Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

ANAHP
Data Veiculação: 03/07/2020 às 20h02

Cuidado com o bem-estar emocional dos profissionais durante a pandemia foi o destaque da quarta edição do Anahp AO VIVO Cuidar de quem cuida de nós… Em meio a tempos de mudanças e situações de intenso estresse, como as enfrentadas por profissionais da linha de frente no combate ao coronavírus, o equilíbrio emocional dos colaboradores se tornou um dos desafios das instituições hospitalares. Esse foi um dos assuntos de destaque na quarta edição do Anahp AO VIVO, evento online promovido na noite desta quinta-feira (02). Com o tema “Como a COVID-19 tem afetado a relação entre instituições e colaboradores na linha de frente”, o debate contou com a presença de representantes de diversas empresas ligadas ao setor de saúde e empresa de facilities, promovendo uma visão 360º sobre a nova dinâmica de profissionais que não podem parar durante a pandemia. Os participantes foram enfáticos ao citarem a valorização dos cuidados com a saúde emocional, apresentando programas de apoio com foco no acolhimento aos colaboradores. Além disso, a disseminação de melhores práticas de enfrentamento ao coronavírus também foi apontada como importante ferramenta das áreas de RH em tempos de pandemia. Para o evento, que contou com a mediação de Eduardo Amaro, presidente do Conselho da Anahp e do Hospital e Maternidade Santa Joana, foram convidados: Guilherme Cavalieri, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e superintendente de RH do A.C Camargo Cancer Center; Luiz Francisco Cardoso, superintendente de Práticas Assistenciais do Hospital Sírio-Libanês; Angélica Cardoso Martins, psicóloga do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Cristina Fernandes, diretora de Talentos e Comunicação da White Martins; Domingos Fortunato, sócio na Mattos Filho Advogados; Marcelo Sol, gerente Operacional do Grupo Albatroz; e Pedro Mathiasi, médico infectologista do HCor.

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL
Data Veiculação: 03/07/2020 às 03h00

Ana Rayssa/CB/DA Press "A cena muda todo dia" Ao CB.Saúde,o diretor do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, Gustavo Fernandes, disse que há uma dificuldade natural no combate à covid-19. Ele afirma que a estabilização da curva de casos deve balizara liberação de alguns serviços. » entrevista GUSTAVO FERNANDES Diretor do Hospital Sírio-Libanês em Brasília comenta o desafio de definir o momento ideal para flexibilizar o isolamento social Para o oncologista, as certezas se dissipam rapidamente neste cenário incerto: "A gente tem que se acostumar a mudar de ideia" Estabilizar para dar novo passo Ana Rayssa/CB/D.A Press E preciso enfrentar essa situação com humildade necessária de entender que a gente sabe pouco, que está aprendendo. E chamar pessoas que entendem da situação, como infectologistas, pneumologistas e intensivistas. Não dá para a gente sè ater muito ao que se falou ontem e entender como se fosse uma promessa por que, de fato, a cena muda todo dia e variáveis novas surgem diariamente” » MARIA EDUARDA CARDIM A decisão de colocar um fim na quarentena iniciada para conter o novo coronavírus provoca polêmicas entre pesquisadores e gestores de tocb o país. No mesmo dia em que o governo do Distrito Federal publicou um decreto para liberar as atividades comerciais, industriais e educacionais presenciais na capital, o diretor do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, Gustavo Fernandes, afirmou que seria necessária uma maior estabilização na curva de casos de covid-19 antes da retomada de alguns serviços. Em entrevista ao programa CB.Saúde, parceria do Correio Braziliense eda TV Brasília, o oncologista questionou a hora de claro próximo passo em relação à flexibilização do isolamento social, mas afirmou que vê vontade do GDF e de outros gestores em acertar o momento icleal para uma possível reabertura. Para Fernandes, existe uma dificuldade natural no enfrentamento da doença, já que as informações estão sendo construídas em tempo real. Confira a seguir os principais trechos da entrevista. Em um contexto de pandemia, é preciso estar pronto para voltar atrás em determinadas ações? É muito mais razoável assumir uma previsão errada e mudar o curso das coisas a seguir no caminho equivocado. De fato, se tem pouca informação (sobre acovid19). As informações estão sendo construídas em tempo real e não tem um livro guia de como lidar com isso neste momento; está sendo construído. Então, existe uma dificuldade natural que enfrentamos ao lidar com essa doença. É preciso enfrentar essa situação com humildade necessária de entender que a gente sabe pouco, que está aprendendo. E chamar pessoas que entendem da situação, como infectologistas, pneumologistas e intensivistas. Não dá para a gente se ater muito ao que se falou ontem e entender como se fosse uma promessa porque, de fato, a cena muda todo dia e variáveis novas surgem diariamente. É um o exercício de muita humildade, de dizer “errei, vamos ajustar e tentar buscar o caminho correto". Como vê a situação de Brasília? 0 governou decretou estado de calamidade e depois anunciou a retomada de atividades. Eu vejo muita vontade do governo em acertar. Estão o tempo inteiro fazendo modelagens que visem minimizar danos e ajustar as coisas. É a melhor prática possível. Isso está sujeito a erros e tem que ser sujeito a revisão. Quando olhei, duas semanas atrás, para a reabertura, eu achei que concordava com isso, mas duas semanas depois, o número de casos subiu e a ocupação de leitos de UT1 também subiu. Então, eu fico me perguntando se está na hora de dar o próximo passo. Na minha visão, temos que estabilizar isso um pouquinho mais, antes de dar o próximo passo. Mas eu não sou o tomador de decisão e eu tenho certeza que o governo usa algoritmos, especialistas e predições que devem apontar que é viável abrir no dia 7 (de julho). Também tenho certeza que o governo vai mudar a recomendação caso veja, mais próximo da data, que não temos que fazer isso. As verdades estão envelhecendo muito rapidamente e a gente tem que se acostumar a mudar de ideia. Quando o Brasil terá vacina? Dando-me o direito de errar, acho que não menos que seis meses. Mas eu acho improvável que, com o investimento que tem sido feito e com os testes preliminares, que têm obtidos resultados positivos, a gente não tenha nada o ano que vem. Então, acho que entre seis e 18 meses. Essa é a minha impressão. Talvez alguma coisa no fim do ano, mas sem a quantidade de produção apropriada para que a gente tenha uma proteção da população. E, aí, a vacina deve ser mais distribuída para o mundo no ano que vem. Essa é a minha impressão baseada no que eu li e nas percepções que eu tenho desse mundo. Críticos a vacinas questionam a segurança de sua fabricação. Os critérios de segurança são seguidos, apesar da urgência da situação? O advento das vacinas foi uma das coisas que mais modificaram a nossa extensão e qualidade de vida. Basta dizer que um brasileiro, 100 anos atrás, tinha uma estimativa de vida ao redor de 30 anos. Com as vacinas e a medicina alopática, a gente conseguiu estender a vida das pessoas, e uma das grandes bases é a vacina. E isso é uma coisa que o Brasil tem tradição e faz bem. O Brasil vacina muito, tem programas vacinais muito significativos e dá atenção a esse ponto. Por quê? O desenvolvimento de qualquer fármaco e tratamento passa por fases: a primeira é a fase de segurança, na qual se prova se aquilo não faz mal às pessoas de qualquer maneira. E só passa para fase de eficácia depois que se tem os dados mínimos de segurança. Ainda antes dos dados de segurança, isso é estudado em animais que têm sistemas semelhantes ao nosso. Isso custa tempo, dinheiro e muito trabalho das pessoas. Então, hoje, é muito improvável que um fármaco ou que uma vacina vá para o mercado e se prove inseguro no futuro. Há um acompanhamento posterior, então. Mesmo quando você passa em um estudo de fase 1,2 e 3, que é o que valida a vacina habitualmente, você tem os estudos de acompanhamento no mercado, especialmente quando as drogas ou vacinas são lançadas de maneira rápidaporque as pessoas não podem esperar. A gente vai ter que acomp anh ar o s p aciente s vacinados ao longo do tempo e ver se aparece algum efeito adverso, mas os dados de segurança já vão estar muito estruturados. E uma cena controlada, mas que carrega um grau mínimo de insegurança que tem que ser monitorizado. E2CB .Saúde » Outra parceria entre Correio e TV Brasília, hoje é exibido o programa CB.Agro, que entrevista o presidente da Embrapa, Celso Moretti. A entrevista será transmitida ao vivo às 13h20.

VOGUE ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/07/2020 às 06h13

Quando a gente puder voltar a viajar, você vai querer viajar para onde? Ou melhor, quando a gente puder voltar a viajar, você vai querer viajar? São muitas as questões que rondam as nossas cabeças. Umas mais essenciais, como a manutenção dos postos de trabalho e a garantia de atendimento médico para todos, outras mais triviais, como as dúvidas de como serão as festas e shows no futuro próximo e de que forma as nossas viagens vão ser afetadas em um pós-pandemia sem vacina. Não que o setor de entretenimento e de turismo seja trivial. Muito pelo contrário. São setores que movimentam bilhões no Brasil e empregam milhões de funcionários - funcionários, estes, que estão em casa, sem trabalhar e muitos deles desempregados sem perspectivas de futuro. De acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (World’s Travel and Tourism Council- WTTC), o segmento de turismo responde por 1 em cada 10 empregos do mundo e contribui com 10,3% do PIB global. A indústria, aliás, corre risco de sofrer um retrocesso de até 30%, conforme previsão da Organização Mundial do Turismo (OMT), agência da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas esse setor foi o primeiro a ser afetado e, provavelmente, vai ser um dos últimos a se recuperar. Alguns hotéis no Brasil e no mundo já estão anunciando suas reaberturas. Alguns já em julho, outros em agosto e, no mais tardar, em setembro. As companhias aéreas que viram sua malha aérea despencar para cerca de 10% do tráfego normal já estão mandando e-mails avisando que as frequências dos vôos estão aumentando e algumas fronteiras no mundo estão reabrindo. Não para a gente. Nós, brasileiros, vamos ficar impedidos de viajar para fora do país por um bom tempo por conta dos recordes e mais recordes tristes que vivenciamos durante a pandemia. Mas depois de quase quatro meses em quarentena e com as primeiras medidas de flexibilização - e aqui não vamos entrar no mérito se elas são precoces ou não - muita gente vai voltar a viajar. Não todo mundo, pois algumas pessoas só vão voltar a circular entre cidades, estados e países depois que uma vacina existir e tudo estiver sob controle. Para começar essa reabertura do turismo, as pontas da cadeia estão se preparando de forma intensiva. Os hotéis estão investindo em protocolos de segurança rígidos, alguns até estão contratando consultorias de profissionais da saúde para que tudo reabra com os níveis mais altas de segurança. Os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, de São Paulo, por exemplo, estão prestando consultoria a muitos estabelecimentos Brasil afora para que essas reaberturas possam ser feitas de forma segura não só para o hóspede, mas também para os funcionários. "A Pandemia nos obrigou a colocar em quarentena as nossas viagens, mas jamais os nossos sonhos. Acredito que a retomada das viagens será feita em 4 etapas”, enumerou Jaqueline Dellal, da agência Be Happy Viagens. E quais seriam essas fases, de acordo com a empresária? 1a fase - viagens de carro, para destinos próximos, predominantemente que proporcione contato com a natureza 2a fase - viagens domésticas, de avião , para destinos de praia e campo. 3a fase - viagens internacionais, mais próximas, para a América do Sul, ou Caribe, ponto a ponto (1 destino só) 4a fase - viagens internacionais, para destinos mais distantes, e roteiros mais longos, que combinem destinos. Mas como tudo muda o tempo todo, pode ser que os primeiros destinos que estão reabrindo tenham que fechar as portas de novo. É tudo muito incerto. Mas, aos poucos, as coisas vão se adaptando e viajar vai voltar a fazer parte dos nossos planos - da forma segura para todos.