Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

OLHAR DIRETO/CUIABÁ
Data Veiculação: 03/08/2020 às 18h28

O governador Mauro Mendes (DEM) que foi internado na noite de sábado (01) após se sentir mal, durante viagem a São Paulo, e foi diagnosticado com infecção pulmonar, ainda permanece no Hospital Sírio-Libanês sem previsão de alta. Um boletim com novas informações sobre a saúde do governador só deve ser divulgado na quarta-feira (5). Com 50% do pulmão comprometido pela Covid-19, secretário é levado para São Paulo De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio Paiaguás, Mendes teve uma indisposição após uma reunião de trabalho. Ele buscou atendimento junto ao seu médico, que o acompanha desde o transplante de rim. Após uma bateria de exames, foi constatado que o governador está com infecção pulmonar. Ele foi internado, por recomendação médica, para receber a medicação e seu quadro de saúde seria estável. Segundo a assessoria do Governo, até o momento não houve nenhuma mudança no quadro de saúde de Mauro, em relação ao que foi divulgado no último boletim. Um novo boletim está previsto para sair no próximo dia 5. O governador ainda continua internado e recebe medicamentos para o tratamento da infecção pulmonar. Ele passa bem, mas ainda não há previsão de alta.

O ESTADO DE MATO GROSSO ONLINE/CUIABÁ
Data Veiculação: 03/08/2020 às 08h38

SEM PREVISÃO DE ALTA Mauro Mendes estava na capital paulista quando se sentiu mal depois de uma reunião, segundo a assessoria. Ele teve Covid-19 no mês de junho e foi curado. 03/08/2020 08h38 | Atualizada em 30/11/-0001 00h00 Reprodução O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), segue internado com infecção pulmonar no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, sem previsão de alta. O hospital divulgou um boletim médico do quadro de saúde do governador na tarde de domingo (2). De acordo com a equipe médica, Mauro Mendes continua a receber medicamentos para combater uma infecção pulmonar. Mendes foi internado no sábado (1º) depois que começou a se sentir mal após uma reunião de trabalho e então procurou atendimento com o médico que o acompanha desde o transplante de rim. Inicialmente a assessoria do governo informou que ele estava com pneumonia. Ainda não há previsão de quando um novo boletim médico será divulgado. Mendes doou um rim para a mulher dele, a primeira-dama Virginia Mendes, em 2014. À época, ele era prefeito da capital. No mês de junho, Mauro Mendes contraiu Covid-19. Ele passou duas semanas isolado em casa e foi curado. FONTE: G1 Compartilhar Whatsapp

OITO MEIA/PIAUÍ
Data Veiculação: 03/08/2020 às 00h00

Após 23 dias internado, o deputado estadual Georgiano Neto (PSD) recebeu alta médica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e deve concluir o tratamento para o coronavírus em casa. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira (03/08) pelo próprio parlamentar por meio das redes sociais. “Deixo o hospital ainda nesta tarde. Vou concluir o tratamento em casa. Por enquanto, sigo de repouso. Aos poucos e na medida do possível, obedecendo a todas as orientações médicas, vamos retomar gradualmente as atividades”, declarou Georgiano. Georgiano Neto (Foto: Alepi) O deputado havia recebido alta da Unidade de Terapia Intenvisa (UTI) no dia 21 de julho. Com comorbidades, ele desenvolveu complicações em decorrência da Covid-19, como oscilação na saturação do oxigênio devido a infecção pelo coronavírus. O pai de Georgiano Neto, o deputado federal Júlio César (PSD), que também havia sido infectado pelo coronavírus e estava internado no mesmo hospital, também foi curado da doença recebeu alta anteriormente. Paula Sampaio Repórter do OitoMeia, graduanda em Jornalismo na Uespi e contadora de histórias reais.

GAÚCHAZH./PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 03/08/2020 às 20h02

Continuar lendo Um abismo separa a demanda das entidades empresariais da proposta de reabertura das atividades feita pelo prefeito Nelson Marchezan na tarde desta segunda-feira (3). Os empresários sentaram-se diante de suas telas para a reunião virtual tendo como ponto de partida o documento divulgado no fim de semana, em que propõem a abertura geral da economia, apenas restringindo horários e adotando protocolos de segurança. Tenso desde o início, o encontro mostrou, mais uma vez, que as divergências de ponto de vista dificultam o entendimento entre as partes. Marchezan começou cortando qualquer esperança de reabertura geral da economia enquanto não houver queda consistente nas internações por coronavírus em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A proposta da prefeitura, que os dirigentes empresariais ficaram de discutir e responder nesta terça-feira (4), provocou uma onda de críticas nos grupos de WhatsApp dos empresários, sobretudo do comércio. Marchezan sugeriu a abertura gradual das atividades econômicas por duas semanas, começando pela construção civil e seguindo com o pequeno comércio (de acordo com o faturamento) e alguns serviços e o fechamento radical depois do 15º dia, por uma semana. Como a ideia de lockdown já tinha sido rejeitada há 15 dias, a tendência é de que as entidades empresariais digam não a essa proposta, ampliando o impasse. O prefeito justificou que essa seria uma forma de conter a disseminação do coronavírus, de forma a não sobrecarregar as UTIs, que estão operando próximas do limite. Disse que “o comércio gera circulação de pessoas como nenhuma outra atividade econômica” e que não há como liberar tudo de uma vez. A sugestão é repetir o esquema adotado em abril, começando pelo comércio de menor faturamento, o que é repudiado por grandes empresas como Lebes, Colombo e Renner e pelo setor de shopping centers. Eduardo Oltramari, representando a Associação Comercial de Porto Alegre, retrucou que os shopping centers "não são focos de contaminação" e têm um protocolo elaborado pelo Hospital Sírio Libanês, que garante a segurança de lojistas, empregados e clientes. O prefeito disse que não duvida da qualidade do protocolo, mas mantém a preocupação com as aglomerações. O que mais assustou os dirigentes empresariais foi a perspectiva de que o “abre e fecha” dure de dois a três meses. Isso significa perder as duas próximas janelas de vendas para o comércio, o Dia dos Pais e o Dia da Criança, e ficar apenas com o Natal para recuperar o faturamento perdido. Marchezan pediu que os empresários façam sugestões. A resposta será dada na reunião desta terça-feira, mas a reação inicial entre os empresários é de repúdio à proposta. A construção civil, que deverá ser a primeira atividade liberada, vinha cobrando isonomia com as obras públicas, que seguem em andamento. Nesta segunda-feira, antes da maratona de reuniões que começou com os dirigentes de hospitais e terminou com o Movimento Tradicionalista Gaúcho, Marchezan visitou as obras de substituição de redes de água na Vila das Laranjeiras, no alto do Morro Santana, zona leste da Capital.

OLHAR DIRETO/CUIABÁ
Data Veiculação: 03/08/2020 às 18h28

O governador Mauro Mendes (DEM) que foi internado na noite de sábado (01) após se sentir mal, durante viagem a São Paulo, e foi diagnosticado com infecção pulmonar, ainda permanece no Hospital Sírio-Libanês sem previsão de alta. Um boletim com novas informações sobre a saúde do governador só deve ser divulgado na quarta-feira (5). Com 50% do pulmão comprometido pela Covid-19, secretário é levado para São Paulo De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio Paiaguás, Mendes teve uma indisposição após uma reunião de trabalho. Ele buscou atendimento junto ao seu médico, que o acompanha desde o transplante de rim. Após uma bateria de exames, foi constatado que o governador está com infecção pulmonar. Ele foi internado, por recomendação médica, para receber a medicação e seu quadro de saúde seria estável. Segundo a assessoria do Governo, até o momento não houve nenhuma mudança no quadro de saúde de Mauro, em relação ao que foi divulgado no último boletim. Um novo boletim está previsto para sair no próximo dia 5. O governador ainda continua internado e recebe medicamentos para o tratamento da infecção pulmonar. Ele passa bem, mas ainda não há previsão de alta.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 03/08/2020 às 17h08

O deputado estadual Georgiano Neto (PSD) recebeu alta do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na tarde desta segunda-feira (3). O parlamentar saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 20 de julho. Ele estava há 23 dias internado na unidade de saúde. A informação foi divulgada pelo deputado por meio de suas redes sociais. Georgiano agradeceu o apoio dado por familiares e amigos durante sua internação no hospital. Georgiano Neto informou que testou positivo para a Covid-19 no dia 7 de julho. O pai dele, o deputado federal Júlio César (PSD), foi diagnosticado com a doença e também esteve internado no Sírio Libanês. No dia 17 julho, Georgiano foi transferido para a UTI da unidade de saúde. Três dias depois, Georgiano saiu da UTI e Júlio César recebeu alta do hospital. Segundo a assessoria de comunicação do parlamentar, Georgiano Neto irá continuar o tratamento domiciliar em São Paulo. Na medida do possível, seguindo as orientações médicas, o deputado deve retornar ao trabalho. Deputados com a Covid-19 Além de Georgiano Neto e Júlio César, outros deputados também testaram positivo para a Covid-19. São eles: Marden Menezes (PSDB), Margarete Coelho (Progressistas) e Júlio Arcoverde (Progressistas). Decretos no Piauí de isolamento social Para evitar a contaminação pelo vírus, o isolamento social e medidas emergenciais foram determinadas por meio de decretos do governo do estado e das prefeituras, como na capital piauiense, para que a população fique em casa e evite ao máximo ir às ruas. Aulas em escolas e universidades, a maioria das atividades comerciais, esportivas e de serviços em geral estão suspensas por tempo indeterminado. Serviços essenciais como farmácias, postos de combustíveis e supermercados continuam mantidos mas estão regulamentados. O atendimento em clínicas, hospitais e laboratórios, assim como o funcionamento de escritórios de advocacia e contábeis também foram liberados mediante cumprimento de regras. O uso de máscaras em locais públicos tornou-se obrigatório em todo o estado. Policiais fazem abordagens nas fronteiras do estado a ônibus e veículos particulares. Os decretos preveem que quem descumprir as regras pode ser penalizado com multa ou até prisão. Prevenção, contágio e sintomas Lavar as mãos de forma correta (veja vídeo), uso de álcool em gel, sempre usar máscaras, evitar contato pessoal e aglomerações de pessoas são algumas das orientações para evitar o contágio da doença. É importante também ficar atento quanto aos principais sintomas (tosse seca, congestão nasal, dores no corpo, diarreia, inflamação na garganta e, nos casos mais graves, febre acima de 37° C e dificuldade para respirar). Um guia ilustrado preparado pelo G1 ajuda a tirar dúvidas.

ONCOLOGIA BRASIL
Data Veiculação: 03/08/2020 às 16h52

Atualizações no Tratamento do Carcinoma Basocelular: o que há de novo no tratamento e no cuidado durante a pandemia 03/08/2020 2 min. de leitura Especialistas discutem os avanços do tratamento do carcinoma basocelular e como adequar as terapias neste momento de pandemia Dr. Rodrigo Munhoz, oncologista clínico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo convida dois especialistas em tumores cutâneos para discutir os avanços do tratamento do carcinoma basocelular e como adequar as terapias neste momento de pandemia. Ambos membros do Grupo Brasileiro do Melanoma, Dr. Eduardo Bertolli, cirurgião oncológico do A.C.Camargo Cancer Center, e Dr. Rodrigo Guedes, oncologista clínico da Rede D’Or em Salvador, enriqueceram ainda mais o debate com suas amplas experiências na área. Clique aqui para acessar ao vídeo ou confira abaixo um resumo da conversa. De acordo com os oncologistas, ainda não é possível vislumbrar em médio prazo um período plenamente seguro para o tratamento dos pacientes oncológicos e, por isso, diálogos sobre abordagem e cuidado dos pacientes são tão importantes. Após uma introdução da epidemiologia do carcinoma basocelular no Brasil e no mundo, os médicos comentaram sobre a postergação de diagnósticos, uma vez que o carcinoma basocelular não apresenta sintomas e os pacientes estão adiando a ida aos hospitais e clínicas. Na sequência, os especialistas debateram sobre o tratamento sistêmico, a rotina dos pacientes oncológicos e os prováveis eventos adversos a médio e longo prazos. Também abordaram as ferramentas disponíveis para pacientes com carcinoma basocelular com quadro inalterado, recidivado ou metastático. Dr. Munhoz, Dr. Bertolli e Dr. Guedes finalizam lembrando sobre a importância de que os protocolos hospitalares mantenham uma via da OVID free, a fim de proporcionar um cenário plenamente seguro para o tratamento dos pacientes oncológicos. plenamente seguro para o tratamento dos pacientes oncológicos. Posts Relacionados 03/08/2020

OLHAR DIGITAL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/08/2020 às 11h14

Para ampliar a testagem diagnóstica de Covid-19 em São Paulo, o Instituto Butantan promove até o dia 10 de agosto um drive-thru de testes PCR gratuitos no estacionamento do Shopping SP Market, localizado na Zona Sul da capital paulista. Veja também: Cientistas brasileiros criam IA para identificar a Covid-19 pela voz Covid-19: Fiocruz e AstraZeneca assinam acordo para produção de vacina Obrigatória no Brasil, vacina BCG pode reduzir impacto da Covid-19 Até quarta-feira (5), serão distribuídas 200 senhas por dia. A partir dessa data, o instituto vai realizar 400 testes diários. Para se ter ideia, na tarde da última sexta-feira (31), a fila para os exames gratuitos chegou a ter quatro horas de duração. Apenas carros de passeio são permitidos no drive-thru, que funciona das 8h às 17h. Ao retirarem sua senha para atendimento, os participantes preenchem um formulário para então ter amostras das narinas e garganta coletadas por uma equipe de técnicos do Butantan. Após a coleta e análise do material no laboratório do próprio instituto, os resultados são enviados em até 72 horas por e-mail. Resultado do teste é enviado por e-mail após 72 horas do exame. Foto: Getty Images A ação é um piloto e voltada a pessoas assintomáticas para detectar a presença do vírus, ou seja, o exame irá verificar se a pessoa está com infecção em fase aguda. Segundo o diretor do instituto, Dimas Covas, o drive-thru de testes deve chegar a outras regiões da cidade, mas as datas e os locais ainda não estão definidos. Exame molecular a preço acessível um exame molecular que permite processar, por dia, centenas de milhares de testes que detectam a Covid-19 a preço acessível (cerca de R$ 95) foi desenvolvido pelo laboratório brasileiro Mendelics, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. O teste identifica o material genético do agente causador da doença a partir da saliva do paciente. A estimativa é que sejam processados diariamente cerca de 110 mil amostras pela Mendelics. Neste momento, está em curso um projeto-piloto com 50 mil pessoas. Após essa etapa, Mendelics e HSL se comprometeram a publicar os protocolos, permitindo que outros laboratórios se unam aos esforços para que o número de testes possa chegar a centenas de milhares por dia. Confira em tempo real a COVID-19 no Brasil:

REVISTA HOTÉIS ONLINE
Data Veiculação: 03/08/2020 às 10h59

Turistas devem fazer deslocamentos em um raio de até 500 quilômetros a parir de sua casa, preferencialmente de carro – próprio ou alugado O isolamento social causado pela pandemia do novo Coronavírus, que ocorre desde março, tem passado por uma fase de flexibilização em muitos estados nas cinco regiões do País, e a cadeia do turismo recebe, cada vez mais, viajantes ávidos para deixarem suas residências e cidades. Após ficarem em quarentena nos últimos meses, as pessoas querem curtir espaços ao ar livre e valorizar novas experiências – ainda que para isso eles tenham de respeitar os novos protocolos estabelecidos por entidades como a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e OMS – Organização Mundial da Saúde enquanto a vacina não chega ao mercado. Viagens de cunho ecológico, de aventura e de isolamento para destinos regionais em um raio de até 500 quilômetros do município do turista estão em alta. Pesquisas realizadas por conceituadas empresas assim como análises de gabaritados profissionais da hotelaria e do trade turístico sustentam essa tendência – e o otimismo dos meses vindouros. Lazer regional Na análise da consultoria especializada em empresas de hospitalidade, turismo e serviços Mapie, o cenário no País é semelhante ao apurado nas pesquisas internacionais da Phocuswright com as apurações brasileiras da Mapie e do TRVL Lab – Laboratório de Inteligência de Negócios em Viagens. “E isso está bem alinhado com o que está acontecendo na prática em destinos brasileiros que já estão abertos. O primeiro segmento a retomar é o de lazer regional, priorizando opções em um raio de até 400 quilômetros da cidade de origem dos viajantes. São viagens curtas, normalmente de final de semana, apenas para uma relaxada rápida em meio ao período que estamos vivendo”, explica a Fundadora e Sócia-Diretora da Mapie, Carolina Sass de Haro. Com escritórios em Curitiba e São Paulo, a consultoria é parceira estratégica da Phocuswright na América Latina. Carolina Haro: “Haverá uma valorização por destinos naturais, com bastante possibilidade de atividades ao ar livre e integração com a natureza” Num outro momento, continua ela, “assim que a pandemia estiver mais controlada e houver mais confiança dos consumidores, veremos uma busca maior pelos destinos que estamos chamando de afetivos. Aqueles que já fazem parte da tradição e da história da família, que geram boas memórias e lembranças. Além disso, haverá uma valorização por destinos naturais, com bastante possibilidade de atividades ao ar livre e integração com a natureza”. Outro tipo de nicho “nascido” na pandemia, que combina viagem e trabalho, ganha ênfase no quadro do CEO da Mobility, com sede na capital paulista, Oskar Kedor. “Além do turismo rodoviário, com carro próprio ou alugado, e wellness/fitness e natureza (espaços abertos, cachoeiras, mar, trilhas etc), a modalidade staycation, trabalhar remotamente a partir de locais ainda não vividos, passando duas semanas na praia, por exemplo, ganha destaque”, garante ele. Fundada há 20 anos, a Mobility é uma empresa brasileira especializada no segmento de locação de veículos no Brasil e Exterior, mantendo contratos com as principais locadoras do mundo. Publicidade Turismo staycation ainda em relação à modalidade de turismo staycation, um destaque é Gonçalves, cidade localizada no Sul de Minas Gerais. As pousadas e os pequenos hotéis do município têm a maioria dos hóspedes vinda da capital paulista. Eles trabalham de dia, graças sobretudo ao acesso à internet, de forma relaxante por causa da beleza ímpar do lugar e tão somente por estarem fora da metrópole. Oskar Kedor: “Trabalhar remotamente a partir de locais ainda não vividos, passando duas semanas na praia, por exemplo, ganha destaque” Para o Sócio-Diretor da Freeway Adventures, uma das empresas pioneiras no segmento de Ecoturismo em todo o Brasil, Edgar Werblowsky, a tendência que ele vislumbra apanha um pouco do que foi dito acima por Carolina e Kedor, com alguns acréscimos importantes. “As tendências para o turismo neste cenário inicial pós-pandemia, ainda em 2020, acenam para uma busca por roteiros mais próximos, no Brasil, privilegiando natureza, campo e cidades pequenas. Hotéis mais personalizados, que abrigam poucas pessoas, terão preferência”, opina Werblowsky, que fundou a Freeway em 1983 em São Paulo. “Todas as propostas de viagens onde a descoberta do recontato com a natureza, das experiências em sítios e fazendas orgânicas terão um interesse crescente. Viagens temáticas, envolvendo autoconhecimento, espiritualidade, arte, gastronomia, música e outros temas também ganharão espaço no cenário imediato pós pandemia. As viagens aéreas cederão sua prioridade para viagens rodoviárias, com os próprios carros dos turistas”, emenda. Melhor momento para viajar os turistas preferem viajar este semestre ainda ou vão deixar a flexibilização ganhar mais força, deixando para realizar o tão sonhado desejo de viajar no próximo ano? Neste quesito, do melhor momento para pegar a estrada, as opiniões são diversas. O mesmo não ocorre com o macro destino. É unanimidade a busca pelo Brasil – mesmo porque alguns países fecharam a fronteira, temporariamente, para os brasileiros. Maior rede hoteleira do País, a francesa Accor fez uma pesquisa em maio para entender os desejos em relação às viagens com 2.253 respondentes da cidade de São Paulo da base de clientes do programa de fidelidade da empresa, o ALL. Para 42% destes, a intenção já é viajar até setembro. Outros 18% querem voltar à estrada entre outubro e novembro e 17% entre dezembro e janeiro de 2021. O restante não soube informar. Quando questionados sobre com quem seria a próxima viagem, 39% responderam que em casal, 29% sozinhos e 22% com a família. Fábio Godinho: “O turismo doméstico de lazer deve ser o primeiro a voltar, pois temos uma demanda reprimida” Para o CEO da GJP Hotels & Resorts, Fábio Godinho, “o turismo doméstico de lazer deve ser o primeiro a voltar, pois temos uma demanda reprimida. Após esses meses em casa as pessoas querem sair e viajar, mas ainda não é possível fazer viagens mais longas”. Ele coloca outra componente de suma importância na análise da viagem – a biossegurança. “Também acreditamos que os hóspedes estarão em busca de segurança, em primeiro lugar. E por essa razão fizemos uma parceria inédita e exclusiva com a consultoria do Hospital Sírio-Libanês, para implementação, certificação e auditoria de novos protocolos de biossegurança para hóspedes, funcionários e também para os fornecedores e toda a comunidade do entorno onde nossos hotéis estão inseridos”, justifica Godinho. Publicidade E ele complementa dizendo que: “Já devemos ver uma retomada do turismo ainda em 2020, e o doméstico será protagonista no setor este ano. Temos sentido uma demanda crescente para este segundo semestre e algumas regiões, como é o caso de Gramado (RS), vêm mostrando bastante resiliência durante o período. Foi um dos destinos mais procurados nos últimos dois meses e estamos projetando uma ocupação em torno de 30% a 40% nesse primeiro momento. Em uma segunda etapa, em 2021, será a vez das viagens de negócios e, por último, as internacionais, quando as fronteiras voltarem a reabrir”, concluiu Godinho. Viagem segura A consultora Carolina, da Mapie, enfatiza também a questão da biossegurança como grande peso na decisão de viajar. “Uma parte dos viajantes está ansiosa por voltar a viajar, desde que seja com cuidado e que as medidas higiênico-sanitárias existam de forma consistente sem, no entanto, prejudicar a experiência de férias e lazer em família. Entretanto, por questões relacionadas ao medo do contágio ou por questões econômicas, veremos uma retomada mais expressiva no verão e ainda mais importante em 2021”, prevê a consultora. A Travel Consul, uma aliança internacional de marketing de viagens, divulgou os resultados de uma pesquisa feitas apontando que os clientes ainda estão esperando para decidir para onde viajar. Mais de 40% dos clientes que estão remarcando ou mostrando algum interesse em viajar disseram que planejavam ir para o destino onde haviam reservado originalmente. Porém, a maior porcentagem, de 46%, está parada, aguardando para ver como a situação evolui antes de tomar sua decisão. Quando perguntados sobre como os responsáveis pelos destinos turísticos podem ajudar as agências de viagens e os operadores turísticos na recuperação, a resposta número um foi claramente “a introdução de certificados de saúde e segurança para que os agentes tenham certeza de que os destinos são seguros para enviar seus clientes”, com dois de cada três participantes solicitando ajuda dos destinos. As outras três principais respostas incluíram campanhas de marketing, apresentação de dados úteis e oportunos e atualizações do setor e da mídia. Retomando às atividades em um levantamento feito pela plataforma Melhores Destinos mostra que 65,3% das cinco mil pessoas entrevistadas pretendem retomar as viagens a partir deste semestre. Mas e a biossegurança? A proprietária do hotel Villa do Vale, em Blumenau (SC), Juliana Tulio, cita uma pesquisa da Euromonitor International, empresa de pesquisa de mercado global de Londres. “Segundo a instituição, é normal que as pessoas agora tenham receio de saírem de casa, mas, assim que as medidas de segurança afrouxarem um pouco mais, a tendência é que as pessoas façam curtas viagens, de um dia, para aproveitarem a natureza. A tendência é que cada vez mais pessoas apostem num formato de viagem doméstica, com caras de ´escapadas´, em locais que sejam perto de suas casas”, explica Juliana. Charles Franken: “Uma boa parte dos consumidores ainda deverá levar algum tempo para viajar” Viagens curtas O Diretor da Casa do Agente, localizada em São Paulo, Charles Franken, acredita que as viagens curtas, para destinos próximos de casa, de preferência em hotéis com grande estrutura de lazer e que já tenham protocolos claros, eficientes, que demonstrem segurança ao passageiro. “Essa é a tendência. Também deve haver mais procura pelos destinos de natureza sejam viáveis para pequenos grupos, lugares que possibilitem atividades ao ar livre sem aglomerações”, assegura Franken, mas ele alerta que: A realização de viagens ainda este ano será determinada pelo orçamento familiar. “As viagens ainda serão restritas a públicos com maior poder aquisitivo ou que não tenham risco em relação à renda, como aposentados ou funcionários públicos”, pondera Franken. “Uma boa parte dos consumidores ainda deverá levar algum tempo para viajar, considerando que muitos precisarão se reestruturar financeiramente e outros ainda poderão correr o risco de ficar sem trabalho, o que vai comprometer sua renda e, por consequência, a possibilidade de viajar”, emenda ele. Uma pesquisa feita pelo site de buscas Viajala, que encontra ressonância na análise de Franken, mostra que “no Brasil 37% das pessoas que pretendem viajar estão preocupados com a condição financeira em meio à crise”. Demanda reprimida O Diretor Geral do Casa Grande Hotel, Resort & Spa, Lourival de Pieri, acredita que haverá uma grande demanda neste semestre. “Todos estão por muito tempo em casa e não vão esperar 2021”, afirma De Pieri, que planeja reabrir o empreendimento situado na praia da Enseada, no Guarujá (SP), neste mês. “Os turistas irão procurar os destinos até 250 quilômetros, principalmente a praia, a partir de outubro em viagens com o próprio carro, principalmente em famílias”, estima De Pieri, que está há vários anos à frente do hotel de luxo praiano membro da Resorts Brasil – Associação Brasileira de Resorts. Segundo ele, ao sair para a viagem o cliente estará preocupado se o meio de hospedagem escolhido trabalha com rigorosos protocolos de segurança sanitária para acolhê-lo. “O novo hóspede vai observar o acolhimento, valorizando o respeito deste momento e os bons serviços dos hotéis. Nós já nos adaptamos aos protocolos e estamos prontos para receber nossos hóspedes”, conclui De Pieri. Lourival de Pieri: “Todos estão por muito tempo em casa e não vão esperar 2021 para viajarem” Cenário deve melhorar Já a Gerente geral de vendas e marketing do Pratagy Beach All Inclusive Resort – Wyndham, Mariana Mello, acredita que “as viagens curtas (regionais) serão a grande tendência deste semestre. Caso o controle da COVID-19 se mantiver e as companhias aéreas restabelecerem as rotas em dezembro, devemos sentir uma retomada do turismo nacional, mas será a partir de 2021 que o cenário deve melhorar de fato”. Primeiro resort all inclusive de Maceió (AL), o estabelecimento é associado à Resorts Brasil. “Acreditamos que as viagens de lazer em família/grupos devam ser uma tendência. Por quê? Principalmente pelo tempo de confinamento, falta de espaço para as crianças e pouca interação entre familiares que não vivem na mesma casa”, completa Mariana. “Áreas amplas e atividades ao ar livre serão mais valorizadas pelo cliente, acredito também que muitos terão outra relação com a natureza”. Ela lembra que o resort Pratagy prepara uma grande atração – o Pratagy Acqua Park – para ser inaugurado em breve. “Acreditamos ser nosso grande diferencial de retomada, e estamos investindo nas atividades ao ar livre. Do ponto de vista comercial criamos inúmeros pacotes para atrair o cliente da região, seja o público de Alagoas ou dos Estados vizinhos”, elenca Mariana. Mariana Mello: “Áreas amplas e atividades ao ar livre serão mais valorizadas pelo cliente, acredito também que muitos terão outra relação com a natureza” Destinos mais desejados Quando os destinos brasileiros mais desejados são nomeados, a maioria pode ser agrupada no Ecoturismo. Os meios de hospedagem, de vários tipos, ganham destaque. “A pandemia e o isolamento social estão mudando os hábitos das pessoas. Após esta fase, muita gente deve voltar a atenção para o seu entorno, reconectando-se com áreas próximas e com a natureza, com paisagens naturais das quais tanto se distanciaram nos últimos meses”, explica o Coordenador de Projetos Ambientais da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Emerson Antonio de Oliveira. “Além disso, o turismo regional tem custo mais acessível e este fator também deverá influenciar na escolha dos destinos”, completa Oliveira. Publicidade Franken, da Casa do Agente, diz que “começaremos com destinos nacionais alinhados com essa questão de protocolos e ambientes abertos. Com isso entendo que os destinos mais procurados devem ser Serras Gaúchas, Foz do Iguaçu, Pantanal, Amazônia, litoral do Nordeste e hotéis e resorts próximos a grandes centros”. Carolina, da Mapie, cita pesquisa do TRVL Lab. “Temos o Nordeste como destino mais desejado para 31,85% dos entrevistados, seguido por vários destinos regionais próximos aos centros emissores (14,65%), depois aparecem as praias regionais (14%), a Serra Gaúcha (7,64%) e o Rio de Janeiro (6,69%).” A Gruta Lagoa Azul, em Bonito (MS): destinos de ecoturismo serão valorizados Turismo de Isolamento Serra da Mantiqueira (SP/MG), litoral paulista, Serra Fluminense e Sul de Minas Gerais são as apostas de Kedor, da Mobility, para os paulistanos que pretendem viajar de carro. “Parques nacionais, cidades de montanha e municípios do interior que propiciem experiências na natureza”, indica Werblowsky, da Freeway. Os destinos apontados acima também podem se encaixar no nicho chamado de Turismo de Isolamento. “O perfil será muito de viagem entre os grupos familiares que estão isolados juntos, como uma forma de mudar de ares para aliviar a tensão da quarentena. Para isso, uma das opções, por exemplo, será a locação de chalés afastados em que não há contato com ninguém. É o que estamos chamando de Turismo de Isolamento. Esses locais oferecem uma estrutura completa, em que os visitantes podem fazer a própria comida e realizar as arrumações”, explica Juliana, do hotel Villa do Vale. “As pessoas vão priorizar privacidade, segurança e exclusividade. Além de ter mais conexão com natureza”, resume ela. Ainda de acordo com a hoteleira Juliana Tulio, “vamos ver um regionalismo tomando conta, até pela dificuldade e pelos custos de viajar de avião. As pessoas começarão a perceber que há beleza nas redondezas. O destino também deve mudar um pouco, dando espaço para hotéis pequenos, de charme ou até chalés e aluguéis de casas particulares onde o contato com o outro é mínimo”. Com foco nos destinos, a Booking.com fez uma pesquisa onde analisou milhões de listas de viagem (“wish lists”, em inglês) criadas pelos viajantes brasileiros cadastrados na plataforma nos meses de maio e junho. A agência de viagem online contabilizou os cinco destinos mais presentes nas listas: Gramado (RS), Rio de Janeiro (RJ), Campos do Jordão (SP), Monte Verde, distrito de Camanducaia (MG) e Porto de Galinhas, em Ipojuca (PE). Publicidade Listas de desejos Segundo esse estudo da Booking.com, os brasileiros estão entre as 15 nacionalidades que mais criaram listas de desejos de viagem nos últimos dois meses na plataforma. Na América Latina, os viajantes brasileiros têm feito oito vezes mais ´wish lists´ do que os argentinos nos últimos dois meses e cinco vezes mais do que os mexicanos. Os destinos nacionais estiveram presentes, no período de maio a junho, em 83% das listas de desejos de viagem feitas por brasileiros, enquanto no mesmo período de 2019, eles estavam em 68% das “wish lists”. Isso constata que os brasileiros estão mais ansiosos para visitar e conhecer melhor seu próprio País. Pela proximidade com o eixo Rio/São Paulo/BH, Tiradentes (MG) é um destino muito competitivo no pós-COVID-19 Em relação aos tipos de acomodação, as listas apontaram, nesta ordem, os hotéis (36%), as pousadas (24%), os apartamentos, as casas de temporada e os hostels. Segundo a Booking.com, “três entre as propriedades mais inclusas em ´wish lists´ no Brasil foram o Wyndham Gramado Termas Resort & Spa (RS), a Pousada Xalés de Maracaípe (PE) e o Hotel Golden Park Campos (SP). Para o Vice-Presidente Sênior e Diretor Geral de Marketing da Booking.com, Arjan Dijk, fazer listas também faz bem à saúde. “Sabemos que, em tempos como estes, sonhar quando se poderá vivenciar o mundo de novo tem um poder imenso de instigar nossa imaginação e nos manter fortalecidos”, enaltece o executivo. Em um outro levantamento, desta vez com a empresa de distribuição e marketing hoteleiro Omnibees, três destinos se repetem com a apuração da plataforma de reservas citada acima. Os cinco lugares mais procurado por turistas que pretendem viajar na pós-pandemia são, nesta ordem, São Paulo, Rio de Janeiro, Gramado, Brasília e Porto de Galinhas. Ainda de acordo com a Omnibees, “a maioria das vendas são para a partir do mês de novembro”. Vista aérea de Porto de Galinhas, em Ipojuca: destino pernambucano está bem posicionado nos rankings O Presidente da AHPG – Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas, Massimo Pellitteri, vê essa citação com alegria e destaca a preocupação dos membros com a biossegurança. “Logo no início da pandemia, Porto de Galinhas começou a se preparar para o retorno das atividades, mesmo ainda não sabendo quando seria. Demos início a criação do Manual de Boas Práticas de Atendimento, Higiene e Segurança, já pensando na futura retomada dos negócios. Agora, com a publicação pronta, já realizamos treinamentos com os funcionários dos hotéis, como também realizamos as devidas adequações físicas das áreas dos restaurantes e áreas comuns dos hotéis”, explica Pellitteri. O manual é uma iniciativa da AHPG, em parceria com o Real Hospital Português e a Universidade Federal de Pernambuco, por meio do Departamento de Hotelaria e Turismo.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 03/08/2020 às 09h03

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), segue internado com infecção pulmonar no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, sem previsão de alta. O hospital divulgou um boletim médico do quadro de saúde do governador na tarde de domingo (2). De acordo com a equipe médica, Mauro Mendes continua a receber medicamentos para combater uma infecção pulmonar. Mendes foi internado no sábado (1º) depois que começou a se sentir mal após uma reunião de trabalho e então procurou atendimento com o médico que o acompanha desde o transplante de rim. Inicialmente a assessoria do governo informou que ele estava com pneumonia. Ainda não há previsão de quando um novo boletim médico será divulgado. Mendes doou um rim para a mulher dele, a primeira-dama Virginia Mendes, em 2014. À época, ele era prefeito da capital. No mês de junho, Mauro Mendes contraiu Covid-19. Ele passou duas semanas isolado em casa e foi curado.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 03/08/2020 às 03h00

Artigo Conselho de Especialistas do Todos pela Saúde Só teste em massa reduzirá óbitos no Brasil Nossos dirigentes precisam se organizar para a testagem em massa e a sociedade deve reivindicar esse direito. Aindadátem- pO. METRÓPOLE/ PÁG. A10 Artigo Ainda dá tempo Reduzir o número de óbitos requer comprometimento dos três níveis de governo com a realização em massa de testes RT-PGR © CONSELHO DE ESPECIALISTAS ÇO TODOS PELA SAUDE Vivemos a maior crise sanitária dos últimos 100 anos, e o novo coronavírus dá a impressão de que permanecerá entre nós por um tempo ainda imprevisível. A experiência internacional nos ensinou que o isolamento social, a higienização das mãos e a barreira das máscaras protegem a população e reduzem a circulação do vírus. Essas providências, no entanto, são insuficientes para evitar a transmissão em ambientes com pessoas infectadas, estejam assintomáticas ou com febre, tossindo e espirrando. Os dados epidemiológicos de vários países mostraram que realizar testes em massa para identificar os portadores do vírus e os que entraram em contato com eles foi fundamental no combate à disseminação da doença. O principal e mais usado no mundo teste que realmente identifica a presença do vírus é chamado de RT-PCR, realizado com cotonetes para colher material das narinas e da garganta, locais em que o vírus se aloja nas pessoas infectadas, tenham ou não sintomas. Quando esse teste dá positivo, é porque o vírus está presente. Portanto, há certeza da infecção. O teste RT-PCR não pode ser confundido com os “testes rápidos”, realizados em cerca de 20 minutos, que se propõem a detectar anticorpos contra o vírus. São testes indiretos: se houve produção de anticorpos, é porque ocorreu infecção no passado. Quando? Não dá para saber, pode ter sido há 20,30 dias ou há 2 meses. Conclusão: não servem para diagnosticar a covid-19 nos doentes, nem para identificar portadores assintomáticos. Os “testes rápidos” causam mais confusão ao que ajudam. No mercado, existem dezenas de kits de procedências variadas, muitos dos quais não passaram por avaliação técnica. Como consequência, são frequentes os falso negativos e falso positivos, isto é, resultados negativos em quem já teve a infecção e positivos em quem nunca entrou em contato com o vírus, respectivamente. Por essas razões, os testes rápidos não servem para ajudar no controle da pandemia. Os países que mais bem enfrentaram o vírus testaram em massa com os testes RT-PCR. Vejam a posição absurda do Brasil. Reino Unido, Espanha, Estados Unidos, Rússia e Bélgica testaram mais de 10% da população; Peru e Chile já se aproximam de 6%. A China fez mais de 90 milhões de testes, que alcançaram 6% da população. E todos seguem testando. O Brasil mal aplicou 3,5 milhões de testes, em cerca de 1,5% da população. A testagem em massa vai atrás das pessoas positivas, sintomáticas ou não, para promover o seu isolamento e identificar todos os contatos que essas pessoas tiveram nos últimos dias, para também isolá-los se estiverem infectados. Em muitos países, para cada teste positivo são testados 10, 20, 40 contatos, porque, para cada RT-PCR positivo, haveria até 10 outras pessoas infectadas, não testadas. Na iniciativa Todos pela Saúde, assumimos a testagem como estratégica desde o primeiro momento. Apesar da enorme disponibilidade de testes RT-PCR fornecidos pela Fiocruz, verificamos que as dificuldades estavam na área da análise e de processamento dos mesmos. Decidimos, então, fazer duas grandes doações para a formação de centrais de análise RT-PCR, instaladas e operadas pela Fiocruz, no Rio de Janeiro e em Fortaleza. A partir de 31 de julho, a capacidade de testa- fem do SUS sera, assim, aumentaa em poucos dias em até 25 mil testes por dia. Somados à capacidade já vinstalada no País, teremos condição de efetuar cerca de 100 mil testes por dia. Esperamos que nossos dirigentes, nos três níveis de governo, se organizem para o esforço de testagem em massa e que a sociedade se mobilize para reivindicar o direito de acesso ao teste RT-PCR, para reduzirmos o número de óbitos no Brasil. Ainda dá tempo. ❖ INTEGRAM 0 CONSELHO DE ESPECIALISTAS DO TODOS PELA SAÚDE: DRAUZIO VARELLA, CIENTISTA E ESCRITOR; EUGÊNIO VILAÇA MENDES, CONSULTOR DO CONSELHO DOS SECRETÁRIOS DE SAÚDE (C0NASS); GONZALO VECINA NETO, EX-PRESIDENTE DA ANVISA; MAURÍCIO CESCHIN, EX-DIRETOR-PRESIDENTE DA AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE (ANS); PAULO CHAPCHAP, DOUTOR EM CLÍNICA CIRÚRGICA PELA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO E DIRETOR-GERAL DO HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS; PEDRO BARBOSA, PRESIDENTE DO INSTITUTO DE BIOLOGIA MOLECULAR DO PARANÁ (IBMP), INSTITUIÇÃO LIGADA À FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ); E SIDNEY KLAJNER, PRESIDENTE DO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 03/08/2020 às 03h00

Em equilíbrio, sistema imune é arma contra Covid19 e outras doenças Novo coronavírus desencadeia processo inflamatório com substâncias liberadas pelo sistema imunólógico Everton Lopes Batista e Ana Bottallo são paulo O sistema imunológico ativa uma rede complexa de células, moléculas e proteínas assim que o corpo humano percebe a chegada de uma ameaça, que pode ser um vírus, uma bactéria ou um tumor, por exemplo. Esse mesmo sistema de defesa pode danificar o corpo quando exagera na liberação de substância tóxicas para combater o invasor. Estudos mais recentes sobre os mecanismos da Covid-19 mostram que a chamada tempestade de eitoeinas, uma liberação de substâncias inflamatórias pelo sistema imunológico, tem um papel chave na piora da situação dos pacientes da doença. A defesa do corpo começa com a resposta imune, iniciada quando as células identificam o material genético do patógeno recém chegado. Todas as pessoas possuem esse tipo de resposta imunológica, que é composta por uma série de barreiras físicas e químicas para barrar ameaças. A imunidade inata não é específica, ela responde a todos os patógenos de uma maneira semelhante. “Todas as células do corpo conseguem responder à invasão em algum nível” explica Daniel Santos Mansur, imunologista da Universidade Federal de Santa Catarina. A tempestade de eitoeinas é ativada nessa primeira fase da defesa. No caso dos vírus, que dependem da estrutura das células para seguir com ii O sistema imune tem vários planos para agir e trabalha com equipes onde vários componentes vão se ajudar. Esses agentes ativados tentam cercar os vírus de várias formas Jordana Alves Coelho dos Reis virologista da UFMG a replicação, as substâncias inflamatórias podem destruirás células já infectadas, numa tentativa de impedir que a infecção se espalhe. Essas substâncias também funcionam como mensageiros, avisando o resto do corpo de que algo está errado. “O sistema imune é tem vários planos para agir e trabalha com equipes onde vários componentes vão se ajudar. Esses agentes ativados tentam cercar os vírus de várias formas”, diz a virologista Jordana Alves Coelho dos Reis, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais. O aviso de que há um invasor no corpo —e de quem é esse invasor— ativa os linfóeitos. Assim, tem início a resposta imune adaptativa. Os agentes que comunicam a chegada do patógeno também informam as características do invasor, 0 que prepara os linfóeitos para darem uma resposta específica, explica Reis. Os linfócitos B são os responsáveis pela produção dos anticorpos, proteínas que carregam uma caixa de ferramentas para desativar o vírus. No caso do novo coronavírus, que possui um envoltório com espinhos usado para se ligar às células, alguns anticorpos podem se conectar a essa estrutura para impedir que o vírus faça novas infecções. “Na resposta adaptativa, cada patógeno vai despertar uma reação específica contra o agressor. Mesmo assim, essa resposta pode não funcionar, produzindo anticorpos que não são neutraliz antes” diz Daniel Wagner de Castro, médico infecto logista da Rede D’Or São Luiz. Estudoscompacientes recuperados de Covid-19 têm indicado que a quantidade de anticorpos neutralizantes no corpo pode cair muito rapidamente. Mas outras pesquisas mostram que um outro tipo de célula de defesa, os linfócitos T, parecem ter o potencial de conceder proteção contra novas infecções pelo Sars-eov-2. Os linfócitos T, também gerados pelos glóbulos brancos, estão subdivididos em diversos tipos, entre eles o CD4 e o CD8.0 CD8, ou citotóxieo, elimina os vírus ao destruir as células infectadas. O CD4, ou auxiliar, estimula outras moléculas a agirem ou produzirem substâncias de defesa. Os linfócitos B precisam de um empurrão do CD4 para poder produzir anticorpos mais eficientes, as inumoglobulinas G (IgG) por exemplo. A resposta adaptativa tem ainda a capacidade de memorizar a reação produzida para combater um determinado patógeno mesmo depois que a infecção termina e o invasor é eliminado do corpo. O objetivo das vacinas é criar essa memória no organismo, explica Mariane Amano, imunologista e pesquisadora no Hospital Sírio-Libanês. “Independente do método usado na vacina, a ideia é colocar no corpo pedaços do vírns para que nosso sistema fique pronto para ter uma resposta mais rápida em um segundo contato”, afirma Amano. As vacinas são a principal maneira de aumentar o poder do sistema imunológico. Para Cristhieni Rodrigues, médica infectologista do Hospital Santa Paula, um sistema imunológico em bom estado depende do equilíbrio do organismo. Contribuem uma alimentação equilibrada, sono regular, controle do estresse e atividades físicas. Exercícios físicos exagerados e sem descanso podem ter um efeito contrário, porém. A médica também alerta que a obesidade pode causar uma sobrecarga do sistema imunológico que prejudica uma resposta mais eficiente contra doenças. Os suplementos de vitaminas devem ser asados em casos específicos de pacien tes que não conseguem tirar os nutrientes necessários dos alimentos e com acompanhamento médico, diz Rodrigues. Aguardar imunidade coletiva natural é perigoso A pandemia da Covid-19 reviveu um conceito antigo da medicina conhecido como imunidade coletiva, cujo princípio é simples: quando uma parcela suficiente de pessoas é imune a determinado patógeno, seja por já ter tido contato com o viras no passado e ter desenvolvido anticorpos de memória, seja por vacinação, o parasita tem dificuldade de encontrar novos hospedeiros e a taxa de contágio vai caindo até, por fim, definhar. Segundo DanielSantosMansur, da UFSC, esse conceito é Como nosso corpo reage a um vírus Milhões de células de diferentes tipos e com diversas funções compõem o sistema imunológico e entram em ação quando 0 corpo percebe a entrada de um invasor Os vírus podem entrar no corpo por vias respiratórias (como boca e nariz), sexuais ou através da pele. 0 novo coronavírus, por exemplo, infecta as células ao se conectar a um receptor presente em mucosas do nariz, boca e olhos Resposta imune inata Quando as células percebem uma presença estranha, elas avisam 0 resto do corpo e uma liberação de substâncias inflamatórias tem início, a chamada tempestade de eitoeinas. Nesse processo, os macrófagos podem eliminar células infectadas e também atuar como mensageiros que ativam os leucócitos (glóbulos brancos) para entrar na linha de defesa. Essa reação não é específica, não depende do contato prévio com 0 patógeno Resposta imune adaptativa Os leucócitos dão origem a outros fatores para a imunidade, como os linfócitos, alguns deles com a função específica de combater o patógeno recém chegado Essa é uma resposta que se adapta para combater diferentes invasores M Os linfócitos T estão subdivididos em diversos tipos, entre eles 0 CD4 e 0 CD8. 0 CD8, ou citotóxieo, elimina os vírus ao destruir as células infectadas. 0 CD4, ou auxiliar, estimula outras moléculas a agirem ou produzirem substâncias de defesa Os linfócitos B são os responsáveis pela produção dos anticorpos. Para que essas proteínas sejam mais eficientes, eles recebem uma ativação dos linfócitos auxiliares Anticorpos Essas proteínas carregam uma caixa de ferramentas para combater os vírus. Os anticorpos não são todos iguais, cada um é capaz de bloquear 0 vírus de uma maneira diferente. Alguns não são capazes de neutralizar 0 invasor No caso do novo coronavírus, que se liga a um receptor nas células com sua proteína em forma de espinho, alguns anticorpos neutralizantes bloqueiam a ação do patógeno ao se conectar com 0 espinho, impedindo que 0 vírus 0 use para infectar uma célula Como medir a imunidade? A maneira mais acessível para saber se alguém estãp protegido contra uma determinada doença é verificar por exames sorológicos se a pessoa possui anticorpos para combater 0 patógeno. Mesmo assim, os testes mais simples não dizem se esses anticorpos são do tipo neutralizante Ensaios clínicos mais avançados também podem verificar se há a presença de linfócitos específicos para combater uma doença. Testes para detectar esses linfócitos ainda não estão disponíveis no mercado Fontes: Jordana Grazziela Alves Coelho dos Reis, virologista da UFMG, Daniel Santos Mansur, imunologista da UFSC, e Mariane Amano, imunologista do Hospital Sírio-Libanês muito útil quando temos a vacina, mas ela não está disponível para todos. Políticas de vacinação tendem a priorizar as populações mais vulneráveis, podendo assim atingir uma imunidade coletiva quando uma determinada parcela da população já está imunizada. Especialistas estimam em cerca de 60% a parcela de pessoas vacinadas necessárias para impedir o contágio. Essa taxa varia de acordo com a forma de disseminação da doença e seu potencial infeccioso. No caso da gripe comum — disseminada pelo vírus influenza—, a circulação do vírus é diminuída quando cerca de 30% a 40% da população é vacinada contra a doença. Estudo publicado no medRxiv estipulou qual seria a taxa de imunidade coletiva e índice de reprodução (Ro) necessários para conter a pandemia em quatro países: Bélgica, Inglaterra, Portugal e Espanha. Segundo os pesquisadores, tendo como base modelos epidemiológicosde disseminação e transmissão do Sars-CoV-2 calculados para populações heterogêneas e considerando a chance de infecção individual, a imunidade coletiva chegaria quando cerca de 10% a 20% da população já se infectou. Essas estimativas são baseadas em cálculos matemáticos e não há ainda certeza se a imunidade de grupo será atingida nesse patamar. Vale ressaltar que ainda é incerto porquanto tempo os anticorpos contra Covid-19 permanecem na população. Os autores concluem que aguardar por uma imunidade coletiva natural é perigoso, sendo necessária cautela frente à população mais vulnerável ao risco de contágio e propagação da doença em suas comunidades. Para Natália Pasternak, pesquisadora do ICB-USP e presidente do Instituto Questão de Ciência, esses números são estimativas que os cientistas podem tomar como base para avaliar modelos epidemiológicos, mas é importante deixar claro que essa taxa não se comportará da mesma maneira em diferentes cidades. Outra pesquisa, realizada na Espanha, apontou que apenas 5% da população possui anticorpos contra Sars-CoV-2. Os autores afirmam que adotar uma estratégia de imunidade coletiva natural seria catastrófico, implicando em um número muito maior de óbitos e um colapso ainda mais severo do sistema de saúde. Em Manaas (AM), segundo levantamento da Universidade Federal de Pelotas em parceria com o Ministério da Saúde, cerca de 12,5% da população apresentou sorologia positiva para Sars-CoV-2. A capital amazonense acumula, até o momento, tem mais de 35 mil casos e 2.013 mortes. “Não parece ser uma estratégia factível agora [aguardara imunidade coletiva], mas podemos asá-la quando a vacina estiver pronta”, diz Mansur.