mg a cada 12 horas e a azitromicina 500mg a cada 24h por 7 dias. O suporte clínico padrão foi de acordo com a equipe médica que assistia os pacientes, mas não poderia incluir hidroxicloroquina ou azitromicina. A avaliação do efeito do tratamento com hidroxicloroquina, com ou sem azitromicina, considerou como resultado principal o status clínicos dos pacientes 15 dias após a inclusão. O status clínico foi caracterizado em 7 níveis, do melhor para o pior (1. paciente em casa sem limitações às atividades habituais; 2. paciente em casa com limitações às atividades habituais; 3. paciente hospitalizado sem necessidade de oxigênio; 4. Pacientes hospitalizado com necessidade de oxigênio; 5. Pacientes hospitalizado necessitando de ventilação mecânica não invasiva ou cânula de alto fluxo; 6. Paciente hospitalizado necessitando de ventilação mecânica invasiva; 7. Óbito). O QUE ACONTECEU COM OS PACIENTES INCLUÍDOS NO ESTUDO? O status clínico aos 15 dias foi similar nos grupos tratados com hidroxicloroquina e azitromicina, hidroxicloroquina isolada ou grupo controle. Por exemplo, após 15 dias, estavam em casa sem limitações respiratórias: – 69% dos pacientes do grupo hidroxicloroquina + azitromicina + suporte clínico padrão; – 64% dos pacientes do grupo hidroxicloroquina + suporte clínico padrão; – 68% dos pacientes do grupo suporte clínico padrão. Interpretação: a utilização de HCQ ou Azitromicina não promoveu melhoria na evolução clínica dos pacientes. EFEITOS ADVERSOS No que diz respeito aos efeitos adversos, a pesquisa evidenciou dois pontos que merecem destaque: 1. Alterações em exames de eletrocardiograma (aumento do intervalo QT, que representa maior risco para arritmias) foi mais frequente nos grupos que utilizaram hidroxicloroquina, com ou sem azitromicina, comparada ao grupo que recebeu apenas suporte padrão. 2. Alteração de exames que podem representar lesão hepática (aumento de enzimas TGO/TGP detectado no sangue) foi mais frequente nos grupos que utilizaram hidroxicloroquina, com ou sem azitromicina, comparada ao grupo que recebeu apenas suporte padrão. Não houve diferenças para outros eventos adversos, como arritmias, problemas hepáticos graves ou outros. ÓBITOS O número de óbitos em 15 dias foi semelhante entre os grupos, em torno de 3%. OBSERVAÇÕES • Os pacientes incluídos no estudo tinham idade em torno de 50 anos. • Pouco mais da metade deles era do sexo masculino. • Foram incluídos apenas pacientes recém-admitidos ao hospital (até 48h) e que tivessem sintomas iniciados, no máximo, até sete dias antes • 40% dos pacientes eram hipertensos, 21% eram diabéticos; 17% eram obesos. • Vale destacar que estes resultados não são aplicáveis a outras populações, a exemplo de pacientes ambulatoriais com formas mais leves e iniciais de COVID-19. Para estes pacientes, é necessário aguardar estudos randomizados robustos em andamento. Os outros estudos da Coalizão COVID-19 Brasil em andamento • Coalizão II – Avaliou casos de Covid-19 mais graves que necessitaram de maior suporte respiratório. Todos os pacientes receberam hidroxicloroquina, e de forma aleatória (sorteio), os pacientes foram alocados em dois grupos: um que recebia adicionalmente azitromicina, e outro que não recebia azitromicina (grupo controle). Todos os pacientes receberam tratamento padrão que incluía hidroxicloroquina. Em breve os resultados serão divulgados. • Coalizão III – Avalia a efetividade da dexametasona para casos de Covid19 com síndrome respiratória aguda grave. A dexametasona é uma medicação com ação anti-inflamatória. Inclusão de pacientes encerrada com 299 casos em 40 centros. Resultados devem ser publicados brevemente. • Coalizão IV – Está avaliando se a anticoagulação plena com rivaroxabana traz benefícios para pacientes com COVID-19 com risco aumentado para eventos tromboembólicos. Foram incluídos 10 de um total previsto de 600 pacientes em 40 centros. • Coalizão V – Está avaliando se a hidroxicloroquina previne o agravamento da Covid19 em pacientes que não precisam de internação hospitalar. Foram incluídos 454 de um total previsto de 1300 pacientes em 68 centros. • Coalizão VI – Avaliou se o tocilizumab, um inibidor da interleucina 6, é capaz de melhorar a evolução clínica de pacientes hospitalizados com COVID-19 e fatores de risco para formas graves inflamatórias da doença. Inclusão de pacientes encerrada com 129 casos em 12 centros. Atualmente os pacientes estão sob acompanhamento clínico e os resultados deverão ser publicados em breve. • Coalizão VII – Está avaliando o impacto a longo prazo, após alta hospitalar, incluindo qualidade de vida, de pacientes que tiveram Covid19 e foram participantes dos demais estudos da Coalizao. Em andamento. Foram incluídos 529 pacientes. • Coalizão VIII – Avaliará se anticoagulação com rivaroxabana previne agravamento da doença com necessidade de hospitalização em pacientes não-hospitalizados com formas leves da COVID-19. Previsão de início de inclusão em Agosto/2020 (1.000 pacientes). • Coalizão IX – Avaliará se drogas antivirais isoladas e/ou em combinação entre si são efetivas para tratar casos de COVID-19 hospitalizados com doença moderada. Os antivirais a serem testados são atazanavir, daclatasvir e daclatasvir associados a sofosbuvir. Previsão de início na primeira quinzena de agosto.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 23/07/2020 às 21h34

Jair Bolsonaro parou para conversar com garis que faziam a limpeza da área externa do Palácio do Alvorada, sem máscara e sem respeitar o distanciamento social, nesta quinta (23). Ou ele vem mentindo e não está com covid-19 ou é incapaz de sentir qualquer empatia por seu semelhante, chegando ao ponto de não se preocupar com a vida das pessoas que para ele trabalham. Se fossem grandes empresários, ele ainda se prestasse a usar máscara antes de começar uma conversa neste momento de convalescência. Mas, eram garis - um dos grupos de trabalhadores mais essenciais para uma sociedade e, ao mesmo tempo, um dos que mais têm sua dignidade desrespeitada. Fanáticos seguidores do presidente nas redes sociais disseram que ele respeita tanto esses profissionais que parou para falar com eles. Mentira. Bolsonaro ama o som da própria voz ecoando em plateias, mesmo que ela carregue apenas o vazio. O presidente pode responder que não tem problema, que enviará uma caixa de cloroquina para cada um deles, porque o produto "não tem comprovação científica que não seja eficaz". Do alto de seu terraplanismo sanitário, não consegue enxergar o mal que faz ao tentar empurrar a população de volta ao trabalho usando um medicamento que não funciona. Se considerasse que a vida dos brasileiros é mais importante que suas estratégias de sobrevivência política, levaria em consideração uma grande pesquisa liderada pelos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês, Hospital do Coração, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa, Moinhos de Vento, entre outras instituições, que mostrou que a hidroxicloroquina não melhora a vida de pacientes com sintomas leves e moderados de covid. Mas ele não está preocupado em salvar vidas, nunca esteve. Quer salvar a si mesmo e a seus filhos. Com isso, sua tática negacionista se adapta. Primeiro, era fantasia. Depois, gripezinha. Daí, criou a fake dos caixões vazios. De lá, inventou uma tal conspiração contra a cloroquina - o remédio inútil pra covid. Aí começou o "todo mundo morre um dia". Para depois fazer cálculos de óbito/habitante e tentar convencer que não estamos tão mal. Tudo para não reconhecer que ele nos enfiou na lama tanto ao se omitir em liderar o país quando ao menosprezar o vírus para convencer a população a continuar trabalhando. Nesta quinta (23), ouvimos o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, ecoar o presidente Jair Bolsonaro, ao tirar o corpo fora sobre a aplicação de políticas de isolamento social. Como o chefe, repetiu a mentira de que isso é responsabilidade apenas de prefeitos e governadores. Não admira, portanto, que informado que sem distanciamento social, a pandemia iria durar dois anos por aqui, ele ignorou a informação e fomentou o retorno da vida à normalidade. A partir do momento em que levantou a caixa de cloroquina para uma multidão de fãs como se erguesse uma Copa do Mundo, Bolsonaro perdeu qualquer resquício de pudor. O presidente nem se preocupa mais se as mentiras que conta parecem desconectadas da realidade. O que importa é a performance, não o conteúdo. "No Brasil ninguém morreu, que eu tenha conhecimento, por falta de atendimento médico. Todos os recursos o governo repassou para estados e municípios", disse nesta quinta. Em cidades como Manaus, brasileiros morreram esperando um leito de UTI. São ninguém para o presidente. Reportagem na Folha de S.Paulo, desta quarta, mostrou que auditoria do Tribunal de Contas da União apurou que seu governo desembolsou menos de 30% dos recursos emergenciais que havia prometido para combater o coronavírus até o final de junho. O "todos os recursos" de Bolsonaro tem um déficit de realidade de 70%. Os seguidores fanáticos de Bolsonaro absorvem a cloroquina como uma cura que, na visão deles, vem sendo escondida por uma conspiração da imprensa, de comunistas e de chineses a fim de manter a população com medo e deprimir a economia através de bloqueios desnecessários. Mas também ela é a representação palpável da negação ao conhecimento e a todos os que usam a ciência para lhes dizer o que é melhor para suas vidas. Com isso, o apoio à cloroquina torna-se um repúdio a cientistas e intelectuais que impõem regras de isolamento, mas são incapazes de explicar suas dúvidas, resolver suas inseguranças e acabar com suas angústias. É compreensível que a pandemia gere um sentimento de impotência na população diante da falta de informação sobre os efeitos e o tratamento da covid-19, uma doença nova e que ainda está em estudo. Isso abre espaço para que líderes demagógicos preencham as lacunas, mesmo com mentiras, e apontem soluções que não resolvem. Parte da população abraça essas soluções em busca de alguma coerência para suas vidas. Foram 1.317 mortes registradas nas últimas 24 horas, totalizando mais de 84 mil óbitos - e nada indica que o ritmo vá arrefecer tão cedo. Enquanto isso, temos um presidente que não importa se garis, médicos, entregadores, operários de frigoríficos, motoristas de ônibus, agricultores vivem ou morrem. O pior é que, ao que tudo indica, por mais que sua administração seja mais nociva do que benéfica ao país na covid, tal qual a cloroquina, ele e sua narrativa podem sobreviver ao final.

JORNAL DA BAND/TV BANDEIRANTES/SÃO PAULO
Data Veiculação: 23/07/2020 às 19h50

Não são poucas as pesquisas nesse sentido mas agora a maior pesquisa feita no Brasil sobre a cortina concluiu que o medicamento não é eficaz em pacientes com sintomas leves e moderados da covid19. Felipe Peixoto, a o estudo iniciado em março contou com a participação de cinquenta e cinco hospitais brasileiros objetivo era saber se curou Quina poderia ajudar pessoas internadas com quadro leve ou moderado da corte de dezenove ao todo foram avaliados seiscentos e sessenta e sete pacientes divididos em três grupos, o primeiro recebeu remédios comuns para a gripe ou para infecções secundárias o segundo grupo foi incluída no tratamento de drogas e cortina e o terceiro grupo recebeu além da cor ou Quina antibiótico as Heathrow ensina após quinze dias a evolução foi muito parecida, o percentual de pacientes em casa e bem de saúde variou de sessenta e quatro a sessenta e nove por cento, o índice de mortes foi quase o mesmo entre dois e três por cento. A expectativa nossa com pesquisadores ao fazer esses meses todos é justamente a podem formar a conduta dos médicos, né dos gestores que isso possa ajudar a informar. E a tomar decisões. A pesquisa foi coordenada pela coalizão convites dezenove Brasil, o conjunto de cientistas de seis hospitais privados entre eles, Sírio Libanês, a cor e Albert Einsten, além de dois institutos de pesquisa pacientes que usaram cloro. Que também apresentaram com mais frequência dois efeitos colaterais lesões no fígado e alterações no eletrocardiograma que indicou o risco maior de arritmia esta semana dois estudos internacionais publicados na revista Scientific American também indicaram que apurou que nem nesse caso o tratamento da positivo. Uma pesquisa feita com macacos remédio não teve efeito antiviral, outra pesquisa examinou células pulmonares humanas infectadas com o vírus de laboratório e doze o efeitos da cocaína. A sugestão foi interessante, mas quando o estudo clínico, que realmente de maneira confiável foi testado no ambiente hospitalar mostrou de maneira clara, que não há benefício.

O GLOBO ONLINE/RIO DE JANEIRO
Data Veiculação: 23/07/2020 às 12h36

SÃO PAULO - Das ruas para a internet: da mesma forma que a maioria da população teve que alterar seus hábitos e fazer tudo remotamente, a criminalidade também está investindo em crimes digitais. De acordo com um levantamento inédito da NewSpace, empresa de tecnologia especializada em gestão de serviços de crédito, RH, cartões e segurança cibernética, os crimes digitais aumentaram, enquanto os tradicionais diminuíram. Hacker tipo exportação: Cibercriminosos brasileiros expandem fraudes para EUA, países europeus e até China Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os crimes patrimoniais, como roubos e furtos, caíram até 65% em meio ao surto da Covid-19. Por outro lado, segundo o estudo da NewSpace, os criminosos se aproveitaram da fragilidade econômica para lucrar na internet. O crime que mais aumentou, segundo o monitoramento feito pela empresa, foi a criação de websites falsos. A maioria deles se passava por instituições financeiras, tanto privadas como públicas, e ofereciam empréstimos fraudulentos ou acesso aos benefícios oferecidos pelo governo durante o período, como o auxílio emergencial. Auxílio emergencial: Trabalhador 'dribla' sistema da Caixa e emite boleto no próprio nome para poder sacar dinheiro O número de sites do tipo saltou 96%, de 57 para 112, entre o primeiro semestre de 2019 e o deste ano. O aumento também foi observado para todos os outros tipos de ataques, como vírus, phishing (tentativa de obter dados pessoais) e vazamentos. Em junho, O GLOBO revelou também o aumento considerável de casos de hacktivismo. — Para nós, o aumento não foi nenhuma surpresa, até porque o negócio não pode parar: se não dá para ir ao banco fisicamente, os criminosos vão virtualmente — afirma Thiago Bordini, diretor de Inteligência Cibernética da NewSpace. Consignado: Banco só poderá cobrar 1ª parcela de aposentado do INSS após 90 dias Investigação em SP Esta semana, uma operação da Polícia Civil de São Paulo deixou clara a dimensão que os crimes digitais podem chegar. Batizada de Operação Peregrino, a investigação desarticulou uma quadrilha que funcionava em um bairro da periferia da Zona Leste de São Paulo. O grupo é acusado de invadir o e-mail de um grande escritório de advocacia para a extorsão de um advogado. Além disso, os criminosos realizavam golpes por meio de aplicativos de mensagens como o WhatsApp, em que se passavam por outra pessoa pedindo depósitos aos amigos. Em seis meses: Queixas sobre vendas pela internet dobram nos Procons Na casa de uma das suspeitas, foram apreendidos 200 chips eletrônicos de celular e anotações que indicavam quando cada um dos números havia sido utilizado. O GLOBO apurou que as investigações apontam uma movimentação bancária de mais de R$ 300 mil na conta de um dos suspeitos. Os valores, porém, não surpreendem. Alguns dos criminosos que lançam mão desse golpe costumam focar em pessoas conhecidas ou com alto poder econômico. Atualmente, há investigações de golpes similares aplicados em grupos de médicos durante a pandemia. Um integrante do governo estadual também teve seu número clonado: passando-se por ele, os criminosos conseguiram depósitos em quantias consideráveis. Twitter: Golpe com empresas e famosos atingiu pelo menos 328 milhões de pessoas; veja como se proteger De acordo com policiais, o número de casos de roubo de celulares vem aumentando nos últimos meses. Para conseguir acesso ao aplicativo, os criminosos se passam por funcionários de empresas. Na ligação, afirmam que é necessária a confirmação de um código recebido por SMS. O número, no entanto, permite acesso a aplicativos de mensagem. No último dia 6, o Hospital Sírio-Libanês, um dos principais de São Paulo, foi alvo de um ataque mais sofisticado: um ransomware teria entrado nos servidores do estabelecimento. Pedro Doria: Na briga dos hackers, o Brasil está fora Ransomwares são vírus que bloqueiam um ou mais sistemas e cobram um pagamento para que o acesso seja restabelecido. Segundo a empresa, não há indícios de que os hackers tiveram acesso a informações sensíveis. Segundo Bordini, esse foi apenas um dos ataques. — Nós monitoramos vários exemplos de ataques ao setor de saúde, de todo o tipo. E, para nós, este é o pior dos mundos, porque todos estão passando por um momento crítico, e qualquer informação que saia pode comprometer — afirma. Netflix: Falso e-mail pede atualização de dados para evitar cancelamento Auxílio emergencial Apesar dos ataques de grande porte, os mais vulneráveis a golpes desse tipo são pessoas de baixa renda. O número de fraudes na aplicação do auxílio emergencial oferecido pelo governo federal indica que muitos dos benefícios concedidos podem ter ido parar nas mãos erradas. O levantamento da NewSpace coletou uma série de sites falsos que eram similares aos da Caixa Econômica Federal. Da mesma forma, os criminosos também criavam aplicativos falsos. Copiando a identidade visual dos sites do banco, as vítimas inseriam seus dados pessoais no sistema falso. De posse dessas credenciais, os criminosos faziam o cadastro no sistema oficial e, assim, acessavam o benefício no lugar da vítima. FGTS: Golpe que promete saque de R$ 1.045 do Fundo atinge mais de cem mil vítimas outro golpe do mesmo tipo oferecia empréstimos fraudulentos. Para a liberação do empréstimo, os fraudadores solicitavam o depósito de uma quantia em uma conta indicada. Alegadamente, o valor seria destinado ao pagamento de taxas, garantias ou avalista. — No processo de entender o modus operandi dos grupos, tivemos acesso aos contratos, e eram, de fato, os contratos usados por essas instituições. A única diferença era que esses documentos, claro, não iam para frente — diz Bordini. O que fazer para se proteger Dados: Não confirme dados pessoais se você mesmo não solicitou nenhum tipo de serviço. SMS: Se você não pediu nada, nunca forneça a terceiros códigos que receber por SMS. Esse golpe pode dar acesso a aplicativos de mensagem. Ofertas: Sempre desconfie de ofertas milagrosas ou descontos acima do normal, com preços fora do padrão do mercado. Cartão: Para fazer compras na internet, se possível, use sempre um cartão virtual fornecido pelo seu banco, por meio do aplicativo oficial. Telefone: Se alguma empresa entrar em contato, questione sempre o atendente para ter certeza de que é um funcionário. Além disso, evite fornecer dados pessoais.