Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/07/2020 às 21h35

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, foi diagnosticado covid-19 nesta terça-feira, 14, e está internado no Hospital Sírio-Libanês, com quadro de pneumonia leve. Antes, ele havia se colocado em isolamento pois esteve no último dia 3 com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que anunciou no dia 7 ter contraído a doença. Como tem 64 anos, pertence a grupo de risco da doença. Ele apresenta sintomas que incluem indisposição e febre. Skaf já havia feito dois exames – tanto o testes molecular quando o rápido – na sexta-feira da semana passada e obteve resultado negativo. Mas, diante do aparecimento de sintomas, foi orientado a refazer os exames. No hospital, Skaf está sendo acompanhado pelos médicos José Medina e David Uip e Roberto Kalil Filho. O empresário, que é filiado ao MDB já disputou o governo de São Paulo em 2010, pelo PSB, e em 2014, por seu partido atual. Desde as últimas eleições gerais, em 2018, tornou-se um aliado de Bolsonaro no Estado e emite críticas ao governador João Doria (PSDB).

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/07/2020 às 19h40

O resultado de uma pesquisa realizada pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) divulgado hoje (14) mostrou que a procura por cirurgias eletivas urológicas caiu 50% na pandemia. Ao todo foram ouvidos 766 urologistas associados à SBU. Desses, cerca de 90% afirmou que houve uma redução em 50% as cirurgias eletivas, e 54,8% relatou que diminuíram pela metade as cirurgias de emergências. Esse panorama preocupou os especialistas, visto que os homens, normalmente, tendem a cuidar menos da saúde, quando comparados às mulheres. Agora eles podem estar postergando o tratamento pelo receio de contraírem a covid-19. "Os efeitos da pandemia sobre a saúde do homem ultrapassaram, de longe, os limites da agressividade desta doença, por atingir outras áreas de vital importância física, psicológica e social. Particularizando a Urologia, pesquisa da SBU que avaliou o atendimento da especialidade, mostrou alarmantes resultados relativos à diminuição assistencial. Mais da metade dos pacientes que necessitavam de tratamento cirúrgico e, o que é mais grave, de emergências, deixaram de ser operados", alerta o ressalta o presidente da SBU, professor Antônio Carlos de Lima Pompeo. A SBU destaca que a pandemia não pode interromper os tratamentos em andamentos, tampouco as cirurgias essenciais, que podem trazer sérios danos à saúde, caso sejam adiadas por período indeterminado. Principais problemas que não podem esperar Câncer de próstata O câncer de próstata é silencioso, mas, se tratado no início, as chances de cura beiram os 90%. A detecção pode ser feita por meio de um exame de toque retal e dosagem de PSA no sangue. Os especialistas afirmam que os exames complementares como a biópsia para confirmação da doença, não podem esperar. ISTs São infecções sexualmente transmissíveis causadas por vírus e bactérias durante o sexo, quando o preservativo é dispensado. Esses casos também são urgentes. Câncer de testículo Trata-se do câncer mais comum entre homens de 20 e 40 anos. Cerca de 95% desse tipo de câncer tem cura, mas é importante ficar de olho em alterações na bolsa escrotal, especialmente em crianças. Câncer de pênis. Esse tipo de câncer acomete, principalmente, homens com mais de 50 anos. Dentre as principais causas estão as doenças sexualmente transmissíveis, a má higiene e a presença de fimose, portanto, é possível fazer a prevenção de forma simples, apenas usando camisinha e mantendo a higiene em dia. Hiperplasia benigna da próstata Essa alteração está relacionada ao envelhecimento, genética e presença de hormônios sexuais. Os principais sintomas são a diminuição da frequência urinária, diminuição da força e do calibre do jato urinário, vontade de urinar diversas vezes à noite, entre outros. Carlos Bautzer, médico urologista do Hospital Sírio-Libanês e professor da Faculdade de Medicina do ABC (SP), explica que, embora seja uma doença benigna, o quadro pode se agravar e trazer sérias complicações. "A hiperplasia prostática, apesar de benigna, pode atrapalhar a saída da urina por abraçar a uretra. Dependendo do grau de obstrução, pode levar a acúmulo de urina na bexiga, levando a infecções, cálculos na bexiga e até insuficiência renal em casos extremos", diz. "Nesses casos, como as vezes os sintomas são somente urinários, é necessária uma avaliação mais aprofundada para ter certeza que não estamos em alguma das situações anteriores", completa o urologista. Segundo os especialistas, metade dos homens acima dos 50 anos terão esta alteração. Já aos 90 anos, a incidência sobe para 80%, ou seja, quase todos os homens que chegarem nessa idade passarão por isso. Incontinência urinária Segundo a SBU, no Brasil, 15% dos homens, acima de 40 anos, apresentam incontinência urinária (vazamento da urina). A pessoa com esse problema pode fazer xixi na roupa a qualquer momento, porque não consegue segurar. Esse sintoma gera ansiedade, depressão, redução na produtividade no trabalho e afastamento até do parceiro (por vergonha). Por isso o paciente não pode esperar a pandemia acabar para buscar ajuda. Além disso, é possível fazer fisioterapia e até intervenções cirúrgicas, dependendo do caso. Bexiga hiperativa É a necessidade urgente de urinar, quando a pessoa não consegue segurar. Esse problema é relativamente simples e o tratamento baseia-se, principalmente, em mudanças comportamentais que possam estar contribuindo para o quadro.

CALDEIRÃO POLÍTICO
Data Veiculação: 14/07/2020 às 13h18

Reprodução O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso Eduardo Botelho está internado no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo. Apesar do teste ainda não ter ficado pronto, o parlamentar decidiu ir para São Paulo após agravamento dos sintomas. Segundo apurado, ele foi atendido pelo médico Dr. kalil Filho, já realizou exames e está em um quarto em observação. “Ele participará ativamente das sessões plenárias de forma remota, bem como das deliberações pertinentes à pauta da ALMT”, informa o legislativo. Os deputados estaduais Walmir Moretto (PRB), Wilson Santos (PSBD), Max Russi (PSB), Paulo Araújo (PP), Faissal Calil (PV) e Thiago Silva (MDB) também já foram diagnosticados com covid-19. Ontem (13) o presidente do TCE-MT Guilherme Maluf também foi para São Paulo em busca de tratamento após exame de tomografia confirmar o diagnóstico de covid-19. Câmara Municipal de Cuiabá A Câmara Municipal de Cuiabá confirmou hoje (14) que o vereador Ricardo Saad (PSDB) testou positivo para o novo coronavírus (Covid-19). Ele é o sexto parlamentar de Cuiabá infectado pelo novo coronavírus. O parlamentar está em isolamento domiciliar desde a semana passada, após realização de uma tomografia computadorizada, a qual apontou o comprometimento de uma pequena parte do pulmão. Sem sintomas, a tomografia só foi realizada como precaução, uma vez que ele se submeteu a um procedimento na coluna. "Saad já está sendo medicado e se recupera em casa", informa a assessoria de imprensa da Câmara. Os vereadores Marcrean Santos (Progressista), Orivaldo da Farmácia (Progressistas), Juca do Guaraná Filho (MDB), Chico 2000 (PL) e Marcos Veloso (PV) também contraíram covid-19.

REUTERS BRASIL ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/07/2020 às 12h36

SÃO PAULO (Reuters) - O reforço no uso dos equipamentos de proteção individual e o cuidado redobrado com a higienização constante tornaram-se parte da rotina dos profissionais de saúde em meio à pandemia, mas para alguns outras novidades foram acrescentadas ao dia a dia: aferição da temperatura, consultas médicas periódicas e preenchimento de um diário sobre o estado de saúde. Essas são algumas das novas responsabilidades de médicos do Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que participam como voluntários nos testes de uma potencial vacina contra a Covid-19 e que também tiveram de se adaptar ao “novo normal” que a pandemia tem imposto aos hospitais. “As cirurgias eletivas foram quase todas canceladas. Então a gente está trabalhando com urgências”, disse à Reuters o residente em cirurgia pediátrica do Hospital São Paulo Luiz Augusto Rizzo, de 29 anos, um dos 2 mil voluntários que participam do teste com a potencial vacina, desenvolvida em conjunto entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, em São Paulo. “Em termos pessoais, é de casa para o hospital, do hospital para casa, não tenho feito mais nada além disso, estou sem ver os meus pais, mas essa parte acho que está igual para todo mundo”, afirmou. Rizzo conta que, como um dos primeiros voluntários a receber a injeção —que pode ser da potencial vacina contra a Covid ou de uma imunização similar no modelo de ensaio clínico conhecido como duplo cego— ele tem de medir sua temperatura ao menos uma vez por dia, preencher online um diário sobre seu estado, estar à disposição dos pesquisadores para consultas periódicas e informá-los sobre quaisquer alterações. Além disso, a pandemia também fez com que tivesse de fazer uma mudança no apartamento em que mora, na zona sul de São Paulo próximo ao hospital, criando um novo ambiente no local. “Quando chego em casa, já tiro a roupa, deixo no cantinho do Covid aqui, o tênis também, sapato. E aí já higienizo celular, carteira, tudo com álcool 70, deixo no cantinho um tempinho e vou para o banho. Saindo do banho, vida normal”, disse. A candidata a vacina de Oxford começou a ser testada no Brasil na semana do dia 22 de junho. Além dos 2 mil voluntários em São Paulo, onde o ensaio é financiado pela Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann, também participarão voluntários no Rio de Janeiro, onde os testes serão bancadas pela Rede D’Or de hospitais, e em um local a ser definido na Região Nordeste. Todo o estudo no Brasil será liderado pela Unifesp. A candidata a vacina já passou pelas Fases 1 e 2 de testes em seres humanos —que visam indicar se representam riscos— e os testes em andamento na Unifesp estão na Fase 3 —que busca determinar sua eficácia para permitir seu registro junto às autoridades e consequente aplicação na população. Caso a vacina se mostre eficaz contra a Covid-19, doença na qual o Brasil só fica atrás dos Estados em número de infectados e mortos, o Ministério da Saúde já firmou acordo para que seja produzida localmente. ESPERA DE UM ANO Os voluntários serão acompanhados por um ano, mas resultados preliminares podem sair antes desse prazo e indicar que a vacina é eficiente, como explicou em entrevista recente à Reuters a reitora da Unifesp, Soraya Smaili. [nL1N2E12YL] Mas, para os profissionais que participaram dos testes, mesmo um resultado antecipado sobre a eficácia da vacina não abreviará a resposta ao que hoje é um mistério: eles tomaram a vacina contra Covid-19 ou receberam a similar? “Não necessariamente para sair a vacina vai demorar um ano, mas para eu saber se eu fui vacinado para o Covid ou não, vou demorar um ano para saber”, explicou Rizzo. Assim como o residente em cirurgia pediátrica, o hematologista Vinicius Molla, 33 anos, ficou sabendo dos testes pelos colegas infectologistas. Molla, que além de trabalhar no Hospital São Paulo atua no Hospital Sírio-Libanês, principalmente na área de transplantes de medula, teve um motivo bastante especial para decidir participar. “Primeiro a vontade de ajudar o estudo clínico. Eu faço estudo clínico, sei da dificuldade de conseguir voluntários para participar”, contou ele, cuja esposa também é médica e também voluntária no estudo clínico da potencial vacina de Oxford. “A qualidade do estudo é muito boa. É muito bem desenhado”, elogiou Molla, que em breve deixará temporariamente o setor de hematologia para atuar na enfermaria que atende os pacientes com Covid-19 no Hospital São Paulo. O fato de a vacina de Oxford —apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a mais avançada em estudo contra a Covid-19 no mundo— ter se mostrado segura nos testes anteriores também foi um atrativo para participar dos testes e é um indicador de que ela pode ser bem-sucedida, disse o hematologista. Caso isso aconteça, os voluntários que ficaram no chamado grupo controle, ou seja, não receberam a vacina contra Covid-19, mas uma similar, receberão a vacina contra a doença respiratória causada pelo novo coronavírus. Até lá, termômetro na mão, diário preenchido e olho no calendário para não perder o prazo das consultas com os pesquisadores. “Minha próxima visita é daqui a um mês”, conta Molla que, assim como Rizzo, e num provável sinal positivo para o estudo, até agora não apresentou nenhuma reação ou alteração ou sintoma.

MT HOJE
Data Veiculação: 14/07/2020 às 11h16

O Sírio-Libanês é um centro de referência internacional em saúde, aliando corpo clínico multidisciplinar a tecnologias de última geração Da Redação Após apresentar sintomas para o novo coronavírus, o presidente da Assembléia Legislativa Deputado Eduardo Botelho (DEM) foi internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, com sintomas de falta de ar e dor na garganta, o parlamentar fez o exame para diagnóstico da Covid-19, mas preferiu procurar o hospital por ter um quadro clínico de asma. Em exames foi comprovado um pequeno grau de comprometimento pulmonar, com isso resolveu fazer um chek-up na capital paulista, em um dos principais hospitais de referência do país.

GAZETA DIGITAL/A GAZETA/CUIABÁ
Data Veiculação: 14/07/2020 às 10h57

A vice-presidente da Assembleia, Janaina Riva (MDB), convocou uma sessão extraordinária às 14 horas desta terça-feira (14) para iniciar o processo de apreciação do projeto de Lei que garantirá o pagamento de profissionais da Saúde que atuam para o Estado sem vínculo empregatício, e que tenha sido afastado das funções por contaminação da coivd-19. O pedido partiu do presidente Eduardo Botelho (DEM), que se encontra hospitalizado no hospital Sírio-Libanês em São Paulo, com sintomas da covid-19. Ele está com 50% do pulmão comprometido. “O Botelho não para. Ele me pediu para convocar essa extraordinária para votar logo esse projeto de Lei para os profissionais da Saúde. Então estou convocando os deputados estaduais para esta sessão”, disse Janaina ao . O projeto é de autoria do governo Mauro Mendes (DEM), que decidiu encaminhar o projeto ao Legislativo após uma denúncia de um técnico de enfermagem que atuou no hospital Regional de Colíder, ala destinada ao covid-19 e se contaminou pelo novo coronavírus, e não recebeu pelos dias afastados. O projeto pretende dar maior segurança aos profissionais que estão trabalhando nas áreas de atendimento ao covid-19 do governo do Estado. “Se o profissional se contaminar por covid-19 e se afastar por 14 dias, para sua recuperação, ele passará a receber do Estado o mesmo número de plantão que ele fez nos últimos 14 dias”, disse. Apesar da proposta, a tendência é que os deputados modifiquem o projeto, ampliando o recebimento aos profissionais que forem afastado por covid-19, receba até o final do tratamento e não apenas por 14 dias. Atualmente esses profissionais recebem por plantão e que não existe um vinculo empregatício. Ele justificou que secretaria de Estado de Saúde (SES) não remunerou o servidor contaminado, porque não existe legislação que permite o pagamento. “O gestor não vai pagar algo que não tenha amparo legal. Porque se atestar um pagamento de alguém que não trabalhou em desacordo com a Lei, pode responder por isso”, explica. A denúncia foi feita pelo técnico de enfermagem Fernandes Aquino, após a SES se negar a pagar pelos dias em que ele está se recuperando afastado nas funções. A denúncia foi feita na rede social do trabalhador. De acordo com a narrativa do técnico, ele foi contratado em abril para trabalhar em regime de plantão no combate a covid-19. Fernandes já atua no hospital há anos e agora fez o seletivo para o contrato emergencial aberto por conta da pandemia. “Entrei nesse contrato em 29 de abril de 2020. Trabalhei um plantão no mês 4, no mês 5 eu fiz 14 plantões e no mês 6 fiz 14 plantões. No sábado passado (6), eu me senti mal, fiz exame e constatado que 25% do meu pulmão está com covid”, explicou. “Comuniquei meu RH e o RH de Cuiabá, que eu estaria de atestado de 14 dias para tratamento de covid. A Secretaria do Estado e do hospital me informaram que esses dias de atestado eu não vou receber. Que eu sou regime de plantão e não tenho direito de receber”, contextualiza o servidor. O homem está em casa se recuperando e a esposa também está doente. Ele relata que colegas morreram de covid no fim de semana por falta de atendimento e medicamento.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/07/2020 às 10h08

O reforço no uso dos equipamentos de proteção individual e o cuidado redobrado com a higienização constante tornaram-se parte da rotina dos profissionais de saúde em meio à pandemia, mas para alguns outras novidades foram acrescentadas ao dia a dia: aferição da temperatura, consultas médicas periódicas e preenchimento de um diário sobre o estado de saúde. Essas são algumas das novas responsabilidades de médicos do Hospital São Paulo, ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que participam como voluntários nos testes de uma potencial vacina contra a covid-19 e que também tiveram de se adaptar ao "novo normal" que a pandemia tem imposto aos hospitais. "As cirurgias eletivas foram quase todas canceladas. Então a gente está trabalhando com urgências", disse à Reuters o residente em cirurgia pediátrica do Hospital São Paulo Luiz Augusto Rizzo, de 29 anos, um dos 2 mil voluntários que participam do teste com a potencial vacina, desenvolvida em conjunto entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, em São Paulo. "Em termos pessoais, é de casa para o hospital, do hospital para casa, não tenho feito mais nada além disso, estou sem ver os meus pais, mas essa parte acho que está igual para todo mundo", afirmou. Rizzo conta que, como um dos primeiros voluntários a receber a injeção — que pode ser da potencial vacina contra a covid ou de uma imunização similar no modelo de ensaio clínico conhecido como duplo cego — ele tem de medir sua temperatura ao menos uma vez por dia, preencher online um diário sobre seu estado, estar à disposição dos pesquisadores para consultas periódicas e informá-los sobre quaisquer alterações. Além disso, a pandemia também fez com que tivesse de fazer uma mudança no apartamento em que mora, na zona sul de São Paulo próximo ao hospital, criando um novo ambiente no local. "Quando chego em casa, já tiro a roupa, deixo no cantinho do covid aqui, o tênis também, sapato. E aí já higienizo celular, carteira, tudo com álcool 70, deixo no cantinho um tempinho e vou para o banho. Saindo do banho, vida normal", disse. A candidata a vacina de Oxford começou a ser testada no Brasil na semana do dia 22 de junho. Além dos 2 mil voluntários em São Paulo, onde o ensaio é financiado pela Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann, também participarão voluntários no Rio de Janeiro, onde os testes serão bancadas pela Rede D'Or de hospitais, e em um local a ser definido na Região Nordeste. Todo o estudo no Brasil será liderado pela Unifesp. A candidata a vacina já passou pelas Fases 1 e 2 de testes em seres humanos — que visam indicar se representam riscos — e os testes em andamento na Unifesp estão na Fase 3 — que busca determinar sua eficácia para permitir seu registro junto às autoridades e consequente aplicação na população. Caso a vacina se mostre eficaz contra a covid-19, doença na qual o Brasil só fica atrás dos Estados em número de infectados e mortos, o Ministério da Saúde já firmou acordo para que seja produzida localmente. Espera de um ano Os voluntários serão acompanhados por um ano, mas resultados preliminares podem sair antes desse prazo e indicar que a vacina é eficiente, como explicou em entrevista recente à Reuters a reitora da Unifesp, Soraya Smaili. Mas, para os profissionais que participaram dos testes, mesmo um resultado antecipado sobre a eficácia da vacina não abreviará a resposta ao que hoje é um mistério: eles tomaram a vacina contra Covid-19 ou receberam a similar? "Não necessariamente para sair a vacina vai demorar um ano, mas para eu saber se eu fui vacinado para o Covid ou não, vou demorar um ano para saber", explicou Rizzo. Assim como o residente em cirurgia pediátrica, o hematologista Vinicius Molla, 33 anos, ficou sabendo dos testes pelos colegas infectologistas. Molla, que além de trabalhar no Hospital São Paulo atua no Hospital Sírio-Libanês, principalmente na área de transplantes de medula, teve um motivo bastante especial para decidir participar. "Primeiro a vontade de ajudar o estudo clínico. Eu faço estudo clínico, sei da dificuldade de conseguir voluntários para participar", contou ele, cuja esposa também é médica e também voluntária no estudo clínico da potencial vacina de Oxford. "A qualidade do estudo é muito boa. É muito bem desenhado", elogiou Molla, que em breve deixará temporariamente o setor de hematologia para atuar na enfermaria que atende os pacientes com covid-19 no Hospital São Paulo. O fato de a vacina de Oxford — apontada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a mais avançada em estudo contra a covid-19 no mundo — ter se mostrado segura nos testes anteriores também foi um atrativo para participar dos testes e é um indicador de que ela pode ser bem-sucedida, disse o hematologista. Caso isso aconteça, os voluntários que ficaram no chamado grupo controle, ou seja, não receberam a vacina contra covid-19, mas uma similar, receberão a vacina contra a doença respiratória causada pelo novo coronavírus. Até lá, termômetro na mão, diário preenchido e olho no calendário para não perder o prazo das consultas com os pesquisadores. "Minha próxima visita é daqui a um mês", conta Molla que, assim como Rizzo, e num provável sinal positivo para o estudo, até agora não apresentou nenhuma reação ou alteração ou sintoma.

GAZETA DIGITAL/A GAZETA/CUIABÁ
Data Veiculação: 14/07/2020 às 10h03

Presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM) está internado no hospital Sírio-Libanês em São Paulo após os sintomas da covid-19 terEM se intensificado na noite desta segunda-feira (13). Mesmo sem o resultado oficial do exame para testar se foi infectado ou não, o deputado foi convencido pelos seus familiares a buscar tratamento em São Paulo. Eduardo foi atendido pelo doutor Roberto Kalil Filho e passou por uma bateriade exames. Agora o parlamentar está em observação em um quarto. Por meio de nota a assessoria da Assembleia informou que Botelho realizou um check-up,e, que mesmo assim, “ele participará ativamente das sessões plenárias de forma remota, bem como das deliberações pertinentes à pauta da ALMT”, diz trecho da nota. Com isso, o deputado estadual João Batista (PROS) presidirá a sessão desta quarta-feira (15). Ontem, o presidente o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Guilherme Maluf confirmou que está infectado pela covid-19. A assessoria da Corte de Contas explicou que, apesar do exame PCR de Maluf ficar pronto somente nesta terça-feira (14), “os exames preliminares de Tomografia Computadorizada já confirmaram o diagnóstico”. O conselheiro já iniciou o tratamento em um hospital na cidade de São Paulo e a sessão do TCE desta terça foi cancelada. Botelho pode ser o 7º parlamentar infectado. Os deputados estaduais Wilson Santos (PSBD), Max Russi (PSB),Paulo Araújo (PP), Faissal Calil(PV), Walmir Moretto (PRB) e Thiago Silva (MDB) já foram diagnosticados. Já no Executivo estadual, além do governador Mauro Mendes (DE), foram infectados os secretários Gilberto Figueiredo (Saúde), Allan Kardec (Cultura), a secretária-adjunta Laice Souza (comunicação) e o chefe de gabinete do governador, ‘Beto 2 a 1’.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/07/2020 às 09h36

Por Eduardo Simões SÃO PAULO (Reuters) - O reforço no uso dos equipamentos de proteção individual e o cuidado redobrado com a higienização constante tornaram-se parte da rotina dos profissionais de saúde em meio à pandemia, mas para alguns outras novidades foram acrescentadas ao dia a dia: aferição da temperatura, consultas médicas periódicas e preenchimento de um diário sobre o estado de saúde. Essas são algumas das novas responsabilidades de médicos do Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que participam como voluntários nos testes de uma potencial vacina contra a Covid-19 e que também tiveram de se adaptar ao "novo normal" que a pandemia tem imposto aos hospitais. "As cirurgias eletivas foram quase todas canceladas. Então a gente está trabalhando com urgências", disse à Reuters o residente em cirurgia pediátrica do Hospital São Paulo Luiz Augusto Rizzo, de 29 anos, um dos 2 mil voluntários que participam do teste com a potencial vacina, desenvolvida em conjunto entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, em São Paulo. "Em termos pessoais, é de casa para o hospital, do hospital para casa, não tenho feito mais nada além disso, estou sem ver os meus pais, mas essa parte acho que está igual para todo mundo", afirmou. Rizzo conta que, como um dos primeiros voluntários a receber a injeção --que pode ser da potencial vacina contra a Covid ou de uma imunização similar no modelo de ensaio clínico conhecido como duplo cego-- ele tem de medir sua temperatura ao menos uma vez por dia, preencher online um diário sobre seu estado, estar à disposição dos pesquisadores para consultas periódicas e informá-los sobre quaisquer alterações. Além disso, a pandemia também fez com que tivesse de fazer uma mudança no apartamento em que mora, na zona sul de São Paulo próximo ao hospital, criando um novo ambiente no local. "Quando chego em casa, já tiro a roupa, deixo no cantinho do Covid aqui, o tênis também, sapato. E aí já higienizo celular, carteira, tudo com álcool 70, deixo no cantinho um tempinho e vou para o banho. Saindo do banho, vida normal", disse. A candidata a vacina de Oxford começou a ser testada no Brasil na semana do dia 22 de junho. Além dos 2 mil voluntários em São Paulo, onde o ensaio é financiado pela Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann, também participarão voluntários no Rio de Janeiro, onde os testes serão bancadas pela Rede D'Or de hospitais, e em um local a ser definido na Região Nordeste. Todo o estudo no Brasil será liderado pela Unifesp. A candidata a vacina já passou pelas Fases 1 e 2 de testes em seres humanos --que visam indicar se representam riscos-- e os testes em andamento na Unifesp estão na Fase 3 --que busca determinar sua eficácia para permitir seu registro junto às autoridades e consequente aplicação na população. Caso a vacina se mostre eficaz contra a Covid-19, doença na qual o Brasil só fica atrás dos Estados em número de infectados e mortos, o Ministério da Saúde já firmou acordo para que seja produzida localmente. ESPERA DE UM ANO Os voluntários serão acompanhados por um ano, mas resultados preliminares podem sair antes desse prazo e indicar que a vacina é eficiente, como explicou em entrevista recente à Reuters a reitora da Unifesp, Soraya Smaili. [nL1N2E12YL] Mas, para os profissionais que participaram dos testes, mesmo um resultado antecipado sobre a eficácia da vacina não abreviará a resposta ao que hoje é um mistério: eles tomaram a vacina contra Covid-19 ou receberam a similar? "Não necessariamente para sair a vacina vai demorar um ano, mas para eu saber se eu fui vacinado para o Covid ou não, vou demorar um ano para saber", explicou Rizzo. Assim como o residente em cirurgia pediátrica, o hematologista Vinicius Molla, 33 anos, ficou sabendo dos testes pelos colegas infectologistas. Molla, que além de trabalhar no Hospital São Paulo atua no Hospital Sírio-Libanês, principalmente na área de transplantes de medula, teve um motivo bastante especial para decidir participar. "Primeiro a vontade de ajudar o estudo clínico. Eu faço estudo clínico, sei da dificuldade de conseguir voluntários para participar", contou ele, cuja esposa também é médica e também voluntária no estudo clínico da potencial vacina de Oxford. "A qualidade do estudo é muito boa. É muito bem desenhado", elogiou Molla, que em breve deixará temporariamente o setor de hematologia para atuar na enfermaria que atende os pacientes com Covid-19 no Hospital São Paulo. O fato de a vacina de Oxford --apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a mais avançada em estudo contra a Covid-19 no mundo-- ter se mostrado segura nos testes anteriores também foi um atrativo para participar dos testes e é um indicador de que ela pode ser bem-sucedida, disse o hematologista. Caso isso aconteça, os voluntários que ficaram no chamado grupo controle, ou seja, não receberam a vacina contra Covid-19, mas uma similar, receberão a vacina contra a doença respiratória causada pelo novo coronavírus. Até lá, termômetro na mão, diário preenchido e olho no calendário para não perder o prazo das consultas com os pesquisadores. "Minha próxima visita é daqui a um mês", conta Molla que, assim como Rizzo, e num provável sinal positivo para o estudo, até agora não apresentou nenhuma reação ou alteração ou sintoma.

PORTAL A CRÍTICA/MANAUS
Data Veiculação: 14/07/2020 às 08h51

O reforço no uso dos equipamentos de proteção individual e o cuidado redobrado com a higienização constante tornaram-se parte da rotina dos profissionais de saúde em meio à pandemia, mas para alguns outras novidades foram acrescentadas ao dia a dia: aferição da temperatura, consultas médicas periódicas e preenchimento de um diário sobre o estado de saúde. Essas são algumas das novas responsabilidades de médicos do Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que participam como voluntários nos testes de uma potencial vacina contra a Covid-19 e que também tiveram de se adaptar ao “novo normal” que a pandemia tem imposto aos hospitais. “As cirurgias eletivas foram quase todas canceladas. Então a gente está trabalhando com urgências”, disse à Reuters o residente em cirurgia pediátrica do Hospital São Paulo Luiz Augusto Rizzo, de 29 anos, um dos 2 mil voluntários que participam do teste com a potencial vacina, desenvolvida em conjunto entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, em São Paulo. “Em termos pessoais, é de casa para o hospital, do hospital para casa, não tenho feito mais nada além disso, estou sem ver os meus pais, mas essa parte acho que está igual para todo mundo”, afirmou. Rizzo conta que, como um dos primeiros voluntários a receber a injeção —que pode ser da potencial vacina contra a Covid ou de uma imunização similar no modelo de ensaio clínico conhecido como duplo cego— ele tem de medir sua temperatura ao menos uma vez por dia, preencher online um diário sobre seu estado, estar à disposição dos pesquisadores para consultas periódicas e informá-los sobre quaisquer alterações. Além disso, a pandemia também fez com que tivesse de fazer uma mudança no apartamento em que mora, na zona sul de São Paulo próximo ao hospital, criando um novo ambiente no local. “Quando chego em casa, já tiro a roupa, deixo no cantinho do Covid aqui, o tênis também, sapato. E aí já higienizo celular, carteira, tudo com álcool 70, deixo no cantinho um tempinho e vou para o banho. Saindo do banho, vida normal”, disse. A candidata a vacina de Oxford começou a ser testada no Brasil na semana do dia 22 de junho. Além dos 2 mil voluntários em São Paulo, onde o ensaio é financiado pela Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann, também participarão voluntários no Rio de Janeiro, onde os testes serão bancadas pela Rede D’Or de hospitais, e em um local a ser definido na Região Nordeste. Todo o estudo no Brasil será liderado pela Unifesp. A candidata a vacina já passou pelas Fases 1 e 2 de testes em seres humanos —que visam indicar se representam riscos— e os testes em andamento na Unifesp estão na Fase 3 —que busca determinar sua eficácia para permitir seu registro junto às autoridades e consequente aplicação na população. Caso a vacina se mostre eficaz contra a Covid-19, doença na qual o Brasil só fica atrás dos Estados em número de infectados e mortos, o Ministério da Saúde já firmou acordo para que seja produzida localmente. Espera de um ano os voluntários serão acompanhados por um ano, mas resultados preliminares podem sair antes desse prazo e indicar que a vacina é eficiente, como explicou em entrevista recente à Reuters a reitora da Unifesp, Soraya Smaili. Mas, para os profissionais que participaram dos testes, mesmo um resultado antecipado sobre a eficácia da vacina não abreviará a resposta ao que hoje é um mistério: eles tomaram a vacina contra Covid-19 ou receberam a similar? “Não necessariamente para sair a vacina vai demorar um ano, mas para eu saber se eu fui vacinado para o Covid ou não, vou demorar um ano para saber”, explicou Rizzo. Assim como o residente em cirurgia pediátrica, o hematologista Vinicius Molla, 33 anos, ficou sabendo dos testes pelos colegas infectologistas. Molla, que além de trabalhar no Hospital São Paulo atua no Hospital Sírio-Libanês, principalmente na área de transplantes de medula, teve um motivo bastante especial para decidir participar. “Primeiro a vontade de ajudar o estudo clínico. Eu faço estudo clínico, sei da dificuldade de conseguir voluntários para participar”, contou ele, cuja esposa também é médica e também voluntária no estudo clínico da potencial vacina de Oxford. “A qualidade do estudo é muito boa. É muito bem desenhado”, elogiou Molla, que em breve deixará temporariamente o setor de hematologia para atuar na enfermaria que atende os pacientes com Covid-19 no Hospital São Paulo. O fato de a vacina de Oxford —apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a mais avançada em estudo contra a Covid-19 no mundo— ter se mostrado segura nos testes anteriores também foi um atrativo para participar dos testes e é um indicador de que ela pode ser bem-sucedida, disse o hematologista. Caso isso aconteça, os voluntários que ficaram no chamado grupo controle, ou seja, não receberam a vacina contra Covid-19, mas uma similar, receberão a vacina contra a doença respiratória causada pelo novo coronavírus. Até lá, termômetro na mão, diário preenchido e olho no calendário para não perder o prazo das consultas com os pesquisadores. “Minha próxima visita é daqui a um mês”, conta Molla que, assim como Rizzo, e num provável sinal positivo para o estudo, até agora não apresentou nenhuma reação ou alteração ou sintoma.