Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

BANDNEWS TV/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/06/2020 às 21h02

 

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 06/06/2020 às 14h29

Primeiro integrante do alto escalão do Governo do Distrito Federal (GDF) a ser contaminado pela Covid-19, o presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev), Ney Ferraz Júnior, está recuperado da doença e foi autorizado a retomar as atividades. A informação foi confirmada ao Metrópoles neste sábado (06/06). “Realizei tomografia de tórax no Sírio Libanês. Não apareceu nada no pulmão. Da mesma forma, o último exame sorológico e o de swab deram negativo. Estou bem e já posso voltar a trabalhar”, disse. O gestor foi diagnosticado com o novo coronavírus no fim do mês de maio. Apesar da infecção, ele não apresentou complicações e manteve-se em isolamento domiciliar. Ao tomar conhecimento do diagnóstico, Ney Ferraz entrou em quarentena, comunicou aos servidores e providenciou testagem no órgão. Até a tarde deste sábado, o Distrito Federal registrava 14.511 casos do novo coronavírus, sendo 7.666 pacientes recuperados. Do total, 202 infectados não resistiram e foram a óbito.

EXAME.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/06/2020 às 11h55

Para contribuir com as iniciativas contra a pandemia causada pelo novo coronavírus, as equipes de experiência do usuário e tecnologia da informação do banco Itaú desenvolveram um site para oferecer dados e informações sobre as instituições de saúde do país, chamado “Todos pela Saúde”. O site, lançado no meio de abril, serve para mostrar as condições de órgãos de saúde próximos. Para isso, é necessário um profissional de cada hospital que deve ser designado a atualizar as categorias da plataforma cerca de quatro vezes por dia, a fim de informar os usuários qual hospital está apto a receber novos pacientes e qual não está. O site do Itaú pode ser usado, sem custo, por hospitais. Até o momento, mais de 1.300 hospitais brasileiros já estão sendo monitorados pelo serviço. Com um fundo inicial de mais de 1 bilhão de reais, o “Todos pela Saúde” é liderado por médicos como Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Estevão Lazanha, diretor de engenharia do Itaú, disse para a exame. que o banco está oferecendo a infraestrutura necessária para que a maior parte dos hospitais possam acessar a plataforma visto que muitas instituições não possuem um acesso ao digital. Lazanha conta que a interface desenvolvida foi pensada para ser simples e direta. “Ao longo dos anos, desenvolvemos uma interface de experiência do usuário baseada em cores, para que o reconhecimento das categorias seja fácil e rápido”, disse. A iniciativa também conta com um agente de saúde para cada hospital, com a intenção de auxiliar no preenchimento de dados diários. Ricardo Guerra, diretor de tecnologia do Itaú, diz que o site deve se tornar público em um futuro próximo. “A ideia é, futuramente, disponibilizar um aplicativo como um bem comum. No estilo de plataforma de código aberto, ela será algo que as comunidades de tecnologia e engenharia possam fazer adaptações e manutenção por conta própria – algo como o sistema Linux, por exemplo”, disse Guerra para a exame.. Os desenvolvedores do projeto disseram ainda que cerca de 80% do dinheiro destinado para o Todos pela Saúde já foi investido, e que pretendem ampliar ainda mais o seu alcance no futuro.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 06/06/2020 às 10h15

A Operação Acolhida, força tarefa humanitária do Exército que cuida da imigração venezuelana, fechou parcerias a fim de garantir a abertura do hospital de campanha, que tem como objetivo tratar pacientes de Covid-19 e desafogar a o sistema de Saúde estadual. O projeto “Todos pela saúde - Uma aliança contra covi-19" inclui o Ministério da saúde, Banco Itaú e Hospital Sírio-libanês. O anúncio de parceria foi feito nessa quinta-feira (4). Construído há mais de dois meses, o hospital ainda não abriu as portas por falta de materiais e profissionais de saúde. “Hoje já estamos em cerca de 50%, por exemplo. Epi’s nós consideramos que não é mais o problema, estamos com 90%. Mas na parte de equipamentos hospitalares e etc, a gente tá com a média de 30%. Então não teria condições realmente de nós abrirmos a área de cuidados essa semana.” disse o general Antônio Manoel de Barros, comandante da Operação Acolhida em Roraima. Conforme o consultor do Hospital Sírio-libanês, José Pereira de Souza, a parceria garante 29 toneladas de Epi’s e a ampliação do atendimento para mais 174 e 264 leitos ainda no mês de junho. "Próxima aquisição estão concentrados nesses materiais e medicamentos essenciais. Iremos priorizar nossos esforços para que eles cheguem o mais rápido possível na próxima semana”, disse. A estrutura do hospital vai ser separado em áreas de cuidados, divididos nos níveis 1, 2 e 3 - conforme a gravidade de cada caso - e espaço para isolamento. Inicialmente contará com 80 leitos, em que três serão de UTI com equipamentos respiradores específicos para pacientes com a Covid-19, doença causada pelo coronavírus. A meta é ampliar o hospital para atender 1200 pessoas. A equipe de profissionais já conta com 12 médicos e nove enfermeiros que atuam na missão com os venezuelanos. Esse número deve aumentar porque o governo e prefeitura também vão ceder equipes para o hospital

PODER 360/BRASÍLIA
Data Veiculação: 06/06/2020 às 06h00

O Brasil realizou, até 5ª feira (5.jun.2020), mais de 980 mil exames para a covid-19, o que representa 4% dos 24 milhões de testes prometidos pelo governo federal. Foram cerca de 50.000 testes feitos desde 2ª feira (1º.jun). “Graças ao esforço diário dos profissionais que atuam nos laboratórios centrais, o país aumentou em 451% a capacidade de testagem para a doença na rede pública. A média diária de exames, que em março foi de 1.689, passou para 7.624 ao fim de maio “, disse o secretário substituto da Vigilância em Saúde, Eduardo Macário. Receba a newsletter do Poder360 Até a última 6ª feira (29.mai), os laboratórios públicos, vinculados ao ministério, haviam realizado 485 mil testes de biologia molecular para a doença. A proporção de testes realizados em relação aos solicitados foi de 71,2%, segundo o Ministério da Saúde. Para acelerar o processo de diagnósticos, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) informou que tem efetuado a entrega semanal de 500 mil testes reagentes para o novo coronavírus à pasta, totalizando o envio de 2 milhões de exames biomoleculares até o fim do mês. Apesar dos esforços, o infectologista do Hospital Sírio-Libanês Ralcyon Teixeira alerta que a demanda de testagens é alta e que a disponibilidade limitada de reagentes biomoleculares é 1 dos motivos para a recente escalada da doença no país, que registrou até aqui 645.771 casos confirmados. Foram mais de 100 mil infectados em uma semana. “Faltam laboratórios de alta performance no país. Os insumos para confecção de agentes sorológicos são baixos. Os testes rápidos têm apresentado baixa capacidade de dar resultados conclusivos. A quantidade de falsos negativos é maior em comparação aos testes moleculares. Além da falta de laboratórios capacitados, o país não conta com muita força de trabalho especializada no campo molecular, o que acaba causando ainda mais prejuízos na interpretação dos resultados.” Teste rápido para covid-19 Reprodução/Governo de São Paulo Os testes rápidos a que Ralcyon se refere entram no rol dos exames sorológicos. Por meio de 1 inquérito de anticorpos, o laboratório analisa se o paciente teve contato com o novo coronavírus. “É 1 método mais barato e acessível, mas tem menor especificidade. Já os exames moleculares são capazes de detectar a presença direta do vírus no organismo. O problema é que, além da carência de insumos para esse tipo de teste, o PCR (moleculares) por enquanto não vai ser aplicado em massa no Brasil porque é mais complexo e caro”, destaca o infectologista. A Dasa, grupo responsável pelo Laboratório Exame, informou ter realizado mais de 125 mil testes PCR, além de 115 mil sorológicos até aqui. O diretor médico da Dasa, Gustavo Campana, atribui o baixo percentual de testagens no Brasil ao volume populacional: foram apenas 4.643 por milhão de habitantes. Segundo Campana, isso pode causar dificuldades em unificar ações de combate à covid-19. “A questão de limitação tem muito mais a ver com com a baixa disponibilidade de reagentes, que são importados, do que com a homogeneidade regional da epidemia.” SUS X Desigualdade Estudo da Universidade Centro-Europeia mostra que Irã, Cingapura e China tiveram índices melhores do que Espanha, Itália, Reino Unido e EUA no combate à pandemia nos primeiros 100 dias do surto. Na América do Sul, países como Venezuela, Paraguai e Uruguai registraram, cada, menos de 10.000 casos de covid-19 até aqui. “A situação é diferente no Brasil e na Argentina porque cada Estado pode criar medidas próprias de contenção, o que abre margem para que uma região desconsidere as peculiaridades epidemiológicas da outra”, avalia o sociólogo Sebastian Tobás, autor do livro Diplomacia em Saúde e Saúde Global: perspectivas latino-americanas. O pesquisador chama atenção ao fato de que a epidemia chegou ao país por meio das classes A e B e alerta que a população economicamente mais desfavorecida se tornou a mais vulnerável aos efeitos do vírus por causa da transmissão comunitária. Estudo da PUC-Rio, divulgado em 27 de maio, ratifica a avaliação de Tobás: segundo a pesquisa, pessoas sem escolaridade (71,3%) têm 3 vezes mais chances de morrer de covid-19 do que quem tem 1 curso superior (22,5%). Pretos e partos sem escolaridade morrem 4 vezes mais pelo novo coronavírus do que brancos com nível superior (80,35% dos infectados contra 19,65%). Considerando a mesma faixa de escolaridade, pretos e pardos apresentam proporção de óbitos 37% maior, em média, do que brancos. O professor de medicina Gastão Wagner, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), lembra que, antes de o SUS (Sistema Único de Saúde) ser implantado no Brasil, na década de 1980, 90% da população só tinha acesso a prontos-socorros vinculados à rede filantrópica das Santas Casas, único serviço de assistência à saúde gratuito à época. “Não havia Unidades Básicas de Saúde, tampouco garantias a acesso hospitalar”, diz. “Imagina se esse modelo não tivesse mudado, os mais de 12 milhões de desempregados e milhares de trabalhadores informais que existem hoje no Brasil simplesmente estariam sem cobertura em meio à pandemia. Seria uma catástrofe”, atesta Gastão. A vice-presidente do setor de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado concorda: “Sistemas de saúde baseados no seguro social, como era o brasileiro antes do SUS e como é a maior parte dos sistemas latino-americanos hoje, condicionam o acesso da população à capacidade de pagamento. São sistemas que aprofundam as desigualdades e que, num momento de crise como o atual, têm tido capacidade limitada, como nos EUA”. O pediatra e sanitarista Paulo Buss lamenta que outros países da América do Sul ainda não tenham adotado 1 sistema público de saúde coletiva. “O Caribe deu 1 passo importante com a criação da Agência de Saúde Pública. Na África, criaram o Centro de Controle de Doenças. Ambos são arranjos organizacionais em saúde para enfrentar a pandemia. E, no Brasil, o SUS, mesmo com privações, tem conseguido conter uma escalada muito maior do que poderia ocorrer, dado o volume populacional”, diz o médico. Mais R$ 1,2 bilhão para a Saúde O Ministério da Saúde anunciou na 5ª feira (4.jun) que vai enviar recurso financeiro aos municípios que criarem Centros Comunitários de Referência e Centros de Atendimento para identificar e tratar precocemente os casos leves de covid-19. A previsão de investimento é de R$ 1,2 bilhão. “Essa estratégia vai possibilitar que os gestores municipais que não tenham uma área com cobertura de Equipe de Saúde da Família e nem Unidade Básica de Saúde, mas que considere crítica, possa usar um equipamento social para adaptar o serviço para permitir o acesso das pessoas ao atendimento”, informou Daniela Ribeiro, secretária substituta de Atenção Primária à Saúde. Esta reportagem foi produzida pelo estagiário em jornalismo Weudson Ribeiro sob supervisão do editor Nicolas Iory

CNN BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 06/06/2020 às 05h30

Cinco hospitais brasileiros testarão plasma sanguíneo contra Covid-19 Estudo vai verificar se transfusões de pessoas curadas pode ajudar no tratamento da doença Anna Satie, da CNN em São Paulo 06 de junho de 2020 às 05:30 Compartilhar Teste para detecção de Covid-19 em São Paulo Foto: Adailton Damasceno/Estadão Conteúdo (26.mai.2020) O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações informou nesta semana que cinco hospitais brasileiros começaram a testar plasma sanguíneo em pacientes com a Covid-19. O estudo quer verificar se o plasma de pessoas já recuperadas da doença pode ajudar em quem ainda está batalhando o novo coronavírus. A pesquisa inclui 120 participantes nos hospitais das clínicas da faculdade de medicina da USP, da Unicamp e de Ribeirão Preto, do hospital Sírio-Libanês e do hospital Israelita Albert Einstein. Leia também: Cientistas ainda não sabem se infecção pelo novo coronavírus garante imunidade para participar do estudo, é preciso manifestar a forma grave da doença, não receber ventilação mecânica e ter desenvolvido os sintomas dez dias antes do monitoramento. Os pacientes que se encaixam nos critérios estabelecidos nas cinco instituições participantes são convidados a participar voluntariamente. Ao aceitar, são devidos em três grupos: um recebe 200 ml de plasma, outro, 400 ml, e o terceiro, não recebe nada. “A expectativa é boa. Há um grupo de pacientes, aqueles que ainda não precisam de ventilação mecânica, que parece se beneficiar desse tratamento”, disse o diretor de pesquisa do Albert Einstein, Luiz Vicente Rizzo. O MCTIC está financiando o teste com R$ 5 milhões, provenientes do crédito extraordinário para apoio de projetos de pesquisa no enfrentamento da pandemia. O Hemocentro do Rio de Janeiro vem trabalhando em uma iniciativa semelhante desde o início de abril. Editoria

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 06/06/2020 às 05h20

Na pandemia do novo coronavírus no Brasil, testagem em massa nem sempre significa notificação precisa do número de casos. O teste rápido utilizado pelo governo do Distrito Federal nos postos itinerantes e de drive-thru, por exemplo, identificou, até a última terça-feira (02/06), 11,3 mil infectados. O valor, no entanto, pode ser bem maior. Segundo informação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a tecnologia utilizada em pelo menos 177,4 mil testes feitos desde o dia 22 de abril, quando os primeiros foram disponibilizados, tem uma taxa de falso negativo de 13,6%. Ou seja, é possível que mais de 24 mil pessoas na capital do país tenham tido contato com o Sar-CoV-2 sem saber. O cálculo, feito pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, tem como base os balanços diários da testagem itinerante e dos postos de drive-thru. Alexandre Cunha, infectologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, aponta que a taxa de falsos negativos nos testes utilizados no DF “é alta, mas está dentro do que os exames atuais oferecem”. O problema decorrente disso, prosseguiu ele, é que “uma estimativa mais baixa do que a real pode levar a medidas inadequadas de liberação ou restrição de distanciamento”. Testes rápidos e taxa de erro os exames feitos nos postos do DF, os chamados testes rápidos, são usados para detectar anticorpos do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Ou seja, não identificam a presença do vírus, mas sim se a pessoa já teve contato com ele e se desenvolveu algum tipo de defesa. Por causa da taxa de falsos negativos, a própria nota da Anvisa sobre a liberação do uso no Brasil advertiu para as limitações do procedimento. “O diagnóstico de Covid-19 não deve ser feito por uma avaliação isolada dos resultados dos testes rápidos. No estágio inicial da infecção, falsos negativos são esperados em razão da ausência ou de baixos níveis dos anticorpos e dos antígenos de Sars-CoV-2 na amostra. E o resultado do teste positivo indica a presença de anticorpos contra o Sars-CoV-2, o que significa que houve exposição ao vírus, não sendo possível definir apenas pelo resultado do teste se há ou não infecção ativa no momento da testagem.”

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/06/2020 às 04h00

Empresas de diversos setores anunciaram no final de maio uma rede voluntária de apoio para a fabricação de 4 mil respiradores e equipamentos de respiração assistida para o tratamento de pacientes com covid-19. Cada vez mais pacientes de coronavírus necessitam de ventilação artificial na crise sanitária. A parceria vai apoiar a KTK, rede de equipamentos hospitalares de São Paulo, que já tem produzido ventiladores pulmonares para o combate ao coronavírus. A iniciativa reúne companhias como Toyota, Mercedes-Benz, Bosch, GM, Caoa, ABB, Flez, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander. Algumas das empresas envolvidas no projeto cederam funcionários para a empreitada. A produção mensal da fábrica era de 50 respiradores por mês, ou uma média de 2,27 por dia — o trabalho parava aos finais de semana. Com a parceria, a fabricação será sete dias por semana e subirá para cerca de 70 respiradores por dia —30 vezes mais do que a produção anterior. Os equipamentos vão para o Ministério da Saúde, que distribuirá para os locais com mais necessidade. "Essa foi mais uma maneira que encontramos de colaborar, neste momento em que a demanda global por este tipo de equipamento aumentou consideravelmente", afirmou Roberto Braun, diretor de Assuntos Regulatórios e Governamentais da Toyota do Brasil. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), antes da pandemia o Brasil contava com cerca de 60 mil ventiladores pulmonares, sendo que de 3 mil a 4 mil destes estavam parados para manutenção. Segundo o Ministério da Saúde, em 861 municípios brasileiros apenas um ventilador mecânico está disponível. Por isso, iniciativas como essas são importantes para salvar vidas. Além disso, os ventiladores usados no combate à covid-19 precisam conter muitos recursos e são bastante tecnológicos, o que os torna mais caros. "Precisamos de um equipamento que controle a respiração, o volume, a pressão do ar, o fluxo de respiração. São ventiladores que possuem microprocessadores, com uma tecnologia mais apurada", afirma Laerte Pastore, pneumologista e gerente médico da UTI do Hospital Sírio Libanês, que confirmou que a iniciativa pode ajudar em muitos casos.

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL
Data Veiculação: 06/06/2020 às 03h00

Corrida por uma vacina Mais de 100 experimentos no mundo buscam a fórmula da imunização contra a covid-19. No Brasil, voluntários participam de testes feitos pelo Universidade de Oxford, paginais Mais de 100 estudos para a descoberta de um elemento imunizador ao novo coronavírus estão em andamento. Brasil participa de grupo na Universidade de Oxford e, dos 224 programas voltados ao desenvolvimento de medicamentos, 130 são contra a covid-19 Mundo corre por uma vacina »MAÍRA NUNES Mais de 100 estudos para a produção de vacina contra o novo coronavírus estão em andamento no mundo. Dos 224 programas para o desenvolvimento de medicamentos contra todos os tipos de doenças, 130 são voltados para a covid19, enfermidade que mais mata atualmente. Os dados do relatório A Corrida pela Vida, produzido pela Exame Research, publicado ontem, dão a dimensão da urgência em encontrar a única forma apontada por cientistas até o momento de retomar a rotina existente antes do novo coronavírus. A alta disseminação e a letalidade do vírus se juntam às crises financeiras vividas por países de todos os continentes. Acelerar o desenvolvimento de uma vacina é a estratégia adotada por governos, empresas e comunidade científica e entidades filantrópicas, que investiram, até o momento, mais de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 99,2 bilhões, segundo o dólar de ontem). Metade dessa quantia foi financiada por um programa do Congresso dos Estados Unidos. Uma campanha liderada pela União Européia, que contou com governos de diversos países, é responsável por outros US$ 8 bilhões —o Brasil não aderiu a esta campanha internacional. A Coalizão para a Inovação e a Prevenção de Epidemias (CEP1, na sigla em inglês), fundação formada no Fórum Econômico Mundial de 2015, também entra nessa conta: recebe doações de entidades filantrópicas, entre elas a Fundação Bill & Melinda Gates. Até hoje, a vacina que levou menos tempo para ser desenvolvida foi contra a caxumba, mas, mesmo assim, levou quatro anos. Essa corrida internacional por um elemento de imunização contra a covid-19 apresenta resultados em tempo recorde. Dos experimentos em andamento, dez já começaram os testes em seres humanos. Uma delas, produzida L US$20 BILHÕES é o valor aproximado que governos, empresas e comunidade científica e entidades filantrópicas investiram em pesquisa para se chegar a uma vacina na Universidade de Oxford, na Inglaterra, contará com 2 mil voluntários testados no Brasil e mais de 10 mil no Reino Unido. Pesquisas desenvolvidas pelos EUA e pela China também fazem estudos de antídotos que possam prevenir a covid-19 em seres humanos. Cada um utiliza técnicas diferentes para estimular a produção de anticorpos e imunizar contra o novo coronavírus. A previsão dos pesquisadores é de que, até o fim deste ano, ou em 2021, uma vacina esteja pronta. Resultados O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca afirmou, ontem, que espera para setembro os resultados sobre a eficácia da vacina contra o coronavírus em que está trabalhando em Oxford. “Em setembro devemos saber se temos ou não uma vacina eficaz”, disse o diretor-executivo da empresa, Pascal Soriot. A universidade se associou ao grupo farmacêutico para fabricar e distribuir em todo o mundo a vacina que desenvolve. Os ensaios clínicos com humanos começaram no final de abril no Reino Unido e devem ser realizados este mês no Brasil, que é agora “o epicentro da epidemia”, afirmou Soriot. Koen Van Weel/AFP A covid-19 é, hoje, a doença que mais mata em todo o mundo. O estudo do qual o Brasil faz parte prevê para setembro os primeiros resultados Centrão leva secretaria na Saúde » BRUNA LIMA » ALESSANDRA AZEVEDO Os fardados do ministério os esforços do presidente Jair Bolsonaro em estreitar laços com o Centrão rendeu a nomeação para um dos cargos de maior destaque no enfrentamento à pandemia de coronavírus. A parceria emplacou o professor e farmacêutico Arnaldo Correia de Medeiros como o novo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, um dos setores mais importantes da pasta e protagonista na guerra contra a covid-19. A nomeação está publicada no Diário Oficial da União, de ontem, e assinada pelo ministrochefe da Casa Civil, Walter Braga Netto. O cargo tinha sido ocupado porWandersonde Oliveira, servidor de carreira da pasta que permaneceu no cargo desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta, e que era um dos únicos em função de confiança a se manter com Nelson Teich, na sua passagem pelo Ministério da Saúde. Com asaída de Wanderson, quem o substituía era Eduardo Macário, mas interinamente. O novo secretário de Vigilância em Saúde é a 1 Ia indicação do Centrão desde que Bolsonaro iniciou a aproximação. O nome foi apresentado pelo líder do PL na Câmara, WellingtonRoberto (PB), e aprovado pelo ministro interino, general Eduardo Pazuello, no início da semana. Arnaldo é graduado em Farmácia pela Universidade Federal da Paraíba e é mestre em Bioquímica e Imunologia pela Universidade de Minas Gerais. O novo secretário também é doutor em Ciências » Eduardo Pazuello ministro interino » Antônio Élcio Franco Filho secretário-executivo » Reginaldo Machado Ramos -diretorde Gestão Interfederativae Participativa »Jorge Luiz Kormann diretor de Programa » Marcelo Blanco Duarte assessor no Departamento de Logística » Paulo Guilherme Ribeiro Fernandes coordenador-geral de Planejamento » Alexandre Magno Asteggiano assessor »Luiz Otávio Franco Duarte assessor especial do ministro » André Cabral Botelho coordenador de contabilidade » Giovani Cruz Camarão coordenador de Finanças do Fundo Nacional de Saúde » Vagner Luiz da Silva Rangel coordenador de execução orçamentária » Ramon da Silva Oliveira coordenador geral de Inovação de Processos e de Estruturas Organizacionais » Marcelo Sampaio Pereira diretor de programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde » Ângelo Martins Denicoli diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS » Mario Luiz Ricette Costa assessor técnico da Subsecretária de Planejamento e Orçamento » Alexandre Marti nelli Cerqueira subsecretário de Assuntos Administrativos » Laura Triba Appi diretora de Programa da Secretaria de Atenção Primária » Celso Coelho Fernandes Júnior coordenador-geral de Acompanhamento e Execução de Contratos Administrativos » Paulo César Ferreira Júnior-diretor de Programada Secretaria-Executiva » Giovanne Gomes da silva presidente da Fundação Nacionalde Saúde (Funasa) » Vilson Roberto Ortiz Grzechoczinski coordenador-geralda Secretaria Especial de Saúde Indígena » Robson Santos da Silva -secretário especial de Saúde Indígena » Mareio Vieira da Silva coordenador-geral de Orçamentoe Finanças » Roberto Bentes Batista fica diretor do Departamento de Engenharia de Saúde Pública da Fundação Nacionalde Saúde » Nivaldo Alves de Moura Filho diretor de Programa da Secretaria-Executiva Biológicas pela Universidade de São Paulo e tem especialização em Gestão Hospitalar pelo Hospital Sírio-Libanês. Com experiência na área da saúde, ele atua como professor titular da UFPB. Novos nomes Mais dois militares foram nomeados para o ministério. De acordo com o DOU, para exercer o cargo de diretor de Programa da Secretaria-Executiva foi escolhido o tenente-coronel Nivaldo Alves de Moura Filho. Já o coronel médico Roberto Bentes Batista fica responsável pela direção do Departamento de Engenharia de Saúde Pública da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Além de cardiologista e médico de família, é pós-graduado em Gestão da Administração Pública e possui especialização em Política e Estratégia. Assim, passa para 25 o número de militares atuando na linha de frente da pasta mais requisitada em tempos de emergência sanitária. Já o coordenador de Apuração Disciplinar da Corregedoria-Ge- ral, da Diretoria de Integridade, agora é o sociólogo Luciano Chagas Barbosa, que entre 2014 e 2016 foi coordenador de Apuração Disciplinar da Corregedoria-Geral do Ministério da Saúde. E a função de chefe do Serviço de Orçamento e Finança da Secretaria Especial de Saúde Indígena foi entregue a Felisberto de Sousa Rocha. Na gestão Mandetta, apenas um militar ocupava papel de destaque na pasta: o coronel Robson Santos da Silva, secretário especial de Saúde Indígena, que, aliás, continua na função.