Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

IMPRENSA JÁ!
Data Veiculação: 18/05/2020 às 00h00

Aparecida de Goiânia inicia nesta segunda-feira, 18 de maio, uma parceria inédita com o Hospital Sírio-Libanês (HSL). A partir de agora, todos os pacientes com Covid-19 internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital Municipal (HMAP) receberão tratamento orientado pela equipe médica do HSL. Esta é a única cidade de Goiás com essa parceria. A iniciativa consiste em receber suporte à distância, via chamada de vídeo, em tempo real, de um profissional médico intensivista do Sírio-Libanês para debater e orientar a equipe do HMAP no atendimento a esses casos. “O HSL é um hospital brasileiro de excelência e já conhecido parceiro da Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Mais uma vez fomos em busca da qualidade que eles oferecem e firmamos uma parceria que irá nos ajudar a salvar vidas”, afirma o prefeito Gustavo Mendanha. O secretário de Saúde Alessandro Magalhães, que também preside o Comitê Municipal de Prevenção e Enfrentamento ao novo Coronavírus, explica que a parceria com o HSL prevê o acompanhamento diário de até 30 pacientes com trocas de dados e informações, análises de protocolos e de critérios de admissão e alta, dentre outras orientações. De acordo com ele, o Hospital Sírio-Libanês é membro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), que viabilzou o serviço de telemedicina entre as instituições. HMAP – referência para tratamento da Covid-19 A partir desta semana o Hmap será o hospital de referência para tratamento da Covid-19 na cidade. O anúncio foi realizado pelo Prefeito Gustavo Mendanha, em vídeo divulgado nas redes sociais: “Agradeço ao governador Ronaldo Caiado que em um primeiro momento recebeu os nossos pacientes no Hospital de Campanha. Mas, diante das dificuldades que diversos municípios têm enfrentado e com a ampliação dos leitos em Aparecida, a partir de agora todos os aparecidenses diagnosticados com Coronavírus e que precisarem de internação serão tratados em nossa cidade”. Na última quinta-feira, 14, a Prefeitura entregou 20 novos respiradores e monitores ao Hospital Municipal de Aparecida. Com isso o município passou a ter 123 leitos hospitalares exclusivos para tratamento da Covid-19 à disposição da população que utiliza o Sistema Único de Saúde. São 50 UTIs e 60 semi-UTIs no Hmap e outras 13 UTIs no Hospital Garavelo. DANIELA RIBEIRO Superintendente de Jornalismo RAFAEL FREITAS Coordenador de Jornalismo

MSN BRASIL
Data Veiculação: 18/05/2020 às 00h00

Imagine a prova mais esperada da Olimpíada, televisionada para o planeta inteiro. Ela começa com um atleta à frente, que de repente perde o fôlego. Outros concorrentes se aproximam, ultrapassam e agora seguem lado a lado. Alguns já não acompanham ou desistem da prova. Ainda está nebuloso vislumbrar o pódio. E, quando houver um vencedor, é bem provável que ele não cruze a linha de chegada sozinho. As previsões da ciência são diferentes das esportivas, mas é mais ou menos assim que enxergamos a corrida por tratamentos e vacinas contra a Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Nunca o mundo assistiu em tempo real ao trabalho de tanta gente para derrotar uma doença. E o maior desafio é a busca de respostas rápidas, num ritmo oposto ao da dinâmica tradicional e criteriosa das pesquisas. Nessa maratona contra o tempo e o sofrimento dos pacientes, duas medicações com potencial, a cloroquina e a hidroxicloroquina, foram alçadas cedo demais ao posto de favoritas. Experimentos de laboratório feitos em células atestaram que esses compostos usados contra malária e doenças autoimunes inibiam a replicação do vírus Sars-CoV-2. Acompanhe nossa cobertura sobre o coronavírus. Últimas notícias, perguntas e respostas e como se cuidar. Em março, uma pesquisa francesa com 36 portadores de Covid-19 indicou que todos eles haviam se curado com a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina, um antibiótico. O achado foi o estopim para a fama, mas logo recebeu duras críticas: não havia um grupo controle tomando outro remédio ou placebo (pílulas sem princípio ativo) como comparativo, tampouco o trabalho fora revisado por cientistas independentes, um rito clássico para garantir a confiança nos resultados. Semanas depois, estudos conduzidos na China e na Europa colocaram dúvidas sobre o poder de fogo da cloroquina — e ainda apontaram efeitos colaterais sérios, como arritmias. “O assunto virou uma discussão midiática, mas ainda não sabemos a real eficácia dessa abordagem. Das centenas de trabalhos feitos até agora, parte sugere que funciona bem, a mesma quantidade mostra que não e outra parcela diz ainda que ela faz mal”, analisa Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Hospital Israelita Albert Eistein, em São Paulo, que participa da Coalizão Covid Brasil, aliança de instituições nacionais que investiga tratamentos contra a infecção. Além da hidroxicloroquina, a coalizão irá testar outra linha promissora de medicamentos, os imunomoduladores, que interferem na reação do corpo ao vírus. A droga escolhida é a dexametasona, anti-inflamatório da classe dos corticoides, que já demonstrou efeito contra outras formas de síndrome do desconforto respiratório agudo — uma das piores evoluções da Covid-19. A lógica por trás é a seguinte: qualquer infecção desperta no organismo uma inflamação. Daí vêm sintomas clássicos como febre e dor. Mas, com o coronavírus, algumas pessoas produzem uma “tempestade inflamatória” — e, aí, o tiro do corpo pode sair pela culatra. “Pacientes com a forma mais grave da doença têm uma resposta exacerbada do sistema imune, que acaba atacando o próprio organismo”, explica Alexandre Biasi, superintendente de pesquisa do HCor, em São Paulo, que também participa da Coalizão Covid Brasil. Além dos corticoides, outros fármacos podem regular a inflamação fora de controle, caso dos anticorpos monoclonais, medicamentos injetáveis mais modernos e capazes de bloquear moléculas inflamatórias específicas. Um deles, o tocilizumabe, demonstrou reduzir rapidamente a febre e melhorar a função respiratória dos acometidos pela doença. “Nosso desafio é entender quem terá essa reação, mas sabemos que ela é importante para explicar, por exemplo, por que certos nonagenários se recuperam e jovens precisam de terapia intensiva”, conta a médica Viviane Cordeiro Veiga, coordenadora da UTI da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, outro membro da coalizão. Na rota pela cura, a Organização Mundial da Saúde (OMS) capitaneia um estudo global, o Solidarity, em parceria com instituições como a brasileira Fiocruz. Além de remédios com efeito anti-inflamatório, o projeto testará diferentes esquemas com antivirais. São drogas já utilizadas para deter outros vírus, mas potencialmente tóxicas quando usadas em longo prazo (basta pensar no tratamento do HIV). Fora que só inibir a multiplicação do vírus não é garantia de recuperação. “O antiviral pode ajudar, mas o tratamento também precisa minimizar problemas como a reação inflamatória e os danos aos tecidos”, diz Fernando Spilki, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia. Outras categorias de medicamentos também estão no alvo de hospitais e centros de pesquisa. É o caso de vermífugos e de anticoagulantes — estes últimos atuam contra um efeito secundário da Covid-19, a formação de microtrombos nos pulmões e coágulos nas artérias. Algo que acelera a busca dos candidatos a terapia é o reposicionamento de remédios já aprovados para outras condições, o que permite eliminar etapas do rito de análise e aprovação de fármacos. Uma medicação nova, concebida especificamente contra o coronavírus, pode demorar mais de uma década para nascer. “Quanto mais drogas prontas descobrirmos, melhor”, afirma o biólogo Lúcio Freitas, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), enquanto dirige até Campinas para levar brigadeiros à sua equipe, que vai virar mais uma madrugada em um mega esforço para testar até 4 mil princípios ativos por semana contra o Sars-CoV-2. Aqueles que demonstram ação in vitro (em células) passam por novos estudos até chegar a gente como a gente. “O que se observa nessa primeira etapa é muito diferente daquilo que acontece quando um humano toma um comprimido”, pondera Luciano Cesar Azevedo, superintendente de ensino do Hospital Sírio-Libanês, também parte da Coalizão. Pode levar meses ou anos para que o efeito ou a dosagem sejam delimitados. Os especialistas ouvidos por VEJA SAÚDE visualizam um futuro de múltiplas opções terapêuticas, definidas de acordo com as características do paciente. Ficha técnica – Cloroquina e Hidroxicloroquina O que são: dois medicamentos parecidos e utilizados há décadas contra malária e doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide. Alguns governantes e profissionais os alçaram precocemente a solução do problema. Como agem: alteram o pH no interior das células humanas, o que torna o ambiente desfavorável para a replicação do vírus. Também parecem interferir nos receptores celulares utilizados pelo Sars-CoV-2 como porta de entrada. O que sabe a ciência: relatos de caso e estudos clínicos mostram redução da carga viral — especialmente junto à azitromicina —, mas outros dizem que não faz diferença na recuperação da Covid-19. Ensaios maiores trarão respostas até o meio do ano. Para quem: antes receitadas aos casos graves, hoje são administradas também em infectados com sintomas moderados — a critério médico ou dentro de estudos. Mas há risco de eventos adversos graves, sobretudo ao coração. Ficha técnica – Imunomoduladores O que são: medicações que regulam a resposta da imunidade ante o vírus. Fazem parte anti-inflamatórios do tipo corticosteroides, anticorpos monoclonais e drogas como o interferon, utilizado na hepatite C. Como agem: a depender do tipo, podem reduzir a inflamação no geral, bloquear moléculas inflamatórias específicas ou estimular a atividade de defesa da própria célula atacada para impedir a replicação do vírus. O que sabe a ciência: nada categórico por ora. Corticoides já foram estudados para síndrome do desconforto respiratório agudo no passado, mas as evidências disponíveis para Covid-19 são consideradas de qualidade baixa e moderada. Para quem: nos hospitais, são usados em casos graves ou como parte das pesquisas. Há momento certo para entrarem em jogo. No início do tratamento, corticoides podem suprimir demais as defesas, liberando passagem ao vírus. Ficha técnica – Antivirais O que são: fármacos criados originalmente para combater outros vírus em si. Hoje são mais estudados o lopinavir e o atazanavir, que atuam contra o HIV, o remdesivir, feito para o ebola, e produtos que miram a influenza, da gripe. Como agem: a ideia de praticamente todos é bloquear alguma etapa da replicação do vírus. O mecanismo é semelhante entre diferentes famílias virais: o patógeno se apodera da célula do hospedeiro e produz um monte de cópias. O que sabe a ciência: em laboratório, funcionaram bem. Mas os testes clínicos apontam resultados contraditórios. O remdesivir é o que parece ter se saído melhor até aqui e foi aprovado para uso emergencial nos Estados Unidos. Para quem: por enquanto são usados em caráter de pesquisa no exterior. No Brasil, os médicos podem receitar o tamiflu, contra a influenza, para pacientes com suspeita de Covid-19 até que se exclua o diagnóstico de gripe. Ficha técnica – Anticorpos O que são: falamos de duas abordagens: o plasma de convalescente, que oferece anticorpos em um soro extraído do sangue de recuperados da Covid-19 para pacientes críticos; e anticorpos criados em laboratório. Como agem: o organismo precisa de um tempo para fabricar seus próprios anticorpos contra um novo agressor. Essa estratégia já os entrega prontos, mas com sobrevivência limitada dentro do corpo. O que a ciência sabe: há indícios de melhora na evolução e na taxa de alta com o plasma de convalescente, que tem poucos efeitos colaterais. Os anticorpos neutralizantes de laboratório estão em construção e ainda não passaram por testes. Para quem: o plasma de convalescente só foi testado em indivíduos com quadros críticos. A Clínica Mayo, nos Estados Unidos, avalia agora a possibilidade de fazer a transfusão mais cedo, nos primeiros dias de internação. As vacinas contra o coronavírus enquanto a jornada pelo tratamento segue seu rumo, outra corrida se desenrola: a dos imunizantes. “É a nossa única arma para realmente evitar a transmissão do vírus e pandemias como essa”, defende o virologista Edison Luiz Durigon, professor do ICB-USP. “São mais de 100 tipos em desenvolvimento, e nossa expectativa é ter a vacina ideal em até dois anos”, conta o imunologista Jorge Kalil, professor da Faculdade de Medicina da USP e líder da pesquisa com uma das candidatas brasileiras. O médico recorda que a vacina mais rápida da história, para o ebola, levou cinco anos para ficar pronta. Agora é torcer para que os cientistas quebrem esse novo recorde. Conheça agora três das principais estratégias de imunização em estudo: mRNA Quem pesquisa: o método se vale da informação genética do vírus e é investigado por farmacêuticas multinacionais e empresas de biotecnologia. Qual é a tecnologia: usa só o RNA mensageiro do vírus, molécula que traduz a informação genética em proteínas. Uma espécie de receita de bolo, só que de fabricação de pedaços virais. Não há vacinas semelhantes disponíveis atualmente. Como atua: induz nossas células a reproduzir somente a proteína que fica na cobertura do vírus e é utilizada em suas invasões. Com isso, o corpo passa a reconhecer o intruso das próximas vezes que cruzar com ele e já sabe se defender. Previsão de chegada: a Pfizer, uma das companhias que investem nessa linha, prevê que, com resultados positivos, poderá iniciar a produção no final de 2020. VLP Quem pesquisa: a sigla faz referência ao termo em inglês virus-like particles, estratégia estudada pelo InCor-USP e por laboratórios americanos. Qual é a tecnologia: cientistas criam uma molécula semelhante a uma casquinha que imita o vírus por fora, mas é vazia por dentro. A versão brasileira pretende usar áreas específicas da proteína responsável pela entrada do patógeno nas células. Como atua: a meta é induzir duas respostas diferentes. A produção de células de defesa do tipo CD4, importantes para a fabricação de anticorpos, e as CD8, que reconhecem e destroem outras células já infectadas. Previsão de chegada: testes com humanos devem começar a ser feitos entre o final deste ano e o início de 2021. Bivalente Quem pesquisa: um consórcio entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Fiocruz, a USP e o Instituto Butantan, em São Paulo Qual é a tecnologia: a técnica emprega o vírus influenza, da gripe, atenuado e geneticamente modificado, para que contenha em sua superfície pedaços da proteína do coronavírus que lhe garante a conexão com as células. Como atua: estimularia a produção de anticorpos que freiam o vírus aderindo àquelas proteínas. Espera-se que uma única dose previna tanto a gripe quanto a Covid-19 — e a vacina seja reaplicada de tempos em tempos. Previsão de chegada: estudos clínicos devem ocorrer entre o segundo semestre de 2021 e 2022. O rito da ciência entenda o fluxo de pesquisa convencional para validar remédios e vacinas e como a pandemia pode flexibilizá-lo: Fase 1: após testes positivos com células e animais em laboratório, começa a fase clínica. Na primeira etapa, participam até 100 voluntários. O foco maior é a segurança do composto avaliado e o ajuste de dosagem. Fase 2: o estudo inclui de algumas centenas a mil indivíduos. É o momento de obter mais dados de segurança e começar a averiguar a eficácia em pacientes com determinada doença ou condição. Fase 3: a pesquisa avalia o impacto em milhares de pacientes em mais de uma instituição, por um período de até dez anos. Os resultados são enviados a órgãos técnicos (Anvisa, no Brasil; FDA, nos EUA) para aprovação do produto. Fase 4: depois de o medicamento ou a vacina receber aval das agências, estudos de acompanhamento são realizados para checar a segurança em longo prazo e detectar eventuais efeitos colaterais tardios. Em tempos de Covid: empresas estão realizando simultaneamente as fases 1 e 2, com aprovação das entidades regulatórias, testando fórmulas já consagradas em outros contextos e se preparando desde já para a produção em massa.

MSN BRASIL
Data Veiculação: 18/05/2020 às 00h00

Diante de um vírus que trouxe consigo mais perguntas do que respostas, as famílias de milhares de pessoas com síndrome de Down no Brasil estão vivendo dias de angústia pelas incógnitas quanto aos efeitos da covid-19 nessa população, além de mudanças drásticas no dia a dia de terapias e ensino por conta do isolamento social. Ainda que em comunicados recentes do Ministério da Saúde a síndrome de Down não apareça explicitamente como um fator de risco, profissionais de saúde e famílias que lidam diariamente com a trissomia do cromossomo 21 (outro nome dado à síndrome, de natureza genética e causada pela existência de um cromossomo a mais) estão considerando que este é, sim, um grupo de risco. Isso porque é significativa a parcela de pessoas com síndrome de Down que nascem com comprometimentos no coração, pulmão e sistema imunológico, e também que desenvolvem diabetes e obesidade — todas essas condições consideradas fatores de risco para a covid-19, explica o pediatra Fábio Watanabe, dos Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, um dos organizadores de um site informativo recém-lançado sobre covid-19 e síndrome de Down. "Independentemente do número em si, todos os estudos concordam que (essas condições) são mais frequentes na síndrome de Down. Aproximadamente metade das crianças com a síndrome têm cardiopatias congênitas. A obesidade, diabetes e alterações no sistema imunológico também são muito mais frequentes nesta população." "Mas já que estamos falando de fatores risco, é importante falar do outro lado disso: se a pessoa não tem essas comorbidades, possivelmente o risco dela seja semelhante ou pouco maior do que a pessoa que não tem síndrome de Down. É preciso olhar caso a caso. As famílias tendem a estar muito estressadas neste momento." Para ajudar, o site — criado em uma parceria da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, do Instituto Alana e do Projeto Serendipidade, e com contribuição técnica, além de Watanabe, do geriatra Marcelo Altona, do hospital Albert Einstein (SP) — traz perguntas e respostas e material de apoio sobre a covid-19 e a síndrome de Down. O site explica, por exemplo, que a transmissão do coronavírus acontece da mesma maneira para pessoas com ou sem síndrome de Down — por isso, para todos, as medidas preventivas mais importantes continuam sendo a higienização e isolamento social. Para bebês e crianças, tudo indica até agora que os sintomas daqueles com a trissomia 21 são similares a quadros respiratórios na infância em geral, como tosse, coriza, febre, e a possivelmente dor de garganta, vômito e diarreia. Mas o que pode mudar para aqueles com a síndrome é sua percepção e verbalização sobre alterações no corpo, por isso as famílias devem estar ainda mais atentas a sintomas graves, como desconforto respiratório, gemência, movimentos respiratórios mais frequentes e intensos, ou até rebaixamento do nível de consciência. Procedimentos de higiene pessoal, como lavar as mãos, talvez exijam também a atenção e participação de uma outra pessoa. Ainda não há estudos publicados sobre a evolução clínica de pessoas com síndrome de Down infectadas com o coronavírus. No Brasil, também não há registros oficiais e específicos da covid-19 nessa população, mas já há relatos de vítimas pelo país. Fábio Watanabe aponta que, não existindo ainda estudos mais direcionados, especialistas estão recorrendo hoje ao conhecimento que já existe — como sobre outras doenças respiratórias, como a influenza e a bronquiolite. Ele explica que uma das características "mais definidoras da síndrome de Down", observada praticamente na totalidade de crianças que nascem com ela, é a hipotonia, um menor tônus da musculatura — incluindo aí os músculos envolvidos na respiração. São comumente observadas também vias aéreas mais estreitas, características fisiológicas que em outras doenças respiratórias conhecidas podem agravar o quadro. "Em uma situação de esforço respiratório maior, o músculo do diafragma, por exemplo, passa por maior cansaço por conta da hipotonia", detalha. Outro fato sobre a síndrome de Down que coincide com um dos principais grupos de risco para a covid-19 - os idosos - é que o envelhecimento imunológico acontece mais cedo para essas pessoas do que para a população em geral. Estima-se que aos 45 anos uma pessoa com a trissomia do 21 tem condições de saúde comparáveis às de um idoso de 60 sem a síndrome. "Porém, não seria um exagero dizer que a partir dos 30 anos as pessoas com síndrome de Down já comecem a experimentar mudanças relevantes no organismo que a aproximam de um idoso", alerta o portal Covid 19 e síndrome de Down, reforçando a importância da prevenção e atenção aos sintomas nesse grupo. Rotinas viradas de cabeça para baixo Já para crianças e bebês, Fábio Watanabe lembra que o "padrão ouro" nos primeiros meses e anos de vida é uma rotina de terapias de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. "Apesar de os conselhos profissionais terem autorizado o atendimento à distância durante a pandemia, nem todos têm recursos para continuar com terapias através da telemedicina." "Um dos pontos que mais geram aflição nas famílias é essa adaptação aos estímulos da criança: elas tendem a pensar que o desenvolvimento será comprometido (com a interrupção de atendimentos presenciais)." "É importante que as famílias, dentro do seu alcance, encontrem cenários para manter os estímulos, através de brincadeiras, mas também momento para que ela brinque livremente. Não é interessante deixá-la com uma agenda lotada. Ao mesmo tempo, as famílias não deveriam se sentir terapeutas dos filhos, é um peso muito grande e que gera grande frustração." Para a família do pequeno Pedro, de 2 anos de idade, o início da pandemia logo trouxe a preocupação com a interrupção das terapias, conta seu pai, o empresário Henri Zylberstajn. Mas, mantido o atendimento online com profissionais da rede privada e com a presença de toda a família em casa, na capital paulista — Henri trabalhando de casa, sua esposa e outros dois filhos, de 4 e 7 anos —, o empresário conta que o caçula deu um "salto impensável" durante a quarentena. "Foi um salto no desenvolvimento global, na questão motora por exemplo — ele começou a quarentena sem andar, agora já anda com o apoio do andador. Antes, ele não falava, agora está falando sílabas", conta Zylberstajn, fundador do Projeto Serendipidade, focado em ações pela inclusão e que participa do lançamento do site sobre covid-19 e Down. "Ele começou a responder muito bem ao estímulo à distância com o nosso acompanhamento. Com o convívio mais próximo, os irmãos passaram a se envolver mais nas terapias. Nunca vamos substituir as técnicas de profissionais, mas a participação da família gera estímulos diferentes", diz o empresário, acrescentando que Pedro tem comorbidades leves, mas se preocupa que o filho, tendo hipotonia e vias aéreas estreitas como muitas outras crianças com Down, possa ser contagiado com o novo coronavírus. Henri Zylberstajn reconhece que sua família é privilegiada e isso facilita na continuidade dos cuidados com Pedro na pandemia. Mas, à frente do Serendipidade, ele diz receber relatos de outras famílias que estão tendo experiências bastante diversas — "cada criança reage de uma maneira", destaca — e que muitas reclamam também da falta de material didático remoto acessível por parte das escolas. Restrições de atendimento na rede pública e um histórico de saúde mais delicado tornam "desesperador" o cenário atual para Érica Alves, conforme ela descreve a situação na pandemia do filho Pietro, 4 anos. Nesses poucos anos de vida, o pequeno já teve 21 pneumonias e 20 internações, tendo hoje "todos os sintomas respiratórios que uma criança pode ter", segundo a mãe, que mora em Itapecerica da Serra (SP). O menino tem imunodeficiência, crises de asma recorrentes e precisa de aparelhos e traqueostomia em casa para respirar. Mas as visitas domiciliares de fisioterapeutas e as consultas rotineiras com diversos especialistas foram suspensas por conta da pandemia, ainda sem previsão de retorno. E no caso dele, esses atendimentos necessitam ser presenciais. "Meu filho regrediu muito. Antes do coronavírus, ele estava com parâmetros muito baixos, não tinha mais crises, já estava em uma situação perto de desmamar dos aparelhos. Mas tudo que ganhei em um ano perdi em 30 dias (desde a pandemia)", conta Érica por telefone à BBC News Brasil. Remédios de alto custo que eram retirados por ela em uma farmácia da rede pública seriam agora entregues em domicílio, mas segundo Érica, eles ainda não chegaram na sua casa. Ela conta já não ter medicamentos suficientes para lidar com uma eventual crise convulsiva. Para complicar, o marido é vigilante e continua saindo para trabalhar fora de casa, por exercer uma atividade essencial. Ela há algum tempo não pode assumir um emprego fora de casa para se dedicar integralmente ao filho, fazendo de vez em quando bicos como secretária virtual. "Tomamos todos os cuidados quando meu marido chega (do trabalho), ele tira tudo para entrar em casa, toma banho imediatamente. Ele não pode parar de trabalhar, porque as contas não esperam." "Se meu filho tem alguma crise, algum problema dentro de casa, eu não sei a quem recorrer, a unidade de saúde está fechada… E se eu precisar sair, a chance de ele pegar covid é 90, 99%, por conta da imunidade dele", afirma. "Não sei se é pior ficar com ele dentro de casa ou se eu precisar sair. Já não consigo assimilar: quando ele está cansado, já não sei se é por conta do intestino, se é uma crise de asma ou é de tanto brincar. Está muito difícil mesmo."

REVISTA NURSING | OUTROS
Data Veiculação: 18/05/2020 às 03h00

Os impactos do crescimento da telemedicina Com a aprovação da lei que autoriza a prática da telemedicina durante a pandemia da COVID-19, cresce o número de healthtechs e muitos profissionais da saúde estão aderindo as ferramentas tecnológicas oferecidas por essas empresas Por Daiane Brito O Atendimento médico feito por meio da telemedicina foi aprovado em caráter emergenciaI no Brasil na tentativa de conter o número de casos da COVID-19. A medida foi sancionada pelo presidente Bolsonaro e regulamenta da pelo Conselho Federal de Medicina, no mês de abril. O uso da ferramenta por médicos e instituições de saúde será permitido apenas durante a pandemia. A telemedicina é definida como o exercício da medicina por intermédio de tecnologias para fins de assistência, prevenção de doenças e lesões, pesquisa e promoção de saude. O Brasil não é o primeiro país a permitir o uso das novas tecnologias no âmbito médico, Nos Estados Unidos, por exemplo, a telemedicina já é utilizada e está presente em muitos centros médicos e hospitais, AVidaClass unia das plataformas que conecta médicos e pacientes considera o uso da telemedicina no Brasil corno imprescindível nesse momento. Gilberto Barbosa, diretor de marketing da empresa, esclarece que "a telemedicina serve como apoio além do primeiro diagnóstico para pessoas com sintomas e pode ajudar na continuidade do tratamento e auxílio de quem tem doenças crônicas e muitas dúvidas". Para Gilberto, a telemedicina também pode servir como uma segunda opinião, inclusive promover juntas médicas para analisarcasos à distância. Segundo o diretor, a grande vantagem é que, com a ferramenta da telemedicina, evitam-se aglomerações no Pronto Socorro, ajudando na contenção do avanço do coronavírus, desta forma o usuário pode tirar dúvidas e falar em tempo real com um médico ou um enfermeiro, de acordo com a sua preferência, e melhor, sem precisar sair de casa. Desde que foi aprovado o uso, o site da empresa contabiliza mais de 90 mil acessos mensais. Os centros médicos e startups que oferecem atendimentos a distância já registraram aumento exponencial da procura, No Hospital Albert Einstein, que desde 2012 já oferece essa modalidade, o número de teleconsultas diárias saitou de 80 para 600 após a regulamentação, sendo % relacionados à COVID-19. A rede de clínicas Dr.Consulta também passou a oferecer atendimento online e em apenas 2 semanas já realizou mais de 2 mil atendimentos. 3835 Revista Nursíng, "A pandemia acelerou a transformação digital das empresas, e no setor de saúde não é diferente. De forma geral, nessa crise ficaram mais evidentes os benefícios das novas tecnologias, as curvas de adoção foram aceleradas, e esses novos hábitos vão persistir no futuro. Por que ir até o hospital, gastando dinheiro e tempo de deslocamento, além de aumentar a chance de ser infectado, se eu posso fazer uma consulta online e receber o mesmo atendimento?" afirma Pietro Bonfiglioli, eofundador da FisherVenlure Builder, organização focada em construir startups a partir de necessidades reais, usando novas tecnologias para resolver problemas e transformar setores. Estudo apresenta cases de healthtechs que estão evoluindo com a pandemia Um estudo feito pela plataforma de conteúdo Snaq da Fisher Venture Builder, sobre 'Healthteclr, apresenta alguns cases de healthtechs, algumas criadas já em meio a pandemia, como por exemplo a Vevee, que já nasceu com uma meta ambiciosa de atingir 3 mil médicos voluntários, atendendo cerca de 3 horas por dia, o que beneficiaria cerca de 3 milhões de pessoas por mês. A plataforma foi criada por um grupo de empresários do setor de saúde para conectar médicos e pacientes, usando a telemedicina para fazer orientações de forma remota e gratuita, sem a necessidade de se deslocarem. A Soul.Med, também conecta médicos a pacientes com o diferencial de oferecer um atendimento médico de baixo custo. Durante a pandemia, e frente a nova regulação, a startup está oferecendo consultas de graça em sua plataforma, contribuindo para que pessoas evitem sair de casa e ainda assim terem um ate nd i m e nto i n é dieo. Com uma plataforma de atendimento médico 24 horas por ti ia, sete d ias por semana, o Medie inia faz mapeamento de risco e acompanhamento dos pacientes que exigem um maior cuidado, como idosos e gestantes. Esse acompanhamento já reduziu em 56% as idas das gestantes ao pronto socorro. Além da gestão tie saúde, instituições que queiram oferecer telemedicina podem contar com urna plataforma whitelabel do Medícinia. "Há muito tempo ouvimos dizer que as healthtechs são foco de investimento, mas até agora a bola da vez eram as fintechs. Talvez essa crise mude isso. A regulação temporária da Telemedieina, tema debatido há anos e que teve aprovação às pressas, já á um indício desse movimento, e as healthtechs devem aproveitar a abertura do mercado para estas soluções. As crises são irnpulsionadoras da inovação, de forma muito acelerada" completa Bonfiglioli. Fonte: VidaClass e Fisher Venture Builder, por meio das assessorías de imprensa Ministério da Saúde distribuiu 83 milhões de equipamentos de proteção distribuição destes materiais pelo Ministério da Saúde foi encerrada na última semana, quando foram entregues novos 4 milhões de itens, como máscaras, luvas e aventais. Ao todo, foram distribuídos pelo Ministério da Saúde 51 3,8 mil iitros de álcool, 1,9 milhão de aventais, 33,6 milhões de luvas, 2,4 milhões de máscaras N955, 26,5 milhões de máscaras cirúrgicas, H2,3 mil óculos de proteção, 200,1 mil sapatilhas, 1 3,6 milhões de toucas e 1 24,6 mil protetores faciais. Os materiais são distribuídos para as Secretarias Estaduais de Saúde, que definem quais são os serviços de saúde que vão recebê-los, a partir de um planejamento local. Para garantir a proteção de profissionais de saúde que aluam na linha de frente do enfrentamento à COVID-19, o Ministério da Saúde distribuiu 83 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todo o país. A oitava etapa de Fonte: Ministério da Saúde Revista Nursing, 3836 notícias covid-19 Hospital Israelita Albert Einstein desenvolve plataforma de Telemedidna para médicos e equipes do SUS 0 objetivo da ação é democratizar o acesso à saúde quebrando barreiras geográficas e melhorando a experiência do paciente sem que ele saia de casa para consultas clínicas Para oferecer alternativas seguras durante a pandemia da COVID-19 mantendo ou retomando os atendimentos de pacientes com doenças crônicas, como diabéticos e hipertensos, e em situações especiais, como as gestantes, profissionais do Hospital Israelita Albert Einstein, em iniciativa conjunta com o Ministério da Saúde, lançam uma plataforma para prestar consultas virtuais por meio de médicos e suas respectivas equipes do Sistema Único de Saúde, em projeto que faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). Com a proposta de facilitar o acesso ã saúde, a Telemedidna colocará o paciente certo no lugar correto a fim de evitar idas desnecessárias aos postos de saúde, principalmente daqueles que fazem parte dos grupos de risco, protegendo-os do novo coronavírus (seguindo as orientações de ficar ein casa) melhorando a experiência do usuário, reduzindo o custo do atendimento e destinando os recursos de forma mais adequada a urgências e casos mais complexos. Os médicos e equipes interessadas, devem aguardar informações oficiais no site do Ministério da Saúde para realizarem o cadastro dentro dos próximos diaspara fazerem parte do projeto, que terá início imediato. Os profissionais da área da saúde receberão treinamento para uso da plataforma e um certificado digital ICP-Brasil, necessário para fazer os atendimentos de forma segura, privativa e personalizada, além de emitir documentos como atestados e receitas médicas digitais, Na prática funcionará cia seguinte maneira: o médico entrará em contato com o paciente da sua respectiva unidade de saúde para agendar a consulta e, posteriormente, enviará um endereço eletrônico para a videoconferência. Também haverá a opção de atendimento por telefone, a escolha da forma mais adequada para a realização da consulta a distância será alinhada entre o profissional e o paciente. Rara Dr. Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, esse é um importante passo para a democratização da saúde quebrando barreiras geográficas e melhorando a experiência do paciente que não precisa sair de casa para o atendimento médico. "A consulta será feita a distância com o paciente no conforto de casa. Vamos aumentar a capilaridade do atendimento e digitalizar com segurança a saúde. O nosso objetivo é assegurar a continuidade do cuidado mesmo em época de pandemia", finaliza Klajner. Fonte; Hospital Israelita Albert Einstein, por meio da assessoria de imprensa Repercussões da Pandemia de COVID-19 no Desenvolvimento Infantil Núcleo Ciência Pela infância disponibiliza para download documento inédito O Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI) disponibilizou para download um documento inédito sobre as Repercussões da Pandemia de COVID-19 no Desenvolvimento Infantil, produzido pelo comitê científico do NCPI. Coordenado por Naercio Menezes Filho, Professor Titular da Cátedra Ruth Cardoso do Insper, Professor Associado da USP e Membro da Academia Brasileira de Ciências, o estudo busca ajudar a sociedade a entender os efeitos da pandemia sobre o desenvolvimento infantil e procurar caminhos para atenuar seus efeitos sobre as crianças brasileiras. O trabalho conta ainda com a importante participação de Anna Maria Chiesa, Professora Associada do Por Daiane Brito Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da USP, e Maria Beatriz Linhares, Professora Associada de Neurociéncias e Ciências do Comportamento na Faculdade de Medicina da USP, entre outros integrantes do comitê do NCPI. Rara acessar o conteúdo na íntegra visite o site www.ncpi.org.br Fonte; Núcleo Ciência Pela Infância, por meio da assessoria de imprensa 3837 Revista Nursíng, Pesquisas genéticas no Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa abrirão novos caminhos para lidar com a COVID-19 Instituição está lançando duas frentes de investigação específicas sobre o vírus SARS-CoV-2 Há quase quatro meses, o mundo começou a registrar oficialrnente os primeiros casos de pacientes corn uma síndrome respiratória aguda, doença batizada de COVID-19. De lá para cã, pesquisadores de todo o planeta passaram a estudar o vírus, tentando entender como o SARS-CoV-2 atua no organismo humano. Por que alguns pacientes que não são do grupo de risco acabam desenvolvendo casos graves da doença? A pandemia trouxe vários registros não só de pessoas, mas de famílias inteiras comprometidas pelo vírus e com sintomas graves, o que aponta para um possível componente genético no processo de infecção, que torna o paciente mais susceptível n doenca. "Estamos começando nossas análises e esperamos conseguir obter mais informações sobre o funcionamento dessa infecção", explica Dra, Anamaria Camargo, coordenadora e pesquisadora do Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa. O Sírio-Libanês está trabalhando corn duas linhas de pesquisa, ambas direcionadas a responder porque algumas pessoas são mais propensas a desenvolverem uma forma mais grave da COVID-19 do que outras. A primeira linha de pesquisa irá investigar variações genéticas no gene FCA2 (enzima conversora da angiotensina 2), que é usado como porta de entrada da infecção provocada pela SARS- -CoV-2 e está presente em células no pulmão, intestino, rim, epiteliais e nos vasos sanguíneos. "Queremos entender os casos de pacientes que não estão nesses grupos de risco e que apresentam um quadro mais grave da doença. Nossa hipótese é que certas variações no gene ECA2 favoreçam a entrada do vírus nas células", informa Dra. Anamaria, A pesquisa irá sequenciar o gene ECA2 em pacientes internados e convalescentes, de forma a associar variações genéticas neste gene ao quadro clínico da doença. A segunda linha de pesquisa investigará a resposta do sistema ímunológico (de defesa.) de pessoas com a infecção. Em alguns casos, observa-se uma resposta maior do que outras, e entender o que causa essa diferença é importante para saber corno o sistema de defesa do paciente combate a infecção viral. A pesquisa irá sequenciar uma parte específica do genoma do paciente, chamada HLA {Sistema de Antígeno leucocitário humano). "O conhecimento possibilitará identificar pacientes que tenham dificuldade em desenvolver uma resposta de defesa e eliminar o vírus, e que, portanto, têm maiores chances de desenvolver formas graves da doença", conclui a pesquisadora. Fonte: Hospital Sírio-Libanês, por meio da assessoria de imprensa Ensino Einstein oferece curso online gratuito sobre ventilação mecânica básica 0 objetivo é atualizar profissionais da saúde para atuarem com pacientes nos casos de internação da COVID-19 A área de Ensino da Sociedade Beneficente Israelila Brasileira Álbert Einstein está corn inscrições abertas para o curso online gratuito sobre Ventilação Mecânica Básica, destinado a atualização de médicos, residentes, fisioterapeutas e enfermeiros. O objetivo é promover a atualização do conhecimento de profissionais da saude abordando o manejo básico do equipamento em pacientes com insuficiência respiratória aguda, principalmente, causada pela COVID-19. O treinamento conta com quatro módulos e a finalidade ê apresentar ã equipe mulfidisciplinar os cuidados essenciais durante a aplicação da ventilação mecânica, a fim de minimizar complicações associadas ao seu uso. Esse é urn curso EAD Einstein que foí adaptado para curso gratuito corn 15 horas contemplando conteúdos teóricos e videoaulas auto instrutivas, para atender a alta demanda de casos de internação ocasionada por insuficiência respiratória aguda devido ao novo coronavírus. "A expectativa é disseminar o nosso conhecimento capacitando o maior número de especialistas para que estejam aptos para os recrutamentos e aplicação na prática atuando no cenário da pandemia de maneira rápida e eficiente", explica a Karina Timenetsky, fisioterapeuta e autora do curso no Einstein. Mesmo sendo um curso a distância, o aluno recebe todo o suporte e conteúdo necessário para o desenvolvimento. Os interessados podem realizar o treinamento durante qualquer período do dia, basta acessar o site, efetuar o cadastro e iniciar as aulas. Fonte: Ensino Einstein, por meio da assessoria de imprensa Revista Nursing, 3838 notícias covid-19 Cleveland Clinic e SAS compartilham modelos preditivos para ajudar hospitais durante pandemia da COVID-19 Modelos ajudam a prever necessidades de ventiladores e leitos, e a projetar impactos críticos nas cadeias de suprimentos, nas finanças e na otimização das operações hospitalares durante e após os picos da crise Para combater a pandemia do novo coronavírus, a Cleveland Clinic, centro médico acadêmico americano com sede no estado de Ohio, e o SAS, líder global em analytics, criaram modelos inovadores que ajudam hospitais a prever o volume de pacientes, a capacidade de leitos e a disponibilidade de ventiladores, entre outros itens necessários ao planejamento de recursos médicohos pita lares. Os modelos, que estão disponíveis gratuitamente via GilHub, fornecem informações oportunas e confiáveis para que hospitais e departamentos de saúde otimizem o cuidado das vítimas da COVID-19 e de ouíros pacientes, e também prevejam impactos na cadeia de suprimentos, nas finanças e em outras áreas críticas. Diferente de algumas previsões, que focam em uma projeção baseada em um único grupo de suposições, esses modelos estatísticos foram desenvolvidos para criar os piores, os melhores e os mais prováveis cenários, e podem ser ajustados em tempo real à medida que a situação e os dados mudam. Os modelos podem, por exemplo, considerar o efeito do distanciamento social na expansão da doença. A Cleveland Clinic está utilizando os modelos como forma de apoio em seu processo de decisão. Com essas informações, eles podem prever e se planejar para demandas futuras no sistema de saúde, como leitos de UTI, equipamento de proteção pessoal e ventiladores. Depois de revisar possíveis cenários de picos, a Cleveland Clinic optou por colocar em ação um plano que a preparava para o pior cenário e construiu um hospital de 1.000 leitos exclusivo para pacientes com COVID-19 que não precisam de cuidados de UTI. O sistema do hospital também usou os modelos para tomar decisões sobre a organização e ativação de novos grupos de trabalho. "Esses modelos preditivos foram desenvolvidos em parceria por duas organizações que entendem os grupos de pacientes, os dados ea modelagem", afirma Chris Donovan, diretor-executivo de gestão da informação e analytics da Cleveland Clinic, "Estamos compartilhando publica mente esses modelos para que outras entidades de saúde e agências governamentais em todo o mundo possam utiliza-los em suas próprias comunidades. Nossa esperança é que outros contribuam com idéias e também tragam melhorias aos modelos." O link do Gitl lub , onde os modelos estão disponíveis, foi acessado mais de 1.700 vezes nas últimas duas semanas, resultando em mais de 50 downloads. No núcleo do trabalho está um modelo epidemiológiro chamado SEIR, no qual as pessoas se "movem" entre os estágios de suscetível (Suscep(ible), exposto (Exposed), infectado (Infected) e recuperado (Recovered) ao longo do tempo. O modelo SEIR, desenvolvido pelo SAS e pela Cleveland Clinic, é baseado em um modelo open source da Universidade da Pensílvânia que foi recodifícado e expandido na plataforma de analytics do SASe continuamente melhorado com íeedback em tempo real de epidemiologistas e cientistas de dados da Cleveland Clinic. Os modelos resultantes incluem o controle flexível dos parâmetros e diferentes abordagens que consideram as variações de saúde regionais e demográficas. "Esses modelos podem ajudar hospitais, serviços de saúde e agências governamentais a prever o impacto da COVID-19 e a se preparar para o futuro", afirma Steve Bennett, diretor de global de negócios com o governo do SAS. "Os modelos também podem auxiliar sistemas de saúde de regiões mais vulneráveis e menos desenvolvidos na luta contra a COVID-19." Rara saber mais sobre corno o SAS está ajudando a combater a pandemia, acesse o SAS COVID-19 Resource Elub. Fonte: Cleveland Clinic e SAS, por meio da assessoria de imprensa 3839 Revista Nursíng, Afya disponibiliza curso de ventilação mecânica e emergências respiratórias para médicos e residentes A empresa está oferecendo gratuitamente treinamento desta e de outras condutas para equipes que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus em todo o país A Afya Educacional, maior grupo de educação médica do Brasil, tem um sólido compromisso em acompanhares médicos durante toda a sua formação e capacitar profissionais da saúde, utilizando educação e tecnologia. Como parte dos esforços no combater a pandemia, a empresa disponibilizou no dia 7 de abril, um curso de condutas para emergências em CGVID-19, com foco em ventilação mecânica, emergências respiratórias e diagnóstico por imagem, 100% gratuito, por meio do aplicativo da empresa, O objetivo é que médicos e residentes que estejam trabalhando na linha de frente rio atendimento aos pacientes do novo coronavírus possam acessar os conteúdos estrategicamente dos ambientes hospitalares. As aulas serão ministradas por dois pneumologistas e um cardiologista do corpo de médicos docentes da Afya, além de especialistas convidados. O curso abordará os seguintes temas: cuidados na ventilação mecânica, tomograiia de pacientes com COVID-19; abordagem da via aérea; ventilação mecânica invasiva, entre outros. O curso conta com vfdeoaulas, que trazem simulações, demonstrações de procedimentos e esquemas com o objetivo de realmente capacitar médicos sem especialização em pneumologia ou emergências clínicas e alunos de medicina a conseguirem fazer o atendimento de pacientes em situação grave pela contaminação do COVID-19. Os participantes terão acesso também a resumos em textos dos procedimentos e condutas e poderão realizar exercícios para fixação dos conhecimentos. Aulas ao vivo ocorrerão periodicamente trazendo novas condutas, atualizações e discussões de casos, compartilhando conhecimento com rapidez. "A Afya tem grande expertise no uso de tecnologias e ferramentas que promovem a aprendizagem de maneira virtual, Decidimos colocar nossa experiência em favor da sociedade, especialmente dos médicos, que nesse momento precisam estar preparados para tratar pacientes já diagnosticados com a COVID-19 da melhor maneira possível", afirma Julio De Angeli, VP de Inovação e Educação Continuada da Afya, Para participar, os hospitais interessados devem entrar eni contato com a Afya, por meio do site www.afya.corn.br/ernergendasmedícas . Fonte: Afya Educacional por meio da assessoria de imprensa Revista Nursing, 3840 notícias covid-19 IBM lança novas tecnologias com IA para ajudar comunidade de saúde e pesquisa a acelerar descoberta de insights e tratamentos médicos para COVID-19 A divisão de pesquisa da IBM IBM Research está trabalhando para disponibilizar diferentes recursos novos e gratuitos da IBM com o intuito de ajudar pesquisadores de saúde, médicos e cientistas de todo o mundo para acelerar a descoberta de medicamentos para a COVID-19: desde a coleta de informações até a aplicação das mais recentes informações genôiuicas sobre o vírus e identificação de potenciais metas para tratamentos, para criar novos candidatos a moléculas de drogas. Apesar de alguns dos recursos ainda estarem em fase exploratória, a IBM os está disponibilizando para pesquisadores qualificados, sem nenhum custo, para ajudar na pesquisa científica internacional da COVID-19. Agências de saúde e governos de todo o mundo acumularam rapidamente dados médicos e informações relevantes sobre a pandemia. Além disso, já existe também um amplo e rico histórico de pesquisa médica que pode ser relevante para a COVID-19. No entanto, como acontece com qualquer grande volume de fontes de dados díspares, é difícil agregar e analisar com eficiência essas informações, de maneiras que possam gerar insights científicos. Rara ajudar os pesquisadores a acessar dados estruturados e não estruturados rapidamente, está sendo oferecido um recurso de pesquisa de IA (Inteligência Artificial) baseado em nuvem que foi treinado ern um corpus de milhares de artigos científicos contidos no conjunto de dados de pesquisa aberta COVID-19 COVID-19 Open Research Dataset (CORD-19), preparado pela Casa Branca e por uma coalizão de grupos de pesquisa e bancos de dados licenciados do DrugBank,Clinicalirials.gov e GenBank. Essa ferramenta usa a ÍA da IBM avançada e permite que os pesquisadores façam consultas específicas nas coleções de documentos e extraiam rapidamente o conhecimento crítico da COVID-19. Para conhecer mais sobre as inicia (ivas da IBM em relação à COVID-19, desde educação, até saúde, assistência governamental, entre outros, acesse: IBM.com/COVID19.

FOLHA DE BOA VISTA/BOA VISTA | GERAL
Data Veiculação: 18/05/2020 às 03h00

Roraima recebe 3,5 toneladas de EPIs nesta segunda-feira COMBATE AO CORNAVÍRUS Roraima vai receber nesta segunda-feira, 18, uma quantidade de 3,5 toneladas de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para serem utilizados pelos profissionais da li ha de frente de trabalho. Os materiais foram doados pelo programa 'Todos pela Saúde', responsável pela gestão dos recursos que o Banco Itaú repassou para o combate ao coronavírus. O material é composto por 68.160 máscaras cirúrgicas, 2.215 máscaras N95, 166.230 luvas, 51.120 aventais, 1.847 óculos e 142 litros de álcool gel. A informação é que os itens serão utilizados para proteger as equipes multidisciplinares no combate à pandemia do coronavírus nas unidades hospitalares de Boa Vista e cidades do interior. "Vamos levar para Roraima 3,5 toneladas de equipamentos de EPIs, máscaras, aventais, óculos, álcool gel, luvas", informou o deputado Hiran Gonçalves (Progressistas), após confirmar a informação no Ministério da Saúde. "Nossa preocupação inicial é atender àqueles médicos, enfermeiros e assistentes que trabalham em contato direto com as pessoas infectadas e, por isso, têm a necessidade de estar protegido para não se infectare adoecer com essa terrível doença", explicou. PARCERIA - O Ministério da Saúde está trabalhando em parceria com o programa Todos pela Saúde na logística de transporte desses equipamentos que deverão sair de São Paulo (capital) ainda neste final de semana e chegar a Roraima na segunda-feira, 18. Os chamados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são todo dispositivo ou produto, de uso individual, utilizado pelo trabalhador da área de saúde, destinado à proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde. ENTENDA - Com o intuito de fortalecer o atendimento de saúde, inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS), o Itaú Unibanco anunciou a doação R$ 1 bilhão para o enfrentamento à pandemia da covid-19. As decisões sobre como a quantia será aplicada serão tomadas no âmbito do programa 'Todos pela Saúde', que terá à frente um grupo de especialistas liderado pelo diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap. | Sebastian Bozon/AFP Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são destinados para combater riscos à segurança e a saúde.

NEWS RONDÔNIA
Data Veiculação: 18/05/2020 às 13h52

As Comissões de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) estão presentes em todas as unidades de Rondônia. Com a atual pandemia que o mundo enfrenta causada pela disseminação da Covid-19, o controle de infecção hospitalar é de grande importância para a saúde pública, por isso o Governo de Rondônia tem trabalhado com foco na prevenção, evitando a contaminação de pacientes internados por outras doenças. Cada CCIH desenvolve ações de vigilância epidemiológica e a promoção de ações preventivas nas unidades, protegendo dessa forma o paciente e o profissional de saúde. Segundo Juliana Perin, enfermeira da CCIH do Hospital Regional de Cacoal (HRC), o foco dos profissionais tem sido o preparo dos hospitais no combate ao novo coronavírus. “Temos feito buscas ativas diariamente nas UTIs e clínicas, prestando orientações e treinamentos para manter o controle das infecções” destacou a enfermeira. O cuidado com o paciente, desde a entrada no hospital, é o primeiro passo do controle de infecção. Segundo a médica Andreia Barbieri da CCIH do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HBPA), é observado o estado do paciente, os sintomas apresentados, medicações aplicadas, entre outras ações. “Nós temos o cuidado de observar todo o histórico do paciente, além de analisarmos os processos que norteiam o atendimento realizado. Com a pandemia, redobramos esse cuidado que vai desde a precaução por parte dos profissionais ao controle da limpeza hospitalar, horários das medicações, usos de equipamentos de proteção individual adequados, entre outros cuidados”, concluiu a médica. HB REDUZ CASOS DE INFECÇÃO Com a meta de reduzir em 50% os casos de infecção hospitalar nas unidades de terapia intensiva (UTI), no prazo de três anos e meio, o Hospital de Base Ary Pinheiro (HB), em Porto Velho, que participa desde Janeiro de 2018 do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, superou a meta estipulada pelo Ministério da Saúde. Em pouco mais de um ano, apenas um caso de infecção foi registrada no ano de 2019. O HB faz parte dos 120 hospitais que foram selecionados pelo Ministério da Saúde, idealizador do projeto, juntamente com seis hospitais considerados de excelência: Hospital Alemão Osvaldo Cruz (SP), Hospital Beneficência Portuguesa (SP), Hospital do Coração (SP), Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Hospital Sírio Libanês (SP) e o Hospital Moinhos de Vento (RS), contando com o apoio agora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A meta é reduzir em R$ 1,2 bilhão os custos decorrentes da infecção hospitalar no período de três anos e meio. DATA No dia 15 de maio foi comemorado o Dia Nacional de Controle da Infecção Hospitalar. A data foi instituída através da Lei 11.723 de junho de 2008 e busca conscientizar os trabalhadores da área da saúde sobre a importância da prevenção e controle das infecções hospitalares. Dislene Queiroz

RONDÔNIA NO AR
Data Veiculação: 18/05/2020 às 14h58

O cuidado com o paciente, desde a entrada no hospital, é o primeiro passo do controle de infecção As Comissões de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) estão presentes em todas as unidades de Rondônia. Com a atual pandemia que o mundo enfrenta causada pela disseminação da Covid-19, o controle de infecção hospitalar é de grande importância para a saúde pública, por isso o Governo de Rondônia tem trabalhado com foco na prevenção, evitando a contaminação de pacientes internados por outras doenças. Cada CCIH desenvolve ações de vigilância epidemiológica e a promoção de ações preventivas nas unidades, protegendo dessa forma o paciente e o profissional de saúde. Segundo Juliana Perin, enfermeira da CCIH do Hospital Regional de Cacoal (HRC), o foco dos profissionais tem sido o preparo dos hospitais no combate ao novo coronavírus. “Temos feito buscas ativas diariamente nas UTIs e clínicas, prestando orientações e treinamentos para manter o controle das infecções” destacou a enfermeira. O cuidado com o paciente, desde a entrada no hospital, é o primeiro passo do controle de infecção. Segundo a médica Andreia Barbieri da CCIH do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HBPA), é observado o estado do paciente, os sintomas apresentados, medicações aplicadas, entre outras ações. “Nós temos o cuidado de observar todo o histórico do paciente, além de analisarmos os processos que norteiam o atendimento realizado. Com a pandemia, redobramos esse cuidado que vai desde a precaução por parte dos profissionais ao controle da limpeza hospitalar, horários das medicações, usos de equipamentos de proteção individual adequados, entre outros cuidados”, concluiu a médica. HB REDUZ CASOS DE INFECÇÃO Com a meta de reduzir em 50% os casos de infecção hospitalar nas unidades de terapia intensiva (UTI), no prazo de três anos e meio, o Hospital de Base Ary Pinheiro (HB), em Porto Velho, que participa desde Janeiro de 2018 do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, superou a meta estipulada pelo Ministério da Saúde. Em pouco mais de um ano, apenas um caso de infecção foi registrado no ano de 2019. O HB faz parte dos 120 hospitais que foram selecionados pelo Ministério da Saúde, idealizador do projeto, juntamente com seis hospitais considerados de excelência: Hospital Alemão Osvaldo Cruz (SP), Hospital Beneficência Portuguesa (SP), Hospital do Coração (SP), Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Hospital Sírio Libanês (SP) e o Hospital Moinhos de Vento (RS), contando com o apoio agora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A meta é reduzir em R$ 1,2 bilhão os custos decorrentes da infecção hospitalar no período de três anos e meio. DATA No dia 15 de maio foi comemorado o Dia Nacional de Controle da Infecção Hospitalar. A data foi instituída através da Lei 11.723 de junho de 2008 e busca conscientizar os trabalhadores da área da saúde sobre a importância da prevenção e controle das infecções hospitalares. Leia Mais: Agevisa aplica capacitação técnica em Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde em Ji-Paraná Comissão de Controle Interno de Infecção Hospitalar do Hospital de Base realiza evento de prevenção Fonte Texto: Dislene Queiroz Fotos: Arquivo Sesau Secom - Governo de Rondônia

PODER 360/BRASÍLIA
Data Veiculação: 18/05/2020 às 15h51

É falsa a declaração de 1 youtuber de que o infectologista David Uip deixou o governo paulista por não concordar com as políticas de isolamento social estabelecidas pelo governador João Doria (PSDB). O vídeo foi postado na última 2ª feira (11.mai.2020), 3 dias depois do anúncio do afastamento do médico. No vídeo, o youtuber Fabiano Guiguet afirma que o médico era o secretário da Saúde do Estado e que foi afastado por não concordar com a quarentena decretada pelo governo. Essas informações são falsas. O secretário estadual da Saúde é o médico José Henrique Germann Ferreira. Uip coordenava o Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo, criado em fevereiro para desenvolver ações contra a propagação da covid-19. Foi o próprio comitê que recomendou as medidas de isolamento social adotadas pelo Estado. Receba a newsletter do Poder360 Na semana passada, Uip alegou problemas cardíacos em uma carta endereçada ao governador e encaminhada para a imprensa. No texto, afirmou que voltará às atividades quando estiver restabelecido. O médico foi substituído pelo infectologista Dimas Covas. O youtuber também alega que pacientes com a covid-19 estão sendo levados da capital para o interior do Estado, por ordem do governador, para “aumentar os números e ele poder dar a desculpa de continuar na quarentena”. Mas os dados de transferência de pacientes desmentem essa afirmação. Por que checamos isto? O Comprova verificou este conteúdo porque ele se insere no contexto de crescente tensão entre o governo federal e os governos estaduais a respeito de como lidar com a pandemia do novo coronavírus. O presidente Jair Bolsonaro é contrário às medidas de distanciamento social, enquanto os governadores, entre eles João Doria, têm imposto essas medidas, seguindo orientações de suas respectivas autoridades sanitárias, do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial da Saúde). Falso, para o Comprova, é o conteúdo inventado ou que tenha sofrido edições para mudar o seu significado original ou que tenha sido divulgado de modo deliberado para espalhar uma mentira. Como verificamos? Procuramos o doutor David Uip para esclarecer as afirmações dos vídeos. Desde que deixou o governo, em 8 de maio, o médico parou de dar entrevistas e respondeu, apenas, através da assessoria de imprensa. Também entramos em contato com as assessorias de comunicação do governo de São Paulo e da Secretaria Estadual da Saúde para esclarecer o afastamento de David Uip e entender as políticas de transferência de pacientes com covid-19 no Estado. Buscamos dados de infecção pelo novo coronavírus com a prefeitura de São José do Rio Preto, cidade que é citada no vídeo. Por fim, tentamos contato com o youtuber Fabiano Guiguet para entender as razões que o levaram a gravar e publicar o vídeo. Verificação Em 8 de maio, o médico infectologista anunciou que se afastaria temporariamente do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo após sentir 1 mal-estar, com alterações cardiológicas e clínicas. Ele tem histórico de problemas cardíacos. Dentro do governo, Uip era 1 dos principais apoiadores da quarentena imposta pelo governo estadual. Na carta em que anunciou o afastamento, disse que estava entristecido por não estar fisicamente presente neste momento. “No entanto, tenho a plena convicção de que São Paulo está no caminho certo. E está salvando vidas”, escreveu. Uip ainda garante que a saída não é definitiva: “Fico temporariamente afastado e espero estar recuperado, para retomar minha contribuição ao Centro de Contingência do Coronavírus”. Na entrevista coletiva em que anunciou a saída de Uip, o governador João Doria lamentou e agradeceu aos profissionais de saúde: “Em respeito, principalmente, à medicina, aos médicos, aos paramédicos, aos enfermeiros, àqueles que atuam na saúde como o doutor David Uip, que têm sacrificado a sua vida, têm sacrificado parte da sua saúde para ajudar milhões de brasileiros em São Paulo”. No mesmo evento, Doria anunciou a prorrogação da quarentena no Estado até o dia 31 de maio. Quem é David Uip? David Uip tem 67 anos e é médico especialista em doenças infecciosas. Trabalha em 2 dos maiores hospitais particulares da capital paulista, o Sírio-Libanês e o Hospital Israelita Albert Einstein. Uip foi secretário Estadual da Saúde na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), de 2013 a 2018, e desde o dia 26 de fevereiro coordenava o Comitê de Saúde do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo. Em 23 março, Uip foi diagnosticado com a covid-19. “Foram duas semanas de agonia”, disse ao descrever os sintomas. Permaneceu duas semanas afastado das atividades do comitê, mas não chegou a ser internado. E, diferentemente do que afirma o vídeo verificado, ele não confirmou se foi tratado com a cloroquina, medicamento defendido, sem comprovação científica, pelo presidente Bolsonaro e seus apoiadores como a “cura” para a covid-19. Uip não acredita que os problemas cardíacos que levaram ao seu afastamento no dia 8 de maio tenham relação com eventuais sequelas deixadas pelo novo coronavírus. “É muito mais pelos meus antecedentes, 3 stents no coração. (…) Tem que investigar para ver o que é.” O médico passou mal no dia 6 de maio e, orientado pelo cardiologista Roberto Kalil, decidiu deixar as atividades no comitê. Qual é a situação em São José do Rio Preto? No vídeo, o youtuber Fabiano Guiguet ainda acusa o governo estadual de transferir pacientes com covid-19 para inflar o número de casos no interior. E dá o exemplo de São José do Rio Preto, onde os casos teriam sido multiplicados por 10 em apenas 2 dias. A informação não é verdadeira. No dia 11 de maio, data da publicação do vídeo, a cidade registrava 308 casos confirmados de covid-19, com 10 mortes, segundo dados da prefeitura. Três dias antes, no dia 8 de maio, eram 236 casos, com as mesmas dez mortes. O secretário Municipal de Saúde, Aldenis Borim, atribuiu o crescimento no número de pessoas infectadas na cidade ao desrespeito à quarentena. “Nas duas últimas semanas essa curva se coloca quase vertical, ou seja, o aumento de casos está muito preocupante para a Secretaria de Saúde. Se deve, na maioria das vezes, devido ao isolamento que não está sendo cumprido adequadamente. Se isso continuar dessa maneira, no futuro próximo poderá inclusive apertar este isolamento”, disse. Questionamos a política de gestão de pacientes da Secretaria Estadual de Saúde. Por e-mail, a assessoria explicou que as transferências entre hospitais e municípios “serão feitas se e quando houver necessidade, pela Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), sistema online que funciona 24 horas por dia e verifica vagas disponíveis em hospitais do SUS em São Paulo”. Até o momento não houve transferências para São José do Rio Preto. Quem é o youtuber? O vídeo foi publicado no canal de YouTube Pais e Filhos, mantido por Fabiano Guiguet desde 2017. Os primeiros vídeos eram sobre produtos que ele comprava, como capas de piscina e relógios. Em 2018, o youtuber postou um vídeo criticando o jornal Folha de S. Paulo e, desde então, quase todas as publicações têm conteúdo político, com apoio declarado ao presidente Jair Bolsonaro e ataques a tudo e todos que as redes bolsonaristas enxergam como “inimigos”: o governador João Doria, a Rede Globo, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), e, mais recentemente, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (que tinha sido chamado de “o maior ministro que o Brasil já teve” no começo do canal). Os vídeos são monetizados, o que significa que Guiguet recebe 1 valor do YouTube a cada visualização. Ele ganhou uma placa comemorativa do site quando chegou a 100 mil seguidores (até o dia 14 de maio esse número já chegava a 396 mil) e agradeceu o presidente Bolsonaro pela conquista. O Comprova tentou contato com Guiguet para esta verificação através do e-mail que ele disponibiliza no canal de Youtube. Mas, até a data da publicação, não houve resposta. Contexto Como destacado acima, esse vídeo foi publicado em meio à contínua tensão entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores, em especial João Doria, percebido por Bolsonaro como 1 adversário político para 2022. Na 5ª feira (14.mai.2020), Bolsonaro aproveitou uma conferência com grandes empresários para estimular que eles pressionem os governadores a reabrir o comércio. “Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado. Jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra”, afirmou Bolsonaro. Doria rebateu: “O presidente Jair Bolsonaro despreza vidas. Ele prefere fazer comícios, andar de jet ski, treinar tiros e fazer churrasco. Enquanto isso, milhares de brasileiros estão morrendo todos os dias”. Com isso, apoiadores do presidente elegeram Doria como alvo preferencial durante a pandemia do novo coronavírus. O governador de São Paulo foi 1 dos primeiros a colocar em vigor medidas severas de distanciamento social, como a quarentena, decretada no dia 22 de março e prorrogada até o dia 31 de maio. Desde 7 de maio os paulistas também são obrigados a usar máscaras em lugares públicos para tentar reduzir a contaminação. A informação falsa a respeito de David Uip é relevante, pois o médico é uma figura estratégica na política de isolamento adotada pelo Estado. Alcance O vídeo com informações falsas publicado no canal de YouTube Pais e Filhos teve 139 mil visualizações até a publicação desta verificação.

RÁDIO BANDNEWS FM 96,9/SÃO PAULO | OUTROS
Data Veiculação: 18/05/2020 às 22h45

Com os casos de coronavírus ainda aumentando dia após dia, profissionais de saúde continuam alertando que a doença pode atingir qualquer pessoa de qualquer idade em São Paulo estado que lidera o número de casos confirmados de mortos. Pelo menos 6 crianças morreram depois de contraírem a doença lidar com qualquer morte causa impactos na saúde mental dos familiares e também dos profissionais da saúde, mas ainda mais duro quando se trata de uma criança em São Paulo, a vítima mais nova do coronavírus foi um bebê de apenas 7 meses a médica paulista, Beatriz que atua nos hospitais sírio-libanês são Camilo das Clínicas. Fala hoje do medo da dor ao receber pacientes cada vez mais novos com a couve de 10 dia ruim, porque foi a 1ª vez que. Eu vi realmente crianças e ficar nos graves em sendo contaminadas também pelo coronavírus são, então eu recebi um paciente em 15 anos muito grave e que, em poucas horas foi entubada por ela tinha autismo estava extremamente, está dando muita falta de ar bastante irritada e mesmo com a presença da mãe, porque nesses casos realmente a gente não pode deixar essas crianças se a mãe foi bem difícil para mim que era a falta de arte, ela junto com todo o susto. Tudo aquilo que ela estava sentindo no muito ruim e quando estava levando o outro paciente para fazer uma tomografia na minha frente estava uma mãe com uma criança de 2 ou 3 anos para fazer tomografia também. Eu conversei com o um a um pediatra que estava junto e ele me contou que eles têm alguma as crianças confirmadas de coronavírus que tem que ficar internadas, muitas delas são crianças em tratamento oncológico crianças que realmente já estavam. A unidade prejudicada, mas era uma faixa etária que a gente estava com uma sensação ainda que não real, mas uma sensação de que eles estavam mais imunes, né, que eles não estavam manifestando sintomas, que eles não estavam tendo casos graves que você se confrontado assim com essa realidade que não é bem assim que eles também estão sofrendo com isso. É muito difícil, realmente fim não escapou para ninguém não está poupando nem uma faixa na área não dá para a gente vem pra quem já tem que continuar e resistindo, porque realmente acho que ainda teremos um longo caminho pela frente.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 18/05/2020 às 03h00

PAINEL DO LEITOR folha.com/paineldoleitor leitor@grupofolha.com.br Cartas para al. Barão de Limeira, 425, São Paulo, CEP 01202-900. A Folha se reserva o direito de publicar trechos das mensagens. Informe seu nome completo e endereço Flávio Bolsonaro e a PF Se já antes da eleição uma Polícia Federal até isenta se prestou a isso, o que esperar dela agora (“PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de operação, diz suplente do senador”, Poder, 16/5)? Diante disso, devemos exigir, no mínimo, uma postura republicana da AGU, do STF e do Congresso. E dos cidadãos em geral um sonoro “fora, Bolsonaro” em nome da República. Do contrário, seguiremos reféns desse insano e dos interesses escusos da “famiglia”. Luiz César Lazzaron (Porto Alegre, RS) * Quem será o delegado da PF que informou a família Bolsonaro a respeito da operação que visava os casos de rachadinha do amigo Queiroz, então funcionário de Flávio Bolsonaro na Alerj e que atrasou a operação para beneficiar os Bolsonaros? Está tudo tão cristalino... Só não ver quem não quer, ou seja, os bolsonaristas cegos e fanáticos. Marcelo Silva Carvalho (Belo Horizonte, MG) * Entenderam o motivo do fascínio do presidente pela superintendência da PF do Rio? Fernando Minto (Piracicaba, SP) * É tão claro como a luz do dia. É tão óbvio, mas há ainda quem duvide, de tão óbvio que é. Até quando? Lisiane Vieira Ortiz Martinez (Bagé, RS) * Lamentável a postura desse senhor. Critica a misoginia de Bolsonaro e arruma advogado para defendê-lo no processo aberto por Maria do Rosário. Diz que encontrou um perfil adequado para o PSDB no Rio porque a candidata seria “jovem e bonita”. Meu Deus! Ana Junqueira Pessoa (Nova Lima, MG) * A imprensa está parecendo aquele filme “Como se Fosse a Primeira Vez”. É sabido que sempre há, de uma forma ou de outra, antecipação de operações a serem realizadas por qualquer polícia, incluindo os novos "heróis” que querem criar como os da PF. E sempre nos informam que é alguém que teve convívio, se não íntimo, de interesse com o denunciado. Notícias de soluções para o caos do Brasil seriam muito mais interessante. Magali Barbosa de Abreu (Belo Horizonte, MG) Economia É de necessidade imediata o Tesouro emitir moeda por causa da crise. É preciso desmistificar o tema, como bem ponderou André Lara Resende (“Moeda é dívida pública”, Ilustríssima, 17/5). Os custos do Tesouro serão insuportáveis, e a receita do governo será cada vez menor. O BC pode (e deve) emitir moeda para custear os gastos públicos decorrente da pandemia e mitigar os impactos econômicos no setor privado e para pessoas físicas. Que o faça imediatamente, antes que seja tarde demais. Renato Mendes do Nascimento (Santo André, SP) * Esse assunto é muito sério para ser debatido apenas entre os “iniciados”. Para leigos em “economês” como eu, fica a impressão de que o ilustre e supercredenciado autor faz um esforço honesto para esclarecer os pontos fundamentais, numa tentativa para que mais brasileiros possam participar do debate. Que visões opostas ao do autor sejam também apresentadas com a mesma transparência. Eduardo Bagagli (Botucatu, SP) ERRAMOS erramos@grupofolha.com.br saúde (16.MAI., pág. Bi) Diferentemente do publicado na reportagem “Teich pede demissã o após ultimato por doroquina e surpreende Bolsonaro”, Cláudio Lottenberg não é do Hospital Sírio Libanês, mas sim presidente do Instituto Coalizão Homofobia A complexa condição LGBTIs, permanente fonte de polêmicos debates e distante consenso, deve ser reconhecida pelo simples fato de existir e respeitada por envolver cidadãos, inclusive nos seus direitos cíveis. Nem toda busca de ajuda psicoterápica visa a cura e reconhecer o seu status não significa aceitá-lo, o que pode gerar angústia e ansiedade com necessidade de apoio para aplacar aflições. Lamentável ter que criminalizar o homofóbico para enquadrá-lo no âmbito da civilidade. Ari Cosme Francois (Ribeirão Preto, SP) Arco-íris, símbolo do movimento LGBTI Karime Xavier/Folhapres Excelente o artigo “Há 30 anos, OMS tirou homossexualidade de catálogo de distúrbios” (Cotidiano, 16/s). Parabéns ao jornalista e à Folha, que lembraram da data tão importante para uma minoria ainda muito estigmatizada e que no Brasil é, principalmente neste desgoverno, tratada como se fosse de segunda classe. Murillo Augusto (São Paulo, SP) Manifesto global A Folha acerta na publicação de “Morte na pandemia provam que trabalho não pode ser mercadoria” (Mercado, 16/5). O artigo afirma que os trabalhadores devem ser ouvidos e respeitados e que suas representações tenham voz nas negociações nos locais de trabalho, quer sejam metalúrgicos, jornalistas, frentistas comerciários, fato que a MP936 nega a todos. João Carlos Gonçalves Juruna, secretário-geralda Força Sindical (São Paulo, SP) Megarrodízio Conter pessoas que saem sem medo no meio da pandemia é como tentar conter água de enchente, ela sempre acaba achando outra saída (“Covas suspende rodízio radical e pede antecipação de feriados para ‘parar’ cidade frente ao eoronavírus”, Cotidiano, 17/5). Antecipar feriados pode ser bom para São Paulo, mas fará um estrago no litoral. Stella Marina Rodrigues (São Paulo, SP) * Não há medidas de controle que funcionem num país onde impera a lei de Gerson. Por mais que se procure isolar as pessoas, o famoso “jeitinho” brasileiro sempre prevalece. Somos um dos poucos lugares do mundo onde as pessoas zombam da própria desgraça e só acreditam naquilo que elas querem acreditar e que possa lhes trazer alguma vantagem. Tersio Gorrasi (São Paulo, SP) Colunista Certeiro e objetivo o texto “Jairpédia” (Opinião, 16/5), na análise da situação do outro vírus que abala o país, além do eoronavírus. A lamentar é a eficácia da saída proposta. Dependería de ação assertiva e corajosa do presidente da Câmara. Jonas Nilson da Matta (São Paulo, SP) * Não foi oportuna nem inteligente a i dei a de Hélio Schwartsman de incluir em sua coluna impropérios genéricos contra os militares (“Safado, ineficiente e burro”, Opinião, 17/5). O que nos reserva o futuro na página A2? Xingamentos contra nordestinos, judeus e estrábicos? Davi d Waisman (Brasília, DF) Saúde e presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Além disso, Ludhmila Hajjar não é do Hcor (Hospital do Coração), mas sim médica e professora do InCor (Instituto do Coração) de São Paulo.