Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 05/06/2020 às 05h30

Saúde saude Médico que pegou Covid-19 no trabalho é o 1º a doar anticorpos no DF Plasma sanguíneo do anestesista Lucas Valente será usado para tratar pessoas que estão lutando contra a infecção provocada pelo coronavírus 05/06/2020 5:30, atualizado 05/06/2020 15:59 A possibilidade de ajudar pacientes que estão lutando contra a Covid-19 motivou o médico Lucas Valente, de 29 anos, a doar um pouco do plasma sanguíneo – parte líquida do sangue – para uma pesquisa inovadora que está sendo realizada no Distrito Federal. O estudo vai avaliar como o sistema imunológico de um paciente infectado pelo coronavírus reage aos anticorpos doados por uma pessoa que teve a doença e se recuperou. “O coronavírus é uma doença muito solitária: quem está bem, se isola, e quem está doente, fica realmente afastado dos parentes, em um ambiente estranho ao que está acostumado. É muito triste”, relata Valente, que atende doentes em estado grave internados no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Como é responsável por anestesiar os pacientes antes da entubação, o médico corria grande risco de ser contaminado, o que se confirmou em 5 de abril, quando manifestou os primeiros sintomas . Com o diagnóstico positivo em mãos, Valente ficou afastado da função por 21 dias. Neste intervalo de tempo, o anestesista teve perda do olfato e dor no peito ao respirar fundo. “Era uma dor bem no meio do peito. Até pensei que fosse evoluir para alguma coisa mais grave, mas foi só isso”, lembra. Além de cuidar da própria saúde, procurou proteger as pessoas do condomínio onde mora. “Fiquei em casa e saía só para fazer exames. Antes, eu avisava para todos do prédio que iria descer e só passava quando o caminho estivesse liberado”, conta. 1/8 A transfusão de plasma é um método inovador para tratar a Covid-19 ▲ Consiste em transferir anticorpos de uma pessoa recuperada para o corpo de um paciente que está lutando contra a doença ▲ Igo Estrela/Metrópoles ▲ O método funcionou para o tratamento do ebola e da H1N1 ▲ No Distrito Federal, o primeiro doador de plasma foi o médico Lucas Valente, de 29 anos ▲ Igo Estrela/Metrópoles ▲ Igo Estrela/Metrópoles ▲ De acordo com o diretor do Hemocentro, Alexandre Nonino, em 4 meses, será possível apresentar os primeiros resultados da pesquisa ▲ 1 7 8 Na tarde dessa quinta-feira (04/06), já no grupo dos recuperados , Valente foi à Fundação Hemocentro de Brasília fazer a doação. O procedimento durou cerca de 90 minutos. Terapia com plasma A técnica de transfusão de plasma para o tratamento da Covid-19 também está sendo testada no Rio de Janeiro (HemoRio), São Paulo (Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês), Ribeirão Preto (USP) e Santa Catarina (Hemosc). No Distrito Federal, a inciativa é uma parceria da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) com a Fundação Hemocentro de Brasília, o Laboratório Central da Secretaria de Saúde e os hospitais da rede pública do DF. Esse tipo de tratamento foi usado nas epidemias de ebola e H1N1 e obteve bons resultados. “O nosso objetivo é ver se os anticorpos infundidos vão se ligar ao vírus e impedir que ele infecte novas células da pessoa que está doente “, explica o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), André Nicola, que coordena a pesquisa. Até essa quinta-feira (04/06), 189 pessoas recuperadas da Covid-19 tinham se voluntariado para doar o plasma. Antes da coleta, os voluntários passam por uma avaliação para filtrar aqueles que poderão seguir na pesquisa. “Precisamos garantir que o processo de coleta de plasma seja seguro para quem vai doar e para quem vai receber”, explica André. No DF, o tratamento será realizado com pacientes do HUB e do Hran, referência no tratamento da Covid-19. Depois de receberem os anticorpos, os pacientes serão submetidos a coletas de sangue diárias. Nesse período, os pesquisadores vão observar a evolução do quadro de saúde deles. Os cientistas reunirão dados que possam comprovar ou refutar a eficácia do método, como, por exemplo, quantos pacientes precisarão de ventilação mecânica, de internação em UTI e quantos terão o vírus eliminado do organismo. A expectativa é que os primeiros resultados sejam divulgados em quatro meses. Como ser voluntário Os voluntários precisam ser pessoas curadas da Covid-19, sem apresentar os sintomas há pelo menos 15 dias. Também é importante que não tenham passado por manifestações graves, como choque séptico, parada cardíaca ou entubação respiratória em razão da infecção. O prazo de duas semanas sem os sintomas garante que o doador tenha os níveis necessários de anticorpos. “A quantidade de anticorpos produzidos para combater o vírus vai subindo durante os dias. O pico se dá depois de 15 dias”, explica Alexandre Nonino, diretor executivo do Hemocentro.

SUPERINTERESSANTE ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 05/06/2020 às 18h19

Ciência A culpa são de pequenos coágulos que o vírus cria. O ar entra e sai normalmente do pulmão, mas o oxigênio não chega onde precisam chegar. MR.Cole_Photographer/Getty Images Publicidade Alguns pacientes graves de Covid-19 não sentem falta de ar, mesmo quando os níveis de oxigênio no sangue já estão bem baixos. Isso faz com que a doença passe despercebida no início – e quando o paciente chega no hospital, a situação está tão crítica que ele logo precisa ser entubado. Esses não são todos os casos – afinal de contas, estima-se que 80% dos infectados pelo coronavírus tenham sintomas leves ou não apresentem sintoma nenhum. Mas a frequência com que esses quadros se repetem preocupam os médicos. Mesmo se existissem respiradores suficientes para internar quem precisa, o entubamento é um processo de risco que nem sempre consegue salvar o paciente. Uma das hipóteses que explica esse comportamento estranho no corpo é a formação de coágulos nos pulmões. O sangue forma pequenos sólidos que servem como “tampão” quando algum vaso sanguíneo é rompido. Isso geralmente ajuda a estancar sangramentos, mas ele também pode causar trombose, que é quando esses coágulos bloqueiam o fluxo do sangue pelos vasos. No caso da Covid-19, cada vez mais estudos mostram que a doença pode causar esses trombos em pacientes que evoluem para quadros mais graves. Isso explicaria por que a pessoa não sente falta de ar, mesmo já estando com níveis baixos de oxigênio: o ar entra e sai normalmente do pulmão, mas o oxigênio não chega onde precisa chegar, por conta da falta de irrigação. Continua após a publicidade esses pequenos coágulos também ficam entre os alvéolos pulmonares e os vasos sanguíneos. Os alvéolos são “saquinhos” para onde vai o ar que você respira. Lá é justamente onde o pulmão pega o oxigênio do ar e passa pro sangue. Com o “bloqueio” no meio, menos oxigênio entra no sangue, causando o que os médicos chamam de “baixa saturação” (sangue que carrega menos oxigênio do que deveria). De quebra, isso explicaria os sintomas dermatológicos da doença, os famosos “dedos de covid” (mas que também podem se manifestar em outras áreas do corpo). Com a irrigação sanguínea obstruída, os dedos adquirem um tom avermelhado ou roxo, como tem sido observado em pacientes. Diferente dos outros coronavírus A pneumologista Elnara Negri é pesquisadora da Universidade de São Paulo e atua no Hospital Sírio-Libanês e Hospital das Clínicas. Ela percebeu algo estranho quando entubou um paciente com Covid-19, no final de março. O pulmão dele parecia estar funcionando normalmente, bem flexível, o que é incomum para um quadro de desconforto respiratório agudo. Continua após a publicidade Tanto a SARS quando a MERS, duas outras doenças graves causadas por coronavírus, provocam uma inflamação no pulmão. Os alvéolos se enchem de células mortas e pus, deixando o pulmão mais rígido. Assim, fica difícil fazer a ventilação por meio dos respiradores, porque o pulmão está duro demais para fazer o movimento. Não foi o que a médica percebeu com o novo coronavírus. Ela entrou em contato com outros pesquisadores da USP, Paulo Saldiva e Marisa Dolhnikoff, que estavam fazendo autópsia dos pulmões de pessoas que morreram pela Covid-19. Eles perceberam focos de hemorragia em vasos sanguíneos do pulmão – que estavam relacionados aos microtrombos que mencionamos antes. O artigo com a análise das autópsias foi revisado por pares e aceito para publicação no Journal of Thrombosis and Haemostasis. A pergunta que resta é porque o coronavírus causa esses coágulos. Segundo Negri, o vírus entra pelo sistema respiratório e destrói as células que revestem os alvéolos e os brônquios. É como se eles ficassem em carne viva, e isso atrai a atenção do corpo para aquela região. Lá é liberada uma substância chamada fator tecidual, o que ativa a coagulação no pulmão. O mesmo acontece quando você se corta e o corpo manda as substâncias para estancar o sangramento e formar aquela “casquinha” na pele. Mas ativação da coagulação nos pulmões forma trombos que obstruem os pequenos vasos sanguíneos do órgão e causam todas aquelas complicações. A inflamação e acúmulo de células mortas no pulmão – quadro típico da SARS e MERS – também pode acontecer com a Covid-19, se ela evoluir para os estágios mais graves. “Isso pode acontecer nas fases finais da doença se o processo trombótico não for contido no início. Inicialmente observa-se menos inflamação dentro do alvéolo e mais trombose nos vasos pulmonares. Se ela não for freada, ocorre necrose tecidual, inflamação, infecção bacteriana secundária e evolução para a síndrome respiratória aguda”, diz Elnara Negri. Continua após a publicidade Tratamento Bom, ainda não sabemos como curar a Covid-19, mas a ciência já sabe tratar coágulos há décadas. A pneumologista está participando de estudos com o medicamento heparina, que desfaz os trombos no sangue e desentope os vasos. As primeiras experiências com 27 pacientes graves do Hospital Sírio-Libanês foram descritas em um artigo que aguarda a revisão por pares. Os casos tratados com o anticoagulante se recuperam entre 10 e 14 dias de internação, enquanto outros casos graves de Covid-19 precisam de, em média, 28 dias no respirador. Em um cenário com recursos escassos, diminuir o tempo de internação é essencial para poder administrar melhor os leitos hospitalares. A equipe de pesquisadores irá fazer estudos amplos, controlados e randomizados com a heparina, em parceria com a Universidade de Toronto e Universidade de Amsterdã. Além disso, eles também estão estudando dados de 200 pacientes já tratados no Hospital Sírio-Libanês, que serão compilados em um artigo. Por enquanto, a maior parte dos hospitais e UTIs já utiliza o medicamento em pacientes com baixa saturação de oxigênio. A médica defende que é importante iniciar o tratamento com a medicação assim que for detectado o baixo nível de oxigênio no sangue, para evitar as complicações que falamos aqui no texto. O médico deve determinar a dose adequada para cada paciente. Sempre é bom lembrar que a automedicação para tratar a Covid-19 pode levar a complicações graves. No caso da heparina, a dose errada pode causar hemorragia. Continua após a publicidade não sabemos se os coágulos são os únicos responsáveis pelo agravamento da doença. Segundo a médica, de 10% a 15% dos pacientes evoluem para o quadro de hipercoagulação. São esses que podem precisar de oxigenação e ventilação mecânica. O quadro provocado pela Covid-19 é complexo e envolve diversos fatores biológicos, como predisposição genética e comorbidades. A maior parte dos pacientes com trombose tratados por Negri tinham obesidade ou diabetes, mas o quadro também foi observado em pessoas sem comorbidades. Com cada vez mais estudos voltados ao aspecto trombótico da Covid, a nova linha de pesquisa pode mudar a maneira como tratamos a doença. anticoagulante Coronavírus Covid-19 sangue TROMBOSE Publicidade

AGENCIA PARÁ
Data Veiculação: 05/06/2020 às 13h35

O transplantando renal, Emano GIl, 41 anos, chegou ao hospital Ophir Loyola com um quadro clínico de Covid-19 considerado grave e de difícil reversão. Com a saturação de oxigênio de 51%, ele recebeu os primeiros socorros na Unidade de Atendimento Imediato, onde são atendidas as urgências e emergências de pacientes oncológicos e renais e que, devido à pandemia, teve a estrutura dividida em “oncológicos” e “covid-19”. Após receber os cuidados necessários, Emano foi transferido para a clínica de internação exclusiva para atender pacientes com esse perfil. “Eu cheguei muito mal, queria respirar e não conseguia, isso é desesperador. Agradeço ao corpo clínico por toda dedicação, por salvar a minha vida. É uma doença muito séria, peço que as pessoas tenham mais cautela e respeitem o isolamento social. O vírus tira o nosso fôlego de vida, por isso eu me considero um vitorioso”, relata. Os pacientes oncológicos e renais fazem parte do grupo de risco e pode desenvolver a forma mais grave dos sintomas do novo coronavírus. Foi pensando nessa realidade que o Hospital Ophir Loyola elaborou um Plano de Resposta Hospitalar, por meio da consultoria do Projeto Lean nas Emergências do Ministério da Saúde e do Projeto Todos pela Saúde do Banco Itaú, ambos sob a tutoria do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo. O objetivo é reduzir os efeitos da pandemia na unidade de saúde. comissão especial de enfrentamento a covid -19. Uma das principais medidas consiste na separação do fluxo de atendimento para que os pacientes sintomáticos respiratórios não circulem nos mesmos setores que os usuários assintomáticos. Todos os pacientes e acompanhantes são submetidos à triagem mediante a verificação de sintomas, como febre, manchas no corpo, tosse, dor na garganta e falta de ar. Caso o paciente apresente dois ou mais sintomas será encaminhado à Unidade de Atendimento Imediato. A enfermeira Samanta Miranda, coordenadora do Projeto Lean nas Emergências no HOL, explica que logo ao chegar para o atendimento, o paciente recebe a classificação pelo Serviço de Acolhimento e Classificação de Risco (Sacri). “A enfermagem segue o protocolo estabelecido pela Comissão de Controle à Infecção Hospitalar (CCIH) do HOL, baseado nas orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e do Ministério da Saúde. Assim determina se o paciente deverá receber atendimento por intercorrências meramente oncológicas ou se há uma suspeita de coronavírus para que seja direcionado ao ambiente em conformidade com sintomatologia apresentada", detalha Samanta. O paciente sintomático respiratório é atendido por médico do consultório Covid-19, definindo se o mesmo poderá receber alta e ficar em isolamento domiciliar ou terá necessidade de ficar internado. Em caso de internação, o usuário suspeito da Covid-19 será transportado para o 5º e 6º andar totalizando 31 leitos de enfermaria reservados para atender somente os usuários com esse perfil, pacientes foram internados com a doença viral no hospital. Leonice Cardoso, 53, precisava ser assistida por uma intercorrência do câncer de colo de útero e, após apresentar cansaço, foi submetida a exames. A tomografia constatou que todo o pulmão estava comprometido. Ela precisou ficar internada durante sete dias. O filho Alex, 31 anos, nem imaginava que a mãe estivesse infectada pelo novo coronavírus. “Eu só acreditei porque aconteceu com alguém próximo. Daí caiu a ficha e tive a noção do quanto é grave, a pneumonia é severa, não brinquem com isso. Hoje minha mãe está recuperada ao lado dos filhos graças à dedicação dos profissionais do hospital, foram muito atenciosos”, comemora.

EXAME.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 05/06/2020 às 12h08

Com 11 dos 31 shoppings reabertos, a brMalls já tem uma boa ideia de como é o ritmo de reabertura. O presidente da companhia, Ruy Kameyama, contou ao EXAME IN que, na média, os shoppings reabrem com 50% do nível de venda pré-covid-19. Ao longo do tempo, recuperam em uma velocidade da ordem de 4% por semana. A unidade aberta há mais tempo é o Iguatemi Caxias, na cidade de Caxias do Sul (RS), desde 20 de abril. Lá, as vendas foram retomadas com 60% do total anterior à pandemia. “Agora, cinco semanas depois, evoluíram e estão em 75%. Dá para ver que o consumidor vai ganhando confiança”, explicou. Contudo, funcionando ainda em horário reduzido, não é possível prever o teto da recuperação. “Também não sabemos qual será o efeito dessa crise sobre a renda das pessoas”, disse Kameyama. Até o fim de maio, sete unidades estavam reabertas e mais quatro recomeçaram em junho. A empresa atua em 23 cidades, de 12 estados do país. Inscreva-se no EXAME IN e saiba hoje o que será notícia amanhã ao longo das próximas semanas, a previsão da companhia — dona dos shoppings Villa-Lobos, Tamboré, Tijuca, entre outros — é levantar as portas das unidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Kameyama explicou que a relação do cliente com o shopping está diferente. O tempo médio de permanência está bem menor. Além de os cinemas e teatros estarem fechados e os restaurantes restritos, o consumidor está mais objetivo. “Não tem passeio.” Os destaques de venda na retomada estão em eletroeletrônicos, telefonia celular e produtos de cama, mesa e banho. “Tudo isso está relacionado ao momento, com o consumidor mais em casa e mais conectado.” Vestuário, segundo o presidente da brMalls, tem se recuperado também, mas de forma mais lenta. “Na maioria dos shoppings, os provadores estão fechados ainda.” A companhia reabriu seguindo o protocolo de higienização e gestão da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), que é validado pelo Hospital Sírio-Libanês, mais algumas medidas sanitárias extras. Liquidez Questionado se a empresa pretende aproveitar a retomada do mercado de ofertas de ações para captar novos recursos, ele preferiu não comentar. “Nossa política é não falar sobre isso. Só quando temos algo a comunicar.” A queima de caixa é o maior desafio do varejo na pandemia. A brMalls terminou abril com 1,3 bilhão de reais de saldo aplicado. Durante a pandemia, a empresa levantou 700 milhões de reais com duas operações de dívida — 300 milhões de reais em março e 400 milhões de reais em abril. Os compromissos financeiros totais, somando a posição de março à captação de abril, estão em 3,4 bilhões de reais. Resultados O balanço do primeiro trimestre da brMalls, divulgado ontem após o fechamento da bolsa, já deu uma ideia do efeito Covid-19. A receita líquida de janeiro a março somou 296 milhões de reais, o que equivale a um aumento de 1,9% na comparação com igual período do ano passado (considerado as mesmas unidades consolidadas e sem efeitos das novas normas contábeis IFRS 10 e 11). “Estávamos vindo muito bem em janeiro e fevereiro, com nossa menor taxa de vacância para um primeiro trimestre, desde 2015”, disse Kameyama. Um olhar detalhado sobre a receita bruta de aluguéis, contudo, mostra o que significa o fechamento de lojas. Com apenas duas semanas afetadas pela pandemia, a arrecadação do aluguel percentual, relacionado ao desempenho de vendas, caiu 19,4%, para 9,8 milhões de reais. É a menor fatia de receita da companhia, mas um termômetro importante da circunstância. O lucro líquido do primeiro trimestre caiu 23,5%, para 118,5 milhões. O desempenho, além do começo da crise, reflete também a venda de oito shoppings no intervalo de comparação — sete no segundo semestre do ano passado e um nos três primeiros meses deste ano. Kameyama explicou que a brMalls, que já chegou a ter 51 shoppings na sua carteira, praticamente encerrou o ajuste no portfólio. Resta apenas uma unidade a ser alienada, mas com diminuta participação na receita. Vendas de um click enquanto administra a retomada das lojas físicas, a brMalls segue no avanço da estratégia digital: anunciou ontem uma parceria com a B2W, para integrar as lojas dos shoppings ao marketplace da empresa de comércio eletrônico. O acordo envolve a Delivery Center, startup de entregas que tem como sócios, além da brMalls, a Multiplan e José Galló, presidente do conselho da Lojas Renner. “Como entregamos no máximo em 24 horas, a parceria ajuda nosso lojista a vender mais e também facilita para o usuário, que na pandemia enfrenta prazos bem mais longos de espera”, disse Kameyama. A adesão à plataforma B2W será gradual e começa pelos três shoppings do Rio de Janeiro. O objetivo é reforçar a estratégia de e-commerce — vital durante a crise, mas também essencial para reforçar a relevância do shopping no futuro, em que funcionará como um diferencial logístico para as marcas. A ideia é posicionar a brMalls para todas as tendências multicanal e de entrega rápida a partir da loja e de retirada pelo cliente no local. “Estar pronto para vender no local ou por e-commerce é fundamental.” A expectativa do executivo é que o comércio eletrônico, que hoje representa 5% de tudo que é vendido no país, aumente para 10%, no médio prazo após a crise. “Esse salto não será imediato. Mas a pandemia ajudou a acelerar e consolidar novos hábitos.” Atualmente, nove shoppings da brMalls estão ligados à Delivery Center. As vendas com esse sistema registraram um aumento de 190% na média de abril e maio sobre janeiro e fevereiro. “Batemos a marca de 100 mil nas nossas unidades em maio.” A média por shopping da companhia subiu de 5 mil ao mês pré-pandemia, para 6,5 mil em abril e 11 mil em maio. Antes concentradas na área de alimentação, as entregas foram ampliadas para os demais produtos. Com isso, o tíquete médio das compras nas unidades brMalls plugadas à plataforma subiu de 73 reais, em fevereiro, para 102 reais, em maio. A companhia estimulou a adesão das lojas à Delivery Center durante a pandemia. Os lojistas que se ligaram ao canal ganharam isenção da taxa fixa de aluguel para o período de shoppings fechados. A expectativa é contribuir para a saúde financeira do lojista e, dessa forma, evitar aumento na taxa de vacância. Em Caxias do Sul, houve aumento de apenas 1%, um mês após a reabertura.

JORNAL GLOBONEWS - EDIÇÃO DAS 10H/GLOBONEWS
Data Veiculação: 05/06/2020 às 10h00

A gente lembrar, né, Aline, que esses números que a gente traz os números oficiais, eles não representam a realidade de uma forma fiel, porque a gente sabe, tem muita subnotificação. 2º os especialistas, esses números reais são bem maiores, vamos falar sobre a situação do Rio de Janeiro, André Coelho de ataque com a gente. Oi André, bom dia para você. A cidade do Rio de Janeiro tem a maior taxa de letalidade entre todas as capitais brasileiras, taxa de letalidade, vamos lembrar e pela relação entre o número de mortes e o número de infectados. Mas não é só a capital para preocupando, né. E falar dessa situação no estado para a gente bom dia. Exato. Ele é um bom dia para você, alimento do mundo que nos acompanha além da capital fluminense, outras 11 cidades aqui no estado do Rio de Janeiro estão e com uma taxa de letalidade acima de 10 por cento importante a gente destacar que essa taxa em todo o país está na casa na casa de 5,53 por cento, a gente prepara uma lista para o nosso assinante acompanhar a situação bem complicada também na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense onde o indicador tá batendo quase 17 por cento na sequência aparecem cidade como Belford Roxo, Cachoeiras de Macacu São João de Meriti e Magé também tem cidades que estão com uma situação um pouco melhor o caso de Niterói e queimados que ficaram com um índice abaixo de 3 por cento. A cidade de Niterói, ela apostou é um programa maior de testagem e essa semana mesmo abriu um grande trunfo para testar, mas a população a cidade também adotou regras mais pesadas de restrição à no começo da pandemia incluindo até a limitação de acesso ao próprio município e o indicador também mostra que isso acabou dando resultado, o estado do Rio de Janeiro registrou ontem mais 317 317 mortes vítimas por e novo coronavírus esse é o 2º pior resultado, registrado até agora desde o começo da pandemia o Estado e então totaliza 6327 óbitos desde o início da pandemia pelo novo coronavírus. Há também 1180 mortes também em investigação estado confirmou ainda 1692 novos casos da doença ultrapassando 60932 casos é nesse cenário que a prefeitura liberou mais uma ação de relaxamento alisamento social a partir de agora, mais de 10 mil ambulantes, que já são registrados na prefeitura e podem voltar a trabalhar essa medida do prefeito Marcelo Crivella foi e publicada numa edição extra do Diário Oficial da prefeitura e a justiça do Rio determinou também que o Governo do Estado e a prefeitura voltem abrir as escolas para oferecer a merenda a 1 milhão e meio de estudantes, o Governo do Estado estuda assim abrir as escolas para oferecer suas refeições. A prefeitura deve recorrer da decisão. Eu volto com vocês. Exatamente esse cenário, André nos traz que nos deixa bastante apreensivos no matinê, André. Como é que tem um aumento dos casos uma flexibilização ao mesmo tempo, a gente continuar falando sobre o Rio de Janeiro. André, muito obrigada conta com a gente tá por aqui, porque é esse enquanto nós estamos vendo testemunhando um aumento a escalada número de mortes e de contágio em várias cidades do país em muitas delas também estão sendo afrouxada as medidas de isolamento social a flexibilização da quarentena no Rio, claro que aumentou o movimento nos transportes e não só nas praias nas ruas, evidentemente. Rogério Coutinho acompanham pouco amanhã no Rio conta para gente qual com ele ainda tá rolando, né, como é que tá por aí o que você viu que eu te encontrar mais para a gente agora são 10 horas muito mais movimento. Você tá sentindo de ontem para hoje. Foi ali nele, ele é muito bom dia. Bom dia a todos para acompanhar a gente aqui na Globo News, olha, nesse momento a situação tão pouquinho melhor do que mais cedo, só para explicar para tentar em casa, estou aqui na estação BRT do mato alto na zona oeste do Rio de Janeiro, uma estação importantíssima, muitos trabalhadores saem todos os dias bem cedinho de casa passou por aqui para e em direção ao centro da cidade a outros bairros da Zona Oeste também a zona sul da cidade, nesse momento, Elias Pereira vai mostrar para vocês a estação do BRT, essa estação que tem e linha exclusiva e a faixa exclusiva para os ônibus, a gente vê que tem um movimento de passageiros, a gente vê que tem uma equipe da Guarda Municipal aqui, mas, neste momento chegou a haver um ônibus passando com passageiro lotado, passageiros em pé, mas também de ônibus passando com os passageiros sentados, porque estou falando isso, porque pelo decreto da prefeitura aqui que proíbe passageiro viajando em pé mais cedo para chamar as imagens aí para a gente vê agora no horário de 6 7 8 da manhã, porque a gente flagrou aqui foi uma imagem muito triste. Passageiros aos Montes correndo o risco de contaminação, porque a aglomeração era dentro dos ônibus e eles faziam sinais para a gente de negativo de lotação, a gente viu uma equipe grande da Secretaria Municipal de Transportes a que mais cedo, esses fiscais da Secretaria Municipal de seca da Secretaria Municipal de transporte, eles estavam multando todos os ônibus que passavam aqui lotados daquela forma, mas não impediu que esses ônibus saiu da que essa reabertura do comércio de parte do comércio aqui no Rio de Janeiro também têm impactando as cidades da região metropolitana, porque tem muita peço, muitos profissionais usam transporte público, a gente tem imagens aí, por exemplo, de hoje 100 na estação de trem de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense teve a numeração na plataforma na plataforma e também dentro dos trens, agora tem um flagrante de ontem também trem lotado. Em Nilópolis também na Baixada Fluminense. A concessionária informou para a gente que o sistema ferroviário registrou 20 mil passageiros a mais quando é em relação à semana anterior, quando a prefeitura ainda não tinha anunciado a reabertura voltando aqui, a imagem ao vivo e espera vai mostrar esses ônibus do BRT circulando aqui, ó, ele tá direitinho. De acordo com o que manda o decreto, nesse horário às 10 5 da manhã e o horário que horário de pico já passou a gente vê que os passageiros conseguem transitar, conseguem viajar no ônibus sentado, não tem passageiro em pé. Um consórcio BRT enviou uma nota para a gente dizendo que o mais importante seria a prefeitura através dos guardas municipais e pediram que os passageiros há, dentre em treinos ônibus e não investir nas multas, essa foi a nota e do consórcio BRT ali e volto com você. Eu tinha muito obrigada pelas informações. Bom trabalho para você para a equipe Otávio e essas imagens nos transportes públicos não são exatamente uma surpresa porque e aumentou a circulação de pessoas vai ter mais gente no transporte público. E isso, provavelmente é um problema que a gente vai dar a ter o controle total da pandemia mas agora falam sobre o papel das prefeituras, porque a pouco a gente conversava a respeito de auxílio emergencial e você já está começando aqui fora do ar, como que em algumas cidades e a atuação das prefeituras fez diferença para além desse auxílio do Governo. Federal não. Exatamente a gente citou a prefeitura de Niterói, eu conheço bem o caso lados e olha a população respeito, mas o isolamento a da gente da taxa de isolamento. A pergunta que a gente tem que fazer é a seguinte também houve além do auxílio emergencial do Governo houve algum auxílio da prefeitura para que as pessoas os mais pobres ficassem em casa. Então, no caso de Niterói, houve a prefeitura, ela prefeitura tem um recebe dinheiro dos royalties e fez um fundo soberano economizo dinheiro do rapaz, o sistema situação de caixa tem uma gestão fiscal, que é considerado um sinal a melhor uma das melhores do país, então, com isso a prefeitura de Niterói e conseguiu fazer o que também fazer o auxílio emergencial para os mais pobres. Então, com isso, muitas vezes a gente fala como se fosse apenas uma questão de consciência da população, na verdade, é uma questão de condição financeira necessidade. Exatamente, então você só faz isolamento, eu diga a teoria dos 2 se se você tiver consciência, se você tiver condição financeira para fazer então muitos municípios que a gente aponta que olha que realmente o município, a população civil é importante investigar se a prefeitura fez programas paralelos complementares até difícil, porque é e o Governo Federal nunca atuou em conjunto com a prefeitura, então, esses casos Niterói, que é apontado como um bom exemplo, é mais um sinal de que a condição financeira da população é importante, eu não sei se vocês concordam que a gente fez a gente tentou implantar no Brasil. O isolamento e considerando, 2 exemplo, acho 1 2 dente Marley 2 exemplos exemplo, chinês, na China, até outro estado, dizer, quantos filhos, você podia ter fazer o estado faz isso de você ficar em casa e ficar e eu não sairia para Roger o pai não sabe que a democracia o avô não sabe que democracias não tem ali essa cultura, então você fazer isolamento numa ditadura é diferente. Na Europa, a condição financeira e outro, então, para você adaptar o isolamento de uma ditadura e de países desenvolvidos com país subdesenvolvido, você não é só consciência, você era a condição financeira na questão da consciência, nós temos um presidente que é contra o isolamento, não sei tudo o que nós podemos errar, nós erramos e aí dá até para atualização e desde que a gente começou o programa mantido o ritmo de ontem de uma morte por minuto já são 69 mortos. É isso. Votaram complementar é um presidente que defende desde o início, a isolamento só para um grupo específico e que não conhece o Brasil real o que finge não conhecer por quê. Mais do que a Europa e China, a gente tem um problema aqui, outro que a informalidade em muitos os trabalhadores são informais tem uma renda informal sequer são conhecidos por parte do Governo são pessoas que de fato não tem mais dinheiro para colocar comida dentro de casa porque parou de vender o copo na praia, como você diz para onde vendeu Salgadinho no transporte público se dessas pessoas que a gente e sobre esta gente tá falando aqui, né, quer dizer se você vir seu filho, passando. Necessidade, você vai ficar dentro de casa e para a gente pensar ir para essas pessoas, o governo tem que olhar primordialmente, né. A gente continua falando com a colheita, não eu só queria complementar o seguinte e os planos de transição para a saída, ela não está em sua maioria contemplando os informais. Não tá contemplando os informais, você não tem 1 1 informação, você não tem uma orientação são eles que vão lotar o transporte público nas ações de combate ao transporte público e para este que merece eles têm mais necessidade, mas necessidade de voltar para a trabalhar e a gente continua e a incluiu até prefeitura de Niterói não inclui mercado informal é como se essa parcela da população não existe isso. Exatamente para que a gente aprende, agora, vamos ver times vamos junto aqui com mais informação já a gente conversa essa flexibilização da quarentena que tá rolando em boa parte do país preocupa demais, claro, porque a curva de contágio não está sob controle e isso é oficial pela 1ª vez depois de quase 3 meses, o Ministério da Saúde divulgou o índice que mede a taxa de transmissão da doença. Vejam só todos os estados e o Distrito Federal estão com o índice acima de um, ou seja, cada infectado hoje transmite o vírus para mais de uma pessoa. Veja aí o nosso mapa, os piores índices no momento estão no Ceará, na Bahia a ter e em Goiás, os impacto lojistas explicam que essa taxa precisa estar abaixo de um. Para que a curva de transmissão seja considerada sob controle e a consequência do contágio fora de controle aumento do número de pacientes nas U T Is exatamente como vem acontecendo em algumas regiões, hoje 5 estados estão com a taxa de ocupação de hotéis acima de 90 por cento Amapá, Pernambuco, Rio Grande do Norte Acre, em Ceará. E diante disso, vamos colocar um pouco contentes com o contexto aqui, o que tá acontecendo com o Ministério da Saúde seguimos com o ministro interino, uma ocupação bastante importante de militares nessa pasta importante para esse momento do país acaba de sair uma nova. A nomeação é sobre ela que a gente vai falar agora temos o novo secretário de Vigilância em saúde, que é a 2ª secretaria mais importante depois da Secretaria Executiva no contexto da pandemia indicação política que veio do centro e o Valdo lembrando que o ex-secretário Anderson de Oliveira era uma pessoa extremamente reconhecida ao longo desta cobertura pela competência pelo comprometimento, principalmente naquelas coletivas que eram dadas diariamente e que nos ajudaram demais Valdo na comunicação para as pessoas sobre o que tá acontecendo aqui. Isso mesmo a GM e o Anderson de Oliveira, ele inclusive tinha vasta experiência no combate de outras epidemias esteve presente de no combate do H um n um e da zika, ou seja, ele era um profissional superexperiente, com competência já comprovada e durante o período e do ministro Henrique Mandetta em um período também. O Nelson taxa ficou agora o tempo também compôs o hino, ele sempre se destacou com clareza e transparência tranquilidade você de todos os dados necessários e o que era preciso ser feito para controlar a de a propagação dessa pandemia no Brasil do coronavírus no Brasil e agora hoje saiu no Diário Oficial da União a indicação de Arnaldo Medeiros. E isso, Arnaldo Medeiros. É uma indicação do PR e foi indicação política nessa aproximação do Governo concentram, né, foi entregue a uma indicação política. A Secretaria de Vigilância em saúde vão fazer o gol vou dividir comentar em 2 partes, além de 1º e Arnaud Medeiros, realmente tem um currículo, é muito bom nesta área e eu conversava mais cedo com assessores do Presidente da República está que agora ele tem muita experiência na área e de fé formado em Ciências farmacêuticas, pelos universitários federais da Paraíba tem mestrado em bioquímica e Imunologia pela Universidade Federal de Minas Gerais e fez doutorado em bioquímica pena a USP, além disso tem experiência em gestão hospitalar, inclusive no Sírio-Libanês, ou seja, ele é uma pessoa que entende do ramo, então isso realmente é importante destacar, então, não é um não é uma indicação como a gente viu. Além do Ministério da Educação nomes que foram indicados para ocupar postos ali que no Inter não tem nenhuma experiência na área da educação, nesse caso, Arnaldo de Medeiros tem essa é uma parte do comentário boa, inclusive me disseram que ele foi sabatinado por 3 técnicos depois entrevistado pelo ministro interino Eduardo Paes vendo até que fosse definida a sua nomeação. Agora eu fico me perguntando, Aline, Lívia e Otávio, porque um partido político tem o desejo de indicar o homem neste momento tão delicado de enfrentamento de uma pandemia no Brasil do coronavírus fazer medicação para uma secretaria tão estratégica dentro do Ministério da Saúde e Secretaria de Vigilância em saúde, a secretaria que mexe hora são de que quer que ela faça era responsável pelas ações de vigilância prevenção e Controle de doenças transmissíveis. E tem papel fundamental no combate à convite, deve definir também questões e o que é preciso é de que o que é preciso comprar quais são um onde você deve transferir recursos para que a área você deve transferir dinheiro, talvez seja por isso que um partido político tem tanto interesse numa boa secretaria que deveria ser simplesmente um Teco esse serviço é um técnico ele entende do setor realmente, mas não deve eles o façam será de medicação política, principalmente neste momento na minha visão e acho que sei que não deveria ser indicação política numa área dessa estratégia, pelo menos, é alguém que tem conhecimento do setor, mas eu fico me perguntando como eu fiz aí, pergunta para você alinhou estável, porque um partido político nesse meio dessa pandemia tão delicada que é exatamente um carro com chave do Ministério da Saúde tem vontade de responder exatamente o que eu penso, mas acho que estaria sendo irresponsável porque não tinham informações nós que essa é uma pergunta que imagino que muita gente consegue responder sim de. No estado Paulo, então é assim você não precisa dizer o que você pensa, vamos te fato, jornalístico resposta para sua pergunta a o central, ele nasce no Governo Sarney é como é e a gente sabe o Sarney ali para garantir é que nós perder a simpática é o parlamentarismo e então ele queria ele queria garantir presidencialismo e também discutiu tamanho do mandato presidencial fosse enquanto e aí ele passa a governar, desconfiava do Ulysses Guimarães e passa a governar com esse 100 fisiológico ali, né, chamado de central da CES nome no início, ela está criado Central foi durante a construir Constituinte e para a rede tem responde ao Valdo e Roberto Cardoso Alves, um deputado de São Paulo e perguntaram qual era a e a filosofia e do Central e falou, é dando que se recebe então a pergunta é e Valdo que é que ele terá a dar a oferecer ao partido político e que o indicou essa é a pergunta e a resposta está no nome da secretaria que ele assume por isso que é preciso vigilância e a resposta está em muitas das mazelas que a gente vive e. Nesse país. Rapazes muito obrigada por enquanto, a qualquer momento podem ser novamente e só. Vai embora, bota de plantão, além aí, então se posta perdoado que estava ali, está falando de um governo que derrubou 2 ministro da Saúde, em menos de um mês e meio a pandemia, né, A gente não por falta de competência, eu acho que isso responde parcialmente também. A pergunta do Valdo Cruz Otávio nosso mês para você, bom plantão é seguramente para essa semana para tudo, né. E agora ainda falando agora são de coronavírus a situação do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes do DEM. Ele foi diagnosticado com a couve de 10 ao 7º governador infectado pelo coronavírus Mauro Mendes disse que não apresenta sintomas e vai se manter em isolamento seguindo orientações médicas, ele vai continuar trabalhando de casa por vídeo por conferência e sem receber visitas ontem já o expediente na sede do Governo de Mato Grosso 2 suspensos para desinfecção deixados pelos médicos.

EXAME.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 05/06/2020 às 22h53

Nas últimas semanas, o avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil intensificou a pressão sobre a capacidade dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva dos hospitais da rede pública do país. Em ao menos três estados, Espírito Santo, Pará e Ceará, 70% das vagas de UTI já estão ocupadas. Em Pernambuco, Rio de Janeiro e Amazonas, a situação já é de colapso, com filas de espera para internação e ocupação acima de 90%. Com a situação excepcional de emergência, crescem também as discussões sobre uma proposta chamada “fila única”, em que a fila de espera para UTIs públicas e privadas seja a mesma, em uma organização ainda mais específica do que foi feita na Espanha. Em março, quando o país europeu tinha cerca de 7 mil casos confirmados e 288 mortes, o Ministério da Saúde espanhol anunciou uma medida em que definiu o controle público total sobre todos os hospitais privados. “Essa é uma decisão que a sociedade tem que tomar. No limite, na porta do hospital, há um doente do SUS e um de plano privado, quem fica com a vaga na UTI? O critério não pode ser o de quem tinha condições de pagar um plano. Não é justo”, diz Gonzalo Vacina Neto, ex-presidente da Anvisa. Vacina é um dos autores de um projeto que foi apresentado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e que trata da “fila única”. O diretor do Hospital Sírio Libanês, Paulo Chapchap, também ajudou a construir a proposta. “A ideia é evitar o colapso do sistema de saúde”, afirma Vacina. A ideia da “fila única” das UTIs se assemelharia à fila única dos transplantes, mas para durar enquanto a pandemia estiver em curso. Com exceção à doação entre vivos, em que o doador escolhe o receptor do órgão, o restante dos órgãos disponíveis para transplante é administrado pelo Sistema Nacional de Transplantes, do SUS, conforme a legislação criada em 1997. A proposta, contudo, pode encontrar resistência no CNJ. Um conselheiro ouvido pela reportagem em condição de anonimato disse que o conselho está discutindo a possibilidade de deliberar sobre o tema, mas ainda não há consenso se é função do CNJ dispor sobre essa medida. Uma eventual recomendação, no entanto, poderia orientar juízes de todo o país a deliberar em processos de judicialização da “fila única” por parte de estados e municípios. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, por exemplo, já disse que os leitos de hospitais privados poderão ser requisitados caso não haja um acordo com a rede privada de saúde. “Se for o caso, a gente já tinha autorização da legislação federal, e agora, com a legislação municipal, vamos poder requisitar esse leito e, depois, discutir o quanto deve ser pago por ele”, disse o prefeito ao citar a Lei Municipal 17.340, aprovada na quinta-feira, dia 30. “A requisição a gente chega quando não há acordo. Aí a gente requisita e obriga a pessoa a receber e depois a gente discute o valor. Os hospitais que não queiram conversar e, havendo a necessidade, aí podemos fazer a requisição”, afirmou Covas. A equipe da Secretaria de Saúde da prefeitura de São Paulo, inclusive, já fez um fez um levantamento de leitos disponíveis na rede particular. “Imaginamos que a gente possa fazer acordo e chegarmos a um número de 20% desses leitos de UTI. Algo em torno de 800 novos leitos”, disse o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido. Há dois locais que já recebem pacientes do SUS mediante acordo: o Hospital da Cruz Vermelha e o da Unisa (Universidade Santo Amaro). As entidades recebem o preço público (R$ 2.100 a diária). Chapchap, do Sírio Libanês, disse que foi consultado pela Prefeitura, mas que ainda não recebeu a requisição para transferências. Informou, ainda, que há vagas nos leitos de UTI do hospital e existe a possibilidade de aumentar a capacidade. “Tivemos uma pressão muito grande na terceira e quarta semanas de março. Na sequência houve arrefecimento e voltou a ter utilização maior (dos leitos de UTI) na última semana. Estamos preparados para aumentar nossa capacidade operacional. Originalmente temos em torno de 60 leitos, com a possibilidade de quase triplicar.” Apesar da resistência do CNJ, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) já deliberou sobre o tema na Recomendação Nº 26, de 22 de abril. Nela, os conselheiros recomendam “aos gestores do SUS, em seu âmbito de competência, que requisitem leitos privados, quando necessário, e procedam à sua regulação única a fim de garantir atendimento igualitário durante a pandemia”. A medida não tem força de lei, mas sim de orientação. Os dados confirmam uma forte desigualdade na disponibilidade de leitos intensivos no país. Segundo uma nota técnica da Associação de Medicina Intensiva Brasileira de março, o Brasil tem hoje 45.848 leitos de UTI, sendo 22.844 do Sistema Único de Saúde e 23.004 do sistema de saúde privado. Mas, no Brasil há apenas 25% da população com plano de saúde, o que faz com que o SUS tenha em média 1,4 leitos de UTI para cada 10 mil habitantes, contra 4,9 da rede privada. Uma saída para a proposta se concretizar de forma organizada seria uma intervenção do Ministério da Saúde, por meio de uma portaria. No entanto, o novo ministro, Nelson Teich, ainda não deu nenhuma declaração sobre o tema, que também era ignorado pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. (Com informações do Estadão Conteúdo)