Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

MSN BRASIL
Data Veiculação: 19/06/2020 às 00h00

As equipes que disputam a Série A do Campeonato Paulista foram autorizadas pelo Governo de São Paulo a retomarem suas atividades no dia 1º de julho. Há algumas semanas do retorno aos CTs, os quatro grandes clubes da capital paulista começam a se movimentar. Na mesma semana em que o aval para a retomada dos treinos foi anunciado pelo governador João Dória, os clubes São Paulo, Santos, Palmeiras e Corinthians "correram" para realizar a testes em seus jogadores. O resultado dos exames deve sair antes do retorno aos CTs. As equipes querem saber quem já foi contaminado e quem ainda não contraiu a covid-19, para facilitar o monitoramento desses atletas durante o processo de retomada do futebol. Caso algum jogador seja diagnosticado com a doença, ele terá o tempo necessário para cumprir quarentena e voltar no dia 1ª de julho. O Estadão realizou um levantamento das medidas que serão tomadas por esses times para o restabelecimento de suas atividades. Corinthians - não joga desde o dia 15 de março. A equipe alvinegra já estabeleceu um protocolo próprio de segurança e pretende retornar ao CT Joaquim Grava neste sábado, 20. Uma série de medidas foi tomada pelo clube para garantir a segurança de seus atletas e funcionários. A testagem foi programada para acontecer entre 72 e 48 horas antes do retorno dos treinos. Equipamentos de proteção serão distribuídos, assim como instruções de higiene. Os equipamentos dentro das academias foram realocados, para que haja mais espaço entre os atletas durante as atividades. Palmeiras - não joga desde o dia 13 de março. A equipe alviverde já possui protocolo próprio de segurança e realizará a testagem de seus atletas e funcionários no Hospital Sírio Libanês. Isso porque o clube possui parceria com o hospital, que oferecerá uma estrutura interna para a realização dos testes. Não haverá aglomeração. Os jogadores comparecerão ao local de realização dos exames em grupos pequenos, organizados em horários diferentes. Existe também a pretensão da realização de testes respiratórios em seus jogadores. Caso isso aconteça, será possível adiantar ainda mais os procedimentos para a volta aos treinos. Santos – não joga desde o dia 14 de março. A equipe da baixada santista já possui protocolos próprios de segurança, baseado nas orientações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nos clubes da Alemanha e da Espanha. Seus jogadores serão testados nas dependências do CT Rei Pelé. Todos receberão máscaras, álcool em gel e viseiras. Contudo, o procedimento acontecerá nas partes externas dos centros de treinamentos, preferencialmente, ao ar livre. Antes de os atletas entrarem nas dependências do CT, suas temperaturas serão aferidas. Aqueles que registrarem hipertermia superior a 37,5ºC, serão imediatamente isolados. São Paulo – não joga desde o dia 14 de março. A equipe tricolor possui protocolos próprios de prevenção e já reestruturou o CT da Barra Funda para recepcionar os jogadores na retomada das sessões de treinamento. Aliás, a testagem dos atletas será feita dentro do CT. O clube realizou a montagem de tendas e uma estrutura específica para a execução do exame. Assim como outras equipes, o São Paulo fez modificações específicas dentro de seu centro de treinamento. Os aparelhos da academia foram colocados em áreas externas e bem arejadas, por exemplo. Até mesmo o estacionamento do local sofreu alterações. As vagas, agora, possuem espaçamentos de carro em carro. Retorno sem garantias Apesar do restabelecimento das sessões de treinamento terem sido agendadas para o primeiro dia de julho, isso não significa que o Campeonato Paulista será retomado de forma imediata. Apesar da volta aos treinos, a Federação Paulista de Futebol (FPF) não possui uma data específica para a volta do torneio estadual. A competição foi paralisada há duas semanas do fim de sua primeira etapa. Caso essa fase fosse encerrada naquele momento, classificavam-se para as finais: Santos, Oeste, Santo André, Palmeiras, São Paulo, Mirassol, Bragantino e Guarani. Dentre as quatro grandes equipes da capital, o Corinthians é o que está numa posição mais delicada. A equipe alvinegra está na terceira colocação do “Grupo D”, com 11 pontos e a cinco do Guarani, segundo colocado.

REVISTA VEJA SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 19/06/2020 às 03h00

ETIQUETA ANTICONTÁGIO 0 isolamento social ainda é a recomendação vigente, mas no futuro (próximo?) será possível reunir os nossos amigos em casa. Pelo menos alguns deles. Esses encontros vão passar por reformulações e alguns hábitos terão de ser adaptados, é claro. “Não há motivo para desespero, as mudanças não são drásticas e só vão mostrar quanto a gente se preocupa com o próximo", diz Claudia Matarazzo, especialista em etiqueta corporativa. “É importante ter em mente que o risco do contágio vai existir, mas com pequenas ações podemos reduzi-lo quando começar a flexibilização”, afirma a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês. Juliene Moretti PODE DEIXAR QUE EU LEVO MEU GARFO Não, ninguém será obrigado a levar os seus talheres aos encontros, assim como os próprios copos. “Pode até ser o ideal, mas não tem necessidade, a não ser que uma das partes se sinta mais confortável”, diz Claudia. O anfitrião não deve ficar chateado se isso acontecer. Pelo contrário, é um sinal de cuidado. E vamos combinar: menos louça para lavar já é motivo para agradecer. PONTO DE PARTIDA: QUEM VEM? ESCOLHA OS POUCOS E BONS. É IMPORTANTE MANTER A REUNIÃO PEQUENA, COM ATÉ TRÊS CASAIS. “E QUE ESSES AMIGOS SEjAM FIXOS. CASO HAJA A CONTAMINAÇÃO, É POSSÍVEL IDENTIFICAR E CONTROLAR A DISSEMINAÇÃO", DIZ MIRIAN. A LISTA DE CONVIDADOS VAI ALÉM DOS ANOS DE AMIZADE E HISTÓRIAS COMPARTILHADAS. OS INTEGRANTES NÃO DEVEM ESTAR NO GRUPO DE RISCO, NÃO DEVEM APRESENTAR SINTOMAS (MESMO QUE LEVES) E PRECISAM ESTAR TAMBÉM EM ISOLAMENTO. SELECIONE BEM PARA NÃO SE ARREPENDER DEPOIS. 38 Veja São Paulo 24 de junho, 2020 Juntos, mas distantes os amigos estão perto, mas a regra de manter o distanciamento de 1,5 metro continua mesmo dentro de casa. Quanto mais próximo, maior a chance de contaminação. Três pessoas em um sofá de três lugares, encostando cotovelos, esquece, ficou no passado pré-pandemia. Difícil? Espalhe bancos e cadeiras e tente ficar o mais longe possível. Esse espaçamento vale na hora do jantar, à mesa. “Onde caberiam oito pessoas, reduza para seis e não ligue se precisar abrir mais uma mesinha”, orienta a especialista em etiqueta. Nas retangulares, aproveite as cabeceiras. Para manter cada um no seu quadrado, coloque prismas com o nome dos convidados, pois criam essa linha imaginária. “Faça com bom humor e inclua apelidos ou piadinhas internas, como ‘a melhor mãe do mundo”, afirma Claudia. \ * VSP 38 39 checOK-R CTR vl.indd 38 6/17/20 5:04 PM var.viv. Festa de máscaras Item incorporado ao look, fica a pergunta de mantê-lo ou não durante o encontro. A melhor indicação é retirar a máscara em vez de ficar manuseando entre um petisco e um golinho do drinque. “Vai muito do combinado entre anfitrião e convidado. Mas, se for para mantê-la, não demore a servir a refeição, assim ninguém vai ficar com muita fome”, diz Claudia. Ofereça também saquinhos para elas serem guardadas. POSSO IR AO BANHEIRO? Pânico? Arrepios? Ninguém deve deixar o convidado apertado, certo? E as medidas no ambiente são simples e eficientes. As especialistas indicam esquecer os bonitinhos sabonetes em barra. As toalhas bordadas, herança da avó, precisam ser guardadas. “O correto são os sabonetes líquidos e o papel toalha descartável”, diz Claudia. Mais praticidade? Mirian sugere oferecer uma toalhinha para cada casal e eles ficam com o item até o final do encontro. VSP 38 39 checOK-R CTR vl.indd 39 Concurso de pantufas tirar ou não os sapatos? A infectologista explica que o vírus não voa. Se está nos sapatos, vai ficar por lá mesmo. “Se a casa tiver pets ou bebês que engatinham, aí sim é melhor retirá-los.” Caso não tenha, não é essencial. Mas vale para evitar que o espaço se suje. “Tenha um kit com álcool em gel e lenço e um local para deixá-los na entrada", diz Claudia. O anfitrião pode oferecer propé (sapatilha de tecido) para colocar sobre os sapatos. “Fica aberto para o convidado levar seu próprio calçado para andar pela casa, como sapatilhas, chinelinhos e, por que não?, pantufas.” Entre quadros, plantas e álcool em gel Nova onda da decoração: o frasco do álcool em gel. Não tem como deixá-lo mais bonito? Coloque-o em um cestinho decorado, junto de lencinhos descartáveis. Espalhe pela sala sachês de álcool 70% com lixinhos ao lado. “Discretos, deixam o convidado à vontade para usá-los”, afirma Claudia. Bateu a fome Bowls de amendoim? Esqueça. Fondue? Fica para outro dia. Comidinhas compartilhadas estão, por enquanto, banidas do cardápio. Passo importante para o anfitrião é pensar no tipo de serviço da noite. Os mais comuns, à francesa e americano, em que os convidados mexem nos pratos e talheres partilhados, não são ideais. “O inglês, que estava esquecido, é o mais indicado”, explica Claudia. Nesse, uma pessoa, de luvas e máscaras, passa pelos convidados para servir. Vale considerar sair da cozinha já com os pratos prontos. “A ideia é que só ela mexa nos talheres de servir e na comida, para evitar o contágio”, diz Mirian. Está quente aqui, não? Dê preferência aos locais ao ar livre ou mais abertos, como a varanda. Não tem uma? Deixe todas as janelas abertas, para que o ar circule. “É importante ter ventilação constante”, diz Mirian.

YAHOO! FINANÇAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/06/2020 às 00h00

Nesta sexta-feira (19), o Governo do Estado de São Paulo anunciou investimento no desenvolvimento de um novo exame molecular que permite processar, por dia, centenas de milhares de testes que detectam a COVID-19 a cerca de R$ 95. Esse exame foi desenvolvido pelo laboratório brasileiro Mendelics, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, e o investimento foi por parte da Desenvolve SP – O Banco do Empreendedor, a instituição financeira do Governo do Estado. O investimento aconteceu via fundo de Investimento em Participações (FIP), e o laboratório recebeu, no total, R$ 20 milhões. Basicamente, o novo teste utiliza reagentes e equipamentos amplamente disponíveis no mercado, e a estimativa é que sejam processados diariamente cerca de 110 mil amostras pela Mendelics. O novo teste utiliza a metodologia RT-LAMP (Reverse Transcription Loop-Mediated Isothermal Amplification), e funciona da seguinte forma: a partir da coleta de saliva do paciente, o exame identifica a presença do SARS-CoV-2 por meio de um teste molecular que reconhece o material genético viral. O método leva apenas uma hora e possui especificidade de 100% (não foram identificados resultados falso-positivos) e sensibilidade comparável ao teste de RT-PCR disponível no mercado. A partir do método aperfeiçoado pela Mendelics, o próprio paciente realiza a coleta de amostras de saliva em um tubo estéril, resolvendo também o problema de demanda de kits de coleta nasofaringe, fator que tem limitado diretamente a capacidade de coleta e testagem no Brasil. Dito isso, há um projeto-piloto com 50 mil pessoas. Após essa etapa, Mendelics e HSL se comprometeram a publicar os protocolos. Amostras podem ser coletadas de todo o Brasil, mas o processamento, por enquanto, será feito exclusivamente em São Paulo. Os resultados serão postados em sistema fechado online para que os médicos tenham o laudo de forma rápida e precisa.

PORTAL DE NOTÍCIAS/RS
Data Veiculação: 19/06/2020 às 00h00

O governo do Estado recebeu, nesta quinta-feira (18/6), a doação de cinco respiradores que serão instalados no Hospital de Caridade São Jerônimo (HSJ), com o objetivo auxiliar no tratamento de pacientes com Covid-19. A iniciativa foi do projeto Todos Pela Saúde, destinado ao apoio e ao fortalecimento da saúde no enfrentamento à Covid-19. O Rio Grande do Sul é um dos Estados contemplados pelo projeto. Em São Jerônimo, o diretor no HSJ, João Batista Pozza comemora a chegada dos equipamentos e, ainda, um retorno positivo dos prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Asmurc) em relação ao pedido de outros equipamentos necessários para a montagem dos leitos de isolamento. - Estamos aguardando técnicos para liberação e instalação dos equipamentos. Estes técnicos virão do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, pois são eles que estão colaborando tecnicamente com o Banco Itaú Unibanco na checagem destes equipamentos, que vieram da China. Mas, para podermos montar os leitos, além dos respiradores, necessitamos de monitores, bombas de infusão, camas e outros insumos que foram solicitados para os Prefeitos da Asmurc. Semana retrasada estivemos em Minas do Leão com o presidente Miguel Almeida e com o prefeito Evandro Heberle e levamos para cada prefeito o mesmo pedido: equipamentos para compor os leitos de isolamento - disse Pozza, que ainda aguarda resposta ao pedido. Seguindo o diretor do Hospital São Jerônimo, o valor destes equipamentos é de cerca de R$ 408 mil, o que representa cerca de R$ 51 mil para cada um dos oito municípios integrantes da Asmurc. - Sem a participação dos prefeitos não temos como operacionalizar esses leitos – ressalta Pozza. E nota, a Associação informou que “a Asmurc já encaminhou o assunto junto ao Governo do Estado, conforme informado à época. Na próxima terça-feira, dia 23, os prefeitos da região irão se reunir para tratar do assunto”. LICITAÇÃO DE LEITOS DE UTI Dos três lotes que faziam parte da licitação lançada pelo governo do Estado para equipar 230 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) – dez deles para São Jerônimo -, em apenas um houve desfecho positivo. Das propostas apresentadas na terça-feira (16/6), a aquisição de camas hospitalares foi o único item do pregão eletrônico que teve o valor final dentro do preço de referência estabelecido no edital. A disputa para o fornecimento dos ventiladores pulmonares registrou apenas uma empresa concorrendo, que propôs R$ 120 mil por unidade. O valor ficou 100% acima da cotação realizada pela Subsecretaria Central de Licitações do Estado (Celic), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). Sem propostas classificadas também para a aquisição dos 230 monitores multiparâmetro para pacientes adultos e pediátricos, a Celic aguardará agora a manifestação da Secretaria da Saúde para reagendar a licitação. No caso dos monitores, três empresas estavam na disputa do lote, porém mesmo o menor preço apresentado (R$ 30 mil por unidade) ficou quase 50% acima do valor de referência (R$ 20.893). Única etapa concluída, o lote para fornecer as 230 camas hospitalares, do modelo Fawe elétrica, teve como menor preço o valor de R$ 2.217.200 pelo conjunto. Neste item, o valor de referência estava previsto no edital em R$ 4.358.500. O valor das aquisições para equipar os 230 leitos de UTI está estimado em R$ 23 milhões. EPIs PARA TODO O ESTADO A iniciativa do projeto Todos Pela Saúde ainda garante que hospitais de todo o estado recebam equipamentos de proteção individual (EPIs). São mais de 87 mil máscaras, 290 mil pares de luvas, 270 mil toucas, além de face shields e óculos de proteção. - Agradecemos a iniciativa e estendemos os agradecimentos a todos que estão doando, sejam pessoas físicas ou privadas. Temos visto muitos gestos de solidariedade que nos dão, além do benefício da doação em si, nos enchem de confiança e de entusiasmo. Sabemos que não estamos sozinhos no enfrentamento à doença e que temos muitas pessoas mobilizadas - disse o governador Eduardo Leite. Nas próximas semanas, o Rio Grande do Sul receberá mais doações – entre as quais, mais de 2 milhões de máscaras cirúrgicas. - Foram necessárias 19 carretas para carregar todas as doações. Além das doações físicas, estamos prestando auxílio e apoio na gestão dos hospitais gaúchos, compartilhando experiências no enfrentamento dessa pandemia - informou o coordenador regional do Todos Pela Saúde, André Wajner. Secretária adjunta da Saúde, Aglaé Regina da Silva, explicou que as doações chegarão a praticamente todos os hospitais gaúchos. - Será uma contribuição muito boa, e a Secretaria Estadual da Saúde tem aproveitado muito bem essa consultoria altamente especializada oferecida pelo projeto - disse. Para representar as doações, foi feito um ato simbólico, no Palácio Piratini, com participação do governador, de Aglaé, de Wajner, e da secretária da Saúde, Arita Bergmann. Por videoconferência, participaram o administrador do Hospital de Caridade de São Jerônimo, João Batista Pozza, e do diretor técnico do Hospital Regional de Santa Maria, Mery Martins Neto.

RÁDIO CBN FM 90,5/SÃO PAULO | CBN NOITE TOTAL
Data Veiculação: 19/06/2020 às 23h27

Viral o seu Samir, isso que é usado contra a influenza já atinge pelo menos nove estados a demanda pelo medicamento aumentou depois que ele passou a ser usado para pacientes com sintomas de convite, mas isso antes de descobrir que convide, né, que no início é muito parecido sintoma com os sintomas da influenza para o especialista ouvida que pela CBN o remédio deve. Parar de ser aplicado quando houver o diagnóstico confirmado de coronavírus ao menos nove estados sofrem com a falta do medicamento oseltamivir usado contra H um em um e outros tipos de influenza nas utilizado também em pacientes com sintomas de cores dezenove, considerando os vinte seis estados e Distrito Federal, apenas cinco, o disseram que o antiviral em estoque conhecido comercialmente como Tamiflu remédio não está sendo oferecido na rede pública de grande parte dos municípios brasileiros a compra é feita pelo Ministério da Saúde que entrega os estados para distribuição entre as cidades que o grande do Norte Bahia no Nordeste estão sem o medicamento há um mês a infectologista do Hospital sírio-libanês Melinda o bem explicou que o medicamento é usado apenas para pacientes com sintomas de convite, dezenove que algumas vezes são parecidos com os primeiros sinais de influenza com a confirmação de coronavírus o remédio pode ser retirado da prescrição de um ano. Este Homem de Ferro no meio e é, mas aí depois que a para uma hora em hora quando ninguém deveria ter que tirar o pão de um médico na hora e meia de carro, hoje, como não tem como a gente a gente ainda aí correndo e ainda a gente acaba ganhando ou não, a mim agora caiu e ficou comprovado que ele tem que parar para onde correr tranquilamente, Ardila olho nele. Apesar disso, há médicos receita no medicamento mesmo com teste positivo para coronavírus é o caso da professora Celina Lucena e do marido dela, que foram atendidos no ama da em um bueiro na zona norte da capital paulista. Ela só encontra o remédio e com dificuldade na rede privada. Que foi uma maneira que que que a Qualcomm e a outra um show para ele não encontramos não uma a uma e nenhuma outra e ganhou ontem contra a HP ainda para ele a encontramos em uma uma marcha de um um tem que entrar em A em que a gente nem tão em São Paulo e Rio de. Janeiro, no Sudeste, pacientes também não encontra um remédio no Espírito Santo na mesma região a entrega está atrasada há dez dias Amazonas, Roraima, Pernambuco e Distrito Federal também registraram problemas. O laboratório farmacêutico federal Farmanguinhos ligada à Fiocruz teve que buscar novos fornecedores no laboratório informou que já iniciou a produção de sete milhões de cápsulas. Na concentração de setenta e cinco miligramas serão entregues em dois meses também serão produzidos medicamentos de trinta e quarenta e cinco miligramas a farmacêutica Roche também é responsável pela produção de trinta miligramas. O Ministério da Saúde afirmou que realizou nova aquisição emergencial para ampliar a disponibilidade intrega do remédio que o grande do Sul e Paraná, na região Sul do país Mato Grosso no centro-Oeste Maranhão, no Nordeste e Tocantins, na região Norte relataram estar com os estoques normalizados de São Paulo, Matheus Meirelles.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 19/06/2020 às 22h45

O Hospital de Campanha de Boa Vista, construído pela Operação Acolhida e inaugurado nesta sexta-feira (19) atenderá, inicialmente, com 80 leitos. Destes, 10 são de UTI, com respiradores e 70 serão de níveis 1 e 2, informou o general Manoel de Barros, comandante da ação humanitária. Segundo Barros, a intenção é que, progressivamente, esses 70 leitos sejam também de UTI. A unidade já recebeu parte dos insumos e um carregamento com medicamentos, fornecidos pelo Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, com duração para 30 dias, deverá chegar nesta sexta. Barros disse que a Área de Proteção e Cuidados (APC) será um hospital fechado por enquanto. Assim, deve atender pacientes em situações menos graves por conta de estrutura e complexidade. A unidade serve como suporte para o HGR, que atuava acima da própria capacidade. “A acolhida e o governo acordaram que, os pacientes com estado de saúde mais leve serão transferidos do HGR para a unidade e com o tempo a equipe se adequará aos casos mais graves", disse. "Por isso, é importante que o HGR continue recebendo os pacientes para que, depois, sejam transferidos”, explicou. Até o momento, foram transferidos para a APC nove pacientes, de acordo com o general. No entanto, o governo do estado informou ainda pela manhã que a unidade atendia 20 infectados. A previsão, é que mais 20 pessoas sejam encaminhadas ainda nesta sexta. A área de Cuidados será dirigida pelo Coronel Luiz Eduardo Possídio e administrada por militares que também são profissionais de saúde. Barros disse ainda que, a unidade terá a contribuição de 12 médicos e 6 enfermeiras do Hospital Sírio-Libanês, além de voluntários da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras e do Hospital Samel, do Amazonas. A transparência sobre leitos ocupados, disponíveis e a situação dos pacientes ainda passará por ajustes. De acordo com o chefe da Acolhida, os dados podem tanto ser divulgados pela operação, quanto pela Secretaria de Saúde (Sesau). Médicos pedem para deixar Hospital de Campanha O Sindicato dos médicos de Roraima (Simed-RR) informou que não atuará mais no Hospital de Campanha. Os profissionais de saúde brasileiros se posicionaram contra a contratação de médicos estrangeiros e a escala imposta pelos militares. "A Acolhida insiste na contratação, a todo custo, de pessoas formadas no exterior sem aprovação no Revalida, para aturarem como médicos”, diz trecho da nota do Simed. Segundo o general Barros, a Acolhida pretende dialogar com a classe dos médicos para evitar que qualquer tipo de profissional seja excluído da atuação na Área de Proteção e Cuidados. “Não há sentido que qualquer força de trabalho seja excluída nesse momento. Foi definida, então, a possibilidade de contratação de médicos sem o Revalida, porque isso está acontecendo em vários lugares”, afirmou o general Barros. Em 11 de junho, o desembargador Jefferson Fernandes da Silva definiu que o CRM devia apresentar uma lista com 94 médicos com registro em 24 horas, o que não ocorreu. Desta forma, ficou permitida a contratação de profissionais sem revalidação do diploma. Em nota, a Acolhida afirmou que a contratação dos profissionais de saúde para a unidade é responsabilidade do governo estadual. Disse ainda que foi proposta flexibilização de plantões de 6h ou 12h, de acordo com a preferência de cada profissional, para solicitações realizadas e de acordo com o interesse público. Implantação de UBS no Hospital de Campanha A prefeita Teresa Surita (MDB) anunciou a implantação de mais uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na Área de Proteção e Cuidados (APC). Conforme Surita, a unidade será inaugurada nas próximas semanas, assim que mais profissionais do seletivo municipal de saúde forem convocados. Oito UBS da capital estão atendendo exclusivamente casos de coronavírus e suspeitas da doença. A alta procura por atendimentos faz com que pacientes aguardem até 12 horas por uma consulta. Surita também anunciou a terceira previsão para o pico da pandemia de coronavírus no estado. Ela explicou que os casos da doença deverão diminuir no mês de julho e que os picos também variam de acordo com o número de pessoas infectadas e de óbitos. A última previsão dada, apontava que o maior número de confirmações da Covid-19 começasse a ocorrer a partir deste sábado (20) e durasse alguns dias. "Nós estamos lhe dando com algo que não temos a resposta imediata. Por isso, eu entendo que agilidade é aquilo que de mais importante pode acontecer neste momento de crise. Por isso, devemos dar apoio ao Hospital de Campanha", disse. Leitos disponíveis para a Covid-19 O governador do estado, Antônio Denarium (sem partido), afirmou que com a inauguração do Hospital de Campanha o estado terá uma curva menor de contaminação entre 30 e 60 dias. "Nós ampliamos a quantidade de leitos em hospital de retaguarda e na rede privada. Ontem, nós liberamos, no Hospital das Clínicas, mais 47 leitos para atendimentos a Covid-19 e 10 leitos de UTI", disse. Denarium também afirmou que, inicialmente, o HGR possuía 22 leitos de UTI. Além desses leitos, que continuam com atendimentos para outras enfermidades, foram liberados mais 40 leitos de UTI para o coronavírus e outros 40 leitos semi-intensivos na unidade.

TV BRASIL
Data Veiculação: 19/06/2020 às 21h00

O Sem Censura Especial Coronavírus que vai ao ar segunda-feira (22), às 14h, na TV Brasil, tem um bate-papo ao vivo com o médico Roberto Kalil, diretor de cardiologia do hospital Sírio-Libanes, em São Paulo. Durante a conversa por Skype com o apresentador Bruno Barros, o paulistano consagrado pelo trabalho na medicina fala sobre a pandemia de coronavírus. Além de fazer uma análise técnica a respeito da situação de saúde pública, o cardiologista aborda sua experiência pessoal. Ele foi diagnosticado com Covid-19 no dia 30 de março, quando internou-se com uma pneumonia em grau avançado, mas já se recuperou. Sobre a atração Considerado uma das mais tradicionais produções de entrevistas da televisão brasileira, o Sem Censura está no ar desde 1985. O bate-papo é exibido de segunda a sexta-feira, ao vivo, às 14h, na TV Brasil. A atração recebe convidados para uma conversa informal sobre temas como saúde, meio ambiente, segurança, tecnologia e comportamento. Em novos formato e horário, o Sem Censura está com edições especiais sobre a pandemia da Covid-19. O programa agora tem a participação de jornalistas do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo com os assuntos do dia. Profissionais de veículos públicos como Agência Brasil e Rádio Nacional comentam essas pautas. Pioneiro na interação com o público na tevê ao abrir espaço para a participação dos telespectadores ainda nos anos 1980, o Sem Censura garante esse contato hoje através da hashtag #semcensura no Twitter, Instagram e Facebook. O público pode participar diariamente do programa enviando mensagens de texto pelo WhatsApp para o número (21) 99903-5329. Serviço Sem Censura – segunda-feira, dia 22/06, ao vivo, às 14h, na TV Brasil Sem Censura – https://www.facebook.com/semcensuratv/ Gerência de Comunicação Empresa Brasil de Comunicação - EBC Contato:(21) 2117-6218 / (21) 2117-6653 imprensa@ebc.com.br

CANALTECH
Data Veiculação: 19/06/2020 às 20h30

Nesta sexta-feira (19), o Governo do Estado de São Paulo anunciou investimento no desenvolvimento de um novo exame molecular que permite processar, por dia, centenas de milhares de testes que detectam a COVID-19 a cerca de R$ 95. Esse exame foi desenvolvido pelo laboratório brasileiro Mendelics, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, e o investimento foi por parte da Desenvolve SP – O Banco do Empreendedor, a instituição financeira do Governo do Estado. COVID-19: testes rápidos em farmácia já estão liberados Teste de coronavírus chega às farmácias custando a partir de R$ 130 Coronavírus: conheça a empresa pioneira em testes para diagnóstico O investimento aconteceu via Fundo de Investimento em Participações (FIP), e o laboratório recebeu, no total, R$ 20 milhões. Basicamente, o novo teste utiliza reagentes e equipamentos amplamente disponíveis no mercado, e a estimativa é que sejam processados diariamente cerca de 110 mil amostras pela Mendelics. O novo teste utiliza a metodologia RT-LAMP (Reverse Transcription Loop-Mediated Isothermal Amplification), e funciona da seguinte forma: a partir da coleta de saliva do paciente, o exame identifica a presença do SARS-CoV-2 por meio de um teste molecular que reconhece o material genético viral. O método leva apenas uma hora e possui especificidade de 100% (não foram identificados resultados falso-positivos) e sensibilidade comparável ao teste de RT-PCR disponível no mercado. Governo de SP investe em testes que detectam em uma hora e custam R$ 95 A partir do método aperfeiçoado pela Mendelics, o próprio paciente realiza a coleta de amostras de saliva em um tubo estéril, resolvendo também o problema de demanda de kits de coleta nasofaríngea, fator que tem limitado diretamente a capacidade de coleta e testagem no Brasil. Dito isso, há um projeto-piloto com 50 mil pessoas. Após essa etapa, Mendelics e HSL se comprometeram a publicar os protocolos. Amostras podem ser coletadas de todo o Brasil, mas o processamento, por enquanto, será feito exclusivamente em São Paulo. Os resultados serão postados em sistema fechado online para que os médicos tenham o laudo de forma rápida e precisa.

ISTOÉ ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/06/2020 às 17h46

As equipes que disputam a principal divisão do Campeonato Paulista foram autorizadas pelo governo de São Paulo a retomarem suas sessões de treinamento no dia 1ª de julho. Há algumas semanas do retorno aos CTs, os quatro grandes clubes começam a se movimentar. Na mesma semana em que o aval para a retomada dos treinos foi anunciado pelo governador João Doria, São Paulo, Santos, Palmeiras e Corinthians “correram” para realizar testes em seus elencos. O resultado dos exames sairá antes do retorno aos CTs. As equipes querem saber quem já foi contaminado e quem ainda não contraiu a covid-19, para facilitar o monitoramento desses atletas durante o processo de retomada do futebol. Caso algum jogador seja diagnosticado com a doença, ele terá o tempo necessário para cumprir quarentena e voltar no dia 1ª de julho. O Estadão realizou um levantamento das medidas que serão tomadas por esses times, para o restabelecimento de suas atividades. RETORNO SEM GARANTIAS – Apesar do restabelecimento das sessões de treinamento terem sido agendadas para o primeiro dia de julho, isso não significa que o Campeonato Paulista será retomado de forma imediata. Apesar da volta aos treinos, a Federação Paulista de Futebol (FPF) não possui uma data específica para a volta do torneio estadual. A competição foi paralisada faltando duas semanas do fim de sua primeira etapa. Caso essa fase fosse encerrada naquele momento, classificavam-se para as finais: Santos, Oeste, Santo André, Palmeiras, São Paulo, Mirassol, Bragantino e Guarani. Dentre as quatro grandes equipes da capital, o Corinthians é o que está numa posição mais delicada. A equipe alvinegra está na terceira colocação do “Grupo D”, com 11 pontos e a cinco do Guarani, segundo colocado. Confira abaixo as ações de cada clube: CORINTHIANS Sem jogar desde 15 de março, a equipe alvinegra já estabeleceu um protocolo próprio de segurança e pretende retornar ao CT Joaquim Grava neste sábado, dia 20. Uma série de medidas foram tomadas pelo clube para garantir a segurança de seus atletas e funcionários. Os testes foram programados para acontecer entre 72 e 48 horas antes do retorno dos treinos. Equipamentos de proteção serão distribuídos, assim como instruções de higiene. Os equipamentos dentro das academias foram realocados, para que haja maior espaçamento entre os atletas. PALMEIRAS Fora dos gramados desde 13 de março, a equipe alviverde já possui protocolo próprio de segurança e realizará a testagem de seus atletas e funcionários no Hospital Sírio Libanês. Isso porque o clube possui parceria com o hospital, que oferecerá uma estrutura interna para a realização dos testes. Não haverá aglomeração. Os jogadores comparecerão ao local de realização dos exames em grupos pequenos, organizados em horários diferentes. Há a pretensão da realização de testes respiratórios em seus jogadores. Caso isso aconteça, será possível adiantar ainda mais os procedimentos para a volta aos treinos. SANTOS A equipe da baixada santista, sem atuar desde 14 de março, já possui protocolos próprios de segurança, baseado nas orientações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nos clubes da Alemanha e da Espanha. Seus jogadores serão testados nas dependências do CT Rei Pelé. Todos receberão máscaras, álcool em gel e viseiras. Contudo, o procedimento acontecerá nas partes externas dos centros de treinamentos, preferencialmente, ao ar livre. Antes de os atletas entrarem nas dependências do CT, suas temperaturas serão aferidas. Aqueles que registrarem hipertermia superior a 37,5ºC serão imediatamente isolados. SÃO PAULO A equipe tricolor, longe dos campos desde 14 de março, possui protocolos próprios de prevenção e já reestruturou o CT da Barra Funda para recepcionar os jogadores na retomada das sessões de treinamento. Aliás, a testagem dos atletas será feita dentro do CT. O clube realizou a montagem de tendas e uma estrutura específica para a execução do exame. Assim como outras equipes, o São Paulo fez modificações específicas dentro de seu centro de treinamento. Os aparelhos da academia foram colocados em áreas externas e bem arejadas, por exemplo. Até mesmo o estacionamento do local sofreu alterações. As vagas, agora, possuem espaçamentos de carro em carro.

TERRA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/06/2020 às 12h45

Com aval do governo estadual para voltar aos treinos presenciais apenas a partir de 1º de julho, o Palmeiras já toma providências no sentido de ganhar tempo. Assim, exames cardiorrespiratórios sucederão os testes para covid-19 do elenco, iniciados na quinta-feira. No primeiro dia de atividades no Hospital Sírio-Libanês, com o qual o Palmeiras tem parceria, a prioridade do departamento médico foi testar elenco e integrantes da comissão técnica para covid-19. Nos próximos, no mesmo local, serão feitos exames cardiorrespiratórios e outras análises clínicas. Para realizar os exames cardiorrespiratórios, porém, os atletas precisam aguardar pelos resultados das provas para covid-19, já que apenas os que testarem negativo avançarão no cronograma. Caso algum jogador seja diagnosticado com a doença, ficará em isolamento. O Palmeiras não joga desde 14 de março, data do empate sem gols contra a Inter de Limeira, pela 10ª rodada do Campeonato Paulista, no Estádio Major Levy Sobrinho. O clube suspendeu as atividades dois dias depois e os atletas tiveram férias até o final de abril. Desde o começo de maio, os jogadores vêm realizando programa de treinamento a distância. Na dinâmica, da Academia de Futebol, os preparadores físicos demonstram como as atividades devem ser executadas e os atletas, de maneira remota, cumprem as propostas. Com os jogadores há mais de 95 dias sem disputar uma partida oficial, a possibilidade de lesões na retomada dos torneios, algo observado no Campeonato Alemão, está no radar do Palmeiras. Os dados colhidos nos exames médicos auxiliarão no trabalho de prevenção de contusões.

VEJA SAÚDE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 19/06/2020 às 08h19

No início de janeiro, o médico Haibo Qiu foi enviado à cidade de Wuhan, na China, para ajudar a enfrentar uma epidemia emergente causada pelo que se convencionou chamar mais tarde do novo coronavírus. O doutor Qiu logo notou algo surpreendente. Muitos pacientes com Covid-19, apesar de não se queixarem da falta de ar, apresentavam uma queda perigosa do nível de oxigênio sanguíneo. No jargão médico, essa situação é denominada hipóxia silenciosa. Em abril, o mesmo fenômeno chamou a atenção de outro médico, o doutor Richard Levitan, em Nova York (Estados Unidos). Vários pacientes com Covid-19 chegavam ao pronto-socorro onde Levitan trabalhava falando no celular tranquilamente. Apesar de apresentarem sintomas leves por alguns dias, estavam aparentemente bem. Alheios ao risco que corriam, não tinham noção que o seu nível de oxigênio sanguíneo estava perigosamente baixo. Foi aí que o doutor Levitan cunhou o termo “happy hypoxia” (hipóxia alegre, em tradução livre). Mas que de alegre não tem nada, pois indica um risco considerável de morte. Vamos precisar fazer um passeio pela fisiologia respiratória para tentar esclarecer esse enigma. As nossas células extraem energia através da queima do oxigênio (O2). O produto dessa combustão gera gás carbônico (CO2). E temos receptores químicos no sangue arterial que detectam continuamente os níveis de O2 e CO2. Caso o oxigênio caia ou o gás carbônico suba demais, esses receptores vão ser estimulados, gerando impulsos nervosos que trazem a sensação de falta de ar. É uma resposta natural do corpo para que você respire mais rapidamente, o que tende a normalizar a concentração desses gases no sangue. Mas, nesse jogo, o CO2 é o gás sentinela. Em outras palavras, respondemos muito mais a alterações dele do que de O2. Bom, e por que a “happy hipoxia” não acontece em outras pneumonias que também podem causar hipóxia sem acúmulo de CO2? Não sabemos ao certo. Uma hipótese é a de que a hipóxia gerada por outras pneumonias acontece quando o paciente já está se sentindo mal por causa da grave inflamação que torna os pulmões rígidos, ficando muito difícil para respirar. Ao contrário, mesmo quando os pacientes com Covid-19 são intubados e colocados em ventilação mecânica pela piora da insuficiência respiratória, eles muitas vezes possuem uma elasticidade normal dos pulmões (ao menos nos primeiros dias de UTI). Isso indica que a inflamação nessa etapa não é tão grave a ponto de explicar a grave hipóxia. Se o ar inspirado está chegando nos alvéolos, mas o sangue segue com baixos níveis de oxigênio, precisamos investigar o outro lado — ou seja, a corrente sanguínea. Pois a pesquisadora Elnara Negri, médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e do Hospital Sírio-Libanês, observou, em abril, a presença de trombose nas artérias pulmonares e nos capilares alveolares nas autópsias de pacientes que tinham morrido de Covid-19. Ela foi além e demonstrou que a heparina, um anticoagulante que evita a formação de trombos, melhorava o nível de oxigenação dos pacientes. Na série de caso publicada na prestigiosa revista internacional British Medical Journal, todos os casos graves tiveram uma evolução favorável. Gol de placa da ciência brasileira, e melhor ainda para nossos pacientes. Aliás, a anticoagulação já é uma regra nas UTIs nos casos graves do novo coronavírus, com insuficiência respiratória. Independentemente do exato mecanismo que leva à “happy hypoxia”, outra implicação é surpreendente. Ao revisar vários bancos de dados internacionais, o engenheiro Pércio de Souza, do Instituto Estáter, e o cirurgião Ben-Hur Ferraz Neto, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, constataram que 80% dos óbitos pelo novo coronavírus nos Estados Unido e na Europa ocorreram fora da UTI. Grande parte morreu em casa, em asilos ou ainda nos serviços de emergência, em questão de horas. A hipótese mais plausível é que a hipóxia silenciosa contribui para a demora no reconhecimento da gravidade de alguns casos de Covid-19. Nesse ponto, os oxímetros, aparelhos que medem a saturação de hemoglobina oxigenada, podem nos ajudar. Níveis abaixo de 94% já são um sinal de alerta, devendo o paciente procurar ajuda médica. O desafio é realizar e monitorar a oximetria na casa dos pacientes. *Geraldo Lorenzi Filho é professor de Pneumologia da FMUSP e diretor do Laboratório do Sono do InCor