Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

JORNAL DA CULTURA/TV CULTURA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/07/2020 às 21h42

Em todo o mundo mais de trezentas pesquisas internacionais, tentam descobrir a atuação do novo coronavírus nas células cerebrais na Espanha, esses pacientes que tiveram um novo coronavírus precisam de fisioterapia para recuperar. Movimentos e falhas cognitivas, Daniel de sessenta e dois anos ficou vinte e um dias internado teve vários acidentes vasculares cerebrais. A pesquisa tive toda a parte esquerda braço perna sem poder mover sem mover um milímetros, terá a médica do centro de reabilitação de Barcelona explica que há pacientes que deixou a UTI sem sequelas mas outros apresentam perdas neurológicas importantes salemi aos e caminhando e Astori alguns pacientes têm disfunção no sistema nervoso central, que não se permite pensar no que ficam momentos em que tem falta de memória. Um estudo da Universidade de Londres acompanhou quarenta e três pacientes com corte de dezenove internados em UTI Sul com idade entre dezesseis e oitenta e cinco o ano os que apresentaram sintomas neurológicos graves com uma inflamação cerebral disfunções cerebrais temporárias, como confusão mental e alucinações com tudo isso é que nós que é muito importante reconhecer nas e tratá-las precocemente, porque o tratamento fadas pessoas melhorarem, é preciso saber que isso pode acontecer com cérebro na pesquisa inglês, os cientistas sugerem que o dano cerebral seja causado por uma resposta excessiva do sistema imunológico, a doença Masa pesquisadores encontrando evidências de que o vírus pode realmente invadir o cérebro no Japão, a ressonância magnética cerebral de um homem que sofreu convulsões, generalizadas, detectou o novo coronavírus no licor um líquido retirado da espinha que circula no cérebro de um paciente chinês também apresentou traços do vírus no licor e na Itália a necropsia de um paciente revelou partículas virais nas células que revestem os vasos sanguíneos cerebrais são trabalho muito muito muito precoce informações. Muito muito recente, mas a gente tem que prestar atenção que isso pode acontecer se você tem um caso que o Procon sob a mira de um baile, mas olha que isso pode em vinte minutos Carlos, então, é preciso mais atenção não são sinais de filmes tem uma preocupação mais um sinal de atenção. Pesquisadores brasileiros também tentam entender os mecanismos da couve de dezenove para afetar o cérebro, mais de cinquenta pacientes que desenvolveram sintomas neurológicos, por aqui são acompanhados por um grupo de médicos e cientistas do Hospital Universitário de Brasília em conjunto com o hospital sírio-libanês Albert as tem Hospital Geral de Fortaleza e pelos institutos de Medicina Tropical da USP e de Infectologia Emílio Ribas, quantidade de casos de doenças neurológicas não é tão grande. Comparado com a principal manifestação que a resistir a vitória, o Inter une a então essas marcas não próxima frequência muito maior do que é você costuma dar, mas depois disse que com o tempo passou os últimos aprenda homem a mais ou menos e outros três civis por causa de mim você vive ou e. Foram os Ana, quais são os primeiros sintomas de uma inflamação neurológica grave provocada pelo novo coronavírus. Olha, esse vírus é impressionante a cada dia a gente vê mais uma, mas um estudo mostrando o potencial absurdo que ele tem de causar inflamação e e trombose e Eletro Mogi ele teria de forma como se fosse os coágulos então neurológica Mint como é que a gente vê a gente vê como se fosse um derrame como se fosse um acidente vascular cerebral, porque ele acaba fazendo uma uma um coágulo no cérebro e, ou seja ele com esse coágulo você tem além disso, uma reação inflamatória com isso você tem a perda morte de várias células neurônios, mês de células, neurológicas e com isso você acaba tendo todos os sequestros, as sequelas podem ser morto atores como nós vimos na matéria, então pessoas como como se fosse um derrame e a gente tem que metade da do do corpo paralisado e sete pode ter sequelas cognitivas nós vamos ver isso, principalmente em quem já tinha alguma doença cardiovascular, quem já tinha o mesma idade que já tinha um a um, mas uma deficiência cognitiva, a gente vai ver uma piora disso, daí assim, como a gente tá vendo sequelas pulmonares e respiratórias, então uma outra parte, ela é menos frequente, sem dúvida, mas é uma questão de estudar aí nós vamos ver que essa frequência talvez não seja tão menos do que isso porque é muito mais sutil essa mudança e essa sequela desviar que o Santos corre dois pode pode deixar os pacientes, então eu não duvido de nada nesse quando a gente estava desse vírus, quando a gente fala em situações como o indulto uma a uma outra área, mas, por exemplo, gestantes que a gente está só começando a ver umas coisas também diferente por ação inflamatória desse vírus, ou seja, as que residem dar volta em chegam a morte chega a morte chegou inclusive a tanto a mãe como nós temos visto a minha alguns óbitos de fetos segundo civilmente relacionado a tudo isso. A inflamação do vírus, ou seja, ele consegue tem um receptor para ele também por cento e sete, então ele ele acaba levando a uma inflamação muito importante e essa formação desses micro quartos, aquela que as coisas são muito muito pequena e isso causa e um, por exemplo, a gestante você tem o menor aporte que toda a parte e de nutrição que se precisa para o feto quando o nosso cérebro, a mesma coisa você deixar você tem uma reação inflamatória seja vocês propensão má destruição das células e além disso, excesso, esses quadros, naquelas micro circula ações. Não podem dar temos sim, infelizmente alta de nos do persistente sequelas realmente persistência por estar motor EcoBoost um pelo jeito a cada dia temos uma nova descoberta, um novo se torna e essa história não, infelizmente.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 16/07/2020 às 14h41

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, segue internado no hospital Sírio Libanês, no Centro de São Paulo, após ter sido diagnosticado com coronavírus na última terça-feira (14). De acordo com o boletim médico divulgado na tarde desta quinta-feira (16), apesar de estar se recuperando bem, ele ainda não tem previsão de alta. "O empresário Paulo Skaf, presidente da Fiesp, do Ciesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, permanece internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com diagnóstico confirmado de Covid-19. O paciente se encontra internado em Unidade de Tratamento Clínico. Apesar de estar se recuperando bem, ainda não há previsão de alta", disse o boletim do hospital Sírio Libanês. Skaf é acompanhado pelas equipes coordenadas pelos médicos David Uip, Roberto Kalil Filho e pelo José Medina. O presidente da Fiesp testou positivo para Covid-19 na terça, e foi internado logo na sequência, três dias depois de ter realizado exame para detecção da doença. Segundo nota da assessoria da Fiesp, Skaf "havia realizado testes molecular e sorológico na sexta-feira (11), e ambos haviam dado negativo. Na segunda-feira (13), à noite, porém, sentiu-se indisposto, teve febre e teve a indicação de refazer os exames." De acordo com a assessoria de Skaf, ele teve agenda com o presidente da República Jair Bolsonaro no dia 3 de julho. Desde que o presidente Bolsonaro confirmou que estava com o novo coronavírus, Skaf entrou em isolamento social. Skaf esteve com Bolsonaro em almoço com empresários e ministros no Palácio da Alvorada. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma pessoa com Covid-19, doença provocada pelo coronavírus, pode transmitir o vírus cerca de seis dias antes de apresentar sintomas. O presidente Jair Bolsonaro informou na terça-feira (7) que deu resultado positivo o qual se submeteu para detectar se está com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O presidente afirmou que chegou a ter febre de 38 graus, mas que, à noite, a temperatura começou a ceder. Relatou também que sentiu mal-estar e cansaço. Disse que agora está se sentindo "perfeitamente bem". De acordo com Bolsonaro, ele tomou hidroxicloroquina, remédio que vem defendendo como tratamento para a Covid-19 — não há comprovação científica da eficácia da hidroxicloroquina para a doença.

ISTOÉ DINHEIRO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/07/2020 às 07h50

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou ontem que vai excluir a necessidade de identificação por biometria nas eleições municipais deste ano. A medida foi tomada após recomendação de infectologistas e técnicos que estão prestando consultoria para a Corte sobre como organizar as eleições no meio da pandemia de covid-19. A identificação por impressão digital pode aumentar a possibilidade de infecção, já que o aparelho não pode ser higienizado com frequência. Além disso, identificação por impressão digital costuma ser mais lenta do que a votação com assinatura física no caderno de votação. Na última eleição, alguns eleitores tiveram dificuldade com o aparelho de biometria. Como o Estadão mostrou no sábado, a média de eleitor por seção eleitoral deve saltar de 380 para 430 porque não será possível comprar novas urnas eletrônicas para substituir equipamentos velhos ou com defeito.A licitação previa a compra de 180 mil novas urnas por até R$ 775 milhões. Mas uma sequência de recursos e a pandemia do novo coronavírus causou o adiamento. O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, ouviu os médicos David Uip, do Hospital Sírio Libanês, Luís Fernando Aranha Camargo, do Albert Einstein, e Marília Santini, da Fundação Fiocruz. A decisão deverá ser levada a referendo do plenário do TSE. Por causa da pandemia da covid-19, as eleições municipais de 2020 foram adiadas de outubro para novembro. + Pronampe: pedidos ao Sicoob somam R$ 500 mi em 1 dia, 41% do limite + Leilão tem Camaro por R$ 72 mil e Versa por R$ 22 mil A proposta de emenda à constituição (PEC) que altera as datas foi aprovada na Câmara dos Deputados, após passar no Senado, no dia 1º deste mês. Com as mudanças, o primeiro turno será no dia 15 de novembro, e o segundo, 29, nos locais onde houver uma mais uma rodada da disputa. O sistema de identificação do eleitor através da biometria começou em 2008 com um projeto piloto com mais de 40 mil eleitores, segundo o TSE. O teste aconteceu nos municípios de Colorado do Oeste, em Rondônia, São João Batista, em Santa Catarina, e Fátima do Sul, em Mato Grosso do Sul. Uma década Dez anos depois, nas eleições de 2018, mais de 87 milhões de eleitores estavam aptos a votar usando a identificação por biometria. No total, eles representavam 59,31% do eleitorado, de acordo com o TSE. Atualmente, em julho de 2020, quase 120 milhões de eleitores já têm identificação biométrica, segundo dados da Justiça Eleitoral. O processo que utiliza a impressão digital dos eleitores para identificá-los tem como objetivo proporcionar mais segurança no momento da votação, evitando possíveis fraudes no procedimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Veja também + Pronampe: pedidos ao Sicoob somam R$ 500 mi em 1 dia, 41% do limite + Leilão tem Camaro por R$ 72 mil e Versa por R$ 22 mil + Gafanhotos: Bahia enfrenta nuvem de insetos + Modelo brasileira promete ficar nua se o Chelsea for campeão da Champions League + Cuide bem do seu motor, cuidando do óleo do motor + 12 dicas de como fazer jejum intermitente com segurança

DIÁRIO DE ARAXÁ ONLINE
Data Veiculação: 16/07/2020 às 00h00

A CBMM amplia suas ações de combate ao coronavírus e passa a fazer parte do movimento Todos pela Saúde, com doação de R$ 5 milhões, que serão destinados às iniciativas de saúde pública no país. O movimento reúne esforços de empresas de diversos segmentos. Líder mundial na produção e comercialização de produtos de Nióbio, a companhia já doou mais de R$ 16 milhões a ações de enfrentamento à Covid-19. Em parceria com a FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), a CBMM dispôs de R$ 5,5 milhões para a compra de respiradores e outros equipamentos para hospitais mineiros. Recentemente, apoiou, com R$ 500 mil, o Instituto de Responsabilidade Social Sírio Libanês para melhorar a capacidade de atendimento do Hospital Geral do Grajaú, em São Paulo, e destinou 10 mil máscaras de proteção à Santa Casa de Misericórdia, também na capital paulista. Para dar suporte às iniciativas de saúde em Araxá (MG), local em que a sede e planta industrial da empresa estão instaladas, foram doados outros R$ 5 milhões aos Fundos do Idoso e da Criança. Além disso, a companhia enviou para a Secretaria de Saúde um total de 13 mil testes para a detecção da COVID-19, sendo 7 mil RT-PCR; e cerca de 2,5 mil EPIs (equipamentos de proteção individual) para uso dos profissionais de saúde da cidade. Internamente, a CBMM adota todas as medidas para garantir a saúde e segurança dos seus funcionários e terceiros. A companhia reforça seu compromisso com a cidade de Araxá, com o estado de Minas Gerais e o Brasil.

PANORAMA FARMACÊUTICO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/07/2020 às 00h00

Heparina pode impedir a replicação do vírus Desde que cientistas descobriram que a principal ferramenta de entrada do Sars-CoV-2 nas células humanas é uma proteína chamada spike, esse tem sido o alvo de pesquisadores que buscam impedir o funcionamento do maquinário viral. Um estudo publicado na revista Antiviral Research sugere que um medicamento comum, a heparina, pode impedir a replicação do coronavírus em pessoas que testaram positivo, mas ainda não apresentaram os sintomas. A ideia é neutralizá-lo antes de o patógeno provocar estragos no organismo e também reduzir o potencial de contágio. O estudo soma-se a trabalhos anteriores que apontam a heparina — um anticoagulante aprovado por agências regulatórias em todo o mundo — um importante protagonista no combate à covid-19. Em maio, uma equipe brasileira da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com cientistas italianos, demonstrou que o medicamento reduziu em 70% a infecção por Sars-CoV-2. O teste foi feito em células do macaco-verde africano (Cercopithecus aethiops). Também no Brasil, a pneumologista Elnara Negri, do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, conseguiu tratar casos graves de covid-19 com o anticoagulante, reduzindo o tempo de internação e de intubação dos pacientes. A pesquisa atual, liderada pelo Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos, foi realizada com células de mamíferos e, posteriormente, modelagem computacional. Na primeira fase, os cientistas testaram a toxicidade e a eficácia do medicamento contra o Sars-CoV-2. Na segunda, um algoritmo detectou qual tipo de heparina trabalha com maior eficiência na neutralização do vírus. Um dos principais especialistas mundiais em heparina, Robert Linhardt, professor de biologia química e principal autor do estudo, explica que essa substância — que existe nas versões anticoagulante e não anticoagulante — reconhece a proteína spike, que fica na superfície do vírus e tem formato de espinho, e se agarra a ela. Como o Sars-CoV-2 depende dessa estrutura para entrar na célula e começar a se reproduzir, infectando os tecidos, o medicamento tem potencial de evitar esse processo. Assim, mesmo que o patógeno tenha entrado no organismo, ele não consegue atingir muitas células e, como vírus precisam de um hospedeiro para sobreviver, acabam morrendo. Spray nasal A ideia de Linhardt é que a heparina seja usada em forma de spray nasal ou nebulizador em pessoas que, detectadas com o Sars-CoV-2, não chegaram, ainda, a desenvolver os sintomas. De acordo com ele, a equipe do Rensselaer já testou estratégias semelhantes com outros vírus, como dengue, zika e influenza A. Porém, é importante destacar que, caso se confirme que a abordagem seja promissora e segura para seres humanos, a forma da heparina a ser usada não é a da versão anticoagulante. Esse medicamento, inclusive, não é vendido em farmácia; apenas utilizado em ambiente hospitalar. Além da indicação precoce, quando seria utilizada para impedir a replicação do vírus, freando o processo infeccioso, Linhardt acredita que a heparina tem potencial antiviral mais extenso. “O que mais precisamos agora é de uma vacina, mas, enquanto ela não vem, sabemos que há muitas outras formas de combater um vírus. É como no caso do HIV. Não existe vacina, mas a combinação de determinadas terapias consegue controlar a doença, impedindo a replicação viral”, compara. No estudo, os cientistas descobriram que a heparina se une ao receptor ACE2 — que permite a ligação da spike à célula hospedeira — de forma extremamente eficaz. “É centenas de vezes mais forte (a ligação) que a ação de um antígeno natural. Uma vez associada a ele, ela não se desprende mais”, explica Jonathan Dordick, professor de engenharia química e biológica de Rensselaer e coautor do artigo. “Esse não é o único vírus que vamos enfrentar em uma pandemia. Realmente, não temos ótimos antivirais, mas a heparina é um caminho a seguir”. Em 2019, a equipe liderada por Linhardt e Dordick desenvolveu uma estratégia semelhante que conseguiu neutralizar o vírus da dengue e outros patógenos transmitidos por mosquitos. Anteriormente, eles haviam reduzido a mortalidade por influenza A em camundongos em 100%, utilizando uma ferramenta semelhante. (PO) Fonte: Correio Braziliense Leia também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/06/30/drogas-existentes-podem-evitar-sequestro-de-celulas-por-novo-coronavirus/

BLOGS-O GLOBO
Data Veiculação: 16/07/2020 às 04h00

As pesquisas realizadas com cloroquina pela coalizão de hospitais de ponta do Brasil, como Sírio-Libanês, Albert Eistein e Hospital do Coração, serão concluídas nas próximas semanas, mas algumas entidades estão receosas sobre se esse é o melhor momento para divulgação dos resultados. Os hospitais temem que o tema seja usado para inflamar ainda mais o debate político, já que as pesquisas brasileiras têm mostrado que o medicamento não tem eficácia comprovada no combate à covid-19, como já concluíram estudos estrangeiros. Entre os fatores que causam mais receio sobre a divulgação das pesquisas está a constante propaganda do presidente Jair Bolsonaro sobre o cloroquina desde que anunciou sua contaminação pelo coronavírus, na semana passada. Outro ponto polêmico foi o afastamento de Nise Yamaguchi do Hospital Albert Einstein, depois que a médica fez uma analogia entre o nazismo e a pandemia da covid-19. Nise é uma das maiores entusiastas da cloroquina no Brasil e chegou a ser cotada para comandar o Ministério da Saúde. Hospitais do grupo, como o Sírio-Libanês, que está próximo de completar 100 anos, têm a área de pesquisa como uma das mais renomadas dentro e fora do Brasil. TAGS: Covid-19 cloroquina

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | Outros
Data Veiculação: 16/07/2020 às 03h00

Heparina é testada no combater o coronavírus 0 PÁGINA 18 Heparina pode impedir a replicação do vírus Desde que cientistas descobriram que a principal ferramenta de entrada do Sars-CoV-2 nas células humanas é uma proteína chamada spike, esse tem sido o alvo de pesquisadores que buscam impedir o funcionamento do maquinário viral. Um estudo publicado na revista AnízTzra/ Research sugere que um medicamento comum, a heparina, pode impedir a replicação do coronavírus em pessoas que testaram positivo, mas ainda não apresentaram os sintomas. A ide ia é neutralizá-lo antes de o patógeno provocar estragos no organismo e também reduzir o potencial de contágio. O estudo soma-se a trabalhos anteriores que apontam a heparina —um anticoagulante aprovado por agências regulatórias em todo o mundo—um importante protagonista no combate à covid-19. Em maio, uma equipe brasileira da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com cientistas italianos, demonstrou que o medicamento reduziu em 70% a infecção por Sars-CoV-2.0 teste foi feito em células do macacoverde africano (Cercopithecus aethiops). Também no Brasil, a pneumologista Elnara Negri, do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, conseguiu tratar casos graves de covid-19 com o anticoagulante, reduzindo o tempo de internação e de intubação dos pacientes. A pesquisa atual, liderada pelo Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos, foi realizada com células de mamíferos e, posteriormente, modelagem computacional. Na primeira fase, os cientistas testaram a toxicidade e a eficácia do medicamento contra o Sars-CoV-2. Na segunda, um algoritmo detectou qual tipo de heparina trabalha com maior eficiência na neutralização do vírus. Um dos principais especialistas mundiais em heparina, Robert Linhardt, professor de biologia química e principal autor do estudo, explica que essa substância— que existe nas versões anticoagulante e não anticoagulante — reconhece a proteína spike, que fica na superfície do vírus e tem formato de espinho, e se agarra a ela. Como o Sars-CoV-2 depende dessa estrutura para entrar na célula e começar a se reproduzir, infectando os tecidos, o medicamento tem potencial de evitar esse processo. Assim, mesmo que o patógeno tenha entrado no organismo, ele não consegue atingir muitas células e, como vírus precisam de um hospedeiro para sobreviver, acabam morrendo. Spray nasal A ideia de Linhardt é que a heparina seja usada em forma de spray nasal ou nebulizador em pessoas que, detectadas com o Sars-CoV-2, não chegaram, ainda, a desenvolver os sintomas. De acordo com ele, a equipe do Rensselaer já testou estratégias semelhantes com outros vírus, como dengue, zika e influenza A. Porém, é importante destacar que, caso se confirme que a abordagem seja promissora e segura para seres humanos, a forma da heparina a ser usada não é a da versão anticoagulante. Esse medicamento, inclusive, não é vendido em farmácia; apenas utilizado em ambiente hospitalar. Além da indicação precoce, quando seria utilizada para impedir a replicação do vírus, freando o processo infeccioso, Linhardt acredita que a heparina tem potencial antiviral mais extenso. “O que mais precisamos agora é de uma vacina, mas, enquanto ela não vem, sabemos que há muitas outras formas de combater um vírus. É como no caso do HIV. Não existe vacina, mas a combinação de determinadas terapias consegue controlar a doença, impedindo a replicação viral”, compara. No estudo, os cientistas descobriram que a heparina se une ao receptor ACE2 — que permite a ligação da spike à célula hospedeira — de forma extremamente eficaz. “É centenas de vezes mais forte (a ligação) que a ação de um antígeno natural. Uma vez associada a ele, ela não se desprende mais”, explica Jonathan Dordick, professor de engenharia química e biológica de Rensselaer e coautor do artigo. "Esse não é o único vírus que vamos enfrentar em uma pandemia. Realmente, não temos ótimos antivirais, mas a heparina é um caminho a seguir”. Em 2019, a equipe liderada por Linhardt e Dordick desenvolveu uma estratégia semelhante que conseguiu neutralizar o vírus da dengue e outros patógenos transmitidos por mosquitos. Anteriormente, eles haviam reduzido a mortalidade por influenza A em camundongos em 100%, utilizando uma ferramenta semelhante. (PO) É a redução na infecção pelo novo coronavírus quando se usa o medicamento, segundo pesquisa da Unifesp feita em células de macacos e divulgada em maio 0 Sars-CoV-2 (roxo) usa uma proteína presente em células humanas (verde) para infectá-las: remédio freia a ação.