Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/06/2020 às 20h54

Aplicações desenvolvidas por times de TI e UX do Itaú permitirão controle apurado de leitos de UTI e EPIs, além de ajudar no diagnóstico mais ágil da covid-19 Ter acesso a dados confiáveis de forma ágil é o primeiro passo para tomar boas decisões. Essa foi a aposta do conselho de especialistas que gerencia os recursos do Todos pela Saúde quando decidiu investir em aplicativos que mostram os recursos disponíveis em cada local ou ajudam no diagnóstico rápido de pacientes com covid-19. A tecnologia auxiliará o comitê e, principalmente, profissionais de saúde e gestores públicos para enfrentar o novo coronavírus e seus efeitos sobre a sociedade. “Assim que o Todos pela Saúde foi lançado, colocamos nossas equipes de tecnologia e UX (experiência do usuário) à disposição do grupo de especialistas em saúde, pois entendemos que um dos aspectos mais relevantes no combate ao novo coronavírus é a capacidade dos órgãos de saúde se organizarem em torno dos dados disponíveis. Em tempo recorde conseguimos criar soluções que devem contribuir no combate mais imediato ao vírus e ficarão ainda como legado para as secretarias de saúde e hospitais pelo Brasil”, explica Ricardo Guerra, CIO do Itaú Unibanco. App Todos pela Saúde: banco de dados e simulação O aplicativo Todos Pela Saúde, que já passou por uma fase piloto para testes, coletará dados para mostrar o número e o tipo de leitos disponíveis, além da quantidade de equipamentos hospitalares e de proteção individual em até 1300 hospitais brasileiros. Em breve, também aparecerão dados sobre os profissionais de saúde em cada unidade hospitalar, cidade e estado brasileiro. Essas informações também serão a base para o Covid Simulator, um algoritmo de projeção epidemiológica que já está sendo usado pelo comitê de especialistas para previsão de necessidades e até de colapsos no SUS. Para que o aplicativo seja confiável e de fácil utilização, profissionais de destaque das equipes de TI e de UX (experiência do usuário) do Itaú Unibanco aplicaram todo o conhecimento digital desenvolvido pelo banco nos últimos anos. As equipes criaram um banco de dados único, que será capaz de consolidar e organizar as informações que já estavam disponíveis em outros sistemas, criando interfaces amigáveis para facilitar a gestão da saúde pública e a tomada de decisão do Todos Pela Saúde. Em 13 localidades, além disso, serão entregues kits com antenas, roteadores e notebook, que levarão conexão à internet a hospitais que até então não possuíam acesso. “A aplicação foi desenvolvida em cloud, em uma plataforma totalmente independente do banco, respeitando a privacidade de todos os dados. A solução está sendo oferecida a todas as secretarias de saúde e comitês de crise estaduais como suporte à administração pública. A adoção é voluntária e permitirá a todos esses agentes tomarem melhores decisões nos níveis municipais, estaduais e federais, antecipando situações de colapso e deslocando recursos (humanos, equipamentos e suprimentos) com antecedência”, complementa Guerra. RadVid-19: inteligência artificial para diagnosticar com rapidez A aplicação RadVid-19 deve agilizar gratuitamente os diagnósticos e tratamento dos pacientes. Basta que os hospitais se cadastrem no site radvid19.hc.fm.usp.br. A plataforma RadVid-19 usa inteligência artificial para ler tomografias computadorizadas e indicar a probabilidade da pessoa estar com a doença. A ferramenta mostra também o grau de comprometimento pulmonar, ajudando médicos a definir sua conduta mesmo antes do resultado do teste, insuficiente neste momento da pandemia. A base de dados é totalmente constituída por exames de Raio-X e Tomografia feitos no Brasil e será disponibilizada gratuitamente para colaboração e consulta. Em breve, a plataforma também terá o módulo AI para Raio-X e radiologistas de plantão para tirar as dúvidas dos profissionais de saúde. O RadVid-19 foi desenvolvido pela Universidade de São Paulo através do InovaHC e viabilizado pelo Todos pela Saúde com apoio do Itaú Unibanco e de outros parceiros, como Colégio Brasileiro de Radiologia, Amazon Web Services, GE Healthcare, Huawei, Deloitte, Hospital Sírio-Libanês, Grupo Fleury, Americas Serviços Médicos, Petrobrás, BID, entre outros. O Todos pela Saúde destinou R$1 milhão para esse projeto. Todos pela Saúde Lançado no dia 13 de abril, o Todos pela Saúde é uma iniciativa criada pelo Itaú Unibanco com o objetivo de enfrentar o novo coronavírus e seus efeitos sobre a sociedade brasileira. Composta por quatro eixos – informar, proteger, cuidar e retomar – a iniciativa abrange desde orientação e valorização de iniciativas já existentes até a compra de equipamentos de saúde, capacitação de profissionais, compra e distribuição de insumos. Em seu primeiro mês de atividades, várias ações já foram realizadas, entre elas a compra de 90 milhões de EPIs, 20 milhões de máscaras de pano e a instalação de gabinetes de crise em todo o Brasil. As informações detalhadas estão em www.todospelasaude.org. O Itaú direcionou R$ 1 bilhão para financiar as atividades do Todos pela Saúde. Os recursos aportados no Todos pela Saúde são administrados por um grupo de especialistas liderado pelo médico Paulo Chapchap, doutor em clínica cirúrgica pela Universidade de São Paulo e diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês. Esta equipe define as ações a serem financiadas, de forma que as decisões estratégicas sejam respaldadas por premissas técnicas e científicas. Além de Paulo Chapchap, integram o grupo o médico, cientista e escritor Drauzio Varella, o ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina Neto, o ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS) Maurício Ceschin, o consultor do Conselho dos Secretários de Saúde (CONASS) Eugênio Vilaça Mendes, o presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, e o presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Pedro Barbosa.

VEJA.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/06/2020 às 17h44

A capacidade de testes realizados no Brasil tem aumentado gradativamente conforme novos lotes importados chegam ao país, startups dedicam-se a oferecer o serviço, e métodos inovadores começam a ser desenvolvidos por redes de hospitais e laboratórios. Diante desse novo cenário, pacientes leves passaram a ser testados (conforme determinou o governo de São Paulo) e até empresas organizam programas de testagem a fim de detectar a presença do vírus em seus funcionários. São duas categorias de exames existentes: os testes sorológicos, aqueles que detectam os anticorpos da doença por meio de avaliação do sangue do paciente, e o teste molecular chamado RT-PCR de alta sensibilidade com elevadas taxas de acerto e que detecta o vírus nos primeiros dias de infecção. A análise é feita após retirada de amostras do nariz e da garganta. ASSINE VEJA Clique e Assine “Nenhum exame dá 100% de certeza para a presença do vírus, mas o RT-PCR tem alta sensibilidade para o Covid-19 quando feito corretamente”, explica Cesar Nomura, superintendente de medicina diagnóstica no Hospital Sírio-Libanês. Já os sorológicos (que normalmente levam o nome de igM/IgG ) servem para detectar quem já foi infectado pela doença e realizar, principalmente, monitoramentos epidemiológicos. Este tipo passou a ser feito em grandes redes de farmácias, o que requer cuidado redobrado. “O local tem que ter regulamentação para funcionar e alto nível de segurança. Do contrário, há o risco que essa farmácia se torne um foco da doença”, explicou Nomura. A reportagem de VEJA selecionou seis redes entre hospitais, laboratórios e farmácias espalhados em diversas partes do país onde é possível procurar por serviços de testagem. Confira a lista abaixo: Vale ressaltar: ao apresentar qualquer tipo de sintoma de Covid-19 (febre, tosse, falta de ar, dores no corpo, perda da capacidade de perder cheiros e gostos), ainda que leve, é de extrema necessidade procurar o serviço de atendimento médico. Farmácias Pague Menos A rede realiza testes sorológicos (IgM/IgG) em doze cidades, de oito estados brasileiros. São eles: Fortaleza (CE), São Paulo (SP), Diadema (SP), Goiânia (GO) Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Uberlândia (MG), Manaus (AM), São Luís (MA) Imperatriz (MA), Recife (PE) e Petrolina (PE). A partir do dia 15 deste mês, a rede pretende ampliar a área de realização de testes para todos os estados e mais o DF, com a exceção de Amapá, Mato Grosso e Sergipe. O valor do teste é de 199 reais em todas as cidades, com exceção da capital do Ceará, onde o preço é 193 reais caso seja feito nas farmácias, ou 273 reais, quando for solicitada a realização em domicílio, opção exclusiva para essa cidade. Informações: o agendamento deve ser feito por telefone 0800 022 8282, de segunda à sexta, das 10h às 16h. Raia/Drogasil A rede de drogarias faz apenas o teste sorológico do tipo IgG/IgM. São 28 lojas da rede realizando a testagem em 28 lojas de São Paulo, seis no Rio de Janeiro e uma loja em cada uma das seguintes capitais: Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Recife (PE) e Salvador (BA). Cada teste custa 140 reais. Para evitar aglomerações, é preciso agendar horário no site da empresa. Informações: https://www.drogaraia.com.br/agendamento/covid19 Laboratórios Dasa São dois métodos diagnósticos disponíveis em todos os laboratórios da companhia, o molecular (RT-PCR) e o sorolóigico (IgM/IgG). Ambos estão disponíveis nos laboratórios parceiros da rede que realizam também o sistema de drive-thru. São eles: Alta Excelência Diagnóstica (São Paulo e Rio de Janeiro), Delboni Auriemo (São Paulo), Salomão Zoppi (São Paulo), Sérgio Frango (Rio de Janeiro), Lâmina (Rio de Janeiro), Exame (Distrito Federal), Atalaia (Goiás), Frishmann Aisengart (Paraná), Ghanem (Santa Catarina), Cerpe (Pernambuco), Leme (Bahia). Os resultados saem em aproximadamente 48 horas e custam a partir de 240 reais para os sorológicos); e 280 reais para o RT-PCR. Informações: é possível encontrar o site oficial de cada um dos laboratórios — onde há informações básicas — no link https://dasa.com.br/coronavirus Grupo Fleury O grupo reúne diversos laboratórios espalhados em todo o país. Fleury Medicina e Saúde (em São Paulo), a+ Medicina Diagnóstica (em São Paulo, Curitiba, Recife e Brasília), Labs a+, Clínica Felippe Matttoso, Lafe (no Rio de Janeiro), Diagnoson a+ (em Salvador), Weinnmann e Serdil (em Porto Alegre), Centro de Patologia Clínica (no Rio Grande do Norte) e Inlab (no Maranhão). Os valores são a partir de 350,00 reais, para RT-PCR ; e partir de 260,00 para o exame sorológico. Há grande variação de preço em diferentes regiões. Em algumas localidades é possível fazer atendimento em casa ou por drive-thru. Informações: https://agendecovid.grupofleury.com.br/agendamento, Hospitais No Hospital Albert Einstein há três tipos de testes sendo feitos atualmente. Dois do tipo sorológico IgG/IgM (417,80 reais), IgA (250,00 reais) e o RT-PCR (250,00 reais). A testagem é oferecida a qualquer pessoa que tenha pedido médico, esteja internada no hospital ou procure rede de laboratórios apoiados pelo hospital. São nove endereços disponíveis na cidade de São Paulo, um em Alphaville e outro em Sorocaba. Há ainda a possibilidade de fazer o teste em casa, mediante agendamento online. Informações: (11) 2151-1233. No Hospital Sírio-Libanês também são oferecidos dois tipos de testes, o sorológico (igG e IgM, 410 reais) e o de diagnóstico molecular RT-PCR (350 reais). Ambas as modalidades podem ser feitas por meio de drive-thru, mediante agendamento junto ao hospital. É preciso ter pedido médico para fazer e o exame e o prazo para o recebimento de diagnóstico é de, em média, 48 horas. Informações: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br

SEU DINHEIRO/ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/06/2020 às 13h40

Empresas buscam auxílio de hospitais e infectologistas para a volta ao trabalho “Estamos trabalhando no plano de retomada para vários setores”, diz Rafael Saad, gerente de consultoria do Sírio-Libanês. 8 de junho de 2020 13:40 Imagem: Shutterstock Empresas de grande porte contrataram a assessoria de hospitais, laboratórios e infectologistas renomados para organizar, aos poucos, a volta de seus funcionários ao trabalho. Com a flexibilização das regras de isolamento em São Paulo, grupos empresariais buscaram nos especialistas de hospitais, como Albert Einstein e Sírio-Libanês, e infectologistas protocolos de saúde para tornar o retorno menos dramático. Da entrada ao prédio ao tradicional cafezinho, nada vai mais ser como antes. "A palavra mágica é distanciamento social e máscara", diz o médico Sérgio Cimerman, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia. Disputas acaloradas para entrar no elevador na hora de rush também estão descartadas. Tudo vai ser monitorado. Publicidade Uma das maiores construtoras do País, a Even está concluindo a reforma de seu escritório em São Paulo e já tem em mãos o plano de retorno. O novo mandamento corporativo vai muito além das regras de distanciamento e higienização. Nas áreas de descanso e copa, por exemplo, os cuidados terão de ser redobrados. "Áreas de descanso e de alimentação são locais onde as pessoas baixam a guarda. E é aí que mora o perigo", alerta o médico infectologista Adauto Castelo Filho, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, que está auxiliando a construtora nesta retomada. "Latino é muito caloroso. Quando se encontra, quer abraçar e dar tapinhas nas costas. Não dá mais." À espera da autorização da prefeitura de São Paulo, a Even se prepara, mas não tem pressa para a volta dos funcionários aos escritórios e estandes de venda. "Ninguém vai ser obrigado a voltar se não se sentir seguro. A retomada, quando autorizada, vai ser por etapa", diz Daniel Matone, diretor administrativo e financeiro da construtora. Desde março, os 450 funcionários do grupo em São Paulo e do Rio de Janeiro estão em casa. "Somente as obras estão em operação porque são considerados serviços essenciais", afirma. Consultorias Nas últimas semanas, aumentaram os pedidos de consultoria aos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. "Estamos trabalhando no plano de retomada para vários setores", diz Rafael Saad, gerente de consultoria do Sírio-Libanês. Segundo Saad, o trabalho de consultoria do hospital existe há 7 anos, mas era voltado ao apoio de redes de saúde públicas e privadas. A pandemia mudou a cara do negócio. Publicidade "Temos uma equipe de saúde e engenheiros que fazem o plano de ação e identifica riscos de contágio nas empresas. Temos de quatro a cinco pessoas dedicadas a cada projeto", explica Saad. O hospital organizou recentemente todo o projeto da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), que reúne 577 estabelecimentos no País. O plano de ação não inclui protocolos somente aos consumidores, mas aos funcionários que trabalham no entorno dos shoppings e escritórios. Pioneiras As indústrias de alimentos foram as primeiras a procurar ajuda, afirma Anarita Buffe, diretora de desenvolvimento de projetos e consultoria do Albert Einstein. Nesta primeira onda da pandemia, as companhias buscaram auxílio para manter os serviços essenciais e fazer controle de contágio. Junto com o médico infectologista Adauto Castelo Filho, o Einstein preparou os protocolos de trabalho para as fábricas da JBS no Brasil. Publicidade "Mapeamos toda a jornada do trabalhador para reduzir o risco de contágio", diz Castelo. Nas fábricas da JBS, foi criada a figura do "monitor do covid", cuja função é vigiar os funcionários com máscaras e saber se estão obedecendo os protocolos. Agora, a demanda das empresas é preparar a volta após o fim do isolamento. "Temos entre 40 a 45 companhias em consultorias, que vão de construtoras, empresas de entretenimento, como cinemas, a escolas", diz Anarita, do Einstein. No complexo WTC, que reúne quatro negócios - as torres de escritórios, o shopping D&D, o hotel Sheraton e o centro de convenções -, o desafio foi validar os diversos protocolos que atendam a todos os setores. "A palavra de ordem é segurança", diz Fernando Guinato Filho, diretor-geral do Sheraton São Paulo WTC e do WTC Events Center. Dos negócios que ele administra, o centro de convenções será o último a retomar as atividades. Publicidade "Nosso teatro, com espaço para mais de 500 pessoas, só voltará com no máximo 80 pessoas no local. Estamos com 15% a 20% do nosso efetivo no hotel, que está com bares e restaurantes fechados e baixa ocupação", diz Guinato. Já as torres de escritórios estão prontas para a retomada. "Mas muitas empresas, mesmo podendo ocupar a área, não voltaram ainda." Guinato não tem dúvida: a volta vai ser lenta e gradual. "E nem tudo será igual como antes." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Gostou deste conteúdo?

HOSPITAIS BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 08/06/2020 às 00h00

O Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa está lançando o “Sírio-Libanês Webtalks”, um programa de webinars gratuitos para profissionais de saúde de todo o Brasil trocarem informações sobre a Covid-19. Esses eventos acontecerão uma vez por semana, pelo YouTube, sempre às terças-feiras a partir das 20h. “Percebemos que muitos profissionais nos procuravam para indagar da experiência do Sírio-Libanês nos cuidados com a Covid-19. Por ser uma doença nova, estamos todos aprendendo muito a cada dia”, explica Dr. Luciano Cesar Azevedo, superintendente de Ensino do Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa. A proposta do “Sírio-Libanês Webtalks” é criar uma plataforma de conteúdo na qual os participantes terão acesso a informações de fonte segura e que possam efetivamente ajudar a guiar as estratégias de tratamento. O formato do webinar visa incentivar a troca de experiências entre especialistas do corpo clínico do Sírio-Libanês, seus convidados e os participantes. Na primeira parte de cada evento, o tema será discutido por dois especialistas e, em seguida, serão 30 minutos de perguntas e respostas. As dúvidas serão enviadas pela plataforma de transmissão do YouTube e um moderador trará as perguntas do público para os apresentadores. “O conteúdo será técnico, voltado para os profissionais de saúde que estão na linha de frente contra a Covid-19”, diz Dr. Luciano. Segue abaixo a programação dos primeiros encontros do “Sírio-Libanês Webtalks”: 9 de junho, às 20h – “Epidemiologia e triagem em Covid-19” Moderador: Dr. André Nathan (Médico Pneumologista do Hospital Sírio-Libanês) Apresentadores: Dr. Juscelio Trajano (Médico do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês) Dra. Mirian Dal Ben Corradi (Médica do Centro de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH – do Hospital Sírio-Libanês) 16 de junho, às 20h – “O Paciente grave com Covid-19” Moderador: Dr. Luciano Azevedo (Medico Intensivista e Superintendente de Ensino do Hospital Sírio-Libanês) Apresentadores: Dr. Laerte Pastore (Gerente Médico das Unidades Críticas do Hospital Sírio-Libanês) Mirian Akemi Onoue (Fisioterapeuta do Hospital Sírio-Libanês) 23 de junho, às 20h – “Aspectos terapêuticos em Covid-19” Moderadora: Dra. Mirian Dal Ben Corradi (Médica do Centro de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH – do Hospital Sírio-Libanês) Apresentadores: Dra. Jéssica Ramos (Médica Infectologista do Hospital Sírio-Libanês) Dr. Luciano Azevedo (Medico Intensivista e Superintendente de Ensino do Hospital Sírio-Libanês) O projeto conta com a curadoria do Dr. Luciano Azevedo, da Dra. Mirian Dal Ben Corradi e do Dr. André Nathan Costa. Interessados poderão se inscrever pelo site e, após o cadastro, receberão o link para acompanhar os webinars. Após o período de pandemia, as sessões serão ampliadas para outros temas de interesse do público das diversas áreas da saúde. “Iniciativas como essa traduzem diretamente nossa proposta de compartilhar conhecimento, principalmente num momento tão desafiador quanto o atual”, conclui Dr. Luciano. Periodicidade: Semanal, às terças-feiras. Horário: 20h Link para inscrição gratuita: pub.relacionamento.hospitalsiriolibanes.org.br/Webtalks A inscrição é obrigatória. Somente após a inscrição o participante receberá um link exclusivo para acompanhar o webinar.

EXAME.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 08/05/2020 às 15h29

O tratamento com o uso de anticoagulantes pode melhorar o tempo de sobrevivência de pacientes graves infectados pelo novo coronavírus, de acordo com um novo estudo observacional feito por especialistas do Hospital Mount Sinai, de Nova York (EUA). A pesquisa indica, no entanto, que os remédios do tipo podem funcionar como um tratamento para a doença, e não como prevenção. Os pesquisadores notaram que pacientes tratados com anticoagulantes tiveram melhoras expressivas em seus casos. “A pesquisa mostra que anticoagulantes orais, subcutâneos ou intravenosos tiveram um grande papel no cuidado aos pacientes com covid-19 e podem prevenir eventos mortais associados ao coronavírus, como ataques cardíacos, derramentes e embolia pulmonar”, explicou um dos autores do estudo, Valentin Guster. “O uso dos remédios deve ser considerado quando os pacientes chegam ao departamento da emergência e têm testes positivos para o vírus para melhorar os resultados. Contudo, cada caso deve ser avaliado individualmente”, disse. O estudo foi conduzido com 2.773 pacientes internados por coronavírus. Destes, 28% (786) tiveram um tratamento com doses completas de anticoagulantes, uma dose maior do que é geralmente administrada em casos de coágulos sanguíneos. Foi observado, então, que o uso dos medicamentos melhorou as chances de sobrevivência dos doentes dentro e fora da UTI. Das pessoas que não sobreviveram, os que estavam sob a medicação morreram após ficar em média 21 dias no hospital, enquanto pessoas que não tomaram o remédio morreram em 14 dias. O efeito dos anticoagulantes foi mais observado em pacientes usando respiradores e 62,7% dos entubados que não foram tratados com o remédio morreram, comparado com 29,1% dos que tiveram esse tratamento. “Estamos esperançosos que essa pesquisa possa ser confirmada em investigações futuras”, disse o presidente do hospital, David Reich. Como o estudo não traz resultados conclusivos, ainda são necessárias mais pesquisas sobre o tema para encontrar novos tratamentos para a covid-19. Atualmente, existem mais de 100 projetos de vacina e cerca de 200 medicamentos em fase de testes para tratar pacientes infectados pelo novo coronavírus. No Brasil, testes com os medicamentos já foram feitos no Hospital Sírio Libanês. Em alguns casos, uma melhora foi vista. Devido à ausência de comprovações clínicas e recomendações da Organização Mundial da Saúde sobre tratamentos e formas de prevenção eficazes, a quarentena é a única solução recomendada por especialistas para minimizar o número de casos de contágio de covid-19 no Brasil e no mundo. As últimas notícias da pandemia do novo coronavírus revista exame.: A corrida pela cura da covid-19 Ao custo de R$ 1 mil, respirador criado na USP pode ser feito em 2 horas; Pesquisas sobre coronavírus tiveram metade do investimento do ebola qual é a diferença entre surto, epidemia e pandemia? Novo estudo indica que ar-condicionado pode espalhar coronavírus; Estudo descarta utilidade do remdesivir para covid-19; Casa Branca rebate; Estudo indica que distanciamento social pode durar até 2022; Melinda Gates estima quando teremos vacina contra coronavírus; Vacina contra coronavírus ficará pronta em setembro, estima especialista; Estudo liga coronavírus a novo problema de saúde; Estudo mostra sintoma inicial mais comum do contágio pelo coronavírus; O novo coronavírus pode chegar à sua casa pela sola do sapato?; Pesquisadores descobrem como corpo humano combate o coronavírus; Estudo mostra que novo coronavírus não foi criado em laboratório.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | ECONOMIA & NEGÓCIOS
Data Veiculação: 08/06/2020 às 03h00

Empresas buscam apoio de hospitais para retomada em preparação para a volta gradual de funcionários ao trabalho, grandes empresas buscam apoio de infectologistas e hospitais como Albert Einstein e Sírio-Libanês para definir protocolos de saúde. Do acesso ao prédio ao uso do elevador e ao cafezinho, nada deverá ser como antes. “Áreas de descanso e de alimentação são locais onde as pessoas baixam a guarda. E aí que mora o perigo”, diz Adauto Castelo Filho, da Escola Paulista de Medicina, economia/pág.bi Especialistas em saúde são contratados para definir protocolos nos escritórios, em áreas comuns e até na entrada de elevadores; Albert Einstein e Sírio-Libanês estão encabeçando consultorias a grandes grupos para preparar retorno dos funcionários pós-quarentena Empresas buscam auxílio de hospitais e infectologistas para a volta ao trabalho Mônica Scaramuzzo Empresas de grande porte contrataram a assessoria de hospitais, laboratórios e infectologistas renomados para organizar, aos poucos, a volta de seus funcionários ao trabalho. Com a flexibilização das regras de isolamento em São Paulo, grupos empresariais buscaram nos especialistas de hospitais, como Albert Einstein e Sírio-Libanês, e infectologistas protocolos de saúde para tornar o retorno menos dramático. Da entrada ao prédio ao tradicional cafezinho, nada vai mais ser como antes. “Apalavramágica é distanciamento social e máscara”, diz o médico Sérgio Cimerman, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia. Disputas acaloradas para entrar no elevador na hora de rush também estão descartadas. Tudo vai ser monitorado. Uma das maiores construtoras do País, a Evenestá concluindo a reforma de seu escritório em São Paulo e j á tem em mãos o plano de retorno. O novo mandamento corporativo vai muito além das regras de distanciamento e higienização. Nas áreas de descanso e copa, por exemplo, os cuidados terão de ser redobrados. “Áreas de descanso e de alimentação são locais onde as pessoas baixam a guarda. E é aí que mora o perigo”, alerta o médico infectologista Adauto Castelo Filho, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, que está auxiliando a construtora nesta retomada. “Latino é muito caloroso. Quando se encontra, quer abraçar e dar tapinhas nas costas. Não dá mais.” À espera da autorização da prefeitura de São Paulo, a Even se prepara, mas não tem pressa para a volta dos funcionários aos escritórios e estandes de venda. “Ninguém vai ser obrigado a voltar se não se sentir seguro. A retomada, quando autorizada, vai ser por etapa”, diz Daniel Matone, diretor administrativo e financeiro da construtora. Desde março, os 450 funcionários do grupo em São Paulo e do Rio de Janeiro estão em casa. “Somente as obras estão em operação porque são considerados serviços essenciais”, afirma. Consultorias. Nas últimas semanas, aumentaram os pedi- EELIPE RAU/ESTADÃO 5/6/2020 Volta segura. Construtora Even, que está concluindo a reforma do escritório para receber funcionários, contratou infectologista para validar protocolo MANUAL BACK TO WORK’ DO ALBERT EINSTEIN • Retorno em fases A volta ao trabalho tem de respeitar os decretos municipais de reaberturas de espaços, monitorado por fases • Perfil do colaborador Trabalhadores que pertençam ao grupo de risco devem permanecer em home Office. Questionários devem ser feitos para levantar a rotina do trabalhador • Redução de jornada De acordo com o perfil epidemiológico de cada região, a jornada deve ser reduzida respeitando a capacidade instalada para cada espaço de trabalho • Higienização reforçada Sanitários, vestuários, mesas, equipamentos de uso comum, como impressoras, devem receber de consultoria aos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. “Estamos trabalhando no plano de retomada para vários ber protocolo de uso e de higienização • Máscaras obrigatórias Todos os colaboradores devem usar máscaras durante o trajeto e permanência ao trabalho • Distanciamento social É necessário uma revisão dos espaços físicos de interação, como copas, salas de reunião e escritório e mesas • Questionário de sintomas O colaborador tem de aferir sua temperatura e relatar sintomas fora e dentro do trabalho • Higienização das mãos Todos os espaços devem ter dispensers de solução alcoólica e comunicação reforçada para a higienização das mãos setores”, diz Rafael Saad, gerente de consultoria do Sírio-Libanês. Segundo Saad, o trabalho de consultoria do hospital existe há 7 anos, mas era voltado ao apoio de redes de saúde públicas e privadas. A pandemia mudou a cara do negócio. “Temos uma equipe de saúde e engenheiros que fazem o plano de ação e identifica riscos de contágio nas empresas. Temos de quatro a cinco pessoas dedicadas a cada projeto”, explica Saad. O hospital organizou recentemente todo o projeto da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), que reúne 577 estabelecimentos no País. O plano de ação não inclui protocolos somente aos consumidores, mas aos funcionários que trabalham no entorno dos shoppings e escritórios. Pioneiras. As indústrias de alimentos foram as primeiras a procurar ajuda, afirma Anarita Buffe, diretora de desenvolvimento de projetos e consultoria do Albert Einstein. Nesta primeira onda da pandemia, as companhias buscaram auxílio para manter os serviços essenciais e fazer controle de contágio. Junto com o médico infectologista Adauto Castelo Filho, o Einstein preparou os protocolos de trabalho para as fábricas da JBS no Brasil. “Mapeamos toda a jornada do trabalhador para reduzir o risco de contágio”, diz Castelo. Nas fábricas da JBS, foi criada a figura do “monitor do covid 19”, cuja função é vigiar os funcionários com máscaras e saber se estão obedecendo os protocolos. Agora, a demanda das empresas é preparar a volta após o fim do isolamento. “Temos entre 40 a 45 companhias em cônsul - • Protocolos de saúde 45 é o total de empresas que o hospital Albert Einstein está assessorando. 0 Sírio-Libanês recebe de duas a três sondagens por semana para auxiliar as companhias nos protocolos 577 shoppings ligados à Abrasce tiveram orientações do hospital Sírio-Libanês para receber os consumidores e funcionários após isolamento, que vão de construtoras, empresas de entretenimento, como cinemas, a escolas”, diz Anarita, do Einstein. No complexo WTC, que reúne quatro negócios as torres de escritórios, o shopping D&D, o hotel Sheraton e o centro de convenções -, o desafio foi validar os diversos protocolos que atendam a todos os setores. “Apalavra de ordem é segurança”, diz Fernando Guinato Filho, diretor-geral do Sheraton São Paulo WTC e do WTC Events Center. Dos negócios que ele administra, o centro de convenções será o último a retomar as atividades. “Nosso teatro, com espaço para mais de 500 pessoas, só voltará com no máximo 80 pessoas no local. Estamos com 15% a 20% do nosso efetivo no hotel, que está com bares e restaurantes fechados e baixa ocupação”, diz Guinato. Já as torres de escritórios estão prontas para a retomada. “Mas muitas empresas, mesmo podendo ocupar a área, não voltaram ainda.” Guinato não tem dúvida: a volta vai ser lenta e gradual. “E nem tudo será igual como antes.” Não há um ‘manual único’ para o mundo corporativo Para infectologista, a informação é a principal 4 ferramenta para que colaborador possa evitar ♦ risco de contágio ♦ Embora as incertezas sobre a pandemia coloquem as empresas em alerta, não há como preparar um manual único para o mundo corporativo. “Todos estão buscando um norte para orientar a retomada ao trabalho. E uma fase de aprendizado. Não há uma regra comum para todos ”, explica o médico infectologista Sérgio Cimerman, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia. Para Cimerman, a regra geral é a informação. “Parece óbvio, mas é importante que cada colaborador entenda que a higienização das mãos, uso do álcool em gel e máscara, além do distanciamento, é o caminho para evitar o contágio.” Nemtodas as empresas comportam um ambulatório em suas instalações, segundo Cimerman. “E isso, por si só, não resolveria a questão.” Desde o início do isolamento, grupos empresariais tentam se adequar à nova realidade. Empresas como Bradesco e o Iguatemi, por exemplo, contrataram o laboratório Fleury para fazer testes de diagnósticos de covid-19 em seus funcionários, além de oferecer consultas virtuais. Segundo Carlos Marinelli, presidente do Fleury, a área de novos negócios do laboratório não deve acabar após a pandemia. “Atelemedicina veio para ficar. A pandemia acelerou o nosso processo de digitalização”, disse. Rodízio. No Bradesco, o serviço de testagem é oferecido aos VALÉRIA GONCALVEZ/ESTADÃO 4/6/2020 Vida nova. Para Guinato (à esq.), do WTC, repensou espaços funcionários das agências, que não pararam por ser uma atividade essencial. O banco está fazendo rodízio entre os funcionários de agências que trabalham de segunda à sexta-feira. No fim de semana, o local é higienizado para que a outra turma possa assumir o posto na semana seguinte. O banco busca fazer o mapeamento para achatar a curva do coronavírus. Os testes não são obrigatórios e o nom e do funcionário fica em sigilo. Para Fernando Guinato Filho, diretor-geral do Sheraton WTC, dificilmente os protocolos de saúde do grupo vão recuar, mesmo após a pandemia. “Esta é uma crise que vai deixar marcas profundas em todos os setores.” /m.s.Empresas buscam apoio de hospitais para retomada em preparação para a volta gradual de funcionários ao trabalho, grandes empresas buscam apoio de infectologistas e hospitais como Albert Einstein e Sírio-Libanês para definir protocolos de saúde. Do acesso ao prédio ao uso do elevador e ao cafezinho, nada deverá ser como antes. “Áreas de descanso e de alimentação são locais onde as pessoas baixam a guarda. E aí que mora o perigo”, diz Adauto Castelo Filho, da Escola Paulista de Medicina, economia/pág.bi Especialistas em saúde são contratados para definir protocolos nos escritórios, em áreas comuns e até na entrada de elevadores; Albert Einstein e Sírio-Libanês estão encabeçando consultorias a grandes grupos para preparar retorno dos funcionários pós-quarentena Empresas buscam auxílio de hospitais e infectologistas para a volta ao trabalho Mônica Scaramuzzo Empresas de grande porte contrataram a assessoria de hospitais, laboratórios e infectologistas renomados para organizar, aos poucos, a volta de seus funcionários ao trabalho. Com a flexibilização das regras de isolamento em São Paulo, grupos empresariais buscaram nos especialistas de hospitais, como Albert Einstein e Sírio-Libanês, e infectologistas protocolos de saúde para tornar o retorno menos dramático. Da entrada ao prédio ao tradicional cafezinho, nada vai mais ser como antes. “Apalavramágica é distanciamento social e máscara”, diz o médico Sérgio Cimerman, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia. Disputas acaloradas para entrar no elevador na hora de rush também estão descartadas. Tudo vai ser monitorado. Uma das maiores construtoras do País, a Evenestá concluindo a reforma de seu escritório em São Paulo e j á tem em mãos o plano de retorno. O novo mandamento corporativo vai muito além das regras de distanciamento e higienização. Nas áreas de descanso e copa, por exemplo, os cuidados terão de ser redobrados. “Áreas de descanso e de alimentação são locais onde as pessoas baixam a guarda. E é aí que mora o perigo”, alerta o médico infectologista Adauto Castelo Filho, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, que está auxiliando a construtora nesta retomada. “Latino é muito caloroso. Quando se encontra, quer abraçar e dar tapinhas nas costas. Não dá mais.” À espera da autorização da prefeitura de São Paulo, a Even se prepara, mas não tem pressa para a volta dos funcionários aos escritórios e estandes de venda. “Ninguém vai ser obrigado a voltar se não se sentir seguro. A retomada, quando autorizada, vai ser por etapa”, diz Daniel Matone, diretor administrativo e financeiro da construtora. Desde março, os 450 funcionários do grupo em São Paulo e do Rio de Janeiro estão em casa. “Somente as obras estão em operação porque são considerados serviços essenciais”, afirma. Consultorias. Nas últimas semanas, aumentaram os pedi- EELIPE RAU/ESTADÃO 5/6/2020 Volta segura. Construtora Even, que está concluindo a reforma do escritório para receber funcionários, contratou infectologista para validar protocolo MANUAL BACK TO WORK’ DO ALBERT EINSTEIN • Retorno em fases A volta ao trabalho tem de respeitar os decretos municipais de reaberturas de espaços, monitorado por fases • Perfil do colaborador Trabalhadores que pertençam ao grupo de risco devem permanecer em home Office. Questionários devem ser feitos para levantar a rotina do trabalhador • Redução de jornada De acordo com o perfil epidemiológico de cada região, a jornada deve ser reduzida respeitando a capacidade instalada para cada espaço de trabalho • Higienização reforçada Sanitários, vestuários, mesas, equipamentos de uso comum, como impressoras, devem receber de consultoria aos hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês. “Estamos trabalhando no plano de retomada para vários ber protocolo de uso e de higienização • Máscaras obrigatórias Todos os colaboradores devem usar máscaras durante o trajeto e permanência ao trabalho • Distanciamento social É necessário uma revisão dos espaços físicos de interação, como copas, salas de reunião e escritório e mesas • Questionário de sintomas O colaborador tem de aferir sua temperatura e relatar sintomas fora e dentro do trabalho • Higienização das mãos Todos os espaços devem ter dispensers de solução alcoólica e comunicação reforçada para a higienização das mãos setores”, diz Rafael Saad, gerente de consultoria do Sírio-Libanês. Segundo Saad, o trabalho de consultoria do hospital existe há 7 anos, mas era voltado ao apoio de redes de saúde públicas e privadas. A pandemia mudou a cara do negócio. “Temos uma equipe de saúde e engenheiros que fazem o plano de ação e identifica riscos de contágio nas empresas. Temos de quatro a cinco pessoas dedicadas a cada projeto”, explica Saad. O hospital organizou recentemente todo o projeto da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), que reúne 577 estabelecimentos no País. O plano de ação não inclui protocolos somente aos consumidores, mas aos funcionários que trabalham no entorno dos shoppings e escritórios. Pioneiras. As indústrias de alimentos foram as primeiras a procurar ajuda, afirma Anarita Buffe, diretora de desenvolvimento de projetos e consultoria do Albert Einstein. Nesta primeira onda da pandemia, as companhias buscaram auxílio para manter os serviços essenciais e fazer controle de contágio. Junto com o médico infectologista Adauto Castelo Filho, o Einstein preparou os protocolos de trabalho para as fábricas da JBS no Brasil. “Mapeamos toda a jornada do trabalhador para reduzir o risco de contágio”, diz Castelo. Nas fábricas da JBS, foi criada a figura do “monitor do covid 19”, cuja função é vigiar os funcionários com máscaras e saber se estão obedecendo os protocolos. Agora, a demanda das empresas é preparar a volta após o fim do isolamento. “Temos entre 40 a 45 companhias em cônsul - • Protocolos de saúde 45 é o total de empresas que o hospital Albert Einstein está assessorando. 0 Sírio-Libanês recebe de duas a três sondagens por semana para auxiliar as companhias nos protocolos 577 shoppings ligados à Abrasce tiveram orientações do hospital Sírio-Libanês para receber os consumidores e funcionários após isolamento, que vão de construtoras, empresas de entretenimento, como cinemas, a escolas”, diz Anarita, do Einstein. No complexo WTC, que reúne quatro negócios as torres de escritórios, o shopping D&D, o hotel Sheraton e o centro de convenções -, o desafio foi validar os diversos protocolos que atendam a todos os setores. “Apalavra de ordem é segurança”, diz Fernando Guinato Filho, diretor-geral do Sheraton São Paulo WTC e do WTC Events Center. Dos negócios que ele administra, o centro de convenções será o último a retomar as atividades. “Nosso teatro, com espaço para mais de 500 pessoas, só voltará com no máximo 80 pessoas no local. Estamos com 15% a 20% do nosso efetivo no hotel, que está com bares e restaurantes fechados e baixa ocupação”, diz Guinato. Já as torres de escritórios estão prontas para a retomada. “Mas muitas empresas, mesmo podendo ocupar a área, não voltaram ainda.” Guinato não tem dúvida: a volta vai ser lenta e gradual. “E nem tudo será igual como antes.” Não há um ‘manual único’ para o mundo corporativo Para infectologista, a informação é a principal 4 ferramenta para que colaborador possa evitar ♦ risco de contágio ♦ Embora as incertezas sobre a pandemia coloquem as empresas em alerta, não há como preparar um manual único para o mundo corporativo. “Todos estão buscando um norte para orientar a retomada ao trabalho. E uma fase de aprendizado. Não há uma regra comum para todos ”, explica o médico infectologista Sérgio Cimerman, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia. Para Cimerman, a regra geral é a informação. “Parece óbvio, mas é importante que cada colaborador entenda que a higienização das mãos, uso do álcool em gel e máscara, além do distanciamento, é o caminho para evitar o contágio.” Nemtodas as empresas comportam um ambulatório em suas instalações, segundo Cimerman. “E isso, por si só, não resolveria a questão.” Desde o início do isolamento, grupos empresariais tentam se adequar à nova realidade. Empresas como Bradesco e o Iguatemi, por exemplo, contrataram o laboratório Fleury para fazer testes de diagnósticos de covid-19 em seus funcionários, além de oferecer consultas virtuais. Segundo Carlos Marinelli, presidente do Fleury, a área de novos negócios do laboratório não deve acabar após a pandemia. “Atelemedicina veio para ficar. A pandemia acelerou o nosso processo de digitalização”, disse. Rodízio. No Bradesco, o serviço de testagem é oferecido aos VALÉRIA GONCALVEZ/ESTADÃO 4/6/2020 Vida nova. Para Guinato (à esq.), do WTC, repensou espaços funcionários das agências, que não pararam por ser uma atividade essencial. O banco está fazendo rodízio entre os funcionários de agências que trabalham de segunda à sexta-feira. No fim de semana, o local é higienizado para que a outra turma possa assumir o posto na semana seguinte. O banco busca fazer o mapeamento para achatar a curva do coronavírus. Os testes não são obrigatórios e o nom e do funcionário fica em sigilo. Para Fernando Guinato Filho, diretor-geral do Sheraton WTC, dificilmente os protocolos de saúde do grupo vão recuar, mesmo após a pandemia. “Esta é uma crise que vai deixar marcas profundas em todos os setores.” /m.s.