Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

JORNAL GLOBONEWS - EDIÇÃO DAS 10H/GLOBONEWS
Data Veiculação: 16/03/2020 às 11h12

Transcrição:

Raquel já está aqui comigo no estúdio, para a gente fala mais uma vez sobre as principais medidas de prevenção e também citou a você sobre o atual momento dessa pandemia aqui no Brasil, eu converso hoje com o médico infectologista do Hospital das Clínicas e também do Sírio Libanês, Max e Igor blocos, doutor Marco seja bem-vindo, mais uma vez, eu queria reforçar que os números que trouxemos logo no comecinho do edição das dez hoje nós temos diz o duzentos e dezoito casos confirmados só que dezoito ainda não estão e não oficialmente, naquele balanço do Ministério da Saúde por aquele balançam duzentos casa cair várias secretarias estaduais confirmaram novos casos no final de semana, então temos hoje, duzentos e dezoito mais de cento e trinta deles aqui no Estado de São Paulo e doutor com relação às notificações e há uma tendência é de escala para esses números, o próprio Ministério da Saúde já disse isso, mas ao mesmo tempo e não temos nenhum caso mais grave, pelo menos, não na iminência de morte, não notificamos nenhuma morte até o momento porque é importante entender isso a essa altura, apesar de termos alguns casos graves, inclusive no Rio de Janeiro vence e é importante entender que existe uma correlação entre o número de casos graves. Número de casos. Na medida que a gente tem poucos casos graves, dá para imaginar que existem poucos casos é como um todo ainda na comunidade, então a relação é que hoje são duzentos casos, talvez por tem uns dois três graves, mais ou menos está dentro do esperado, daí a gente tem uma noção se a vigilância, ela tá funcionando mais ou menos de forma adequada até agora parece que sim. Doutor Osmar, a gente tem várias perguntas de assinantes chegando agora queria conversar com o mar foto que a gente se vê aqui da Denise, ela mostra, olha só o saguão do aeroporto de Congonhas. Vazio, ela escreveu justamente os Congonhas, hoje cedo, vazio em caixa alta, obrigado pela participação, Denise que aproveitar perguntado, autor C a de avião a ação dos aconselhada se algum risco maior dentro do avião por ser um ambiente fechado e que tipo de orientação só dá para quem de fato precisa viajar de avião a perigo maior risco maior do que em outras situações ou não. Sim, é importante qualquer situação onde as pessoas fiquem muito próximas umas das outras e uma situação de maior risco, então, na medida do possível essas empresas têm de tomar esse cuidado. Viagens e desnecessárias elas e acho que cada um tem que avaliar a importância de viajar ou não nesse momento é um ambiente de maior risco, o mar mais chance de transmissão, mas é importante também lembrar que não existe um número enorme de casos circulando nesse momento, então também não é uma situação exagerada de pânico, acho que a gente tem que reavaliar isso entra dentro das políticas de proximidade das pessoas de diminuir esse contato e o que pode fazer quem viaja de avião e tomar cuidado nas coisas que você toca e lembrar de lavar as mãos ou tiver álcool gel, isso ajuda, né, então é mais e evitam foi contato muito próximo de cumprimentar as pessoas. E é esse tipo de coisa que tem sido e é constantemente e orientado e doutor Márcio chamava que a tensão e no bastidor sobre compartilhamento de talheres de comida. Olha que interessantes a pergunta que vem aqui do José Carlos, porque os restaurantes populares com uma aglomeração de idosos enorme ainda não foram fechados aqui em Petrópolis, ele conta a funcionar normalmente. Isso é um absurdo e perigoso e não na verdade vão existe é uma série de opiniões, o que a gente tem que é aguardar um pouco a orientação e dos serviços públicos e um da direção de saúde, porque é não é todo lugar que você tem um grande número de casos isso vai acabar acontecendo fechamento de restaurante e não colocar às outras pessoas se aglomeram mais se reúnem mais, se houver a expansão da epidemia nesse momento a gente ainda não estar nessa fase, mas progressivamente a depender da evolução dos casos isso deve acontecer. Doutor Theo tem uma situação que a maioria das pessoas passa muita gente, a maioria das pessoas precisa depende do transporte público, a gente recebeu essa foto aqui, olha do e que são Valentim. Hoje cedo também falou sobre a estação de metrô no Rio, hoje, olha só, né. Ao vagão do metrô, completamente lotados, pessoas próximas ao em cima uma das outras, quer dizer para a pessoa que precisa trabalhar aqui, não tem como fazer um almoço a trabalhar de casa que tipo de orientação senhor dar porque a gente sabe o transporte público e isso é e não é suficiente ônibus, trens e metrôs estão sempre superlotados para a pessoa que depende desse tipo de transporte que orientação. É uma situação sempre mais delicada e esses momentos onde tem muita gente e junta e ao mesmo tempo, mas o que é importante é evitar então prestar muita atenção na hora que você é estar tocando em alguma coisa, evitar de levar a mão à boca e o nariz e tão logo possível lavar as mãos ou e tentar utilizar álcool gel. E entrou no metrô no ônibus antes lava a mão hoje entrar durante todo o trajeto, tentar e não colocar a mão e na boca nos olhos e nariz e eu acho que uma coisa importante é sair lava a mão de novo corretos e conseguiu o máximo possível usar álcool álcool gel que é algo que ajuda. E lavagem de mãos álcool, gel, tem a mesma eficácia, então o importante é que as pessoas lavarem as mãos e a outra coisa importante pessoas com sintomas respiratórios usei máscara, a orientação é usar máscara para se proteger, mas tenta espirrar e não tentar com dor de garganta quinta com qualquer sintoma uso de máscara, porque diminui a chance dessa pessoa contaminar o ambiente. Bom, agora que o Amaral contando para a gente hoje cedo, as moças dos caixas do mercado usavam álcool normal líquido de garrafinha para higienizar as mãos após cada atendimento esse produto eficiente tanto quanto o álcool gel, considerando que falta álcool gel já em vários locais e tem sido caro para muita gente bancar esse custo diariamente e isso é super importante. A primeira coisa lavagem de mãos funcionar tanto quanto o álcool gel, óculos e até alguma vantagem relação ao que o normal que ele tem um hidratante naquele geral e tem e por conta do gel álcool e fica agindo um pouco mais tempo nas mãos mas em termos de esterilizar de limpar o álcool normal também serve o problema é que se você usa muito álcool, ele vai acabar e seca nas mãos. Uma dúvida em relação a essa questão do álcool normal tem seu com setenta por cento de seu peso, a gente tem casos que quarenta e seis um engano, Elias, ele ele é também vai para matar o vírus praia. A moça para a limpeza. quarenta e seis por cento não é tão efetivo é importante que seja ao para setenta por cento em todos os lugares tem alta a setenta existem e alguns lenços já umedecidos com álcool preparados. O supermercado e às vezes você vê ao que você tem mas o ideal seria a última opção melhor do que nada é já já já ajuda de ajuda e depois tem que é importante entender assim também não é uma panaceia gente não estar numa epidemia absurda o número de casos e a gente numa fase de prevenção de um pouco de contenção, então exagero, um absurdo também não ajuda ninguém, né, então é importante que as pessoas lembrem de lavar as mãos sintomático respiratório nariz escorrendo, os e máscara e vinte ter contato com outras pessoas e é aquilo que eu falei compartilhamento de garfo e mundo é comigo mesmo sanduíche, compartilhamento, cigarro eletrônico. Tudo isso e as pessoas não levem em conta, mas de forma de estar transmitindo eventualmente esses vírus. Doutora, a gente tem mais uma pergunta que vou pegar da Denise ela fala que ela suspendeu por conta própria as idas à academia musculação e pilates queria que eu falasse sobre os cuidados também para esses ambientes comuns, se passar o álcool ali é suficiente e também de ter e dependendo da superfície, o vírus, ele permanece da mesma maneira nas e diversas superficial disse a mesa teclado de computador telefone, mas, por exemplo, uma toalha que vocês chuva mal e fica ali depende do tipo de superfície para a sobrevivência do vírus e quanto tempo ele deve sobreviver a lei que a gente tem que tomar cuidado para de usar depois que uma pessoa usou. E isso é uma situação mais complicada assim, o ideal é que não tenha A e toalhas de Reuso né, que isso seja usado descartável e no caso de superfícies o vírus pode ficar por mais tempo e isso é um determinado risco, então se alguém coloca a mão um aparelho de academia e é com secreção outra pessoa vai lá pega pode ocorrer uma transmissão mais. A academia seria proibitiva a esta altura ou indo bem preparado, não estando no grupo de risco dá para e tentando ali fazer um alto cuidado mais intenso na eu acho que os orientaria as pessoas e eu acho que a atenção na hora que você pega na nos equipamentos não tem como você não seguro as coisas. E você acaba se contaminando, então tem algum risco e de ter transmissão se você levar de novo a boca e a mão à boca e o nariz e os olhos e inicie e atenção, então ela na mão. Precisa de um emprego dão aí de realizar, mas depende da alta de se pensar, não dá essa condição para fazer aquilo não tem porque não é só você, né. O outro também pode ser impactado pelo seu comportamento, acho que essa é a principal mensagem nessa pandemia News um passo para a outra impacta saúde pública do país, a super importante e o bom senso de cada um doutor Marques Igor Lopes médica infectologista do Hospital das Clínicas e também do sírio-libanês aqui, conosco até uma próxima do turno da manhã, prazo porque a partir de agora não podemos é assim até mais e mais. Segundo a que Aline agora falam sobre Pernambuco, o governador do estado vai se reunir com prefeitos da região metropolitana, principalmente para discutir ações de combate ao novo coronavírus nossa repórter Camila Torres fala ao vivo com a gente ela tem mais detalhes, Camila, lembra que ontem a gente falava sobre a cidade de Recife, né. As medidas que foram tomadas agora, estado de Pernambuco e estabilizado, Secretaria de Saúde já confirmou oito casos que deve sair ainda essa reunião que está sendo planejado, bom dia. Foi Aline Raquel, bom dia para vocês no dia para todo mundo bom. A reunião acontece aqui no andar de cima da falando ao vivo do Palácio do campo das Princesas que a sede do Governo do Estado de Pernambuco e lá em cima, o governador do estado está reunido com quinze prefeitos das cidades da região Metropolitana do Recife. A gente não tem acesso a essa reunião, a gente só vai ter acesso às informações quando essa reunião acabar, mas a gente sabe que é uma reunião para poder alinhar essas medidas que já estão sendo tomadas tanto individualmente pelas prefeituras quanto pelo próprio Governo do estado, a gente tem oito casos confirmados pela Secretaria de Saúde aqui em Pernambuco. E a gente tem outros setenta e dois em investigação, quarenta e sete foram descartados quais medidas, o Governo do estado já havia anunciado antes dessa reunião de hoje, algumas delas, a suspensão de grandes eventos com mais de quinhentas pessoas estão proibidos aqui no estado sejam eles públicos ou particulares. A gente tem também a suspensão da chegada de cruzeiros aqui em Pernambuco, a gente tem o caso de um navio de cruzeiro que está retido no porto depende do Recife a cinco o dias por quê. Um dos passageiros apresentou sintomas e deu teste positivo para o novo coronavírus uma segunda passageira que foi retirada do navio por causa dos sintomas, ela fez o teste, mas deu negativo, mas por causa desse canadense que está de fato doente, com o novo coronavírus o navio permanece retido aqui no porto do Recife, medida também do Governo do estado seguindo a linha da prefeitura do Recife, que ontem anunciou a suspensão das aulas nas escolas públicas e particulares que ficam dentro da cidade do Recife, a partir de quarta-feira, então, seguindo essa linha o Governo do estado reforçou essa medida dizendo que as aulas nas escolas estaduais também estão suspensas a partir de quarta-feira, as escolas que ficam dentro da cidade do Recife, por que essa atenção maior com a cidade do Recife, porque todos os casos registrados todos os casos confirmados até o momento estão na cidade do Recife são de moradores da cidade do Recife e esse canadense que estava no navio do de Cruzeiro e é que foi retirado do navio está no hospital particular que fica no Recife, por isso, essa atenção maior com a cidade do Recife, mas a gente sabe que todas as cidades precisam se preparar por um possível avanço da doença. Antes da reunião começar eu conversei com o prefeito da cidade de Olinda professor Lupércio ele também já anunciou algumas medidas como a suspensão das aulas também em Olinda a partir de quarta-feira e a limpeza de ônibus que circulam pelos dois maiores terminais da cidade de Olinda houve contratação de pessoal para fazer exclusivamente a limpeza desses ônibus. A partir de amanhã, Aline, Raquel. Muitas mudanças acontecendo ao mesmo tempo na Camila Torres, muito obrigada vão acompanhar esses impactos agora e também em Pernambuco, em especial no Recife, muito obrigada pelas informações. Se cuidem aí, mas intervalo aqui gente na volta a gente conta para vocês o secretário-executivo do Conselho dos secretários municipais da saúde conversa daqui a pouquinho com a gente ao vivo sobre a prevenção. E o avanço do novo coronavírus do Brasil e ainda nossos repórteres vão as farmácias em quatro capitais do país para conferir os preços e a disponibilidade dos produtos essenciais para autor proteção contra o coronavírus são das dez voltas já.

MSN BRASIL
Data Veiculação: 16/03/2020 às 00h00

No dia 2 de março de 2019, bem antes da decretação da pandemia do novo coronavírus, os biólogos chineses Yi Fan e Peng Zhou, do Instituto de Virologia de Wuhan, publicaram um artigo científico que não teve grande impacto na comunidade acadêmica internacional, tampouco chamou a atenção da imprensa e de autoridades. Mesmo assim, há uma frase logo no primeiro parágrafo que hoje causa espanto pelo tom premonitório: “É altamente provável que surtos futuros de coronavírus se originem de morcegos, e há uma probabilidade maior de que isso ocorra na China”. Coronavírus: veja notícias e saiba como se prevenir. Nem o mais pessimista dos futurólogos poderia imaginar que, em menos de dez meses, a previsão se tornaria realidade com tamanha exatidão: a descoberta de um novo coronavírus, batizado de Sars-Cov-2, virou a preocupação mundial de 2020. As notícias começaram a brotar nas últimas semanas de 2019, quando médicos notificaram um aumento do número de crises respiratórias na cidade de Wuhan, na porção leste da China. Poucos dias depois, já se sabia que o quadro misterioso era provocado por um tipo desconhecido de coronavírus, da mesma família de agentes que estiveram por trás das epidemias de Sars (sigla para síndrome aguda respiratória grave), em 2002, e Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio), em 2012. Até o fechamento desta reportagem, eram mais de 137 mil casos e 5 mil mortes pela doença chamada de Covid-19. Embora a maioria dos infectados ainda esteja concentrada na China, as notificações já se estendem por mais de uma centena de países, e o Brasil superou o número de cem casos confirmados. Apesar de os sintomas serem leves 85% das vezes, idosos e sujeitos com doenças crônicas, como asma e diabetes, estão mais vulneráveis a complicações e morte. Outro temor é a possibilidade de o vírus ser transmitido de pessoa para pessoa numa fase inicial, quando não há sintomas, o que dificultaria o controle. Diante de um contexto tão instável, que lições podemos tirar dessa história, inclusive para contornar uma ameaça que ainda não foi vencida? A reação das organizações de saúde diante da infecção A história do cruzeiro Diamond Princess dá uma dimensão da seriedade do assunto: o navio viajaria pelo Sudeste Asiático, mas precisou ficar desde o dia 5 de fevereiro atracado em Yokohama, no Japão, após quatro passageiros serem diagnosticados com o coronavírus. Na quarentena, que foi alvo de severas críticas dos médicos que realizaram visitas ao navio, a doença se espalhou para outros 700 passageiros, cerca de 20% do total de turistas e tripulantes. A boa notícia é que as autoridades estão formulando respostas com uma rapidez nunca antes vista. “Em menos de duas semanas, já se sabia qual era o vírus e suas informações genéticas”, observa o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde. A título de comparação, a aids despontou nos anos 1970 e o HIV, seu causador, foi descoberto em 1983. Mais recentemente, o zika tocou o terror no Brasil em 2016. Mas ele circulou anônimo por quase um ano e só chamou a atenção após o aumento nos casos de microcefalia em bebês. O comportamento da China durante essa crise, aliás, é digno de elogios. Em 2002, no surto de Sars, que também se iniciou por lá, eles demoraram um tempão para avisar o resto do mundo. O erro não se repetiu em 2020. Entre as ações tomadas pelo governo chinês, destacam-se a construção de um hospital de mil leitos em dez dias e a operação de isolamento de Wuhan, que tem 11 milhões de habitantes (o mesmo que São Paulo). Nessa linha, órgãos internacionais adotaram uma postura firme e enérgica: a Organização Mundial da Saúde (OMS) logo decretou emergência pública internacional, o que incentivou as nações a criarem planos de contingência. Jornais científicos deram acesso livre e gratuito a todas as publicações com descobertas sobre o coronavírus. Governos de países ricos ajudaram os mais pobres nas medidas de precaução. “Só vamos sair dessa por meio da cooperação e do trabalho em conjunto”, acredita a médica Nancy Bellei, da Sociedade Brasileira de Infectologia. O perfil do coronavírus. Essa família viral está no planeta há 300 milhões de anos — ela é mais antiga que os dinossauros! A entidade: o coronavírus recebeu esse nome porque parece ter uma coroa em sua superfície quando visto no microscópio. Ele é comum em vários países, inclusive no Brasil. Intermediários: o Sars-Cov-2, o coronavírus da epidemia atual, veio de morcegos. Existe a suspeita de que ele passou por um mamífero chamado pangolim antes de afetar humanos. Portas de entrada: o novo vírus invade o corpo pelos olhos, pelo nariz ou pela boca. Ele foi aspirado pela primeira vez a partir das fezes de algum animal, muito provavelmente num mercado da cidade de Wuhan. Senha correta: o coronavírus se conecta ao receptor ACE2, que fica na superfície das células. Após o ataque, ele usa o maquinário celular para produzir um monte de cópias de si mesmo. Espera silenciosa: a infecção fica de dois a seis dias sem dar sinal. Esse é o tempo que os vírus demoram para se replicar e dominar novas células. Aos poucos, ganham terreno até chegar aos pulmões. Graves repercussões: até 15% dos pacientes acometidos pela Covid-19 vão apresentar complicações como dificuldade para respirar e pneumonia. Isso é mais frequente em idosos e portadores de doenças crônicas. Espalhou geral: estima-se que, numa situação sem controle ou isolamento, um sujeito com a moléstia seja capaz de transmiti-la para outras três pessoas por meio de gotículas de saliva, tosses e espirros. Epidemia de fake news Claro que essa urgência, motivada por um vírus desconhecido e perigoso, tem seus efeitos adversos. A disseminação de notícias falsas é uma delas. Em aplicativos de mensagens como o WhatsApp, circula um monte de imagens que revelam milhares de mortos espalhados pelas ruas, indicando que a situação seria mais grave que o divulgado. Em paralelo, textos sugerem tomar chá de erva-doce para se resguardar da doença ou que o álcool em gel ajuda a disseminar o novo coronavírus. Tudo lorota… A própria OMS chegou a classificar a situação com o coronavírus como uma “infodemia”, ou epidemia de informações mentirosas. Teve até gente que se aproveitou do momento para levantar uma graninha. O dono de um centro de estética em São Paulo, que teve seu registro de médico cassado, postou um vídeo no Instagram oferecendo injeções de vitamina D para evitar a moléstia. Uma clínica de Minas Gerais passou a indicar sessões de ozonioterapia com a mesma finalidade. O absurdo é que não há comprovação de que esses tratamentos tenham efeitos contra a Covid-19. “As fake news são um verdadeiro crime na saúde, pois geram um pânico enorme na população”, argumenta David Uip, coordenador do Centro de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O biólogo e comunicador científico Atila Iamarino sabe bem como é lidar com esse mar de informações desencontradas. “Enquanto tudo está incerto, fica fácil vender um monte de certezas”, raciocina. Nas últimas semanas, ele vem produzindo uma série de conteúdos sobre o coronavírus em sua conta no Twitter, que tem mais de 180 mil seguidores, ou para o canal do YouTube Nerdologia, que agrega 2,6 milhões de inscritos. Apesar do caos, o especialista vê melhoras no controle de boatos e mentiras na internet. “Na epidemia de zika, o YouTube trazia quatro vídeos feitos por fontes confiáveis e o resto era tudo teoria da conspiração. Hoje, o site não mostra aos usuários conteúdos que não tenham sido feitos por órgãos oficiais ou veículos de imprensa”, compara. Será que temos enfim uma luz no fim desse túnel? O que aprendemos com o novo vírus Entre avanços e retrocessos, o episódio do novo coronavírus serve ao menos para reforçar mensagens valiosas de proteção à saúde, úteis inclusive contra outras doenças mais comuns, como o resfriado e a gripe. É importante, por exemplo, lavar as mãos com frequência, especialmente ao chegar em casa, trabalho ou escola. Na hora de espirrar ou tossir, cobrir a boca e o nariz com o braço (nunca com as mãos!). Se aparecerem sintomas leves, como mal-estar, nariz entupido e febre, ficar em casa para não transmitir a moléstia às pessoas ao redor. E, claro, só ir ao pronto-socorro se esses incômodos piorarem ou aparecerem sinais mais sérios, como falta de ar e confusão mental. Em última análise, a experiência atual com o coronavírus deixa a humanidade mais preparada para lidar com pandemias futuras. “Quer apareça na natureza, quer pelas mãos de um terrorista, segundo os epidemiologistas, uma doença transmitida pelo ar que se propaga rapidamente pode matar 30 milhões de pessoas em menos de um ano”, alertou o empresário americano Bill Gates num discurso em 2018. Todos os acertos e erros dessas primeiras semanas de 2020 serão repetidos (ou consertados) para enfrentar novos vírus que surgirão em algum canto do planeta daqui a dois, cinco ou 20 anos. “Temos que integrar os sistemas de vigilância e desenvolver vacinas e remédios com mais rapidez”, chama a atenção o virologista Edison Luiz Durigon, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP). Por fim, o Covid-19 nos deixa uma rica lição sobre os cuidados com o meio ambiente. “Quanto mais preservarmos os ecossistemas, menor o risco de esses vírus saltarem dos animais silvestres para as pessoas”, avalia o virologista Paulo Eduardo Brandão, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. Eis uma responsabilidade que passa por nossas ações individuais, pela pressão da comunidade e pelas decisões de governantes. O que está em jogo é, nada mais, nada menos, o próprio futuro da humanidade. Fontes: Edison Luiz Durigon, professor titular de virologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP); Paulo Eduardo Brandão, virologista da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP; Regina Fernandes Flauzino, professora de epidemiologia da Universidade Federal Fluminense e membro da diretoria da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco); Agência Nacional de Vigilância Sanitária; Marcos Boulos, infectologia e professor da Faculdade de Medicina da USP.

O GLOBO ONLINE/RIO DE JANEIRO
Data Veiculação: 16/03/2020 às 23h44

BRASÍLIA - O deputado Cezinha da Madureira (PSD-SP) recebeu nesta segunda-feira resultado positivo para o teste do novo coronavírus. Ele é o primeiro deputado federal infectado. Cezinha não viajou ao exterior recentemente, mas teve contato na semana passada com o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que também está com a doença e esteve na comitiva do presidente Jair Bolsonaro que foi aos Estados Unidos na semana passada. Cezinha, que tem 46 anos, está em isolamento domiciliar em casa. Ele sentiu sintomas da doença durante o final de semana e decidiu procurar o hospital para verificar se estava com a doença. O teste foi feito no Hospital Sirio-Libanês e o resultado saiu na noite desta segunda-feira. O parlamentar relatou ter se encontrado com Nelsinho Trad em dois momentos distintos: na liderança do partido de ambos e em uma sessão do Congresso. "O deputado está com quadro geral bom. Está em isolamento domiciliar e confia que iremos superar este momento a partir da união e do compromisso pessoal de cada cidadão", diz nota divulgada por sua assessoria. A contaminação do deputado é definida como de "transmissão local", porque apesar de não ter viajado ao exterior ele teve contato com uma pessoa infectada que veio de fora do país. Até agora, 14 pessoas que participaram de eventos com o presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos já testaram positivo para o coronavírus. O presidente teve um teste negativo e fará outro exame nesta semana.

ÉPOCA ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/03/2020 às 18h41

Mais de 130 lideranças da saúde no Brasil afirmaram que o país está em "guerra sanitária" contra o coronavírus. "As fotos estampadas nos jornais, com praias lotadas, bares com multidões nas calçadas, manifestações e aglomerações públicas em todo o país, são um total desrespeito às recomendações das autoridades sanitárias brasileiras e não podem ser admitidas por todos os cidadãos responsáveis, a partir de agora", diz a carta do Fórum Inovação Saúde (FIS), que será publicada nesta segunda-feira. O documento ainda fala que "estamos em estado de guerra sanitária contra o Covid-19" e que o vírus "destrói a organização social e mata, indistintamente, os cidadãos de qualquer idade, sexo ou condição socioeconômica". Assinam a carta, entre outros, representantes de: Fiocruz, UFRJ, UFF, Academia Nacional de Medicina, Hospital Sírio-Libanês, e Hospital Albert Einstein. O ex-ministro da Sáude José Gomes Temporão (Por Eduardo Barretto) ACESSE A HOME DA COLUNA E LEIA TODAS AS NOTAS, ENTREVISTAS E ANÁLISES.

VEJA BLOGS
Data Veiculação: 16/03/2020 às 18h22

Em clima de pré-campanha à Prefeitura de São Paulo, o candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), escolheu o programa do apresentador José Luiz Datena para anunciar uma série de medidas a serem implantadas na capital paulista a partir desta terça-feira, 17, quando será decretado estado de emergência em decorrência do avanço dos casos de coronavírus. A decisão de Covas em divulgar as mudanças na rotina da cidade ao vivo para Datena, e não por meio de um comunicado oficial ou entrevista coletiva com outros veículos de comunicação, como é de praxe, foi criticada porque o apresentador já declarou sua intenção de concorrer como vice na chapa de Covas pela reeleição. Datena filiou-se ao MDB no início de março, mas não assumiu candidatura a prefeito de São Paulo, como gostariam de alguns, principalmente o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, que articulou a ida do apresentador para o partido. O presidente Jair Bolsonaro, aliado de Skaf, também gostaria de ter Datena como seu candidato na eleição paulistana. Datena, no entanto, se esquiva de ser o candidato de Bolsonaro e diz que pode concorrer tanto como prefeito, como vice de Covas ou até mesmo esperar as eleições 2022 para tentar se eleger senador. A intenção de se tornar vice de Covas é recente, segundo Datena, e nasceu nos corredores do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, quando os dois estiveram internados – o tucano, para tratar de um câncer no sistema digestivo, e Datena para uma cirurgia cardíaca. “Seria muito mal eu concorrer à Prefeitura de São Paulo contra você (Covas) porque eu gostei demais de estar com você nessas poucas vezes que nos encontramos”, disse o apresentador ao prefeito de São Paulo em um jantar recente.

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/03/2020 às 15h40

Saúde Suplementar Investe mais em UTI enquanto SUS investe mais em Semi e Cuidados Intermediários Fonte: Geografia Econômica da Saúde no Brasil (*) Todos os gráficos são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil – Edição 2020. Os gráficos demonstram a quantidade e distribuição dos leitos de UTI e Semi no Brasil em 2019: · 49.961 leitos de UTI, sendo 22.906 no SUS e 27.055 na Saúde Suplementar. · 9.955 leitos tipo Semi e de cuidados intermediários, sendo 5.941 no SUS e 4.014 na SS. Estes números apontam algo muito marcante no Brasil: · Em praticamente todos os indicadores de leitos, o volume do SUS sempre é maior, bem maior, que o da SS, menos no caso das UTI’s; · Como a remuneração da SS para UTI é muito superior a qualquer outra coisa, o sistema de financiamento afeta significativamente a prática assistencial, e por consequência a configuração dos leitos. Vamos lembrar que existe 3 pacientes no SUS para cada paciente da saúde suplementar: · Se a assistência adotasse o mesmo protocolo sempre, teoricamente teríamos uma proporção de 1 para 3 leitos de UTI na SS para o SUS; · Mas o volume de leitos está longe de chegar perto dessa proporção, a ponto de haver na SS mais leitos que no SUS; · E vamos notar que em relação aos leitos tipo semi e de cuidados intermediários, onde a discrepância da remuneração não é tão elevada, o SUS apresenta mais leitos que a SS. Analisando a evolução geral nos volumes de leitos, podemos observar que nos últimos 2 anos houve crescimento significativo: · 4.532 leitos de UTI · 434 leitos tipo semi e de cuidados intermediários. Analisando a evolução em percentuais: · Em apenas 2 anos tivemos um crescimento de 10 % no volume de leitos de UTI no Brasil; · E crescimento de 4,6 % no volume de leitos tipo semi e de cuidados intermediários. Nada mal, mas juntos os sistemas (SS e SUS) escondem indicadores ainda mais surpreendentes. Estes gráficos estratificam por SUS e SS: · Só na Saúde suplementar em 2 anos foram criados 3.406 leitos de UTI; · Isso é mais do que o total de leitos existentes no Acre, Amapá e Roraima; · É quase o número total de leitos do estado do Sergipe Em termos percentuais: · Um crescimento absurdo de 14,4 % na SS … em apenas 2 anos; · E mesmo no SUS, um crescimento de 5,2 % E este demonstra a evolução no volume de leitos tipo semi e de cuidados intermediários: · Nota-se que na SS não houve crescimento significativo; · Mas no SUS sim. Analisando em termos percentuais, em 2 anos: · Na saúde suplementar um crescimento de apenas 1,2%, um dos menores dentre todos os indicadores de crescimento na SS; · Já no SUS, 7%, um dos maiores Os indicadores são bem evidentes: · Na SS onde a prioridade é a rentabilidade, o investimento é maior nas UTIs, que geram proporcionalmente maiores receitas; · NO SUS onde a prioridade é conter custos, é melhor privilegiar unidades de menor custo Nesta época se discute quantos leitos de UTI existem para o caso de necessidade em relação ao avanço do COVID-19: · São ~ 50.000 leitos de UTI e ~ 10.000 leitos tipo semi; · No caso de uma evolução catastrófica do volume de casos graves evidentemente não seriam suficientes; · Mas vamos combinar que, relativamente, comparado à maioria absoluta dos países do mundo, é um indicador bem melhor; · Considerando que nem todos os necessitados chegarão ao ponto de necessitar de UTI, graças a Deus o Brasil está em uma situação melhor do que muitos países que se intitulam como “modelos a serem seguidos” em sistemas de saúde pública. Sobre o autor Enio Jorge Salu Histórico Acadêmico · Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo · Pós Graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo · Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas · Professor em Turmas de Pós Graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta · Coordenador Adjunto do Curso de Pós Graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed Histórico Profissional · CEO da Escepti Consultoria e Treinamento · Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas · Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares · CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor/Fundação Zerbini, e Superintendente da Furukawa · Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação · Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas · Associado NCMA – National Contract Management Association · Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde · Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Própria · Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado.

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/03/2020 às 15h19

Companhia disponibiliza Dr. Omint Digital, plataforma de orientação médica por videoconferência para clientes obterem informações e esclarecerem dúvidas A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia do Covid-19 na última quarta-feira, 11/03. A Omint, norteada pelos seus pilares de qualidade e gestão, mantém à disposição dos clientes de planos de saúde sua rede credenciada de referência, com os melhores hospitais, laboratórios e profissionais do país. Além disso, oferece acesso aos serviços do Dr. Omint e Dr. Omint Digital, que consistem, respectivamente em orientações médicas por telefone e por videoconferência, para esclarecer dúvidas com médicos da rede credenciada. “A Omint opera telemedicina com qualidade acadêmica graças à nossa parceria com a Faculdade de Medicina da USP. O Dr. Omint Digital é pioneiro entre as operadoras médicas do Brasil, colocando à disposição do cliente Omint, por meio de videoconferência, um médico da rede credenciada apto a prestar orientações médicas de forma simples e conveniente. Para ter acesso ao serviço, o cliente deverá entrar no aplicativo ou portal Minha Omint, e inserir as informações necessárias. Uma vez que elas são coletadas, um médico da rede credenciada Omint será acionado e prestará as devidas orientações”, explica Marcos Loreto, diretor Médico Técnico da Omint. A Omint disponibilizou em suas redes sociais um vídeo com o Dr. Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês e credenciado Omint, em que ele ressalta a importância de buscar informações em fontes confiáveis e esclarece à população sobre a transmissão de infecções virais respiratórias. Para saber mais, acesse as redes sociais da Omint: Facebook , Instagram e Linkedin.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 16/03/2020 às 12h08

Governos federal e estaduais têm limitado aglomerações de pessoas para evitar – ou retardar – a disseminação do novo coronavírus pelo país. Na última atualização do Ministério da Saúde feita no domingo (15/03), o Brasil já registrava 200 casos da doença com transmissão comunitária no Rio de Janeiro e em São Paulo. Há um esforço também dos gestores públicos para evitar atendimentos desnecessários e não sobrecarregar o sistema de saúde, que deverá estar disponível para atender os casos mais graves. Essas informações levam as pessoas a se perguntar: exames e consultas de rotina devem ser mantidos? E cirurgias eletivas? Não há uma resposta única. “É preciso avaliar no caso a caso. Enquanto não entrarmos na fase de mitigação, em que a circulação de pessoas deverá ser restrita, é possível manter exames de rotina”, aponta o infectologista André Bon, do Hospital Brasília. “Um hipertenso deve continuar cuidando da sua saúde; pessoas que precisam acompanhar exames de maneira minuciosa devem continuar fazendo-o”, exemplifica. O especialista também ressalta que nem todos os hospitais serão hubs de atendimento para os casos do novo coronavírus, portanto, em outros espaços será possível seguir com o atendimento. No entanto, se o caso não for grave e for possível adiar, a recomendação é que se adie. “Se o paciente puder deixar para depois, melhor”, completa André Bon. O Ministério da Saúde não deu recomendações específicas sobre consultas e exames, mas há a orientação de que se evite idas ao médico desnecessárias, bem como à farmácia e ao posto de saúde. Os médicos devem fazer prescrições de remédios com validade mais prolongada para pacientes que fazem uso de medicamentos de uso contínuo, por exemplo. Pessoas com quadro leve também estão orientadas a ficar em casa, esperando os sintomas passarem. “É preciso compreensão e colaboração de todos, pois apenas doentes com sintomas mais sérios devem buscar atendimento”, esclarece o infectologista Alexandre Cruz, do Hospital Sírio Libanês, de Brasília. A médica infectologista e professora da UnB, Juliana de Souza Lapa, também sugere que exames e consultas de rotina, quando eletivos (não urgentes), sejam adiados. “Se for uma coisa extremamente de rotina, recomendo aguardar esse momento para evitar sair de casa e não ocupar os profissionais que estão direcionados a tratar o Covid-19”, explica. Por outro lado, pessoas que têm doenças crônicas e precisam fazer o monitoramento contínuo devem manter o tratamento, segundo a especialista. Nestes casos, deve-se levar em consideração, a possibilidade de a coleta de exames ser feita em casa.

AGÊNCIA O GLOBO
Data Veiculação: 16/03/2020 às 10h33

Ciência & Saúde / A população brasileira de idosos deve aumentar nos próximos anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2030, a população de idosos no Brasil deverá ser maior do que o número de crianças. Os dados atuais apontam que o número de idosos representa 14,03% da população, o equivalente a 29,3 milhões de pessoas. A pirâmide etária brasileira, ou seja, composta por jovens e por idosos no topo, vem se modificando ao longo dos anos e, atualmente, já ocorre um momento de inversão da pirâmide etária e mudança no perfil da população brasileira. Neste momento, estamos em um período de transição. Para se ter uma ideia, no ano de 1980, o Brasil era considerado um país jovem. Atualmente, essa realidade tem mudado, e a classificação brasileira é de um país em transição. A tendência é que o Brasil se torne um país de idosos até o ano de 2050. Isso significa que a taxa de natalidade está reduzindo, e a expectativa de vida aumentando devido ao avanço da medicina. Com os avanços na ciência e da tecnologia, é possível entender melhor como o organismo humano funciona. Assim, é mais fácil prevenir e tratar uma série de doenças, o que antes era impossível. Claro que o importante mesmo é viver bem e com qualidade, por isso, a medicina, atualmente, se preocupa mais com a saúde e o bem-estar da população idosa. O número de quedas entre idosos é uma preocupação com o aumento da população idosa, os riscos de queda também são maiores. De acordo com uma doutora geriatra do Hospital Sírio-Libanês, cerca de 30% das pessoas com idade acima dos 65 anos sofrem quedas pelo menos uma vez por ano. Essa porcentagem aumenta depois dos 80 anos, podendo chegar a 50%. Alguns fatores relacionados ao avanço da idade podem causar queda na terceira idade, como diminuição da visão, perda da força muscular e alterações no equilíbrio. Idosos que já sofreram queda ou que estão mais propensos a isso, devem procurar um médico geriatra. O profissional é o mais indicado para avaliar as condições de cada paciente e, assim, poder analisar se é necessário receitar medicações ou se precisa recomendar exercícios físicos para fortalecimento muscular. Idosos que sofreram algum tipo de queda podem desenvolver problemas não só físicos, mas psicológicos também. Por isso, é preciso trabalhar com prevenções para que as quedas e suas consequências não se desenvolvam. A fisioterapia é fundamental para prevenção e tratamento de quedas entre idosos. Quando o idoso realiza algum tipo de exercício, está fortalecendo sua musculatura, suas articulações e melhorando seu equilíbrio. A fisioterapia, portanto, é uma grande aliada para garantir a saúde e o bem-estar dos idosos. A SM Care é uma clínica de fisioterapia especializada em tratamento e reabilitação de idosos. A empresa possui uma equipe de profissionais altamente qualificados em diferentes especialidades. Para prevenir ou tratar quedas em idosos, a SM Care tem a missão de recuperar pacientes por meio de exercícios elaborados e personalizados. Website: http://smcare.com.br/

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 16/03/2020 às 05h25

A semana do brasiliense será afetada com as limitações impostas para evitar a disseminação do novo coronavírus no DF. Até a noite desse domingo (15/03), havia 14 casos confirmados do Covid-19 na capital e 158 em investigação. A tendência é que os números aumentem. As aulas ficarão suspensas por 15 dias a partir desta segunda-feira (16/03). O período contará, na rede pública, como antecipação das férias escolares de julho. No caso dos colégios particulares, também não haverá atividades, mas ainda não foi decidido se a interrupção valerá como antecipação do recesso de meio de ano. A Universidade de Brasília (UnB) anunciou que seguirá a orientação do GDF, e as atividades acadêmicas e administrativas presenciais não funcionarão na próxima quinzena. Para reduzir o número de usuários no transporte público do DF e evitar a proliferação do Covid-19, os cartões do Passe Livre Estudantil serão bloqueados a partir desta segunda-feira (16/03). O GDF determinou a suspensão, pelo prazo de 15 dias, de academias de todas as modalidades, de museus e de eventos de qualquer natureza que exijam licença estatal, com público superior a 100 pessoas. As atividades coletivas de cinema e teatro também não poderão ser realizadas nesse prazo. A Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) ficará responsável por fazer a fiscalização e poderá atuar junto às forças policiais. Portanto, caso haja desrespeito à determinação, o estabelecimento poderá ser forçado a fechar as portas. Teletrabalho. Outras medidas mexem com o dia a dia do servidor distrital. O decreto publicado nesse sábado (14/03) estabelece que deverá permanecer em casa e adotar o teletrabalho qualquer funcionário do DF ou terceirizado que apresentar febre, sintomas respiratórios ou que tenha retornado de viagem internacional nos últimos 10 dias. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) instituiu o teletrabalho como regime preferencial para todos os servidores da Corte. O decreto tem validade até 30 de abril de 2020. Também está determinado no texto as unidades judiciárias e administrativas funcionem com o mínimo de servidores e estagiários necessários ao atendimento presencial, em sistema de rodízio. Pessoas com doenças respiratórias crônicas que reduzem a imunidade, gestantes, servidores com filhos menores de 1 ano ou que tenham mais de 60 anos trabalharão exclusivamente de casa. No caso do Metrô-DF, as mudanças na rotina de trabalho dos servidores variam de acordo com as áreas em que eles estão lotados. Estagiários e jovens aprendizes foram dispensados. O teletrabalho será integral na empresa pública para servidores da área administrativa portadores de doenças respiratórias crônicas ou cardiopatias graves, doenças autoimunes, empregados com mais de 60 ou que residam com pessoas com mais de 70 anos, gestantes, pais de criança de até um ano ou com doenças autoimunes. Servidores do Metrô-DF que atuam em áreas em que não é possível trabalhar remotamente terão a jornada reduzida. O expediente será das 10h às 16h15, com intervalo de 15 minutos. Situação no DF Há 14 casos confirmados do novo coronavírus no DF e outros 158 em investigação. No total, 84 foram descartados. Os números foram atualizados pelo GDF na tarde desse domingo (15/03). Os pacientes infectados da capital do país viajaram ao exterior antes do diagnóstico. Dessa forma, ainda não houve registro dos chamados casos de contaminação comunitária, que é quando o vírus começa a circular pelo local. Os seis pacientes incluídos na lista de casos confirmados de coronavírus no DF nesse domingo (15/03) são três homens e três mulheres. Eles têm idade entre 30 e 61 anos. Duas mulheres viajaram recentemente aos Estados Unidos e o restante visitou a Europa. Os dois primeiros infectados da capital do país são um casal que viajou para a Europa. O terceiro é o vice-presidente de Embaixadas e Consulados do Flamengo, Maurício Gomes de Mattos. Um homem de 51 anos, argentino, fez exames no Hospital Sírio Libanês e testou positivo para a doença. O outro paciente tem 46 anos e veio da França no início de março. A paciente infectada com o novo coronavírus que está internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) permanece em estado grave. A mulher, 52 anos, foi o primeiro caso confirmado da Covid-19 na capital do país. Ela está isolada na unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hran, sedada, e apresenta “síndrome respiratória aguda severa”. A paciente está sem febre, porém, tem comorbidades (outras doenças) que agravam o quadro clínico, de acordo com a pasta. O marido dela também está com coronavírus. Após pedido do GDF, o TJDFT determinou o isolamento domiciliar do homem infectado. Como se prevenir. Para evitar contaminar e ser contaminado, as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) são: lavar as mãos com água e sabão com frequência, usar álcool gel quando não houver acesso fácil à água, evitar tocar o rosto, cobrir a boca ao tossir com a parte interna do braço, e não com as mãos. Além disso, a OMS recomenda não compartilhar copos e talheres, evitar cumprimentar com beijinhos e estar em público caso apresente sintomas da doença.

RÁDIO BANDEIRANTES 840 AM/SÃO PAULO | Primeira Hora
Data Veiculação: 16/03/2020 às 07h04

Transcrição

Vamos gerar então a nossa equipe repórteres para trazer as informações atualizadas do que está acontecendo no Brasil a respeito do coronavírus quais são as restrições impostas pelas autoridades direto da capital do país, o repórter antes do Nascimento subiu para catorze o número de casos confirmados do novo coronavírus do Distrito Federal, as informações são da Secretaria de Saúde indicam ainda. Que existem cento e cinquenta e oito casos em investigação e oitenta e quatro foram descartados entre os que deram positivos para o vírus estava o vice-presidente de embaixadas e consulados do Flamengo, Maurício Gomes de Matos, os e deu entrada no hospital Santa Luzia, na Asa Sul no último dia onze, onde apresentou sintomas compatíveis com a doença, além de pressão alta no final de fevereiro, o dirigente esteve na Espanha com o presidente do clube carioca, Rodolfo Landim, em visita ao clube Real Madrid. Outro paciente e um argentino de cinquenta e um anos que mora em Brasília chegou recentemente da Europa deu entrada no hospital sírio-libanês alegando sintomas do vírus em relação a primeira paciente do DF diagnosticada com o novo coronavírus estado de saúde dela ainda é grave. Segundo o último boletim médico, a mulher de cinquenta e dois anos segue em isolamento na UTI do Hospital Regional da Asa Norte e sedada o Distrito Federal é a segunda unidade da Federação com maior número de pacientes com suspeita da doença atrás, apenas de São Paulo.