Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 17/06/2020 às 21h06

A repercussão da notícia de que um corticoide ajudou pacientes com Covid-19 internados em estado grave acabou provocando uma preocupação a mais para a comunidade médica. É que o remédio pode ter o efeito exatamente contrário em pessoas com sintomas leves ou que sejam saudáveis e resolvam tomá-lo preventivamente. O corticoide pode agravar a doença ou aumentar o risco de contrair o vírus. Todos nós estamos querendo boas notícias. Foi o que tivemos nesta terça (16). “O resultado preliminar de um estudo da Universidade de Oxford concluiu que um remédio antigo e barato reduziu o número de mortes por Covid-19 em pacientes internados em estado grave”, informou o Jornal Nacional. A gente só precisa ter cuidado com o tamanho da empolgação com as boas notícias. É necessário prestar atenção: “em pacientes internados em estado grave". É só para esses pacientes. “Porque o que aconteceu com outras medicações que apareceram como promessas, como avaliações iniciais, e a gente viu aí que as pessoas esgotaram esses medicamentos nas farmácias. Então, é claro que, diante desse cenário, a gente fica preocupado”, destaca Ekaterini Goudouris, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Em pacientes em estado grave, a Covid-19 provoca uma reação exagerada do nosso sistema imunológico. Na tentativa de se defender, nosso organismo produz inflamações intensas e que podem atingir várias partes do corpo: pulmões, rins, coração, vasos sanguíneos, intestino, cérebro. O medicamento que funcionou na pesquisa britânica é um imunossupressor, diminui nossas defesas exageradas, e também é um anti-inflamatório: combate essas inflamações. O estudo britânico mostrou que o medicamento, um tipo de corticoide, não teve benefício efeito em pacientes com a doença em estado leve. Para quem não está internado em estado grave, o remédio pode até ser um risco à saúde. O médico Bruno Tamazini, que participa de uma pesquisa no Brasil sobre o efeito desse remédio contra a Covid-19, diz que, ao baixar a imunidade num caso leve, o medicamento pode transformá-lo num caso grave. “Eu tentar tirar a inflamação ou tirar a resposta imune numa fase inicial, eu prejudico o paciente porque o vírus fica livre, digamos, para se proliferar, podendo esse paciente, que antes tinha uma doença leve, superbem controlada, evoluir para uma doença mais grave. É como se fosse de fato um tiro no pé: eu estou tirando a chance de o organismo estar tendo e estar funcionando muito bem de combater a doença, dando uma medicação que diminui essa resposta imune”, explica Bruno Tamazini, pesquisador e intensivista do hospital Sírio Libanês. O médico ainda explica que o remédio também não serve como prevenção: “Para falar a verdade, ele está enfraquecendo o organismo dele e ficando mais sujeito, mais propício, a pegar não só Covid, mas outras infecções”. O remédio também tem outros efeitos colaterais sérios. Por exemplo: ganho de peso, osteoporose, glaucoma, além do aumento da glicose no sangue e da pressão arterial. “Se a pessoa está tomando por longo período, ela for uma pessoa hipertensa, ela vai ter um descontrole da pressão arterial, ela vai ter um descontrole do seu diabetes e, a gente sabe que essas doenças são fatores de risco para a Covid grave. Então, a pessoa pode estar achando que estar fazendo uma coisa pra bem e na verdade está prejudicando, inclusive aumentando seu risco”, destaca Ekaterini Goudouris. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia afirma que a automedicação desse tipo de corticoide pode trazer riscos à vida, particularmente para os pacientes com diabetes, hipertensão e doenças cardíacas. Então, a boa notícia que a gente pode comemorar só vale para quem mais precisa dela: os pacientes internados em estado grave.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/06/2020 às 12h40

A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) lançou nesta quarta-feira (17) um repositório de dados abertos que deve reunir até o início de julho informações de pelo menos 75 mil pacientes de Covid-19 ou com suspeita da doença. As informações foram disponibilizadas pelo Grupo Fleury e pelos hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein. O principal objetivo é que os dados sejam usados para abastecer pesquisas científicas sobre a pandemia. Qualquer pessoa ou instituição pode acessar e usar as informações, desde que a origem seja referenciada. Até o início de julho, estarão disponíveis 1,6 milhão de exames clínicos e laboratoriais e 6.500 dados de desfecho de pacientes no repositório COVID-19 Data Sharing/BR. A plataforma já funciona em um modelo piloto, com um conjunto de dados voltados para análises exploratórias. Os dados são anonimizados, ou seja, a identidade do paciente fica oculta. Entre as informações disponíveis estão sexo, ano de nascimento e local de residência do paciente. Descrição de exames, evolução clínica e desfecho do atendimento também podem ser encontrados no repositório. “Se não fosse por essa iniciativa, essas informações permaneceriam dentro dos repositórios dessas instituições”, disse Luiz Eugênio Mello, diretor científico da Fapesp, durante a coletiva de imprensa onde o lançamento foi anunciado. Os dados são reunidos e disponibilizados no portal da Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo, lançado no fim de 2019 pela Fapesp. “Uma plataforma como essa leva anos para ser construída, mas o investimento inicial já tinha sido feito e a estrutura existia”, afirma Mello Segundo Edgar Rizzatti, diretor executivo médico do Grupo Fleury, a empresa vinha sendo procurada para compartilhar seus dados. “Essa iniciativa vai trazer benefícios para a ciência e permitir que tenhamos um melhor entendimento da Covid-19”, afirmou. “As informações vão ser usadas para resolver problemas da nossa sociedade e vão ajudar na tomada de decisões sobre nosso sistema de saúde." O Fleury é uma das maiores empresas de serviços médicos do país. Para Luiz Fernando Lima Reis, diretor de ensino e pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, o projeto inaugura um novo processo de geração do conhecimento a partir do compartilhamento de dados. “São dados que mostram a situação real do curso da pandemia no país. Precisamos de soluções baseadas nessas informações. Discussões sobre momento de abertura, por exemplo, precisam estar embasadas na melhor evidência científica”, afirmou Reis. “A pesquisa é um esporte coletivo, e o único jeito de fazer boa pesquisa é em colaboração”, disse Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do hospital Albert Einstein. Rizzo lembrou da importância do papel de instituições privadas na área científica nacional. “Fazemos pesquisa e podemos contribuir pesadamente para a ciência no Brasil”, disse. De acordo com Mello, da Fapesp, outras instituições já demonstraram interesse em participar da iniciativa, que deve ser mantida após a pandemia do novo coronavírus. “Se os dados tiverem qualidade, quanto maior for a base, melhor”, concluiu.

MONEY TIMES ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/06/2020 às 14h34

O banco de dados, denominado Covid-19 Data Sharing/BR, foi criado em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP), o Grupo Fleury e os hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli) A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) anunciou hoje (17), na capital paulista, a criação da primeira base de dados abertos anônimos do país com informações demográficas de 75 mil pacientes de covid-19. O arquivo guardará 1,6 milhão de exames clínicos e laboratoriais e 6.500 dados de desfecho de pacientes para subsidiar pesquisas científicas sobre o novo coronavírus, que serão compartilhados com pesquisadores de universidades e outras instituições. O banco de dados, denominado Covid-19 Data Sharing/BR, foi criado em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP), o Grupo Fleury e os hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein. De acordo com o diretor científico da Fapesp, Luiz Eugênio Mello, a ideia é subsidiar a pesquisa científica sobre a doença. A criação da plataforma é uma iniciativa de fazer o que tem sido a tônica do desenvolvimento da ciência nas últimas décadas – a abertura dos dados gerados por instituições públicas de pesquisa para a sociedade, sem a necessidade de assinar uma publicação. “Neste caso, estamos falando de informações que não foram geradas pelo sistema público. Começamos com três instituições privadas e são informações que, se não fosse mediante essa iniciativa, permaneceriam nos repositórios das organizações. A ideia é, lançando mão de uma plataforma que já existia na USP, compartilhar dados que não seriam disponibilizados de outra forma para mobilizar cientistas de maneira que consigamos contribuir para novos entendimentos da atual epidemia”, disse. Segundo Mello, uma plataforma nesses moldes demora anos para ser construída, mas, no caso desta, os dados foram inseridos em tempo recorde devido à existência da estrutura e do investimento. “O que resultou de relevante foi o estabelecimento dos vínculos de confiança entre os fundadores da iniciativa. A função central da Fapesp é servir como catalisador desse trabalho. O custo da obtenção dos dados já foi pago pelos pacientes que fizeram os exames, e o que estamos fazendo é, de forma anônima, compartilhar esse conjunto de informações”. O pró-reitor de Pesquisa da USP, Sylvio Canuto, destacou que o trabalho é um grande passo na luta contra a covid-19, já que a situação mostra a necessidade do compartilhamento de dados científicos. “O projeto já está funcionando na USP e permite usar as informações de forma sustentável. Este é um instrumento que será perene”, afirmou Canuto. O custo da obtenção dos dados já foi pago pelos pacientes que fizeram os exames, e o que estamos fazendo é, de forma anônima, compartilhar esse conjunto de informações” (Imagem: Leopoldo Silva/Agência Senado) O diretor executivo do Grupo Fleury, o médico Edgar Rizzatti, disse que desde o início da pandemia pesquisadores e centros de estudo têm sido procurados por startups, com interesse na disponibilização de dados de pacientes de covid-19, para desenvolvimento de projetos e estratégias em ciência de dados e algoritmos de inteligência artificial. “Por isso, acredito que essa iniciativa pioneira vai trazer grande benefício para a comunidade científica e vai permitir que tenhamos melhor entendimento da doença em nosso meio, o que trará importante contribuição à sociedade”. Para o diretor de ensino e pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, Luiz Fernando Lima Reis, a relevância da iniciativa pode ser caracterizada pelo compromisso das instituições na solução da pandemia e na melhoria do cuidado assistencial aos pacientes. “A resposta sempre veio da ciência e a legitimidade da Fapesp em promover a ciência dá a garantia do propósito do projeto. Não teremos soluções fora da ciência não pautadas pela melhor geração do conhecimento, e é nesse sentido que nos juntamos à Fapesp nesse desafio”. Na avaliação do diretor-superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein, Luiz Vicente Rizzo, a única maneira de fazer pesquisa boa é em colaboração. “O conhecimento é o maior inimigo da doença e a preocupação é com os pacientes, com o conhecimento, trazendo soluções para a vida das pessoas e não só para a covid-19, porque esse banco de dados poderá ser aproveitado em diversas outras atividades”. O banco conterá dados anônimos dos pacientes que fizeram exame, estiveram internados e a descrição da evolução clínica do quadro de saúde. Posteriormente serão adicionados exames de imagem. Os dados poderão ser verificados por analistas, que darão sugestões para melhorar a plataforma. Mais informações podem ser consultadas no banco de dados.

JORNAL OPÇÃO ONLINE/GOIÂNIA
Data Veiculação: 17/06/2020 às 12h56

Estudo recente da Universidade de Oxford mostrou que o tratamento com a dexametasona reduziu em até 1/3 o risco de morte dos pacientes entubados usando respiradores mecânicos, e em 1/5 para pessoas que estavam recebendo oxigênio suplementar por causa do coronavírus. Não foi observada diferença nos pacientes que não necessitavam de oxigênio. Antes mesmo dessa comprovação de eficácia na diminuição de mortalidade, a medicação já era utilizada em larga escala em vários países do mundo. No Brasil, a dexametasona vem sendo utilizada em pacientes graves num consórcio dos hospitais Albert Einstein, Beneficência Portuguesa, HCor, Moinhos de Ventos, Oswaldo Cruz e Sírio Libanês. Em Goiás, o município de Trindade adotou o uso da dexametasona, entre outros corticoides, desde o inicio da pandemia, alcançando bons resultados. “Nossas avaliações foram bastante positivas. Existe um grupo de estudo liderado pela dra. Marina Bucar, onde médicos do país inteiro discutem e trocam experiências. Estamos sempre atualizados e à frente da maioria dos municípios. O uso de corticoide já está no nosso protocolo desde o início”, afirmou o médico, Elter Borges de Campos Souza, diretor da UPA de Trindade. O Hmap de Aparecida de Goiânia que utiliza os protocolos do Hospital Sírio-Libanês e prevê o uso desse medicamento também saiu na frente no tratamento promissor. Em Anápolis, o procedimento também já é adotado em pacientes internados que apresentam casos graves e moderado, desde o início da pandemia. Já na rede estadual de saúde, a dexametasona ainda não foi difundida em seu protocolo. No entanto, a pasta diz que acompanha avaliações e os resultados das pesquisas para decidir pelo uso do medicamento. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde de Goiânia informou que não trata pacientes, apenas os encaminha às unidades que possuem gestão terceirizada como Hospital das Clínicas e Maternidade Célia Câmara, para tratamento em leitos contratados.

LIVE CNN BRASIL/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/06/2020 às 12h14

Mudar um pouquinho de assunto que fala sobre o assunto, inclusive, que é um dos mais pesquisados do Google, desde ontem de que essa meta, a zona o nome difícil, mas é o remédio que está sendo estudado lá na Europa na Universidade de Oxford os Estados Unidos e também tem pesquisas sobre ele aqui no Brasil. Os testes mostram que esse remédio diminui em um terço o risco de morte para pacientes de coronavírus em estado grave como entender melhor essa história, a gente estar ao vivo com o doutor Luciano Cesar pontes de Azevedo, ele é médico do Hospital sírio-libanês aqui em São Paulo, pesquisador que lidera esse estudo aqui no país sobre a de que essa meta, a zona doutor, eu queria agradecer a participação do senhor aqui no Live com a gente para falar sobre esse assunto que para muita gente pode ser visto como uma esperança no tratamento para o coronavírus mais uma mas a esperança e eu queria saber do senhor a gente sabe que o resultado desse teste mostra que o remédio, ele pode reduzir em um terço o risco de morte para pacientes em estado grave, o que classifica o estado grave e por que ele não funciona em casos leves. Bom, bom dia, obrigado pelo clube a atleta, que na CNN comentando esse assunto com vocês. Na verdade, a gente sabe que existia já existiam antes do do próprio convite, uma hipótese nenhuma suspeita do de parte dos médicos dos intensivista dos químicos de que esse medicamento é que essa classe de medicamentos corticoides como a gente chama, poderiam ter um efeito nas fases mais graves da doença, então se você tem, por exemplo, o paciente que tá com com o convide a sua forma mais crítica, na sua forma mais grave na UTI estar entubado, causando respirador artificial, esse paciente tem o que a gente chama de uma informação muito exacerbada muito significativa e uma das principais funções do corticoides exatamente minimizar ou diminuir essa informação do organismo parte dessa informação acaba sendo que pode danificar os órgãos do paciente contribuem para o risco maior que ele tem de morrer nesse sentido o corte com ele, então ele atuou diminuindo essa informação e há consequentemente diminuindo o risco do paciente vir a morrer por conta desse e todo esse processo inflamatório que ele tem não faz sentindo a gente usar esse realmente esses esses dados jogos fora e os dados do estudo brasileiro conformo com confirmarem comprovarem essa esse indicação faz sentindo a gente usar apenas nos casos mais graves houve de dezenove que são exatamente. Os pacientes que têm essa informação, mas a ser batido ainda que pouco e com o risco de morrer e não faz tanto sentido assim, a gente usar e nos das pessoas que têm os casos leves ou os casos pouco sintomático, os ou até assintomático, sem sintoma nenhum desses tem pouca informação que a princípio corticoides varia benefício causaria e é prejuízo ou malefício para essas pessoas. Bom para você que chega agora a gente está conversando com o outono se ano César pontes de Azevedo e e do Hospital sírio-libanês aqui em São Paulo está conversando sobre a Tex a meta a zona né. Doutora, a gente queria entender primeiro o que que é esse remédio excelente, não há remédio que foi criado agora por conta da corrida e dezenove medicamento que já existia e que a gente faz um pouquinho mais sobre o uso anterior a convide desse remédio e que a gente explicar se um pouquinho porque a gente ainda quando apareceu a cortina e aí trouxe claro que não houve, inclusive uma uma busca gigantesca das pessoas nas farmácias, o medicamento acabou esgotando das prateleiras. A gente precisa cento ainda aqui não é para comprar nenhum tipo de medicamento de forma preventiva, né, doutor, então que não adianta e a farmácia para tentar comprar os medicamentos que não é assim que funciona ao tratamento, né. Então, exatamente e é o décimo estado John ela faz parte da família dos corpos terrorismo e que são medicamentos anti-inflamatórios que já são usadas há muitas décadas, para diversas condições dentro da medicina, Aldo, essas da fé que essas de Hematologia as doenças das articulações que a gente ama doenças e uma lojas corticoides têm aplicabilidade muito ampla e mesmo em terapia intensiva, mesmo em dois graus, a gente já usava essa classe de medicamentos para todos condições que não o convide dezanove de maneira geral que eles fazem reduzir como comentei na na resposta anterior e doze a informação, organismo e assim e a esses tudo, né, que foi divulgado de forma parcial a forma de de de de comunicado à imprensa não foi divulgado como a gente está acostumada a receber os estudos científicos que na forma de um artigo publicado na revista médica conceituadas sempre foi o comunicado ainda como como preliminar ele demonstrou, né, então, é preciso que as preliminares que só tem sentido a gente usar os pacientes com uma forma grave da dois. Os pacientes hospitalizados e precisam de oxigênio, pelo menos, né, através de uma máscara, por exemplo, ou que estão internados na Unidade de Terapia Intensiva com o respirador artificial, como eu comentei e se esse é o grupo de pacientes que têm um maior desenvolvimento de inflamação sistêmica causada pelo convite e o corte pode vai agir exatamente como atender essa infecção não faz sentido as pessoas irem às farmácias comprarem corte pode ali de forma preventiva, eu estou com medo de ter convide ou conversar tomadas a zona não faz o menor sentido isso e também não faz sentido administrar corticoides procura os pacientes que têm as formas com poucos sintomas ou até a marca do convite aí eu fiz o diagnóstico, porque eu tenho sintomas muito leves ou foi um achado também não faz sentido usar esse medicamento que ocupou todo o medicamento também pode ter os seus efeitos colaterais pode causar malefícios à utilização dos corticoides de forma não de carro. E são esses efeitos colaterais, autor quais são as contraindicações em relação a esse remédio, eu e nem de uma segunda pergunta e a gente fala sobre o estudo, um lado da Universidade de Oxford no Reino Unido, mas tem também o estudo que o senhor lidera aqui no Brasil é o mesmo estudo tem vários estudos sobre a de Cametá zona pelo mundo. E é então os principais efeitos colaterais dos corpos que estão relacionados, por exemplo, pelos pelo menos nesse grupo de pacientes mais graves que é onde tem indicado o uso ou persiste a gente confirmar o resultado reconquistar a indicado o uso das sementes e os principais efeitos colaterais são pode aumentar o risco de infecções, secundárias infecções bacterianas da então são pacientes que estão com risco aumentado de desenvolver infecções se tomarem corte pode esse risco pode ser potencializado pode pode a alta até a reta também alterações da glicose não gerar e permaneceria por pacientes diabéticos não tem cuidado com a administração desses a gente tem que ter cuidado. A administração hospitalar desse medicamento no contexto do diabetes que pode dar picos de permanecer Mia e prejudicar o controle da glicose desses pacientes pode algumas alterações neurológicas também tipo um pouco de confusão mental merece um pouco de delírio. A vantagem do corticoides que são como são medicamentos estão usados há muito tempo, a gente já sabe quais são os principais efeitos colaterais deles e podemos tomar mais cuidado de ter um uso mais cauteloso, o pouso, esses pacientes exatamente por conta do risco de efeitos colaterais, então um diabético, eu vou ter que me de a glicose dele, mas frequentemente coletivo usando o corte pode o paciente já tem alteração neurológica de base que tomar muito cuidado na utilização, o corte pode por aí vai quanto aos estudos, na verdade, o estudo brasileiro é um dos braços da da chamada coalizão com Rede Brasil de novo em vários hospitais institutos de pesquisa se reuniram para fazer isso tudo para tentar ajudar a encontrar um quando terapêutica para paciente com convite, então a gente já pesquisou dentro desse grupo que se tornou Quina as e Tomie Sina. A corte considerou e diz a gente vai precisar anticoagulantes vai precisar outros anti-inflamatórios e um grupo de estudos que está sendo desenvolvido exatamente para tentar encontrar um tratamento que beneficie os pacientes não é o mesmo estudo do estudo recolhemos tudo parecido, né. Do estudo inglês, mas a diferença do nosso trabalho aqui. Nós estamos fazendo o corte pode só nas fases mais graves da doença, então quem tá sendo incluído no nosso estudo, os pacientes com convide dezenove que tem usando o respirador artificial e que tem um comprometimento muito grande da oxigenação, então esse grupo de pacientes mais grave e foi onde o estudo de de de de olho, podemos tomar para incentivar o benefício é o que está sendo estudado o nosso trabalho e a nossa dose de câmeras ou não pouco diferente da dose visto do estudo britânico vai criar, agradeço, então a presença do doutor Luciano Cesar pontes de Azevedo, que é médico do Hospital sírio-libanês. Pesquisador que lidera o estudo sobre a de que essa meta zona aqui no país, queria agradecer a participação do senhor aqui no Haiti, agradecer pelo trabalho também aí nessa busca por um tratamento para o coronavírus obrigada mesmo. Valeu obrigado mesmo autor Papa bacana na entrevista bastante importante falando sobre esse novo medicamento.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 17/06/2020 às 11h14

A comprovação de que a dexametasona reduz a incidência de morte por Covid-19 em pacientes que apresentaram quadros graves da doença foi comemorada, nesta quarta-feira (17/06), pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O órgão considerou a descoberta dos pesquisadores da Universidade de Oxford, do Reino Unido, como um “avanço científico” no combate à pandemia. O tratamento com o corticoide representou redução de mortes de 35% no grupo de pacientes que utilizaram respiradores e de 20% para os que precisaram de outro tipo de suporte respiratório, de acordo com dados divulgados pelos pesquisadores. As informações, entretanto, ainda não foram publicados em revista científica. “É o primeiro tratamento comprovado que reduz a mortalidade em pacientes. São ótimas notícias e congratulo o governo britânico, a Universidade de Oxford e os muitos hospitais e pacientes no Reino Unido que contribuíram para esse avanço científico capaz de salvar vidas”, comemorou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Vale ressaltar que o estudo de Oxford mostrou benefícios do tratamento para pacientes graves de Covid-19, mas não houve diferenças em relação aos quadros mais leves da doença. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido anunciou que o corticoide será incluído no protocolo de tratamento da Covid-19. O Brasil também trabalha em uma pesquisa sobre a eficácia da dexametasona. Um estudo coordenado pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Aché Laboratórios, está em andamento com pacientes internados em 40 unidades hospitalares do país.

AQUI NA BAND/TV BANDEIRANTES/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/06/2020 às 09h02

Reportagem do aqui na Band de hoje já passa de quarenta e cinco o mil. O número de mortos por um coronavírus no Brasil mais de novecentas e vinte pessoas foram infectadas e mais de quatrocentas e quarenta mil se recuperaram da doença e o estudo britânico descobriu o primeiro medicamento que comprovadamente reduz as mortes de pacientes graves com convites dezenove e um corte corte que já está sendo testado no Brasil. Um estudo feito pela Universidade de Oxford começou em março e nos resultados preliminares foram divulgados pelos pesquisadores, então primeiro-ministro Barison. O Santander informou que ele não tinha trinta e um bytes. Cerca de dois mil pacientes foram medicados com a Abecs orienta a Zona sul tiveram os resultados comparados com os de quatro mil voluntários que receberão outros cuidados. O medicamento reduziu o risco de morte dos pacientes com crises respiratórias graves de quarenta para vinte e oito por cento entre os que esperam por inflação mecânica e de vinte cinco, o para vinte por cento entre os que recebem oxigênio o resultado da pesquisa só se mostrou eficaz. Aqui não precisam de suporte para respirar os especialistas alertam o medicamento só deve ser usado para quem está internado com problemas respiratórios, fazer o uso do remédio sem acompanhamento médico, além de não curar a doença pode ser muito perigoso que os efeitos colaterais incluem ações em destino. Problemas de visão e pertençam medicamento ambas quais comum de baixo custo a usado para tratar inflamações em geral, como dermatite Mehr disse que a gente com onze títulos, também auxilia no tratamento de alergias respiratórias como rinite aqui no Brasil a de cerâmicas zona vem sendo pesquisada desde abril pelos hospitais sírio-libanês e Albert Einstein e a cor. Os testes devem ser concluídos até agosto, a Fundação Oswaldo Cruz também irá incluir o remédio no tratamento dos infectados. Você ter uma ferramenta agora que tem evidência que o uso do Corinthians hoje é assim que o atacante já que ela se encontra estudar o rosto do grande com os pacientes e o otimismo com relação ao mês anterior o tratamento de formas graves da, por exemplo. Você tá chegando agora aqui na Band seja muito bem-vindo, eu quero desejar um bom dia aos nossos convidados, que já estão conosco aqui no palco e a gente acabou de ver reportagem falando sobre essa nova medicação, doutor safra de então teria que o senhor comentasse um pouco mais e para a gente sobre esse medicamento disse já estar em uso realmente com eficácia aqui no Brasil, um bom dia Natália, bom dia a todos um prazer estar aqui. E é na realidade, é um medicamento. O vamos é consagrada a gente conhece, vamos e a aversão estação na e os lucros de mais cortes, esteroides e Natália, o que esse estudo nos mostrou importante ressaltar esse é um estudo feito com metodologia adequada e um estudo muito sério com um número muito grande de pacientes feito no Reino Unido e tem vários braços de tratamento que comparam diversas estratégias de tratamento com aquilo que é só medidas de suporte, vamos esse e um dos braços desse estudo é o braço da Apex a metadona importante deixar claro para que os escuta que o benefício desse medicamento do corte considerou que foi evidenciado naqueles que apresentavam casos e vamos e considerados graves da doença e diz que tinha sido hospitalizado os que de alguma forma Dinho necessidade de suporte de uso de oxigênio, um dos grupos que recebeu esse medicamento e que não houve, vamos dizer demonstração de benefício foi aqueles que não eram graves que não necessitavam de atingir seu primeiro ponto importante para quem disputa, não é para sair tomando corte de esteroide quando você faz diagnóstico de corrida e dezenove a situações na doença em que esse medicamento de fato altera o prognóstico diminui mortalidade e demonstrou ser uma ferramenta muito útil, portanto no combate como dizer, ah, esses disse que esses bravos da corrida e dezenove e muitos médicos já vinham usando corticoides, mas não esses especificamente eu creio que a Kombi no um especificamente a que foi até a metadona e a sua opinião pessoal não creio que outros corpos Queiroz de ação similar, tem um efeito muito diferente, eu acho que a estratégia do uso do corte, ela se fez, vamos dizer interessante ficar nesse grupo exatamente pela intensa atividade inflamatória que você tem esses casos, segundo o i dessa forma, então a outros estudos sendo conduzidos, inclusive aqui no Brasil, como você colocou vários colegas, a gente vamos ver, temos usado e cortes trás em determinadas situações e aí de novo é só uma opinião pessoal, creio que outros corpos esteroides em dosagens similar, como dizer produziria um provavelmente o mesmo benefício do COI, que fase é dada a contaminação da doença é indicado o uso de corte pode no início no meio e sim, né. Veja bem, não é na fase da contaminação. E quando você já está doente, quando você já tem os sintomas, a prevenção não adianta para prevenção e tão pouco adianta para aquele indivíduo que tem uma forma leve e não o faz necessitar, por exemplo, do suporte de oxigênio do suporte do interrogatório, então, o estudo foi muito criterioso e ele identificou vários tipos de átomos e para sócios da doença onde o medicamento foi utilizado e o benefício se mostrou presente na fase que nós esperávamos que o medicamento como esse se mostrasse benéfico seja na fase em que devido à intensa reação inflamatória né, produzindo danos e vamos e a respiração, prejuízo na oxigenação e certo, então, nesta fase crítica, o corte por ser vamos ver e ter um efeito anti-inflamatório, entre aspas produz benefícios, esse seja do. Os doutores Assad e a gente escuta desde o começo da pandemia para que as pessoas procurem só um hospital quando sentirem falta de ar tiverem sentindo sintomas mais graves, caso contrário, fique em casa para quem tem sintomas leves, eu conheço uma pessoa, por exemplo, que foi diagnosticada com a convite fez aquele teste do PCR na frente e que a presença do vírus e ela não tinha sim, tomar é sintomática e o médico falou, então e vai para casa só que três dias depois, ela começou a sentir os sintomas não é mais adequada e desculpe, eu estou aqui pensando que eu conheci várias pessoas que tiveram coronavírus meu pai faleceu com o coronel minha mãe irmã, precisaram ser medicadas e a partir do momento que se detecta convide você sabe que tem a doença não se pode entrar com uma medicação preventiva, as Heathrow missiva ao próprio corte pode para evitar justamente que essa pessoa que estava sintomática. Venha a sofrer consequências mais graves podem ser espetaculares, né, se tivéssemos, vamos dizer de fato até agora identificado medicamento, Natália, que usado na fase inicial dos sintomas. Realmente alterasse a evolução dessa doença, mas, infelizmente até o momento nenhuma das estratégias terapêuticas que estão sendo investigadas e demonstrou a possibilidade de produzir, vamos dizer é esse efeito ressalto que esse estudo do Reino Unido, como eu disse, tem pelo menos seis braços diferentes, o corte considerou que a decretação era apenas um deles, então a outros medicamentos sendo utilizados e talvez. Tenhamos, vamos dizer a novidades e nesse sentido não são algumas dessas drogas que são utilizadas, inclusive em fases iniciais a mas se você me permitir, eu acho que é essa sua colocação, Natália, que faz lembrar uma recomendação que eu tenho sempre insistido muito e creio muito importante para a população de uma forma geral. Eu tenho visto como pediatra, como infectologista, às vezes as crianças e os próprios indivíduos chegaram os momentos um pouco tardia uso ao hospital com essa história de que bom e só se estiver grave, eu devo procurar o serviço médico a mensagem importante para que nos escuta, claro que se você tem sintomas graves, você deve procurar assistência médica mais toda vez que você tiver o se o seu filho ou seu familiar sintomas que o preocupe não necessariamente a falta de ar, mas qualquer sintoma que o preocupe você não deve deixar de procurar por assistência médica, porque muitas vezes o desfecho dessas doenças depende de um na oportunidade no tratamento, né. Então se você não dizer retarda muito o acesso ao médico o acesso ao hospital e o acesso ao tratamento. Não estou falando só de corrida e dezenove na tarefa de das mais de uma forma geral, você pode retardar a terapêutica isso pode prejudicar o prognóstico então. Mensagem importante se você tem sintomas e o preocupem não deixe de recorrer ao seu médico ou posto de saúde e hospital doutor numa pandemia já descobrimos que não há exatamente uma verdade absoluta, né, muita discussão, muita polêmica, a gente vê muita politização que balanço o senhor faz desde o início do problema que no Brasil, a chegada do coronavírus ao Brasil em termos de tratamento, a gente teve e tem, procurou Quina que tem apresentado a gente que usa vários exemplos aqui para que a UE vários estados e usando planos de saúde fornecendo os clientes Inea a taxa de ocupação de de hospital ar caiu em vários estados por conta disso, a cobrança faz olhando todos os tratamentos que a gente já fez com que eu eu acho Lacombe, que a gente tem que ter muita cautela na hora de interpretar a algo que você observa, né. Você tem muitas variáveis que podem determinar maior menor impacto de uma doença em populações, então atribuir à determinada intervenção e pode fazer com que se tenha, vamos e conclusões equivocadas policiais que uma das principais missões, a peça poderia e algo que os indivíduos que são da Academia, a gente faz ciência e faz pesquisas já conhece, mas muito tempo e que você tem estudos sólidos estudos bem e desenhados para que você possa tirar conclusões da polícia, o carro desse estudo inglês e estou aqui, mas tudo só os eles tomam tempo correto, sem dúvida e não no momento que nada se sabe melhor pegar uma estratégia está dando certo como do Pará do Amazonas que a gente viu que as contaminações número de contaminados e de mortes caíram muito mesmo, seria melhor se espelhar nele já que nada se sabe nesse momento e eu acho que o Amazonas não é um exemplo de sucesso, né. O Amazonas é o estado que teve vamos ver o impacto dramático da doença, né. A talvez uma das taxas mais importantes de contaminação, muitas mortes com muitas e os ladrões ano durante entrevista outros e da médica responsável pelos protocolos de tratamento a ser estação vai bem é porque já houve, vamos ver o momento e aí você tem uma diminuição da doença, então, entender que o Brasil, um país continental e as fases da doença são muito distintas, então, se não porte, vamos identificar tudo ao mesmo tempo, só como curiosidade, esse grupo inglês que tem esse estudo, vamos equipe em que se corta essa meta, zona um dos braços Lacombe é o braço e de oxi claro que não é claro que na e eles acordaram semana passada, um empréstimo eles vão ser uma antecipação dos resultados, a gente espera a publicação dos estudos más a publicação dos dados preliminares mostrou que nesse estudo a hipótese, claro que não é claro que não tiveram impacto algum nas de Ciências de mortalidade de e disse esses críticos quando usado nessa fase em que a PEC segue para a zona foi utilizado se desenha de desmoralização a menor dúvida para a NYSE que é uma grande entusiasta da literatura que já falou sobre isso que. Tem que ser usado lá no início, né. Nos primeiros sintomas até votou Paulo zanotti se com a gente aqui, doutor Roberto e Vargas eles defender até a prevenção os como prevenção, mas ele pode voltar a falar com animais e sobre

JORNAL DA NOITE/TV BANDEIRANTES/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/06/2020 às 00h54

 

EM PONTO/GLOBONEWS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/06/2020 às 06h50

 

TERRA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/06/2020 às 05h09

Os testes clínicos do Reino Unido que mostraram resultados promissores no uso do corticoide dexametasona em pacientes internados com covid-19 deixaram médicos e pesquisadores no Brasil animados, mas especialistas ouvidos pelo Estadão recomendaram atenção. Primeiro ao fato de os detalhes do estudo ainda não terem sido divulgados. Em segundo, ao perfil dos pacientes que se beneficiaram no estudo. O pneumologista Fred Fernandes, do Hospital das Clínicas de São Paulo e presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, alerta que os resultados do estudos, apesar de promissores, não são justificativas para corridas às farmácias. O remédio, conforme os resultados do estudo, é de uso hospitalar. "A dexametasona mostrou redução na mortalidade de quem precisa de ventilação ou está com o oxigênio baixo, mas em quem não têm essas condições, nos quadros mais leves não houve benefício. Não é para o cara que recebe um diagnóstico e é mandado para casa passar na farmácia e comprar", afirma o pneumologista Fred Fernandes, do Hospital das Clínicas de São Paulo e presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia. O médico intensivista Luciano Azevedo, do Sírio Libanês, que é o principal investigador do estudo que está sendo conduzido no Brasil com a droga, também frisa esse risco e alerta que o estudo Recovery, do Reino Unido, não é indicativo para uma corrido às farmácias. Ele teme que médicos que não sejam pesquisadores prescrevam para pacientes que não tenham as condições demonstradas com benefício no estudo. Houve redução de 33% do risco de morte para pacientes graves, submetidos à ventilação, e de 20% para pacientes que precisavam de oxigênio. Não houve benefício para casos leves. "Quando o estudo for publicado, se o benefício ficar claro, será para usar o medicamento em hospital. Não é para todos, nem para prevenção", diz Azevedo. "Não é uma cura. Houve redução da mortalidade, mas houve pacientes que morreram mesmo com a medicação. E esse é um recurso a mais para ser usados dentro de toda a estrutura de saúde. O melhor tratamento ainda é ter terapia intensiva funcionando e adequada. Não adianta ter uma droga e não ter UTI boa. Mas o fato de ver uma medicação na qual temos já experiência de uso, com a qual sabemos manejar e contornar os efeitos colaterais, com bons resultados, é um alento", complementa Fernandes. Para a bióloga Natália Pasternak, do Instituto de Biociências da USP, essa talvez seja a melhor notícia da pandemia até o momento. "É de um grupo sério, que fez um estudo robusto, com muita gente, randomizado, com grupo controle, foi feito com calma. Tem as vantagens de ser um estufo feito com rigor científico. É a primeira droga que aparece que tem o potencial de salvar a vida de alguém", diz, antes de ponderar: "Mas a comunidade científica quer ver o estudo." Clovis Arns da Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, também se empolgou. "Finalmente temos uma boa nova", disse em nota à imprensa. Ele destacou que a medicação é barata e de acesso universal e o fato de o estudo clínico inglês ser randomizado e com grupo controle, o que aumenta a segurança sobre os resultados. "Diferentemente da cloroquina, a dexametasona é um medicamento com plausibilidade biológica para que seja adjuvante no tratamento da covid-19. Os resultados anunciados mostram diferença expressiva de mortalidade. No entanto, para que essa medicação seja realmente tão efetiva na vida real quanto foi no estudo científico, os cuidados intensivos oferecidos em nossas UTIs precisam ser de alta qualidade. O básico precisa ser bem feito para que a dexametasona possa realmente salvar um terço dos tratados", afirma o médico e pesquisador Ricardo Schnekenberg, que tem acompanhado de perto os estudos clínicos contra a doença. A infectologista Rosana Richtmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia, alertou para os riscos para a saúde provocados pelo corticoide. "Exatamente por ter uma potente ação antiinflamatória, ele pode também diminuir a nossa defesa. Paradoxalmente, quem toma corticoide em dose alta ou por muito tempo, pode inclusive ter complicações infecciosas, como problemas de osteoporose, diabetes, reduzir a resposta imune, retenção de líquido, engorda", afirmou. "É muito importante falar dos efeitos adversos, para as pessoas não irem às farmácias comprar e se entupir de corticoides por conta própria." O que é a dexametasona é um corticoide usado contra doenças reumatológicas, como artrites, e alérgicas, como asma. Ele atua como um potente anti-inflamatório. No Brasil, o produto de referência é o Decadron, mas também há versões genéricas. Efeitos colaterais O uso indiscriminado do medicamento, de forma crônica, pode causar vários problemas como retenção de líquidos, levando à hipertensão; hiperglicemia e descompensação de diabete. O remédio também é um imunossupressor, diminuindo as defesas próprias do organismo. Limitações do estudo O ensaio clínico no Reino Unido mostrou que a dexametasona só reduziu a taxa de mortalidade de pacientes graves de covid-19, que dependam de ventilação ou estejam com oxigenação baixa. A aplicação recomendada é hospitalar. Não há indicação para casos leves nem para prevenção.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/06/2020 às 05h00

Os testes clínicos do Reino Unido que mostraram resultados promissores no uso do corticoide dexametasona em pacientes internados com covid-19 deixaram médicos e pesquisadores no Brasil animados, mas especialistas ouvidos pelo Estadão recomendaram atenção. Primeiro ao fato de os detalhes do estudo ainda não terem sido divulgados. Em segundo, ao perfil dos pacientes que se beneficiaram no estudo. O pneumologista Fred Fernandes, do Hospital das Clínicas de São Paulo e presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, alerta que os resultados do estudos, apesar de promissores, não são justificativas para corridas às farmácias. O remédio, conforme os resultados do estudo, é de uso hospitalar. “A dexametasona mostrou redução na mortalidade de quem precisa de ventilação ou está com o oxigênio baixo, mas em quem não têm essas condições, nos quadros mais leves não houve benefício. Não é para o cara que recebe um diagnóstico e é mandado para casa passar na farmácia e comprar”, afirma o pneumologista Fred Fernandes, do Hospital das Clínicas de São Paulo e presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia. O médico intensivista Luciano Azevedo, do Sírio Libanês, que é o principal investigador do estudo que está sendo conduzido no Brasil com a droga, também frisa esse risco e alerta que o estudo Recovery, do Reino Unido, não é indicativo para uma corrido às farmácias. Ele teme que médicos que não sejam pesquisadores prescrevam para pacientes que não tenham as as condições demonstradas com benefício no estudo. Houve redução de 33% do risco de morte para pacientes graves, submetidos à ventilação, e de 20% para pacientes que precisavam de oxigênio. Não houve benefício para casos leves. “Quando o estudo for publicado, se o benefício ficar claro, será para usar o medicamento em hospital. Não é para todos, nem para prevenção”, diz Azevedo. “Não é uma cura. Houve redução da mortalidade, mas houve pacientes que morreram mesmo com a medicação. E esse é um recurso a mais para ser usados dentro de toda a estrutura de saúde. O melhor tratamento ainda é ter terapia intensiva funcionando e adequada. Não adianta ter uma droga e não ter UTI boa. Mas o fato de ver uma medicação na qual temos já experiência de uso, com a qual sabemos manejar e contornar os efeitos colaterais, com bons resultados, é um alento”, complementa Fernandes. Para a bióloga Natália Pasternak, do Instituto de Biociências da USP, essa talvez seja a melhor notícia da pandemia até o momento. "É de um grupo sério, que fez um estudo robusto, com muita gente, randomizado, com grupo controle, foi feito com calma. Tem as vantagens de ser um estufo feito com rigor científico. É a primeira droga que aparece que tem o potencial de salvar a vida de alguém", diz, antes de ponderar: "Mas a comunidade científica quer ver o estudo." Clovis Arns da Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, também se empolgou. "Finalmente temos uma boa nova", disse em nota à imprensa. Ele destacou que a medicação é barata e de acesso universal e o fato de o estudo clínico inglês ser randomizado e com grupo controle, o que aumenta a segurança sobre os resultados. "Diferentemente da cloroquina, a dexametasona é um medicamento com plausibilidade biológica para que seja adjuvante no tratamento da covid-19. Os resultados anunciados mostram diferença expressiva de mortalidade. No entanto, para que essa medicação seja realmente tão efetiva na vida real quanto foi no estudo científico, os cuidados intensivos oferecidos em nossas UTIs precisam ser de alta qualidade. O básico precisa ser bem feito para que a dexametasona possa realmente salvar um terço dos tratados", afirma o médico e pesquisador Ricardo Schnekenberg, que tem acompanhado de perto os estudos clínicos contra a doença. A infectologista Rosana Richtmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia, alertou para os riscos para a saúde provocados pelo corticoide. “Exatamente por ter uma potente ação antiinflamatória, ele pode também diminuir a nossa defesa. Paradoxalmente, quem toma corticoide em dose alta ou por muito tempo, pode inclusive ter complicações infecciosas, como problemas de osteoporose, diabetes, reduzir a resposta imune, retenção de líquido, engorda”, afirmou. “É muito importante falar dos efeitos adversos, para as pessoas não irem às farmácias comprar e se entupir de corticoides por conta própria." O que é a dexametasona É um corticoide usado contra doenças reumatológicas, como artrites, e alérgicas, como asma. Ele atua como um potente anti-inflamatório. No Brasil, o produto de referência é o Decadron, mas também há versões genéricas. Efeitos colaterais O uso indiscriminado do medicamento, de forma crônica, pode causar vários problemas como retenção de líquidos, levando à hipertensão; hiperglicemia e descompensação de diabete. O remédio também é um imunossupressor, diminuindo as defesas próprias do organismo. Limitações do estudo O ensaio clínico no Reino Unido mostrou que a dexametasona só reduziu a taxa de mortalidade de pacientes graves de covid-19, que dependam de ventilação ou estejam com oxigenação baixa. A aplicação recomendada é hospitalar. Não há indicação para casos leves nem para prevenção.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/06/2020 às 05h00

O medicamento dexametasona, que apresentou resultados positivos na redução de mortalidade de casos graves de covid-19 em teste no Reino Unido, é objeto de um estudo clínico também no Brasil. A Coalizão Brasil Covid, esforço coordenado pelos hospitais Sírio Libanês, Albert Einstein, HCor, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa (BP) para testar diversas drogas candidatas, está recrutando voluntários no País para testar a droga em um estudo randomizado e com grupo controle também com pacientes com quadro severo da infecção pelo novo coronavírus. De acordo com o médico intensivista Luciano Azevedo, do Sírio, que é o principal investigador do estudo, ainda estão sendo recrutados pacientes e o plano é chegar a 350. Como o estudo ainda estão em andamento, ele não quis apresentar nenhum resultado preliminar. O recrutamento deve continuar até o fim do mês e, assim como no estudo britânico, haverá acompanhamento dos pacientes por 28 dias. Assim, a expectativa é que os resultados sejam divulgados no começo de agosto. Azevedo explica que a droga foi escolhida para a investigação por já ter demonstrado bom resultados em outros tipos de síndrome respiratória aguda grave causadas por outros vírus e bactérias. “Em pacientes sem covid, a dexametasona já tinha mostrado benefícios na diminuição do tempo em que os pacientes passam no ventilador e na chance de morrer. Mas não era covid.” Os medicamentos usados no estudo foram doados pela Aché Laboratórios, que produz o produto de referência da dexametasona no Brasil, o Decadron, o mecanismo de ação do corticoide é de de anti-inflamatório. “Apesar de o coronavírus ter como alvo o pulmão e a vias aéreas superiores, está cada vez mais claro que é uma doença sistêmica, que acaba sendo gatilho para uma resposta inflamatória importante”, diz Stevin Zung, diretor-médico da Aché Desse modo, a proposta não é usar o medicamento na fase inicial da doença, quando ainda há replicação viral forte, mas nas etapas posteriores, quando o processo inflamatório é mais pronunciado. Zung lembra que no início da pandemia havia o temor que corticoides poderiam acelerar a replicação viral se aplicados na fase inicial da doença, mas estudos não foram conclusivos. Mas por isso a proposta é de uso quando o quadro já é grave. Ele alerta também sobre os riscos de uso indevido do medicamento. “O uso indiscriminado, de maneira crônica e não adequada de corticoides, pode causar hipertensão, hiperglicemia, pode gerar descontrole da diabetes. Além de trazer alterações no sistema endócrino, osteoporose e trombose venosa.” Azevedo também frisa esse risco e alerta que o estudo Recovery, do Reino Unido, não é indicativo para uma corrido às farmácias. Ele teme que médicos que não sejam pesquisadores prescrevam para pacientes que não tenham as as condições demonstradas com benefício no estudo. Houve redução de 33% do risco de morte para pacientes graves, submetidos à ventilação, e de 20% para pacientes que precisavam de oxigênio. Não houve benefício para casos leves. “Quando o estudo for publicado, se o benefício ficar claro, será para usar o medicamento em hospital. Não é para todos, nem para prevenção”, diz Azevedo. O que é a dexametasona É um corticoide usado contra doenças reumatológicas, como artrites, e alérgicas, como asma. Ele atua como um potente anti-inflamatório. No Brasil, o produto de referência é o Decadron, mas também há versões genéricas. Efeitos colaterais O uso indiscriminado do medicamento, de forma crônica, pode causar vários problemas como retenção de líquidos, levando à hipertensão; hiperglicemia e descompensação de diabete. O remédio também é um imunossupressor, diminuindo as defesas próprias do organismo. Limitações do estudo O ensaio clínico no Reino Unido mostrou que a dexametasona só reduziu a taxa de mortalidade de pacientes graves de covid-19, que dependam de ventilação ou estejam com oxigenação baixa. A aplicação recomendada é hospitalar. Não há indicação para casos leves nem para prevenção.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 17/06/2020 às 03h00

Manifestantes fazem ato em memória de Guilherme Silva Guedes, 15, ontem na zona sul de São Paulo MathiideMissioneiro/Foihapress Corticoide reduz óbito em caso grave, aponta estudo Cientistas da Universidade de Oxford anunciaram que um corticosteroide barato, a dexametasona, é o primeiro remédio que comprovadamente reduz de forma significativa a mortalidade de pessoas com Covid-19 hospitalizadas. O Reino Unido afirmou que começará a administrar a droga. No Brasil, há uma pesquisa sobre ela em andamento, saúde bi saúde coronavírus FOLHA DE S.PAULO ★ ★ ★ QUARTA-FEIRA, 17 DE JUNHO DE 2020 B1 45.456 mortes Brasil contabilizou 1.338 óbitos entre segunda e terça 928.834 casos País registrou 37.278 novas infecções nas últimas 24 horas Corticoide reduz mortalidade entre casos graves de Covid-19, diz estudo Dexametasona só mostrou benefício em pessoas internadas; pesquisa brasileira está em andamento Everton Lopes Batista São Paulo Cientistas da Universidade de Oxford anunciaram nesta terça (16) que um corticosteroide barato, a dexametasona, é o primeiro medicamento que comprovadamente reduz de forma significativa a mortalidade de pacientes com Covid-19 hospitalizados. Os dados são de um ensaio clínico com 6.000 pacientes ainda não publicado em revista científica. “O benefício é claro e amplo em pacientes que estão doentes o bastante para necessitar de tratamento com oxigênio” disse em um comunicado Peter Horby, professor de doenças infecciosas em Oxford e um dos principais autores do estudo britânico Recovery. No experimento, os pacientes foram divididos em dois grupos. Um grupo recebeu 6 mg do medicamento por via oral ou intravenosa por dez dias, além do tratamento padrão, e o outro grupo recebeu apenas o tratamento usual. Hoje, o tratamento padrão para pacientes em estado grave inclui o suporte de oxigênio, que pode ser feito com a intubação e a ventilação mecânica, analgésicos e sedativos. Por causa de infecções bacterianas que podem surgir, alguns pacientes também precisam usar antibióticos. O uso do medicamento reduziu cerca de 35% das mortes em pacientes que recebiam ventilação pulmonar mecânica. Nos doentes que precisavam de inalação de oxigênio suplementar, sem a intubação, a redução nas mortes foi de aproximadamente 20%. Os pesquisadores não viram benefícios em usar o medicamento em pacientes que não precisavam de suporte respiratório. “O estudo mostrou benefício para quem precisa de oxigênio, os casos mais graves. Não é um medicamento para casos leves”, afirma Viviane Cordeiro Veiga, coordenadora de UTI da BP (Beneficência Portuguesa de São Paulo). Para ela, os dados divulgados são promissores e devem ser confirmados com novos estudos. “Esse é um remédio barato e muito acessível. Sabemos que ele é benéfico para tratar o comprometimento pulmonar causado por bactérias e outros vírus, mas ainda não tínhamos resultados para seu uso contra a Covid-19”, diz. Quando entra no corpo humano, o vírus se conecta a um receptor específico, o ECA2, que está presente em células do sistema respiratório, do intestino, dos rins e dos vasos sanguíneos. Nessas áreas, o efeito do invasor para destruir as células é direto e localizado. O vírus desencadeia a tempestade de citodnas, proteínas que regulam a resposta imunológica e que surgem para ajudar o corpo a se defender. Mas, em alguns casos, essa resposta pode ficar descontrolada e atrair mais inflamação para a região, o que prejudica ainda mais os órgãos. “A Covid-19 é uma doença multissistêmica, ela ataca vários órgãos. O objetivo dos estudos e buscar uma medicação capaz de bloquear essa resposta inflamatória” diz Veiga. O efeito anti-inflamatório da dexametasona agiria para barrar essa hiperinflamação. O remédio já é usado em tratamentos de doenças inflamatória s, doenças respiratórias, reumatismo e alergias, entre outros. Seu uso traz riscos, como o aumento da glicose e da fraqueza muscular, e pacientes diabéticos devem tomar mais cuidado. “A dexametasona tem a propriedade de modular essa resposta imunológica tão intensa, o que traz a possibilidade de ter um melhor desfecho clínico”, diz Renato Delascio, médico e professor na divisão de cardiologia da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e na Escola Paulista de Medicina, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). A hidroxieloroquina, que é amplamente testada para Covid-19 e não mostrou resultados benéficos até agora, pode causar arritmia e diarreia. “São medicamentos com mecanismos diferentes, mas os cortieoides não têm esses mesmos efeitos”, diz Luciano Cesar Pontes de Azevedo, superintendente de ensino no Hospital Sírio-Libanês. Delascio lembra que o mesmo estudo Recovery testou a hidroxieloroquina e não encontrou benefícios de seu uso no tratamento da Covid-19. Um dos medicamentos testados com maior taxa de sucesso contra a infecção pelo novo coronavírus é o antiviral remdesivir, mas ele é um remédio experimental sem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Estudos indicam que ele é capaz de diminuir o tempo de internação dos doentes. Segundo Azevedo, a publicação dos dados completos da pesquisa com a dexametasona vai ajudar as comunidades médica e científica a entender melhor como o estudo foi feito, avaliar o benefício e saber detalhes como o tempo de uso indicado. De acordo com o médico, é provável que o uso do remédio em pacientes da Covid-19 comece a ser incorporado mesmo antes da publicação. “É um medicamento de baixo custo e que é utilizado há bastante tempo em pacientes hospitalizados. Conhecemos vantagens e desvantagens”, diz. Para Delascio, os dados preliminares indicam que a publicação dos resultados completos revisados por outros cientistas não deve mudar a conclusão sobre o uso do remédio. “Esse é o tipo de estudo que a gente precisa para ter clareza das relações entre causa e efeito”, afirma. Para a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), os resultados da pesquisa britânica são animadores. “É um estudo robusto, com uma metodologia aparentemente confiável. Mas ainda precisamos esperar a publicação dos da- Outras drogas em teste contra Covid-19 Até maio, havia registro de 475 estudos com diferentes farmacos em pacientes; a cloroquina é a mais estudada. Ainda não há nenhum tratamento consolidado para a doença Cloroquina e hidroxieloroquina após relatos iniciais e estudos invitro que pareciam promissores, pesquisas mais recentes e maiores, publicadas em revistas científicas de prestígio, não observaram eficácia das drogas para tratar ou prevenir a Covid-19. Há outros estudos em andamento Remdesivir Em abril, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA anunciou que o remdesivir era 0 primeiro remédio capaz de melhorar a situação de doentes com a Covid-19. 0 antiviral reduziu 0 tempo de recuperação dos doentes Anticoagulantes Pessoas em quadros graves de Covid-19 têm problemas de coagulação sanguínea, e por isso médicos passaram a utilizar medicamentos como anticoagulante e observaram melhora dos completos”, afirma Leonardo Weissmann, infectologista e consultor da SBI. “Não e preciso que a população corra para a farmácia para comprar o remédio. O efeito positivo não está totalmente comprovado e o uso indevido e prolongado do medicamento tem efeitos adversos”, diz. O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, já anunciou que o Reino Unido começará a administrar imediatamente dexametasona em pacientes com a Covid-19 depois dos resultados desse estudo. “Estamos trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde para que o tratamento padrão contra a Covid-19 inclua a dexametasona a partir desta tarde”, disse Hancock. O governo britânico começou a estocar a droga meses atrás, porque estava esperançoso sobre seu potencial, segundo Hancock, e agora tem mais de 200 mil doses à mão. No Brasil, o grupo Coalizão Covid Brasil, formado por profissionais de alguns dos principais hospitais do país, testa potenciais terapias para a Covid-19. O grupo já testa a dexametasona e, segundo os pesquisadores, o recrutamento de pacientes para o experimento está em fase avançada. Os resultados preliminares devem estar disponíveis até o início de agosto. Azevedo e Veiga integram a Coalizão. Participarão do estudo cerca de 350 pacientes com Covid-19 em estado mais grave. Eles serão divididos em dois grupos: um receberá o tratamento padrão com a dexametasona e outro ficará com o tratamento padrão. A farmacêutica Aché, que apoia o estudo, fez a doação de 3.000 ampolas da droga para a realização do experimento. Segundo Stevin Zung, diretor médico da empresa, não há risco de falta do remédio. Com informações de AFP e The New York Times Como o novo coronavírus pode matar as pessoas 1 Nível celular coronavírus “*. Bf* proteína ACE-2 endossomo O vírus se aproxima da célula e se liga às proteínas ACE-2 que ficam na membrana plasmática Ao perceber a presença do vírus, a célula cria um endossomo, uma bolsa que engloba 0 invasor No interior da célula, o vírus sequestra 0 maquinário celular O vírus também produz proteínas que aparecem na membrana da célula 2 1 J / w As células de defesa percebem que essas proteínas na membrana são corpos estranhos, que não deveríam estar ali. O sistema de defesa então começa a atacar as células infectadas, 0 que leva a mortes celulares A célula começa a trabalhar para o vírus, criando cópias dele que vão infectar outras células No pulmão, as células produzem os vírus até certo ponto e, nesse processo, muitas acabam morrendo Outras células se autodestroem para tentar interrompera invasão de vírus A grande ação de células de defesa provoca inflamação em diversas áreas do pulmão, um órgão grande Infografia Luciano Veronezi 0 efeito do corticoide 0 efeito anti-inflama- Atualmente, 0 remédio tório da dexametaso- é usado em tratamen- na age barrando a tos de doenças inflama- resposta exacerbada tórias, doenças respira- do organismo e a tórias reumatismo e hiperinflamação alergias, entre outros 2 Nos alvéolos pulmonares A morte de células e inflamação destroem os alvéolos e prejudicam as trocas gasosas (a estrutura é responsável por jogar 02, que entra pela respiração, na corrente sanguínea e tirar do sangue 0 tóxico C02) Quando a destruição dos alvéolos atinge certo ponto, a pessoa entra em insuficiência respiratória aguda e precisa de ajuda para respirar O processo inflamatório no pulmão também é caracterizado por um edema, ou seja, há concomitantemente inchaço na região e maior permeabilidade dos tecidos Com a área mais permeável, acumula-se líquido no local, 0 que dificulta ainda mais a troca gasosa com 0 sangue. O alvéolo fica "entupido", quase como em um afogamento O Acometimento dos órgãos Além do pulmão, pelo menos 0 coração e os rins também sofrem com 0 processo inflamatório (esses órgãos têm as proteínas ACE-2 que possibilitam a entrada do vírus). No coração, pode haver inflamação do músculo (miocardite) e arritmias. Nos rins, pode haver insuficiência renal aguda em casos graves

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 17/06/2020 às 03h00

Corticoide barato é o 1Q a salvar vidas em casos de covid O corticoide dexametasona, usado contra doenças como artrite e asma, é capaz de reduzir em um terço a mortalidade de pacientes com quadro grave de covid-19, aponta estudo clínico de pesquisadores do Reino Unido. Em novo recorde, o Brasil registrou 37.278 novos casos de covid-19 em 24 horas. Mais 1.338 pessoas morreram, elevando a 45.456 o número de mortos. METRÓPOLE / PÁGS. A9 e All Pesquisa de Oxford com 6 mil pacientes apontou que a dexametasona foi capaz de salvar um terço dos pacientes com situação severa submetidos à ventilação. Medicamento já passa por análises no Brasil, coordenadas por Sírio, Einstein, HCor, Oswaldo Cruz, Moinhos e BP Estudo indica le remédio capaz de reduzir a mortalidade em casos graves de covid RISCOS, ORIENTAÇÕES E EFEITOS COLATERAIS Giovctncí Girardi Um remédio corticoide barato conhecido como dexametasona, usado para combater doenças como artrite e asma desde a década de 1960, foi capaz de reduzir a taxa de mortalidade de pacientes com quadro grave de covid-19 em um estudo clínico conduzido no Reino Unido. Os resultados preliminares foram divulgados ontem por um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford em comunicado à imprensa. A pesquisa, que envolveu pouco mais de 6 mil pacientes, apontou que o medicamento foi capaz de reduzir as taxas de mortalidade dos pacientes mais graves, submetidos à ventilação, em um terço. E o primeiro remédio testado até agora contra a doença causada pelo novo coronavírus que se mostrou capaz de salvar vidas. A droga, um forte anti-inflamatório e imunossupressor, foi aplicada dentro de um amplo estudo clínico randômico chamado Recovery, que investiga seis potenciais terapias contra a covid em mais de 11 mil pacientes. No teste com a dexametasona, 2.104 pacientes receberam doses de 6 mg da droga uma vez ao dia por dez dias. Após 28 dias, a situação deles foi comparada à de 4.321 pacientes que receberam só cuidados habituais. Ao apresentar os resultados, os pesquisadores afirmaram se tratar de um “grande avanço”. Os dados, porém, ainda não foram submetidos à avaliação dos pares e não foram publicados em revista científica. Os cientistas disseram que, dada a importância desses resultados para a saúde pública, estão trabalhando para publicar todos os detalhes o mais rápido possível. O medicamento está sendo avaliado no País para pacientes com quadro severo pela Coalizão Covid Brasil, esforço coordenado pelos hospitais Sírio Libanês, Albert Einstein, HCor, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa (BP) para testar diversas drogas candidatas. A expectativa é ter resultados em agosto. O grupo de Oxford informou que, entre os pacientes que receberam a medicação, houve redução de um terço das mortes entre os pacientes submetidos à ventilação e de um quinto entre aqueles que recebiam apenas oxigênio. Não houve benefício para os pacientes que não precisavam de suporte respiratório. Já entre os pacientes que receberam os cuidados usuais, a mortalidade em 28 dias foi de 41% naqueles que necessitaram de ventilação, de 25% nos pacientes que precisaram apenas • 0 que é a dexametasona É um corticoide usado contra doenças reumatológicas, como artrites, e alérgicas, como asma. Ele atua como um potente anti-inflamatório. No Brasil, o produto de referência é o Decadron, mas também há versões genéricas. • Efeitos colaterais 0 uso indiscriminado do medicamento, de forma crônica, pode causar vários problemas como retenção de líquidos, levando à hipertensão; hiperglicemia e desde oxigênio e de 13% entre aqueles que não necessitaram de intervenção respiratória. No comunicado à imprensa, PeterHorby, professor de doenças infecciosas emergentes do Departamento de Medicina de Nuffield e um dos principais autores do trabalho, disse que a dexametasona é a primeira droga que mostrou ser capaz de melhorar a sobrevida de pacientes com covid-19. “E um resultado extremamente bem-vindo. O benefício de sobrevivência é claro e grande nos pacientes que estão doentes o suficiente para necessitarem de tratamento com oxigênio. A dexametasona compensação de diabete. 0 remédio também é um imunossupressor, diminuindo as defesas próprias do organismo. • Limitações do estudo 0 ensaio clínico no Reino Unido mostrou que a dexametasona só reduziu a taxa de mortalidade de pacientes graves de covid-19, que dependam de ventilação ou estejam com oxigenação baixa. A aplicação recomendada é hospitalar. Não há indicação para casos leves nem para prevenção. deveria agora se tomar padrão de atendimento nesses pacientes. A dexametasona é barata na prateleira e pode ser usada imediatamente para salvar vidas em todo o mundo”, disse. Outro autor do trabalho, Martin Landray, professor de medicina e epidemiologia do Departamento de Saúde da População de Nuffield, afirmou que os resultados preliminares do estudo são claros. “Adexametasona reduz o risco de morte em pacientes com complicações respiratórias graves.” Ele afirmou considerar “fantástico” que um tratamento capaz de reduzir a mortalidade “estej a instantaneamente disponível e disponível em todo o mundo”. Repercussão. Após a divulgação dos dados, o secretário de Estado da Saúde e Assistência Social do Reino Unido, Matt Hancock, afirmou que vai adotar o remédio na rede pública do País. Os resultados também foram saudados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por mostrarem que a droga pode salvar vidas de pacientes criticamente doentes. A OMS afirmou que vai coordenar uma “meta-análise para aumentar a compreensão geral dessa intervenção” e vai atualizar suas diretrizes sobre a covid-19 “para refletir como e quando o medicamento deve ser usado”. Especialistas ouvidos pelo Estadão disseram que a notícia é boa, mas recomendaram atenção. Primeiro ao fato de os detalhes do estudo ainda não terem sido divulgados. Em segundo, ao perfil dos pacientes que se beneficiaram no estudo. “Não houve benefícios para casos mais leves, para quem não está sob ventilação ou recebendo oxigênio. Não é para o cara que recebe um diagnóstico e é mandado para casa passar na farmácia e comprar”, afirma o pneumologistaFredFernandes,presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.