Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 23/03/2020 às 23h08

Num momento em que a informação segura pode ajudar a salvar vidas, é difícil acreditar, mas tem gente que se dedica a gravar mentiras para espalhar em mensagem de áudio. São dois os inimigos: um é o vírus. O outro, as mensagens que se espalham feito ele. Uma delas é atribuída ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Se a gente conseguir fazer um isolamento social importante nessa semana, a gente talvez consiga virar o jogo. Está bom? Espalhe isso para todo mundo que vocês tiverem”, diz o áudio. Neste domingo (22), o próprio ministro afirmou que a voz não é dele e que a mensagem é falsa. “Eu estou aqui para falar que eu não gravo absolutamente nada de áudio; nunca fiz, não sei nem como usa. Tudo que eu falar vai ser dito claramente, sempre à frente aqui das câmeras. Os doentios da fake news gostam de se travestir da autoridade de alguém ou de uma pseudo autoridade para poder espalhar notícias, enfim, causar comoções, passar trotes, assustar pessoas”, afirmou. Outra mensagem que andou circulando procurou espalhar medo sobre o número de casos de Covid-19 em São Paulo. “Teve ontem uma reunião com o pessoal do Einstein e do Sírio Libanês e eles falaram que, por ordem do governo, eles estão escondendo a quantidade de infectados e a realidade dos fatos. No Albert Einstein, hoje na UTI, em situação de vida e morte, tem mais ou menos 100 pessoas. Total de pacientes internados no Albert Einstein com coronavírus, aproximadamente 600 a 700 pessoas. Sírio Libanês, a situação está o dobro”, afirma a voz. O G1, que tem o serviço de checagens "fato ou fake", já esclareceu que a mensagem também é falsa. Outro áudio se espalhou no Paraná: "A situação dentro do HU (Hospital Universitário) fugiu do controle, tá? Tem inúmeros infectados. Ainda não foi divulgado, mas inclusive tem três crianças entubadas lá dentro. E, nesse momento, eles estão tendo que escolher a vida de quem eles vão salvar e quem eles vão deixar morrer porque não tem mais condições de atender todo mundo". É mentira. A polícia descobriu quem gravou e obrigou a mulher a se retratar. Ela pode ser responsabilizada por contravenção penal com pena que varia de 15 dias a 6 meses. "Eu acabei misturando as informações, exagerando um pouco. Menti a respeito das informações que eu tinha recebido de primeira mão... que estavam vindas de um aluno do meu esposo", explica ela em novo áudio. Em Mato Grosso, outro caso de fake news foi parar na polícia: "De ontem pra hoje, 60 exames deram positivo pro corona aqui no laboratório central, com kit mandado pelo Governo Federal... Então começou, tá gente?". A Polícia Civil identificou uma médica que repassou a mensagem e informou que ela pode responder criminalmente. Essas notícias falsas só confundem tanta gente porque muitas pessoas passam adiante pra família, pros amigos. Os grandes fatos, as grandes descobertas dessa pandemia, não vão chegar em mensagens anônimas pelo celular. No mundo todo, médicos, pesquisadores estão tentando entender melhor a doença, desenvolver remédios, vacina. Nós, jornalistas, que vivemos de apurar informações, estamos acompanhando e prontos pra dar as notícias - quando elas são verdadeiras. O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia lembra uma dica básica pra gente desconfiar dessas mensagens. "Não existe receita milagrosa, não existe nada que trate o coronavírus, não existe comer alho com vinagre, não existe vitamina D, não existe soro da imunidade. Isso tem que ficar muito claro. Acreditem nos médicos. Tudo por orientação médica. Não façam nada orientado por whatsapp, por favor", apela Sérgio Cimerman. O próprio Ministério da Saúde tem um canal para tirar dúvidas sobre mensagens falsas ou verdadeiras. Basta enviar o texto, imagem ou áudio para número (61) 99289-4640. Este pesquisador da Universidade de São Paulo, especializado no monitoramento de redes sociais, explica que, num momento de preocupação como agora, as pessoas ficam mais vulneráveis a essas mentiras. "A gente sabe que isso tá bem estabelecido nos estudos... Que o compartilhamento, que a difusão de informação nas mídias sociais, está muito ligada a emoções fortes. Por medo, por causa de uma pandemia, as pessoas apertam muito rapidamente o botão de compartilhar sem pensar. E essa atitude impensada, irrefletida, que faz com que informação de baixa qualidade se difunda rapidamente", explica Pablo Ortellado, professor de Políticas Públicas da USP. Nos Estados Unidos, a brasileira cristina Tardáguila lidera uma grande rede internacional de checagem de dados. A rede já desmentiu mais de mil notícias falsas sobre o novo coronavírus: "A desinformação mata e a desinformação também dá lugar pra picaretagem. Então, por favor, não compartilhar nada que vocês não tenham certeza absoluta de que vem de fonte correta e que contém dados mínimos, como quem está mandando, de onde, quando foi gravado, quando foi escrito e que possui fontes reais de informação como autoridades médicas locais e internacionais". São dois os inimigos: um é o vírus. O outro, as mensagens que se espalham feito ele. Uma delas é atribuída ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Se a gente conseguir fazer um isolamento social importante nessa semana, a gente talvez consiga virar o jogo. Está bom? Espalhe isso para todo mundo que vocês tiverem”, diz o áudio. Neste domingo (22), o próprio ministro afirmou que a voz não é dele e que a mensagem é falsa. “Eu estou aqui para falar que eu não gravo absolutamente nada de áudio; nunca fiz, não sei nem como usa. Tudo que eu falar vai ser dito claramente, sempre à frente aqui das câmeras. Os doentios da fake news gostam de se travestir da autoridade de alguém ou de uma pseudo autoridade para poder espalhar notícias, enfim, causar comoções, passar trotes, assustar pessoas”, afirmou. Outra mensagem que andou circulando procurou espalhar medo sobre o número de casos de Covid-19 em São Paulo. “Teve ontem uma reunião com o pessoal do Einstein e do Sírio Libanês e eles falaram que, por ordem do governo, eles estão escondendo a quantidade de infectados e a realidade dos fatos. No Albert Einstein, hoje na UTI, em situação de vida e morte, tem mais ou menos 100 pessoas. Total de pacientes internados no Albert Einstein com coronavírus, aproximadamente 600 a 700 pessoas. Sírio Libanês, a situação está o dobro”, afirma a voz. O G1, que tem o serviço de checagens "fato ou fake", já esclareceu que a mensagem também é falsa. Outro áudio se espalhou no Paraná: "A situação dentro do HU (Hospital Universitário) fugiu do controle, tá? Tem inúmeros infectados. Ainda não foi divulgado, mas inclusive tem três crianças entubadas lá dentro. E, nesse momento, eles estão tendo que escolher a vida de quem eles vão salvar e quem eles vão deixar morrer porque não tem mais condições de atender todo mundo". É mentira. A polícia descobriu quem gravou e obrigou a mulher a se retratar. Ela pode ser responsabilizada por contravenção penal com pena que varia de 15 dias a 6 meses. "Eu acabei misturando as informações, exagerando um pouco. Menti a respeito das informações que eu tinha recebido de primeira mão... que estavam vindas de um aluno do meu esposo", explica ela em novo áudio. Em Mato Grosso, outro caso de fake news foi parar na polícia: "De ontem pra hoje, 60 exames deram positivo pro corona aqui no laboratório central, com kit mandado pelo Governo Federal... Então começou, tá gente?". A Polícia Civil identificou uma médica que repassou a mensagem e informou que ela pode responder criminalmente. Essas notícias falsas só confundem tanta gente porque muitas pessoas passam adiante pra família, pros amigos. Os grandes fatos, as grandes descobertas dessa pandemia, não vão chegar em mensagens anônimas pelo celular. No mundo todo, médicos, pesquisadores estão tentando entender melhor a doença, desenvolver remédios, vacina. Nós, jornalistas, que vivemos de apurar informações, estamos acompanhando e prontos pra dar as notícias - quando elas são verdadeiras. O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia lembra uma dica básica pra gente desconfiar dessas mensagens. "Não existe receita milagrosa, não existe nada que trate o coronavírus, não existe comer alho com vinagre, não existe vitamina D, não existe soro da imunidade. Isso tem que ficar muito claro. Acreditem nos médicos. Tudo por orientação médica. Não façam nada orientado por whatsapp, por favor", apela Sérgio Cimerman. O próprio Ministério da Saúde tem um canal para tirar dúvidas sobre mensagens falsas ou verdadeiras. Basta enviar o texto, imagem ou áudio para número (61) 99289-4640. Este pesquisador da Universidade de São Paulo, especializado no monitoramento de redes sociais, explica que, num momento de preocupação como agora, as pessoas ficam mais vulneráveis a essas mentiras. "A gente sabe que isso tá bem estabelecido nos estudos... Que o compartilhamento, que a difusão de informação nas mídias sociais, está muito ligada a emoções fortes. Por medo, por causa de uma pandemia, as pessoas apertam muito rapidamente o botão de compartilhar sem pensar. E essa atitude impensada, irrefletida, que faz com que informação de baixa qualidade se difunda rapidamente", explica Pablo Ortellado, professor de Políticas Públicas da USP. Nos Estados Unidos, a brasileira cristina Tardáguila lidera uma grande rede internacional de checagem de dados. A rede já desmentiu mais de mil notícias falsas sobre o novo coronavírus: "A desinformação mata e a desinformação também dá lugar pra picaretagem. Então, por favor, não compartilhar nada que vocês não tenham certeza absoluta de que vem de fonte correta e que contém dados mínimos, como quem está mandando, de onde, quando foi gravado, quando foi escrito e que possui fontes reais de informação como autoridades médicas locais e internacionais".

JACIARA BARROS
Data Veiculação: 23/03/2020 às 22h20

Uma aliança entre o Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio Libanês e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), em parceria com o Ministério da Saúde, inicia pesquisas para avaliar a eficácia e segurança de medicamentos para pacientes com infecção pelo novo coronavírus (COVID-19). A farmacêutica EMS apoia as pesquisas fornecendo os medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina. Participarão do estudo entre 40 e 60 hospitais. A iniciativa, chamada de Coalizão COVID Brasil, contará com 40 a 60 hospitais do país para realizar três pesquisas. A primeira, Coalizão I, envolverá pacientes de menor gravidade internados por COVID-19. Nestes pacientes será avaliado se a hidroxicloroquina é eficaz em melhorar o quadro respiratório. Também será avaliado se adicionar o medicamento azitromicina, que pode potencializar a ação da hidroxicloroquina, terá efeito benéfico adicional. Serão incluídos nesta primeira fase 630 pacientes. A segunda pesquisa, Coalizão II, envolverá casos mais graves, que necessitam de maior suporte respiratório. Nesta, todos os pacientes receberão o medicamento hidroxicloroquina, com o objetivo de verificar se a azitromicina tem efeito benéfico adicional, com potencial de melhorar os problemas respiratórios causados pelo novo coronavírus. Os centros participantes são os mesmos e serão incluídos em torno de 440 pacientes. O terceiro estudo, Coalizão III, avaliará a efetividade da dexametasona, uma medicação com ação anti-inflamatória, para pacientes com insuficiência respiratória grave, que necessitam de suporte de aparelhos (ventilador mecânico) para respirar. Nesta pesquisa serão incluídos 284 pacientes. Todos estes estudos serão liderados de forma simultânea pelas instituições HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês e a rede de pesquisa BRICNet. Os resultados, que deverão estar disponíveis em 60 a 90 dias, são essenciais para fornecer o melhor tratamento aos pacientes com a COVID-19 no Brasil. Target Estratégia em Comunicação Assessoria de Imprensa do HCor.

PFARMA.COM.BR
Data Veiculação: 23/03/2020 às 20h25

Um áudio do Drauzio Varella no qual ele fala do papel do farmacêutico no combate a disseminação do coronavírus (COVID-19), na orientação aos pacientes e a importância do profissional no sistema de saúde brasileiro repercutiu nas redes sociais nos últimos dias. Transcrevemos o áudio para torná-lo mais acessível. Leia a transcrição na íntegra e escute o áudio: "Olá meus amigos, eu sou Drauzio Varella. Há anos que eu defendo a importância dos farmacêuticos e dos funcionários das farmácias no sistema de saúde brasileiro. Vocês estão aí na linha de frente em contato direto com as pessoas que vão comprar os medicamentos. Neste momento, nós estamos vivendo uma epidemia de um vírus que se transmite com muita facilidade. Tomem cuidado! Adotem todas as precauções que têm sido divulgadas nos meios de comunicação - lavar as mãos, guardar distância e etc. Mas especialmente vocês têm a importância muito grande agora em informar as pessoas, em explicar para elas como é que elas devem se comportar para evitar infecção, e para aqueles que já foram infectados quais são os cuidados que eles devem ter para não transmitir e também os cuidados consigo mesmo. Qual é a hora de ir para os hospitais, qual é a hora que tem que procurar atendimento. Especialmente avisar que eles têm que prestar atenção quando sentirem falta de ar. Vocês estão vendo agora essa corrida atrás da hidroxicloroquina. Não tem sentido uma coisa dessas, os estudos são muito preliminares, tomara que essa droga funcione, mas a gente ainda não sabe. Vocês têm que desestimular as pessoas que vão atrás dela como se fosse um tratamento milagroso. Olha, eu acho que a profissão de vocês tem que ser melhor estruturada no Brasil, o sistema de saúde não pode prescindir da falta e de colaboração dos farmacêuticos. Vocês são muito importantes especialmente, neste momento, mas não só nele eu acho que depois que epidemia passar vai haver um entendimento melhor de como os farmacêuticos têm que ser incorporados ao sistema de saúde brasileiro. Eu tenho maior respeito pela profissão de vocês. Boa sorte e tomem cuidado!" Sobre Drauzio Varella Drauzio Varella é médico cancerologista formado pela USP. Nasceu em São Paulo, em 1943. Foi um dos fundadores do Curso Objetivo, onde lecionou química durante muitos anos. No início dos anos 1970, trabalhou com o professor Vicente Amato Neto, na área de moléstias infecciosas do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Durante 20 anos, dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer (SP) e, de 1990 a 1992, o serviço de Câncer no Hospital do Ipiranga, na época pertencente ao Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). Foi um dos pioneiros no tratamento da aids, especialmente do sarcoma de Kaposi, no Brasil. Em 1986, sob a orientação do jornalista Fernando Vieira de Melo, iniciou campanhas que visavam ao esclarecimento da população sobre a prevenção à aids, primeiro pela rádio Jovem Pan AM e depois pela 89 FM de São Paulo. Na Rede Globo, dr. Drauzio participou das séries sobre o corpo humano, primeiros socorros, gravidez, combate ao tabagismo, planejamento familiar, transplantes e diversas outras, exibidas no Fantástico. Em 1989, iniciou um trabalho de pesquisa sobre a prevalência do vírus HIV na população carcerária da Casa de Detenção do Carandiru. Desse ano, até a desativação do presídio, em setembro de 2002, trabalhou como médico voluntário. Atualmente, faz o mesmo trabalho na Penitenciária Feminina de São Paulo. Na Amazônia, região do baixo rio Negro, Drauzio Varella dirige um projeto de bioprospecção de plantas brasileiras com o intuito de obter extratos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes aos antibióticos. Esse projeto, apoiado pela FAPESP, é realizado nos laboratórios da UNIP (Universidade Paulista) em colaboração com o Hospital Sírio-Libanês.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 23/03/2020 às 19h49

São falsas as informações que circulam nas redes sociais sobre a cura de 100% dos pacientes diagnosticados com o novo coronavírus tratados com os medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina associados. Na verdade, ainda não há comprovação da eficácia e da segurança dos remédios no combate à doença. Segundo as publicações erradas, os medicamentos começaram a ser usados pelo HCor (Hospital do Coração) e pela rede Prevent Senior na semana passada. Uma pessoa afirma em áudio que circula em grupos de WhatsApp de que isso deve mudar os "rumos da doença", o que ainda não é realidade. Em nota divulgada nesta segunda-feira (23), o HCor afirma que ainda vai iniciar ainda nesta semana pesquisas para avaliar a eficácia e segurança de hidroxicloroquina e azitromicina no tratamento de pacientes com a Covid-2019. O resultado dos testes só ficará disponível em um período de 60 a 90 dias. Ainda segundo a nota, o trabalho é resultado de uma aliança entre o Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês e BRICNet (Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva), além do HCor, em parceria com o Ministério da Saúde. Participarão do estudo de 40 a 60 hospitais. Na semana passada, a Prevent Senior também divulgou o início de pesquisa usando os medicamentos em pacientes com a doença diagnosticada. Segundo a rede, o método ainda é experimental. “Será feito apenas com paciente em estado crítico e cujos familiares nos derem o seu consentimento”, afirmou Claudia Lopes, gerente médica da Prevent Senior, em vídeo divulgado pela rede. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) enquadrou a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial. Em nota, a entidade afirmou que recebeu relatos de que a procura pelos medicamentos aumentou depois que algumas pesquisas indicaram que estes produtos podem ajudar no tratamento da Covid-19. Os estudos, porém, são preliminares e carecem de comprovação científica. “Apesar de alguns resultados promissores, não há nenhuma conclusão sobre o benefício do medicamento no tratamento do novo coronavirus”, afirmou a Anvisa em nota. A falta dos produtos pode deixar os pacientes com malária, lúpus e artrite reumatoide sem os tratamentos adequados. Pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mostrou otimismo sobre essa alternativa de tratamento, causou corrida a farmácias de diversos países por pessoas que buscam a cloroquina como forma de prevenção à Covid-19. No vídeo divulgado pela Prevent Senior, a médica Claudia Lopes ressalta que não há evidência de que os medicamentos funcionem de maneira preventiva. Por isso, ela pede que as pessoas não comprem ou consumam a medicação sem prescrição médica.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 23/03/2020 às 16h36

Mesmo que façam quarenta como medida de combate à pandemia da Covid-19, moradores de condomínio podem estar sujeitos à doença se não seguirem medidas de segurança. “Não estamos isolados em condomínios. É um espaço em que um deve cuidar do outro”, afirma Rosely Schwartz, professora do curso de Administração de Condomínios e Síndico Profissional da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). Veja, a seguir, respostas às principais dúvidas de moradores e funcionários de condomínios. Posso sair para dar uma volta no jardim do meu prédio? Fazer uma caminhada rápida não apresenta riscos se o ambiente for arejado e o morador tomar precauções, diz a infectologista Fernanda Décio, do hospital do Sírio-Libanês. Para se proteger, é preciso evitar aglomeração e manter uma distância de segurança de dois metros de outras pessoas. Redobre cuidados com a mão nessa hora: ela não deve ser levada à boca, nariz ou olhos. Lembre-se de fazer a higiene com álcool em gel depois de tocar corrimão, bancos, botão do elevador e outros pontos de contato, que podem transmitir o vírus. Isso também vale para idosos? Idosos e outras pessoas dentro do grupo de risco (com condições médicas preexistentes, como pressão alta, doenças cardíacas e pulmonares, entre outros) devem permanecer em casa ao máximo e sair apenas em situações de extrema necessidade. Quais cuidados necessários com crianças? Crianças devem seguir as mesmas recomendações sobre distância e aglomeração, além de evitar trocar brinquedos e outros materiais com colegas —por isso é importante que sejam monitoradas por adultos. Como receber visitantes de forma segura? Não se deve proibir a entrada de pessoas, mas o ideal é receber apenas visitas imprescindíveis. Neste caso, a sugestão é que o condômino reforce ao visitante, com antecedência, a importância de observar as medidas de segurança, como uso de álcool em gel nas mãos e distanciamento dos moradores. O que fazer com áreas fechadas do condomínio? Espaços fechados, a exemplo de salão de festa, espaço gourmet, brinquedoteca, sauna e academia, devem ser limpos e desativados. Mas as regras para áreas abertas (playground, piscina, jardins) podem variar. Fechá-las completamente é uma decisão extrema para a especialista Rosely Schwartz, professora da Fecap, que recomenda a divulgação de circulares sugerindo a moradores usar esses espaços de forma consciente, evitando aglomerações. Alguns edifícios estão fazendo rodízio das áreas abertas escalonando andares dentro de faixas de horário, de acordo com a administradora Lello. Como deve acontecer o contato entre moradores e funcionários? Porteiros devem permanecer isolados na guarita e, quando for necessário conversar, é importante evitar contato físico e manter a distância de segurança de dois metros, de acordo com a infectologista Fernanda Décio, do hospital do Sírio-Libanês. Quais medidas podem proteger a saúde dos funcionários? Primeiro, é preciso verificar se existem funcionários no grupo de risco. Neste caso, a recomendação é substituí-los por trabalhadores terceirizados. Muitos condomínios estão discutindo medidas para funcionários evitarem uso de metrô, ônibus e trem, como custeio de serviços de transporte ou pagamento de um “vale combustível” para quem pode usar carro. Ao usar máscara, funcionários devem tomar cuidado para não levar mais vezes a mão à boca ao ajustar a proteção, isso pode levar a mais chance de contaminação. Também devem ficar atentos para não compartilhar utensílios como copos. Se um morador teve exame de coronavírus confirmado, deve comunicar ao síndico? A recomendação é que a comunicação seja feita, assim cuidados de limpeza podem ser redobrados --e o condomínio pode prestar ajuda de forma segura. O que fazer com reuniões de condomínio? Assembleias virtuais são alternativas? A recomendação é adiar reuniões para que não haja aglomeração. Como solução, existem assembleias virtuais, porém o ideal é sejam usadas ferramentas específicas para isso, e de forma consensual entre os moradores —como não existe legislação sobre o assunto, as decisões tomadas nesse tipo de reunião podem ser contestadas caso algum condômino não se sinta representado ou não consiga acessar a ferramenta. Como manter seguras as áreas comuns que não podem ser evitadas, como hall do elevador? O condomínio deve disponibilizar álcool em gel em espaços estratégicos, como no hall do elevador, entrada do prédio e corredores, além de informativos sobre como é feita a transmissão da doença e como evitá-la. A limpeza de áreas com maior circulação e pontos de contato, como botões de elevadores e corrimãos, deve ser redobrada. É seguro usar o elevador? Sim, desde que se mantenha uma distância de segurança de dois metros —por isso, muitos condomínios recomendam o uso de uma pessoa por vez. Após apertar os botões, lave as mãos.

Jovem Pan
Data Veiculação: 23/03/2020 às 06h52

Agência Brasil Apesar da demanda de restaurantes ter diminuído, muitas famílias estão reforçando os estoques O isolamento forçado dos últimos dias mudou a realidade de muitas empresas. Vários segmentos têm adotado o trabalho remoto como forma de prevenção ao avanço do coronavírus. No entanto, essa prática não funciona para setores considerados essenciais nesse período — como o da saúde. Com o agravamento da situação no país, os hospitais precisam driblar o risco de contaminação para responder a demanda crescente por atendimento. A infectologista do Hospital Sírio-Libanês, Fernanda Descio, afirma que o avanço do coronavírus exige cuidados especiais de médicos e enfermeiros. “Dentro do hospital os profissionais de saúde atendem os pacientes utilizando uma paramentação adequada, usando avental, luvas e óculos.” Outro setor que precisou arranjar uma maneira de continuar funcionando foi o de alimentação. Apesar da demanda de restaurantes ter diminuído, muitas famílias estão reforçando os estoques. O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, João Dornellas, afirma que os produtores têm adotado medidas de segurança nas fábricas. “As indústrias, de modo geral, estão tomando as ações mitigadores. Turnos foram mudados, linhas de produção foram remanejadas de forma que haja o menor contato físico dentro das próprias fábricas.” João Dornellas descarta a possibilidade de que esses cuidados venham a afetar a produtividade. “A nossa preocupação é mais com algumas ações isoladas que foram tomadas no Brasil por prefeitos e governadores restringindo a circulação.” De acordo com a Associação Paulista de Supermercados, as vendas nos supermercados paulistas aumentaram quase 50% entre o 20 de fevereiro e 20 de março. A APAS afirma que o abastecimento continua normal até o momento, com falta de produtos de maneira pontual. *Com informações do repórter Renan Porto

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 23/03/2020 às 03h00

Coronavírus, a batalha da comunicação ❖ Carlos Alberto Di Franco O coronavírus chegou com tudo. A população está assustada e o pânico é, de longe, o principal aliado do inimigo que pôs o mundo de joelhos, mostrou o tamanho da fragilidade humana e a miragem de tantas prepotências. Regiões inteiras do mundo estão isoladas. O globalismo recua e fecha fronteiras. Os mercados afundam. Museus estão vazios. Estádios de futebol perderam brilho, colorido e vibração. O Vaticano está mergulhado num silêncio que assombra. O papa, numa de suas falas expressivas, está “enjaulado” no Palácio Apostólico. Imagens de praças, ruas e avenidas fantasmas e de um mundo vestido de vazio reforçam o pavor, que boatos e notícias alarmantes na era das redes sociais amplificam barbaramente. Vídeos e informações irresponsáveis podem matar. A luta contra o coronavírus depende da competência, capacidade estratégica e seriedade das autoridades sanitárias. Mas a guerra e estamos mergulhados num campo de batalha sem precedentes só será ganha na trincheira da comunicação. A informação é sempre fundamental. E precisa ser confiável, clara e segura. Não é hora de grotescos campeonatos de egos e vaidades. Não é o momento de subir na passarela da mídia para desfilar currículos vistosos. Não mesmo. A doença é desafiante. Pode ter brutal impacto na saúde pública. Do ponto de vista sanitário, quarentenas, cancelamento de eventos, suspensão de aulas, planos de contingência fazem todo o sentido. São medidas que visam a diminuir a velocidade com que a epidemia se alastra, de modo que os serviços de saúde não entrem em colapso por superdemanda. Como bem salientou Alexandre Cunha, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, a lotação dos serviços de saúde, agigantada pela epidemia do medo, pode ser o grande risco dessa pandemia: “Com serviços superlotados, portadores da minoria de casos graves e mesmo portadores de outras doenças, crônicas inclusive, podem ter seu prognóstico piorado pela lotação dos serviço de saúde”. Os idosos devem ter cuidados especiais. Dos 10 aos 49 anos a taxa de letalidade varia entre 0,2% e 0,4%, com salto para 1,3% nos pacientes entre 50 e 59 anos. Na faixa etária entre 60 e 69 anos, o índice é de 3,6%. O número sobe para 8% em infectados de 70 a 79 anos e chega a 15% entre os que têm mais de 80 anos. Os dados são do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China. A taxa de mortalidade é até nove vezes maior entre pessoas com alguma doença crônica quando comparada à de pacientes sem patologia preexistente. Segundo dados do governo chinês, no grupo de infectados que não tinham ne- Quando se escrever a história deste momento da humanidade brilhará a imprensa de qualidade nenhuma comorbidade apenas 1,4% morreu. Já entre os pacientes com alguma doença cardiovascular, por exemplo, o índice chegou a 13,2%. Estamos diante de um dos maiores desafios de comunicação da História. E o jornalismo de qualidade exerce papel decisivo. Transparência informativa, rigor sem alarmismo e didatismo compõem a chave do sucesso. Por isso registro com entusiasmo recente iniciativa do Grupo Estado de criar um núcleo e uma newsletter especialmente dedicados à cobertura do coronavírus. O núcleo conta com cerca de 30 profissionais de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, sem contar os correspondentes pelo País. “Nossa prioridade é a busca por informações que orientem as pessoas nessa crise e a cobrança das autoridades para que cumpram seu papel”, diz Davi d Friedlander, editor executivo do jornal. O Estado está intensificando a produção de reportagens especiais para as edições digital e impressa. As equipes do Broadcctst e do BRPolítico, dois serviços de informação exclusiva do Grupo Estado, estarão dedicadas aos impactos na economia e na política. Foi lançada um vibrante newsletter, diária, que aborda todos os acontecimentos que o leitor precisa saber sobre a crise. Essa ferramenta é gratuita e está ao alcance de todos os leitores do Estado, não só dos assinantes. A reação do Estadão, e de outros veículos da mídia tradicional, é uma lufada de ar fresco num mundo dominado por tanta desinformação. E preciso avançar e apostar em boas pautas. E melhor cobrir magnificamente alguns temas do que atirar em todas as direções. O leitor pede reportagem. O bom repórter sabe encontrar histórias que merecem ser contadas. É capaz de garimpar a informação, prestar serviço, ajudar a vida das pessoas e apontar caminhos. A cobertura do coronavírus tem mostrado uma imprensa ética e sensível. Informação clara e objetiva, sem alarmismo e sensacionalismo, está promovendo um forte sentido de responsabilidade e de solidariedade em todos os setores da sociedade. Antes os periódicos cumpriam muitas funções. Hoje não cumprem algumas delas. Não servem mais para contar o imediato. E as empresas jornalísticas precisam assimilar isso e se converter em marcas multiplataformas, com produtos adequados a cada uma delas. Quando se escrever a história deste momento da humanidade único, dramático e transformador brilhará com força a chama da imprensa de qualidade. Muitos jornalistas estão dedicando a vida e correndo riscos para que você, amigo leitor, possa resguardar sua família com a força da informação correta e bem apurada. Que Deus proteja todos nós! ❖ JORNALISTA. E-MAIL: DIFRANCO@ISE.ORG. BR

O LIBERAL/BELÉM | Outros
Data Veiculação: 23/03/2020 às 03h00

CNJ orienta sobre hidroxidoroquina DÚVIDAS O Conselho Nacional de Justiça (CNJ)divulgou a juízes de todo o país um estudo técnico elaborado pelo hospital Sírio Libanês e que aponta incerteza da eficácia do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Na sexta (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu enquadrara hidroxidoroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial. A medida foi tomada devido ao aumento da procura depois que algumas pesquisas indicaram que os produtos podem ser utilizados no tratamento do Sars-Cov-2. Entretanto, não há nenhuma comprovação sobre o benefício da substância no tratamento do novo vírus. As substâncias estão presentes sem medicamentos contra a malária, reumatismo, inflamação nas articulações, lúpus, entre outros. O CNJ informou que a iniciativa de apresentar o relatório do Sírio Libanês aos juizes se deve ao agravamento da epidemia no Brasil e à possibilidade de que isso leve a ações judiciais pedindo a liberação do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina. "De acordo como documento, a eficácia e a segurança dos medicamentos sem pacientes com COVID-19é incerta e seu uso de rotina para esta situação não pode ser recomendado até que os resultados dos estudos sem andamento possam avaliar seus efeitos de modo apropriado", diz a nota do conselho. "O parecer elaborado pelo Hospital Sírio Libanês destaca ainda que 'a falta deste medicamento para pacientes portadores de doenças para as quais a hidroxicloroquina está formalmente indicada-incluindo doenças crônicas autoimunes como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide-já é uma realidade "', completa o CNJ. Ontem, a assessoria do CNJ informou que a conclusão do relatório não é a deque os medicamentos não devem ser usados nos casos de Covid-19, "masque sua utilização deve ser determinada apenas nos casos em que haja prescrição médica fundamentada." O CNJ esclareceu ainda que "o parecer pode ser muito útil para orientar os magistrados nas demandas pelo fornecimento do medicamento em situações em que a necessidade de a gravidade não esteja bem configurada. O Ministério da Saúde validou o medicamento e autorizou seu uso, em caráter experimental, apenas para pacientes em estado grave."

MEIA HORA/RIO DE JANEIRO | GERAL
Data Veiculação: 23/03/2020 às 03h00

RUIM PARA TODOS ESTOCAR COM IDA, ÁLCOOL E REMÉDIOS SÓ ATRAPALHA ARQUIVO PESSOAL Isabelle relata dificuldade de encontrar hidroxicloroquina Compra desenfreada por remédios e alimentos mostra falta de empatia de alguns durante crise Prateleiras vazias nos supermercados Com o avanço da Covid -19, o esvaziamento das ruas contrasta com farmácias e supermercados lotados, e as compras em massa esgotam estoques. O novo alvo é a hidroxicloroquina, medicamento que, segundo artigo publicado na revista Nature na última quarta-feira, poderia ser eficaz no combate ao novo coronavírus. A publicação revisou estudos de ensaios clínicos publicados na Chinese Clinicai TrialRegistry para uso do remédio n a inibição do contágio pela Covid -19, mas a cura não foi confirmada e ainda é preciso realizar mais ensaios clínicos. A hidroxicloroquina é recomendada para o tratamento de doenças como artrite, lúpus, doenças fotossensíveis e malária. Até o momento, não há comprovação científica da eficácia do medicamento no tratamento e na prevenção da Covid -19. Na sexta-feira, a Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) enfatizou que o medicamento é sujeito à prescrição médica e não recomenda utilização em pacientes infectados, muito maios como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus, e determinou que a venda seja restrita. Além disso, um estudo do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), avalia como “incerta” a eficácia e a segurança dos medicamentos em pacientes com Covid-19 e não recomenda o uso de rotina até que sejam devidamente avaliados seus efeitos. O uso da hidroxicloriquina no tratamento para o coronavírus também é criticado pela Apsen, fabricante do remédio. O secretário de vigilância em saúde, Wanderson Oliveira, alerta a população para não fazer automedicação de hidroxicloroquina, visto que ainda não há orientação formal para fazer o uso do medicamento contra o coronavírus. • Nos supermercados do Rio de Janeiro, a visão é similar, Milhares de cariocas correm para o mercado mais próximo para estocar mantimentos em meio à crise da Covid-19, e as prateleiras começam a ficar vazias. A Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro afirma que, no momento, não há necessidade de estocagem de alimentos e atesta a alta procura por leite, alimentos congelados, papel higiênico e suco, mas já começaram a reposição, com o aumento do quadro de funcionários. A Secretaria Municipal de Transportes suspendeu, na sexta-feira, as restrições de acesso e horários para que caminhões de carga e descarga possam abastecer supermercados e lojas com mais facilidade e, depois da resolução da Anvisa, as prateleiras dos mercados vão começar a receber álcool líquido a 70% durante 180 dias, e o abastecimento será “o mais breve possível”. A psicanalista Helena Watson diz que a corrida aos mercados e farmácias é explicada pela angústia e o medo de abandono e da morte, e o acúmulo de produtos pela falsa sensação de segurança. Produção de medicação •Apesar das recomendações de restringir o consumo a pacientes com prescrição médica, o presidente Jair Bolsonaro divulgou, no sábado, em vídeo publicado em uma rede social, a decisão de utilizar o laboratório químico-farmacêutico do Exército para “imediatamente ampliar a produção”. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também reforçou a possibilidade de aumentar a produção do medicamento. “Temos matéria-prima para abastecer todo o território nacional e ainda exportar para outros países”, afirmou. Ele adverte, no entanto, que os efeitos colaterais “podem ser muito mais danosos que uma gripe”. Sofrimento além da corona •A corrida pela hidroxicloroquina nas farmácias também prejudica a saúde de quem deve fazer o uso diário do medicamento. Portadora de lúpus e com comprimidos para apenas nove dias, a publicitária Isabelle Telles Fernandes, de 26 anos, contou que não consegue encontrar o remédio em drogarias comuns e nem de manipulação e, por isso, iniciou uma campanha de doação nas redes sociais para não ter o tratamento afetado.“ Tomo esse remédio desde os 18 anos, comecei a procurar nas farmácias desde ontem e não encontro em nenhum lugar. Estou desesperada, porque estão comprando sem ter sido comprovada sua eficácia. Podem curar’ o novo coronavírus, mas vão matar as pessoas com doenças autoimunes”, lamentou.