Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

BLOGS DO ESTADÃO
Data Veiculação: 09/07/2020 às 00h50

Além do Instituto Estadual do Cérebro no Rio (que testou com sucesso a transfusão de plasma com anticorpos de covid-19 por meio de parceria com a Hemorio e a UFRJ), experiência simultânea foi feita em São Paulo pelos hospitais Sírio-Libanês e Einstein. Todas com o mesmo tipo de pacientes: os semi-graves e graves. Segundo o infectologista Luiz Vicente Rizzo, do Einstein, essa primeira fase paulistana testou a segurança do uso. “Nenhum dos 70 pacientes, à beira de intubação, que tomaram o plasma quando indicado, precisou ser entubado”. E sobreviveram. A partir deste ponto, Esper Kallás, do Sírio e infectologista da USP, capitaneou o desenho de uma segunda fase, em curso há três semanas, “incluindo o HC de São Paulo, o HC de Ribeirão Preto, Unicamp e outra dezena de hospitais”, enumera Rizzo. Vão acompanhar grupos diferentes de pacientes para ter certeza de que esse número de sobreviventes “não é uma aberração estatística, fruto de experiências no Einstein e Sírio, que são dois hospitais onde para morrer você precisa pedir permissão”, destaca o médico. O carioca IEC, dirigido por Paulo Niemeyer, aplicou plasma em 113 pacientes que chegaram ao hospital ainda respirando sem aparelhos, e todos se salvaram. “Ainda que esse número não tenha significância estatística, recomendamos o método”, aponta o neurocirurgião. Um porém: usado durante a gripe espanhola, o processo do plasma é caro, segundo Rizzo. “Pegar o soro de alguém e injetar em outra pessoa inclui enorme rol de etapas. E nesse caminho, a primeira coisa é ter certeza de não causar dano ao paciente”. Sob nova direção Uma das principais orquestras do País, a Jazz Sinfônica Brasil passa a ser gerida pela Fundação Padre Anchieta. Fábio Borba e o maestro Fábio Prado – que este ano completa 15 anos como um dos regentes do grupo – compõem a direção. Long road Quem passar pelo vão do MASP entre os dias 13 e 19 de julho vai se deparar com capa gigante do emblemático Abbey Road dos Beatles. A ação é parte do mês do rock promovido pela secretaria municipal de Cultura. Lenda legenda O Conversa com Bial exibe hoje entrevista com John Legend. O cantor americano aponta que tanto Estados Unidos como o Brasil não têm respondido bem à pandemia. “Não posso falar sobre política brasileira, porque não conheço. Mas acho que ambos estão sofrendo com falta de boa lideranças”.

MSN BRASIL
Data Veiculação: 09/07/2020 às 00h00

Apesar de garantir que está “perfeitamente bem” no tratamento contra a covid-19, por tomar doses de hidroxicloroquina, o presidente Jair Bolsonaro precisa de avaliações cardiológicas devido ao uso do medicamento. Segundo o jornal O Globo, desde que foi diagnosticado com a doença, na última terça-feira, o mandatário teve de fazer duas baterias diárias de eletrocardiograma — exame que avalia a saúde cardiovascular e pode revelar anormalidades cardíacas — para monitorar possíveis efeitos colaterais da substância no coração. O procedimento é uma orientação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A entidade não recomenda o uso da hidroxicloroquina no combate ao novo coronavírus, mas diz que “para os pacientes que optarem pela realização do tratamento, que sejam realizados eletrocardiogramas”. De acordo com jornal, o monitoramento do coração de Bolsonaro tem sido diferente do que sugere a SBC. Pelas recomendações da instituição, os eletrocardiogramas para pacientes que são tratados à base de hidroxicloroquina devem ser feitos no primeiro, terceiro e quinto dias após a ingestão da primeira dose da substância, e não duas vezes por dia. Bolsonaro voltou a dizer que está “muito bem”, graças à medicação. “Aos que torcem contra a hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo”, afirmou nas redes sociais. Na publicação, voltou a dizer que não se pode “propagar o pânico” acerca da crise sanitária, pois isso “também leva à depressão e mortes”. Em estágio inicial da covid-19, ele aparenta não temer os efeitos da doença, mesmo sendo do grupo de risco, por ter 65 anos. Para o diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José David Urbaez, o mandatário ter reagido bem à medicação é algo a se comemorar. No entanto, destacou ser necessário bastante cuidado. “Isso é uma droga cardiotóxica. Quem utilizar essa substância pode ter arritmias cardíacas malignas, que muitas vezes evoluem para óbito. A prescrição desse remédio não encontra respaldo científico e não tem eficácia contra a covid-19 comprovada”, alertou Urbaez. Ele acrescentou que a doença pode ser perigosa depois da primeira semana de infecção. Apesar de ter sido diagnosticado há dois dias, o presidente tem sintomas há mais tempo. Na live da quinta-feira passada, na qual não usava máscara e era acompanhado por, pelo menos, seis pessoas, ele já estava tossindo. Depois, entre domingo e segunda-feira, teve dores musculares e febre. “É comum que a pessoa infectada persista com os sintomas, como dores musculares, febre e tosse seca, por algum tempo. Quando isso acontece, há uma piora entre o oitavo e o 12º dia, habitualmente”, destacou Urbaez. Infectologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, Alexandre Cunha reforçou que a resposta de cada organismo, ao ser exposto ao vírus, é individual. Por isso, no caso de Bolsonaro, o médico disse que é incerto afirmar que ele terá um quadro leve durante todo o curso da doença. “Alguns pacientes apresentam sintomas mais leves na primeira semana, mas que podem se intensificar na segunda semana. Ainda é cedo para fazer uma avaliação do quadro do presidente.” Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas (HFA), ressaltou que a covid-19 é uma doença bifásica. Segundo ele, a fase inicial vai até a primeira semana, com sintomas mais leves, como perda de paladar e febre. O perigo está a partir do sétimo dia, quando as complicações da enfermidade podem se agravar. “É necessário atenção por conta da idade dele. Após uma semana de infecção, começa a resposta sistêmica, na qual os pulmões podem ser acometidos, e o paciente tem falta de ar”, explicou.

CORREIO WEB/CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 09/07/2020 às 06h00

Após testar positivo para o novo coronavírus, Bolsonaro cancelou compromissos presenciais e está em isolamento no Palácio da Alvorada (foto: AFP / EVARISTO SA) Apesar de garantir que está “perfeitamente bem” no tratamento contra a covid-19, por tomar doses de hidroxicloroquina, o presidente Jair Bolsonaro precisa de avaliações cardiológicas devido ao uso do medicamento. Segundo o jornal O Globo, desde que foi diagnosticado com a doença, na última terça-feira, o mandatário teve de fazer duas baterias diárias de eletrocardiograma — exame que avalia a saúde cardiovascular e pode revelar anormalidades cardíacas — para monitorar possíveis efeitos colaterais da substância no coração. O procedimento é uma orientação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A entidade não recomenda o uso da hidroxicloroquina no combate ao novo coronavírus, mas diz que “para os pacientes que optarem pela realização do tratamento, que sejam realizados eletrocardiogramas”. De acordo com jornal, o monitoramento do coração de Bolsonaro tem sido diferente do que sugere a SBC. Pelas recomendações da instituição, os eletrocardiogramas para pacientes que são tratados à base de hidroxicloroquina devem ser feitos no primeiro, terceiro e quinto dias após a ingestão da primeira dose da substância, e não duas vezes por dia. Bolsonaro voltou a dizer que está “muito bem”, graças à medicação. “Aos que torcem contra a hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo”, afirmou nas redes sociais. Na publicação, voltou a dizer que não se pode “propagar o pânico” acerca da crise sanitária, pois isso “também leva à depressão e mortes”. Em estágio inicial da covid-19, ele aparenta não temer os efeitos da doença, mesmo sendo do grupo de risco, por ter 65 anos. Para o diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José David Urbaez, o mandatário ter reagido bem à medicação é algo a se comemorar. No entanto, destacou ser necessário bastante cuidado. “Isso é uma droga cardiotóxica. Quem utilizar essa substância pode ter arritmias cardíacas malignas, que muitas vezes evoluem para óbito. A prescrição desse remédio não encontra respaldo científico e não tem eficácia contra a covid-19 comprovada”, alertou Urbaez. Ele acrescentou que a doença pode ser perigosa depois da primeira semana de infecção. Apesar de ter sido diagnosticado há dois dias, o presidente tem sintomas há mais tempo. Na live da quinta-feira passada, na qual não usava máscara e era acompanhado por, pelo menos, seis pessoas, ele já estava tossindo. Depois, entre domingo e segunda-feira, teve dores musculares e febre. “É comum que a pessoa infectada persista com os sintomas, como dores musculares, febre e tosse seca, por algum tempo. Quando isso acontece, há uma piora entre o oitavo e o 12º dia, habitualmente”, destacou Urbaez. Infectologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, Alexandre Cunha reforçou que a resposta de cada organismo, ao ser exposto ao vírus, é individual. Por isso, no caso de Bolsonaro, o médico disse que é incerto afirmar que ele terá um quadro leve durante todo o curso da doença. “Alguns pacientes apresentam sintomas mais leves na primeira semana, mas que podem se intensificar na segunda semana. Ainda é cedo para fazer uma avaliação do quadro do presidente.” Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas (HFA), ressaltou que a covid-19 é uma doença bifásica. Segundo ele, a fase inicial vai até a primeira semana, com sintomas mais leves, como perda de paladar e febre. O perigo está a partir do sétimo dia, quando as complicações da enfermidade podem se agravar. “É necessário atenção por conta da idade dele. Após uma semana de infecção, começa a resposta sistêmica, na qual os pulmões podem ser acometidos, e o paciente tem falta de ar”, explicou.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 09/07/2020 às 06h00

Após alta provocada pelo novo coronavírus, a taxa de ocupação dos leitos privados na cidade de São Paulo começou a cair na segunda quinzena de junho, segundo análise feita pelo pesquisador Marcio Bittencourt, do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP. A pesquisa foi feita com hospitais privados selecionados na cidade, nos quais o pesquisador teve acesso à série histórica de dados de ocupação. O resultado da pesquisa é corroborado por estimativas do SindHosp. O sindicato de hospitais particulares afirma que a taxa de ocupação na Grande São Paulo está em queda e chegou a cerca de 45% do total dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta semana. A análise feita pelo professor Marcio Bittencourt mostra que, no município de São Paulo, houve queda na ocupação de leitos privados pela primeira vez a partir da segunda quinzena de junho. Sua análise leva em conta tanto UTIs quanto enfermarias. Alguns hospitais privados procurados pelo G1 confirmam que houve queda na ocupação de leitos para Covid-19. O Hospital Igesp, na região central da capital, disse que trabalha atualmente com ocupação de 60% nos leitos de UTI e 50% nos apartamentos. No dia 6 de junho, a ocupação chegou a ser de 90%. Já o Hospital Vila Nova Star tem uma média de 90% de ocupação na UTI e 70% nos leitos comuns. “Em meados de junho, esse percentual chegou a 100% de ocupação dos leitos de Covid-19", disse a assessoria de imprensa da unidade. O hospital São Luiz Unidade Jabaquara, que tem hoje 62% de ocupação, também chegou a ter períodos de 100% de ocupação da UTI no final de março e início de abril. Já o Sírio Libanês afirma que em nenhum momento atingiu 100% de ocupação, mas que os maiores índices ocorreram também no final de março e início de abril. Hoje, o local tem ocupação entre 50% e 87% do total, a depender do tipo de leito. Apesar de não divulgar quais hospitais fizeram parte de sua análise, Bittencourt afirma que os dados mostram uma queda geral, que não é concentrada em estabelecimentos específicos. “Há algumas semanas a ocupação de leitos privados estava num platô, não havia consistência de cair, às vezes, caía em um hospital e não em outro, então eu esperei bastante pra confirmar que havia uma queda sustentada”, destacou Bittencourt. Segundo ele, a queda poderia ter ocorrido antes e ter sido mais substancial se não fosse a procura de pacientes de fora da capital. “Não é possível calcular quanto, mas sabemos que há um percentual considerável de pacientes de fora da cidade, tem gente que vive na região metropolitana, mas o convênio só cobre hospital da capital, e tem gente que vem de fora da Grande SP”, avalia. “Não é possível calcular quanto, mas sabemos que há um percentual considerável de pacientes de fora da cidade, tem gente que vive na região metropolitana, mas o convênio só cobre hospital da capital, e tem gente que vem de fora da Grande SP”, avalia. Caso a pandemia avance muito rapidamente no interior do estado, a procura por leitos privados na capital pode aumentar, alerta o médico. “Se piorar no resto do estado, pode haver esse perfil de pacientes de fora aqui na capital. Enquanto eles tiverem vaga [no interior], virão para cá os pacientes que sempre vêm, mas se ficar sem vaga lá, vai aumentar [a procura na capital], porque é perto, é fácil de vir, e muito convênio cobre”, destaca. Leitos públicos e UTIs A análise feita com dados oficiais da Prefeitura de São Paulo também mostra queda na ocupação de leitos de hospitais municipais e de leitos de hospitais de campanha, mas a diminuição na ocupação não é homogênea. Segundo Bittencourt, a queda é lenta e gradual nos leitos privados e nos municipais, e mais rápida nos hospitais de campanha, que têm apenas leitos do tipo enfermaria. Bittencourt explica que a queda na taxa de ocupação dos hospitais de campanha ocorreu antes, a partir do final de maio. Para o médico, trata-se um movimento natural na gestão de leitos durante uma emergência sanitária. “O meu entendimento é que o hospital de campanha é uma reserva de emergência, que a gente usa quando precisa. Se tem leito disponível no hospital normal, você tira primeiro de hospital de campanha, não têm sentido pagar uma estrutura que não precisa ser usada. Se a gente tem onde internar nos públicos e vou esvaziando o de campanha”, afirma. Na análise apenas dos leitos de UTIs municipais, praticamente não há queda ainda, porque estes pacientes ficam mais tempo internados, de acordo com o médico. "Um paciente em UTI com coronavírus fica, em média 7, 14, até 21 dias internado. Uma vez que entra, demora a sair do aparelho, então o uso de UTIs, ele não cai junto com leitos. Tem um delay [atraso]. Pra começar a cair [o uso de leitos com equipamento de] ventilação demora mais. Eu não vejo a queda ainda, o que mostra que ainda estamos no começo da queda, não estamos no final da queda", explica. Mortes por semana em SP O estado de São Paulo registrou 36 mortes por Covid-19 a menos na última semana do que na semana anterior. O total de mortes por semana, no entanto, ainda está acima do verificado há duas semanas, quando houve uma alteração na tendência de desaceleração e os dados semanais bateram recordes. Foram 1.733 mortes na última semana, uma queda em relação à semana anterior, com 1.769, mas ainda muito acima do verificado antes do recorde de 1.913 mortes em sete dias. Antes desse recorde o valor se manteve em torno de 1,5 mil óbitos semanais por 3 semanas consecutivas. Embora já exista sinal de estabilidade de novos casos e mortes na capital, a doença continua avançando no interior do estado. Dos 645 municípios do estado, 599 já têm pelo menos um caso confirmado da doença. Neste domingo (5) a taxa de ocupação de leitos de UTI da Grande SP foi ligeiramente menor do que o registrado no resto do estado pela primeira vez.

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL
Data Veiculação: 09/07/2020 às 03h00

Alerta contra os efeitos colaterais Apoiadores foram, ontem, ao Palácio da Alvorada e oraram pela recuperação do presidente » AUGUSTO FERNANDES » INGRID SOARES Apesar de garantir que está “perfeitamente bem” no tratamento contra a covid-19, por tomar doses de hidroxicloroquina, o presidente Jair Bolsonaro precisa de avaliações cardiológicas devido ao uso do medicamento. Segundo o jornal O Globo, desde que foi diagnosticado com a doença, na última terça-feira, o mandatário teve de fazer duas baterias diárias de eletrocardiograma — exame que avalia a saúde cardiovascular e pode revelar anormalidades cardíacas— para monitorar possíveis efeitos colaterais da substância no coração. O procedimento é uma orientação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A entidade não recomenda o uso da hidroxicloroquina no combate ao novo coronavírus, mas diz que “para os pacientes que optarem pela realização do tratamento, que sejam realizados eletrocardiogramas". De acordo com jornal, o monitoramento do coração de Bolsonaro tem sido diferente do que sugere a SBC. Pelas recomendações da instituição, os eletrocardiogramas para pacientes que são tratados à base de hidroxicloroquina devem ser feitos no primeiro, terceiro e quinto dias após a ingestão da primeira dose da substância, e não duas vezes por dia. Bolsonaro voltou a dizer que está "muito bem”, graças à medicação. “Aos que torcem contra a hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo”, afirmou nas redes sociais. Na publicação, voltou a dizer que não se pode “propagar o pânico” acerca da crise sanitária, pois isso “também leva à depressão e mortes”. Em estágio inicial da covid19, ele aparenta não temer os efeitos da doença, mesmo sendo do grupo de risco, por ter 65 anos. Para o diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José David Urbaez, o mandatário ter reagido bem à medicação é algo ase comemorar. No entanto, destacou ser necessário bastante cuidado. “Isso é uma droga cardiotóxica. Quem utilizar essa substância pode ter arritmias cardíacas malignas, que muitas vezes evoluem para óbito. A prescrição desse remédio não encontra respaldo científico e não tem eficácia contra a covid-19 comprovada”, alertou Urbaez. Ele acrescentou que a doença pode ser perigosa depois da primeira semana de infecção. Apesar de ter sido diagnosticado há dois dias, o presidente tem sintomas há mais tempo. Na live da quinta-feira passada, na qual não usava máscara e era acompanhado por, pelo menos, seis pessoas, ele jáestava tossindo. Depois, entre domingo e segunda-feira, teve dores musculares e febre. “É comum que a pessoa infectada persista com os sintomas, como dores musculares, febre e tosse seca, por algum tempo. Quando isso acontece, há uma piora entre o oitavo e o 12° dia, habitualmente”, destacou Urbaez. Infectologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, Alexandre Cunha reforçou que a resposta de cada organismo, ao ser exposto ao vírus, é individual. Por isso, no caso de Bolsonaro, o médico disse que é incerto afirmar que ele terá um quadro leve durante todo o curso da doença. “Alguns pacientes apresentam sintomas mais leves na primeira semana, mas que podem se intensificar na segunda semana. Ainda é cedo para fazer uma avaliação do quadro do presidente.” Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas tt Alguns pacientes apresentam sintomas mais leves na primeira semana, mas que podem se intensificar na segunda semana. Ainda é cedo para fazer uma avaliação do quadro do presidente" Alexandre Cunha, infectologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília (HFA), ressaltou que a covid-19 é uma doença bifásica. Segundo ele, a fase inicial vai até a primeira semana, com sintomas mais leves, como perda de paladar e febre. O perigo está a partir do sétimo dia, quando as complicações da enfermidade podem se agravar. “É necessário atenção por conta da idade dele. Após uma semana de infecção, começa a resposta sistêmica, na qual os pulmões podem ser acometidos, e o paciente tem falta de ar”, explicou.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | CADERNO 2
Data Veiculação: 09/07/2020 às 03h00

POLAROID J Vera Egito e Heitor Dhalia estão com três longas suspensos, em fase de pré-produção: Os Estudantes, de Vera, Grande Sertão: Veredas, com Guel Arraes, e Funk, de Heitor. Há ainda séries em andamento como a parceria com o Afro reggae e a segunda temporada do Arcanjo Renegado. “Na pandemia, nos1 concentramos no desenvolvimento de novos projetos", diz Dhalia, que acredita não haver lado bom nessa crise sanitária. “Não há como glamourizar o processo de escrita quando mais de 60 mil pessoas morreram no Brasil, mas é o que nos resta para não paralisar totalmente nossa atividade”, finaliza o cineasta, que está quase acabando livro sobre seu país A chef Silvia Percussi abriu a cozinha da sua casa para ensinar receitas práticas do dia a dia e até de pratos consagrados da Vinheira Percussi, uma vez por semana, em seu perfil pessoal no Instagram (@silvia_percussi). Enquanto o restaurante em Pinheiros, que completa 35 anos em julho, está fechado, atendendo somente delivery e take away, ela também tem participado de lives com colegas mulheres. RESPONSABILIDADE SOCIAL • A Coca-Cola disponibilizou sua malha de distribuição em prol do projeto Empresas do Bem, da Termocolor. Foram entregues 150 mil face shields em 17 estados. • Após converter hospedagens em cestas básicas, o Hotel Cristalino Lodge, na floresta amazônica, angaria fundos com cliques do fotógrafo João Paulo Krajewski. • ClosetBoBags, em seu site, está com a Venda do Bem em apoio à União Rio, Vai na Web e Instituto Dona de Si. Com itens da A.Brand e peças doadas por Malu Mader, Suzi Pires, entre outras. DIRETO DA FONTE SONIA RAC Y © BLog: estadao.com.br/diretodafonte Facebook: facebook.com/SoniaRacyEstadao Instagram: @colunadiretodafonte Colaboração Cecília Ramos cecilia.ramos@estadao.com Marcela Paes marcela.paes@estadao.com Plasma... ...direto na veia Além do Instituto Estadual do Cérebro no Rio (que testou com sucesso a transfusão de plasma com anticorpos de covid-19 por meio de parceria com a Hemorio e a UFRJ, em pacientes semi-graves e graves) , experiência igual foi feita em São Paulo pelos hospitais Síno-Libanês e Einstein. Segundo o infectologista Luiz Vicente Rizzo, do Einstein, essa primeira fase testou a segurança do uso. “Todos pacientes, à beira de intubação, que tomaram o plasma quando indicado, nenhum precisou ser entubado”. Somam 70. A partir da experiência, Esper Kallás, do Sírio e infectologista da USP, desenhou uma segunda fase em curso há três semanas, “incluindo o HC de São Paulo, o HC de Ribeirão Preto, Unicamp e outra dezena de hospitais”, enumera Rizzo. Vão acompanhar grupos diferentes de pacientes para ter certeza de que esse número de 70 sobreviventes “não é uma aberração estatística, fruto de experiências no Einstein Sírio, que são dois hospitais onde para morrer você precisa pedir permissão”, destaca o médico. O carioca IEC, dirigido por Paulo Niemeyer, aplicou plasma em 113 pacientes que chegaram ainda respirando sem aparelhos, e todos se salvaram. “Ainda que esse número não tenha significância estatística, recomendamos o método”. Um, porém: usado durante a gripe espanhola, o processo do plasma é caro. Pegaro soro de alguém e injetar em outra pessoa inclui enorme rol de processos. “Aprimeira coisa é ter certeza de não causar dano ao paciente”. Sob nova direção Uma das principais orquestras do País, a Jazz Sinfônica Brasil passa a ser gerida pela Fundação Padre Anchieta. Fábio Borba e o maestro Fábio Prado que este ano completa 15 anos como um dos regentes do grupo compõem a direção. Longroad Quem passar pelo vão do MASP entre os dias 13 e 19 dejulhovai se deparar com capa gigante do emblemático AbbeyRoad dos Beatles. A ação é parte do mês do rock promovido pela secretaria municipal de Cultura. Lenda legenda O Conversa com Bial exibe hoje entrevista com John Legend. O cantor americano aponta que tanto Estados Unidos como o Brasil não têm respondido bem à pandemia. “Não posso falar sobre política brasileira, porque não conheço. Mas acho que ambos estão sofrendo com falta de boa lideranças”.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 09/07/2020 às 03h00

Infectados do alto escalão da política Jair Bolsonaro anunciou teste positivo na terça (7) Davi Alcolumbre preside o Senado e o Congresso Wilson Witzel (PSC) governador do Rio de Janeiro Augusto Heleno Segurança Institucional Carlos Moisés (PSL) governador de Santa Catarina Helder Barbalho (MDB) governador do Pará Coronavírus já infectou quase 50 na cúpula da política Doença já atingiu dois ministros de estado, oito dos 27 governadores e pelo menos cinco prefeitos de capitais sé Gentil (Republicanos-MA), 8o, em 15 de junho. Alguns prefeitos de cidades do interior também morreram, entre eles dois de São Paulo: Rodrigo Aparecido Santana Rodrigues (DEM), 35, de Santo Antônio do Aracanguá, no dia 26, e Antônio Carlos Vaca (PSDB), 73, de Borebi, no dia 20. Nesta quarta-feira (8) morreu, também em decorrência da Covid-19, o prefeito de Santana do Ipanema (AL), Isnaldo Bulhões (MDB), 78. Não há, por ora, registro público de que algum dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal tenha contraído o novo coronavírus. Veja a seguir lista de políticos infectados. * Executivo federal Jair Bolsonaro, presidente da República Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional Bento Albuquerque, ministro das Mi nas e Energia Governadores Wilson Witzel (PSC-RJ) Helder Barbalho (MDB-PA) Renan Filho (MDB-AL) Paulo Câmara (PSB-PE) Antonio Denarium (PSL-RR) Renato Casagrande (PSB-ES) Carlos Moisés (PSL-SC) Mauro Mendes (DEM-MT) Prefeitos de capital Roberto Cláudio (PDT), de Fortaleza Edvaldo Nogueira (PDT), de Aracaju Arthur Virgílio Neto (PSDB), de Manaus Bruno Covas (PSDB), de São Paulo Firmino Filho (PSDB), de Teresina Ranier Bragon brasília Ao menos 7% d as pessoas que ocupam os principais cargos políticos do país já foram contaminadas com a Covid-19. Além do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), 65, que anunciou na terça-feira (7) estar com a doença, o coronavírus já infectou dois ministros de Estado, 8 dos 27 governadores, cinco prefeitos de capital e pelo menos 31 dos 594 deputados federais e senadores. Até o momento, a maioria desses 47 políticos afirma já ter se curado. Náo houve mortes no grupo. Entre os pelo menos23 que se infectaram na Câmara, está o deputado federal Christino Aureo (PP-RJ), que anunciou o resultado positivo em 24 de junho, nas redes sociais. Dois dias depois, também na internet, registrou a morte do pai, vítima do novo coronavírus. “Amigas e amigos, comunico que, apesar de toda a luta, hoje meu pai fez a sua passagem. Tenho convivido ao longo da minha vida com muitas pessoas e aprendido com elas, mas foi com meu pai que aprendi as bases de tudo o que eu sou”, escreveu o deputado. Outro, o deputado Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ), negacionista das teses mais consensuais da ciência relativas à doença, diz que chegou a pensar em gravar um vídeo de despedida da família, conforme relatou a coluna PaineL Um dos mais recentes a anunciar ter contraído a doença, o deputado Wladimir Garotinho (PSD-RJ), que é jovem (tem 35 anos), foi um dos que comentaram o anúncio feito por Bolsonaro na terça. “Como sabem, superei a Covid19. Mesmo com sintomas moderados, foi difícil suportar as dores e o isolamento to tal. Náo deseje esse mal a ninguém. Por mais que ele tenha zombado da doença, talvez agora repense atitudes. Deus abençoe o chefe do poder em exercício no Brasil.” No Senado, oito parlamentares tiveram a confirmação da Covid-19, entre eles o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), 43, um dos primeiros a se contagiar. Ele já está recuperado. Dos governadores, o mais recente a anunciar teste positivo foi o de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), 52, no dia i° de julho. Entre os prefeitos de capital, os tucanos Bruno Covas (São Paulo), 40, e Arthur Virgílio Ne to (Manaus), 74, estão entre os que foram infectados. Responsável por uma das cidades mais afetadas no país pela Covid, Virgílio foi transferido na segunda-feira (6) para o hospital Sírio-Libanês, em Sào Paulo, após seis dias de internação. Em vídeo divulgado em um leito do hospital paulistano, na noite de terça, o tucano disse que a fase pior já passou. “Agora é ter paciência, fazer fisioterapia, tomar os remédios adequados e voltar para a luta, que é o que desejo.” Até agora, dois deputados estaduais morreram vítimas da Covid-19: Gil Vianna (PSLRJ), 54, no dia 19 de maio, e J o - Senadores Davi Alcolumbre (DEMAP), Nelsinho Trad (PSDMS), Prisco Bezerra (PDTCE), Mara Gabritli (PSDBSP), Rogério Carvalho (PTSE), Carlos Fávaro (PSD-MT), Jayme Campos (DEM-MT) Deputados federais Roberto Pessoa (PSDB-CE), Silas Câmara (RepublicanosAM), Ricardo Barros (PP-PR), Marx Beltrão (PSD-AL), Luiz Lima (PSL-RJ), Daniel Freitas (PSL-SC), Aluisio Mendes (Pode-MA), Misael Varela (PSD-MG), Luís Tibé (AvanteMG), Pastor Eurico (PatriotaPE), Cezinha de Madureira (PSD-SP), General Girão (PSLRN), José Priante (MDBPA), Elcione Barbalho (MDBPA), Diego Andrade (PSDMG), Daniel Silveira (PSL-RJ), Sóstenes Cavalcanti (DEMRJ), Junior Bozzella (PSL-SP) Mareio Marinho (Republicanos-BA), Wladimir Garotinho (PSD-RJ), Fabio Reis (MDB-SE), Evandro Roman (Patriota-PR) e Christino Aureo (PP-RJ)