Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

IMPRENSA PÚBLICA.COM.BR/BRASÍLIA
Data Veiculação: 01/07/2020 às 12h22

Rivaroxabana, remédio usado no tratamento da trombose, será testado em 600 pacientes em 40 hospitais no Brasil Covid-19: coágulos e trombos podem complicar situação dos infectados (MR.Cole_Photographer/Getty Images) Em maio deste ano, um estudo observacional feito por especialistas do Hospital Mount Sinai, de Nova York (EUA), apontou que o uso de anticoagulantes no tratamento do novo coronavírus poderia melhorar o tempo de sobrevivência de pacientes graves infectados pela doença. A pesquisa foi realizada com 2.773 pacientes internados por covid-19. Destes, 28% (786) tiveram um tratamento com doses completas de anticoagulantes, uma dose maior do que é geralmente administrada em casos de coágulos sanguíneos. Foi observado, então, que o uso dos medicamentos melhorou as chances de sobrevivência dos doentes dentro e fora da UTI. A formação de coágulos (ou trombos) é um dos principais agravantes da covid-19. Eles impedem que o sangue dos infectados circule e podem surgir em diversas partes do corpo, como os pulmões, nas pernas e no cérebro. Em muitos casos, os pacientes fatais do vírus passam pela formação de coágulos. É ai que os anticoagulantes entram: como uma opção de afinar o sangue e melhorar a circulação, evitando, assim, que um estado pró-trombótico se instaure e o infectado desenvolva um quadro mais grave. Recentemente a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em uma pesquisa feita em parceria com pesquisadores da Inglaterra e da Itália, testaram o anticoagulante heparina em casos de SARS-CoV-2. Os testes em laboratório se mostraram promissores e o remédio foi capaz de reduzir em 70% a infecção de células pelo novo coronavírus. Agora se iniciam os testes clínicos de um novo anticoagulante em doses maiores. A rivaroxabana, medicamento oral usado para o tratamento de trombose venosa profunda, pode ser mais uma das opções no mercado para reduzir o tempo de internação dos pacientes por coronavírus. A ideia do grupo brasileiro Coalizão é testar a eficácia da rivaroxabana em dose plena versus a da heparina (intravenosa) em doses menores e identificar se o primeiro será responsável por diminuir ainda mais a formação de coágulos. “A gente já conhece a eficácia e a segurança dessa droga. Mas agora queremos dar uma resposta muito importante que o mundo precisa hoje: será que se eu usar uma droga mais potente para diminuir a criação de trombos e coágulos isso pode melhorar a sobrevida dos doentes e o tempo de internação do hospital?”, questiona o doutor Renato Lopes, professor da Divisão de Cardiologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e líder da pesquisa no Brasil. O objetivo é testar a droga em até 600 pacientes em 40 hospitais ao redor do Brasil e chegar a uma conclusão positiva em até quatro meses. Até o momento, 10 voluntários estão participando da testagem com a rivaroxabana. “Estamos muito no começo para garantir algo”, explica Lopes. Para garantir a eficácia da pesquisa e evitar riscos (como o aumento de sangramento nos pacientes), um comitê internacional analisará todo o processo. Se algo não estiver certo na avaliação deste, o estudo será pausado. Mas Lopes ressalta que o uso de anticoagulantes não é a cura para o novo coronavírus. “Isso é um tratamento para uma das complicações mais graves que os pacientes da covid-19 têm, que são as tromboses — que matam e deixam sequelas. Esse medicamento pode vir a salvar vidas. A gente não sabe ainda, por isso estamos estudando”, diz. O grupo Coalização é formado pelas instituições Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). O projeto conta com o apoio da farmacêutica EMS fornecendo os medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina, da fabricante Aché fornecendo dexametasona e da gigante na área medicinal Bayer fornecendo a rivaroxabana. Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais. De acordo com o relatório A Corrida pela Vida, produzido pela Exame Research, unidade de análises de investimentos e pesquisas da Exame, as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina já contam com o financiamento de pelo menos 20 bilhões de dólares no mundo. Desse valor, 10 bilhões foram liberados por um programa do Congresso dos Estados Unidos. Mais de 200 vacinas estão sendo desenvolvidas atualmente. Segundo o monitoramento em tempo real da universidade Johns Hopkins, mais de 10 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no mundo e 509.474 morreram, segundo o monitoramento em tempo real da universidade americana Johns Hopkins. Os Estados Unidos são o epicentro da doença, com mais de 2,5 milhões de doentes e mais de 129 mil mortes. Em segundo lugar no ranking está o Brasil, com 1.368.195 de infectados e 58.314 óbitos.

GOVERNO DE SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/07/2020 às 19h25

Download Divulgação/Reprodução/Agência Fapesp Após um período-piloto de testes e de consultas à comunidade de pesquisa, entrou em operação nesta quarta-feira (1º) o COVID-19 Data Sharing/BR, o primeiro repositório de dados abertos do Brasil com dados demográficos e exames clínicos e laboratoriais de pacientes que fizeram testes para a doença em unidades laboratoriais no país e em hospitais do estado de São Paulo. O repositório abriga dados abertos e anonimizações de, inicialmente, mais de 177 mil pacientes, 9.634 dados de desfecho e um total de quase 5 milhões de resultados de exames clínicos e laboratoriais realizados em todo o país pelo Grupo Fleury e na cidade de São Paulo pelos hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês desde novembro de 2019. Ainda que o primeiro caso da doença no Brasil tenha sido registrado em fevereiro, pelo Hospital Albert Einstein, o período de cobertura dos dados permitirá aos pesquisadores analisarem o histórico de saúde, bem como buscar evidências de sintomas de COVID-19 em pacientes atendidos anteriormente. Novos dados serão inseridos regularmente pelo Grupo Fleury, Hospital Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein e gerenciados no repositório, sediado na Universidade de São Paulo (USP). As quatro instituições disponibilizaram informações, infraestrutura, tecnologias e recursos humanos próprios para viabilizar o compartilhamento de dados. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) está em tratativas avançadas com outras instituições de atendimento a pacientes, públicas e privadas, para compartilhar informações no repositório COVID-19 Data Sharing/BR. A base de dados é resultado de uma iniciativa da Fapesp, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), e tem o objetivo de compartilhar informações clínicas anonimizadas de pacientes para subsidiar pesquisas científicas sobre a doença nas diversas áreas de conhecimento. “Ciência é cada vez mais uma atividade coletiva e as iniciativas de compartilhamento de dados têm se ampliado em todo o mundo. A estratégia de Open Science da Fapesp é o pano de fundo desta iniciativa. Buscamos aproveitar a crise para alavancar a iniciativa de Data Sharing sediada na USP. Nossa expectativa é que possamos não apenas agregar novos parceiros, mas, sobretudo, contribuir para que a comunidade cientifica tenha dados de qualidade para propor soluções que nos permitam enfrentar a pandemia”, afirma à Agência Fapesp Luiz Eugênio Mello, diretor-científico da Fundação. Categorias O repositório disponibiliza três categorias de informação: dados demográficos (gênero, ano de nascimento e região de residência do paciente) e de exames clínicos e/ou laboratoriais, além de informações, quando disponíveis, sobre a movimentação do paciente, como internações, por exemplo, e desfecho dos casos, como recuperação ou óbitos. Em uma segunda etapa, que já está sendo planejada pela iniciativa, o COVID-19 Data Sharing/BR abrigará também dados de imagens, como radiografias e tomografias. O lançamento do repositório teve um cronograma de três etapas. Uma versão pequena do conjunto de dados foi inicialmente disponibilizada no dia 17 de junho para um período-piloto de consultas. Dessa forma, a comunidade de pesquisa pôde baixar os dados e começou a analisá-los e visualizá-los usando técnicas de ciência de dados. Até o dia 24 de junho, os grupos de pesquisa interessados puderam enviar dúvidas e comentários para os responsáveis pelo repositório COVID-19 Data Sharing/BR. Nesse período, foram recebidos cerca de 30 e-mails com perguntas e sugestões de pesquisadores. Contribuições As contribuições da comunidade de pesquisa irão ajudar a melhorar as informações e a documentação do repositório. “Todas as sugestões serão analisadas e verificaremos o que poderá ou não ser implementado em curto, médio e longo prazo”, diz à Agência Fapesp Cláudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e participante do projeto. Uma das sugestões já resultou em um pequeno ajuste na versão final do repositório. “Na maior parte das situações vamos analisar o que pode ser feito para contribuir para o maior número possível de pesquisas”, afirma Medeiros, que integra a coordenação do Programa Fapesp de Pesquisa em eScience e Data Science. Além de pesquisadores do Brasil, o conjunto inicial de dados disponibilizado no dia 17 de junho para consultas foi acessado e baixado por cientistas dos Estados Unidos, Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, Argentina, Romênia, Holanda, Reino Unido, Índia, Canadá, França, Finlândia e Tailândia. Iniciativas internacionais O lançamento do repositório faz parte de um movimento da ciência global, denominado ciência aberta, com o objetivo de tornar públicos os dados utilizados em pesquisas e que ganhou maior força com a pandemia de COVID-19. Além do repositório lançado pela Fapesp, outras agências de fomento à pesquisa no mundo estão adotando iniciativas semelhantes. No dia 16 de junho, o Centro Nacional de Dados para a Saúde (CD2H) e o Centro Nacional de Ciência Translacional Avançada (NCATS), dos Estados Unidos, anunciaram a criação de um portal centralizado de dados clínicos de pacientes com COVID-19. A iniciativa é resultado de uma parceria com diversas agências norte-americanas, incluindo o National Institutes of Health (NIH). De acordo com um comunicado à imprensa, a plataforma, chamada N3C (sigla em inglês de National COVID Cohort Collaborative), irá capturar sistematicamente dados clínicos, de diagnóstico e de laboratório de centros de pesquisa e prestadores de serviços de saúde participantes em todo o país e agregá-los em um formato mais padronizado e de fácil acesso, de modo a permitir que os usuários tenham novas ideias de pesquisa colaborativa. Os dados brutos, contudo, não serão disponibilizados. “Eles utilizarão um padrão internacional que não permitirá ter acesso aos dados brutos, mas a uma interface para um sistema que permitirá solicitar análises de um conjunto de dados e a plataforma fornecerá os resultados”, explica Medeiros. Rede Outra iniciativa recente de disponibilização de dados clínicos de COVID-19 foi a Rede de Implementação do VODAN, na Europa. Resultado de uma parceria público-privada, o objetivo do consórcio VODAN é tornar os dados sobre a doença públicos, de modo que sejam localizáveis, acessíveis, interoperáveis – FAIR, na sigla em inglês de Findable, Acessible, Interoperable and Reusable – e, portanto, reutilizáveis por humanos e computadores. “Atualmente, há uma série de iniciativas listadas nessa plataforma, em todos os níveis de compartilhamento de dados, com protocolos de disponibilização bastante rígidos”, diz Medeiros. Alguns dos diferenciais do COVID-19 Data Sharing/BR em relação a esses projetos internacionais são que a plataforma reúne dados de brasileiros e com qualidade suficiente para incluí-los em grandes estudos internacionais. Dessa forma, a iniciativa contribui não apenas para pesquisas voltadas à realidade brasileira, mas também para acelerar a pesquisa mundial na busca por uma vacina ou cura da doença, avalia a pesquisadora. “Muitos dos dados que estão sendo colocados em plataformas internacionais são de ensaios clínicos, e não de exames clínicos e laboratoriais de pacientes como são os do COVID-19 Data Sharing”, compara.

CNN BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 01/07/2020 às 14h37

Clubes paulistas voltam aos treinos com bola nesta quarta-feira Times precisam seguir protocolo de higiene Covid-19 Iara Oliveira, da CNN, em São Paulo 01 de julho de 2020 às 14:37 | Atualizado 01 de julho de 2020 às 14:49 Compartilhar Começa nesta quarta-feira (1) os treinos com bola nos clubes do futebol paulista. A autorização para a volta das atividades com restrições nos CTs (centros de treinamento) foi feita pelo Governo do Estado de SP e vale para times da capital e do interior. O protocolo a ser seguido pelos clubes foi elaborado pela Comissão Médica da Federação Paulista de Futebol, presidida pelo médico Moisés Cohen em conjunto com os médicos dos clubes a partir das recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde). Os locais de treinamento passaram por um detalhado processo de higienização padronizado. Ou seja, é o mesmo protocolo seguido em São Paulo e nos clubes do interior paulista, mesmo em cidades em que haja menor índice de contaminação pelo novo coronavírus. Todos os envolvidos nos treinamentos (atletas, comissão técnica e demais profissionais) foram testados antes do início das atividades e a cada mudança de fase de treinos. É obrigatório o uso de máscaras a todos, exceto aos atletas durante as atividades físicas. Os clubes se comprometeram a realizar um processo constante de educação e reforço sobre as medidas de prevenção à doença a todos os profissionais. Leia também: Copa Africana das Nações é adiada para 2022 “O Palmeiras tem realizado teste de alta confiabilidade no mercado, tanto de PCR quanto de sorologia. Agora, nosso departamento médico liderado pelo Gustavo Magliocca e Pedro Pontin, em conjunto com o Hospital Sírio-Libanês realizado testes genéticos com alta confiabilidade através da saliva. Uma periodicidade bem interessante de dois em dois dias. Aqueles que eventualmente testem positivo serão isolados, serão acompanhados, realizarão testes e cumprirão tempo para que não haja risco de contaminação de outros membros do departamento de futebol e atletas” explica Daniel Gonçalves, coordenador científico do Palmeiras. A retomada dos treinos respeitou as recomendações de distanciamento físico, iniciando com trabalhos individuais, ao ar livre. Todos os profissionais fazem uso de equipamentos de hidratação individuais e os envolvidos nos treinamentos têm que manter uma rotina de isolamento social, em que só estão permitidos os trajetos casa-treino-casa. Testagem Visando o retorno gradual das atividades esportivas, os clubes de futebol em São Paulo realizam desde meados de junho a testagem de atletas, funcionários, comissão técnica e familiares dos jogadores. Neste processo, o Corinthians foi o time paulista que mostrou o maior índice de infectados pelo novo coronavírus. O clube teve 21 de seus 28 jogadores testados com exame positivo para a Covid-19. Desses, oito atletas, todos assintomáticos, permaneciam em isolamento e passaram na última segunda-feira (29) por novos exames sorológicos para medir o estágio da doença e conforme os resultados foram liberados para treinar no CT Joaquim Grava. Preparação Desde o dia 22, os clubes tiveram a liberação do governo do estado e SP mediante o aval do Comitê de Contingência do Coronavirus para a realização de treinos de preparação que incluiam testes: clínicos, físicos e fisiológicos. O Campeonato Paulista foi interrompido em março por conta da pandemia da Covid-19 quando os participantes disputavam a décima rodada da competição, faltam portanto, duas rodadas para definir os classificados para a fase eliminatória. Editoria

LIDE/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 01/07/2020 às 14h06

LIDE Ano 15 n£ 911 2020 LEONARDO SANCHEZ VISÃO DISRUPTIVA FORTALECE O DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA ESPECIAL SAUDE MEDICINA DO FUTURO UNE AVANÇOS TECNOLÓGICOS E GESTÃO DE QUALIDADE Membro do Conselho de Administração do Grupo NC HOSPITAL M< 3IAH EXCELENCIA EM MEIO A PANDEMIA DE COVID-19, EFICIÊNCIA E MEDICINA PREVENTIVA SÃO DEMANDAS EM PLENA EXPANSÃO NOS m? «IkHOSPITAIS DE ALTO PADRÃO Com o surgimento do novo coronavírus, hospitais de renome ganharam ainda mais notoriedade, tendo cm vista toda a infraestrutura c tecnologia nestes complexos. Especializado em cirurgias de alta c media complexidade, o Hospital Moriah, em São Paulo, oferece excelência médica por meio de centros cirúrgicos com multitelas focadas cm procedimentos minimamente invasivos, imagens armazenadas cm 4K (alta resolução), além da última geração do robô cirúrgico Intuitive Da Vinci XI, Buzz BrainLab (monitor de vídeo touch screem para planejamento médico) entre outra inovações. De acordo com Dr. Alexandre Tcruya, CEO c diretor técnico do hospital, qualquer decisão do Moriah tem a participação de seu corpo clínico. “Um time de médicos participou de todo planejamento das plantas das salas de cirurgia até chegar a criação de ambientes adequados para o trabalho diário. Sem fios pelo chão, por exemplo, ninguém tropeça c a limpeza se tornou extremamente mais ágil”, revela. Com este know-how cm planejamento e organização, o Moriah construiu em dois dias, na primeira quinzena de março, seu próprio hospital de campanha, que fica no estacionamento da unidade. Assim, pacientes com suspeita de Covid-19 fazem todos os exames nesse espaço sem precisar entrar no prédio e se for necessária a internação, permanecem totalmente separados dos demais pacientes. 62 Dr. Alexandre Teruya, CEO e diretor técnico do hospital Moriah, conduz um ambiente colaborativo Dados como aliados com duas unidades na cidade de São Paulo, o Grupo Lefortc aposta na tecnologia de levantamento de dados para desenhar modelos de prevenção c diagnóstico precoce. “Com isso, temos maior chance de cura com melhor qualidade de vida ao menos tempo no hospital”, explica Rodrigo Lopes, CFG do Grupo. Para o executivo, a pandemia está fazendo as pessoas reverem seus comportamentos c isso vai mudar a questão de saúde. “O novo coronavírus vai impulsionar o modelo de atendimento de parceria e terá por base um custo menor. Utilizar o necessário com prevenção c com qualidade”, detalha. O Grupo criou o Programa Leforte Integral, focado nesse novo jeito de atuar. A partir da entrada na instituição, os pacientes são classificados conforme variáveis, como histórico pessoal e familiar, faixa etária, doenças pré-existentes, entre outras. Após essa avaliação, são inseridos nas chamadas Linhas de Cuidados Assistenciais, cm áreas Rodrigo Lopes, CEO do Grupo Leforte, acredita no uso intensa da tecnologia e acompanhamento de rarla naripntp como cardiologia, obesidade, diabetes c outras, com diretrizes gerais que podem ser customizadas a partir de monitoramento permanente, que inclui atenção primária c secundária ambulatorial, diagnósticos complementares, hospitalização c assistência domiciliar. “A integração desses cuidados associa uso intensivo da tecnologia da informação e de business inteligencc, machine learning c análise de dados. Outro ponto focal do Programa é o acompanhamento permanente da jornada do paciente em sua linha de cuidado, com o uso de aplicativos, teleconferências c sistemas operacionais de gestão", pontua o CEO. A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert F.instein também adota a alta tecnologia para viabilizar inovação nos meios de prevenção, diagnóstico c tratamentos de doenças e garantir mais benefícios para os pacientes. “Neste período, médicos realizaram pela primeira vez no Brasil uma angioplastia - colocação de stents para a desobstrução de artérias coronarianas - observando o critério de segurança de distanciamento social de dois metros de distância estabelecido na pandemia do novo coronavírus. O procedimento só foi possível com a utilização de equipamento robótico, único em nosso meio, para fazer a inserção do catcter que leva o dispositivo até o ponto da artéria onde o fluxo sanguíneo está bloqueado por placas de gordura”, conta Sidney Klajncr, presidente do Hospital. Para minimizar a contaminação da Covid-19, o Einstein implantou um sistema de termografia que usa 63 sensores térmicos infravermelhos no pronto-socorro, para detectar pessoas cm estado febril. “Essa tecnologia adianta a triagem ao enviar para os enfermeiros, por meio de um aplicativo, alertas sobre os pacientes que apresentarem febre. Então, os primeiros serviços de assistência já são realizados cm um ambiente isolado para não dispersar o vírus”, enfatiza Klajner. Segurança de dentro para fora Ainda para evitar a disseminação da Covid-19, no Sírio Libanês, pacientes com exames agendados recebem a opção de coleta domiciliar com 48h de antecedência. “Quando um paciente chega ao Sírio Libanês para fazer exames diagnósticos, ele já passou por quatro barreiras que incluem interrogatório sobre sintomas por Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein, investe na prevenção telefone c na sua chegada, triagem e aferição de temperatura. Não evidenciamos ainda intercorrências cm pacientes operados nesse momento, mesmo em pacientes com Covid-19, o resultado foi extremamente positivo”, afirma Dr. Fernando Ganem, diretor de governança clínica do Sírio Libanês. O gastroentcrologista Josc Capalbo, superintendente médico do Hospital 9 de julho, lembra que os hospitais já são locais onde normalmente existem protocolos eficientes para evitar a disseminação de doenças e que, desde o início da pandemia, ficaram ainda mais intensos. “No Hospital 9 de Julho, pacientes que buscam atendimento para problemas de saúde diversos, são, desde a triagem, encaminhados para áreas separadas daqueles que apresentam sintomas respiratórios que podem indicar Covid-19. Há ainda blocos diferentes para internação, UTIs separadas c equipes de colaboradores Suport e especializado para os hospitais A pandemia do novo coronavírus exigiu mudanças e a busca por mais eficiência para atender a alta demanda nos hospitais. Empresa provedora de soluções customizadas e integradas para o segmento de gestão logística hospitalar, a rv imola destaca que a tecnologia tem sido uma aliada importante da empresa para enfrentar este momento. De acordo com a companhia, os aplicativos que já existiam e outros vários que foram criados e aprimorados, entre eles ferramentas de telemetria, têm possibilitado o gerenciamento on-line de frotas e o aumento de produtividade nas operações em armazéns, com instalação de modernos sorters (esteira separadora de caixas), além dos meios de comunicação e informação em tempo real. Eficiência e agilidade Atendendo a um pedido do governo do Estado de são Paulo, HCor e bp A Beneficência Portuguesa integram o grupo de instituições privadas responsáveis por transformar em unidades de terapia intensiva 100 leitos de internação do Hospital das clínicas da Faculdade de Medicina da universidade de são Paulo (hc-fmusp). as instituições são responsáveis por 10 dos novos leitos de uti, contribuindo com equipamentos e equipes de profissionais de saúde especializados em cuidados de terapia intensiva. Elas enviaram 40 profissionais, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, contratados exclusivamente para essa demanda. "A bp tem o propósito de valorizar a vida e, por isso, decidimos estabelecer essa parceria em um momento tão importante como este. compreendemos a necessidade de conexão entre as instituições do setor para que, juntos, possamos desempenhar o melhor trabalho possível, prestando auxílio à população. A colaboração entre todos os elos da cadeia de saúde é essencial para a travessia desse momento turbulento* afirma Denise santos, ceo da bp A Beneficência Portuguesa de são Paulo. No Sírio Libanês, os pacientes com exames agendados recebem a opção de terem a coleta domiciliar com 48h de antecedência distintas para pacientes com a nova doença. Isso reduz o risco de contaminação para indivíduos que precisam de cuidados urgentes, consultas e tratamentos para doenças crônicas", aponta o médico. Capalbo alerta que, cm muitos casos, o risco de interromper um tratamento, desmarcar uma consulta ou evitar o pronto-socorro é maior do que o perigo oferecido pela Covid-19. “Pacientes com doenças crônicas estão entre os indivíduos que devem comparecer regularmente a consultas c terapias. Para pessoas com diagnóstico de câncer ou doença renal crônica, a manutenção do tratamento é essencial a fim de evitar o agravamento do quadro”, diz. ■ 65

NEWS LAB ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/07/2020 às 12h41

Entra em operação o Repositório de informações clínicas de COVID-19 no Brasil Publicado por jornalismo em 1 de julho de 2020 Plataforma criada pela FAPESP em parceria com a USP, hospitais Israelita Albert Einstein, Sírio-Libanês e Grupo Fleury, começa a disponibilizar acesso a dados de mais de 177 mil pacientes, cerca de 5 milhões de exames e 9,6 mil resultados de desfecho (Informações: Agência Fapesp). Após um período-piloto de testes e de consultas à comunidade de pesquisa, entrou em operação hoje (01/07) o COVID-19 Data Sharing/BR, o primeiro repositório de dados abertos do Brasil com dados demográficos e exames clínicos e laboratoriais de pacientes que fizeram testes para COVID-19 em unidades laboratoriais no país e em hospitais do Estado de São Paulo. O repositório abriga dados abertos e anonimizações de, inicialmente, mais de 177 mil pacientes, 9.634 dados de desfecho e um total de quase 5 milhões de resultados de exames clínicos e laboratoriais realizados em todo o país pelo Grupo Fleury e na cidade de São Paulo pelos hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês desde novembro de 2019. Ainda que o primeiro caso da doença no Brasil tenha sido registrado em fevereiro, pelo Hospital Albert Einstein, o período de cobertura dos dados permitirá aos pesquisadores analisarem o histórico de saúde, bem como buscar evidências de sintomas da COVID-19 em pacientes atendidos anteriormente. Novos dados serão inseridos regularmente pelo Grupo Fleury, Hospital Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein e gerenciados no repositório, sediado na Universidade de São Paulo (USP). As quatro instituições disponibilizaram informações, infraestrutura, tecnologias e recursos humanos próprios para viabilizar o compartilhamento de dados. A FAPESP está em tratativas avançadas com outras instituições de atendimento a pacientes, públicas e privadas, para compartilhar informações no repositório COVID-19 Data Sharing/BR. A base de dados é resultado de uma iniciativa da FAPESP, em parceria com a USP, e tem o objetivo de compartilhar informações clínicas anonimidades de pacientes para subsidiar pesquisas científicas sobre a doença nas diversas áreas de conhecimento. “Ciência é cada vez mais uma atividade coletiva e as iniciativas de compartilhamento de dados têm se ampliado em todo o mundo. A estratégia de Open Science da FAPESP é o pano de fundo desta iniciativa. Buscamos aproveitar a crise para alavancar a iniciativa de Data Sharing sediada na USP. Nossa expectativa é que possamos não apenas agregar novos parceiros, mas, sobretudo, contribuir para que a comunidade cientifica tenha dados de qualidade para propor soluções que nos permitam enfrentar a pandemia”, disse Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP. O repositório disponibiliza três categorias de informação: dados demográficos (gênero, ano de nascimento e região de residência do paciente) e de exames clínicos e/ou laboratoriais, além de informações, quando disponíveis, sobre a movimentação do paciente, como internações, por exemplo, e desfecho dos casos, como recuperação ou óbitos. Em uma segunda etapa, que já está sendo planejada pela iniciativa, o COVID-19 Data Sharing/BR abrigará também dados de imagens, como radiografias e tomografias. Contribuições de pesquisadores O lançamento do repositório teve um cronograma de três etapas. Uma versão pequena do conjunto de dados foi inicialmente disponibilizada no dia 17 de junho para um período-piloto de consultas. Dessa forma, a comunidade de pesquisa pôde baixar os dados e começou a analisá-los e visualizá-los usando técnicas de ciência de dados. Até o dia 24 de junho, os grupos de pesquisa interessados puderam enviar dúvidas e comentários para os responsáveis pelo repositório COVID-19 Data Sharing/BR. Nesse período, foram recebidos cerca de 30 e-mails com perguntas e sugestões de pesquisadores. As contribuições da comunidade de pesquisa irão ajudar a melhorar as informações e a documentação do repositório. “Todas as sugestões serão analisadas e verificaremos o que poderá ou não ser implementado em curto, médio e longo prazo”, disse ao portal de notícias da Agência FAPESP Cláudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e participante do projeto. Uma das sugestões já resultou em um pequeno ajuste na versão final do repositório. “Na maior parte das situações vamos analisar o que pode ser feito para contribuir para o maior número possível de pesquisas”, afirma Medeiros, que é membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em eScience e Data Science. Além de pesquisadores do Brasil, o conjunto inicial de dados disponibilizado no dia 17 de junho para consultas foi acessado e baixado por cientistas dos Estados Unidos, Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, Argentina, Romênia, Holanda, Reino Unido, Índia, Canadá, França, Finlândia e Tailândia. Iniciativas internacionais O lançamento do repositório faz parte de um movimento da ciência global, denominado ciência aberta, com o objetivo de tornar públicos os dados utilizados em pesquisas e que ganhou maior força com a pandemia de COVID-19. Além do repositório lançado pela FAPESP, outras agências de fomento à pesquisa no mundo estão adotando iniciativas semelhantes. No dia 16 de junho, o Centro Nacional de Dados para a Saúde (CD2H) e o Centro Nacional de Ciência Translacional Avançada (NCATS), dos Estados Unidos, anunciaram a criação de um portal centralizado de dados clínicos de pacientes com COVID-19. A iniciativa é resultado de uma parceria com diversas agências norte-americanas, incluindo o National Institutes of Health (NIH). De acordo com um comunicado à imprensa, a plataforma , chamada N3C (sigla em inglês de National COVID Cohort Collaborative), irá capturar sistematicamente dados clínicos, de diagnóstico e de laboratório de centros de pesquisa e prestadores de serviços de saúde participantes em todo o país e agregá-los em um formato mais padronizado e de fácil acesso, de modo a permitir que os usuários tenham novas ideias de pesquisa colaborativa. Os dados brutos, contudo, não serão disponibilizados. “Eles utilizarão um padrão internacional que não permitirá ter acesso aos dados brutos, mas a uma interface para um sistema que permitirá solicitar análises de um conjunto de dados e a plataforma fornecerá os resultados”, explica Medeiros. Outra iniciativa recente de disponibilização de dados clínicos de COVID-19 foi a Rede de Implementação do VODAN, na Europa. Resultado de uma parceria público-privada, o objetivo do consórcio VODAN é tornar os dados sobre a doença públicos, de modo que sejam localizáveis, acessíveis, interoperáveis – FAIR, na sigla em inglês de Findable, Acessible, Interoperable and Reusable – e, portanto, reutilizáveis por humanos e computadores. “Atualmente, há uma série de iniciativas listadas nessa plataforma, em todos os níveis de compartilhamento de dados, com protocolos de disponibilização bastante rígidos”, diz Medeiros. Alguns dos diferenciais do COVID-19 Data Sharing/BR em relação a esses projetos internacionais é que a plataforma reúne dados de brasileiros, com qualidade suficiente para incluí-los em grandes estudos internacionais. Dessa forma, a iniciativa contribui não apenas para pesquisas voltadas à realidade brasileira, mas também para acelerar a pesquisa mundial na busca por uma vacina ou cura da doença, avalia a pesquisadora. “Muitos dos dados que estão sendo colocados em plataformas internacionais são de ensaios clínicos, e não de exames clínicos e laboratoriais de pacientes como são os do COVID-19 Data Sharing”, compara. Com informações de Agência Fapesp, texto de Elton Alisson. Compartilhar

HOSPITAIS BRASIL ONLINE
Data Veiculação: 01/07/2020 às 00h00

Para fortalecer o combate à Covid-19 em Goiás, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), gerido pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), passou a integrar o grupo de unidades participantes do Projeto ‘Todos pela Saúde’. A iniciativa, criada pelo Itaú Unibanco em parceria com Ministério da Saúde (MS), tem como objetivo contribuir para o combate à pandemia do novo coronavírus nas diferentes classes sociais e apoiar as iniciativas da saúde pública. Com quatro eixos de atuação, sendo eles, informar, proteger, cuidar e retomar, o projeto tem à frente um grupo de especialistas liderado pelo diretor geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap. A ação tem como finalidade melhorar a informação em relação aos leitos, quantidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), números de casos e disponibilidade de profissionais da área nos hospitais de referência. A diretora técnica do HDT, Dra. Vivian Furtado, explica como funcionará a implementação do projeto na unidade. “O Gabinete de Crise Covid-19, que já atua na unidade desde o início da pandemia, continuará realizando o levantamento com atualizações de atendimentos feitos pelo hospital, e documentará de forma padronizada as informações solicitadas. A partir disso, o projeto irá avaliar as possíveis necessidades da unidade no combate à Covid-19”. A iniciativa reúne doações feitas por diversas entidades, e para garantir que as arrecadações sejam destinadas aos hospitais, o projeto envia profissionais aos Estados para conhecer a situação epidemiológica local e entender a gestão do enfrentamento da epidemia pelas autoridades de saúde. Dra. Vivian destaca que o projeto é uma grande oportunidade de melhoria. “É uma parceria importante para o HDT, que é uma unidade de referência para o Estado, e que fortalecerá ainda mais o hospital para continuar enfrentando a pandemia e garantindo uma boa assistência à população goiana”, destaca a diretora.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/07/2020 às 00h00

Clubes tentam cercar o vírus os 16 clubes do Campeonato Paulista estão liberados a retomar os treinos coletivos a partir de hoje (1º), exatos 107 dias após a paralisação do torneio por causa da pandemia de covid-19. Para voltar aos centros de treinamento, os times precisaram testar mais de 1,2 mil pessoas e, no processo, gastaram, juntos, ao menos R$ 720 mil com exames. Um levantamento do UOL revela que a retomada dos treinos ocorre após ao menos 2.794 exames, feitos em 1.295 pessoas, incluindo atletas e alguns de seus familiares, além de integrantes de comissão técnica e funcionários que estejam em contato direto com os elencos. Até agora, 18 atletas foram afastados para evitar a transmissão aos companheiros. Outros 40 tiveram contato com o novo coronavírus em algum momento dos últimos meses, mas estão recuperados e liberados. Entre funcionários e integrantes de comissões técnicas, 22 profissionais foram isolados por causa da covid-19 e outros 42 tiveram a doença no passado. No total, ao menos 121 profissionais contraíram o vírus, ainda que não tenham tido sintomas. Todos estes números são uma fotografia deste momento, mas mudam com frequência e tendem a aumentar à medida que os clubes façam novas rodadas de testes. Os 16 clubes foram procurados pela reportagem para compartilhar seus dados, mas Ituano e Santo André não esclareceram quantos e quais testes foram realizados. Desta forma todas estas somatórias são um piso, não um teto. Como funciona cada tipo de teste Os clubes combinaram com a Federação Paulista de Futebol (FPF) de seguir um protocolo que prevê a realização de dois tipos de exame: o RT-PCR, que atesta a presença ou não do coronavírus em um paciente; e o teste sorológico, que detecta os anticorpos que o organismo produz para combater o vírus. Pela própria natureza dos exames, cada um deles é usado para uma coisa: o RT-PCR é um retrato do presente, considerado o "padrão ouro" para diagnosticar a covid-19; já o sorológico aponta melhor para o passado, para esclarecer se uma pessoa teve ou não o vírus, o que supostamente a tornaria imune a reinfecções — esta imunidade ainda é assunto debatido entre cientistas. Com o resultado em mãos, o médico responsável pela testagem precisa informá-lo ao governo estadual. Este repasse de informações é obrigatório para que tanto os exames quanto as pessoas contaminadas apareçam nas estatísticas oficiais. Portanto, entre os 281.380 casos oficiais de covid-19 registrados até ontem (30) em São Paulo, 58 são jogadores profissionais que disputam o Paulistão. Corinthians e Palmeiras dão exemplo de testagem O Corinthians foi o clube paulista que mais jogadores precisou afastar por causa da covid-19: foram oito, quase metade do total de atletas isolados em todo o Paulistão. Em compensação, foi o time que testou mais pessoas antes de voltar aos treinos: 190 no total, incluindo alguns familiares dos atletas, chegando a quase 400 exames. Os corintianos foram até um laboratório da capital paulista para realizar os exames, cada um em um horário específico para evitar aglomerações. Lá, fizeram os dois tipos de exame (RT-PCR e sorológico). "Se tivéssemos feito só um deles, o resultado positivo seria zero. Em termos epidemiológicos, o procedimento do Corinthians foi perfeito", defende o médico Ricardo Oliveira, responsável pelo laboratório que realizou os testes. O Palmeiras, por sua vez, estabeleceu um recorde para a volta aos treinos ao realizar 561 exames. Em uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês, o clube montou tendas de testagem no estilo drive thru, na área externa de seu centro de treinamento. Um atleta testou positivo e foi afastado, mas hoje já pode treinar normalmente. Ao todo, o Palmeiras já fez seis rodadas de testagem e planeja manter a periodicidade nas próximas semanas. A conta é de 129 pessoas testadas, sem contar os familiares de atletas. "É com este contínuo monitoramento que a gente consegue garantir que nossa população, no departamento de futebol, possa voltar [aos treinos] com segurança", diz Pedro Pontim, médico do Palmeiras. Santos e São Paulo também usaram os dois tipos de teste e fizeram, respectivamente, 162 e 180 exames cada — cada clube afastou um atleta por covid-19. Para referência, as médias do Paulistão para este retorno aos treinos são de 81 pessoas testadas e 181 exames realizados por clube. A diferença [no número de testes] era esperada, porque cada clube tem suas condições. Os clubes que têm condições de fazer ambos os testes, vão fazer. Tão ou mais importante do que isso é o questionário que fizemos, que está no protocolo Dr. Moisés Cohen, presidente do Comitê Médico da FPF Os exames de pesquisa de anticorpos [como o sorológico] não têm desempenho ideal para diagnóstico. É melhor que eles sejam guardados para um inquérito mais coletivo, ou seja, para saber o percentual da população que estaria teoricamente imune Dr. Eliseu Waldman, médico infectologista da Faculdade de Saúde Pública da USP Não adiantaria fazer um RT-PCR em cada jogador e, dando negativo, tratar todo o mundo como liberado. Por isso fizemos exames dos dois tipos, o sorológico também, para cobrir todas as fases do contato com o vírus. É preciso monitorar tudo isso Dr. Ivan Grava, médico do Corinthians Cada clube testa do seu jeito No Paulistão, cada clube interpretou o protocolo da FPF à sua maneira. Enquanto Corinthians e Palmeiras incluíram familiares de atletas na testagem e examinaram mais de 100 pessoas cada, outros clubes testaram bem menos, como Mirassol (35 pessoas) e Inter de Limeira (41). Enquanto o Oeste passou por seis rodadas de exames, o Mirassol e o Santo André passaram por uma. Teve time que fez apenas um tipo de teste, o sorológico, uma opção que aumenta o risco de contaminação entre os jogadores. Sem um padrão único, os níveis de segurança variam. Na prática, alguns elencos voltam a treinar mais protegidos do que outros. Questionados, os clubes alegam que "seguem o protocolo da FPF", e de certa forma seguem, mesmo. Mas cada um à sua maneira particular. E a Federação confia nas orientações que deu, ainda que haja disparidade entre os times. "Se eu tivesse que escolher [um entre os dois testes], seria o RT-PCR. Mas não é crime fazer só o sorológico. Isso não é grave, porque depende muito de como o clube está acompanhando seus atletas. Quem não estiver bem, não vai treinar, fica em casa", opina Moisés Cohen, presidente do Comitê Médico da FPF. FPF vai pagar os testes pré-jogo Se faltou padrão na volta aos treinos, a Federação Paulista de Futebol promete que o protocolo de retorno aos jogos é único. A entidade tem uma nova estratégia pronta, que prevê modelo único de testes de covid-19 na véspera das partidas, com os jogadores ficando isolados na concentração até terem os resultados. "Para voltar a jogar, de fato a Federação será um pouco mais enfática. Vai bancar os testes fechados em uma parceria com um hospital, e em seguida os jogadores já ficam concentrados", resume Moises Cohen, presidente do Comitê Médico da FPF. Os jogos ainda não têm data para acontecer. Se o Campeonato Carioca foi retomado em meio à escalada de mortes e com adiamento de jogos na última hora, o Paulistão ainda segue indefinido. Quando falou sobre o assunto, na metade de junho, o governador João Doria (PSDB) avisou que "a retomada das partidas será avaliada em fases posteriores" do enfrentamento à pandemia. Suamy Beydoun/AGIF + Especiais Tiago Volpi: o São Paulo encontrou o sucessor de Rogério Ceni? Ler mais Babu "zerou a vida": dívidas pagas, sucesso e amizade com Zico. Ler mais Casagrande revela, em novo livro, surtos psicóticos com visões do demônio. Ler mais Dinheiro público e verba de TV explicam o sumiço das zebras no futebol.

MUNDO DIGITAL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 01/07/2020 às 00h00

01/07/2020 - A plataforma RadVid-19 de inteligência artificial (IA) para diagnóstico do novo coronavírus, tem ajudado médicos e instituições de saúde de todo o país a otimizarem o diagnóstico e o tratamento contra a Covid-19 Desde que foi lançada, há pouco mais de um mês, já recebeu 21.500 mil acessos e cadastrou quase sete mil exames de imagens enviados por radiologistas de 12 estados brasileiros, com 71% de resultados positivos para a Covid-19. Alimentada por um vasto banco de imagens de raios-X e tomografias do tórax de pacientes de 50 hospitais cadastrados de todo o Brasil até o momento –, a plataforma é capaz de identificar indícios da presença de Covid-19 nos exames, a partir de algoritmos e tecnologia de inteligência artificial. A Huawei foi uma das parceiras tecnológicas do projeto. RadVid-19, plataforma de inteligência artificial ajuda a diagnosticar pacientes com Covid-19 com mais agilidade. Profissionais de saúde e instituições médicas de todo o país podem acessar a plataforma nesse link: www.radvid19.hc.fm.usp.br O serviço está disponível gratuitamente para médicos e instituições de saúde de todo o Brasil. O objetivo é auxiliar a tomada de decisão sobre o melhor tratamento a ser indicado contra a doença causada pelo novo coronavírus, com base em um diagnóstico mais preciso. A proposta do sistema é realizar a leitura de raios-x e tomografias computadorizadas, e indicar a probabilidade de a pessoa estar ou não infectada pela Covid-19. O processo, rápido e simples, acontece via identificação de padrões comuns da doença nos exames de imagem. A ferramenta mostra também o grau de comprometimento pulmonar e, assim, cria um grande banco de dados, que pode auxiliar médicos a definir conduta e possível tratamento mesmo antes do resultado de outros tipos testes. Além disso, a plataforma permite que médicos radiologistas em plantão online possam esclarecer dúvidas de diagnóstico com base nos exames de imagem – indicando, por exemplo, alta ou baixa probabilidade para Covid-19. "Desde o final de maio temos radiologistas experiente em regime de plantão. A ideia é auxiliar demais médicos de hospitais de todo o país que utilizam a plataforma, para sanar dúvidas e discutir casos de pacientes, com o diagnóstico preciso baseado no algoritmo de inteligência artificial disponível na plataforma", destaca o diretor do InovaHC, Marco Bego. Além dos plantonistas, "a plataforma está em constante aprimoramento. Em breve serão liberadas novas funcionalidades para auxiliar os profissionais que estão em locais com casos mais críticos por causa da pandemia", completa Giovanni Guido Cerri, presidente do instituto. Empresas parceiras A plataforma é um projeto do InovaHC e do Instituto de Radiologia (InRad), ambos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), viabilizado pelo Todos pela Saúde com apoio do Itaú Unibanco e pela Petrobras. Entre os parceiros tecnológicos estão Amazon Web Services, GE Healthcare – Divisão de Enterprise Digital Solutions (EDS), Huawei e Siemens Healthineers - Área de Digital Health. Instituições como o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), a Sociedade Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) também estão no projeto como apoio institucional. A Deloitte apoia a estratégia, o aconselhamento e a governança dor projeto. Entre os parceiros estão o Grupo Fleury e o Instituto Tellus. O Hospital Sírio-Libanês faz parte como parceiro na idealização e construção do projeto. A plataforma RadVid ainda tem a Fundação Novartis como parceiro estratégico e apoio das secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico e da Saúde e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Profissionais de saúde e instituições médicas de todo o país podem acessar a plataforma pela internet www.radvid19.hc.fm.usp.br