Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 18/07/2020 às 23h38

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, teve alta neste sábado (18/7) do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Diagnosticado com coronavírus, ele ficou cinco dias internado e agora vai continuar o tratamento de casa. Segundo a Fiesp, Skaf “havia realizado testes molecular e sorológico na sexta-feira (11/7), e ambos haviam dado negativo. Na segunda-feira (13/7), à noite, porém, sentiu-se indisposto, teve febre e teve a indicação de refazer os exames.” Skaf teve um encontro com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no dia 3 de julho. Depois, Bolsonaro informou que havia testado positivo para a doença e Skaf já entrou em isolamento. Não há como confirmar, porém, se um infectou o outro. Ainda com a doença, Bolsonaro tem dito que teve poucos sintomas, apenas cansaço e dores, além de febre, nos primeiros dias. Neste sábado, o presidente conversou com apoiadores nos jardins do Palácio da Alvorada, onde cumpre a quarentena.

PODER 360/BRASÍLIA
Data Veiculação: 18/07/2020 às 17h57

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, teve alta neste sábado (18.jul.2020) do hospital Sírio-Libanês. Foi diagnosticado com a covid-19 em 14 de julho. Apresentou mal-estar e febre na noite anterior. Receba a newsletter do Poder360 Skaf reuniu-se com o presidente Jair Bolsonaro em 3 de julho. Quatro dias depois, o mandatário confirmou que estava infectado. Em nota, a Fiesp diz que Skaf continuará a ser acompanhado em sua residência pela equipe médica do hospital Sírio-Libanês. REUNIÃO COM BOLSONARO O empresário foi 1 dos empresários que correram para fazer o teste do doença depois do anúncio do chefe do Executivo federal, que se encontrou com 57 pessoas na semana anterior ao diagnóstico. Skaf já havia realizado em 10 de julho os testes rápido e molecular para o coronavírus e ambos deram negativo. Com o surgimento de sintomas na 2ª feira (13.jul.2020), foi recomendado a refazer o teste, que desta vez apresentou resultado positivo para o vírus. OUTROS EMPRESÁRIOS NO ENCONTRO O grupo que almoçou com Bolsonaro contou com os seguintes empresários: Rubens Ometto (Cosan); Rubens Menin (MRV, Banco Inter e CNN Brasil); Luiz Carlos Trabucco (Bradesco); Candido Pinheiro (HapVida); Fernando Queiroz (Minerva Foods); Carlos Alberto Oliveira (Caoa); Eugênio Mattar (Localiza); Francisco Gomes (Embraer); Lorival Nogueira (BRF). Imagens feitas pelo Planalto mostram empresários em almoço com Bolsonaro, em 3 de julho Marcos Corrêa/PR – 3.jul.2020

O GLOBO ONLINE/RIO DE JANEIRO
Data Veiculação: 18/07/2020 às 18h34

SÃO PAULO. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebeu alta neste do Hospital Sírio Libanês neste sábado, depois de passar cinco dias internado com Covid-19. Ele teve febre e apresentou quadro de pneumonia leve. Segundo boletim médico, ele continuará sendo acompanhado em casa e, na sequência, em consultórios médicos. Skaf testou positivo no último dia 14. Um dia antes, teve febre e foi orientado a refazer os exames, que haviam dado negativo alguns dias antes. O presidente da Fiesp havia sido recebido pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 3 de julho, no Palácio da Alvorada, em almoço com outros empresários. Depois que o presidente da República confirmou ter sido infectado, no dia 7, o empresário entrou em isolamento social, segundo a assessoria da entidade. Bolsonaro relatou ter sentido febre e cansaço.

GAÚCHAZH./PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 18/07/2020 às 07h10

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Colégios de elite de São Paulo têm apostado em inovações tecnológicas, barreiras físicas e consultoria com hospitais famosos para voltar às aulas presenciais no começo de setembro, data sugerida pelo governo de São Paulo, mas que ainda depende de condições sanitárias para ser confirmada. continuar lendo As aulas foram suspensas no fim de março, para tentar conter a pandemia da Covid-19, mas continuaram online. O governo João Doria (PSDB) estima que o retorno pode ser possível em 8 de setembro se todas as regiões do estado estiverem na chamada faixa amarela, nível em que há maior controle da doença. Mas hesita em dar o dia como certo, lembrando das pré-condições. Parte dos pais e professores se manifestaram contrários, mas, na opinião de diretores de colégios da rede particular com quem a reportagem conversou, é possível voltar com alguma segurança. Diretor da Abepar (associação de escolas particulares) e também diretor do colégio Móbile, na zona oeste da capital, Daniel Bresser afirma que a escola tem condições de retornar se a área da saúde do governo estadual assim considerar seguro. Para isso, contratou assessoria do hospital Albert Einstein para elaborar um protocolo da retomada e executá-lo. "Cada escola tem que ter suas particularidades para exigir, sugerir e eventualmente oferecer ainda mais segurança para os alunos e para os colaboradores", afirma ele. O Bandeirantes, também na zona oeste paulistana, foi outro colégio que contratou um grande hospital, o Sírio Libanês, que vai atuar além da Covid e operar o ambulatório da escola. "A situação é séria. A saúde na escola antes era algo secundário. As grandes escolas tinham ambulatório e enfermeiras para atender dor de cabeça, algum machucado na educação física. Hoje passou a ser algo mais importante. O setor privado está bem preparado e temos condições de retornar até antes disso [setembro]", diz o presidente do colégio, Mauro Aguiar. Aguiar afirma que, além da doença, um problema a se vencer é o medo. "Fizemos uma pesquisa com alunos e professores, o pessoal está com muito medo. Mas a posição do governo, de voltar com 35% da capacidade e ir aumentando, está correta, para o pessoal ter tempo de absorver as mudanças." Para Diane Clay Cundiff, diretora do Colégio Santa Maria, na zona sul da capital, as regras para retomada das aulas presenciais devem considerar a estrutura de cada escola. "Nós estamos em uma área de 150 mil m², sendo 90 m² de área verde, temos muito espaço e condições para fazer atividades ao ar livre, com máscara e distanciamento. Mas nem todas as escolas têm as mesmas condições", diz a diretora, cujo colégio deve colocar até divisórias de acrílico entre as mesas dos alunos. "Tem escola que a janela nem abre, porque o prédio foi projetado para ter ar condicionado. Deveria haver uma norma que verifica a circulação de ar em cada escola, por exemplo, e que a partir daí cada escola pudesse receber uma proporção de alunos, seja 20%, 49% ou 100%", completa. O mesmo defende Edimara Lima, diretora da escola Prima, tambeem na zona sul. "As escolas têm pouca autonomia. A gente não pode, numa cidade com tanta diversidade, tem regras tão genéricas. Depende do contexto de cada lugar. Nem todas as escolas estarão preparadas", afirma. A Prima tem condições de voltar, diz Edmiara, que ainda analisa quais protocolos para isso deve estabelecer. "Daqui até a abertura, preciso preparar as crianças, que vão encontrar uma escola diferente da que deixaram. As mais novas vão ter mais dificuldade de absorver essas mudanças, é preciso pensar nisso", afirma. A exceção é a escola Lumiar, cuja diretora Vania Grecco afirma que não há condições para o retorno presencial. "As aulas deverão ser suspensas até o fim do ano porque nem as crianças nem os adolescentes conseguem manter os cuidados básicos para se proteger. E [isso] pode colocar os professores e funcionários em risco", diz Gresso à reportagem.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 18/07/2020 às 04h00

Várias estados e municípios brasileiros estão experimentando reaberturas graduais após um período rígido de quarentena para conter o avanço desenfreado do novo coronavírus. As ações, contudo, aqui no Brasil, causam medo, até pelos números ainda elevados de casos e mortes de covid-19. Quando experimentaremos, com tranquilidade, situações que anteriormente nos eram rotineiras, como ir a restaurantes, festas ou abraçar os amigos? Lidar com a angústia causada pelo incerto é um desafio, em especial quando o cenário que nos cerca vai além da já complicada questão sanitária —envolve instabilidade econômica e política. A cada dia é uma surpresa desagradável. "Temer o futuro pode ser uma forma de não enfrentar o presente, porque ele está insuportável. Mas não é o caminho. Se a preocupação com o depois está intensa e impede de resolver questões do momento, o ideal é buscar ajuda na psicoterapia", alerta o psicólogo Wimer Bottura, presidente da ABMP (Associação Brasileira de Medicina Psicossomática) e professor de Psicologia Médica da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) Desde março, quando a situação começou a se agravar em nosso país, sofremos alterações de humor quase que coletivamente. A princípio, havia a negação sobre o que aconteceria. Depois, com os primeiros casos confirmados pipocando, entramos em quarentena —vieram o desespero e o medo. Hoje, passados meses, vivenciamos o desânimo. "Pontas de esperança surgem quando ouvimos falar sobre uma possível vacina ou sobre a ausência de casos na nova Zelândia, por exemplo. Mas aqui vivemos outras questões, além da saúde, e que causam medo. E o que buscamos hoje é justamente segurança", comenta Yuri Busin, psicólogo e Diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental - Equilíbrio (CASME). Como viver dentro dessa realidade? Acolher e reconhecer o que se sente é essencial para atravessar qualquer fase. "Diante de tantas mudanças, como as provocadas pela pandemia, é comum sentimentos reativos a um cenário de perdas daquilo que costumava dar sentido às nossas vidas", comenta a Patricia Seta, psicóloga do Hospital Sírio-Libanês. Mas dá para achar respiros dentro do momento atual. O primeiro passo é aceitar que não controlamos as variáveis externas. Na verdade, a única coisa que podemos ter controle é sobre nós e sobre fazer a nossa parte para ajudar no combate a doença. Por isso, é preciso cercar-se de bons hábitos. A tarefa pode não ser das mais fáceis, mas é necessária. Estabelecer uma nova rotina diária dentro das condições atuais para cada um de nós, trabalhando emocionalmente o seguinte ponto: considerando as incertezas do futuro, o que está ao meu alcance e consigo fazer hoje? E aí, entram cuidados com alimentação, prática de exercícios físicos, horários para dormir, acordar e fazer as refeições. Mas vale também se abrir para outras possibilidades: que tal fazer coisas que sempre quis, mas a correria da vida adulta não permitiu, como estudar apenas por diversão, aprender a dançar ou a tocar instrumentos musicais? Cuide-se A angústia constante é natural e esperada no contexto de insegurança e isolamento social. Pode se manter flutuante durante esse período, tendo dias em que a gente se sente mais e outros menos angustiado. Segundo Seta, é importante observar se você consegue ter esses momentos de descompressão emocional e alguma produtividade, mesmo ainda se sentindo um pouco aflito. "Caso perceba que estes sentimentos só tem se intensificado ou causado um sofrimento, que você não esteja conseguindo lidar sozinho, é importante procurar ajuda especializada em saúde mental", conta. E não precisa ter vergonha: todos estamos expostos e somos suscetíveis a não conseguir lidar com algo. Profissionais especializados existem justamente para facilitar o processo de melhora. O estado constante de angústia pode abrir brechas para o surgimento de problemas crônicos, como depressão e transtornos obsessivos compulsivos.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 18/07/2020 às 03h00

Volta às aulas em setembro vira incógnita em São Paulo A data de 8 de setembro, estabelecida como previsão do governo de São Paulo para a volta às aulas presenciais, mas tida como certa por instituições de ensino, tomou-se uma incógnita diante do avanço lento da retomada e da apreensão por parte de pais e professores. O secretário de Educação, Rossieli Soares, disse ontem que está mantido o cronograma, mas reforçou a necessidade de se manter todo o estado por 28 dias no estágio amarelo de reabertura. Hoje, a maioria das regiões paulistas está em fases de maior restrição, saúdebi Data da volta às aulas vira incógnita em SP ante pressão de pais e melhora lenta Governo diz que manterá plano de retorno em 8 de setembro, mas ressalta que há condições a cumprir Escudo plástico separa alunas na volta às aulas em Manaus Escola Meu Caminho no Facebook Laura Mattos são paulo A data de 8 de setembro, colocada como previsão do governo de São Paulo para a volta às aulas presenciais, mas tida como certa por instituições de ensino, virou uma incógnita diante do avanço lento da retomada, da pressão de professores pela manutenção do fechamento das escolas e do medo dos pais. De acordo com o plano de retomada na educação, será preciso que todas as regiões do estado estejam há no mínimo 28 dias na terceira fase da retomada, a amarela. Por enquanto, a minoria se encontra nessa etapa. A maior parte está na segunda fase, a laranja, e há ainda cinco regiões na primeira, a vermelha. Será preciso que até 7 de agosto todas tenham evoluído para a amarela e que nenhuma recue nos 28 dias seguintes. Nesta sexta-feira (17), Doria anunciou que a região de Piracicaba, que estava na laranja, recuou para a vermelha. O plano de retomada prevê que as regiões possam pular etapas para frente e para trás. Ou seja, podem ir da vermelha para a amarela e vice-versa, o que torna mais incerto que as escolas irâo reabrir em 8/9. No dia seguinte ao plano ser anunciado, em junho, o secretário de Educação, Rossieli Soares, disse à Folha que podería haver flexibilização para uma volta regional se todo o estado não evoluísse por igual. Mas falta respaldo da opinião pública, abalada pela demora na queda do número de mortos, ainda na média diária de mil. No fim de junho, o Datafolha apontou que 76% dos pais no Brasil preferiam que as escolas permanecessem fechadas na pandemia. Agravando a situação, nesta semana, um matemático fez uma estimativa de que 17 mil crianças poderíam morrer se as escolas reabrissem, o que se disseminou por grupos de WhatsApp e gerou pânico. Diante disso, o governador Joào Doria convocou Rossieli para a entrevista coletiva desta sexta (17) sobre a pandemia. O secretário afirmou que solicitou informações ao matemático Eduardo Massad, da Fundação Getúlio Vargas, sobre a estimativa de mortes que ele havia feito, e que o estudioso teria se enganado. À Folha, o matemático reafirmou sua estimativa. “Mas é importante enfatizar que isso é apenas uma estimativa que pode nào se concretizar.” Rossieli manteve tom contido na entrevista e evitou soar muito crítico ao matemático, reforçando que a volta só se dará quando houver segurança. Disse que “há muito estudo saindo na área da educação” e que analisa todos. Reafirmou que o governo segue com o plano de reabertura na educação, mas reforçou a necessidade de se manter o estado no amarelo por 28 dias. Mais tarde, a secretaria foi mais enfática em uma nota enviada à imprensa com o título “Governo deSPmantém previsão de retomo das aulas para o dia 8 de setembro”, e o subtítulo “Divulgação de estimativa de mortes apontada por matemático da FGV está equivocada; se aplica no país todo e é dez vezes menor”. A estimativa do matemático da FGV foi levada à entrevista diante do terror gerado nas redes sociais. Apesar de não ter tido força para cancelar ou adiar a reabertura, serviu para jogar mais um banho de água fria na convicção sobre o dia 8 de setembro e, por ora, em uma eventual regionalização na retomada. Também deverá reforçar a pressão de professores da rede pública contra a reabertura. Por outro lado, pode a ajudar o governo a conter a demanda de parte das escolas particulares para que possam voltar às presenciais antes, argumentando que têm mais estrutura para implementar protocolos de segurança e podem falir com a maior inadimplência e menos alunos. O governo de Sào Paulo, apesar da orientação do Conselho Nacional de Educação para que os colégios privados sejam autorizados a voltar antes dos públicos, determinou que a volta será simultânea. Nesse xadrez, as escolas aguardam os números e a opinião pública para avançar na negociação sobre a volta ou mesmo em ações judiciais. Aliadas a hospital, escolas de elite de SP esperam retorno Thiago Amâncio são paulo Colégios de elite de São Paulo têm apostado em inovações tecnológicas, barreiras físicas e consultoria com hospitais famosos para voltar às aulas presenciais no começo de setembro, data sugerida pelo governo de Sáo Paulo, mas que ainda depende de condições sanitárias para ser confirmada. As aulas foram suspensas no fim de março, para tentar conter a pandemia da Covid-19, mas continuaram online. Parte dos pais e professores se manifestaram contrários, mas, na opinião de diretores de colégios da rede particular com quem a Folha conversou, é possível voltar com alguma segurança. Diretor da Abepar (associação de escolas particulares) e também diretor do colégio Mobile, na zona oeste da capital, Daniel Bresser afirma que a escola tem condições de retornar se a área da saúde do governo estadual assim considerar seguro. Para isso, contratou assessoria do hospital Albert Einstein para elaborar um protocolo da retomada e executálo. “Cada escola tem que ter suas particularidades para exigir, sugerir e eventualmente oferecer ainda mais segurança para os alunos e para os colaDoradores”, afirma ele. O Bandeirantes, também na zona sul paulistana, foi outro colégio que contratou um grande hospital, o Sírio Libanês, que vai atuar além da Covid19 e operar o ambulatório da escola. “A situação é séria. A saúde na escola antes era algo secundário. As grandes escolas tinham ambulatório e enfermeiras para atender dor de cabeça, algum machucado na educação física”, diz o presidente do colégio, Mauro Aguiar. “Hoje passou a ser algo mais importante. O setor privado está bem preparado e temos condições de retornar até antes disso [setembro].” Aguiar afirma que, além da doença, um problema a se vencer é o medo. “Fizemos uma pesquisa com alunos e professores, o pessoal está com muito medo. Mas a posição do governo, de voltar com 35% da capacidade e ir aumentando, está correta, para o pessoal ter tempo de absorver as mudanças.” Para Diane Clay Cundiff, diretora do Colégio Santa Maria, na zona sul da capital, as regras para retomada das aulas presenciais devem considerar a estrutura de cada escola. “Nós estamos em uma área de 150 mil m2, sendo 90 m2 de área verde, temos muito espaço e condições para fazer atividadesao arlivre, com máscara e distanciamento. Mas nem todas as escolas têm as mesmas condições”, diz a diretora. Segundo ela, o colégio deve colocar até divisórias de acrílico entre as mesas dos alunos. “Tem escola que a janela nem abre, porque o prédio foi projetado para ter ar condicionado. Deveria haver uma norma que verifica a circulação de ar em cada escola, por exemplo, e que a partir daí cada escola pudesse receber uma proporção de alunos, seja 20%, 49% ou 100%”, completa. O mesmo defende Edimara Lima, diretora da escola Prima, também na zona sul. “As escolas têm pouca autonomia. A gente nào pode, numa cidade com tanta diversidade, tem regras tão genéricas. Depende do contexto de cada lugar. Nem todas as escolas estarão preparadas”, afirma. A Prima tem condições de voltar, diz Edmiara, que ainda analisa quais protocolos para isso deve estabelecer. “Daqui até a abertura, preciso preparar as crianças, que vâo encontrar uma escola diferente da que deixaram. As mais novas vão ter mais dificuldade de absorver essas mudanças, é preciso pensar nisso”, afirma. 

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 18/07/2020 às 03h00

Estudo diz que células T podem ampliar imunidade ante o vírus Linfócitos usados contra outros coronavírus podem ter ação diante do Sars-CoV-2 Phillippe Watanabe são paulo Pesquisas recentes observaram grande diminuição dos anticorpos contra a Covid pouco tempo após a recuperação da doença. Mas outras células de defesa do corpo, os linfócitos T, podem ajudar no combate ao coronavírus. Pesquisa publicada nesta semana na revista Nature encontrou sinais de resposta imune relacionada aos linfócitos T prolongada em pacientes que foram contaminados com o Sars (síndrome respiratória aguda grave) há 17 anos. Os cientistas responsáveis pelo estudo também observaram resposta imune, mais uma vez relacionada aos linfócitos T, cruzada entre o SarsC0V-2 (o novo coronavírus) e o Sars. Além disso, “surpreendentemente, também detectamos linfócitos T específicos para Sars-CoV-2 em pessoas sem histórico de Sars, Covid-19 ou contato com pacientes de Sars/Covid-19” afirmam os autores do estudo. Isso poderia estar relacionado a contaminações anteriores por outros betacoronavírus, especulam os pesquisadores. Os linfócitos T têm ação próxima e concomitante à dos anticorpos. Quando um corpo estranho invade o organismo, algumas células (como os macrófagos) fago- citam o invasor e passam a mostrar em sua parede celular fragmentos do intruso. É aí que entram em ação os linfócitos T, que se aproximam das células apresentadoras de antígeno (a organela que fagocitou o invasor), conectamse ao fragmento do intruso e, a partir disso, se multiplicam para combater a infecção. Toda essa ativação dos linfócitos T é importante para a produção de dtoeinas, que são determinantes para processos de inflamação (defesa do corpo) e ativação de linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos. Os pesquisadores estudaram 36 pessoas que tiveram casos moderados a graves de Covid-19. Encontraram, em todos os pacientes, linfócitos T (mais especificamente, dois tipos, o CD4 e o CD8) que reconheciam as estruturas presentes no Sars-CoV-2 —o que significa uma memória imune e a capacidade de combater o vírus em caso de infecção. Também foram analisados outros 23 pacientes que tiveram Sars, responsável pela primeira pandemia do milênio. Nesses, observaram os linfócitos T de memória de longa duração com elevada correspondência com as estruturas presentes no Sars-CoV-2. A similitude não é inesperada, afirma Mariane Amano, Como as células T agem contra a Covid-19 1 Sars-CoV-2 é capturado por células Surge uma pequena estrutura na superfície da célula apresentadora de antígeno 2 Linfócitos T se acoplam à estrutura na superfície da célula Linfócitos T, que agora reconhecem a estrutura invasora se multiplicam e podem combate a invasão 3 0 organismo agora tem linfócitos T de memória, que conseguem se proliferar bem mais rápido em caso de novas infecções pesquisadora da área de imunologia do Hospital Sírio-Libanês e membro da Sociedade Brasileira de Imunologia, o que fica evidente até no nome dos vírus (Sars-CoV-i e 2), mas é importante que haja trabalhos, como o em questão, que comprovem isso. Por fim, os cientistas testaram a resposta das células T de 37 pessoas que não tiveram contato com Sars e SarsC0V-2 e obtiveram resultados positivos em 19 delas. Os pesquisadores levantam a hipótese de que a reação esteja relacionada a infecções por gripes comuns, que podem também ser causadas por coronavírus. “É interessante que pessoas que não tiveram contato com os vírus tenham células com possibilidade de reconhecêlos. Sabemos que há a possibilidade de reação cruzada. Mas é uma boa notícia”, diz Amano. “Pode ser que isso explique que parte das pessoas não desenvolve sintomas graves.” Mas a amostra usada no estudo (poucas dezenas de pessoas) é pequena para tirar conclusões definitivas. Além disso, o trabalho analisa a ativação de células fora do corpo. “Não é garantia de que os indivíduos que têm as células que reconheceram os antígenos virais não vão apresentar sintoma. Especialmente aqueles que nunca foram infectados por Sars-CoV-i ou 2” diz Amano. A pesquisadora do Sírio ainda alerta que, com a velocidade atual das publicações, não é raro haver queda da qualidade de produção. Ela cita estudo da própria Nature—e também sobre linfócitos T— recentemente retratado. Isso não significa que o estudo de agora não seja de qualidade. “Talvez seja um raiozinho de luz no fim do túnel”, diz Amano.