Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

VEJA SAÚDE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 23/06/2020 às 19h23

No fim de março de 2020, a pneumologista Elnara Negri, do Hospital Sírio-Libanês e da Universidade de São Paulo (USP), notou um fenômeno tão curioso quanto preocupante em uma de suas primeiras pacientes com Covid-19. “Ela voltou para o hospital depois da alta porque sua oxigenação começou a piorar rapidamente. Logo depois que nós a entubamos, seu dedão ficou roxo, como se um coágulo estivesse bloqueando a chegada de sangue até ele”, relata. A complicação após inserir um tubo na garganta da mulher para fornecer oxigênio lembrava algo que Elnara só via com frequência no início dos seus 30 anos de experiência em UTIs — onde hoje vão parar entre 5 e 12% dos infectados pelo coronavírus. “Naquela época, o aparelho disponível liberava bolhas de ar na circulação que causavam tromboses em regiões periféricas”, recorda a médica. A tecnologia, no entanto, evoluiu, e o risco de isso ocorrer declinou. A estratégia para reverter situações do gênero é lançar mão de anticoagulantes, remédios que dissolvem os trombos e desobstruem veias e artérias. “Como naqueles tempos, utilizamos a heparina na paciente com Covid 19 e ela logo melhorou. Mas decidimos investigar o que estava acontecendo”, conta Elnara. Em contato com patologistas e médicos que realizam autópsias, a pneumologista descobriu que, na análise de vítimas fatais da doença, havia entupimentos em vasos sanguíneos não só nos pulmões mas também no coração, nos rins e até na pele. Aprofundando-se no caso, Elnara se tornou uma das primeiras profissionais do mundo a registrar o elo entre a infecção e tromboses. E também publicou seus achados positivos com a anticoagulação em 27 pacientes internados. –Ilustrações: May Tanferri/SAÚDE é Vital Com a agressão do vírus e a reação do organismo, microtrombos podem surgir nos pulmões, só que, de tão pequenos e localizados, passam despercebidos pelo corpo. Isso ajuda a entender por que algumas pessoas com a infecção têm quedas bruscas na oxigenação do sangue sem sentir falta de ar. É o cenário de uma pneumonia silenciosa, marca registrada da Covid-19. “Os pulmões são, sem dúvida, o local mais atacado pelo vírus e onde começam os problemas”, diz a cardiologista Ludhmila Hajjar, da USP e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Calcula-se que oito em cada dez pessoas infectadas não vão sofrer complicações ali ou em outros órgãos, mas até 20% dos acometidos precisam de internação e, às vezes, UTI. É nessa parcela que o vírus Sars-CoV-2 tende a promover seus danos diretos e indiretos. O desafio é saber quem está mais suscetível ao ataque sistêmico. –Ilustrações: May Tanferri/SAÚDE é Vital A identificação dos trombos pelos pulmões e pela circulação em geral foi um dos marcos na compreensão da real amplitude da nova doença. “Tromboses já são observadas em casos graves de sepse, gripe e outras infecções respiratórias, mas são mais frequentes na Covid-19”, afirma o cardiologista Behnnood Bikdeli, do Centro Médico da Universidade Colúmbia, em Nova York, cidade que foi o epicentro da pandemia nos Estados Unidos. Dois dias depois da divulgação do estudo encabeçado pela brasileira Elnara Negri, o professor americano publicou uma pesquisa descrevendo o mesmo fenômeno no jornal do Colégio Americano de Cardiologia. Para entender com minúcia por que ele ocorre, precisamos desbravar outra particularidade da infecção pelo coronavírus, a tempestade inflamatória. Quando o patógeno invade uma célula e se multiplica, há uma resposta-padrão do nosso sistema imune — e isso também vale para outros vírus e bactérias. Continua após a publicidade “As células infectadas avisam que estão sob ataque e o corpo libera substâncias inflamatórias”, explica a bióloga Karina Bortoluci, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia. Essas mensageiras, as citocinas, são cruciais, já que mobilizam células de defesa para entrar rapidamente em cena. A tormenta controlada e proposital causa febre e mal-estar, sintomas clássicos de doenças infecciosas. “Contudo, se essa resposta persiste e não é suficiente para controlar a infecção, pode começar a causar danos”, aponta Karina. É o que se observa nos quadros graves de Covid-19: uma verdadeira enxurrada de citocinas, que, depois de inflamar os pulmões, passa a fazer estragos em outros órgãos e estruturas. A tempestade castiga especialmente a parede dos vasos sanguíneos. “Essas moléculas lesionam a região, e o organismo libera mais plaquetas e substâncias coagulantes para tentar cicatrizá-la”, descreve Olga Ferreira de Souza, diretora de cardiologia da Rede D’Or. Nesse ciclo constante de machucados e reparos, a coagulação fica bagunçada e as moléculas deflagradas acabam se embolando, o que culmina no entupimento de veias e artérias. Os vasos menores e mais estreitos são atingidos primeiro, entre eles os do pulmão e aqueles que abastecem o coração. “O que tem nos surpreendido é o infarto em indivíduos sem comprometimento nas artérias coronárias, que são geralmente as envolvidas nesses casos”, observa o cardiologista Alexandre Abizaid, do HCor, em São Paulo. As tais coronárias são mais amplas e toleram melhores os trombos, diferentemente de suas vizinhas, que, obstruídas, também levam à morte de células cardíacas. Se adicionarmos a isso as complicações do coronavírus em pessoas que já têm um coração fragilizado, compreendemos por que ele é um dos órgãos mais afetados pela Covid-19 — as panes ali representam a segunda causa de morte nas UTIs hoje. Não para aí: o músculo cardíaco pode ser alvo do patógeno em si. “Células do coração também possuem na superfície a enzima usada pelo vírus para invadi-las”, detalha Olga. A infecção, ainda que menos comum, é conhecida como miocardite. Além dela, sujeitos com propensão ou fatores de risco estão mais vulneráveis a arritmias e insuficiência cardíaca. Isso sem contar que diabetes, pressão alta e histórico de problemas cardiovasculares elevam o perigo de a Covid-19 agravar, sabotando o corpo todo. Por fim, a pandemia traz uma ameaça indireta ao peito: o fato de muita gente estar com medo de ir ao hospital e, assim, negligenciar sintomas de infarto ou outro chabu, relacionado ou não ao coronavírus. –Arte e foto: Ricardo Davino/ Ilustrações: May Tanferri/SAÚDE é Vital Em quem a doença bate mais forte Antes de seguirmos por outros reflexos da infecção da cabeça aos pés, convém reforçar que essas encrencas mais sérias, salvo raríssimas exceções, estão ligadas a dois fatores, o envelhecimento e a presença de doenças crônicas já existentes. “Todos os estudos demonstram que os idosos têm maior risco de complicações”, ressalta Olga. Um deles, conduzido pela Universidade Harvard, nos EUA, com 9 mil pacientes tratados em 169 hospitais de diversos países, conclui que a idade é o principal aspecto associado à morte por Covid-19. No Brasil, quase 70% das vítimas fatais têm mais de 60 anos. Continua após a publicidade, mas, em que pese o impacto na imunidade, a data de nascimento não é uma sentença — afinal, existem muitos idosos se recuperando e casos severos ocorrendo entre jovens. Uma teoria é que certos anticorpos, menos habilidosos, estariam ligados à superinflação a despeito da idade. E é de esperar que quem se cuida e envelhece bem esteja mais protegido. Mais estudos deverão esclarecer as razões por trás da tempestade inflamatória, que costuma aparecer no que se entende como a segunda e mais desafiadora fase da doença. “É o principal mistério hoje. Algumas pessoas passam dias com sintomas leves e subitamente ficam muito doentes”, relata o neurologista Scott Andrew Josephson, da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA. Geralmente, essa piora ocorre no meio da segunda semana e exige atenção médica imediata. Um problema nervoso nem o cérebro escapa das garras do coronavírus. Pesquisas indicam que pelo menos 30% dos portadores da infecção desenvolvem sintomas e descompassos neurológicos, de leves a preocupantes. “Os mais comuns são dor de cabeça, confusão mental e tontura”, lista Josephson. Transtornos bem graves, como acidente vascular cerebral (AVC) e encefalite (uma inflamação no cérebro), foram relatados em indivíduos com quadros severos de Covid-19. No caso dos derrames, o mecanismo está bem elucidado: as alterações na coagulação sanguínea e os danos nas paredes dos vasos podem atingir a circulação cerebral. Uma análise recém-publicada no periódico Stroke encontrou 32 registros de AVC entre mais de 3 500 pacientes internados por coronavírus em hospitais de Nova York. A taxa é pequena, menos de 1%, mas os episódios tendiam a ocorrer em pessoas mais jovens e ser mais agressivos em comparação com os casos usuais de AVC. Para ter ideia, a dosagem de dímero-D, substância que ajuda a calcular o risco de trombose, era, em média, 10 mil nesse grupo, ante 575 do grupo convencional. “Embora os idosos sejam mais ameaçados nesse sentido, temos visto coágulos cerebrais relacionados à infecção em jovens, e sem que haja outro sintoma importante antes”, conta o neurologista Paulo Bertolucci, coordenador do Núcleo de Envelhecimento Cerebral da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por causa disso, algumas instituições já incluem a tomografia de tórax na investigação de novos episódios de AVC. Ao mesmo tempo, nos casos confirmados de Covid-19, especialmente os hospitalizados, os médicos acompanham constantemente o estado neurológico e podem prescrever anticoagulantes de maneira preventiva. A exemplo do que pode acontecer com o coração, vão se acumulando pistas de que o coronavírus também consiga infectar as células nervosas. E não apenas no cérebro. É o que se imagina que ocorra com vias do sistema nervoso periférico responsáveis pelos sentidos do olfato e do paladar. “Estudos europeus apontam algum nível de perda sensorial em 90% das pessoas acometidas”, nota o neurocientista Stevens Rehen, do IDOR — Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, que avaliará, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fiocruz, o comportamento do Sars-CoV-2 em células neurais humanas. Continua após a publicidade A hipótese de que o vírus possa inclusive usar os nervos olfativos para subir até o cérebro é levantada por pesquisadores, mas ainda não há provas definitivas. Para atingir a massa cinzenta, o agente infeccioso precisa atravessar a barreira hematoencefálica, uma espécie de filtro que impede a entrada de toxinas e micro-organismos em circulação. Não se sabe se o Sars-CoV-2 tem essa capacidade, mas é de supor que sim, uma vez que parentes do coronavírus chegam lá. “E a inflamação exagerada pode prejudicar a eficácia dessa barreira de proteção”, diz Bertolucci. O tal do temporal de citocinas ainda explicaria os relatos, felizmente raros, de síndrome de Guillain-Barré, quadro que afeta os nervos periféricos e causa dor, formigamento ou paralisia temporária nos membros. –Arte e foto: Ricardo Davino/ Ilustrações: May Tanferri/SAÚDE é Vital Enquanto as hipóteses pipocam quase na velocidade do crescimento dos casos de coronavírus no país, uma coisa é dada como certa: qualquer doente grave, que tenha de ficar muito tempo na UTI, precisa ser muito bem cuidado para minimizar sequelas neurológicas. Na Covid-19, que costuma exigir semanas de leito e acompanhamento intensivo, não é diferente. “Há evidências de que cerca de um terço desses indivíduos tenha alguma disfunção cognitiva até um mês depois da alta, seja raciocínio um pouco lento, seja dificuldade na coordenação motora. Mas não sabemos se essas sequelas são passageiras”, argumenta a médica Gisele Sampaio, da Academia Brasileira de Neurologia. Sobrou para os rins Entre os pacientes encaminhados à UTI, o combo inflamação e coagulação fora de controle não poupa os rins. “É preciso que a produção de citocinas esteja bem elevada para atingi-los, mas acontece. No Brasil, observamos que até 40% dos internados em UTI necessitam de hemodiálise”, contextualiza o nefrologista Bento Fortunato, do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista. Nesse procedimento, uma máquina é colocada para fazer o trabalho dos rins. Melhor que a piora na dupla de órgãos que filtram o sangue parece restrita a casos bem severos de Covid-19 e, na maioria das vezes, dá para detectar se eles correm perigo com antecedência e intervir. Existem indícios, porém, de que o coronavírus possa viajar até os rins e infectar suas células. Pois é, basta uma unidade do corpo ter a enzima-chave (a ECA2) para o patógeno se conectar e, pronto, ele tem boas chances de se apoderar dela. Cientistas já encontraram essa pecinha nos pulmões, no coração, nos rins, no intestino… aliás, não é à toa que algumas pessoas infectadas sofrem de diarreia. Até então, não havia notícia de outro vírus que se valesse dessa enzima. O Sars-CoV-2 ainda tem predileção por células do epitélio, o tecido que faz a interface entre os órgãos e o sangue. “Dá para supor, assim, que ele poderia alcançar praticamente o organismo inteiro”, avalia o infectologista João Prats, da BP — A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Continua após a publicidade –Arte e foto: Ricardo Davino/ Ilustrações: May Tanferri/SAÚDE é Vital Na profundeza e na superfície A lista de maldades do coronavírus soa realmente extensa. Os médicos já tinham reparado que a conjuntivite pode ser um sintoma da infecção. Nesse caso, o hóspede indesejado se infiltra nos olhos, da mesma forma que faz com a boca ou o nariz. Quando se instala ali, desperta um processo inflamatório. “Estima-se em 30% as manifestações oculares entre os infectados, que vão desde um quadro simples, com olhos avermelhados, até secreções e edemas, o que é mais raro”, descreve o oftalmologista Cristiano Caixeta, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Mas o inimigo consegue ir mais fundo. Experts da Unifesp notaram lesões na retina de 12 portadores de Sars-CoV-2. O achado, publicado no periódico The Lancet, pode ser mais um sinal do avanço do vírus até o sistema nervoso central. O oftalmologista Rubens Belfort Jr., autor do trabalho, sugere que estudar a retina, intimamente ligada ao cérebro, seria como espiar pelo buraquinho da fechadura. Se por dentro ele apronta, por que por fora seria tão diferente? Manchas vermelhas e que causam coceira na pele começaram a ser relatadas com a expansão da pandemia. Uma investigação espanhola com 375 cidadãos infectados chegou a cinco padrões de lesão cutânea. O mais curioso, visto em 19% dos participantes, eram as falsas geladuras — queimaduras causadas pelo frio, que provocam manchas vermelhas ou arroxeadas nas extremidades. São os já famosos “dedos de Covid”. Erupções semelhantes às de herpes e urticária também foram visualizadas pelos estudiosos. Todavia, como os cerca de 600 relatos de alterações na pele descritos na literatura médica são poucos comparados aos milhões de casos da doença, ainda ninguém cravou se há uma relação de causa e efeito ou se seria só coincidência. RelacionadasMais Lidas MedicinaRastreamento de contatos: o que é e como ele ajuda a conter o coronavírus23 jun 2020 - 19h06 MedicinaMedicina1É possível pegar o coronavírus mais de uma vez? MedicinaMedicina2Casos sem sintomas, leves e graves: as diferentes evoluções do coronavírus MedicinaMedicina3Covid-19 é doença sistêmica: conheça estragos e sintomas fora dos pulmões MedicinaMedicina4Como o coronavírus é transmitido e por quanto tempo ele resiste por aí O novo desafio do século À época da descoberta feita pela pneumologista Elnara Negri, a pandemia dava seus primeiros passos no Brasil, com cerca de 100 mortes. Hoje já ultrapassamos meio milhão de infectados e 35 mil óbitos. Entre tantas incertezas e repercussões no corpo e na mente, perguntei aos especialistas entrevistados para esta reportagem o que mais desafia o mundo hoje no tratamento da Covid-19. O imprevisível pico de piora da doença em algumas pessoas liderou as respostas. “É muito difícil não ter um remédio que funcione na maioria dos casos”, desabafa Prats. “Assim como lidar com a distância da família. O paciente, isolado, fica angustiado e os parentes, inseguros”, completa o infectologista. “O que parece fazer mais diferença entre quem vive e quem morre é o acesso a um bom suporte de terapia intensivo e acompanhamento de uma equipe multidisciplinar”, analisa Ludhmila. Falamos de recursos e médicos de diversas áreas, enfermeiros, técnicos e companhia devidamente equipados e protegidos para atuar. E é aí que a pandemia expõe uma das maiores chagas do Brasil, a desigualdade no acesso à saúde. Na cidade de São Paulo, epicentro da pandemia por aqui, a taxa de mortalidade chega a ser dez vezes maior nas periferias. Que a ciência e a vontade política se unam para curar essa ferida. Continua após a publicidade um balanço sobre os tratamentos em estudo confira os principais remédios e soluções pesquisados para deter a Covid-19 hoje: Corticoides: combatem a inflamação. A dexametasona, uma das avaliadas, já é empregada na prática contra a síndrome respiratória aguda grave e a miocardite, duas complicações da Covid-19. Cloroquina: os resultados dos testes com a cloroquina e a hidroxicloroquina são desanimadores e inconclusivos. Hoje elas podem ser prescritas para quadros moderados e graves da doença. Antivirais: promissores no início da pandemia, os remédios anti-HIV falharam nos estudos com humanos. O remdesivir, criado para combater o ebola, parece reduzir o tempo de internação e foi aprovado nos Estados Unidos. Anticoagulantes: a heparina já é usada em boa parte das pessoas que precisam ficar na UTI ou correm maior risco de desenvolver coágulos. Hoje se investiga ainda uma possível ação direta contra o vírus. Tolicizumabe: é um anticorpo monoclonal usado em doenças autoimunes e que bloqueia uma das moléculas envolvidas na tempestade inflamatória. Já há estudos avançados apurando sua eficácia em pneumonias severas. Inibidores da JAK: essa classe de medicamentos, também receitada a pessoas com doença autoimune, interfere nas citocinas por trás da resposta inflamatória. Pesquisas em humanos começam em breve. Antiparasitários: são fármacos como a nitazoxanida, estudada no Brasil, e a ivermectina, mais conhecidos como vermífugos. Passam por testes clínicos para validar sua capacidade de baixar a carga viral e a gravidade do quadro. Plasma de convalescente: contempla anticorpos extraídos de pacientes recuperados e injetados naqueles doentes. Os resultados são positivos e há poucos efeitos colaterais, mas pesam limitações logísticas. Continua após a publicidade Anticorpos neutralizantes: a ideia é encontrar os melhores anticorpos capazes de frear o vírus e recriá-los em laboratório para uma produção em larga escala. Ainda não há pesquisas do gênero com seres humanos. RelacionadasMais Lidas MedicinaA jornada pela primeira vacina contra o coronavírus no Brasil10 jun 2020 - 13h06 Mente SaudávelA epidemia oculta: saúde mental na era da Covid-1917 Maio 2020 - 12h05 MedicinaDexametasona reduz mortalidade em casos graves de coronavírus, diz estudo16 jun 2020 - 15h06 MedicinaMedicina1É possível pegar o coronavírus mais de uma vez? MedicinaMedicina2Casos sem sintomas, leves e graves: as diferentes evoluções do coronavírus MedicinaMedicina3Covid-19 é doença sistêmica: conheça estragos e sintomas fora dos pulmões MedicinaMedicina4Como o coronavírus é transmitido e por quanto tempo ele resiste por aí

SUPERINTERESSANTE ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 23/06/2020 às 13h39

Saúde Novo método pode ser tão eficaz quanto o PCR, que usa amostras de secreção nasal – mas se mostrou mais simples, rápido e barato. skaman306/Getty Images Publicidade Enquanto não há vacina ou remédio para conter o surto de covid-19, pesquisadores buscam formas de facilitar o diagnóstico e melhorar o rastreamento de casos. Pensando nisso, a empresa de diagnóstico molecular OptiGene – junto à Universidade de Southampton e ao Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido – começou a desenvolver testes de saliva para detectar o novo coronavírus. Os ensaios para comprovar a efetividade do método devem começar ainda nesta semana (22). Serão cerca de 14 mil pessoas realizando testes semanais em suas próprias casas por um período de quatro semanas. O corpo de voluntários é formado por clínicos gerais, trabalhadores essenciais e funcionários e residentes da própria universidade. A obtenção da amostra é bem simples, dispensando auxílio profissional. Os pesquisadores devem enviar kits às casas ou locais de trabalho dos participantes, e então, a única coisa que o voluntário deve fazer é cuspir dentro de um tubo de ensaio. Depois, ele pode levar o material até o local combinado com a equipe de Southampton ou esperar que algum membro do estudo busque a amostra. A pessoa testada terá o resultado em 48h. Até o momento, há dois tipos principais de testes de covid-19 no mercado: a sorologia e a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). O primeiro é feito através da coleta de sangue, e serve para verificar se o paciente tem anticorpos contra o vírus. O problema é que ele não diz se o indivíduo está infectado no momento do teste ou se apenas teve contato com o vírus no passado. Além disso, seus resultados podem ser confusos, apresentando falsos positivos ou negativos, o que traz a necessidade de realizar outros testes de confirmação. Continua após a publicidade O PCR é realizado com o chamado swab. O profissional coleta secreção nasal com um tipo de cotonete que vai desde o nariz até a garganta do paciente. Depois, em laboratório, os cientistas buscam pelo material genético do vírus nas células do paciente. A taxa de acerto do método é de 90%. Mas ele tem seu lado negativo: é extremamente invasivo. O swab pode causar engasgos e tosse no paciente, o que também expõe os profissionais de saúde à possíveis gotículas infectadas. O teste de saliva que está sendo desenvolvido no Reino Unido também procura material genético do vírus, mas usa outra técnica, conhecida como Amplificação Isotérmica Mediada por Loop (LAMP). No exame do tipo PCR, é preciso, antes de tudo, transformar o RNA viral do Sars-CoV-2 em uma fita dupla de DNA. Isso porque a fita de RNA do vírus é muito pequena, o que dificulta sua leitura. A alteração é feita com auxílio de uma enzima chamada transcriptase reversa, que utiliza os nucleotídeos presentes no citoplasma para reverter a fita única de RNA em uma fita dupla de DNA. Mas isso não é suficiente; é preciso ainda replicar este DNA obtido. Isso é feito através do aumento e diminuição da temperatura da amostra. Ao aumentar a temperatura, o DNA acaba se separando em dois pedaços de fita simples, o que chamamos de desnaturação do DNA. Depois, com a queda da temperatura, adiciona-se a enzima Taq Polimerase, que sintetiza duas novas cadeias de DNA a partir das fitas originais. Esse ciclo pode ser repetido até 40 vezes, o que explica a demora para a obtenção do resultado. Já na técnica LAMP, a amostra pode ser mantida a temperaturas constantes durante todo o processo, o que torna tudo mais simples e rápido, além de diminuir custos. Ela funciona da seguinte forma: após transformar o RNA em DNA, coloca-se uma enzima polimerase, geralmente a chamada Bst DNA, que deve abrir a fita dupla. Em conjunto, são adicionados quatro primers (segmentos de ácidos nucléicos que auxiliam na replicação do DNA) que devem reconhecer e amplificar seis áreas distintas do DNA alvo. Isso possibilita a detecção do gene em apenas uma etapa, que pode ser feita na temperatura de 64 ºC. Continua após a publicidade os participantes do estudo de Southampton são obrigatoriamente inscritos no programa de Teste e Rastreamento do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido. Assim, caso haja qualquer resultado positivo, tanto a pessoa infectada quanto todos os outros que tiveram contato com ela serão avisados para que pratiquem o isolamento. Além de testar o método de diagnóstico, o estudo ainda poderá avaliar a taxa de indivíduos que desenvolvem a doença de forma assintomática. No Brasil, o laboratório Mendelics firmou uma parceria com o Hospital Sírio Libanês para desenvolver testes de saliva para covid-19. Eles prometem resultados rápidos: menos de uma hora após a coleta. No momento, estão realizando um projeto-piloto com 50 mil voluntários. O CEO da Mendelics, David Schneleiger, explicou ao Estado de S. Paulo que o teste deve ser destinado às empresas que querem testar seus funcionários para voltar a normalidade, e não para pessoas físicas que procurarem pelo método em hospitais. O valor do teste de saliva deve ficar em 95 reais. Atualmente, o PCR tem custo aproximado de 300 reais. Coronavírus Covid-19

Jovem Pan
Data Veiculação: 23/06/2020 às 08h13

Cesar Greco / SE Palmeiras Felipe Melo, do Palmeiras, faz teste de diagnóstico para Covid-19 Na última segunda-feira (22), os jogadores do Palmeiras foram submetidos a mais uma rodada de testes para detectar possíveis infecções pelo novo coronavírus. Em parceria com o Hospital Sírio Libanês, os atletas foram atendidos no sistema ‘drive thru’. Dentro da área aberta da Academia de Futebol, foram montadas três estações de triagem e coleta. Além do elenco profissional, membros da diretoria, comissão técnica e do Núcleo de Saúde e Performance passaram novamente pela checagem. Ao todo, mais de 50 testes foram realizados. Os resultados saem nesta terça-feira (23). “Esse contínuo monitoramento nos permite garantir a segurança necessária para iniciarmos as avaliações físicas. Nosso protocolo tem uma agenda sucessiva de coletas, que inclui inclusive outras testagens nesta semana”, explicou o médico do clube, Pedro Pontin. O próximo passo do Palmeiras é realizar uma série de avaliações físicas, fisiológicas e bioquímicas em seu centro de treinamento sob rígido protocolo de segurança. No domingo, o Verdão informou que, dentre os 30 jogadores testados, apenas um deu positivo e está preventivamente afastado das atividades presenciais. O clube também confirmou que, durante o período de paralisação, outros três atletas testaram positivo, mas estão recuperados e, depois de passarem por uma série de avaliações cardiorrespiratórias, foram liberados.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 23/06/2020 às 08h00

Nesta terça-feira, a Academia de Futebol volta a ser local de trabalho para os jogadores do Palmeiras, mas com uma série de restrições. Serão realizados testes físicos nos gramados, acompanhados presencialmente pelo técnico Vanderlei Luxemburgo e por Antônio Mello, coordenador de preparação física, ambos, contudo, com acompanhamento particular. A preocupação com os dois é por conta de um trecho da resolução do Governo de São Paulo, que aponta que "profissionais com idade a partir de 60 anos ou portadores de doenças crônicas não devem participar dos treinamentos". O clube entendeu que é uma recomendação e, como considera Luxemburgo (68 anos de idade) e Antônio Mello (72) fundamentais, faz um monitoramento especial. Ambos não têm problemas preliminares, estão bem de saúde, sem comorbidades e com vida ativa, e foram liberados depois de passar por testes. A partir desta terça-feira, será realizada uma série de avaliações físicas, fisiológicas e bioquímicas, para detectar e corrigir possíveis perdas e deficiências geradas pelos mais de três meses sem treinamento presencial, devido ao isolamento social necessário na pandemia do coronavírus. O elenco fez testes para detectar COVID-19 na quinta e na segunda-feira e, por enquanto, somente dois atletas não estarão nos trabalhos desta terça: o zagueiro Gustavo Gómez, que não fez exame nenhum por enfrentar problemas para retornar do Paraguai, e um atleta, ainda com nome mantido sob sigilo, que está infectado no momento, sem sintomas. Outros três atletas tiveram o vírus, mas já estão recuperados. Entre membros de comissão técnica e diretoria, só um teve resultado positivo e se curou plenamente. Vanderlei Luxemburgo e Antônio Mello fazem parte do restrito grupo de pessoas que circularão pelas dependências da Academia, liberado só para profissionais considerados essenciais - não haverá imprensa. Todos seguindo diretrizes compiladas em um manual de boas práticas elaborado pelo Núcleo de Saúde e Performance do clube com profissionais do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital Sírio Libanês. Confira os procedimentos do Palmeiras para os testes desta terça-feira: - Serão evitadas ao máximo as dependências internas, sem a utilização das áreas de massagem e fisioterapia, por exemplo, para que as atividades ocorram em locais com maior ventilação - Os atletas vão com seu uniforme direto de casa e serão orientados a ir do treino direto para casa, sem ter contato com outros jogadores, mesmo em qualquer área interna - Será respeitado um espaço de 20 metros entre os atletas, com cinco jogadores por vez em cada campo. Como a Academia de Futebol tem três campos, o elenco será dividido em dois grupos de, no máximo, 15 jogadores - O jogador precisará vestir a máscara assim que chegar ao centro de treinamento, mas todo o trabalho físico será realizado sem máscaras pelos jogadores (a comissão técnica, contudo, estará com o equipamento) - Os jogadores precisarão sair uniformizados de casa, levando álcool em gel, e dirigindo seus carros sem acompanhantes - Apresentação na triagem sem objetos pessoais, como óculos - Na chegada à Academia, todos terão a temperatura corporal medida e responderão a um questionário. Quem apresentar febre ou sintoma de gripe será orientado a voltar para casa e comunicar o médico do clube - O jogador terá acessórios de suplementação, nutrição e hidratação individuais já separados para serem usados apenas por ele e segue até o campo em que treinará, que já estará previamente estipulado - Não está liberado, de forma alguma, que um jogador se exercite atrás do outro, em forma de fila, para evitar qualquer chance de transmissão - A rotina de limpeza das instalações será de maior frequência nos ambientes onde há circulação de pessoas. Dispensadores de álcool em gel estarão disponíveis em todos os ambientes

RÁDIO CBN FM 90,5/SÃO PAULO | JORNAL DA CBN 2ª EDIÇÃO
Data Veiculação: 23/06/2020 às 19h51

O aumento das doenças respiratórias durante o inverno alertam especialistas para que os sintomas não sejam confundidos com a covid19, como as perdas de olfato e paladar, por exemplo, não se manifestam em outras infecções virais para preveni-los são recomendadas ações já conhecidas nos tempos de pandemia como a higienização constante das mãos evitar ambientes fechados e com concentração de pessoas. O inverno começou nesta semana e junto com ele, o aumento de doenças respiratórias, como gripes resfriados, elite alérgica a as mães se use de comuns nessa época mais fria do ano. A pandemia do novo coronavírus, no entanto, faz com que as pessoas tenham que redobrar os cuidados de prevenção e ficar atentas aos sintomas já que convide 10, principalmente nos casos mais leves possui características bastante parecidas com uma gripe ou resfriado, como explicar doutora Kristine Rodrigues infectologista do hospital Santa Paula, a gripe é a principal ainda é minha porta é muito carente de carro. Ou seja, a única dor no corpo e na alma que eu tenho uma meta, então ela não comer lá, lembra muito contente e muito de então a gente enfrenta um avião. Doutora de Natan tinha o lojista do Hospital sírio-libanês, no entanto, afirma que alguns sintomas são bastante característicos da cor e de 10 e não se manifestam e outras infecções virais que aumente alguém que. A dor e a perda. A vantagem de alguns como quando o médico também lembra de outros sintomas típicos em casos mais graves do coronavírus e que não são causados por gripes e resfriados. Que tudo por uma grave do que aquelas com cartão e a Paulo Cunha, a ir além de uma torre um que entra em campo, a única nem ela te contou ainda outros órgãos, o que é bom e quem passou um ano em um de cabeça, o inverno é propício para a disseminação de. Vírus respiratórios devido a tendência das pessoas de ficar mais aglomeradas em espaços fechados. Segundo o Ministério da Saúde até maio foram registrados mais de 1500 casos de influenza em todo o país, com 209 mortes por isso, os especialistas orientam que a população se previna com ações já conhecidas nesses tempos de pandemia higienização constante nas mãos evitar ambientes fechados e com concentração de pessoas. É o que diz o médico é difícil e não. O lojista do hospital alemão, Oswaldo crus em um isolamento em torno de 50 por cento para 40 por. Em Tabasco e então o que coloca Crane então as pessoas estão deixando de uma outra coisa que queremos alguém que é importante as pessoas que estão lá bandas, manda prender. Não há outro fator que contribui nesse momento para frear a propagação desses vírus e o uso massivo de máscaras pela população devido à condene a além disso, a vacinação para gripe e é fundamental. De acordo com o Ministério da Saúde mais de 20 milhões de pessoas do público-alvo ainda não foram imunizadas na campanha e neste ano que se encerra no dia 30 de junho embora gripes e resfriados se manifestem sem muita força na maioria dos casos, os médicos orientam os pacientes a procurar atendimento, caso notem que os sintomas não estão passando ou são piorando, principalmente para a realização do teste para a covid

TERRA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 23/06/2020 às 15h17

O Palmeiras planeja enfim testar Gustavo Gomez para covid-19 nesta quarta-feira. O zagueiro paraguaio é o único atleta do elenco que não passou pela bateria de exames promovidos pelo clube para detectar a doença causada pelo coronavírus. Com o futebol paralisado desde março, o Palmeiras deu férias ao elenco e, como retomou as atividades por meio de treinamentos virtuais, os atletas não precisaram retornar a São Paulo. Gomez, portanto, permaneceu no Paraguai e, de acordo com o clube, teve problemas para voltar. Na quinta-feira da semana passada, no Hospital Sírio-Libanês, o Palmeiras testou 30 atletas para covid-19 e teve apenas um resultado positivo. O jogador não teve sua identidade divulgada pelo clube e ficou fora da reapresentação, realizada nesta terça-feira. Na última segunda, com sistema drive thru na Academia de Futebol, o Palmeiras promoveu uma nova rodada de testes contra covid-19. O clube informou que os resultados dos novos exames ficarão prontos nesta terça - até o momento, não foram divulgados. O Palmeiras está inativo desde o dia 14 de março, data do empate sem gols contra a Inter de Limeira, pela 10ª rodada do Campeonato Paulista. Os clubes paulistas foram liberados pelo governo estadual para retomar os treinamentos presenciais a partir do dia 1º de julho.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 23/06/2020 às 05h30

Desde março, quando teve início no Brasil a pandemia do novo coronavírus, o Sistema Integrado de Saúde (SIS) do Senado Federal gastou R$ 38,6 mil com exames de detecção da Covid-19. Segundo a Casa, 137 pessoas fizeram 160 exames. Os dados foram obtidos pelo Metrópoles via Lei de Acesso à Informação (LAI). Na média, os exames custaram R$ 241,25, mas alguns deles foram feitos por R$ 1,11 mil cada. A maior parte dos exames, 140 deles, foram feitos pelo Laboratório Sabin, em Brasília, que embolsou R$ 33,5 mil com os procedimentos. Em Brasília, também foram realizados testes nos hospitais Prontonorte e Santa Lúcia, no Lapac e no Diagnósticos da América. Também há testes feitos pelo Sírio Libanês e pelo Delboni Auriemo, em São Paulo; pelo Real Hospital Português, em Pernambuco; pelo Natal Lab e pelo DNA Center, no Rio Grande do Norte; pelo Laboratório Cedro, no Maranhão; pelo Medco e pela Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro; Conforme mostrou o Metrópoles em março, o Senado autorizou o ressarcimento de exames, retroativamente a 1º de março, para detecção do novo coronavírus pelo Sistema Integrado de Saúde (SIS), plano da Casa para parlamentares e servidores. Os reembolsos, que vão desde R$ 216 para teste da Covid-19, doença causada pelo coronavírus, até R$ 1,28 mil para o chamado painel respiratório, que engloba outros vírus, dependem de pedido médico para pacientes “sintomáticos”. Covid-19 no Senado Desde a segunda quinzena de março, o Senado começou a adotar medidas de isolamento, depois de o senador Nelsinho Trad testar positivo para o coronavírus. Em Ato da Mesa Diretora, ficou definido inicialmente o afastamento de senadores e servidores com mais de 65 anos, gestantes, imunodeprimidos e portadores de doenças crônicas. De lá para cá, foram confirmados outros quatro diagnósticos positivos entre senadores, incluindo o presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A lista tem ainda Prisco Bezerra (PDT-CE), Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Rogério Carvalho (PT-SE). O Senado não respondeu ao Metrópoles quantos de seus funcionários foram infectados.