Coronavírus

Atualizado em: 24/03/2020

Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China.

Em 7 de janeiro, as autoridades chinesas confirmaram que a causa seria um novo tipo de vírus, de uma família denominada de Coronavírus. Os Coronavírus incluem vírus já existentes no Brasil - capazes de causar um resfriado comum - mas também vírus como SARS e MERS, que causaram epidemias com grande número de mortes em 2004 e 2012.

Acredita-se que o novo vírus tenha sido transmitido de algum tipo de animal, suspeita-se de morcegos, para os seres humanos.

Diante de uma epidemia com esta, as informações mudam de forma bastante dinâmica, diariamente. Dados atualizados sobre o número de casos e regiões acometidas podem ser acompanhados em tempo real neste link: https://gisanddata.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6Para tirar todas as suas dúvidas, confira nosso infográfico.


Preparamos um vídeo especial para ajudar no esclarecimento de tópicos importantes sobre o vírus no país e sua disseminação.  Assista!

 

Boletim Sírio-Libanês Informa:

 
 
 
 
 
 
 
 

Países considerados áreas de risco, segundo o Ministério da Saúde:

Todos os países da América do Norte
Todos os países da Europa
Todos os países da Ásia
Argélia, Austrália e Equador

Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

BOM DIA SP/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 18/03/2020 às 07h12

Transcrição:

*CASOS X CORONAVÍRUS*: Na *Tv Globo*, no *BDSP* às *07h12*, âncora Rodrigo Bocardi informou que a primeira morte pelo Coronavírus estava internado no Hospital Prevent Senior, e que essa rede especializada em idosos já registrou 5 mortes suspeitas e tem 50 pacientes internados. A reportagem de Graziela Azevedo registrou o momento em que médicos passavam para as autoridades de saúde, os detalhes sobre a primeira morte por Coronavírus. A reportagem mostrou que dos 365 exames coletados o resultado veio apenas para 15% e que 24 deram positivos, e que o prazo para entrega dos resultados em um dos principais laboratórios do país é de até 7 dias. Reportagem mostrou que as pessoas que têm sintomas leves estão sendo tratadas e monitoradas de casa, e que os médicos estão internando os casos suspeitos e os mais graves a partir dos exames clínicos e tomografia. Em sonora, a Diretora do Prevent Senior Carla Guerra disse que o diagnóstico está sendo feito pelo quadro clínico e pela tomografia que tem mostrado um padrão característico. Também em sonora, o Diretor Executivo da rede, Pedro Benedito Batista Júnior disse que tem 50 pacientes em internação hospitalar, 30 deles em UTI, 20 estão em intubação e que grande parte está aguardando o resultado do exame em domicílio, em quarentena, além de afirmar que existe um hospital dedicado e que estão preparando mais um a rede de 8 Hospitais para poder receber os pacientes. A reportagem mostrou que a maioria dos internados tem mais de 60 anos, e que um dos pacientes dos tratados com o Covid-19 tem 33 anos e tem problemas respiratórios. Repórter disse que muitas pessoas vão ter sintomas leve da gripe e que muitos não vão precisar de internação, mas muitas pessoas doentes têm precisado da UTI, um recurso que dificilmente tem sobrado, e por isso é tão importante a escalada da epidemia. Segundo a reportagem, o Ministério da Saúde disse que tem 55,101 leitos de UTI para todas as doenças, e a reportagem também mostrou como a doença atinge o pulmão e informou que o tratamento pelo mundo é longo. Em entrevista o Médico do Sírio Libanês, Maurício Henrique Claro dos Santos, disse que as pessoas ficam internados em média 3 semanas e apresentam quadro de problemas respiratório. A reportagem informou que o esforço tanto da rede pública como no privado é de aumentar a capacidade de atendimento nas UTI. A reportagem veiculou um trecho da entrevista coletiva do médico David Uip, que disse que estão aumentando os leitos para as pessoas que dependem do SUS, e em sonora diretora do Prevent Senior, Carla Guerra, disse que a orientação para as pessoas que evitem circular e que permaneçam nas suas casas, e que a preocupação é que nenhum serviço de saúde vai ter condição de cuidar de todos ao mesmo tempo. O âncora Rodrigo Bocardi disse que, em nota, que o Coordenador do Centro de Vigilância David Uip disse que é natural o descompasso do diagnóstico do laboratório, e que a notificação dos casos da Covid-19 e a demora do resultado é porque muitas pessoas fizeram os exames sem indicação médica, e que os laboratórios a partir de agora devem priorizar os exames de pacientes internados e dos profissionais da saúde. sete e doze primeira morte por convide dezenove foi de um paciente que estava internado em hospital da Previ incêndio. Essa rede especializada em idosos já registrou outras cinco mortes suspeitas e tem cinquenta pacientes internados. Veja mais detalhes na reportagem de Graziela Azevedo. Registramos um momento em que os médicos passaram para as autoridades de saúde, os detalhes sobre a primeira morte por convide dezenove no país e a. A anos de ir a fundo a dia e ele não tinha nenhuma nenhum da minha voz forte e não tinha viagem fora do país de rolar de rir que eles soubessem e a confirmar que a gente cobra pessoas que está circulando entre todos nós. A rede de a primeira vítima foi atendida e apresente sênior especializada em idosos que já tem um número grande de pacientes monitorados internados aguardando resultados de exames. segundo os diretores dos trezentos e sessenta e cinco o testes feitos do dia nove para cá o resultado veio apenas para quinze por cento deles dos cinquenta e quatro exames, vinte e quatro deram positivo o prazo para entrega num dos principais laboratórios de São Paulo, hoje está em sete dias quem tem sintomas leves está isolado em casa e sendo monitorado pelos profissionais do próprio convênio não têm sede, não tem falta de ar seco deixa muito tranquilo, se em poder esperar os médicos estão internados casos suspeitos e mais graves a partir dos exames clínicos e de tomografias como essas que a gente tem usado como parâmetro de diagnóstico suspeito. E o quadro clínico que o paciente apresentou uma insuficiência respiratória, dificuldade para respirar muito importante e a tomografia que tem mostrado um padrão característico de vidro fosco basicamente, nós temos aí. São cinquenta pacientes em internações hospitalares, trinta deles em UTI, mas de vinte deles aí sei que na verdade, vinte deles, exatamente nesse momento estão já e informação. Estamos e uma característica muito importante é que grande parte desses pacientes que passaram pelos exames estão aguardando resultado em domicílio em quarentena hoje nós temos um hospital dedicado já estamos preparando mais um hospital da nossa rede de hospitais para poder receber esses pacientes com já a agravamento do quadro clínico não seja por formação de seis óbitos, somente um. Com o corte de dezenove os outros cinco o estão com exames radiológicos e eles os exames clínicos sugestivas de convite, dezenove aguardando resultados é a maior parte dos internados tem mais de sessenta anos. Mas um dos pacientes tratados na UTI com suspeita da couve de dezenove tem trinta e três anos e problemas respiratórios anteriores, a maioria dos contaminados pelo novo coronavírus ter apenas sintomas leves e nem vai precisar de internação, mas os pacientes muito graves que são cerca de seis por cento dos doentes têm precisado da UTI um recurso que dificilmente temos sobrando por isso é tão importante evitar uma escalada rápida da epidemia se. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem cinquenta e cinco o mil cento e um leitos de UTI para todas as doenças cerca da metade para pacientes do SUS. Os outros leitos são particulares más atendem apenas a vinte cinco por cento da população que tem acesso a planos de saúde nas unidades de Terapia Intensiva, o principal equipamento vários pacientes mais graves é esse o respirador, o pulmão comprometido precisa de ajuda para fazer a oxigenação do sangue no mundo todo o tempo de recuperação tem sido longo. Em média, eles acabam ficar internados entre duas a três semanas de tempo para ter uma recuperação de um ano melhor. Indicação desses passeios. De Terapia Intensiva e quatro e sem estar tanto. No setor público quanto no privado, o esforço é para aumentar a capacidade de atendimento nas U T I o médico David Uip afirmou que para atender a população que depende do SUS serão criados mais leitos. Esse primeiro momento, o empate por um serviço que vais fazer questão de dias horas para ir para os estados tema que nós estamos nos preparando para adicionar aos sete mil e duzentos leitos de UTI. Mas mil e quatrocentos reais no primeiro momento e essa é a nossa grande preocupação é por isso que nós estamos orientando o nosso beneficiários, que já as que são mais idosos que fiquem em suas casas que não circulem que não vão na farmácia na padaria que eles fiquem em casa restritos qual é nossa grande preocupação, se todo mundo ficar doente, nesse primeiro momento nenhum serviço de saúde vai ter condição de cuidar de todos ao mesmo tempo. O coordenador do centro de contingenciamento do novo coronavírus em São Paulo, David Uip diz que é natural o descompasso do diagnóstico do laboratório e a notificação de casos da corrida e dezenove que a demora para sair resultados, ocorre porque muita gente fez exames e ainda faz sem indicação e que os laboratórios a partir de agora, devem priorizar exames de pacientes internados e dos profissionais da saúde.

AGORA CNN/CNN BRASIL/SÃO PAULO
Data Veiculação: 18/03/2020 às 06h18

Transcrição:

Vírus aqui no Brasil trazendo recorte nacional os testes para a confirmação da doença escutam essa já estão em fase. Os exames, apenas para casos mais graves. Está em frente ao hospital Albert Einstein a esse aqui em São Paulo. Bom dia já temos mudanças por aí. Bom dia, sim, temos mudanças aqui no hospital Albert Einsten hospital decidiu suspender então os exames de coronavírus para pessoas que estão com sintomas leves para pessoas que estão sem sintomas, decidiu suspender também a coleta domiciliar agora só quem faz o exame de coronavírus aqui no Albert Einsten então são pessoas em estado grave e que precisam de internação no Hospital Sírio Libanês, também cancelou a coleta ambulatorial e também domiciliar de ao laboratório e mais tarde também suspendeu a coleta domiciliar em Minas Gerais, Rio de Janeiro. Outros laboratórios, eles ainda não retornaram para contar como está a situação por lá também a gente lembra que a Organização Mundial de Saúde OMS disse na última segunda-feira que a orientação. O número de exames e examinar, então todo o mundo, mas o secretário de Vigilância em saúde Vanderson Oliveira disse ontem que essa recomendação é o que chamou de complexa, ele lembrou que a recomendação inicial do m s era examinar os primeiros cem casos e depois examinar só o pessoal que estivessem tão no grupo de risco, eu conversei com o presidente da Sociedade Brasileira de análises clínicas, doutor Luís Fernando Barcellos. Ele me disse que o problema é a falta de kits, então, para esses exames do coronavírus esses kits, eles vêm da China e como a demanda mundial não tá chegando o suficiente aqui no Brasil e pode-se. Então a resposta pode ser o motivo, então nos hospitais e também nos laboratórios até o momento são cento e sessenta e quatro casos confirmados de coronavírus aqui no Estado de São Paulo e cinco o mil e quarenta e sete casos suspeitos. Segundo o último levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde cais.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 18/03/2020 às 05h29

Nos últimos dias, circulou nas redes sociais uma notícia alarmante sobre o avanço do coronavírus: o índice de casos no Brasil, nos 20 primeiros dias após a primeira confirmação, foi muito superior ao da Itália. Para verificar essa afirmação, o (M)Dados – núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles – fez uma análise não só dos números da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas também ouviu especialista sobre a questão. O olhar frio sobre os dados confirma a informação que circula na internet, mas a realidade não está devidamente representada nos números, alerta Alexandre Cunha, médico infectologista do Hospital Sírio Libanês, do Hospital Brasília e dos laboratórios Sabin. De 27 de fevereiro (quando a OMS incluiu o primeiro caso brasileiro em seus boletins) até essa terça-feira (17/03), houve crescimento de 28.900% no país, enquanto na Itália, nos primeiros 20 dias após 31 de janeiro (1º caso de coronavírus), houve aumento de apenas 50%. O gráfico acima mostra a evolução em alguns dos países mais atingidos pelo Covid-19 até agora. No entanto, Alexandre Cunha é enfático em dizer que essa comparação leva as pessoas a fazerem uma conclusão incorreta da situação. “Os sistemas de vigilância de cada país e o número de pessoas testadas são muito diferentes, o que influi muito no número de casos confirmados.” De acordo com a OMS, a Itália foi de 2 para 3 casos em 20 dias, enquanto o Brasil, de 1 para 290 – conforme noticiado pelo Ministério da Saúde. Para tornar a comparação proporcional à população de cada país, foi feito o cálculo de caso por 100 mil habitantes. A taxa na Itália foi de 0,0050, enquanto por aqui foi de 0,1364. “Não podemos avaliar como os primeiros dias foram tratados na Itália, mas não podemos comparar um país com o outro”, reforça o médico infectologista. Ele destaca a situação de países como a Índia, uma das maiores populações do mundo, mas que confirmou 114 casos até hoje. “Mesmo estando tão próximo da China. Não faz sentido”, diz. Exemplos Outro exemplo é a Coreia do Sul, que adotou métodos eficazes para diminuir o número de transmissão de coronavírus e efetuou testagem em massa nos cidadãos. No país asiático, existem 8.236 casos confirmados. Ao aumentar o espectro da comparação com outros países, a explicação de Alexandre Cunha mostra-se ainda mais clara. Suíça, Irã e Países Baixos tiveram um crescimento muito superior de Covid-19 em relação aos demais. Na coletiva desta terça-feira (17/03), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o Sistema Único de Saúde (SUS) teve uma das melhores performances do mundo em termos de identificação de casos e triagem. No entanto, o médico Alexandre Cunha destaca que o Brasil não dispõe de recursos suficientes para testar todas as pessoas suspeitas. “Há uma decisão consciente para testarmos apenas as situações mais graves, caso contrário os estoques vão acabar em uma semana. Temos 290 casos confirmados,mas podem ser muito mais, não há como ter certeza”, pontua o especialista.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 18/03/2020 às 05h00

Infectologistas do Hospital Sírio-Libanês (SP), Albert Einstein (SP) e outras instituições de referência no país afirmam que a letalidade do coronavírus, pandemia que assusta o planeta, é próximo de zero em crianças. Isso significa que as chances de uma criança infectada falecer é praticamente inexistente. Porém, famílias com filhos menores que passaram por um transplante recente ou que estão em processo de quimioterapia podem responder de forma diferente ao vírus. Nesse caso, as famílias precisam ficar mais atentas aos sinais do contágio. Até o momento, especialistas dizem não compreender totalmente por que o coronavírus estaria “poupando” o público infantil. A verdade é que apenas 2,4% dos casos confirmados de infecção do Covid-19 aconteceram com crianças na China, país onde a manifestação do vírus iniciou. Mesmo entre os 2,4% dos casos confirmados, somente 2% chegaram a apresentar sintomas mais graves.

O GLOBO/RIO DE JANEIRO | Geral
Data Veiculação: 18/03/2020 às 03h00

CORRIDA PELOS TESTES HOSPITAIS E LABORATÓRIOS RESTRINGEM EXAMES ELISA MARTINS E PEDRO ZUAZO sociedade@oglobo.com.br RIO E SÃO PAULO Com a alta procura por exames para o novo coronavírus, o Albert Einstein, o Sírio Libanês e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, estabeleceram regras para a testagem de pacientes. Laboratórios particulares também restringiram a oferta no Rio. Na rede pública, o teste já era limitado aos casos mais graves, conforme definido no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. No Rio, desde sexta-feira, os cariocas não conseguem mais agendar por telefone o exame, que agora é reservado a pacientes internados e com sintomas. Até a semana passada, não havia exigências para a solicitação nas unidades particulares, onde é realizado por R$ 280. O GLOBO entrou em contato com seis laboratórios e não conseguiu agendar o teste em nenhum deles. Foram eles: Sérgio Franco, Lâmina, Bronstein, Alta Diagnóstico, A+Medicina Diagnostica e Richet. Diretor médico do Richet, o patologista Helio Magarinos Torres Pilho afirma que o laboratório ainda tem material para fazer testes, mas restringiu para priorizar casos com indicação clínica. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, Carlos Eduardo Ferreira, tais medidas otimizam recursos. —O teste PCR é em tempo real, não é de simples execução. Com a correta solicitação deste exame, conseguimos otimizar os recursos da saúde e garantir agilidade na liberação dos testes para os pacientes que realmente precisam—diz. Segundo ele, quem não apresentar sintomas deve ficar em casa. MUDANÇA NA ROTINA O Hospital Israelita Albert Einstein suspendeu exames em pacientes com prescrição de médicos particulares. A mesma medida foi adotada para coleta domiciliar. O número de exames diários aumentou e chegou à marca de 1.700 por dia no último fim de semana. Albert Einstein, com capacidade para 3.500 exames por dia, limitou testes para evitar desabastecimento mês quem tiver sintomas fortes, como febre alta. A avaliação é feita no atendimento, por profissionais de saúde. Em nota, o hospital afirmou que a medida foi tomada “como forma de racionalizar a utilização do teste e evitar seu desabastecimento”. Segundo o Einstein, a capacidade é de realizar cerca de 3.500 exames por dia. Ao menos três dos maiores laboratórios de diagnóstico da capital paulista suspenderam exames. O GLOBO procurou algumas unidades e a informação é que não há mais material para realizar o procedimento. O Sírio Libanês também viu a demanda aumentar: — Tem muito mais gente fazendo exame. Aqui a taxa é de apenas 2% de positividade nessas coletas —diz a infectologista Maura Salaroli de Oliveira, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Sírio-Libanês. Segundo ela, não há necessidade ou indicação para que pessoas sem sintomas do novo coronavírus façam os exames. Diante da demanda crescente, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz prioriza a coleta de exames para detecção em dois tipos de grupos de suspeitos: o de pessoas com histórico de viagem para países com transmissão sustentada ou para área com transmissão local nos últimos 14 dias; e de pessoas que tenham tido contato com caso suspeito ou confirmado nos últimos 14 dias. O paciente também precisa apresentar sintomas.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 00h00

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), foi internado em hospital em São Paulo devido a um quadro infeccioso, mas não relacionado ao novo coronavírus nem a uma cirurgia realizada em janeiro, informou seu gabinete. "Informamos que o ministro Celso de Mello... encontra-se internado em hospital na capital paulista em razão de quadro infeccioso", disse o gabinete do decano, segundo a assessoria do STF. "A patologia não tem relação com a cirurgia a que o ministro foi submetido em janeiro deste ano nem com o novo coronavírus. A licença médica do decano foi renovada até 30 de março. Ainda não há previsão de alta." Celso de Mello passou por uma cirurgia no quadril em janeiro no hospital Sírio-Libanês. Celso de Mello é o próximo ministro a se aposentar compulsoriamente no STF, em 1º de novembro, quando completará 75 anos. Com isso, será aberta a primeira vaga para indicação de ministro do STF pelo atual presidente Jair Bolsonaro. (Reportagem de Anthony Boadle)

MSN BRASIL
Data Veiculação: 17/03/2020 às 00h00

O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, se encontra internado nesta terça-feira, 17, em hospital em São Paulo em razão de um quadro infeccioso, informou o gabinete do ministro em nota. "A patologia não tem relação com a cirurgia a que o ministro foi submetido em janeiro passado nem com o novo coronavírus", informou a assessoria de Celso de Mello. Segundo o gabinete, a licença médica do decano que acabaria na próxima quinta-feira, 19, foi renovada até o dia 30 de março. Ainda não há previsão de alta. Celso de Mello se submeteu a uma cirurgia no quadril no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em janeiro deste ano. Segundo o 'Estado' apurou à época, o decano havia dito a interlocutores que pagaria a cirurgia do próprio bolso. A saúde do ministro estava fragilizada e ele tem dependido de cadeira de rodas para chegar ao plenário das sessões do Supremo. Decano do Supremo, Celso de Mello completa 75 anos em 1º de novembro deste ano, idade em que é aposentado compulsoriamente e uma nova vaga na Corte é aberta. A ausência do ministro deve afetar julgamentos do tribunal, como a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex do Guarujá. A defesa de Lula questiona a atuação do ministro enquanto julgou o seu processo, em Curitiba. Ministros do STF defendem que a discussão seja feita com a composição completa da 2ª Turma da Corte - o voto de Celso é considerado decisivo para a definição do placar.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 17/03/2020 às 22h06

O JN registrou o momento em que os médicos passavam para as autoridades de saúde os detalhes sobre a primeira morte por Covid-19 no país. “O seu site está fora do ar desde as 8 da manhã. Nós passamos direto para o secretário. Ele começou a ter sintomas dia 10, ele não tinha nenhuma, nenhum dado epidemiológico forte, ele não tinha viagem fora do país e ele não teve contato com ninguém que ele soubesse que era confirmado. Isso é muito importante que a gente coloque para as pessoas que a doença está circulando entre todos nós”, dizia ao telefone a infectologista Carla Guerra, diretora da rede Prevent Senior. A rede onde a primeira vítima foi atendida é a Prevent Senior, especializada em idosos, que já tem um número grande de pacientes monitorados e internados aguardando resultado de exames. Segundo os diretores, dos 365 testes foram feitos do dia 9 para cá o resultado veio para apenas 15% deles. Dos 54 exames, 24 deram positivo. O prazo para entrega num dos principais laboratórios de São Paulo hoje está em sete dias. Quem tem sintomas leves está isolado em casa e sendo monitorado pelos profissionais do próprio convênio. Sem poder esperar, os médicos estão internando os casos suspeitos e mais graves a partir dos exames clínicos e de tomografias. “O que a gente tem usado como parâmetro de diagnóstico suspeito é o quadro clínico que o paciente apresenta: uma insuficiência respiratória, uma dificuldade para respirar muito importante e a tomografia que tem mostrado um padrão característico de vidro fosco”, explicou Carla Guerra. “Basicamente são 50 pacientes em internações hospitalares, 30 deles em UTI, mais de 20 deles, na verdade 20 deles exatamente neste momento estão já em intubação e uma característica muito importante é que grande parte desses pacientes que passaram pelos exames estão aguardando o resultado em domicílio, em quarentena. Hoje nós temos um hospital dedicado, já estamos preparando mais um hospital da nossa rede de oito hospitais para poder receber esses pacientes com agravamento do quadro clínico. Nós temos a confirmação de seis óbitos, somente um com a Covid-19. Os outros cinco estão com exames radiológicos e os exames clínicos sugestivos de Covid-19 aguardando o resultado do exame”, disse o médico Pedro Benedito Batista Júnior, diretor-executivo da Prevent Senior. A maioria dos internados tem mais de 60 anos, mas um dos pacientes tratados na UTI com suspeita da Covid-19 tem 33 anos e problemas respiratórios anteriores. A maioria dos contaminados pelo novo coronavírus terá apenas sintomas leves e nem vai precisar de internação. Mas os pacientes muito graves, que são cerca de 6% dos doentes, têm precisado da UTI, um recurso que dificilmente temos sobrando. Por isso é tão importante evitar uma escalada rápida da epidemia. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem 55.101 leitos de UTI para todas as doenças, cerca de metade para pacientes do SUS. Os outros leitos são particulares, mas atendem apenas a 25% da população que tem acesso a planos de saúde. Nas unidades de terapia intensiva, o principal equipamento para os pacientes mais graves é o respirador. O pulmão comprometido precisa de ajuda para fazer a oxigenação do sangue. No mundo todo o tempo de recuperação tem sido longo. “Em média, eles acabam ficando internados entre duas ou três semanas para ter uma recuperação de um quadro grave e a principal indicação para esses pacientes irem para uma Unidade de Terapia Intensiva é um quadro de insuficiência respiratória”, explicou Maurício Henrique Claro dos Santos, médico intensivista do Hospital Sírio-Libanês. Tanto no setor público quanto no privado, o esforço é para aumentar a capacidade de atendimento nas UTIs. O coordenador do centro de contingência do coronavírus em São Paulo, David Uip, afirmou que, para atender a população que depende do SUS, serão criados mais leitos. “Este primeiro momento impactou o serviço privado, mas é questão de dias e horas para impactar o serviço privado. Nós estamos nos preparando para adicionar aos 7.200 leitos de UTI mais 1.400 no primeiro momento”, afirmou Uip “É essa a nossa grande preocupação. Por isso, estamos orientando nossos beneficiários que são mais idosos que fiquem em suas casas, que não circulem, que não vão na farmácia, na padaria, que eles fiquem em casa restritos. Qual é a nossa grande preocupação? Se todo mundo ficar doente neste primeiro momento, nenhum serviço de saúde vai ter condição de cuidar de todos ao mesmo tempo”, disse Carla Guerra. Na noite desta terça-feira, David Uip disse que é natural o descompasso entre o diagnóstico do laboratório e a notificação de casos da Covid-19; que a demora para sair resultados ocorre porque muita gente fez exame sem indicação; e que os laboratórios, a partir de agora, devem priorizar os exames de pacientes internados e dos profissionais da saúde. “O seu site está fora do ar desde as 8 da manhã. Nós passamos direto para o secretário. Ele começou a ter sintomas dia 10, ele não tinha nenhuma, nenhum dado epidemiológico forte, ele não tinha viagem fora do país e ele não teve contato com ninguém que ele soubesse que era confirmado. Isso é muito importante que a gente coloque para as pessoas que a doença está circulando entre todos nós”, dizia ao telefone a infectologista Carla Guerra, diretora da rede Prevent Senior. A rede onde a primeira vítima foi atendida é a Prevent Senior, especializada em idosos, que já tem um número grande de pacientes monitorados e internados aguardando resultado de exames. Segundo os diretores, dos 365 testes foram feitos do dia 9 para cá o resultado veio para apenas 15% deles. Dos 54 exames, 24 deram positivo. O prazo para entrega num dos principais laboratórios de São Paulo hoje está em sete dias. Quem tem sintomas leves está isolado em casa e sendo monitorado pelos profissionais do próprio convênio. Sem poder esperar, os médicos estão internando os casos suspeitos e mais graves a partir dos exames clínicos e de tomografias. “O que a gente tem usado como parâmetro de diagnóstico suspeito é o quadro clínico que o paciente apresenta: uma insuficiência respiratória, uma dificuldade para respirar muito importante e a tomografia que tem mostrado um padrão característico de vidro fosco”, explicou Carla Guerra. “Basicamente são 50 pacientes em internações hospitalares, 30 deles em UTI, mais de 20 deles, na verdade 20 deles exatamente neste momento estão já em intubação e uma característica muito importante é que grande parte desses pacientes que passaram pelos exames estão aguardando o resultado em domicílio, em quarentena. Hoje nós temos um hospital dedicado, já estamos preparando mais um hospital da nossa rede de oito hospitais para poder receber esses pacientes com agravamento do quadro clínico. Nós temos a confirmação de seis óbitos, somente um com a Covid-19. Os outros cinco estão com exames radiológicos e os exames clínicos sugestivos de Covid-19 aguardando o resultado do exame”, disse o médico Pedro Benedito Batista Júnior, diretor-executivo da Prevent Senior. A maioria dos internados tem mais de 60 anos, mas um dos pacientes tratados na UTI com suspeita da Covid-19 tem 33 anos e problemas respiratórios anteriores. A maioria dos contaminados pelo novo coronavírus terá apenas sintomas leves e nem vai precisar de internação. Mas os pacientes muito graves, que são cerca de 6% dos doentes, têm precisado da UTI, um recurso que dificilmente temos sobrando. Por isso é tão importante evitar uma escalada rápida da epidemia. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem 55.101 leitos de UTI para todas as doenças, cerca de metade para pacientes do SUS. Os outros leitos são particulares, mas atendem apenas a 25% da população que tem acesso a planos de saúde. Nas unidades de terapia intensiva, o principal equipamento para os pacientes mais graves é o respirador. O pulmão comprometido precisa de ajuda para fazer a oxigenação do sangue. No mundo todo o tempo de recuperação tem sido longo. “Em média, eles acabam ficando internados entre duas ou três semanas para ter uma recuperação de um quadro grave e a principal indicação para esses pacientes irem para uma Unidade de Terapia Intensiva é um quadro de insuficiência respiratória”, explicou Maurício Henrique Claro dos Santos, médico intensivista do Hospital Sírio-Libanês. Tanto no setor público quanto no privado, o esforço é para aumentar a capacidade de atendimento nas UTIs. O coordenador do centro de contingência do coronavírus em São Paulo, David Uip, afirmou que, para atender a população que depende do SUS, serão criados mais leitos. “Este primeiro momento impactou o serviço privado, mas é questão de dias e horas para impactar o serviço privado. Nós estamos nos preparando para adicionar aos 7.200 leitos de UTI mais 1.400 no primeiro momento”, afirmou Uip “É essa a nossa grande preocupação. Por isso, estamos orientando nossos beneficiários que são mais idosos que fiquem em suas casas, que não circulem, que não vão na farmácia, na padaria, que eles fiquem em casa restritos. Qual é a nossa grande preocupação? Se todo mundo ficar doente neste primeiro momento, nenhum serviço de saúde vai ter condição de cuidar de todos ao mesmo tempo”, disse Carla Guerra. Na noite desta terça-feira, David Uip disse que é natural o descompasso entre o diagnóstico do laboratório e a notificação de casos da Covid-19; que a demora para sair resultados ocorre porque muita gente fez exame sem indicação; e que os laboratórios, a partir de agora, devem priorizar os exames de pacientes internados e dos profissionais da saúde.

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 21h45

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) vem a público reforçar, neste momento de pandemia do novo coronavírus, o apoio ao trabalho do Ministério da Saúde (MS) no enfrentamento da doença. Desde o princípio, a pasta tratou o tema de maneira séria, transparente e clara junto à sociedade. Abriu frentes de diálogo com o setor de saúde e orientou de forma precisa os prestadores desse serviço, seja por meio de protocolos ou diretrizes, para o atendimento adequado da população. Estão sendo abrangentes e detalhados os esforços do Ministério da Saúde para o combate à epidemia, inclusive com a integração entre os setores público e privado, além da construção de planos de atendimento e tratamento dos infectados de maneira segura e eficaz. Com a agilidade nas tomadas de decisões e as parcerias estabelecidas junto aos prestadores de serviço e à população, o Brasil vem trabalhando incessantemente para conter a disseminação da doença e reduzir os casos fatais. Como entidade representativa dos principais hospitais privados do país, a Anahp segue compartilhando e dando visibilidade para as informações do Ministério da Saúde nos diversos canais de comunicação da Associação. A Anahp estará ao lado do MS para o enfrentamento ao Covid-19 por meio dos seus 122 hospitais associados, seguindo a missão da entidade de contribuir com o sistema de saúde brasileiro. Membros Anahp A.C.Camargo Cancer Center AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente BP Mirante Casa de Saúde São José Clínica São Vicente Complexo Hospitalar de Niterói Hospital 9 de Julho Hospital Adventista de Belém Hospital Albert Sabin (MG) Hospital Albert Sabin (SP) Hospital Alemão Oswaldo Cruz Hospital Aliança Hospital Anchieta Hospital Assunção Hospital Baía Sul Hospital Barra D´Or Hospital BP Hospital Brasília Hospital Cárdio Pulmonar Hospital Cardiológico Costantini Hospital Copa D´Or Hospital Daher Lago Sul Hospital das Nações Hospital de Caridade de Ijuí Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo Hospital Divina Providência Hospital do Coração – HCor Hospital do Coração Anis Rassi Hospital do Coração do Brasil Hospital Dona Helena Hospital e Maternidade Brasil Hospital e Maternidade Santa Joana Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Anália Franco Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Itaim Hospital Edmundo Vasconcelos Hospital Ernesto Dornelles Hospital Esperança Hospital Esperança Olinda Hospital Evangélico de Londrina Hospital Icaraí Hospital Infantil Sabará Hospital IPO Hospital Israelita Albert Einstein Hospital Leforte Liberdade Hospital Madre Teresa Hospital Mãe de Deus Hospital Marcelino Champagnat Hospital Márcio Cunha Hospital Mater Dei Hospital Mater Dei Contorno Hospital Memorial São Francisco Hospital Memorial São José Hospital Meridional Hospital Metropolitano Hospital Ministro Costa Cavalcanti Hospital Moinhos de Vento Hospital Monte Sinai Hospital Nipo-Brasileiro Hospital Nossa Senhora das Graças Hospital Nossa Senhora das Neves Hospital Novo Atibaia Hospital Oeste D’Or Hospital Pequeno Príncipe (PR) Hospital Pilar Hospital Policlínica Cascavel Hospital Pompeia Hospital Porto Dias Hospital Português Hospital Primavera Hospital Pró-Cardíaco Hospital Quinta D´Or Hospital Rios D’Or Hospital Samaritano Hospital Santa Catarina Hospital Santa Catarina de Blumenau Hospital Santa Clara (MG) Hospital Santa Cruz (PR) Hospital Santa Cruz (SP) Hospital Santa Isabel Hospital Santa Izabel Hospital Santa Joana Recife Hospital Santa Lúcia (DF) Hospital Santa Lucia (RS) Hospital Santa Luzia Hospital Santa Marta Hospital Santa Paula Hospital Santa Rita de Cássia Hospital Santa Rosa Hospital Santa Virgínia Hospital Santo Amaro Hospital São Camilo Pompeia Hospital São Lucas (SE) Hospital São Lucas (SP) Hospital São Lucas Copacabana Hospital São Lucas da PUCRS Hospital São Luiz – Unidade Morumbi Hospital São Marcos Hospital São Mateus Hospital São Rafael Hospital São Vicente Hospital São Vicente de Paulo (RJ) Hospital São Vicente de Paulo (RS) Hospital Saúde da Mulher Hospital Sepaco Hospital Sírio-Libanês Hospital Tacchini Hospital Vera Cruz Hospital Vera Cruz Hospital Vita Batel Hospital Vita Curitiba Hospital ViValle IBR Hospital Laranjeiras Clínica Perinatal Oncobio Pró Matre Paulista Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco Santa Casa de Maringá Santa Casa de Misericórdia de Maceió Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre Santa Genoveva Complexo Hospitalar SOS Vida UDI Hospital Vitória Apart Hospital

JORNAL GLOBONEWS - EDIÇÃO DAS 16H/GLOBONEWS
Data Veiculação: 17/03/2020 às 17h49

Transcrição:

Mesmo quando surgir a gente volta a conversar aqui no estúdio, produtor Marcos Eduardo Lopes infectologista do Hospital sírio-libanês e do Hospital das Clínicas aqui em São Paulo Matos e que fazer uma pergunta a Tomás, né. Queria voltar. Há o caso de testagem porque há um esgotamento em alguns lugares pode haver desmatamento em razão do fluxo maior de pessoas nas próximas semanas. Só para explicar para o nosso assinante o equipamento que testa, ele é importado, ele é produzido no Brasil.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 16h35

O novo coronavírus mudou a estrutura das relações sociais. Especialistas recomendam que fiquemos em casa pelo maior tempo possível e evitemos aglomerações para que a pandemia não progrida. Mas para quem mora em condomínio de prédios ou casas, a possibilidade de usar as facilidades, como piscina e academia, pode parecer tentadora e até dar uma falsa sensação de segurança, por se tratar de ambientes conhecidos. Não é bem assim. Muitos condomínios já estão fechando áreas comuns para evitar que a constante circulação de pessoas ajuda a espalhar o vírus. E se esse não for o caso do local onde você mora, é importante tomar cuidados. O Viva Bem conversou com a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês (SP) e com Paulo Olzon, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), para tirar as principais dúvidas sobre o uso de áreas comuns. "O objetivo da quarentena voluntária na comunidade é diminuir o contato entre as pessoas para diminuir a velocidade de aumento no número de casos da população e dar condições para que o sistema de saúde consiga absorver os casos graves. Não adianta de nada fecharmos escolas e mantermos o contato entre pessoas (principalmente jovens e crianças) em locais como parquinhos, brinquedotecas e academias", explica Dal Ben. Devo pegar o elevador ou subir de escadas? Os botões do elevador são superfícies tocadas frequentemente. De acordo com a recomendação dos especialistas entrevistados, não é necessário usar as escadas —inclusive por muitas pessoas não terem condições físicas para subir até seus andares — e, sim, higienizar as mãos após usar o elevador e tocar nos botões. "Se for subir de escada, o cuidado também vale para quem tocou em corrimões e maçanetas", explica Olzon. Devo ter medo de entrar no elevador se tiver alguém de máscara? Não. A máscara impede que a pessoa elimine gotículas no ar e contamine o elevador, portanto, este é o jeito certo da pessoa com sintomas como tosse, dor de garganta e espirros se deslocar. Só evite contato com essa pessoa: nada de cumprimentá-la com um aperto de mão. Mas você pode dar bom dia e um sorriso simpático, sem medo. Posso continuar usando a piscina? Apesar de o vírus não sobreviver na água com cloro, ainda é melhor evitar o uso da área pelo contato com outras pessoas, além do uso compartilhado de cadeiras e vestiários. É seguro treinar na academia do condomínio? Como elas são ambientes fechados e muitas vezes pequenos, a academia também deve ser evitada por ser um local em que as pessoas têm muito contato umas com as outras —tocando nos mesmos aparelhos, dividindo bancos, colchonetes e bebedouros. "Deve-se optar por realizar exercícios em casa ou em ambientes abertos longe de outras pessoas, sem compartilhar acessórios", indica a infectologista do Hospital Sírio-Libanês.

ABRASCO/RIO DE JANEIRO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 14h13

17 de março de 202017 de março de 2020 Bruno C. Dias O caos provocado pelo coronavírus na Itália expôs a gravidade que a explosão da pandemia pode provocar nos países que não estiverem devidamente preparados. A situação serviu de alerta para autoridades e população brasileira e sendo amplamente debatida na mídia, com participação da Abrasco em diversas matérias. José Cássio de Moraes, integrante da Comissão de Epidemiologia da Abrasco e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Saúde de São Paulo, concedeu entrevista ao jornalista Leonardo Desideri, do jornal Gazeta do Povo, na qual explicou diferenças e similaridades entre as populações de ambos os países e quais situações vivenciadas na Europa devem orientar as autoridades sanitárias e população brasileira. “Não tem nenhuma medida mágica que evite a circulação de uma doença de transmissão respiratória”, explicou José Cássio, ressaltando que é necessário haver um equilíbrio entre alerta e pânico, para não gerar uma sobrecarga maior ainda no sistema de saúde, e que pode inviabilizar o atendimento dos grupos mais suscetíveis. Para o epidemiologista, o mais importante no atual momento é minimizar os riscos relacionados aos grupos mais suscetíveis – idosos e pessoas com enfermidades graves. Quanto menor a circulação de pessoas melhor, mas ele ressaltou que segmentos inteiros da sociedade jogados na informalidade necessitam das ruas para sua subsistência, o que impede a efetividade da quarentena como única medida preventiva. “As pessoas não vão ficar em casa, provavelmente. Vão circular, vão fazer outras atividades. A gente tem, hoje, uma economia informal muito grande, e essas pessoas não vão respeitar a restrição, porque, se não forem vender seus produtos, não têm uma renda”, afirma ele – um dilema que deve ser respondido pelo Poder Público. Participam também da matéria Maria Beatriz Dias, infectologista do Hospital Sírio Libanês e Jamal Suleiman, infectologista do Hospital Emílio Ribas. Confira a matéria na publicação original.

JORNAL DA CULTURA 1ª EDIÇÃO/TV CULTURA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 13h29

Transcrição:

A doutora Maria Beatriz dias infectologista e diretora clínica do Hospital Sírio-Libanês continua conosco para esclarecer dúvidas sobre convide dezenove doutora, nós ouvimos que a limpeza do ambiente também é muito importante neste momento para as mãos, a gente tem redobrado a informação de que o uso do álcool em gel também muito importante que é possível usar para uma limpeza mais criteriosa dos ambientes alguma mudança, essa rotina é. Este vividos pelos estudos laboratoriais que foram feitas eles têm um uma permanência no ambiente que pode durar de obras até dias. E o as temperaturas mais baixas favorecem essa permanência as mais altas não favorecem e essa permanência Oscar que não se usa normalmente em casa, particularmente os infectados, à base de óleo e a base de álcool tem uma alta eficácia contra esses vírus, então a limpeza mecânica eventualmente seguida da limpeza com produtos à base de clarão de álcool é suficiente. São as coisas que normalmente é esse uso em casa e estas medidas que o colega infectologista mencionou de não partilhar copos, talheres e sede, isso se estende para quem está doente, para quem não está doente também, porque eu que tenho Aparecido nas publicações internacionais e que pessoas óleo do sintomático as que são aquelas que têm sintomas muito leves e que às vezes podem achar que estão cumprem a RIM enquanto não toco, matasse cima, não é nada por uma febre na de nada, estas pessoas também transmite o vírus, então, o ideal é que a gente de fato fique a um metro ou mais das pessoas e não parte ele nada com ninguém nem com familiares. Tem mais perguntas que chegam das ruas, vamos ao ver. Eric d eu tenho uma dúvida é sobre a máscara usando a máscara de proteção por que que eu sendo saudável, eu não posso e é usado, né, porque eu não sei, na verdade, eu estou saudável não e é dúvida essa. E houve uma corrida, né, buscar das máscaras, mas é preciso saber quando exatamente ela tem ela é eficaz para o uso, então a máscara, ela é eficaz. E em primeiro lugar para a pessoa que está com quadro respiratório, então soltou tossindo esperando ou com coriza eu coloco colocando uma máscara, eu evito é disseminar essas gotículas infectadas num ambiente que podem estar carregando vírus seja ele de influenza seja ele o coronavírus nós estamos tendo muitos casos de influenza na cidade de São Paulo neste momento também é o então a máscara usada para pessoa doente, ajuda não disseminar a infecção e não será que um problema de logística de onde se demonstrou que as máscaras tem eficiência e devem ser usadas no atendimento feito por profissionais de saúde, então o profissional de saúde que vai prestar atendimento a uma pessoa que está e com quadro respiratório, ele se protege com uma máscara cirúrgica ou com aquela máscara e noventa e cinco ou se ele for fazer procedimentos quiseram horas ao que isso aspira ao paciente colheu exame para saber se o paciente está com o coronavírus pouco influenciou com algum outro vidas e em situações que acontecem, mas na fisioterapia respiratória ou mesmo no alto em que o paciente está entubado, as pessoas falam não, mas eu quero saber de mim, eu não quero saber desta questão o mundo inteiro, inclusive nos Estados Unidos, que é um país riquíssimo está sofrendo com desabastecimento de máscaras, tanto cirúrgicas quanto máscaras, n noventa e cinco, o essas máscaras e que são para aerossóis então, é aquela questão, nós somos parte de uma comunidade, então, a gente tem que ter um pouco decente o meu uso indevido vai tirar para uma situação bem realmente a necessidade da gente e já evitando ficar como é o exame como é feito o exame que detecta o coronavírus sim, o exame que detecta o coronavírus só sobre a questão anterior a para exemplificar o nosso grupo do Hospital das Clínicas e fez um estudo na época do H um e nenhum para saber se pessoas que tinham transporte porque tinham que tomar transporte público tinham mais infecção do que aquelas que não e não houve uma correlação entre o uso de transporte público seja ônibus seja metrô e a ocorrência maior de infecção pelo vírus da gripe suína então, essa impressão que a gente tem nem sempre se confirma o bom a outra pergunta, você fez, desculpe, eu me perdi sobre o teste, como é feito para rapidamente a gente conclui. Okay, o teste é feito por uma reação molecular de que é cadeia de primeira as em e tem uma coleta que não é nada agradável, porque um longo é um fator genético é colocado no nariz para raspar anaço faringe então não é que no vestido nasal e lá atrás, não é nada de com a agradável de ser feito e deve ser usado só por pessoas nessas redes saem pessoas sintomática as redatora Maria Beatriz dias.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 12h41

O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, decidiu restringir a realização de testes de diagnóstico para o novo coronavírus e os aplicará somente a pacientes internados ou àqueles que no pronto-socorro apresentarem insuficiência respiratória. A medida visa preservar o estoque de testes em um primeiro momento para evitar que venham a faltar posteriormente, em um eventual agravamento da crise no Brasil. A coluna Painel agora está disponível por temas. Para ler todos os assuntos abordados na edição desta terça-feira (17) clique abaixo: Comunicação sobre coronavírus expõe falta de liderança e pressiona Bolsonaro Prefeitos pedem a Bolsonaro que fronteiras aéreas com a Europa sejam fechadas Igrejas evangélicas adotam cultos online e orações sem dar as mãos na crise do coronavírus

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 12h41

O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, decidiu restringir a realização de testes de diagnóstico para o novo coronavírus e os aplicará somente a pacientes internados ou àqueles que no pronto-socorro apresentarem insuficiência respiratória. A medida visa preservar o estoque de testes em um primeiro momento para evitar que venham a faltar posteriormente, em um eventual agravamento da crise no Brasil. A coluna Painel agora está disponível por temas. Para ler todos os assuntos abordados na edição desta terça-feira (17) clique abaixo: Comunicação sobre coronavírus expõe falta de liderança e pressiona Bolsonaro Prefeitos pedem a Bolsonaro que fronteiras aéreas com a Europa sejam fechadas Igrejas evangélicas adotam cultos online e orações sem dar as mãos na crise do coronavírus

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 11h39

O Estado de S. Paulo faz nesta terça-feira, 17, uma transmissão ao vivo com a Dra. Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio Libanês. Ela vai tirar dúvidas sobre como o funcionamento do vírus e como prevenir o contágio. A transmissão será realizada nas redes sociais do jornal e está marcada para às 16 horas. As perguntas podem ser enviadas por meio do grupo #EstadãoInforma: Coronavirus (clique aqui para entrar), espaço para discussão e troca de informações sobre a pandemia, aberto a todos os leitores do Estadão. A iniciativa é parte da cobertura especial sobre a pandemia. Ontem, o Estado recebeu a psicanalista e pesquisadora na área da infância Ilana Katz para falar sobre como lidar com as crianças. O jornal disponibilizou seus principais conteúdos sobre a epidemia gratuitamente aos leitores que não são assinantes. Foi criado também Boletim Coronavírus, newsletter aberta a todos com as principais notícias do dia sobre o tema.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 17/03/2020 às 11h18

Quem acompanha as notícias diariamente já entendeu o recado: no Brasil, o momento atual pede que a maior parte possível da população fique em casa para evitar uma disseminação ainda maior do novo coronavírus. Mas há quem ainda precisa trabalhar fora todos os dias, cumprir outros tipos de tarefas na rua e até quem não levou a sério a recomendação e acha que tudo bem continuar indo ao bar com os amigos. Mas o que fazer se você respeita a recomendação, mas quem mora com você —por escolha ou necessidade— não? Não há como negar que quem não faz o isolamento domiciliar e leva uma vida normal está trazendo o risco de infecção pelo vírus para todos que ficam na casa. "Você provavelmente já sabe que, para evitar, deve ficar distante e não compartilhar objetos. Mas, na prática, é mais difícil, especialmente se tratando de pessoas bem próximas, como casais. É uma decisão a ser tomada pela pessoa", aponta Paulo Olzon, clínico e infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). E se este é o seu caso, é importante estar atento ao desenvolvimento de sintomas em todos os moradores da casa. "Se alguém apresenta sinais como febre, tosse, dor de garganta e dor no corpo, deve-se procurar um serviço de saúde para fazer o teste e se isolar", explica Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio-Libanês (SP). Mesmo sem a confirmação, se uma pessoa da convivência próxima apresenta a suspeita, todas as outras também devem permanecer em casa, sem contato com terceiros, já que podem estar infectadas sem apresentar sintomas. A importância do isolamento domiciliar voluntário muitos especialistas defendem que é hora de adotar o isolamento para quem tem a opção de ficar em casa. É o caso do virologista e professor no Instituto de Ciências Biomédicas da USP (Universidade de São Paulo) Paolo Zanotto, que declarou em um artigo publicado na quinta-feira (12) na Folha de S. Paulo que é "prudente assumir um risco elevado" o quanto antes. Para evitar um número grande de mortos pelo vírus, ele sugere um regime de isolamento amplo, ou seja, que escolas sejam fechadas e que pessoas trabalhem de casa e evitem sair na rua. Segundo Zanotto, intervenções como essa antes do crescimento exponencial da doença foram responsáveis pelo comportamento ascendente moderado da covid-19 em Singapura, Japão e Hong Kong. Além disso, a medida impediu a saturação do sistema hospitalar.

O GLOBO/RIO DE JANEIRO | Geral
Data Veiculação: 17/03/2020 às 03h00

0s temores dos médicos na linha de frente do combate à doença Expostos ao risco e dado o alto grau de contágio da Covid-19, médicos das redes pública e privada do Rio temem ser infectados, página9 MIGUEL MEDINA/AFP Proteção. Profissional da saúde usa proteção para atender paciente em Brescia, na Lombardia, região italiana mais afetada MÉDICOS E ENFERMEIROS TEMEM CONTÁGIO FALTA DE INSUMOS PREOCUPA HOSPITAIS.Cientista, que preside a Faperj, está com coronavírus e totalmente sozinho, isolado em casa, quero presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Jerson Lima Silva, está trabalhando. Ele teve a comprovação de que está com aCovid-19nofimde semana e, por ser uma autoridade, resolveu tornar público o seu caso para destacara importância do auto isolamento e exemplo de que o distanciamento social é fundamental. Considerado um dos mais importantes cientistas do Brasil, professor titular da UFRJ, especialista na estrutura de vírus e também médico, Lima Silva tem sintomas muito leves e não sabe onde contraiu o vírus: Recebo delegações estrangeiras falo com muita gente. Pode ter sido em muitos lugares, até na academia de ginástica. 0 vírus está disseminado e é impossível saber quem está infectado. Por isso, todas as medidas de contenção tomadas no Rio e pelo Ministério da Saúde são extremamente necessárias— destaca. ACovid-19éjustamenteotema da chamada de emergência de projetos de pesquisa em que Lima Silva trabalha agora. A Faperj está montando uma rede para, por exemplo, desenvolver testes e monitorara epidemia no Estado do Rio de Janeiro. ANA LUCIA AZEVEDO EMAIÁ MENEZES sociedade@oglobo.com.br. Na linha de frente do combate à Covid-19, os profissionais de saúde do Rio de Janeiro já sentem o impacto da epidemia. Estão com medo, muito. Temem não só a falta de condições para atender aos doentes, dada como certa nas redes pública e privada, mas a possibilidade de serem infectados. Muitos dos casos positivos no Rio, inclusive os mais graves, são médicos. Na rede pública, a Covid-19 caiu como uma bomba sobre profissionais que já sofriam com a crise na saúde e trabalham em condições precárias. A preocupação de médicos e enfermeiros do sistema público de saúde se reflete em grupos de WhatsApp e nas redes sociais. “Estamos todos com medo. Somos os primeiros a nos expor ao risco”, diz um médico da rede municipal. Mas na rede privada, os médicos também temem o vírus. Carlos Alberto de Barros Franco, membro da Academia Nacional de Medicina e um dos pneumologistas mais respeitados do país, não tem dúvida sobre o risco: — Tenho certeza que serei infectado. Só espero que seja uma forma benigna. Há médicos já infectados e haverá muitos mais, enfermeiros também. Esse vírus é muito contagioso porque, por ser novo, todos são suscetíveis a ele. Barros Franco trata de um dos casos mais graves no Rio, um paciente mantido com ventilação mecânica e isolado num hospital privado. Segundo ele, nenhuma unidade hospitalar tem condições de atender simultaneamente a muitos pacientes nessa gravidade. Segundo ele, os hospitais privados já estão sobrecarregados, e os pacientes, assustados. Só ele calcula atender um telefonema a cada nove minutos. Felizmente, por ora, a maioria, é de pessoas com dúvidas. O pneumologista e coordenador do CTI da Casa de Saúde São José, Marcelo Kalichsztein, diz que todos os médicos temem ser infectados: — Essa não é uma doença de idosos. E uma doença de todos. Morro de medo de ser infectado, todos os médicos temem. Temo pela minha família e pelos meus pacientes. O maior perigo é a transmissão assintomática. O perigo que não vemos—frisa ele. MUDANÇAS NA ROTINA Para reduzir riscos de pacientes e profissionais de saúde, a São José pede que os pacientes só entrem no hospital quando forem chamados para a consulta. São orientados a esperar o atendimento do lado de fora, em lugar menos arriscado. Com a alta procura, o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, também reforçou a segurança dos profissionais de saúde. Muitos funcionários que apresentam sintomas gripais estão sendo orientados a passarem por consulta via remota. Os que têm resfriados mais simples continuam trabalhando de máscara. Também na capital paulista, no Hospital Sírio-Libanês, quem chega para fazer teste já é isolado em setores diferentes para não passar por outras áreas de internação ou UTI. Para o cardiologista Cláudio Domênico, a situação é dramática. Assim como muitos outros médicos, ele tem desmarcado todos exames e consultas de rotina de seus pacientes e recomendado a ida ao hospital só de pessoas com problemas graves de saúde. O acesso aos equipamentos de proteção a médicos e enfermeiros é diferente entre as redes. Kalichsztein, da São José, observa que os hospitais, mesmo os melhores, se preocupam com a falta de suprimentos. E diz que, por enquanto, há equipamentos de proteção na rede privada, que já aumentou a compra do material. Mas adverte que os preços já aumentaram e que fornecedores estão cobrando até dez vezes mais por máscaras. “Isso é cruel demais”, diz. Em nota, o Sindicato dos Enfermeiros chama a atenção para uma “crise sanitária sem precedentes neste século”. Assinado pela presidente, Monica Armada, o ofício pede “providências urgentes” à rede pública. E também à privada. “Precisam ser tomadas com a máxima urgência para impedir que os profissionais que atuam na ponta do atendimento sejam contaminados. ” Chama a atenção ainda para a falta de insumos na rede pública, a exemplo dos equipamentos de proteção individual (EPI). Os funcionários em contato direto com um paciente infectado por coronavírus precisam estar com máscara N-95, capote, luva e óculos. A Secretaria municipal de Saúde informou que os profissionais têm usado a máscara N-95. Afirmou ainda que ainda não enfrenta problemas com insumos. Mas não é isso o que, desesperados, dizem os profissionais de saúde. Presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, Sylvio Provenzano disse que a entidade vai apurar denúncia de que funcionários do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla e da Coordenação de Emergência Regional (CER) têm trabalhado sem proteção. (Colaboraram Elisa Martins, de São Paulo, e Gabriel Morais).

MSN BRASIL
Data Veiculação: 16/03/2020 às 00h00

No dia 2 de março de 2019, bem antes da decretação da pandemia do novo coronavírus, os biólogos chineses Yi Fan e Peng Zhou, do Instituto de Virologia de Wuhan, publicaram um artigo científico que não teve grande impacto na comunidade acadêmica internacional, tampouco chamou a atenção da imprensa e de autoridades. Mesmo assim, há uma frase logo no primeiro parágrafo que hoje causa espanto pelo tom premonitório: “É altamente provável que surtos futuros de coronavírus se originem de morcegos, e há uma probabilidade maior de que isso ocorra na China”. Coronavírus: veja notícias e saiba como se prevenir. Nem o mais pessimista dos futurólogos poderia imaginar que, em menos de dez meses, a previsão se tornaria realidade com tamanha exatidão: a descoberta de um novo coronavírus, batizado de Sars-Cov-2, virou a preocupação mundial de 2020. As notícias começaram a brotar nas últimas semanas de 2019, quando médicos notificaram um aumento do número de crises respiratórias na cidade de Wuhan, na porção leste da China. Poucos dias depois, já se sabia que o quadro misterioso era provocado por um tipo desconhecido de coronavírus, da mesma família de agentes que estiveram por trás das epidemias de Sars (sigla para síndrome aguda respiratória grave), em 2002, e Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio), em 2012. Até o fechamento desta reportagem, eram mais de 137 mil casos e 5 mil mortes pela doença chamada de Covid-19. Embora a maioria dos infectados ainda esteja concentrada na China, as notificações já se estendem por mais de uma centena de países, e o Brasil superou o número de cem casos confirmados. Apesar de os sintomas serem leves 85% das vezes, idosos e sujeitos com doenças crônicas, como asma e diabetes, estão mais vulneráveis a complicações e morte. Outro temor é a possibilidade de o vírus ser transmitido de pessoa para pessoa numa fase inicial, quando não há sintomas, o que dificultaria o controle. Diante de um contexto tão instável, que lições podemos tirar dessa história, inclusive para contornar uma ameaça que ainda não foi vencida? A reação das organizações de saúde diante da infecção A história do cruzeiro Diamond Princess dá uma dimensão da seriedade do assunto: o navio viajaria pelo Sudeste Asiático, mas precisou ficar desde o dia 5 de fevereiro atracado em Yokohama, no Japão, após quatro passageiros serem diagnosticados com o coronavírus. Na quarentena, que foi alvo de severas críticas dos médicos que realizaram visitas ao navio, a doença se espalhou para outros 700 passageiros, cerca de 20% do total de turistas e tripulantes. A boa notícia é que as autoridades estão formulando respostas com uma rapidez nunca antes vista. “Em menos de duas semanas, já se sabia qual era o vírus e suas informações genéticas”, observa o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde. A título de comparação, a aids despontou nos anos 1970 e o HIV, seu causador, foi descoberto em 1983. Mais recentemente, o zika tocou o terror no Brasil em 2016. Mas ele circulou anônimo por quase um ano e só chamou a atenção após o aumento nos casos de microcefalia em bebês. O comportamento da China durante essa crise, aliás, é digno de elogios. Em 2002, no surto de Sars, que também se iniciou por lá, eles demoraram um tempão para avisar o resto do mundo. O erro não se repetiu em 2020. Entre as ações tomadas pelo governo chinês, destacam-se a construção de um hospital de mil leitos em dez dias e a operação de isolamento de Wuhan, que tem 11 milhões de habitantes (o mesmo que São Paulo). Nessa linha, órgãos internacionais adotaram uma postura firme e enérgica: a Organização Mundial da Saúde (OMS) logo decretou emergência pública internacional, o que incentivou as nações a criarem planos de contingência. Jornais científicos deram acesso livre e gratuito a todas as publicações com descobertas sobre o coronavírus. Governos de países ricos ajudaram os mais pobres nas medidas de precaução. “Só vamos sair dessa por meio da cooperação e do trabalho em conjunto”, acredita a médica Nancy Bellei, da Sociedade Brasileira de Infectologia. O perfil do coronavírus. Essa família viral está no planeta há 300 milhões de anos — ela é mais antiga que os dinossauros! A entidade: o coronavírus recebeu esse nome porque parece ter uma coroa em sua superfície quando visto no microscópio. Ele é comum em vários países, inclusive no Brasil. Intermediários: o Sars-Cov-2, o coronavírus da epidemia atual, veio de morcegos. Existe a suspeita de que ele passou por um mamífero chamado pangolim antes de afetar humanos. Portas de entrada: o novo vírus invade o corpo pelos olhos, pelo nariz ou pela boca. Ele foi aspirado pela primeira vez a partir das fezes de algum animal, muito provavelmente num mercado da cidade de Wuhan. Senha correta: o coronavírus se conecta ao receptor ACE2, que fica na superfície das células. Após o ataque, ele usa o maquinário celular para produzir um monte de cópias de si mesmo. Espera silenciosa: a infecção fica de dois a seis dias sem dar sinal. Esse é o tempo que os vírus demoram para se replicar e dominar novas células. Aos poucos, ganham terreno até chegar aos pulmões. Graves repercussões: até 15% dos pacientes acometidos pela Covid-19 vão apresentar complicações como dificuldade para respirar e pneumonia. Isso é mais frequente em idosos e portadores de doenças crônicas. Espalhou geral: estima-se que, numa situação sem controle ou isolamento, um sujeito com a moléstia seja capaz de transmiti-la para outras três pessoas por meio de gotículas de saliva, tosses e espirros. Epidemia de fake news Claro que essa urgência, motivada por um vírus desconhecido e perigoso, tem seus efeitos adversos. A disseminação de notícias falsas é uma delas. Em aplicativos de mensagens como o WhatsApp, circula um monte de imagens que revelam milhares de mortos espalhados pelas ruas, indicando que a situação seria mais grave que o divulgado. Em paralelo, textos sugerem tomar chá de erva-doce para se resguardar da doença ou que o álcool em gel ajuda a disseminar o novo coronavírus. Tudo lorota… A própria OMS chegou a classificar a situação com o coronavírus como uma “infodemia”, ou epidemia de informações mentirosas. Teve até gente que se aproveitou do momento para levantar uma graninha. O dono de um centro de estética em São Paulo, que teve seu registro de médico cassado, postou um vídeo no Instagram oferecendo injeções de vitamina D para evitar a moléstia. Uma clínica de Minas Gerais passou a indicar sessões de ozonioterapia com a mesma finalidade. O absurdo é que não há comprovação de que esses tratamentos tenham efeitos contra a Covid-19. “As fake news são um verdadeiro crime na saúde, pois geram um pânico enorme na população”, argumenta David Uip, coordenador do Centro de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O biólogo e comunicador científico Atila Iamarino sabe bem como é lidar com esse mar de informações desencontradas. “Enquanto tudo está incerto, fica fácil vender um monte de certezas”, raciocina. Nas últimas semanas, ele vem produzindo uma série de conteúdos sobre o coronavírus em sua conta no Twitter, que tem mais de 180 mil seguidores, ou para o canal do YouTube Nerdologia, que agrega 2,6 milhões de inscritos. Apesar do caos, o especialista vê melhoras no controle de boatos e mentiras na internet. “Na epidemia de zika, o YouTube trazia quatro vídeos feitos por fontes confiáveis e o resto era tudo teoria da conspiração. Hoje, o site não mostra aos usuários conteúdos que não tenham sido feitos por órgãos oficiais ou veículos de imprensa”, compara. Será que temos enfim uma luz no fim desse túnel? O que aprendemos com o novo vírus Entre avanços e retrocessos, o episódio do novo coronavírus serve ao menos para reforçar mensagens valiosas de proteção à saúde, úteis inclusive contra outras doenças mais comuns, como o resfriado e a gripe. É importante, por exemplo, lavar as mãos com frequência, especialmente ao chegar em casa, trabalho ou escola. Na hora de espirrar ou tossir, cobrir a boca e o nariz com o braço (nunca com as mãos!). Se aparecerem sintomas leves, como mal-estar, nariz entupido e febre, ficar em casa para não transmitir a moléstia às pessoas ao redor. E, claro, só ir ao pronto-socorro se esses incômodos piorarem ou aparecerem sinais mais sérios, como falta de ar e confusão mental. Em última análise, a experiência atual com o coronavírus deixa a humanidade mais preparada para lidar com pandemias futuras. “Quer apareça na natureza, quer pelas mãos de um terrorista, segundo os epidemiologistas, uma doença transmitida pelo ar que se propaga rapidamente pode matar 30 milhões de pessoas em menos de um ano”, alertou o empresário americano Bill Gates num discurso em 2018. Todos os acertos e erros dessas primeiras semanas de 2020 serão repetidos (ou consertados) para enfrentar novos vírus que surgirão em algum canto do planeta daqui a dois, cinco ou 20 anos. “Temos que integrar os sistemas de vigilância e desenvolver vacinas e remédios com mais rapidez”, chama a atenção o virologista Edison Luiz Durigon, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP). Por fim, o Covid-19 nos deixa uma rica lição sobre os cuidados com o meio ambiente. “Quanto mais preservarmos os ecossistemas, menor o risco de esses vírus saltarem dos animais silvestres para as pessoas”, avalia o virologista Paulo Eduardo Brandão, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. Eis uma responsabilidade que passa por nossas ações individuais, pela pressão da comunidade e pelas decisões de governantes. O que está em jogo é, nada mais, nada menos, o próprio futuro da humanidade. Fontes: Edison Luiz Durigon, professor titular de virologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP); Paulo Eduardo Brandão, virologista da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP; Regina Fernandes Flauzino, professora de epidemiologia da Universidade Federal Fluminense e membro da diretoria da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco); Agência Nacional de Vigilância Sanitária; Marcos Boulos, infectologia e professor da Faculdade de Medicina da USP.

O GLOBO ONLINE/RIO DE JANEIRO
Data Veiculação: 16/03/2020 às 23h44

BRASÍLIA - O deputado Cezinha da Madureira (PSD-SP) recebeu nesta segunda-feira resultado positivo para o teste do novo coronavírus. Ele é o primeiro deputado federal infectado. Cezinha não viajou ao exterior recentemente, mas teve contato na semana passada com o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que também está com a doença e esteve na comitiva do presidente Jair Bolsonaro que foi aos Estados Unidos na semana passada. Cezinha, que tem 46 anos, está em isolamento domiciliar em casa. Ele sentiu sintomas da doença durante o final de semana e decidiu procurar o hospital para verificar se estava com a doença. O teste foi feito no Hospital Sirio-Libanês e o resultado saiu na noite desta segunda-feira. O parlamentar relatou ter se encontrado com Nelsinho Trad em dois momentos distintos: na liderança do partido de ambos e em uma sessão do Congresso. "O deputado está com quadro geral bom. Está em isolamento domiciliar e confia que iremos superar este momento a partir da união e do compromisso pessoal de cada cidadão", diz nota divulgada por sua assessoria. A contaminação do deputado é definida como de "transmissão local", porque apesar de não ter viajado ao exterior ele teve contato com uma pessoa infectada que veio de fora do país. Até agora, 14 pessoas que participaram de eventos com o presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos já testaram positivo para o coronavírus. O presidente teve um teste negativo e fará outro exame nesta semana.

ÉPOCA ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/03/2020 às 18h41

Mais de 130 lideranças da saúde no Brasil afirmaram que o país está em "guerra sanitária" contra o coronavírus. "As fotos estampadas nos jornais, com praias lotadas, bares com multidões nas calçadas, manifestações e aglomerações públicas em todo o país, são um total desrespeito às recomendações das autoridades sanitárias brasileiras e não podem ser admitidas por todos os cidadãos responsáveis, a partir de agora", diz a carta do Fórum Inovação Saúde (FIS), que será publicada nesta segunda-feira. O documento ainda fala que "estamos em estado de guerra sanitária contra o Covid-19" e que o vírus "destrói a organização social e mata, indistintamente, os cidadãos de qualquer idade, sexo ou condição socioeconômica". Assinam a carta, entre outros, representantes de: Fiocruz, UFRJ, UFF, Academia Nacional de Medicina, Hospital Sírio-Libanês, e Hospital Albert Einstein. O ex-ministro da Sáude José Gomes Temporão (Por Eduardo Barretto) ACESSE A HOME DA COLUNA E LEIA TODAS AS NOTAS, ENTREVISTAS E ANÁLISES.

VEJA BLOGS
Data Veiculação: 16/03/2020 às 18h22

Em clima de pré-campanha à Prefeitura de São Paulo, o candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), escolheu o programa do apresentador José Luiz Datena para anunciar uma série de medidas a serem implantadas na capital paulista a partir desta terça-feira, 17, quando será decretado estado de emergência em decorrência do avanço dos casos de coronavírus. A decisão de Covas em divulgar as mudanças na rotina da cidade ao vivo para Datena, e não por meio de um comunicado oficial ou entrevista coletiva com outros veículos de comunicação, como é de praxe, foi criticada porque o apresentador já declarou sua intenção de concorrer como vice na chapa de Covas pela reeleição. Datena filiou-se ao MDB no início de março, mas não assumiu candidatura a prefeito de São Paulo, como gostariam de alguns, principalmente o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, que articulou a ida do apresentador para o partido. O presidente Jair Bolsonaro, aliado de Skaf, também gostaria de ter Datena como seu candidato na eleição paulistana. Datena, no entanto, se esquiva de ser o candidato de Bolsonaro e diz que pode concorrer tanto como prefeito, como vice de Covas ou até mesmo esperar as eleições 2022 para tentar se eleger senador. A intenção de se tornar vice de Covas é recente, segundo Datena, e nasceu nos corredores do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, quando os dois estiveram internados – o tucano, para tratar de um câncer no sistema digestivo, e Datena para uma cirurgia cardíaca. “Seria muito mal eu concorrer à Prefeitura de São Paulo contra você (Covas) porque eu gostei demais de estar com você nessas poucas vezes que nos encontramos”, disse o apresentador ao prefeito de São Paulo em um jantar recente.

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/03/2020 às 15h40

Saúde Suplementar Investe mais em UTI enquanto SUS investe mais em Semi e Cuidados Intermediários Fonte: Geografia Econômica da Saúde no Brasil (*) Todos os gráficos são partes integrantes do Estudo Geografia Econômica da Saúde no Brasil – Edição 2020. Os gráficos demonstram a quantidade e distribuição dos leitos de UTI e Semi no Brasil em 2019: · 49.961 leitos de UTI, sendo 22.906 no SUS e 27.055 na Saúde Suplementar. · 9.955 leitos tipo Semi e de cuidados intermediários, sendo 5.941 no SUS e 4.014 na SS. Estes números apontam algo muito marcante no Brasil: · Em praticamente todos os indicadores de leitos, o volume do SUS sempre é maior, bem maior, que o da SS, menos no caso das UTI’s; · Como a remuneração da SS para UTI é muito superior a qualquer outra coisa, o sistema de financiamento afeta significativamente a prática assistencial, e por consequência a configuração dos leitos. Vamos lembrar que existe 3 pacientes no SUS para cada paciente da saúde suplementar: · Se a assistência adotasse o mesmo protocolo sempre, teoricamente teríamos uma proporção de 1 para 3 leitos de UTI na SS para o SUS; · Mas o volume de leitos está longe de chegar perto dessa proporção, a ponto de haver na SS mais leitos que no SUS; · E vamos notar que em relação aos leitos tipo semi e de cuidados intermediários, onde a discrepância da remuneração não é tão elevada, o SUS apresenta mais leitos que a SS. Analisando a evolução geral nos volumes de leitos, podemos observar que nos últimos 2 anos houve crescimento significativo: · 4.532 leitos de UTI · 434 leitos tipo semi e de cuidados intermediários. Analisando a evolução em percentuais: · Em apenas 2 anos tivemos um crescimento de 10 % no volume de leitos de UTI no Brasil; · E crescimento de 4,6 % no volume de leitos tipo semi e de cuidados intermediários. Nada mal, mas juntos os sistemas (SS e SUS) escondem indicadores ainda mais surpreendentes. Estes gráficos estratificam por SUS e SS: · Só na Saúde suplementar em 2 anos foram criados 3.406 leitos de UTI; · Isso é mais do que o total de leitos existentes no Acre, Amapá e Roraima; · É quase o número total de leitos do estado do Sergipe Em termos percentuais: · Um crescimento absurdo de 14,4 % na SS … em apenas 2 anos; · E mesmo no SUS, um crescimento de 5,2 % E este demonstra a evolução no volume de leitos tipo semi e de cuidados intermediários: · Nota-se que na SS não houve crescimento significativo; · Mas no SUS sim. Analisando em termos percentuais, em 2 anos: · Na saúde suplementar um crescimento de apenas 1,2%, um dos menores dentre todos os indicadores de crescimento na SS; · Já no SUS, 7%, um dos maiores Os indicadores são bem evidentes: · Na SS onde a prioridade é a rentabilidade, o investimento é maior nas UTIs, que geram proporcionalmente maiores receitas; · NO SUS onde a prioridade é conter custos, é melhor privilegiar unidades de menor custo Nesta época se discute quantos leitos de UTI existem para o caso de necessidade em relação ao avanço do COVID-19: · São ~ 50.000 leitos de UTI e ~ 10.000 leitos tipo semi; · No caso de uma evolução catastrófica do volume de casos graves evidentemente não seriam suficientes; · Mas vamos combinar que, relativamente, comparado à maioria absoluta dos países do mundo, é um indicador bem melhor; · Considerando que nem todos os necessitados chegarão ao ponto de necessitar de UTI, graças a Deus o Brasil está em uma situação melhor do que muitos países que se intitulam como “modelos a serem seguidos” em sistemas de saúde pública. Sobre o autor Enio Jorge Salu Histórico Acadêmico · Formado em Tecnologia da Informação pela UNESP – Universidade do Estado de São Paulo · Pós Graduação em Administração de Serviços de Saúde pela USP – Universidade de São Paulo · Especializações em Administração Hospitalar, Epidemiologia Hospitalar e Economia e Custos em Saúde pela FGV – Fundação Getúlio Vargas · Professor em Turmas de Pós Graduação na Faculdade Albert Einstein, Fundação Getúlio Vargas, FIA/USP, FUNDACE-FUNPEC/USP, Centro Universitário São Camilo, SENAC, CEEN/PUC-GO e Impacta · Coordenador Adjunto do Curso de Pós Graduação em Administração Hospitalar da Fundação Unimed Histórico Profissional · CEO da Escepti Consultoria e Treinamento · Pesquisador Associado e Membro do Comitê Assessor do GVSaúde – Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da EAESP da Fundação Getúlio Vargas · Membro Efetivo da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares · CIO do Hospital Sírio Libanês, Diretor Comercial e de Saúde Suplementar do InCor/Fundação Zerbini, e Superintendente da Furukawa · Diretor no Conselho de Administração da ASSESPRO-SP – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação · Membro do Comitê Assessor do CATI (Congresso Anual de Tecnologia da Informação) do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas · Associado NCMA – National Contract Management Association · Associado SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde · Autor de 12 livros pela Editora Manole, Editora Atheneu / FGV e Edições Própria · Gerente de mais de 200 projetos em operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, centros de diagnósticos, secretarias de saúde e empresas fornecedoras de produtos e serviços para a área da saúde e outros segmentos de mercado.

SAÚDE BUSINESS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 16/03/2020 às 15h19

Companhia disponibiliza Dr. Omint Digital, plataforma de orientação médica por videoconferência para clientes obterem informações e esclarecerem dúvidas A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia do Covid-19 na última quarta-feira, 11/03. A Omint, norteada pelos seus pilares de qualidade e gestão, mantém à disposição dos clientes de planos de saúde sua rede credenciada de referência, com os melhores hospitais, laboratórios e profissionais do país. Além disso, oferece acesso aos serviços do Dr. Omint e Dr. Omint Digital, que consistem, respectivamente em orientações médicas por telefone e por videoconferência, para esclarecer dúvidas com médicos da rede credenciada. “A Omint opera telemedicina com qualidade acadêmica graças à nossa parceria com a Faculdade de Medicina da USP. O Dr. Omint Digital é pioneiro entre as operadoras médicas do Brasil, colocando à disposição do cliente Omint, por meio de videoconferência, um médico da rede credenciada apto a prestar orientações médicas de forma simples e conveniente. Para ter acesso ao serviço, o cliente deverá entrar no aplicativo ou portal Minha Omint, e inserir as informações necessárias. Uma vez que elas são coletadas, um médico da rede credenciada Omint será acionado e prestará as devidas orientações”, explica Marcos Loreto, diretor Médico Técnico da Omint. A Omint disponibilizou em suas redes sociais um vídeo com o Dr. Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês e credenciado Omint, em que ele ressalta a importância de buscar informações em fontes confiáveis e esclarece à população sobre a transmissão de infecções virais respiratórias. Para saber mais, acesse as redes sociais da Omint: Facebook , Instagram e Linkedin.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 16/03/2020 às 12h08

Governos federal e estaduais têm limitado aglomerações de pessoas para evitar – ou retardar – a disseminação do novo coronavírus pelo país. Na última atualização do Ministério da Saúde feita no domingo (15/03), o Brasil já registrava 200 casos da doença com transmissão comunitária no Rio de Janeiro e em São Paulo. Há um esforço também dos gestores públicos para evitar atendimentos desnecessários e não sobrecarregar o sistema de saúde, que deverá estar disponível para atender os casos mais graves. Essas informações levam as pessoas a se perguntar: exames e consultas de rotina devem ser mantidos? E cirurgias eletivas? Não há uma resposta única. “É preciso avaliar no caso a caso. Enquanto não entrarmos na fase de mitigação, em que a circulação de pessoas deverá ser restrita, é possível manter exames de rotina”, aponta o infectologista André Bon, do Hospital Brasília. “Um hipertenso deve continuar cuidando da sua saúde; pessoas que precisam acompanhar exames de maneira minuciosa devem continuar fazendo-o”, exemplifica. O especialista também ressalta que nem todos os hospitais serão hubs de atendimento para os casos do novo coronavírus, portanto, em outros espaços será possível seguir com o atendimento. No entanto, se o caso não for grave e for possível adiar, a recomendação é que se adie. “Se o paciente puder deixar para depois, melhor”, completa André Bon. O Ministério da Saúde não deu recomendações específicas sobre consultas e exames, mas há a orientação de que se evite idas ao médico desnecessárias, bem como à farmácia e ao posto de saúde. Os médicos devem fazer prescrições de remédios com validade mais prolongada para pacientes que fazem uso de medicamentos de uso contínuo, por exemplo. Pessoas com quadro leve também estão orientadas a ficar em casa, esperando os sintomas passarem. “É preciso compreensão e colaboração de todos, pois apenas doentes com sintomas mais sérios devem buscar atendimento”, esclarece o infectologista Alexandre Cruz, do Hospital Sírio Libanês, de Brasília. A médica infectologista e professora da UnB, Juliana de Souza Lapa, também sugere que exames e consultas de rotina, quando eletivos (não urgentes), sejam adiados. “Se for uma coisa extremamente de rotina, recomendo aguardar esse momento para evitar sair de casa e não ocupar os profissionais que estão direcionados a tratar o Covid-19”, explica. Por outro lado, pessoas que têm doenças crônicas e precisam fazer o monitoramento contínuo devem manter o tratamento, segundo a especialista. Nestes casos, deve-se levar em consideração, a possibilidade de a coleta de exames ser feita em casa.

AGÊNCIA O GLOBO
Data Veiculação: 16/03/2020 às 10h33

Ciência & Saúde / A população brasileira de idosos deve aumentar nos próximos anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2030, a população de idosos no Brasil deverá ser maior do que o número de crianças. Os dados atuais apontam que o número de idosos representa 14,03% da população, o equivalente a 29,3 milhões de pessoas. A pirâmide etária brasileira, ou seja, composta por jovens e por idosos no topo, vem se modificando ao longo dos anos e, atualmente, já ocorre um momento de inversão da pirâmide etária e mudança no perfil da população brasileira. Neste momento, estamos em um período de transição. Para se ter uma ideia, no ano de 1980, o Brasil era considerado um país jovem. Atualmente, essa realidade tem mudado, e a classificação brasileira é de um país em transição. A tendência é que o Brasil se torne um país de idosos até o ano de 2050. Isso significa que a taxa de natalidade está reduzindo, e a expectativa de vida aumentando devido ao avanço da medicina. Com os avanços na ciência e da tecnologia, é possível entender melhor como o organismo humano funciona. Assim, é mais fácil prevenir e tratar uma série de doenças, o que antes era impossível. Claro que o importante mesmo é viver bem e com qualidade, por isso, a medicina, atualmente, se preocupa mais com a saúde e o bem-estar da população idosa. O número de quedas entre idosos é uma preocupação com o aumento da população idosa, os riscos de queda também são maiores. De acordo com uma doutora geriatra do Hospital Sírio-Libanês, cerca de 30% das pessoas com idade acima dos 65 anos sofrem quedas pelo menos uma vez por ano. Essa porcentagem aumenta depois dos 80 anos, podendo chegar a 50%. Alguns fatores relacionados ao avanço da idade podem causar queda na terceira idade, como diminuição da visão, perda da força muscular e alterações no equilíbrio. Idosos que já sofreram queda ou que estão mais propensos a isso, devem procurar um médico geriatra. O profissional é o mais indicado para avaliar as condições de cada paciente e, assim, poder analisar se é necessário receitar medicações ou se precisa recomendar exercícios físicos para fortalecimento muscular. Idosos que sofreram algum tipo de queda podem desenvolver problemas não só físicos, mas psicológicos também. Por isso, é preciso trabalhar com prevenções para que as quedas e suas consequências não se desenvolvam. A fisioterapia é fundamental para prevenção e tratamento de quedas entre idosos. Quando o idoso realiza algum tipo de exercício, está fortalecendo sua musculatura, suas articulações e melhorando seu equilíbrio. A fisioterapia, portanto, é uma grande aliada para garantir a saúde e o bem-estar dos idosos. A SM Care é uma clínica de fisioterapia especializada em tratamento e reabilitação de idosos. A empresa possui uma equipe de profissionais altamente qualificados em diferentes especialidades. Para prevenir ou tratar quedas em idosos, a SM Care tem a missão de recuperar pacientes por meio de exercícios elaborados e personalizados. Website: http://smcare.com.br/

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 16/03/2020 às 05h25

A semana do brasiliense será afetada com as limitações impostas para evitar a disseminação do novo coronavírus no DF. Até a noite desse domingo (15/03), havia 14 casos confirmados do Covid-19 na capital e 158 em investigação. A tendência é que os números aumentem. As aulas ficarão suspensas por 15 dias a partir desta segunda-feira (16/03). O período contará, na rede pública, como antecipação das férias escolares de julho. No caso dos colégios particulares, também não haverá atividades, mas ainda não foi decidido se a interrupção valerá como antecipação do recesso de meio de ano. A Universidade de Brasília (UnB) anunciou que seguirá a orientação do GDF, e as atividades acadêmicas e administrativas presenciais não funcionarão na próxima quinzena. Para reduzir o número de usuários no transporte público do DF e evitar a proliferação do Covid-19, os cartões do Passe Livre Estudantil serão bloqueados a partir desta segunda-feira (16/03). O GDF determinou a suspensão, pelo prazo de 15 dias, de academias de todas as modalidades, de museus e de eventos de qualquer natureza que exijam licença estatal, com público superior a 100 pessoas. As atividades coletivas de cinema e teatro também não poderão ser realizadas nesse prazo. A Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) ficará responsável por fazer a fiscalização e poderá atuar junto às forças policiais. Portanto, caso haja desrespeito à determinação, o estabelecimento poderá ser forçado a fechar as portas. Teletrabalho. Outras medidas mexem com o dia a dia do servidor distrital. O decreto publicado nesse sábado (14/03) estabelece que deverá permanecer em casa e adotar o teletrabalho qualquer funcionário do DF ou terceirizado que apresentar febre, sintomas respiratórios ou que tenha retornado de viagem internacional nos últimos 10 dias. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) instituiu o teletrabalho como regime preferencial para todos os servidores da Corte. O decreto tem validade até 30 de abril de 2020. Também está determinado no texto as unidades judiciárias e administrativas funcionem com o mínimo de servidores e estagiários necessários ao atendimento presencial, em sistema de rodízio. Pessoas com doenças respiratórias crônicas que reduzem a imunidade, gestantes, servidores com filhos menores de 1 ano ou que tenham mais de 60 anos trabalharão exclusivamente de casa. No caso do Metrô-DF, as mudanças na rotina de trabalho dos servidores variam de acordo com as áreas em que eles estão lotados. Estagiários e jovens aprendizes foram dispensados. O teletrabalho será integral na empresa pública para servidores da área administrativa portadores de doenças respiratórias crônicas ou cardiopatias graves, doenças autoimunes, empregados com mais de 60 ou que residam com pessoas com mais de 70 anos, gestantes, pais de criança de até um ano ou com doenças autoimunes. Servidores do Metrô-DF que atuam em áreas em que não é possível trabalhar remotamente terão a jornada reduzida. O expediente será das 10h às 16h15, com intervalo de 15 minutos. Situação no DF Há 14 casos confirmados do novo coronavírus no DF e outros 158 em investigação. No total, 84 foram descartados. Os números foram atualizados pelo GDF na tarde desse domingo (15/03). Os pacientes infectados da capital do país viajaram ao exterior antes do diagnóstico. Dessa forma, ainda não houve registro dos chamados casos de contaminação comunitária, que é quando o vírus começa a circular pelo local. Os seis pacientes incluídos na lista de casos confirmados de coronavírus no DF nesse domingo (15/03) são três homens e três mulheres. Eles têm idade entre 30 e 61 anos. Duas mulheres viajaram recentemente aos Estados Unidos e o restante visitou a Europa. Os dois primeiros infectados da capital do país são um casal que viajou para a Europa. O terceiro é o vice-presidente de Embaixadas e Consulados do Flamengo, Maurício Gomes de Mattos. Um homem de 51 anos, argentino, fez exames no Hospital Sírio Libanês e testou positivo para a doença. O outro paciente tem 46 anos e veio da França no início de março. A paciente infectada com o novo coronavírus que está internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) permanece em estado grave. A mulher, 52 anos, foi o primeiro caso confirmado da Covid-19 na capital do país. Ela está isolada na unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hran, sedada, e apresenta “síndrome respiratória aguda severa”. A paciente está sem febre, porém, tem comorbidades (outras doenças) que agravam o quadro clínico, de acordo com a pasta. O marido dela também está com coronavírus. Após pedido do GDF, o TJDFT determinou o isolamento domiciliar do homem infectado. Como se prevenir. Para evitar contaminar e ser contaminado, as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) são: lavar as mãos com água e sabão com frequência, usar álcool gel quando não houver acesso fácil à água, evitar tocar o rosto, cobrir a boca ao tossir com a parte interna do braço, e não com as mãos. Além disso, a OMS recomenda não compartilhar copos e talheres, evitar cumprimentar com beijinhos e estar em público caso apresente sintomas da doença.

RÁDIO BANDEIRANTES 840 AM/SÃO PAULO | Primeira Hora
Data Veiculação: 16/03/2020 às 07h04

Transcrição

Vamos gerar então a nossa equipe repórteres para trazer as informações atualizadas do que está acontecendo no Brasil a respeito do coronavírus quais são as restrições impostas pelas autoridades direto da capital do país, o repórter antes do Nascimento subiu para catorze o número de casos confirmados do novo coronavírus do Distrito Federal, as informações são da Secretaria de Saúde indicam ainda. Que existem cento e cinquenta e oito casos em investigação e oitenta e quatro foram descartados entre os que deram positivos para o vírus estava o vice-presidente de embaixadas e consulados do Flamengo, Maurício Gomes de Matos, os e deu entrada no hospital Santa Luzia, na Asa Sul no último dia onze, onde apresentou sintomas compatíveis com a doença, além de pressão alta no final de fevereiro, o dirigente esteve na Espanha com o presidente do clube carioca, Rodolfo Landim, em visita ao clube Real Madrid. Outro paciente e um argentino de cinquenta e um anos que mora em Brasília chegou recentemente da Europa deu entrada no hospital sírio-libanês alegando sintomas do vírus em relação a primeira paciente do DF diagnosticada com o novo coronavírus estado de saúde dela ainda é grave. Segundo o último boletim médico, a mulher de cinquenta e dois anos segue em isolamento na UTI do Hospital Regional da Asa Norte e sedada o Distrito Federal é a segunda unidade da Federação com maior número de pacientes com suspeita da doença atrás, apenas de São Paulo.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 15/03/2020 às 16h56

Desde que surgiu na China no final de 2019, o novo coronavírus se espalhou pelo planeta e colocou o mundo todo em alerta. Com o anúncio de uma pandemia pela OMS e os novos casos no Brasil, é mais do que importante estar atento aos cuidados com higiene e prevenção. Estrutura da família coronavírus tem forma de coroa — Foto: Getty Images via BBC Veja abaixo algumas dúvidas frequentes sobre o novo coronavírus 1) Bichos de estimação podem transmitir o vírus? Não existe nenhum relato de transmissão de animal para ser humano. Eles não têm a capacidade de transmitir e também não se infectam. 2). As crianças podem brincar na rua? As atividades ao ar livre são as mais indicadas nesse momento. A orientação é de que isso ocorra em horários alternativos, que tem pouca gente. Diminuir o contato com outras crianças pode ser bom, pois aglomerações não são recomendadas. 3). Num carro, se o passageiro anterior tinha o vírus, qual é o risco? A orientação principal neste momento é que motoristas mantenham os vidros abertos. É importante manter o ar circulando. 4) Como se proteger na academia de ginástica? É melhor evitar? A recomendação é fazer atividades ao ar livre, mas se você foi para a academia, use sempre álcool em gel e higienize suas mãos. E mais: esportes de contato também devem ser evitados. 5) posso visitar meus amigos? A recomendação é evitar reuniões e aglomerações. Se for um compromisso social mais importante, mas alguém estiver com sintomas, não vá. Evite correr o risco de pegar a doença e não coloque outras pessoas em risco também. 6). Qual é a recomendação para quem está se tratando em casa? Não sair, não ficar em contato com outras pessoas, mesmo na residência. Fique em um local reservado em relação aos outros contactantes domiciliares. Não compartilhe talher ou copo com ninguém. 7). Há como reforçar o sistema imunológico? Não há nenhum método de evidência científica clara de que algo que a gente faça ou tome, vá reforçar a imunidade. Uma vida saudável, dormir adequadamente e evitar muito estresse são coisas que podem te ajudar a se proteger melhor. Confira a cobertura completa e atualizada sobre a pandemia os infectologistas Alberto Chebabo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, explicam como os brasileiros devem lidar com o Covid-19 e tiram dúvidas sobre sintomas, transmissão e cuidados. Veja a íntegra com as dúvidas sobre o novo coronavírus 1) O quão preocupados devemos ficar? Inicialmente, a preocupação da OMS veio por conta do Covid-19 ser muito parecido com o vírus da SARS. O medo do desconhecido é normal e compreensível, mas de acordo com Alberto Chebabo e Mirian Dal Ben, não há necessidade de nenhum tipo de pânico. 2). Como é a transmissão do vírus? A transmissão acontece de três formas: 1- por vias respiratórias, através das gotículas de saliva que são eliminadas no ar quando a pessoa tosse, espirra ou fala a um ou dois metros de distância. 2 - Por contato físico, quando essas gotículas com o vírus alcançam mucosas do olho, nariz e boca através de beijos e abraços. 3 - Por meio de contato com superfícies contaminadas. Manter as mãos longe do rosto e sempre limpas é primordial. Lavar com água e sabão ou álcool em gel são opções para manter a higienização. Garanta que você passou o sabão ou o álcool em todas as superfícies da mão: palma, dorso, espaço entre os dedos, unhas e polegar. NOVO CORONAVÍRUS: VEJA ALGUNS CUIDADOS BÁSICOS DE HIGIENE PARA SE PREVENIR Cuidados coronavírus — Foto: Fantástico Cuidados coronavírus — Foto: Fantástico Cuidados coronavírus — Foto: Fantástico 3). Quem deve usar máscara? Não existem evidências de que usar máscara de forma indiscriminada controle nenhum tipo de epidemia. Três situações possuem indicação para usar a máscara: 1 - a pessoa que tem sintomas. 2- O profissional da área da saúde que vai prestar atendimento para o paciente sintomático. 3 - O contactante domiciliar da pessoa doente. 4). Quanto tempo o vírus sobrevive no ambiente? Os vírus não costumam sobreviver muito tempo nos ambientes, pelo menos não de modo infectante. Ou seja, não de uma maneira capaz de infectar o ser humano. Produtos de limpeza simples, que temos em casa, como água e sabão, desinfetante e água sanitária são eficazes para eliminar o vírus de superfícies. 5). Pode beijo e aperto de mão? O ideal é evitar contatos físicos, para minimizar a transmissão de vírus respiratórios. Quem já está doente deve evitar completamente cumprimentar, dar a mão, deve inclusive avisar antes: ‘olha, eu estou gripado, eu estou com resfriado’, porque é exatamente essa pessoa que tem maior risco de transmitir doenças respiratórias. Imagem microscópica do novo coronavírus — Foto: NIAID-RML/AP 6) Gente com o vírus, mas sem os sintomas, pode transmitir a doença? Pessoas assintomáticas ou com muito poucos sintomas podem transmitir o vírus. A capacidade de transmissão desse vírus nas pessoas assintomáticas ainda não é totalmente esclarecida, mas o que se sabe é que essas pessoas são capazes de transmitir o novo coronavírus sim. 7). Tratar o paciente em casa é o ideal? O ideal é ficar em casa para conter a epidemia, a não ser que ele desenvolva sintomas muito graves. Pacientes com suspeita são acompanhados por contato (telefone) para ver se é necessário voltar ao hospital para reavaliar o quadro. 8). É possível ser infectado mais de uma vez? Isso acontece para outros vírus também. Não é que as pessoas voltaram a ter a infecção: voltou-se, em um teste posterior, a detectar o vírus nas vias respiratórias. Algumas pessoas excretam o vírus por mais tempo, principalmente pessoas que são imunocomprometidas, imunossuprimidas, pessoas que têm algum problema de imunidade. Outra coisa que é importante a gente saber é que, quando fazemos o teste para saber se há a existência do vírus no corpo de alguém, existe uma diferença entre detectar o vírus, ou seja, identificar o RNA do vírus, e esse vírus ser infectante. Às vezes, ele é detectado, mas não é um vírus capaz de infectar outras pessoas, não é transmissível. Quando nas vias aéreas, esse vírus é infectante. 9). Tem remédio? Tem trabalho saindo dizendo que alguns retrovirais, usados no tratamento do HIV e do ebola, algumas medicações na malária, tudo isso talvez tenha algum efeito contra o coronavírus, mas a gente tem que lembrar que isso é muito inicial, tanto que ainda não está previsto ainda o uso dessas medicações. 10). Como proteger as pessoas idosas? É a população com mais risco, então devemos intensificar os cuidados que já dissemos. Vai visitar? Não vá se estiver com tosse, nariz escorrendo, mesmo que não tenha febre. Se você vive na mesma casa, intensifique a higienização das mãos, use máscara para proteger quem você mais ama. Ouça o podcast do Fantástico: Veja abaixo algumas dúvidas frequentes sobre o novo coronavírus 1) Bichos de estimação podem transmitir o vírus? Não existe nenhum relato de transmissão de animal para ser humano. Eles não têm a capacidade de transmitir e também não se infectam. 2). As crianças podem brincar na rua? As atividades ao ar livre são as mais indicadas nesse momento. A orientação é de que isso ocorra em horários alternativos, que tem pouca gente. Diminuir o contato com outras crianças pode ser bom, pois aglomerações não são recomendadas. 3). Num carro, se o passageiro anterior tinha o vírus, qual é o risco? A orientação principal neste momento é que motoristas mantenham os vidros abertos. É importante manter o ar circulando. 4) Como se proteger na academia de ginástica? É melhor evitar? A recomendação é fazer atividades ao ar livre, mas se você foi para a academia, use sempre álcool em gel e higienize suas mãos. E mais: esportes de contato também devem ser evitados. 5). Posso visitar meus amigos? A recomendação é evitar reuniões e aglomerações. Se for um compromisso social mais importante, mas alguém estiver com sintomas, não vá. Evite correr o risco de pegar a doença e não coloque outras pessoas em risco também. 6). Qual é a recomendação para quem está se tratando em casa? Não sair, não ficar em contato com outras pessoas, mesmo na residência. Fique em um local reservado em relação aos outros contactantes domiciliares. Não compartilhe talher ou copo com ninguém. 7). Há como reforçar o sistema imunológico? Não há nenhum método de evidência científica clara de que algo que a gente faça ou tome, vá reforçar a imunidade. Uma vida saudável, dormir adequadamente e evitar muito estresse são coisas que podem te ajudar a se proteger melhor. Confira a cobertura completa e atualizada sobre a pandemia. Os infectologistas Alberto Chebabo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, explicam como os brasileiros devem lidar com o Covid-19 e tiram dúvidas sobre sintomas, transmissão e cuidados. 1) O quão preocupados devemos ficar? Inicialmente, a preocupação da OMS veio por conta do Covid-19 ser muito parecido com o vírus da SARS. O medo do desconhecido é normal e compreensível, mas de acordo com Alberto Chebabo e Mirian Dal Ben, não há necessidade de nenhum tipo de pânico. 2). Como é a transmissão do vírus? A transmissão acontece de três formas: 1- por vias respiratórias, através das gotículas de saliva que são eliminadas no ar quando a pessoa tosse, espirra ou fala a um ou dois metros de distância. 2 -Por contato físico, quando essas gotículas com o vírus alcançam mucosas do olho, nariz e boca através de beijos e abraços. 3 - Por meio de contato com superfícies contaminadas. Manter as mãos longe do rosto e sempre limpas é primordial. Lavar com água e sabão ou álcool em gel são opções para manter a higienização. Garanta que você passou o sabão ou o álcool em todas as superfícies da mão: palma, dorso, espaço entre os dedos, unhas e polegar. NOVO CORONAVÍRUS: VEJA ALGUNS CUIDADOS BÁSICOS DE HIGIENE PARA SE PREVENIR 3). Quem deve usar máscara? Não existem evidências de que usar máscara de forma indiscriminada controle nenhum tipo de epidemia. Três situações possuem indicação para usar a máscara: 1 - a pessoa que tem sintomas. 2- O profissional da área da saúde que vai prestar atendimento para o paciente sintomático. 3 - O contactante domiciliar da pessoa doente. 4). Quanto tempo o vírus sobrevive no ambiente? Os vírus não costumam sobreviver muito tempo nos ambientes, pelo menos não de modo infectante. Ou seja, não de uma maneira capaz de infectar o ser humano. Produtos de limpeza simples, que temos em casa, como água e sabão, desinfetante e água sanitária são eficazes para eliminar o vírus de superfícies. 5). Pode beijo e aperto de mão? O ideal é evitar contatos físicos, para minimizar a transmissão de vírus respiratórios. Quem já está doente deve evitar completamente cumprimentar, dar a mão, deve inclusive avisar antes: ‘olha, eu estou gripado, eu estou com resfriado’, porque é exatamente essa pessoa que tem maior risco de transmitir doenças respiratórias. 6) Gente com o vírus, mas sem os sintomas, pode transmitir a doença? Pessoas assintomáticas ou com muito poucos sintomas podem transmitir o vírus. A capacidade de transmissão desse vírus nas pessoas assintomáticas ainda não é totalmente esclarecida, mas o que se sabe é que essas pessoas são capazes de transmitir o novo coronavírus sim. 7). Tratar o paciente em casa é o ideal? O ideal é ficar em casa para conter a epidemia, a não ser que ele desenvolva sintomas muito graves. Pacientes com suspeita são acompanhados por contato (telefone) para ver se é necessário voltar ao hospital para reavaliar o quadro. 8). É possível ser infectado mais de uma vez? Isso acontece para outros vírus também. Não é que as pessoas voltaram a ter a infecção: voltou-se, em um teste posterior, a detectar o vírus nas vias respiratórias. Algumas pessoas excretam o vírus por mais tempo, principalmente pessoas que são imunocomprometidas, imunossuprimidas, pessoas que têm algum problema de imunidade. Outra coisa que é importante a gente saber é que, quando fazemos o teste para saber se há a existência do vírus no corpo de alguém, existe uma diferença entre detectar o vírus, ou seja, identificar o RNA do vírus, e esse vírus ser infectante. Às vezes, ele é detectado, mas não é um vírus capaz de infectar outras pessoas, não é transmissível. Quando nas vias aéreas, esse vírus é infectante. 9). Tem remédio? Tem trabalho saindo dizendo que alguns retrovirais, usados no tratamento do HIV e do ebola, algumas medicações na malária, tudo isso talvez tenha algum efeito contra o coronavírus, mas a gente tem que lembrar que isso é muito inicial, tanto que ainda não está previsto ainda o uso dessas medicações. 10). Como proteger as pessoas idosas? É a população com mais risco, então devemos intensificar os cuidados que já dissemos. Vai visitar? Não vá se estiver com tosse, nariz escorrendo, mesmo que não tenha febre. Se você vive na mesma casa, intensifique a higienização das mãos, use máscara para proteger quem você mais ama.

ONCO NEWS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 15/03/2020 às 16h42

A oncologista Mariana Scaranti (foto), ex-fellow do The Royal Marsden NHS Foundation Trust e médica do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – ICESP é primeira autora de artigo de revisão publicado no Nature Reviews Clinical Oncology que descreve o status atual da pesquisa sobre receptor de folato α (FRα) no câncer, incluindo dados de ensaios clínicos com terapias direcionadas ao FRα e o uso de novas tecnologias em diagnóstico que utilizam o FRα como marcador. A ligação ao FRα é um dos vários métodos pelos quais o folato é absorvido pelas células. No entanto, este receptor é um alvo atraente de drogas anticâncer devido à super expressão de FRα em uma variedade de tumores sólidos, incluindo câncer de ovário, pulmão e mama. “Em tecidos normais a expressão de FRα é escassa. Por outro lado, a expressão diferencial e abundante deste receptor em células cancerosas, notadamente em câncer de ovário, torna esta glicoproteína um potencial alvo no tratamento e diagnóstico de neoplasias. Em teoria, essa particularidade nos permitiria entregar uma terapia citotóxica exclusivamente para o tecido doente, poupando tecidos saudáveis e portanto, com menor toxicidade associada ao tratamento”, explica Mariana. A oncologista destaca os recentes avanços em ensaios clínicos com anticorpo droga-conjugado, anticorpos monoclonais, e moléculas pequenas cujo alvo é o FRα. “Em câncer de ovário resistente à platina, por exemplo, um anticorpo droga-conjugado contra FRα (mirvetuximab-soravtansine) está em avaliação em estudo fase III com pacientes que apresentam tumores com alta expressão FRα por imuno histoquímica; os resultados são promissores, mas há muito ainda a ser feito em termos de pesquisa para determinar a real aplicabilidade deste marcador e possível alvo terapêutico na prática clínica”, conclui. Referência: Scaranti, M., Cojocaru, E., Banerjee, S. et al. Exploiting the folate receptor α in oncology. Nat Rev Clin Oncol (2020). https://doi.org/10.1038/s41571-020-0339-5

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 15/03/2020 às 13h38

É claro que, para o coronavírus, não faz diferença se o hospedeiro é rico ou pobre. Mas dizer que a infecção impacta ambos da mesma forma é achar que a população é idiota. O necessário Sistema Único de Saúde não conta com leitos e respiradores em número suficiente para absorver a demanda que se avizinha, lembrando que todos os outros problemas - das gripes comuns aos infartos e AVCs - não vão esperar na fila em respeito ao Covid-19. Toda política global para a pandemia vem no sentido de reduzir a velocidade de contágio para garantir que doentes venham "em prestações" aos serviços de saúde e não na forma de um tsunami. Teremos longas filas em hospitais particulares, mas nada que se compare ao que deve ocorrer com o sistema público, que atende emergências dos mais pobres. Isso sem contar que aqueles que são vistos como a xepa da sociedade, como pessoas em situação de rua ou vivendo em moradias precárias, estão à mercê da sorte. Para muitos, não faz sentido a recomendação de lavar as mãos porque não tem acesso nem à água limpa. E trabalhadores mais pobres, como empregadas domésticas, porteiros, motoristas, faxineiros, não terão a mesma liberdade para se impor em quarentena. A primeira leva de infectados contraiu a doença na Europa e nos Estados Unidos, sendo a grande maioria de pessoas com poder aquisitivo maior, o que levou a uma procura por hospitais de ponta, como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês, em São Paulo. O problema é o segundo momento, quando o vírus se replica por aqui e atinge a população que não tem dinheiro para pegar ônibus no final de semana, nem comprar dipirona. O presidente da República pode chamar a infecção de "fantasia" à vontade. Caso contraia, terá o melhor tratamento médico do país. Pena que isso não será estendido aos milhões que escutam o presidente da República, tornando-se alvo da doença e vetores de sua verbalização. Faço parte daquela parcela da população dependente de remédios para ter uma vida normal. No meu caso, coração, hipertensão, diabetes. Sou um exemplo vivo de que a humanidade consegue dar um nó na seleção natural. Não, não são os fortes que herdarão a Terra, mas quem tem a "vantagem competitiva" de contar com o melhor cuidado de saúde. Podemos comprar remédios de ponta que funcionam e têm poucos efeitos colaterais (sucesso garantido, às vezes, graças a exigentes testes realizados à exaustão pelas maiores indústrias farmacêuticas do mundo, inclusive em milhares de "voluntários" de regiões pobres) e com passe-livre nos melhores centros de tratamento. O coronavírus é uma pandemia sem precedentes, seja por conta da velocidade com que se espalha, seja porque mostra que sistemas públicos de saúde de países desenvolvidos estavam despreparados ou são inexistentes (como nos Estados Unidos), seja porque chega em um momento em que mais da metade do mundo se informa e espalha boatos em tempo real. O resultado é uma parte da população que fica, como alguns de seus líderes, entre a histeria e o descaso. A malária infectou 228 milhões de pessoas e matou cerca de 405 mil, em 2018, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Nos países onde o problema é maior, não se viu redução significativa de mortes entre 2014 e 2018. E, ao contrário do coronavírus, crianças são o grupo mais vulnerável. Estima-se também que 11 milhões de grávidas foram infectadas apenas na África Subsaariana, levando a 900 mil crianças nascerem abaixo do peso. Já peguei duas vezes, do tipo falciparum, cobrindo conflitos armados em Timor Leste e Angola e, posso atestar que, definitivamente, não é agradável. A malária não é uma pandemia que atinge o mundo, causa dor e sofrimento, mata, arrefece e sobrevive como mais um tipo de gripe - o que deve acontecer com a atual infecção. É uma doença que mata todos os anos quase o mesmo contingente. O coronavírus por atingir ricos e pobres, mesmo que impactando de forma desigual, levou a uma corrida para descobrir uma cura ou uma vacina, o que é fundamental. E há pesquisadores em todo o mundo dedicando suas vidas para fazer o mesmo pela malária, mas sem a mesma atenção do público e dos governantes. Milhões de pessoas morrem anualmente no mundo por causa de doenças que poderiam ser evitadas com cuidados que passam por moradia adequado, saneamento básico, educação para prevenção, atendimento médico de qualidade. O que inclui não apenas a malária, mas também outras doenças como a nossa dengue - quase 800 mortos em 2019) ou a febre amarela. Quando uma pessoa que tem acesso a recursos privados de saúde, como eu ou o doutor Drauzio Varella (que pegou febre amarela e narrou a experiência no belo livro "O Médico Doente"), fica ruim, há chance maior de cura do que alguém que depende de si mesmo, do poder público e de suas filas. Além disso, a ocorrência dessas moléstias é mais intensa em regiões de fronteira agrícola, no contato do ser humano com áreas preservadas. E a periferia do planeta ainda tem muita floresta para ser vítima da ganância. Se bem que, no ritmo que andam as coisas, em breve talvez não haja mais floresta para contar história. Se isso acontecer, também não precisaremos nos preocupar com mosquitos. Aliás, com nada mais, porque teremos ajustado de vez a temperatura do planeta para "gratinar os idiotas". E aí sim, caro amigo e cara amiga, será o fim do mundo como o conhecemos. Parte da população vive no século 21, enquanto outros ainda engatinham pela Idade Média. O coronavírus veio nos lembrar disso, pois, ao que tudo indica, os mais pobres infectados vão sofrer duas vezes mais que os ricos - pela doença em si e pela sensação de abandono causado por um sistema que precisava ter sido ampliado para atender melhor o cidadão. Mas que, ao invés de injeção de recursos, recebeu sucessivas bananas de nossos gestores públicos. E uma pá de cal chamada de Emenda de Teto dos Gastos, que limita o crescimento de investimentos públicos em saúde por duas décadas. Garantir o ajuste fiscal é importante, mas isso deve levar em conta a dignidade humana. Caso contrário, governos não fazem sentido de existir. A crise do coronavírus deveria ser usada para refletirmos sobre as prioridades e a quem o país serve. A pandemia vai passar, mas outras tragédias continuarão. Quem consegue jogar xadrez com a Morte (usando a imagem do recém-falecido Max Von Sydow, no filme Sétimo Selo, de Ingmar Bergman) e enganá-la por um tempo são os mais ricos, que possuem os meios para tanto. Os mais pobres vão se virando e sobrevivendo, apesar de tudo e de todos, ajudando com seu trabalho e, algumas vezes, como cobaias, os que ganharam na loteria da vida a terem uma existência mais feliz.

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL
Data Veiculação: 15/03/2020 às 03h00

Ana Maria Campos Medidas de Ibaneis contra o vírus visam também ganhar tempo para preparara rede para uma eventual epidemia. Atividades em escolas, exibições de teatro e de cinema, além de encontros que reúnam mais de 100 pessoas, estão proibidos a contar de amanhã. Número de casos confirmados da doença subiu de cinco, na sexta-feira, para oito, ontem MAIS 15 DIAS SEM AULAS E EVENTOS » ANA MARIA CAMPOS » DARCIANNE DIOGO »JULIANA ANDRADE O Governo do Distrito Federal reforçou as medidas de prevenção contra a contaminação do coronavírus. Decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) suspendeu por mais 15 dias as aulas na rede pública e privada. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF) ontem, começa a valer a partir de amanhã. Nas escolas públicas, o recesso de julho será antecipado. Já as unidades particulares poderão optar por seguir a mesma orientação ou por suspender as atividades. Até o fechamento desta edição, eram oito os casos confirmados de Covid-19 no DF. A adequação para o cumprimento do calendário escolar será de responsabilidade da Secretaria de Educação. A pasta informou que as aulas serão retomadas em 31 de março, uma terça-feira. O período pode ser estendido a depender do cenário de evolução da pandemia. “Por isso, as áreas técnicas darão início ao planejamento de metodologias alternativas às aulas presenciais”, destacou, em texto publicado na página oficial. As creches e os Centros de Ensino da Primeira Infância (Cepi) funcionarão normalmente, pois não estão abarcados no decreto — e são unidades pequenas, com média de pouco mais de 150 crianças. Apesar de reconhecer a importância da medida, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) externou preocupação com a antecipação do recesso do meio do ano. "Essa é uma decisão do governo e ele tem as informações precisas, que devem ser graves. Por outro lado, precisamos conversar sobre essa recomposição do calendário escolar, pois não foi uma situação criada pelos professores e os mesmos não podem ser penalizados”, esclareceu, também por de nota, o diretor Samuel Fernandes. O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe-DF) se reunirá amanhã para discutir as orientações a serem repassadas às unidades de ensino. Algumas, no entanto, já haviam enviado comunicado aos pais ontem confirmando a suspensão das aulas pelo período determinado no decreto. A Universidade de Brasília (UnB) também confirmou que Ed Alves/C B/D. A Press Secretaria vai antecipar para amanhã o recesso de julho nas escolas públicas; unidades particulares podem optar por seguir o mesmo caminho prorrogará a suspensão das aulas. “Durante este período, estarão mantidas apenas as atividades presenciais de segurança ou outras consideradas essenciais. As atividades acadêmicas poderão ser substituídas por exercícios domiciliares, realizados sob a orientação dos decanatos de Ensino de Graduação (DEG) e Pós-Graduação (DPG), com supervisão das unidades acadêmicas”, informou a instituição de ensino. O Instituto Federal de Brasília (IFB) comunicou a suspensão de ontem a 22 de março, mas ainda não havia atualizado a previsão até o início da noite deste sábado. Novos casos O decreto foi publicado no dia em que o número de casos confirmados no DF subiu para oito. Durante a manhã de ontem, além do Icasal de advogados ao Reino Unido e do dirigente do Flamengo Maurício Gomes de Mattos, dois novos pacientes testaram positivo para a doença: um argentino, de 51 anos, consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e um brasiliense, de 46, funcionário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O argentino esteve na Inglaterra e Dinamarca e desembarcou em Brasília no domingo passado. Ele está sendo atendido no Hospital Sírio-Libanês. O brasiliense chegou da França em 7 de março e passou pelo Hospital São Mateus, no Cruzeiro Velho. Os dois estão em isolamento domiciliar. À tarde, casos confirmados de três integrantes da comitiva do presidente Jair Bolsonaro na viagem aos Estados Unidos também passaram a ser contabilizados pela Secretaria de Saúde do DF: o senador NelsonTrad (PSD-MS), a advogada do presidente, Karina Kufa, e o secretário-adjunto de Comunicação da Presidência, Samy Liberman. Eles também estão em isolamento domiciliar. Além dessas confirmações, há outras 116 suspeitas de infecção em investigação e 53 descartadas. Estado de saúde até o fim da tarde de ontem, a primeira paciente infectada pelo coronavírus no DF, uma mulher de 52 anos casada com um advogado também infectado, seguia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em estado grave e sedada. Ela apresenta síndrome respiratória aguda severa e está afebril. Além disso, tem doenças que agravam o quadro clínico. Tele trabalho Além das suspensões de alguns eventos, o governo determinou que os servidores e empregados públicos ou contratados por empresas que prestam serviço ao GDF adotem o tele trabalho caso apresentem os sintomas da doença ou tenham retornado de viagem internacional nos últimos 10 dias. A decisão reforçou ainda a obrigatoriedade dos hospitais e dos laboratórios de informar imediatamente às autoridades sanitárias os casos confirmados de Covid-19. A medida também prevê punições descritas em lei, em razão de abuso de poder econômico, caso haja elevação, sem justa causa, dos valores de insumos de combate à doença. Os eventos que precisam de licença do governo, com um público de mais de 100 pessoas, continuam suspensos por mais 15 dias. O novo decreto inclui suspensão também para atividades coletivas de cinema e de teatro, por isso, os shoppings da cidade anunciaram que não abrirão as salas de exibição de filmes. Os jogos esportivos poderão ocorrer apenas com os portões fechados. Assim como previa a norma anterior, nos bares e restaurantes, as mesas devem ser organizadas com dois metros de distância entre elas e, para os eventos abertos, a recomendação é manter espaço de um metro entre as pessoas. » Duas perguntas para Raquel Estrela, psicóloga como controlar a doença sem pânico? É importante identificar pensamentos que podem nos trazer desconforto. O fato de ficarmos pensando constantemente na doença vai trazendo ansiedade e pânico. Devemos sempre procurar sites oficiais e seguros para saber o que realmente está acontecendo e como combater, pois, há muitas informações falsas. Nós devemos manter uma atitude otimista e objetiva. Houve outras epidemias e vírus e a população conseguiu combater. É importante manter o pensamento positivo, controlar a ansiedade, não entrar em pânico e se cuidar. Como motivar a prevenção em prol do bem comum? É importante deixannos de lado o medo e pensarmos em todos nós. Se eu tiver algum sintoma e procurar ajuda médica, além de resguardar a minha vida, resguardarei as dos meus familiares, das pessoas que convivem comigo e da sociedade. Se cada um fizer a sua parte, vamos sair dessa. Os impactos dadetenninação do governo sobre o comércio começam a aparecer. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista), Edson de Castro, há relatos de lojistas com redução de 50% nas vendas e pouco movimento nos shoppings. Nos supermercados, houve o aumento da demanda por parte de pessoas que temem o desabastecimento. "É um mal necessário. Tem consequências, tem, mas estamos falando de saúde, de preservar vidas. Os países que não fizeram dessa forma, estão sofrendo muito", ponderou Castro. Diante da situação, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) montou um comitê de emergência para discutir os impactos do coronavírus. “Os setores mais afetados até agora são o de serviços e o de hotelaria”, revela Francisco Maia, presidente da entidade. Colaborou Adriana Bernardes.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 15/03/2020 às 03h00

Isolados dentro de casa, infectados devem limpar o banheiro a cada uso 03 Medidas de restrição contra vírus têm dificuldades logísticas Vinícius Torres Freire e Gabriel Alves são Paulo fechar uma escola já é um problema. Parte de uma cidade como São Paulo, ainda mais. Como fazer o “lockdown”? Epidemiologistas afirmam que o governo deveria adotar em breve providências a fim de impedir ou limitar em grande medida aglomerações e movimentações de pessoas, a exemplo do que fizeram países asiáticos e agora a Itália para atenuar a epidemia de Covid-19, como mostrou reportagem da Folha. Eles sugerem suspender aulas, espetáculos esportivos e artísticos, cultos religiosos e qualquer grande reunião e restringir a presença física em locais de trabalho e a circulação. Mas as medidas de restrição têm consequências sérias e precisam de planejamento rigoroso, lembra Mirian Dal Bem, doutora em infectologia e médica do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. " Vamos fechar escolas, mas muitas crianças deste pais dependem da escola para comer. Outras vão para casa e vão ser cuidados por quem? Algumas podem infectar seus avós ele- dadores. Também não adianta fechar escolas de modo descoordenado, cada um por si. Enfim, tem de haver orientação: não vai para a escola, mas não vai também para outra aglomeração, para o shopping. Temos de ser rigorosos do mesmo modo como a Itália está sendo agora. ” Como fazer? Não existem regras claras sobre fechar ou não estabelecimentos, escolas, aeroportos e sobre fazer grandes quarentenas, segundo Miehael Ryan, chefe do departamento de emergência da OMS em Genebra. Trata-se, em essência, de uma decisão com base na avaliação de risco de cada país e de aceitabilidade —alguns lugares, por exemplo, podem não lidar bem com determinados tipos de proibição. O especialista deu o exemplo de que na China escolas foram fechadas, enquanto em Singapura, não —dois países usados como exemplos positivos da contenção do vírus (a China tem 0 maior número de casos, mas sua curva de crescimento parou de aumentar). “Em países com números menores de casos [como no Brasil], distanciamento social não tem o mesmo impacto imediato de rastrear contatos com pessoas doentes, isolamento desses contatos e de casos, e quarentena de contato. Isso significa que você está perseguindo o vírus”, afirma Ryan. “Quando você perde o fio do vínts, você precisa criar distanciamento social entre todo mundo, porque você não sabe quem está contaminado. É uma substituição pobre para ações de saúde pública agressivas no início, mas pode ser a única opção quando você não sabe mais onde o vírus está”, diz o especialista. O nível de rigor do governo pode fazer a diferença, se vai sugerir que as orientar que as pessoas evitem contatos ou se vai proibi-los, lembra Kraenkel, da Unesp. Também é uma incógnita se as pessoas vão seguir as recomendações. Ele reconhece que há dificuldades. “É fácil para mim, professor universitário, orientar alunos a distância. Mas para alguém com empregos com horários fixos ou que estejam tentando se virar na vida podem ter dificuldades para manter o distanciamento: não vão ganhar dinheiro, o patrão vai descontar os dias de falta etc.” II '* :: ú1' 11 >'.!ígr Tíjji Prilii Movimentação na rua 25 de Março, na região central de São Paulo; coronavírus preocupa comerciantes Rivaldo Gomes/Foihapress ‘Se o álcool não for suficiente, só Deus’, afirma comerciante são Paulo A poucos metros da entrada do pronto-socorro do Hospital Samaritano, em Higienópolis, no centro de São Paulo, Joaquim Ferreira de Araújo, 46, passa o dia ressabiado com o coronavíras. "Agora mesmo veio um rapaz de máscara”, diz. “A gente não sabe quem é, o que tem. Às vezes, não tem nada, mas mesmo assim uso o álcool em gel o dia inteiro", afirma, dando uma reforçada na proteção. Joaquim é vendedor em uma banca de frutas na praça que fica bem ao lado do hospital do bairro de classe alta. “Já está todo mundo meio nervoso com isso, ficar aqui do lado é um pouco mais preocupante”, afirma ele. Contra a ameaça invisível, ele se fia mesmo é no tubo de plástico ao lado das frutas. “Se esse álcool em gel não for suficiente, só Deus para me proteger da corona”, diz. Ele é parte do contingente de trabalhadores que obrigatoriamente têm que manter contato com o público, em geral diariamente. Para esses, as recomendações não são tão diferentes das destinadas ao resto da população, como manter as mãos limpas, cobrir a boca ao tossir e espirrar e manter distância de 1 metros de quem estiver tossindo e espirrando. A um quarteirão de Joaquim, Raimundo Marcos de Araújo, 46, está mais tranquilo em relação ao contato com os clientes. Enquanto fala com a Folha, um grupo de médicos e enfermeiros, jalecos a tiracolo, toma café na loja de conveniência da qual ele é gerente. Nenhum produto é manuseado, nenhum café é tirado sem que os atendentes usem o álcool em gel, garante o gerente da loja de conveniência. “Não tenho receio, não. As pessoas que vem aqui sabem como se proteger e nunca tivemos problema”, diz Raimundo. “Mas mesmo assim, quando chego em casa, a primeira coisa que eu faço é passar mais ainda. ” Emilio SanFAnna

BLOGS CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 14/03/2020 às 18h49

ANA MARIA CAMPOS Balanço da Secretaria de Saúde mostra que há hoje (14/03) 8 casos confirmados do novo coronavírus, 116 em investigação e 53 descartados. Até o momento, todos que contraíram a doença viajaram recentemente à Europa ou Estados Unidos procuraram a emergência de um hospital particular ou fizeram um exame domiciliar. A paciente 01 é a advogada de 52 anos que deu entrada no Hospital Daher, no Lago Sul, e foi transferida para o isolamento do HRan. O resultado saiu em 5 de março. A partir daí outros casos foram detectados. O marido da paciente que se encontra em estado grave — entubada, sedada e isolada — também testou positivo. Ele teve sintomas sugestivos da doença, mas não precisou ser internado. Está em casa de quarentena. O casal fez uma viagem de três semanas a várias cidades do Reino Unido. O vice-presidente do Flamengo, Maurício Gomes de Mattos, passou mal na última terça-feira (10/03), na saída de uma festa, com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de quem é muito amigo. Saiu do evento e foi ao Hospital Santa Luzia, onde permanece internado. Dias antes de chegar a Brasília, ele esteve na Espanha, país onde o número de doentes está crescendo dia após dia. O quarto caso é o de um argentino de 51 anos, consultor de segurança do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que esteve na Inglaterra e Dinamarca. Está internado no Hospital Sírio-Libanês. Um brasileiro, de 46 anos, que chegou na última terça-feira (10/03) da França, também testou positivo. Ele é especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não precisou de internação e até agora está em isolamento domiciliar. Os outros três integraram a comitiva do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos e estiveram em Miami, no hotel do presidente Donald Trump. São eles: o secretário-adjunto de Comunicação da Presidência, Samy Liberman, o senador Nelson Trad e a advogada Karina Kufa. Mundo A pandemia já atinge 122 países. No cenário mundial, vem ocorrendo um aumento no número de casos, totalizando 132.758 desde o início da epidemia até sexta-feira (13/03). Enquanto na China, que responde por mais de 61% dos casos, se observa uma redução no número de novos doentes, nos demais países vem se registrando aumento.

CORREIO WEB/CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 14/03/2020 às 13h50

Paciente está internada no Hran (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)) A primeira pessoa diagnosticada com coronavírus no Distrito Federal continua em estado grave, segundo informou o boletim médico divulgado pela Secretaria de Saúde neste sábado (14/3). A mulher, de 52 anos, permanece internada em isolamento na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e está sedada. De acordo com o boletim, ela apresenta síndrome respiratória aguda severa e está afebril. Além disso, a paciente tem doenças que agravam o quadro clínico. “A paciente está sob cuidados intensivos da equipe multidisciplinar e recebe todo suporte técnico-científico”, informou a secretaria. Nesta sexta-feira (13/3), o quadro clínico dela era o mesmo. Contudo, a mulher apresentou dois episódios febris, o que agravou o estado geral. Cinco casos confirmados O Distrito Federal registrou cinco casos confirmados de coronavírus. A Secretaria de Saúde confirmou neste sábado que um argentino de 51 anos, funcionário do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tem Covid-19. Ele esteve na Inglaterra, desembarcou em Brasília no último domingo (8/3) com sintomas da doença e foi atendido no Hospital Sírio Libanês. Lá, o paciente fez o teste para detectar se estava infectado pelo Covid-19 e o resultado deu positivo. O outro paciente é um brasiliense de 46 anos, que trabalha na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele chegou da França em 7 de março e foi atendido no Hospital São Mateus, no Cruzeiro Velho, e colocado em isolamento domiciliar.

GAÚCHAZH./PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 14/03/2020 às 12h35

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Fechar uma escola já é um problema. Parte de uma cidade como São Paulo, ainda mais. Como fazer o "lockdown"? As medidas de restrição têm consequências sérias e precisam de planejamento rigoroso, lembra Mirian Dal Bem, doutora em infectologia e médica do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. "Vamos fechar escolas, mas muitas crianças deste país dependem da escola para comer. Outras vão para casa e vão ser cuidadas por quem? Algumas podem infectar seus avós cuidadores. Também não adianta fechar escolas de modo descoordenado, cada um por si. Enfim, tem de haver orientação: não vai para a escola, mas não vai também para outra aglomeração, para o shopping, temos de ser rigorosos do mesmo modo como a Itália está sendo agora". Como fazer? Não existem regras claras sobre fechar ou não estabelecimentos, escolas, aeroportos e fazer grandes quarentenas, segundo Michael Ryan, chefe do departamento de emergência da OMS em Genebra. Trata-se, em essência, de uma decisão com base na avaliação de risco de cada país e de aceitabilidade -alguns lugares, por exemplo, podem não lidar bem com determinados tipos de proibição. O especialista deu o exemplo de que na China escolas foram fechadas, enquanto em Singapura, não -dois países usados como exemplos positivos da contenção do vírus (a China tem o maior número de casos, mas sua curva de crescimento parou de aumentar). "Em países com números menores de casos [como no Brasil], distanciamento social não tem o mesmo impacto imediato de rastrear contatos com pessoas doentes, isolamento desses contatos e de casos, e quarentena de contato. Isso significa que você está perseguindo o vírus", afirma Ryan. "Quando você perde o fio do vírus, você precisa criar distanciamento social entre todo mundo, porque você não sabe quem está contaminado. É uma substituição pobre para ações de saúde pública agressivas no início, mas pode ser a única opção quando você não sabe mais onde o vírus está", diz o especialista da OMS. O nível de rigor do governo pode fazer toda a diferença, se vai sugerir que as orientar que as pessoas evitem contatos ou se vai proibi-los, lembra Kraenkel, da Unesp. Também é uma incógnita se as pessoas vão seguir as recomendações governamentais. Ele reconhece que há dificuldades. "É fácil para mim, professor universitário, orientar meus alunos a distância. Mas para alguém com empregos com horários fixos ou que estejam tentando se virar na vida podem ter dificuldades para manter o distanciamento de outras pessoas: não vão ganhar dinheiro, o patrão vai descontar os dias de falta etc."

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/03/2020 às 11h52

Fechar uma escola já é um problema. Parte de uma cidade como São Paulo, ainda mais. Como fazer o “lockdown”? As medidas de restrição têm consequências sérias e precisam de planejamento rigoroso, lembra Mirian Dal Bem, doutora em infectologia e médica do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. “Vamos fechar escolas, mas muitas crianças deste país dependem da escola para comer. Outras vão para casa e vão ser cuidadas por quem? Algumas podem infectar seus avós cuidadores. Também não adianta fechar escolas de modo descoordenado, cada um por si. Enfim, tem de haver orientação: não vai para a escola mas não vai também para outra aglomeração, para o shopping, Temos de ser rigorosos do mesmo modo como a Itália está sendo agora”. Como fazer? Não existem regras claras sobre fechar ou não estabelecimentos, escolas, aeroportos e fazer grandes quarentenas, segundo Michael Ryan, chefe do departamento de emergência da OMS em Genebra. Trata-se, em essência, de uma decisão com base na avaliação de risco de cada país e de aceitabilidade —alguns lugares, por exemplo, podem não lidar bem com determinados tipos de proibição. O especialista deu o exemplo de que na China escolas foram fechadas, enquanto em Singapura, não —dois países usados como exemplos positivos da contenção do vírus (a China tem o maior número de casos, mas sua curva de crescimento parou de aumentar). "Em países com números menores de casos [como no Brasil], distanciamento social não tem o mesmo impacto imediato de rastrear contatos com pessoas doentes, isolamento desses contatos e de casos, e quarentena de contato. Isso significa que você está perseguindo o vírus", afirma Ryan. "Quando você perde o fio do vírus, você precisa criar distanciamento social entre todo mundo, porque você não sabe quem está contaminado. É uma substituição pobre para ações de saúde pública agressivas no início, mas pode ser a única opção quando você não sabe mais onde o vírus está", diz o especialista da OMS. O nível de rigor do governo pode fazer toda a diferença, se vai sugerir que as orientar que as pessoas evitem contatos ou se vai proibi-los, lembra Kraenkel, da Unesp. Também é uma incógnita se as pessoas vão seguir as recomendações governamentais. Ele reconhece que há dificuldades. “É fácil para mim, professor universitário, orientar meus alunos a distância. Mas para alguém com empregos com horários fixos ou que estejam tentando se virar na vida podem ter dificuldades para manter o distanciamento de outras pessoas: não vão ganhar dinheiro, o patrão vai descontar os dias de falta etc.”

CORREIO WEB/CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 14/03/2020 às 08h19

Pacientes chegaram da França e da Inglaterra (foto: Jack Guez/AFP) O Distrito Federal registra mais dois casos confirmados de coronavírus. A Secretaria de Saúde confirmou, neste sábado (14/3), que um argentino de 51 anos, funcionário do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ele esteve na Inglaterra, desembarcou em Brasília no último domingo (8/3) com sintomas da doença e foi atendido no Hospital Sírio Libanês. Lá, o paciente fez o teste para detectar se estava infectado pelo Covid-19 e o resultado deu positivo. O outro paciente, é um brasiliense de 46 anos, especialista em regulação e vigilância sanitária, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele chegou da França no último dia 7 de março e foi atendido no Hospital São Mateus, no Cruzeiro Velho, e colocado em isolamento domiciliar. No momento, o DF tem cinco casos de pacientes com coronavírus. Na noite de sexta-feira (13/3), o vice-presidente de Embaixadas e Consulados do Flamengo, Maurício Gomes de Mattos, testou positivo para a doença e está internado no Hospital Santa Luzia, em Brasília. No caso dele, o primeiro exame apontou a existência da infecção pelo Covid-19, porém o segundo, deu resultado inconclusivo. Mas o terceiro teste confirmou o diagnóstico. Esteve em escola Antes de saber da doença, Maurício Gomes de Mattos visitou uma escola infantil no Paranoá, onde estudam 164 crianças com idades entre 4 e 6 anos de idade. Em função do decreto do governador Ibaneis Rocha, de suspender as aulas até terça-feira (17/3), todos os alunos estão em casa. Em entrevista ao Correio na sexta-feira, a coordenadora de formação integral da escola, Larissa Carvalho, informou que aguardava o resultado final do exame de Maurício para avaliar o que seria feito. Em nota oficial, enviada ontem (14/3), ao Correio, a Secretaria de Saúde informou que "paciente com os sintomas descritos no protocolo, e que manteve contato com pessoas suspeitas ou confirmadas para o vírus, deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima, ou o estabelecimento coberto pelo plano de saúde". A reportagem fez novo contato com a pasta, por e-mail e por telefone, e aguarda retorno. Guia O Correio preparou um guia com informações sobre o Covid-19 e orientações sobre o que cada brasileiro pode fazer para evitar a infecação pelo coronavírus. As informações deste guia reúnem dados da Organização Mundial de Saúde (OMS); Organização Panamericana de Saúde (Opas), Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/03/2020 às 01h00

Epidemiologistas ouvidos pela Folha afirmam que o governo deveria adotar em breve providências a fim de impedir ou limitar em grande medida aglomerações e movimentações de pessoas, a exemplo do que fizeram países asiáticos e agora a Itália para atenuar a epidemia de Covid-19. Isto é, seria necessário suspender aulas, espetáculos esportivos e artísticos, cultos religiosos e qualquer grande reunião e restringir a presença física em locais de trabalho e a circulação pelas cidades. A medida deveria ser implementada daqui a 7 e no máximo dentro de 20 dias, na visão de médicos estudiosos da biologia e da matemática da disseminação de doenças infecciosas. Em países como Hong Kong, Singapura e Japão, o ritmo de crescimento do número de casos de Covid-19 é bem inferior ao do registrado em grandes países europeus. Na Coreia do Sul, apesar de uma explosão inicial de contágio, o país está perto de estabilizar o número total de casos. “Não teria muita dúvida de dizer que foi a intervenção. Fizeram um esforço brutal, inédito”, diz Claudio Struchiner, a respeito do impacto positivo das medidas adotadas em certos países asiáticos. Ele é professor de matemática aplicada na FGV-RJ, graduado em medicina na UFRJ e doutor em dinâmica populacional de doenças infecciosas pela Universidade Harvard. “Quando se comparam a velocidade do ritmo de casos totais, as curvas, entre países asiáticos e a Europa, parece evidente que a diferença se deveu às medidas drásticas dos governos”, diz Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio-Líbanês que também trabalha com modelos matemáticos. Dal Ben e Struchiner concordam que ainda se sabe pouco do ritmo da evolução dos casos no Brasil ou de como se dá o ritmo de contágio local (excluídos casos importados e correlatos). Acreditam, porém, que não será prudente esperar dados consolidados: é melhor observar a história da doença e o resultado das medidas eficazes de outros países, antes que seja tarde. “Se nada for feito, a coisa pode ser terrível. Vamos ter uma epidemia, ela vai crescer. Já não estamos na fase de contenção, de evitá-la, mas de suavizar efeitos, reduzir o número de pessoas atingidas”, diz Roberto Kraenkel, professor do Instituto de Física Teórica da Unesp e estudioso do comportamento de epidemias. Dal Ben diz que existe uma janela de tempo para a adoção das medidas restritivas. “Nem pode ser tão cedo, pois a restrição não pode durar muito, nem tão tarde que a epidemia esteja descontrolada e os hospitais sobrecarregados. ” Kraenkel explica que o início da epidemia é o instante mais crítico. “Se ele for muito forte, pode haver um número de casos tal que o sistema de saúde não aguente, como usar o metrô na hora do rush —não tem como entrar no vagão”. Quando então deve começar a restrição, o “lockdown”? “O mais cedo possível”, diz Kraenkel. Para Dal Ben, daqui a duas semanas ou dias além disso. Struchiner concorda em parte. Acha que a restrição deve começar em uma semana, duas no mais tardar. Acha mesmo que, em tese, é possível um esforço de erradicação do vírus. Isto é, um “lockdown” que durasse o tempo da incubação da doença com o período de contágio, uns 25 dias, por exemplo. Seria uma medida de interrupção da cadeia de contágio. Não é uma proposta, necessariamente, mas um exemplo do que pode ser pensado a respeito do controle da epidemia. “O coronavírus da Sars, em 2003 foi erradicado”, diz. Dal Ben e Struchiner lembram também que o número de casos já é maior do que aquele que aparece nas estatísticas. Possivelmente, a discrepância entre o que se sabe e o número de doentes é maior do que na China ou em outros países da Ásia, onde os controles e testes foram maiores. O epidemiologista Expedito Luna, professor do Instituto de Medicina Tropical da USP, avalia que as medidas adotadas pelo governo têm sido claras e têm evitado pânico. Para ele é positivo o exemplo da Coreia do Sul, que faz testagem ampliada para diagnóstico do novo coronavírus. O país, apesar de ser o quarto com mais casos identificados (7.979, atrás de China, Itália e Irã), tem apenas 66 mortes (o Irã, com 11.364 casos, tem 514). “É uma estratégia interessante, mas o Brasil não teria essa capacidade. O diagnóstico de doenças infecciosas, como dengue, zika e influenza, é uma velha debilidade da rede pública de saúde.” Ainda assim, Luna avalia como positivas as medidas tomadas pelo governo, como estímulo ao isolamento domiciliar de pessoas com sintomas e de estrangeiros que chegam ao país. “Ainda estamos tateando. O clima tropical também molda a transmissão de agentes por via respiratória. Tradicionalmente não há epidemias de gripe por aqui do mesmo porte dos países temperados”. Em São Paulo, maior estado e centro de trânsito de passageiros internacionais do país, as discussões são dominadas por ora por David Uip, infectologista e ex-secretário estadual da Saúde, com o aval do governador João Doria (PSDB). Até aqui, Uip tem dito que não é preciso tomar medidas draconianas. À Folha Doria disse que seguirá a opinião da área de saúde do governo e que não teme críticas caso as medidas tomadas se mostrem insuficientes. “Decido com razão, não emoção”, disse. A depender do cenário, o Ministério da Saúde não descarta medidas como restrição de voos e fechamento de fronteiras, diz o secretário de vigilância em saúde do ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, mas por ora essas medidas estão descartadas. Especialistas que fazem parte do comitê de contingência do coronavírus em São Paulo não foram consultados sobre a estratégia gradualista do governo paulista, que teria sido adotada por recomendação do Ministério da Saúde. Um integrante do comitê estadual disse que nunca viu nada parecido, que as pessoas de Brasília queriam reinventar a roda. Foi uma medida unilateral do ministério e ninguém conversou sobre isso com o comitê nem apresentou argumentos que justificassem a estratégia, afirmou. Colaboraram Natália Cancian, de Brasília, e Cláudia Collucci e Phillippe Watanabe, de São Paulo Colaboraram Natália Cancian, de Brasília, e Cláudia Collucci e Phillippe Watanabe, de São Paulo

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 14/03/2020 às 00h00

Nos prontos-socorro de dois dos principais hospitais particulares de São Paulo, só uma palavra pairava na noite de ontem: coronavírus. A pandemia de covid-19 tomou também a emergência dos hospitais 9 de julho e Sírio-Libanês. Ao acompanhar o movimento dos prontos-socorros na noite de sexta, o UOL pôde constatar que a preocupação com o vírus tomava 90% dos pacientes. Eram raros os que chegavam à triagem e não diziam que gripe, febre, dor de cabeça, dificuldades para respirar, coriza ou tosse estavam entre os sintomas que os levaram até ali. Em conversas informais, funcionários contaram que este movimento se intensificou desde a última quinta (12). "Hoje, [suspeita de coronavírus] foi praticamente só o que a gente ouviu", contou uma funcionária. O procedimento nos dois hospitais é o mesmo: o paciente entra e vai para a triagem. Caso não preencha os requisitos, é encaminhado para o procedimento comum. Caso apresente todos sintomas, torna-se caso suspeito. Ainda mais se a pessoa teve contato com algum caso confirmado. Como M.C.*, 32, que estava com tosse seca havia quase uma semana e teve febre no dia anterior. Na manhã da sexta, o teste de um amigo próximo deu positivo. "Eu já estava com medo, agora tenho quase certeza. A cabeça está pesada", contou. Antes de colocar a máscara, era possível ver vermelhidão em toda a região nasal. Máscaras cirúrgicas e lenços de papel eram itens comuns nas salas de espera. O som de tosses e espirros se destacavam no silêncio hospitalar, interrompido também pelos anúncios do número de chamada. O uso da máscara pelos profissionais na recepção era obrigatório. Como protocolo, os dois hospitais também forneciam os utensílios aos pacientes que indicavam os sintomas. A grande maioria das pessoas acompanhadas pela reportagem não tinha todos os sintomas do vírus. Parte apresentava febre, sem problemas respiratórios, parte tosse ou coriza, sem febre. "As pessoas estão superalarmadas, hoje deu para ver. Elas querem ter certeza [se têm ou não o vírus], né? Então está movimentado", comentou um funcionário, em conversa informal. Natali Pina, 28, é um dos casos que não tem todos os sintomas, mas, por apresentar quadro de gripe desde o Carnaval, preferiu fazer o exame. Ela trabalha como guia turística para estrangeiros na cidade, o que ajuda a acender o sinal de alerta. "Não tive febre, mas sinto uma virose desde o Carnaval. Antes achava que era isso, mas não passou. No meu trabalho tem muito estrangeiro, né? Hoje eu tossi e tive que falar 'pessoal, não é coronavírus', mas, como está demorando, preferi dar uma olhada", contou. A filha da aposentada H.A, 78, também não apresenta todos os sintomas, mas passou o dia com uma forte tosse e decidiu ir ao hospital. "Nós não vínhamos, mas ela tossiu tanto que achamos mais fácil. A gente mora lá na Zona Norte, depois para voltar seria muito trabalho..., mas eu não devia nem estar aqui, né? Por causa da minha idade", refletiu a aposentada, que usava máscara cirúrgica. Ao longe, ouvia-se uma tosse forte. “Está ouvindo? É ela, tadinha. Mas até agora não teve febre, não. Tanto que nem encaminharam ela lá para dentro", contou. Muitas máscaras na rua. Os dois hospitais ficam a cerca de três quarteirões de distância no centro expandido da capital paulista. O funcionário de uma farmácia entre eles diz que o número de pessoas com máscaras cirúrgicas (e à procura delas) explodiu nos últimos dois dias. Eliana da Silva, gerente de uma lanchonete também localizada entre ambos, teve a mesma percepção. "Agora você vê muito mais [pessoas com máscara]. Elas não chegam a entrar, mas passam na rua o dia todo", contou à reportagem. "Espero que vá logo embora esse coronavírus. Já deu!", reclamou. No período da noite, a reportagem não teve a mesma percepção. "De dia é assim ó", disse Eliana, fazendo o sinal de lotação com as mãos. * Algumas pessoas ouvidas pela reportagem pediram que seus nomes fossem suprimidos para não alarmar familiares.

BOL
Data Veiculação: 14/03/2020 às 00h00

Nos prontos-socorro de dois dos principais hospitais particulares de São Paulo, só uma palavra pairava na noite de ontem: coronavírus. A pandemia de covid-19 tomou também a emergência dos hospitais 9 de Julho e Sírio-Libanês. Ao acompanhar o movimento dos prontos-socorros na noite de sexta, o UOL pôde constatar que a preocupação com o vírus tomava 90% dos pacientes. Eram raros os que chegavam à triagem e não diziam que gripe, febre, dor de cabeça, dificuldades para respirar, coriza ou tosse estavam entre os sintomas que os levaram até ali. Em conversas informais, funcionários contaram que este movimento se intensificou desde a última quinta (12). "Hoje, [suspeita de coronavírus] foi praticamente só o que a gente ouviu", contou uma funcionária. O procedimento nos dois hospitais é o mesmo: o paciente entra e vai para a triagem. Caso não preencha os requisitos, é encaminhado para o procedimento comum. Caso apresente todos sintomas, torna-se caso suspeito. Ainda mais se a pessoa teve contato com algum caso confirmado. Como M.C.*, 32, que estava com tosse seca havia quase uma semana e teve febre no dia anterior. Na manhã da sexta, o teste de um amigo próximo deu positivo. "Eu já estava com medo, agora tenho quase certeza. A cabeça está pesada", contou. Antes de colocar a máscara, era possível ver vermelhidão em toda a região nasal. Máscaras cirúrgicas e lenços de papel eram itens comuns nas salas de espera. O som de tosses e espirros se destacavam no silêncio hospitalar, interrompido também pelos anúncios do número de chamada. O uso da máscara pelos profissionais na recepção era obrigatório. Como protocolo, os dois hospitais também forneciam os utensílios aos pacientes que indicavam os sintomas. A grande maioria das pessoas acompanhadas pela reportagem não tinha todos os sintomas do vírus. Parte apresentava febre, sem problemas respiratórios, parte tosse ou coriza, sem febre. "As pessoas estão superalarmadas, hoje deu pra ver. Elas querem ter certeza [se têm ou não o vírus], né? Então está movimentado", comentou um funcionário, em conversa informal. Natali Pina, 28, é um dos casos que não tem todos os sintomas, mas, por apresentar quadro de gripe desde o Carnaval, preferiu fazer o exame. Ela trabalha como guia turística para estrangeiros na cidade, o que ajuda a acender o sinal de alerta. "Não tive febre, mas sinto uma virose desde o Carnaval. Antes achava que era isso, mas não passou. No meu trabalho tem muito estrangeiro, né? Hoje eu tossi e tive que falar 'pessoal, não é coronavírus', mas, como está demorando, preferi dar uma olhada", contou. A filha da aposentada H.A, 78, também não apresenta todos os sintomas, mas passou o dia com uma forte tosse e decidiu ir ao hospital. "Nós não vínhamos, mas ela tossiu tanto que achamos mais fácil. A gente mora lá na Zona Norte, depois para voltar seria muito trabalho... Mas eu não devia nem estar aqui, né? Por causa da minha idade", refletiu a aposentada, que usava máscara cirúrgica. Ao longe, ouvia-se uma tosse forte. “Está ouvindo? É ela, tadinha. Mas até agora não teve febre, não. Tanto que nem encaminharam ela lá para dentro", contou. Muitas máscaras na rua. Os dois hospitais ficam a cerca de três quarteirões de distância no centro expandido da capital paulista. O funcionário de uma farmácia entre eles diz que o número de pessoas com máscaras cirúrgicas (e à procura delas) explodiu nos últimos dois dias. Eliana da Silva, gerente de uma lanchonete também localizada entre ambos, teve a mesma percepção. "Agora você vê muito mais [pessoas com máscara]. Elas não chegam a entrar, mas passam na rua o dia todo", contou à reportagem. "Espero que vá logo embora esse coronavírus. Já deu!", reclamou. No período da noite, a reportagem não teve a mesma percepção. "De dia é assim ó", disse Eliana, fazendo o sinal de lotação com as mãos. * Algumas pessoas ouvidas pela reportagem pediram que seus nomes fossem suprimidos para não alarmar familiares.

A TRIBUNA/VITÓRIA | Reportagem Especial
Data Veiculação: 12/03/2020 às 06h31

MEC admite suspender aulas

Ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que as escolas precisam ter um plano para que alunos estudem pela internet

Elianc Proscholdt Lucas Rezende Vinícius Guidoni

Diante a pandemia do novo coronnvirus. O ministro da Educação. Abraham Weintraub. Disse que as escolas precisam ter pronto um plano de aulas remotas e que a pasta está se preparando para suspensão de aulas.

"Manda aulas para os alunos, disponibiliza o e-mail. YouTube. Skvpe. Internet, para evitar aglomeração. Evitar transmissão mais aguda do coronavirus", disse por meio de video.

Para o ministro, é importante que escolas e faculdades pensem em um "cenário de contingência” e se preparem para "medidas emergenciais pontuais".

Weintraub sugeriu também trabalho remoto de funcionários e mudança do período de férias em universidades e institutos federais.

Paralelo a isso. O Ministério da Saúde (MS) analisa a possibilidade de antecipar férias escolares. Outra opção em estudo é adiantar o período de férias de dezembro para os meses de inverno.

No Estado, a Faculdade Pio XII ainda não alterou o calendário, mas o diretor-geral. Luciano Villaschi Chibib. Se mostrou disponível a acatar a sugestão do Ministério da Saúde, de aumentar o período de férias em julho.

A Universidade Federal do Espírito Santo, o Instituto Federal do Espírito Santo com a Secretaria de Educação de Cariacica aguarda orientações do MS para tomar decisões. Já a Secretaria de Educação da Serra vai seguir todas as orientações do MS. A Secretaria de Estado da Educação e a Prefeitura de Vila Velha disseram que o calendário letivo está mantido A Prefeitura de Vitória não respondeu até o fechamento da edição O superintendente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Estado, Geraldo Diório. Disse que as instituições privadas estão seguindo o protocolo do Ministério da Saúde e adotando medidas preventivas. Mas. Segundo ele. Se tiver alguma nova determinação para mudar o calendário escolar. Não tem como discutir.

Em São Paulo, a Pontifícia Universidade Católica confirmou dois casos de coronavirus em alunos. Na Universidade de São Paulo, um aluno de Geografia está infectado.

O governado do Distrito Federal vai decretar a suspensão das aulas na rede pública e privada por cinco dias. Além de eventos que exijam licenças do governo local.

CUIDADO ESPECIAL

Creche intensifica higiene de alunos

Preocupada com o surto do coronavirus, a creche Pio XII, em Itapuã. Vila Velha, adotou medidas para evitar ao máximo a exposição das crianças durante o período que ficam no local. Esterilização de móveis o boa higiene dos alunos foram algumas das ações adotadas pelos

Funcionários.

‘A limpeza é feita com álcool 70% cm colchões, camas, mesas com cadeiras. Há cuidado especial com os brinquedos, que são imersos cm cloro por um período. C depois higienizados novamente’, explica a professora Priscila Lavigno.

Além da higiene, segundo a diretora Solainc Chibib, se alguma criança fica doente, ela c afastada c retoma quando o pediatra autoriza.

Já os brinquedos maiores, que não podem ser lavados, a creche optou por tirar de circulação, pois os bebês costumam colocar a boca.

País tem 69 infectados e Estado aguarda 35 resultados

O Brasil já soma 69 casos confirmados do novo coronavirus. À tarde o Ministério da Saúde confirmou 52 casos, mais tarde a Bahia registrou mais um e o hospital Albert Einstein. Em São Paulo, divulgou a confirmação de outros 16 novos casos também à tarde.

Assim, o cenário atual é: Espírito Santo (1). São Paulo (46 casos). Rio de Janeiro (13). Bahia (3), Rio Grande do Sul (2). Distrito Federal (2). Alagoas (1) e Minas Gerais (1).

O Espirito Santo contabiliza 35 casos suspeitos, que possuem vinculo de viagem ao exterior. A reportagem apurou que uma mulher está internada em isolamento com suspeita de coronavirus em um hospital particular de Colatina.

Ela retomou de uma viagem à Itália. Lá. Teria ficado parada por cerca de 10 horas no aeroporto de Roma. Onde teria tido o contato com um tio. Como ela apresentou sintomas de gripe, não pode seguir viagem, e retornou ao Pais e encontra-se em Isolamenta

A única confirmação de paciente infectado foi de uma mulher de Vila Velha, de 37 anos. Que já é considerada curada está liberada para circular normalmente pelas ruas. Ela ficou em isolamento domiciliar por cerca de 15 dias.

Declarada pandemia global

SAIBA MAIS

CORONAVÍRUS

No Espírito Santo

1CAS0 CONFIRMADO 3S CASOS EM INVESTIGAÇÃO 24 CASOS DESCARTADOS

ENTENDA A OIFERE

0 casos capixaba

> mulher. 37anos.

Moradora de Vila Velha

> VIAJOU para a Itália durante K) dias

> ESTA CURAOA desde terça-feira (10)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu declarar que há uma pandemia do novo coronavirus em curso no mundo.

Pandemia compreende um número de casos de uma doença acima do esperado, sem respeitar limites entre países ou continentes.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Disse que a OMS demorou a reconhecer pandemia.

'Teimaram comigo Falei: é uma pandemia. e. desde a semana passada-

TEOROS Adhanom: ações agressivas

O Brasil já trata como pandemia. Porque era óbvio. Se você tem uma transmissão sustentada em tantos países, como vou ficar procurando pais por pais. Quem veio de onde? ” Questionou.

Segundo ele. Com a declaração de pandemia. A ideia é que o País passe a usar como critério para identificar casos a ocorrência de sintomas e histórico de qualquer viagem internacional, além do contato com casos confirmados.

O diretor-geral da OMS. Tedros Adhanom Ghebrevesus pediu ações mais agressivas. "Nas últimas duas semanas, o número de casos de Covid-19 fora da China cresceu 13 vezes e o número de países afetados triplicou. Há agora mais de 118 mil casos cm 114 países e 4.291 pessoas perderam suas ridas". Disse.

Ghebrevesus afirmou que se espera que esses números cheguem a níveis ainda mais altos nas próximas, mas semanas.

O diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da entidade. Mike Ryan. Afirmou que o reconhecimento da situação como uma pandemia não mudará o planejamento da OMS.

Pandemia

> Compromete de um número de casos de doença acima do esperado, sem respeitar limites entre países ou continentes.

Epidemia

>. É o aumento do número de casos de determinada doença, muito acima do esperado e não delimitado a uma região.

Endemia

>. É a ocorrência de certo número de casos controlados cm determinada região.

Surto

> é um aumento repentino do número dos casos uma doença dentro delimites muito restritos, como uma série de casos de rubéola cm uma creche. Vários indivíduos com conjuntivite cm um quartel ou vários bebés com infecção respiratória cm um berçário de hospital.

> TAMBÉM pode ser assim considerado aumento do número de casos de uma doença com uma área específica, considerada livre da mesma.

EXAMES NO ESTADO

Está previsto para a próxima semana o início das análises do Covid-19 nos pacientes do Estado. Durante esta semana, uma equipe do Laboratório Central de Saúde Pública do Espirito Santo (Laccn/ES) está passando por treinamento na Fiocruz. 0 resultados do teste sairão em até 24 horas.

CORONAVIRUS

Ação na Justiça em Vila Velha para isolar paciente

A recusa de um paciente adulto, morador de Vila Velha. Com suspeita de contágio por coronavírus (Covid-19) em manter-se cm isolamento domiciliar levou o Ministério Público do Estado do Espirito Santo (MPEES) a entrar na Justiça.

Por meio da Promotoria de Justiça da Saúde de Vila Velha, o Ministério Público informou que ajuizou ação com um pedido de isolamento domiciliar e realização de exames.

JARBAS RIBEIRO: exames

Que se fizerem necessários.

A decisão foi tomada depois que a Secretaria Municipal de Saúde entrou com requerimento junto ao Ministério Público para adoção urgente de medidas legais do Poder Judiciário "em razão do risco de contágio de seus contatos próximos e à coletividade em geral".

Em oficio à 5a Promotoria de Justiça Cível de Vila Velha, o secretário municipal de Saúde. Jarbas Ribeiro de Assis Júnior, informou que a medida é prevista em protocolodo Ministério da Saúde e no Código Penal Brasileiro, até que se concluam os resultados dos exames específicos já realizados no paciente.

O documento esclarece, ainda, que resultado parcial emitido polo Laboratório Central (Lacon) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) exclui o contágio por gripe influenza e vírus respiratórios, "o que mantém a suspeita por infecção

Por SARS-CoV 2 (novo coronavirus). Evidenciando a medida preventiva de Isolamento domiciliar”.

RESISTÊNCIA

Segundo a Prefeitura de Vila Velha. Todas as orientações foram devidamente repassadas ao paciente, sobretudo quanto ao risco de contágio de pessoas de seu relacionamento e da população como um todo, pela médica infectologista da Vigilância Epidemiológica que acompanha a casa

O paciente viajou recentemente para vários países onde se constatou a circulação do coronavírus -. Mas resistiu às orientações quanto à necessidade de isolamento domiciliar alegando que iria manter suas atividades normais. Inclusive, frequentando seu ambiente de trabalho.

O resultado final dos exames depende de análise da Fiocruz.

LEONY. Leandro. Mary com Luiza aprovaram medidas de prevenção com empresa

Prefeitura monitora 75 estrangeiros

Empresas adiam viagens e liberam trabalho em casa

Setenta e cinco estrangeiros de diferentes países estão sendo monitorados diariamente no Estado.

O grupo fica em solo capixaba até. Pelo menos, sábado, quando termina o Pan-Americano de Parapente cm Baixo Guandu, a 186 quilômetros de Vitória.

Os estrangeiros estão hospedados cm hotéis de Baixo Guandu. Noroeste do Estado, e na vizinha Aimorés, já em território mineiro.

O monitoramento individual acontece desde que eles chegaram ao Estado. Foi montada um estro-

ATLETAS com competição

Traem Baixo Guandu.com médico e enfermeiros, para observar o estado de saúde deles quando desembarcaram e fazer um acompanhamento.

“Todos os dias. Pela manhã, a partir de 7h30. Eles são monitorados. Sobretudo em relação à temperatura, já que a febre é um dos sintomas para o coronavírus”. Explicou Terezinha Bolzani. Secretária municipal de Saúde.

Para chegarem à rampa de voo livre, os estrangeiros precisam passar pelo monitoramento.

Nas medidas de prevenção para evitar disseminação do coronavíros. Empresas no Estado estão mu dando a rotina e liberando empregados para trabalhar de casa se tiver sintoma da doença, cancelando viagens, e outras alternativas.

A EDP vai adotar um rodízio semanal preventivo. Todos os colaboradores do Espírito Santo serão divididos cm três grupos: os dois primeiros serão divididos entre dois escritórios com endereços diferentes e um terceiro ficará em home office.

A cada semana, haverá uma rotação e um grupo diferente ficará em home office. () novo esquema de trabalho será iniciado 11a próxima segunda-feira.

Na Heach Brasil, viagens foram canceladas para os EUA e Alemanha. Na sede da empresa, na capital. Foi disponibilizado álcool em gel e se alguém apresentar sintomas. Poderá trabalhar em home office. Na equipe, as medidas foram aprovadas, a exemplo de Leandro Garcia Crava de 21 anos. Leony Nobre. 25. Luiza Ferreira. 22. e Mary Mendonça. 45.

O analista de Gestão de Pessoas Sênior da PBA Stones. Matheus Dias Rezende Medeiros, diz que a

PASSAGEIROS

Preocupação no carro

Atuando no Aeroporto de Vitória. 0 motoristas de aplicativo Guilherme Augusto. 27. atendeu um passageiro que chegava de São Paulo que pediu corrida para Vila Velha. Como o cliente tossia muito que estava gripado, pediu a de que abrisse as janelas. Por precaução. Guilherme não tinha preocupação com 0 coronavírus. Mas disse que agora vai providenciar máscara com álcool com gel.

Empresa trabalha em informações internas de prevenção, além de cancelar viagens para países mais afetados, como China e Itália.

A ArcelorMittal Tubarão tem orientado seus empregados a evitarem viagens não urgentes para países onde um surto tenha ocorrido ou com escala nessas regiões, e priorizado a realização de encontros por videoconferência. O home office está previsto para casos de contingência.

A Vale afirma que vem tomando, desde o final de janeiro, todas as medidas necessárias para apoiar a prevenção da doença cm seus locais de trabalho. Um comitê de crise técnico e outro executivo foram criados para gerir as ações decorrentes da pandemia.

Para garantir a segurança de todos. As viagens não-essenciais global mente foram canceladas ou adiadas por tempo indeterminado, valendo o mesmo para eventos.

Além disso, todos os funcionários da Vale que retornarem de viagens internacionais estão instruídos a entrar em contato com a equipe de saúde da empresa por telefone antes de retomar às atividades, mesmo não apresentando nenhum sintoma do vírus.

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SAIBA MAIS

CORONAVÍRUS

907 935

No Brasil

69 CASOS CONFIRMADOS

46 EM SÃO PAULO 1 NO ESPÍRITO SANTO 13 NO RIO 06 JANEIRO 3 NA BAHIA

CASOS

SUSPEITOS

CASOS FORAM DESCARTADOS

ALAGOAS

2 NO DISTRITO FEOERAL 1 EM ALAGO AS

1 EM MIN AS GERAIS

2 NO RIO GRANDE 00 SUL

• 8AMU

>

SINTOMAS

> OS SINAIS com sintomas são. Principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem causar infecção do trato respiratório inferior, como pneumonia. Os principais são sintomas são:

Dificuldade para Inflamação na Cansaço respirar garganta

TRANSMISSÃO DO CORONAVÍRUS

> A CONTAM inação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo.

> QUALQUER PESSOA que tenha contato próximo (cerca de 1 metro) com alguém com sintomas respiratórios está cm risco

De ser exposta à infecção.

> A TRANSMISSÃO costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como: goticulas de saliva. Espirro, tosse, catarro, entre outros.

—‘Fiz santo

PREVENÇÃO

> LAVAR as mãos frequentemente com água e sabonete por. polo menos. 20 segundos. Só não houver água com sabonete. Usar desinfetante para as mãos à base de álcool.

> EVITAR tocar nos olhos, nariz com boca com as mãos não lavada».

> EVITAR CONTATO com pessoas doentes.

> COBRIR BOCA com nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel 0 jogar no lixo.

Forno: Místico da Saúde. Secretario do Estado da Saúde do Hospital Albert Einstein

CORONAVIRUS

Casos vão disparar no País, alerta o governo

Previsão do Ministério da Saúde é de que, até o final do mês, registros da doença tenham aumento significativo

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavirus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência que usem recursos e pessoal envolvidos hoje cm projetos desenvolvidos no Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentaremos da pandemia.

O Brasil registra 69 casos confirmados da infecção. No pior cenário. A previsão do ministério é que em até duas semanas e meia. O País tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam nesse nível por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde. Luiz Henrique Mandetta.em reunião em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sirio-I.ibanés. Albert Einstein. Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional (Proadi) do SUS. O maior projeto público-privado na área da saúde no País.

Existente desde 2009. Ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

"Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos. Nos resguardarmos de estrutura e pessoas c redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise do coronavirus. Para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos", diz o médico Paulo Chapchap. Diretor-geral do Sirio-Libanés.

Um dos projetos do Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS é o "Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS.

"Naqueles hospitais onde estou fazendo o 'Lean', vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos". Explica o diretor.

Segundo Paulo Chapchap. Diretor do hospital Sirio-Libanês, a orientação é que. Caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho, entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavirus.

MINISTRO Mandetta prevê aumento da demanda por atendimento hospitalar

ALEXANDRE RODRIGUES PRESIDENTE DA SOC. DE INFECTOLOGIA DO ES

“Em 80% dos casos, vírus é leve”

Internação à força no Rio

São muitas dúvidas sobre o novo coronavirus, mas o presidente da Sociedade de Infectologia do Espírito Santo, Alexandre Rodrigues da Silva, deu uma notícia que pode trazer um certo alivio às pessoas.

De acordo com ele. Em 80% dos casos, o novo coronavirus se manifesta de forma leve e em 20%. Mais graves.

A TRIBUNA O inverno pode contribuir para retransmissão do novo coronavirus?

ALEXANDRE RODRIGUES DA SILVA Sim. Com o frio, existem mais pessoas confinadas em ambientes fechados.

Embora no Brasil o clima seja mais ameno, devido ao inverno mais rigoroso, em São Paulo e na região Sul já ocorrem mais casos de doenças respiratórias, incluindo infecções virais.

> quem já foi acometido por esse vírus pode voltara a contrair ou já está livre?

Provavelmente, quem tiver a infecção estará protegido de reinfecção devido à produção de anticorpos, embora já tenha tido relato de infecção, fato este que tem de ser confirmado em novos estudos.

> Há, de fato, um real motivo para toda essa preocupação? Por exemplo, de rever o calendário escolar, de funcionários estarem sendo liberados para trabalharem de casa?

Em algumas situações, sim. Se em uma empresa ou escola existir uma maior disseminação do vírus, isto pode significar que as outras medidas de prevenção não funcionaram. A grande preocupação é de que.com a maior circulação do vírus. O mesmo infecte idosos (mais de 80 anos) ou portadores de cor.

Morbidades (cardiopatas. Diabéticos e outros) que apresentam maior risco de morte.

> O ministro da Educação disse que o MEC está se preparando para a suspensão de aulas por conta do coronavirus. É uma medida importante para o País com, consequentemente para o Espirito Santo?

Acho que vai depender do momento e da situação. É uma situação difícil de definir. Vai depender, é difícil saber a dimensão. Tem de ver se a fonte da disseminação vem do ambiente escolar. Pode ser

Com o frio, existem mais pessoas confinadas em ambientes fechados. Isso pode contribuir para a transmissão do vírus.

Que isso ocorra em São Paula por conta do número de casos, mas não ocorra em outros estados.

A importância maior são as estratégias serem discutidas. Como é uma doença que. Diariamente muda alguma coisa, o plano de ação de hoje pode mudar para amanhã.

> Como a doença se manifesta?

Na China, onde a população acima de 80 anos representa 1.8% da população. 80% dos casos apresentaram sintomas leves semelhantes uma gripe, enquanto 20% evoluíram em formas mais graves. Neste grupo de idosos, a letalidade chegou a 15%.

Já na Itália, essa população já representa cerca de 7%. Então, na Itália temos um número maior de idosos suscetíveis.

Aqui no Brasil, a população acima de 80 anos representa 1.7%. Então, por enquanto, não dá para comparar com outros países.

Com o Rio de Janeiro tendo o segundo maior número de casos de coronavirus no País, o governador Wilson Witzel publicou um decreto permitindo isolamento compulsório e o uso da rede particular.

No documento. Witzel prevê a possibilidade da requisição de hospitais e profissionais da saúde privada para viabilizar o tratamento e a contenção da propagação do vírus. Nesses casos, a unidade utilizada receberia posteriormente uma indenização.

O ato também define que. Caso o paciente se recuse a cumprir períodos de isolamento quarentena ou exames, os órgãos competentes deverão adotar medidas judiciais.

Há cerca de duas semanas, um casal de franceses foi obrigado pela Justiça a permanecer internado em Paraty aguardando o resultado

O presidente dos Estados Unidos. Donald Trump anunciou que o pais está suspendendo a entrada de iodos os viajantes vindos da Europa por um» período de 30 dias. A partir da noite de amanhã. A única exceção será para o Reino Unido.

Já a NBA. Sigla em inglês para Associação Nacional de Basquete americana, suspendeu toda a temporada de jogos.

Há mais de mil casos de Covid19. E 37 pessoas morreram nos EUA devido à doença. Trump acusou a Europa de não ter tomado as medidas necessárias contra o vírus.

ATOR

O ator Tom Hanks e sua multar, a atriz Rita Wilson, testaram positivo para o coronavirus, segundo o site Deadline. Eles estavam na Austrália.

Dos testes, porém, no fim. Não estavam contaminados. A pessoa que desobedecer às medidas determinadas pelo governo pode. Ainda, responder a processo criminal.

GOVERNO

O chefe da Secretaria Especial de Comunicação Fabio Wajngarten. Está com suspeita de coronavírus. Segundo a Folha de S. Paulo.

Ele acompanhou o presidente Jair Bolsonaro em visita a Miami (EUA) na última semana. Wajngarten realizou nesta quarta-feira (11) e receberá os resultados hoje.

Durante uma viagem de quatro dias aos EUA. Bolsonaro se reuniu com empresários e jantou com Donald Trump. No sábado (7).

Em sua conta no Twitter. Fabio Wajngarten negou as informações.

Itália para gravações do filme ainda sem nome sobre Elvis Presley.

Já na Itália, o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte aumentou as restrições de Isolamento para combater o surto, depois que dados mostraram que a Itália registrou a maior alta diária no número de mortos de qualquer pais desde o início da pandemia. Já são 10.149 casos e 827 mortes.

Em um pronunciamento televisionado ao pais, Conte disse que todas as lojas ficariam fechadas, com a exceção de supermercados, lojas de alimentos e farmácias, e que as empresas devem fechar os departamentos que não sejam essenciais para a produção Serviços como salões de beleza também serão fechados, assim como todos os bares e restaurantes.

ALEXANDRE RODRIGUES afirma que maior preocupação é com idosos

EUA barram voos da Europa

WEB

Casos de coronavírus devem crescer exponencialmente no Brasil nas próximas semanas, diz Ministério da Saúde

GAÚCHAZH./PORTO ALEGRE

WEB

Coronavírus chegou. Setor de TI vai fazer algo?

BAGUETE/PORTO ALEGRE

ZERO HORA/PORTO ALEGRE | outros
Data Veiculação: 12/03/2020 às 03h00

Ministro alerta para “20 semanas duras” O Ministério da Saúde atualizou o balanço dos casos de coronavírus no Brasil. Às 17h de ontem, a pasta informou que o número de pacientes contaminados subiu para 52. À noite, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou mais dois casos, um na Capital e outro em Caxias do Sul. Dessa forma, a quantidade chegou a 54 no país. A pasta divulgou que o Brasil tem 907 casos suspeitos e outros 935 foram descartados. São Paulo segue sendo o Estado com o maior número de pessoas com covid-19, com 30 pacientes. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (13), Bahia (2), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (2), Alagoas (1), Minas Gerais (1) e Espírito Santo (1). Em entrevista ao jornal Estadão, ontem, Mandetta disse que o país deve viver semanas “duras” devido à transmissão do novo coronavírus. - Vamos passar por isso. Vai ser duro. Vão ser mais ou menos umas 20 semanas duras - disse o ministro Além de mapear as unidades de saúde aptas a receberem possíveis pacientes, a equipe do ministério avalia montar hospitais de campanha, de acordo com o Estadão. Os estudos - que envolvem também a otimização da triagem da doença - devem ser finalizados até o fim da próxima semana. Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento da doença. Um deles é o Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. No pior cenário, a previsão do ministério é de que, em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam por mais oito semanas. Aumento nesse período, o governo estima grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita por Mandetta, em reunião em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi), o maior projeto públicoprivado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. - Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise (do coronavírus), para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos - diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o Lean nas Emergências, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. - Em hospitais onde há o Lean, vamos dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia - explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da doença é o Saúde em Nossas Mãos, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. - Vamos fazer o que for necessário. O ministério vai nos apontai' as necessidades e a gente vai tentar ajudar - afirma o médico. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é de que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) serão adiadas para que leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. GAÜCHAZH Veja estimativa de propagação da doença no país em gzh.rs/etc. Rodrigo Maia (E) e Luiz Henrique Mandetta anunciaram medidas ontem e divulgaram cumprimento sem as mãos.

O GLOBO/RIO DE JANEIRO | Geral
Data Veiculação: 12/03/2020 às 03h00

ESCALADA NO ESTADO Pico da doença no Rio deve ser em um mês, diz secretário página 37 EDILSON DANTAS País precisa de 3.200 novos leitos contra coronavírus Associação de Medicina Intensiva diz que, das 16 mil vagas em UTI para adultos no SUS, 95% estão ocupadas ANA LETÍCIA LEÃO E ELISA MARTINS sociedade@oglobo.com.br SÃO PAULO Com um cenário de transmissão comunitária do novo coronavírus no Brasil se avizinhando, segundo avaliação do Ministério da Saúde, os dados sobre disponibilidade de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no )aís preocupam: dos 16 mil eitos adultos existentes no Sistema Único de Saúde (SUS), 95%, ou 15.200, estão ocupados. Para suprir a crescente demanda em um cenário de avanço da epidemia no país, a capacidade deveria aumentar 20%, ou seja, seriam necessários ao menos 3.200 novos leitos de UTI. Os números são da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), consolidados por meio do projeto UTIs Brasileiras. Segundo Ederlon Rezende, membro do conselho consultivo da Amib e coordenador do projeto UTIs Brasileiras, o sistema de saúde pública está no limite. —Quando temos uma taxa de ocupação média como essa, podemos praticamente assumir que não há leitos disponíveis —avalia ele, que informa que, na rede privada, a ocupação nacional é de 80% de 16 mil leitos. Segundo recomendações da OMS e do Ministério da Saúde, explica Rezende, a taxa ideal de disponibilidade é de 10 a 30 leitos de UTI para cada 100 mil habitantes. Hoje, o SUS tem 10 leitos para 100 mil habitantes, porém preocupa a ocupação quase total. Na rede particular, acrescenta, a taxa é de 40 leitos para cada 100 mil habitantes. — Quando a atenção primária de saúde é boa, como é o caso de países ricos, UTIs podem ser menos necessárias. Mas, quando a saúde primária é ruim, como no Brasil, vamos precisar de mais—ressalta. Casos graves de coronavírus — mais frequentes em idosos e pessoas com deficiência de imunidade — necessitam internação em UTI com isolamento respiratório, principalmente pela chance de propagação da doença por gotículas. O cenário ideal, explica, seria um isolamento com sistema de pressão negativa, quando há aspiração das partículas do ar e menos risco de contaminação: — Se não há pressão negativa, os pacientes precisam ficar em espaços isolados, sem contato com pessoas não infectadas. Infelizmente, temos um percentual muito pequeno de UTIs preparadas para esse cenário. Ainda de acordo com o mapeamento do projeto UTIs Brasileiras, o Brasil possui um ventilador mecânico para cada leito de UTI. Os equipamentos são responsáveis por auxiliar os pacientes em casos de síndrome respiratória aguda, uma evolução grave do coronavírus. A taxa de ocupação do Receio. Máscaras no metrô de São Paulo: estado busca expandir vagas na UTI. Próximos 30 dias são decisivos para determinar como vírus vai se comportar equipamento, segundo Rezende, é de 50% no SUS e de 20% na rede privada. — Não acredito que vamos ter problemas em relação ao ventilador mecânico. Estamos bem nesse ponto. Além disso, ele não é fixo no leito, e pode ser removido para outro local —explica. ISOLAMENTO Em São Paulo, estado que concentra maior parte dos casos no país, autoridades de saúde buscam expandir a disponibilidade de UTIs de isolamento no SUS. — Hoje, o estado tem sete mil leitos de UTI no SUS, dos quais 500 são de isolamento para doenças transmissíveis (como o novo coronavírus), e estamos trabalhando para conseguir aumentar isso rapidamente — diz Paulo Menezes, responsável pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo. Estimativas de especialistas dão conta de que, em um cenário de evolução da epidemia, pode ser necessário o triplo de UTIs de isolamento para tratar casos graves da infecção no estado. Na tarefa de ampliar a disponibilidade, o plano de contingência de São Paulo considera ações como adaptar leitos de UTI para isolamento, com recursos específicos de ventilação e pressão negativa. Outra medida seria utilizar leitos de procedimentos eletivos (como recuperação de cirurgias) para abrigar pacientes graves com coronavírus. Também devem acontecer contratações de pessoal para trabalhar em leitos de UTI disponíveis, mas que não estão ativos principalmente por falta de recursos humanos no sistema do SUS. Autoridades de saúde conversam também com a rede particular para traçar ações combinadas. Especialistas dizem que os próximos 30 dias vão ser decisivos para entender se o vírus vai se comportar como no Hemisfério Norte, o que indicaria um aumento exponencial de casos no país. Hoje, o governador de São Paulo, João Doria, deve anunciar novidades para o atendimento de pacientes com coronavírus. Leitos devem ser reservados no Hospital das Clínicas e no Incor. Para o médico Alberto Chebabo, da Sociedade Brasileira de Infectologia, a Covid-19 pode pressionar o sistema de saúde logo. —Agora que passamos de 50 casos existe uma chance grande de amanhã já serem 80, e nas próximas semanas começar a transmissão comunitária em cidades como São Paulo e Rio —afirma. Segundo o infectologista, em breve o país ainda pode ter de tomar medidas mais duras, já adotadas em outros locais, como fechamento de escolas e cancelamento de eventos públicos. — Isso deve acontecer com o decorrer da epidemia nos próximos 15 a 30 dias — diz ele, com a ressalva de que é preciso escolher o momento com cuidado: — Não adianta fechar escolas se as igrejas continuarem funcionando ou tiver jogo no Maracanã. Os hospitais Oswaldo Cruz, HCor, Albert Einstein, Sírio Libanês e Moinhos de Vento, que fazem parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), vão colaborar na contenção do novo coronavírus. Entre as iniciativas acordadas com o Ministério da Saúde, estão “ações de telemedicina, suporte clínico e manejo de estratégias de prevenção e contenção da doença no país. (Colaboraram Rafael Garcia e Silvia Amorim)

O ESTADO ONLINE/FORTALEZA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 00h00

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. Reprodução O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. “Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. “Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. “Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ” Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. “Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ” O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. “Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. “Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. “A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar”, diz ele. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. “Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes”, afirma o diretor. Mais conteúdo sobre: Alerta Ministério

VALTER VIEIRA/ SALVADOR
Data Veiculação: 11/03/2020 às 00h00

O Ministério da Saúde estima que, nas próximas duas semanas, haverá um aumento exponencial de casos do novo coronavírus no Brasil.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, diante de tal projeção, a pasta pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

Até por volta das 7h50 desta quarta-feira (11), o Brasil registrava 34 casos confirmados de infecção pela covid-19. No pior cenário, a previsão do ministério é que, em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado expressivamente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. BAHIA.BA

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no país

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Data Veiculação: 11/03/2020 às 00h00

As agressões a jornalistas em Manaus O Ministério da Saúde alertou que nas próximas duas semanas e meia haverá um aumento de casos do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil. Por isso, cinco hospitais filantrópicos de excelência foram convocados para uma reunião sobre enfrentamento da epidemia. A estimativa é uma avaliação do pior cenário possível no país, com o aumento dos casos sendo exponencial por até oito semanas, após o pico. O Ministério da Saúde acredita que a demanda em hospitais vai aumentar e ainda mais com um momento em que se deve ter um aumento de casos de gripe por influenza. Com essa projeção, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Manieta, convocou uma reunião na última segunda-feira (9), com os gestores dos hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS). As instituições devem ficar em alerta para auxiliar e resguardar o Sistema Único de Saúde (SUS) no cenário projetado.

YAHOO!NOTÍCIAS /SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 00h00

O Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos que utilizem recursos e pessoal envolvidos em projetos do SUS sobre o novo coronavírus para enfrentar a doença. O governo projeta um aumento exponencial no número de casos nas próximas duas semanas e meia e que se manteriam estáveis por mais oito semanas. O Brasil, no momento, tem 34 casos confirmados. As informações são da Folha de S.Paulo.

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Nesse período, o governo avalia um aumento da demanda por atendimento hospitalar. Isso deve coincidir com o aumento de casos de gripe por influenza.

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A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na segunda-feira com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital do Coração e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

Leia também:

As instituições integram o Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS, projeto público-privado na área da saúde. Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem o objetivo de sanar o problema da superlotação e o tempo de espera nas emergências do SUS.

Ao jornal, o diretor-geral do Sírio-Libanês, Paulo Chapchap, falou que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, joelhos, entre outras), podem ser adiadas para que os leitos fiquem disponíveis para os contaminados pelo Covid-19. O hospital, aliás, já cancelou eventos e proibiu médicos de viajarem de avião.

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Ministro alerta para “20 semanas duras”

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Ministro da Saúde pede ajuda com coronavírus a hospitais privados

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Data Veiculação: 11/03/2020 às 00h00

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. – Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos – afirmou o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. – Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia – explicou o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. – Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar – apontou. Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. – Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime – disse. O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. – Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave – afirmou Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. – Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes – disse Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. – A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar – disse. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. – Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes – afirmou o diretor. *Folhapress 1 OMS declara oficialmente pandemia de coronavírus 2 China: Novo método promete detectar Covid-19 mais rápido 3 Previsão do PIB é reduzida por conta do novo coronavírus

ÚLTIMO SEGUNDO/IG/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 17h51

Prevendo aumento exponencial de casos do novo coronavírus nas próximas duas semanas e meia, o Ministério da Saúde solicitou auxílio a cinco hospitais privados filantrópicos para lidar com a crise. Instituições, que já possuem parceria público-privada com o Sistema Único de Saúde (SUS), ajudariam com recursos e pessoal.

Na última segunda-feira (9), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, realizou uma reunião sobre o coronavírus com líderes dos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre, segundo informação divulgada nesta quarta-feira (11), pela Folha de S. Paulo.

No encontro com o Ministério da Saúde, foi apresentado uma projeção que mostrou que, no pior cenário, deve haver aumento exponencial de casos do novo coronavírus no Brasil nas próximas duas semanas e meia. Segundo previsão, a elevação duraria oito semanas para a baixar.

O governo prevê que nesse período haja uma grande demanda por atendimento hospitalar. A época também coincide com o pico de casos de gripe, aumentando as necessidades. Dessa forma, pediu o auxílio para esses hospitais, que integram o projeto público-privado Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS).

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus ], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, explicou o diretor-geral do Sírio-Libanês Paulo Chapchap, à Folha de S. Paulo. “Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ”

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Coronavírus: governo projeta aumento exponencial no número de casos

YAHOO!NOTÍCIAS/SÃO PAULO

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

SÃO MIGUEL PARA TODOS

PRETO NO BRANCO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 15h00

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos.

“Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor.

Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país.

“Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ”

Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS.

“Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ”

O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus.

“Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap.

Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus.

“Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap

Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram.

Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%.

“A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar”, diz ele.

No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil.

“Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes”, afirma o diretor.

Folhapress

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

SÃO MIGUEL PARA TODOS

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

ACOPLAN/SÃO PAULO

SÃO MIGUEL PARA TODOS
Data Veiculação: 11/03/2020 às 14h14

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

FOLHAPRESS

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Ministro da Saúde pede ajuda com coronavírus a hospitais privados

ÚLTIMO SEGUNDO/IG/SÃO PAULO

GAÚCHAZH. /PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 11/03/2020 às 14h11

Diante de uma projeção de aumento de casos da nova corona vírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento da epidemia. Um deles é o Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é de que, em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

— Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise (do coronavírus), para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos — diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Um dos projetos do Proadi é o Lean nas Emergências, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos.

— Naqueles hospitais onde estou fazendo o "Lean", vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia — explica o diretor.

Mapa do coronavírus

Acompanhe a evolução dos casos por meio da ferramenta criada pela Universidade Johns Hopkins:

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Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o Saúde em Nossas Mãos, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país.

— Vamos fazer o que for necessário. Os 'gaps' (brechas) vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar — afirma o médico.

Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS:

— Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime.

O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus.

— Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave — afirma Chapchap.

Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus.

— Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes — diz Chapchap.

Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, que declarou quarentena devido ao vírus, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%.

— A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar —diz ele.

No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil.

— Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes — afirma o diretor.

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no país

BAHIA.BA/SALVADOR

IMPRESSO

Casos vão disparar no País, alerta o governo

A TRIBUNA/VITÓRIA

BLOG DO VALENTE/SANTO ANTÔNIO DE JESUS
Data Veiculação: 11/03/2020 às 14h01

A OMS (Organização Mundial da Saúde) decidiu, nesta quarta (11), declarar que há uma pandemia do novo coronavírus em curso no mundo. Com isso, o órgão reconhece que a doença está amplamente disseminada ao redor do planeta. De acordo com a OMS, o número de casos, mortes e países afetados deve subir nos próximos dias e semanas. Nas últimas duas semanas, o número de casos fora da China aumentou 13 vezes e o número de países afetados triplicou. O Brasil registra 36 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. (Diário do Nordeste)

BANDA B/CURITIBA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 13h17

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. (Foto: Divulgação) A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. “Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. “Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. “Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ” Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. “Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ” O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. “Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. “Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. “A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar”, diz ele. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. “Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes”, afirma o diretor.

FOLHA DE PERNAMBUCO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 13h15

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. "Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos", diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o "Lean nas Emergências", que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. "Naqueles hospitais onde estou fazendo o 'Lean', vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia", explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o "Saúde em Nossas Mãos", que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. "Vamos fazer o que for necessário. Os 'gaps' [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar." Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. "Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime." O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. "Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave", afirma Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. "Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes", diz Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. "A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar", diz ele. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. "Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes", afirma o diretor.

ACOPLAN/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 13h07

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia, relata a Folha de S.Paulo.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos.

“Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor.

Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país.

“Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ”

Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS.

“Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ”

O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus.

“Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap.

Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus.

“Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap

Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram.

Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%.

“A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar”, diz ele.

No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. “Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes”, afirma o diretor.

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

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Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

POLÊMICA PARAÍBA/JOÃO PESSOA

DL NEWS/SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 13h30

Ministério alerta hospitais sobre pico do coronavírus Ministério alerta hospitais sobre pico do coronavírus Por: FOLHAPRESS - CLÁUDIA COLLUCCI 11/03/2020 às 13:30 Brasil e Mundo SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais... SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. "Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos", diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o "Lean nas Emergências", que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. "Naqueles hospitais onde estou fazendo o 'Lean', vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia", explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o "Saúde em Nossas Mãos", que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. "Vamos fazer o que for necessário. Os 'gaps' [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar." Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. "Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime." O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. "Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave", afirma Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. "Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes", diz Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. "A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar", diz ele. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. "Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes", afirma o diretor. Publicado em Wed, 11 Mar 2020 13:00:00 -0300 Notícias Relacionadas

GAÚCHAZH./PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 11/03/2020 às 13h00

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. "Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos", diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês. Um dos projetos do Proadi é o "Lean nas Emergências", que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos. "Naqueles hospitais onde estou fazendo o 'Lean', vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia", explica o diretor. Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o "Saúde em Nossas Mãos", que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país. "Vamos fazer o que for necessário. Os 'gaps' [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar." Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS. "Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime." O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus. "Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave", afirma Chapchap. Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus. "Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes", diz Chapchap Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram. Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%. "A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar", diz ele. No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil. "Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes", afirma o diretor.

PARAÍBA MASTER/PARAÍBA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 11h36

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza. A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Um dos projetos do Proadi é o “ Lean nas Emergências ”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos.

“Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor.

Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país.

“Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ”

Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS.

“Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ”

O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus.

“Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap.

Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus.

“Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap

Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram.

Por Paraíba Master com Folha de SP

PÁGINA DO ESTADO/CUIABÁ
Data Veiculação: 11/03/2020 às 10h24

DA REDAÇÃO Share Tweet. Casos de coronavírus devem aumentar no Brasil | Foto: Diculgação/China/AFP Ouça este conteúdo O Ministério da Saúde estima que os casos de coronavírus no Brasil aumentem em duas semanas e meia. Com isso, diz a Folha, a pasta mobilizou cinco hospitais filantrópicos de excelência no país para que utilizem contra o vírus recursos e pessoal envolvidos atualmente em projetos desenvolvidos no SUS. Uma reunião foi feita pelo ministro Luiz Henrique Mandetta na última segunda-feira com representantes dos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital do Coração (HCor) e Moinhos de Vento. O Brasil contabiliza 34 casos de coronavírus, segundo último boletim do ministério. Fonte: Gazeta do Povo – República DA REDAÇÃO Propaganda REPÚBLICA Publicados 34 minutos atrás em 11/03/2020 - 08:45h. Por DA REDAÇÃO. Sintomas do coronavírus incluem febre e mais um respiratório | Foto: AFP Ouça este conteúdo A XP Investimentos confirmou o segundo caso de coronavírus entre seus funcionários. O homem diagnosticado com o vírus na última terça-feira (10) esteve recentemente em viagem a Cuba e ao Panamá. Não há relação entre os dois casos na empresa. O colaborador está em casa e o estado de saúde dele é considerado bom. A empresa liberou o home office para os colaboradores que preferirem. O primeiro caso na XP foi registrado em 29 de fevereiro. Fonte: Gazeta do Povo – República Continue lendo Últimas Notícias JUDICIÁRIO NACIONAL 19 minutos atrás POLÍTICA MT 27 minutos atrás Geral 29 minutos atrás ENTRETENIMENTO 34 minutos atrás ENTRETENIMENTO 34 minutos atrás CATEGORIA JUDICIÁRIO NACIONAL 19 minutos atrás. Conteúdo da Página A pretensão de abstenção de uso de marca para comercialização de bens tem prazo prescricional deflagrado... POLÍTICA MT 27 minutos atrás. O senador de Vermont e pré-candidato democrata Bernie Sanders, durante comício em St. Louis, Missouri, na segunda-feira... Geral 29 minutos atrás Símbolo da libra esterlina, moeda britânica, em frente ao Bank of England, em Londres, em imagem de 2016 —... CATEGORIA ENTRETENIMENTO 34 minutos atrás Foi ao ar, na última terça-feira (10), mais uma edição de “Luciana By Night”, apresentado por Luciana Gimenez. O convidado... ENTRETENIMENTO 34 minutos atrás. Na noite da última terça-feira (10), Zilu Camargo atualizou sua conta no Instagram com um clique para lá de jovial.... ENTRETENIMENTO 34 minutos atrás.No último sábado (07), Diego Alemão se envolveu em uma briga na boate DC Club, no bairro do Itaim Bibi. CATEGORIA REPÚBLICA 34 minutos atrás. Sintomas do coronavírus incluem febre e mais um respiratório| Foto: AFP Ouça este conteúdo A XP Investimentos confirmou o... MUNDO 34 minutos atrás arrow-options Kentaro IEMOTO / Wikimedia Commons Poluição do ar em Pequim O chefe da agência meteorológica da Organização das Nações... JUDICIÁRIO NACIONAL 34 minutos atrás. 2ª Turma mantém medidas alternativas deferidas a investigados na Operação Ressonância Na sessão desta terça-feira (10), a Segunda Turma... CATEGORIA MUNDO 34 minutos atrás. Candidato democrata à presidência Joe Biden conseguiu uma boa vantagem sobre Sanders| Foto: Mandel NGAN/AFP Ouça este conteúdo O... ECONOMIA 49 minutos atrás arrow-options Marcelo Camargo/ABr Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na... REPÚBLICA 49 minutos atrás. Casos de coronavírus devem aumentar no Brasil| Foto: Diculgação/China/AFP Ouça este conteúdo O Ministério da Saúde estima que os... MAIS LIDAS DA SEMANA MULHER 7 dias atrás Delícias com Cacau e Café farão a alegria dos paulistanos de 27 a 29 de março na região da Avenida Paulista ATIVIDADE PARLAMENTAR 6 dias atrás Audiência pública apresenta metas fiscais do governo Geral 7 dias atrás Dia da Mulher: Mulheres incríveis que se reinventaram profissionalmente Geral 3 dias atrás Tia de Suzy relatou que sobrinha abusou de outras crianças REPÚBLICA 7 dias atrás Economia brasileira desacelera e fecha 2019 com alta de 1,1% MULHER 7 dias atrás Carlinhos Maia, fenômeno das redes sociais, promove seu primeiro curso a distância para influenciadores digitais Geral 7 dias atrás Mauro Mendes descarta apoio a Nilson Leitão por conta de reciprocidade REPÚBLICA 3 dias atrás Pacotão comercial e plantio de 1 trilhão de árvores: o que Bolsonaro e Trump negociaram nos EUA

CLAUDIO TOGNOLLI
Data Veiculação: 11/03/2020 às 10h24

Leia Aqui Antes Resumo dos jornais de quarta-feira (11/03/20) Editado por Chico Bruno Manchetes FOLHA DE S.PAULO: Ministério alerta hospitais sobre pico do coronavírus Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia. O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas, informa Cláudia Colluci. Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de coincidir com o pico de gripe por influenza. A projeção foi descrita por Luiz Henrique Mandetta (Saúde), em reunião na última segunda (9), com gestores de Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. As cinco instituições integram o Proadi-SUS, o maior projeto público-privado na área da saúde no país, que atua em diversas frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada. CORREIO BRAZILIENSE: Brasília terá Guarda Civil Distrital com 2 mil vagas A iniciativa de criação da força de vigilância é da Secretaria de Segurança Pública, que encaminhou a proposta de projeto de lei ao Executivo. Caso seja efetivada, a Guarda Civil ficará responsável pela proteção de monumentos e edificações públicas da capital. Como esse serviço é feito hoje pela Polícia Militar, integrantes da corporação poderiam ser liberados para reforçar o policiamento ostensivo na cidade. Para compor a nova tropa, a SSP sugere a abertura de concurso de nível médio, com 2 mil vagas e salário inicial de R$ 2,5 mil e de R$ 6,3 mil ao final da carreira. Eles vão trabalhar armados e uniformizados e terão carga horária de 40 horas semanais. O ESTADO DE S.PAULO: Petróleo em queda deve levar a bloqueio no Orçamento A queda no preço do petróleo e a perspectiva de um crescimento do PIB menor que o esperado deve levar o governo a anunciar um bloqueio no Orçamento. Os parâmetros atuais levam em conta um crescimento de 2,32% da economia este ano, mas esse número será revisto para baixo. As contas do governo também preveem um barril de petróleo cotado a US$ 58,96, mas o preço ontem estava em US$ 37. Petróleo mais barato tem impacto direto na receita. Cálculo extraoficial mostra que, a cada US$ 10 de queda no barril, a arrecadação recua R$ 10 bilhões. O governo estimou uma receita de R$ 61,1 bilhões com petróleo este ano. O Orçamento prevê R$ 126,3 bilhões em despesas com custeio e investimentos, que podem sofrer bloqueio em caso de necessidade. Para o secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, o contingenciamento “é o cenário mais provável”. Valor Econômico: Medidas anticrise sustentam recuperação parcial de bolsas O pânico que tomou conta dos mercados mundiais na segunda-feira deu lugar ontem a uma recuperação parcial das perdas recentes. O cenário mais favorável surgiu porque autoridades globais prometeram medidas para ajudar a economia a superar o estrago provocado pela crise do coronavírus. A presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyen, informou que a União Europeia vai ativar um fundo de € 25 bilhões para combater os efeitos da epidemia, dos quais € 7,5 bilhões serão liberados imediatamente. A verba será destinada a socorrer empresas com problemas de liquidez, a reforçar os orçamentos de sistemas de saúde e a proteger o mercado de trabalho europeu. O GLOBO: Estratégia de isolamento: coronavírus esvazia eventos esportivos e culturais pelo mundo O isolamento para combater o coronavírus se amplia. Festivais de música foram cancelados nos EUA, e Cannes pode ser adiado. Competições esportivas foram suspensas e partidas de futebol disputadas sem torcida. Na Itália, a restrição à circulação de pessoas deixou vazios ruas e cartões-postais. Destaques do dia Governo tenta reduzir poder de relator para conseguir acordo sobre Orçamento – Para manter o acordo que entrega ao Congresso o destino de R$ 15 bilhões do Orçamento, o governo deve tentar um novo caminho, o de reduzir o poder do relator na liberação das verbas —como está, o texto requer que Domingos Neto (PSD-CE) autorize a despesa. Sem saber se tem os votos necessários para manter o combinado, a ideia é tentar a alternativa para convencer os que reclamam que o atual formato deixa o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), com superpoderes. Alcolumbre (DEM-AP) tenta, nos bastidores, sua recondução à presidência do Senado –a eleição é em fevereiro de 2021. Os que estão contra o acordo querem minar a possibilidade de que ele use esse dinheiro como moeda na campanha. Embora Jair Bolsonaro siga negando que tenha feito acordo com o Congresso, parlamentares ressaltam que o governo não retirou a proposta que tramita na comissão de Orçamento. Governistas colocam na conta de Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) o impasse no Orçamento. Dizem que o governo não ganhava, desde o início, nada com o acordo. No Congresso, o ministro é visto agora com descrédito, por Bolsonaro não assumir o combinado que ele fez. Prioridade corporativista – O novo secretário de Esporte, Marcelo Magalhães, padrinho de casamento de Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), fez nesta terça (10), em sua cerimônia de posse, um discurso corporativista. Disse que seu grande desafio à frente da pasta será “fortalecer a imagem do profissional de educação física”. Flávio Bolsonaro esteve presente, sentado à mesa do evento. Magalhães assumiu o lugar do general Décio Brasil, que diz ter sido demitido por ter desagradado Jair Bolsonaro em uma indicação feita pelo presidente. Ex-PM herói de Bolsonaro tinha contas pagas por milícia, revelam documentos – O ex-policial militar Adriano da Nóbrega, chamado de herói pelo presidente Jair Bolsonaro e ligado ao gabinete de seu filho Flávio, tinha suas contas pessoais e de familiares pagas por membros de uma milícia, apontam documentos apreendidos pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O material usado como prova pela Promotoria foi recolhido em janeiro de 2019, quando foi deflagrada a Operação Os Intocáveis. Os documentos foram encontrados no escritório do homem apontado como responsável pelas finanças da quadrilha de Rio das Pedras, na zona oeste do Rio. São faturas de cartão de crédito, boletos de contas de energia e recibos em nome de Adriano —também identificado como “Gordinho” nos documentos— e com referências à mulher do ex-PM, Julia Lotuffo. Adriano esteve foragido por mais de um ano até o mês passado, quando foi morto durante uma operação policial na Bahia. A família do ex-PM diz que ele foi vítima de uma “queima de arquivo”, e os resultados de uma segunda perícia no corpo do miliciano ainda não foram divulgados. Provocado por Bolsonaro, Congresso racha – Um racha entre partidos de centro ameaça deixar para depois das manifestações do dia 15 de março a análise dos textos enviados pelo governo Jair Bolsonaro para a divisão do chamado Orçamento impositivo. Nesta terça-feira (10), as tentativas de aprovar os projetos de lei sobre a divisão de recursos federais fracassaram. O controle do dinheiro público motivou mais uma crise entre Planalto e Congresso. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estavam dispostos, até a noite desta terça, a liquidar o assunto nesta semana e votar os textos. Uma parte das siglas do chamado centrão pressiona a cúpula do Congresso para votar ainda nesta quarta-feira (11) os projetos com o objetivo de virar a página. Paralelo a isso, congressistas de partidos como Novo, Podemos, Rede, PSL e Cidadania começaram a recolher assinaturas de apoio a uma carta que pede a Bolsonaro que retire um dos projetos enviados pelo Executivo. A proposta trata exatamente do texto que permite ao Congresso controlar R$ 15 bilhões dos R$ 30 bilhões que inicialmente estavam sob decisão do relator do Orçamento, deputado Domingos Neto (PSD-CE). Entre os signatários de carta estava o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República. Alguns deputados disseram acreditar que, longe do Brasil, Bolsonaro foi influenciado por auxiliares da área mais ideológica do governo. Mobilização por dia 15 encolhe em rede social – A despeito de falas de apoio do presidente Jair Bolsonaro aos atos em sua defesa no próximo domingo (15), a atividade no Twitter relacionada às manifestações caiu —e não engata desde 28 de fevereiro. Os protestos, que estão sendo convocados por grupos críticos à atuação do Congresso, têm na rede um outro tipo de simpatizante: os robôs, que podem representar cerca de 6% dos usuários que tuitaram apoiando a manifestação. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), personifica essa rejeição ao Poder Legislativo e é a figura pública que mais vem sofrendo ataques na rede. Os dados são fruto de monitoramento feito pela consultoria Quaest, que acompanhou a atividade na rede do dia 24 de fevereiro ao dia 9 de março. No sábado, o índice da Quaest sobre as manifestações bateu 6,5 —valor muito menor que os 98,8 registrados no dia 27. Desde então, a atividade dos usuários no Twitter vem caindo. Na segunda (9), registrou 3,2. O coordenador da pesquisa, Felipe Nunes, tem uma hipótese para o encalhe do engajamento: o aceno de Bolsonaro ao Congresso para negociar o Orçamento pode ter minado o apoio. “A negociação que ele fez, na minha avaliação, fragilizou o presidente em relação à sua base porque mostrou um certo descompasso”, afirma. Investigações nunca viram sinal mínimo de fraude em urna, diz TSE – O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a Vice-Procuradoria-Geral eleitoral afirmaram que nunca houve fraude em urna eletrônica após o presidente Jair Bolsonaro dizer ter provas de que foi eleito em primeiro turno em 2018. Segundo o secretário-geral da presidência do TSE, Estêvão Waterloo, a corte não tem um levantamento de quantas investigações sobre urnas já foram realizadas porque elas são feitas pela Polícia Federal perante os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais). Ele, porém, refutou a acusação do presidente, que até agora não apresentou indícios de irregularidades. Bolsonaro foi eleito no segundo turno ao vencer o candidato do PT, Fernando Haddad. O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, afirmou por meio de assessoria que o Ministério Público confia no sistema de votação brasileiro e que nunca houve denúncias fundadas de fraude. Segundo Medeiros, se Bolsonaro apresentar à Procuradoria as provas que disse ter, o órgão abrirá uma investigação para apurá-las. Nesta terça-feira (10), a primeira resposta veio por meio de nota divulgada pelo TSE. O tom foi de cobrança para que Bolsonaro apresente as provas que disse ter. “Ante a recente notícia quanto a suspeitas sobre a lisura das eleições 2018, em particular o resultado da votação no 1º turno, o TSE reafirma a absoluta confiabilidade e segurança do sistema eletrônico de votação e, sobretudo, a sua auditabilidade, a permitir a apuração de eventuais denúncias e suspeitas, sem que jamais tenha sido comprovado um caso de fraude, ao longo de mais de 20 anos de sua utilização”, afirmou a corte. Segundo a nota, existindo qualquer elemento que sugira algo irregular, o tribunal agirá com presteza e transparência para investigá-lo. O texto foi escrito pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, e pelo futuro presidente, Luís Roberto Barroso, que assumirá o cargo em maio. Na Flórida, Bolsonaro prioriza narrativa a apoiadores – Durante viagem aos EUA, Bolsonaro focou o discurso em seus apoiadores —90% dos brasileiros em Miami votaram nele no segundo turno de 2018—, enquanto as agendas oficiais, que foram de acordo militar inédito a jantar com Donald Trump, foram pouco capitalizadas pela figura do presidente. Tratado como o principal resultado prático da visita de Bolsonaro à Flórida, o acordo para tentar ampliar a entrada brasileira no mercado de defesa americano foi negociado entre o ministro Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e o Departamento de Defesa dos EUA. O presidente, que foi até a base militar em Miami para a cerimônia de assinatura, não participou nem da declaração conjunta dos governos. Em sua passagem pela Flórida, o presidente brasileiro priorizou a condução da narrativa aos apoiadores, enquanto ministros faziam a maior parte das articulações da viagem. Em evento esvaziado nos EUA, Bolsonaro nega crise – Não havia nem cem convidados quando Jair Bolsonaro (sem partido) chegou na manhã desta terça-feira (10) a um hotel no centro de Miami. Pelo menos 3 das 25 mesas do evento organizado por empresários brasileiros estavam completamente vazias. Aos presentes, que incluíam o ex-piloto de F-1 Emerson Fittipaldi e o ex-lutador de UFC Vitor Belfort, o presidente insistiu na retórica de que o quadro econômico do Brasil está controlado, negou que haja crise com o derretimento dos mercados financeiros em todo o mundo e disse que a imprensa é culpada pela situação. Na avaliação de Bolsonaro, “muito do que falam é fantasia”, “problemas na Bolsa acontecem” e é melhor “cair 30% o preço do petróleo do que subir”. Na segunda-feira (9), ele já havia minimizado o coronavírus como uma das causas das perdas históricas dos mercados e dito que as notícias sobre a doença estavam superdimensionadas. Bolsonaro é aconselhado a adiar reforma administrativa – Com uma nova piora na relação entre Executivo e Legislativo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem indicado que vai adiar novamente o envio da reforma administrativa. Ele foi aconselhado por integrantes do núcleo político do Palácio do Planalto a deixá-la para depois do protesto do próximo domingo (15). O diagnóstico é que ao apresentá-la nesta quarta-feira (11), como esperava a equipe econômica, ele poderia tornar negativa uma pauta que é considerada positiva. Na avaliação do Planalto, além da falta de clima político para a proposta, o envio neste momento poderia ser explorado pelos organizadores dos protestos como mais um motivo de cobrança ao Legislativo, com potencial de aumentar o desgaste entre os dois Poderes. Nesta segunda-feira (9), o presidente indicou que deve seguir o conselho. Em discurso, durante um evento nos Estados Unidos, disse que até o final de março decidirá apresentar a proposta. “Temos mais duas [reformas] importantes pela frente e esse mês nós decidiremos com toda certeza apresentá-las, que é a reforma administrativa e a tributária”, disse. Advogado de Bolsonaro integrava TSE na época de suposta fraude – O advogado Admar Gonzaga, que hoje representa Jair Bolsonaro na área eleitoral, integrava o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas eleições de 2018 —que o presidente diz terem sido fraudadas. “Ele não falaria isso levianamente”, diz Gonzaga. “Eu o conheço há muitos anos. Ele deve ter alguma prova. ” Gonzaga afirma, no entanto, que o presidente nunca falou com ele sobre as supostas provas. “Será uma surpresa para todos nós, que estávamos no TSE naquela época” Ele afirma que confia cegamente nos ministros do tribunal —como Rosa Weber, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso “e em mim mesmo, que estava lá”. E, também no sistema de votação. “Mas confio na segurança dos bancos. E às vezes há fraudes, por exemplo. É preciso verificar”, diz. As afirmações de Bolsonaro foram recebidas com descrédito por atuais ministros do TSE. Eles acreditam que o presidente entregará, no máximo —e se entregar — estatísticas para tentar colocar em dúvidas as eleições. Reajuste será votado hoje – Deputados e senadores integrantes da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), do Congresso Nacional, aprovaram ontem o relatório que prevê o reajuste de 8% para a Polícia Civil do Distrito Federal, além da recomposição salarial de até 25% para policiais militares e bombeiros. A matéria deve ser votada hoje, em sessão conjunta, no plenário. O acordo, demanda antiga das categorias, resultará em um impacto de cerca de R$ 505 milhões para os cofres do Distrito Federal. O Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) nº 1, de 2020, prevê que as recomposições salariais tenham efeito a partir de 1º de janeiro. Ontem, dos 42 integrantes da CMO, apenas um votou contra a aprovação do parecer. Para o deputado Lucas Gonzalez (Novo/MG), o fato de os reajustes serem concedidos de forma retroativa pode dar margem para que outras categorias reivindiquem o mesmo. Além disso, ele defende que haja divisão dos recursos do Fundo Constitucional do DF de forma equânime entre as três áreas contempladas: saúde, educação e segurança. “Não podemos ter um governo de ódio” – Incapacidade de dialogar e tendência incorrigível de causar conflitos desnecessários são os maiores equívocos do governo Bolsonaro, na avaliação de João Doria (PSDB). Em entrevista ao programa CB.Poder, parceria entre o Correio e a TV Brasília, o governador de São Paulo disse acreditar que o Executivo federal desperdiça tempo, energia e oportunidades com discussões irrelevantes ante as enormes carências do país. Além de agredir a democracia brasileira, os ataques despropositados e ofensas à imprensa dificultam — e muito — a superação dos impasses econômicos na agenda nacional. O clima de conflagração atrapalha até mesmo integrantes do governo bem-conceituados por Doria, como Paulo Guedes e Ricardo Salles. Apesar de se considerar um crítico respeitoso de Bolsonaro e ter votado no então candidato em 2018, Doria vê graves equívocos na conduta presidencial. “Não é cabível a um presidente da República estimular a convocação da população para atacar o Congresso Nacional”, diz. Marido de paciente do DF é o 2º caso de coronavírus – O resultado do exame de coronavírus para o marido da paciente que está com Covid-19 deu positivo. As informações são de integrantes da Secretaria de Saúde. Trata-se do segundo caso da doença no Distrito Federal. A suspeita sobre a condição do advogado de 45 anos existia havia dias. Tanto que o Governo do Distrito Federal (GDF) recorreu à Justiça para que o homem passasse a obedecer ao protocolo de isolamento estabelecido pelo Ministério da Saúde. Ele deveria estar recluso em casa e passar por exames que comprovassem a patologia, mas se recusou a seguir as exigências das autoridades epidemiológicas e continuou a circular pela cidade. Como o Correio apurou, o advogado desobedecia às orientações para não acompanhar a mulher, internada na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) desde quinta-feira. De acordo com a Secretaria de Saúde, o advogado havia feito o exame em um laboratório particular. Na segunda-feira, a pasta proibiu visitas à paciente com a Covid-19. A comprovação mostra que a Justiça e a Procuradoria-Geral do DF estavam certas em forçar o exame do homem. A decisão saiu ontem pela manhã, expedida pela juíza Raquel Mundim de Oliveira, da 8ª Vara de Fazenda Pública do DF, com base no entendimento de que um direito individual não se sobrepõe a uma questão de saúde pública. Agora, técnicos da Secretaria de Saúde vão avaliar a necessidade de internação ou apenas de uma quarentena domiciliar. Empresários bolsonaristas financiam ataques contra STF, revela inquérito – O inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) aberto para investigar fake news identificou empresários bolsonaristas que estariam financiando ataques contra ministros da Corte nas redes sociais. O Estado apurou que as investigações estão adiantadas e atingem até mesmo sócios de empresas do setor de comércio e serviços, todos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Embora o inquérito, que tramita sob sigilo, seja destinado a investigar ameaças, ofensas e calúnias dirigidas a ministros do STF e suas famílias, as informações são de que o mesmo grupo de empresários também está ajudando a convocar os atos do próximo domingo, tendo como alvo o Congresso e o Judiciário. O custo dos ataques virtuais pode chegar a R$ 5 milhões por mês. As apurações indicam que esses empresários bancam despesas com robôs – programas de computador que podem ser usados para fazer postagens automáticas nas redes – e produção de material destinado a insultar e constranger opositores de Bolsonaro nas mídias digitais. Aberto em março do ano passado por determinação do presidente do Supremo, Dias Toffoli, o inquérito não identificou apenas fake news, mas também evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal por parte de alguns empresários bolsonaristas. A expectativa é de que o processo, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, seja concluído em maio e enviado ao Ministério Público. O Estado procurou o gabinete do relator do inquérito das fake news no Supremo, Alexandre de Moraes. Até a conclusão desta edição, ele não havia se manifestado. TIM e Telefônica têm interesse na Oi móvel – A Telefônica e a TIM decidiram negociar, em conjunto, a compra das operações móveis da Oi. A informação foi divulgada ao mercado na noite de ontem. Se o negócio for concretizado, a telefonia móvel ficará concentrada em três grandes operadoras (Claro, Vivo e TIM) e a Oi deixará a telefonia celular e restringirá sua atuação na banda larga fixa, TV por assinatura e telefonia fixa. As duas teles manifestaram ao assessor financeiro do grupo Oi, Bank of America Merrill Lynch, “interesse em iniciar tratativas com vistas a uma potencial aquisição, em conjunto, do negócio móvel da Oi, no todo ou em parte”. Caso a operação seja consolidada, segundo o comunicado, “cada uma das interessadas receberá uma parcela do referido negócio”, de acordo com nota divulgada pela Telefônica e pela TIM. As empresas informaram ainda que a transação pode criar valor aos acionistas e clientes, gerar eficiência operacional e melhorar a qualidade dos serviços. Operação mira esquema de propinas na Riotur – Policiais e promotores de Justiça cumpriram ontem dezenas de mandados de busca e apreensão em investigação que apura a existência de um esquema de corrupção na Prefeitura do Rio, na gestão do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Endereços ligados ao presidente da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), Marcelo Alves, um dos investigados, foram vasculhados. Crivella não foi alvo da operação, mas também está sob investigação no caso – ele negou, em vídeo ter participação nas suposta irregularidades. A investigação é baseada na colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso em maio de 2018 pela operação Câmbio, Desligo desdobramento da Lava Jato no Rio. Mizrahy apontou Rafael Alves, irmão do presidente da Riotur, como responsável por um esquema de propinas na prefeitura. Segundo o delator, Alves viabilizava a contratação de empresas para a prefeitura e o recebimento de faturas antigas em aberto em troca do pagamento de propina. Por citar Crivella, a investigação está a cargo do Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal (Gaocrim) do Ministério Público do Rio. O grupo é diretamente subordinado ao procurador-geral de Justiça, José Eduardo Gussem, que apura casos envolvendo pessoas com foro especial. Os dezessete mandados de busca e apreensão foram expedidos pela desembargadora Rosa Maria Helena Guita. Acusados de matar Marielle vão a júri popular – O policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz, acusados de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, vão a júri popular. A decisão foi anunciada ontem pelo Tribunal de Justiça do Rio, quatro dias antes de o crime completar dois anos – o duplo assassinato ocorreu em 14 de março de 2018. Fontes ligadas ao caso avaliam que o julgamento deve ser realizado ainda neste ano. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio, Ronnie Lessa teria disparado os tiros que mataram a vereadora e o motorista, enquanto Élcio Queiroz teria dirigido o carro usado no crime. Os advogados dos acusados foram procurados, mas não responderam até a conclusão desta edição. Maia Cobra o governo – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), culpou a má relação do presidente Jair Bolsonaro com o Congresso pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, de 1,1%, o menor desde 2017. Além disso, o deputado cobrou do Executivo medidas para estimular a economia a curto prazo para minimizar os impactos da crise. De acordo com Maia, por mais que o país conte com “uma economia que tem infraestrutura de péssima qualidade, um sistema tributário de péssima qualidade, que segura o crescimento”, a instabilidade política teve grande influência para o desempenho econômico do Brasil no ano passado, nem mesmo a aprovação da reforma da Previdência foi capaz de garantir um resultado mais expressivo. Aras dispensa vice-procurador – O procurador-geral da República, Augusto Aras, dispensou do cargo o seu vice José Bonifácio Borges de Andrada, na segunda-feira. Ele disse se tratar de uma “movimentação normal”. Como substituto, nomeou o vice-procurador-geral eleitoral Humberto Jacques de Medeiros. Em decisão publicada no Diário Oficial da União, Aras diz que tomou a decisão “a pedido”. Andrada estava no cargo desde 26 de setembro de 2019, quando o então recém-empossado PGR nomeou sua equipe de trabalho. Humberto Jacques, por sua vez, estava na lista da equipe de trabalho de Aras. Em novembro de 2019, num parecer enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele se manifestou contra a coleta de assinaturas digitais para a criação de partidos. A medida ajudaria o Aliança, partido do presidente Jair Bolsonaro, a sair do papel. À época, Jacques disse que todo o esforço na Justiça Eleitoral “é devotado ao tratamento dos documentos em papel”. A voz dos quartéis – Os militares mandaram vários sinais à classe política de que não concordam com o clima de tensão reinante entre o Planalto e o Congresso. A prioridade deles hoje é servir num clima de paz, sem golpes, contragolpes, rasteiras, ou seja, lá que nome alguns tentem dar ao mal-estar entre o presidente Jair Bolsonaro e os congressistas. E a fórmula para que isso aconteça é separar as estações –– Exército brasileiro e o Planalto. Ainda que haja generais em postos-chaves do governo, as Forças Armadas são uma coisa, e o Planalto é outra. A intenção de quem está na ativa é ajudar no sentido de estabelecer diálogos e separar estações. Só não chamou de bonito – A atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, está uma arara com Bolsonaro. Em conversas reservadas, a fala do presidente sobre fraude nas eleições foi vista como mais uma forma de atacar o Poder Judiciário nas manifestações de domingo. Aliados de Bolsonaro na seara eleitoral irão a campo para tentar esclarecer a alta corte eleitoral de que o presidente não teve a intenção de criticar o TSE, mas apenas alertar para a necessidade do voto impresso, algo que sempre reivindicou. Aliás, ele e o falecido ex-governador do Rio Leonel Brizola. A bandeira de paz hasteada pelos aliados de Bolsonaro aos ministros do TSE não funcionou. Até porque o presidente disse que tinha provas. Agora, os ministros querem saber que provas são essas. Por ali, no TSE, tem gente apostando que tudo foi criado para dar combustível aos bolsonaristas nas redes sociais e ver se os internautas esquecem o PIB de 1,1% e as projeções previstas para 2020, que já foram revistas. Pesquisa mostra que brasileiros rejeitam medidas extremas – Pesquisa inédita da Quaest Consultoria indica que os brasileiros são contra a adoção de medidas extremas como solução para os impasses políticos atuais: 50% dos entrevistados são contra fechar o Congresso Nacional, 33% se disseram a favor da medida radical e 17% não quiseram ou não souberam responder. De acordo com o levantamento, a maioria dos pesquisados, 49%, não apoia um eventual impeachment de Jair Bolsonaro, ante 39% favoráveis à abreviação do mandato do atual presidente; 12% não souberam ou não quiseram responder. Os brasileiros entrevistados se disseram muito preocupados com o destino do Brasil: 61%. Apenas 20% afirmaram estar otimistas. Isso porque a pesquisa foi feita um pouco antes da turbulência nas bolsas de valores do mundo inteiro, incluindo a de São Paulo. A Quaest também pesquisou o sentimento em relação ao coronavírus: 44% se disseram extremamente preocupados e 22% afirmaram estar muito preocupados. A percepção quanto ao governo Bolsonaro mudou pouco: 30% o avaliam como positivo, 35% como negativo e 34% consideram a gestão regular (1% não quis ou não soube responder). “A pesquisa mostra um presidente de gueto, que se descolou da maioria, que fala para seu fã-clube, mas que não consegue mais empolgar o eleitor mediano”, diz o cientista político Felipe Nunes, da Quaest. A Quaest fez mil entrevistas entre os dias 2 e 5 deste mês. O método de coleta foi o painel digital de eleitores (questionário com autopreenchimento). A margem de erro máxima estimada é de 3,1 pontos porcentuais considerando os resultados obtidos no total da amostra. Intervalo de confiança: 95%. Sem o pai, Carlos dá plantão no ‘Gabinete do ódio’ – Enquanto o presidente Jair Bolsonaro esteve em viagem aos Estados Unidos, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), morador do Rio, atuou como uma espécie de “segurança” do gabinete do pai, localizado no terceiro andar do Palácio do Planalto. Considerado o mais radical dos filhos, o “zero dois” despachou no chamado “gabinete do ódio”, onde atuam assessores responsáveis pelas redes sociais do presidente e por fazer relatórios diários sobre fatos do Brasil e no mundo. Bolsonaro cumpriu agenda de quatro dias em Miami. O Estado apurou que Carlos não trabalhou no gabinete do presidente, mas optou por permanecer junto aos assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz. O trio, nomeado na Presidência, atua sob o comando do vereador. Segundo relatos feitos em caráter reservado, Carlos ficou no Planalto para ser os olhos do presidente nas movimentações políticas. A presença do vereador no Planalto ocorreu quando o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, enfrenta um processo de desgaste em parte do Executivo, entre parlamentares governistas e bolsonaristas nas redes sociais. Na visão do filho do presidente, o articulador político do governo cedeu demais ao Congresso nas negociações envolvendo o controle de parte do Orçamento. Durante a estada de Carlos em Brasília, a pressão sobre a recém-empossada secretária Especial de Cultura, Regina Duarte, também aumentou. No domingo, em entrevista ao “Fantástisco”, da Rede Globo, ela declarou ser perseguida por uma “facção” do governo. Desde que tomou posse, na semana passada, a atriz passou a ser alvo de críticas de seguidores do guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho. No Twitter, começaram a circular a hashtag #ForaRegina. A Carlos também é atribuída o cancelamento da nomeação de Maria do Carmo Brant de Carvalho para a Secretaria da Diversidade Cultural. Filiada desde 1989 ao PSDB, ela havia sido designada para o posto na última sexta-feira por Regina Duarte. Carlos teria passado toda a segunda-feira trabalhando para tirá-la do governo. Conseguiu após relatar o caso ao pai. No fim da tarde, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a nomeação foi suspensa. A presença de Carlos Bolsonaro no Palácio do Planalto, na ausência de Jair Bolsonaro causa incômodo em integrantes do governo. Esta não é a primeira vez que isso acontece. Em março do ano passado, quando Bolsonaro também estava nos Estados Unidos, o vereador esteve na sede do governo. Na época, ele se reuniu com deputados, dizendo estar cumprindo ordens do presidente. BNDES possui R$ 100 bi para combater crise – Em meio ao fraco desempenho da economia, ressurgiu dentro e fora do governo discussão sobre a conveniência de o BNDES voltar a ser usado como fonte relevante de financiamento do investimento privado. Deflagrado pelo governo Temer, o recuo muito rápido do banco como maior emprestador de longo prazo é apontado como principal razão de o país ter crescido tão pouco nos últimos três anos. Com o agravamento da situação econômica causado pelo coronavírus, o BNDES, que tem R$ 100 bilhões em caixa, poderia ampliar a oferta de recursos para investimentos, capital de giro e alongamento de dívidas. Fiat usa navios para abastecer fábrica de PE – Quando anunciou uma fábrica em Pernambuco, em 2014, a Fiat Chrysler sabia que o abastecimento da linha com peças do Sul e Sudeste, onde se concentram os fornecedores, seria um desafio. O risco se confirmou em 2018, na greve dos caminhoneiros. A empresa, então, decidiu testar o transporte de aço por navios. A experiência deu certo e hoje a cabotagem passou a ser usada também para outros tipos de peças. Segundo o diretor de logística, Luis Santamaria, os custos se equivalem, mas a redução de perdas é muito compensadora. Planos de saúde terão que cobrir teste contra vírus – As operadoras estão preparadas para a incorporação do teste de Coronavírus ao rol de procedimentos, diz a Federação Nacional de Saúde Suplementar, que representa as maiores empresas do setor. O Brasil já tem 35 casos confirmados. Em reunião realizada nesta terça-feira na sede da Agência Nacional de Saúde (ANS), no Rio, com as operadoras ficou acerta a inclusão extraordinária do teste para a detecção do coronavírus, o Covid-19, no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que constitui a cobertura mínima obrigatória para os beneficiários de planos de saúde. A ANS informou que ainda está detalhando os aspectos técnicos da medida, como o tipo de exame que deverá fazer parte da cobertura obrigatória e as Diretrizes de Utilização (DUTs) que serão necessárias para adequação aos protocolos do Ministério da Saúde. Relator vota por arquivar representação contra Eduardo – O deputado Eduardo Costa (PTB-PA) apresentou nesta terça-feira voto para arquivar o procedimento contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Conselho de Ética da Câmara. Costa é relator da reclamação por quebra de decoro parlamentar, apresentada pelo PSL, partido que rachou após declarações do presidente Jair Bolsonaro, que era filiado ao partido e saiu para tentar fundar uma sigla própria. O relatório ainda não foi à votação por um pedido de vista, concedido por dois dias úteis. Costa entendeu que o caso não deveria ser analisado pelo conselho de Ética da Câmara, mas sim do partido. Para ele, as postagens de Eduardo são protegidas pela inviolabilidade de discurso parlamentar, mesmo que realizadas pelas redes sociais, “desde que presente o nexo causal entre a suposta ofensa e a atividade parlamentar precedente”. O partido apresentou reclamação no colegiado por ofensas feitas em redes sociais à deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), durante a crise que dividiu o partido em outubro do ano passado. O partido anexou à representação imagens divulgadas nas redes sociais de Eduardo, afirmando que o deputado iniciou “um verdadeiro linchamento virtual à deputada Joice Hasselmann através de suas redes sociais com ofensas e ataques pessoais”. PRTB oferece apoio de Mourão em troca de espaço nas eleições municipais – Sem acesso ao fundo partidário ou tempo de televisão, o PRTB trata o vice-presidente Hamilton Mourão como seu principal trunfo para as eleições municipais deste ano. Filiado ao partido, Mourão é considerado cabo eleitoral em estados como Rio, São Paulo e Pernambuco, além de ser moeda de troca para alianças partidárias. O partido do vice-presidente pretende ainda ocupar um eventual vácuo de representação do governo federal nas disputas municipais depois que o presidente Jair Bolsonaro anunciou que não participará do primeiro turno das eleições. O PRTB entrou, por exemplo, na briga por espaço na chapa do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos). Witzel vê Bebianno ‘com bons olhos’ e quer frente anti-Crivella – O governador do Rio, Wilson Witzel, afirmou na noite desta segunda-feira que “vê com bons olhos” o lançamento pelo PSDB da candidatura de Gustavo Bebianno à Prefeitura do Rio. Witzel defendeu que os candidatos de centro e direita formem uma coalizão em busca de uma candidatura única contra o prefeito Marcelo Crivella. O governador disse que embora o PSC pretenda lançar candidatura própria, ele tem “tremenda afeição pelo PSDB”. Witzel não descartou a formação de uma chapa única, unindo os dois partidos e outras legendas como DEM e PSL.

TRIBUNA FEIRENSE ONLINE/FEIRA DE SANTANA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 09h03

Projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde estima que, nas próximas duas semanas, haverá um aumento exponencial de casos do novo coronavírus no Brasil.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, diante de tal projeção, a pasta pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

Até por volta das 7h50 desta quarta-feira (11), o Brasil registrava 34 casos confirmados de infecção pela covid-19. No pior cenário, a previsão do ministério é que, em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado expressivamente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

FONTE: Bahia.ba

WEB

Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

POLÊMICA PARAÍBA/JOÃO PESSOA

WEB

Casos de coronavírus devem começar a crescer exponencialmente no Brasil

PARAÍBA MASTER/PARAÍBA

BAHIA.BA/SALVADOR
Data Veiculação: 11/03/2020 às 07h58

O Ministério da Saúde estima que, nas próximas duas semanas, haverá um aumento exponencial de casos do novo coronavírus no Brasil.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, diante de tal projeção, a pasta pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

Até por volta das 7h50 desta quarta-feira (11), o Brasil registrava 34 casos confirmados de infecção pela covid-19. No pior cenário, a previsão do ministério é que, em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado expressivamente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

GAZETA DO POVO ONLINE/CURITIBA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 07h55

O Ministério da Saúde estima que os no Brasil aumentem em duas semanas e meia. Com isso, diz a, a pasta mobilizou cinco hospitais filantrópicos de excelência no país para que utilizem contra o vírus recursos e pessoal envolvidos atualmente em projetos desenvolvidos no SUS. Uma reunião foi feita pelo ministro Luiz Henrique Mandetta na última segunda-feira com representantes dos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital do Coração (HCor) e Moinhos de Vento. O Brasil contabiliza 34 casos de coronavírus, segundo último boletim do ministério.

POLÊMICA PARAÍBA/JOÃO PESSOA
Data Veiculação: 11/03/2020 às 07h51

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

Um dos projetos do Proadi é o “Lean nas Emergências”, que tem a meta de sanar o problema de superlotação e o longo tempo de espera nas emergências do SUS. Neste ano, cem hospitais públicos devem participar do projeto. Outros 59 já passaram por treinamentos.

“Naqueles hospitais onde estou fazendo o ‘Lean’, vou dar suporte para que as emergências consigam absorver o grande número de casos da epidemia”, explica o diretor.

Outro projeto que deve estar envolvido na contenção da epidemia, por meio da telemedicina, é o “Saúde em Nossas Mãos”, que tem como objetivo reduzir casos de três tipos de infecções hospitalares em 119 instituições públicas do país.

“Vamos fazer o que for necessário. Os ‘gaps’ [brechas] vão aparecer, as necessidades vão ficar claras se epidemia vier na intensidade vista nos outros países. O ministério vai nos apontar as necessidades e a gente vai tentar ajudar. ”

Segundo Ana Paula Marques de Pinho, superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Oswaldo Cruz, a ideia é que as instituições ligadas ao Proadi usem a capilaridade dos projetos que já estão em curso no SUS.

“Você estende o mesmo nível de controle, a mesma lógica do privado, e o conhecimento fica mais equânime. ”

O cenário leva em conta a possibilidade de que nas próximas semanas o país já tenha transmissão comunitária do novo coronavírus.

“Os primeiros casos contaminaram de duas a três pessoas. Agora a progressão é geométrica, não tem jeito. É um para dois, dois para quatro, quatro para oito, oito para 16. A gente espera que a situação seja menos grave no Brasil por causa do clima, mas temos obrigação de estarmos preparados para o grave”, afirma Chapchap.

Segundo o diretor do Sírio Libanês, a orientação é que, caso o pior cenário se confirme, cirurgias eletivas (como de hérnias, vesícula, quadril, joelho entre outras) sejam adiadas para que os leitos fiquem reservados às vítimas de coronavírus.

“Numa hora de estresse, são procedimentos que podem ser adiados sem prejuízo aos pacientes”, diz Chapchap

Outra preocupação é com a proteção dos profissionais de saúde, mais suscetíveis à contaminação. No Irã, 40% dos profissionais de saúde se infectaram.

Na Itália, até profissionais não treinados, como bombeiros e pessoal do exército, estão ajudando no atendimento de pacientes. O país registra a maior taxa de letalidade até agora: 5%.

“A mensagem é: vamos nos preparar para o pior para evitarmos sustos. A gente não quer subsestimar a situação. Se não acontecer, ótimo, vamos celebrar”, diz ele.

No Sírio-Libanês, eventos já foram cancelados e médicos proibidos de viajar de avião, inclusive no Brasil.

“Você entra num avião e não sabe quem tem e quem não tem [o coronavírus]. Se eu ficar sem o profissional, fico sem conseguir atender os pacientes”, afirma o diretor.

BLOG DO BG
Data Veiculação: 11/03/2020 às 05h32

Diante de uma projeção de aumento de casos do novo coronavírus nas próximas semanas, o Ministério da Saúde pediu a cinco hospitais filantrópicos de excelência no país que usem recursos e pessoal envolvidos hoje em projetos desenvolvidos no SUS no enfrentamento da epidemia.

O Brasil registra 34 casos confirmados de infecção. No pior cenário, a previsão do ministério é que em até duas semanas e meia, o país tenha aumentado exponencialmente os registros, que se manteriam em um platô por mais oito semanas.

Nesse período, o governo estima um grande aumento da demanda por atendimento hospitalar, ainda mais levando em conta a possibilidade de o momento coincidir com o pico de casos de gripe por influenza.

A projeção foi descrita pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em reunião na última segunda-feira (9), em Brasília, com gestores de cinco hospitais: Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, e Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

As cinco instituições convocadas para a reunião integram o Proadi (Programa de Apoio e Desenvolvimento Institucional do SUS), o maior projeto público-privado na área da saúde no país. Existente desde 2009, ele atua em várias frentes, de capacitação pessoal à assistência especializada.

“Foi pedido para que fiquemos atentos à curva de aumento de casos, nos resguardarmos de estrutura e pessoas e redirecionarmos os recursos do Proadi, durante a crise [do coronavírus], para projetos de atendimento e suporte dos hospitais públicos”, diz o médico Paulo Chapchap, diretor-geral do Sírio-Libanês.

R7.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 11/03/2020 às 02h00

Os sintomas da covid-19 (provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV2) e da gripe (causada pelo vírus influenza) podem ser exatamente os mesmos. Além da febre, as duas infecções têm como característica sintomas respiratórios, incluindo, tosse, espirros, dor de garganta e coriza, que podem evoluir com o passar dos dias para quadros mais graves, como pneumonia. Uma diferença importante entre a influenza e o coronavírus, é que a complicação mais comum da gripe é a pneumonia bacteriana (tratada com antibióticos).

No caso do coronavírus SARS-CoV2, as complicações mais frequentes são a insuficiência respiratória e pneumonia viral. “O vírus [da gripe] também pode causar lesão pulmonar diretamente, mas o mais comum é que ela predispõe o paciente a uma pneumonia bacteriana quando ele está melhorando da gripe”, explica o pneumologista André Nathan, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O infectologista Jamal Suleiman, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, acrescenta que o mecanismo da lesão pulmonar também pode ser diferente, mas que o tratamento vai ser o mesmo, independente disto. “Pode ser uma pneumonia necrotizante, o bloqueio de alguma enzima ou outra coisa. Mas a estratégia vai ser a mesma: antibiótico para possíveis complicações bacterianas e intubação.”

O médico explica que, clinicamente (sem que se tenha realizado exame específico), gripe e covid-19 se diferenciam de resfriados comuns por terem febre e o risco de complicações pulmonares. Os resfriados comuns, provocados por vírus como adenovírus, parainfluenza e outros tipos de coronavírus, causam uma inflamação mais focada no nariz e garganta. Saiba mais: Gripe requer isolamento como em casos de coronavírus Nathan explica que a gravidade é muito individual. “Algumas pessoas podem ter quadros graves de gripe, outras podem ter casos mais leves. Com o coronavírus, é mesma coisa.” Outra diferença apontada pelos médicos são os grupos de risco das doenças. A gripe, além de idosos, inclui grávidas, puérperas, crianças e pessoas imunossuprimidas.

Em ambos os casos, pacientes com doenças cardíacas, diabetes e hipertensão também são considerados grupos de risco. Sobe para 34 número de casos do novo coronavírus no Brasil Gripe tem remédio específico Suleiman aponta como uma diferença importante o fato de que para gripe existe tratamento específico e vacina. “Nesse momento a covid-19 é mais grave porque não tem remédio, vacina, e temos um surto em todos os lugares do planeta.” Os médicos alertam que pessoas com sintomas respiratórios só devem buscar o sistema de saúde em casos de alerta que são caracterizados pela febre por mais de 48 horas ou falta de ar. “Se você for sem necessidade e estiver com coronavírus, vai transmitir para todos no pronto-socorro. Se não estiver, pode se contaminar”, afirma Nathan. “Ir ao médico com sintomas leves é falta de cidadania. Os hospitais precisam estar disponíveis para atender os casos mais graves. Não se sabe se a taxa de letalidade se dá porque os pacientes idosos morrem por conta das doenças concomitantes ou porque os idosos não recebem atenção adequada devido a um sistema hipertrofiado”, acrescenta Suleiman.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, também pediu à população para que evite procurar hospitais sem que haja necessidade. "O que a gente entende é que as pessoas que estiverem doentes irem em hospitais vão terminar se encontrando com outras pessoas, que estão doentes, imunodeprimidas por outras razões, e a possibilidade da transmissão se eleva muito. Além disso, tem toda a questão das equipes de saúde, que quanto menor a exposição com pacientes doentes, melhor." Veja mais: Coronavírus: as dicas da Organização Mundial da Saúde para não 'pirar' de preocupação com a epidemia O pneumologista afirma que a preocupação com o coronavírus pode levar a uma diminuição nos casos de gripe, uma vez que a forma de transmissão e prevenção são as mesmas: lavar as mãos, não manter contato com pessoas com sintomas respiratórios e, se apresentar os sintomas, evitar aglomerações.

O Ministério da Saúde ressalta que não há necessidade e nem há recursos disponíveis para testar todos os casos de pessoas com síndrome gripal para saber se é influenza ou coronavírus. O principal critério, nos próximos meses, será a gravidade do caso. Se o paciente estiver internado com SRAG (síndrome respiratória aguda grave), será recolhida uma amostra para estudar qual é o tipo de vírus.

GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Data Veiculação: 10/03/2020 às 00h00

A implantação do projeto "Lean nas Emergências", do Ministério da Saúde, segue a todo vapor no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha. Nos encontros dessa segunda-feira (09) e terça-feira (10), com os consultores da iniciativa, os profissionais do Himaba identificaram os principais gargalos que possam comprometer o atendimento aos pacientes no pronto-socorro, ambulatório e maternidade. O "Lean", que tem como objetivo reduzir a superlotação dos serviços de urgência e emergência, faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, e conta com parceria do Hospital Sírio-Libanês. Com o projeto, é possível reduzir a burocracia, o retrabalho, etapas desnecessárias, gastos excessivos e, com isso, aumentar o acesso, promover agilidade, satisfação, eficiência e controle de riscos. A especialista no projeto “Lean”, Angela Souza, é uma das consultoras que está acompanhando a implantação no Himaba e destacou: “Nessa visita a gente identificou cada vez mais o engajamento do pessoal do hospital, uma participação muito grande de todas as áreas e os apontamentos de melhorias. Mapeamos todo o Himaba e conseguimos identificar juntos quais pontos de espera, onde estão os gargalos e onde conseguimos melhorar. Foi um ponto bastante positivo dessa visita. A tendência é cada vez melhorar e ter mais engajamento”, afirmou. Na próxima visita dos consultores, que acontece a cada 15 dias, os profissionais do Himaba deverão apresentar o andamento do plano de ação de cada oportunidade de melhoria apontada por meio das ferramentas oferecidas pelos conselheiros, além da atualização dos indicadores dos planos de 5S – metodologia baseada em cinco princípios que visam a garantir a organização e limpeza das áreas de trabalho. A fase de acompanhamento e visita dos consultores ao Himaba vai durar, aproximadamente, seis meses. Após esse período, a equipe controla os resultados por mais 12 meses para garantir a manutenção das melhorias introduzidas. O Himaba Mantido pelo Governo do Estado, o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, é administrado desde o dia 6 de novembro de 2019, pelo Instituto Gnosis, por meio de um contrato de gestão firmado com a Secretaria da Saúde (Sesa). Informações à imprensa: Assessoria de Comunicação da Sesa Syria Luppi / Kárita Iana / Paula Lima / Luciana Almeida / Thaísa Côrtes (27) 3347-5642 / 3347-5643 asscom@saude.es.gov.br Assessoria de Comunicação – Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba) comunicacao.himaba@igh.org.br (27) 3636-3187

JORNAL DO COMMERCIO ONLINE/ RECIFE
Data Veiculação: 10/03/2020 às 18h07

Por determinação médica, a presidente-executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, 42 anos, permanecerá em um hotel, isolada, em Brasília, até a liberação do resultado do exame que fez para confirmar ou descartar se foi infectada com o Covid-19 (coronavírus). A previsão é de que o resultado saia na noite desta quarta-feira (11). A equipe do Todos pela Educação que está na capital federal - 19 pessoas de São Paulo - e mais cinco que residem e trabalham na cidade, totalizando 26 membros - vai também se isolar, por decisão própria, evitando locais públicos e reuniões.

Na manhã desta terça-feira (10), Priscila Cruz fez um novo exame de sorologia de vírus no hospital Sírio Libanês para identificar outras possíveis infecções, cujo resultado foi informado por volta das 15h40. Foi diagnosticada uma infecção por Rinovírus - o que diminui a probabilidade de infecção por Coronavírus, mas não a descarta por completo. Por ora, Priscila permanece em isolamento.

Por causa da suspeita de infecção de Priscila, o Encontro Anual Educação Já, que começou segunda-feira (09) e terminaria quarta-feira (11), foi suspenso nesta terça-feira (10). Priscila sentiu-se mal por volta das 16h30 do primeiro dia do encontro, realizado no Complexo Brasil 21, na Asa Sul, e que reuniu cerca de 350 pessoas. Inicialmente foi para o hotel e à noite, umas 19h30, seguiu para o Hospital Brasília, com febre alta, dor na garganta e moleza no corpo. Ela viajou para Noruega entre os dias 19 e 28 de fevereiro (período de Carnaval), portanto ainda está no período de incubação do vírus (duas semanas). Na ida e na volta os vôos fizeram escala em Frankfurt, na Alemanha, um dos países que tem casos confirmados da doença.

Evento que teve Maia e contaria com Paulo Câmara em Brasília é cancelado por suspeita de coronavírus

Ministro Weintraub ataca presidente do Todos Pela Educação após suspeita de coronavírus

Segundo o diretor de estratégia política do Todos pela Educação, João Marcelo Borges, Priscila está sem febre na tarde desta terça-feira. Permanece apenas com moleza e dor na garganta. A decisão de suspender o evento foi tomada coletivamente pelo movimento. "Fomos informados que Priscila estava com suspeita de coronavírius. Passamos a madrugada em reunião. Não houve nenhuma recomendação oficial por parte das autoridades de saúde no sentido de suspender o evento. Consultamos a médica que atendeu Priscila no hospital e não houve recomendação verdadeiramente de suspender o evento. Mas como medida preventiva decidimos cancelar, mesmo sabendo dos transtornos que isso geraria. Entendemos que era melhor proteger a todos, tendo em vista a possibilidade de contágio", destacou João Marcelo.

Para as pessoas que tiveram contato com Priscila durante o evento, João Marcelo disse que a sugestão é seguir as orientações repassadas pelo Ministério da Saúde e outros órgãos oficiais de saúde ou contactar seus médicos. "Seria leviano para nós emitir alguma recomendação. O que nós decidimos é manter nossa equipe do Todos pela Educação, em Brasília, por recomendação médica, até o resultado do exame de Priscila", informou João Marcelo. Os membros do movimento não vão se expor e nem participar de reuniões ou eventos públicos.

O governador Paulo Câmara participaria do evento nesta quarta-feira, assim como o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. O secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, foi um dos convidados do encontro. Na segunda à reunião contou com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. De acordo com João Marcelo Borges, o Encontro Anual Educação Já era o principal evento do Todos pela Educação neste ano. Vinha sendo organizado há quase um ano. "Foi uma decisão dolorida e difícil, mas temos compromisso e responsabilidade. Temos ciência que foi a mais acertada para não colocar pessoas em risco", comentou o diretor do Todos pela Educação. Haveria, na noite desta terça, a entrega do Prêmio Todos pela Educação.

Ministro da Educação 'zomba' de Priscila Cruz

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, zombou, em seu twitter, nesta terça-feira, sobre o fato de Priscila Cruz estar com suspeita de ter contraído o coronavírus. Questionado sobre o que achou da atitude de Weintraub, João Marcelo disse apenas que "o ministro não merece nenhum comentário". Num relatório divulgado no primeiro dia do evento - um estudo que avaliou as ações em 2019 em sete áreas da educação - o movimento fez duras críticas à gestão do MEC. Sobre o ministro, o documento destacou que ele era truculento e desrespeitoso e que não tinha preparo para o cargo.

Evento do Todos Pela Educação

O evento em Brasília do 'Todos Pela Educação' precisou ser cancelado na manhã desta terça-feira (10) porque a presidente da ONG, Priscila Cruz, apresentou suspeita de coronavírus. Participaram do evento o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida.

Nessa segunda-feira (9), deputados, senadores, secretários de educação de diversos Estados, dirigentes das principais ONGs de educação do País e dezenas de jornalistas, incluindo uma repórter do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), estiveram no evento, que ocorreu em um hotel da cidade. O 'Encontro Anual Educação Já' teria três dias e acabaria apenas nesta quarta-feira (11).

WEB

Tecnologia reduz custo e aumenta eficiência dos serviços de saúde

A REDAÇÃO/GOIÂNIA

RÁDIO

Bruno Covas fará uma viagem com filho e ficar afastado do cargo por dois dias

RÁDIO JOVEM PAN 620 AM/SÃO PAULO

JORNAL DO COMMERCIO ONLINE/ RECIFE
Data Veiculação: 10/03/2020 às 18h07

Atualizada às 20h30. Por determinação médica, a presidente-executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, 42 anos, permanecerá em um hotel, isolada, em Brasília, até a liberação do resultado do exame que fez para confirmar ou descartar se foi infectada com o Covid-19 (coronavírus). A previsão é de que o resultado saia na noite desta quarta-feira (11). A equipe do Todos pela Educação que está na capital federal - 19 pessoas de São Paulo - e mais cinco que residem e trabalham na cidade, totalizando 26 membros - vai também se isolar, por decisão própria, evitando locais públicos e reuniões. Na manhã desta terça-feira (10), Priscila Cruz fez um novo exame de sorologia de vírus no hospital Sírio Libanês para identificar outras possíveis infecções, cujo resultado foi informado por volta das 15h40. Foi diagnosticada uma infecção por Rinovírus - o que diminui a probabilidade de infecção por Coronavírus, mas não a descarta por completo. Por ora, Priscila permanece em isolamento. Por causa da suspeita de infecção de Priscila, o Encontro Anual Educação Já, que começou segunda-feira (09) e terminaria quarta-feira (11), foi suspenso nesta terça-feira (10). Priscila sentiu-se mal por volta das 16h30 do primeiro dia do encontro, realizado no Complexo Brasil 21, na Asa Sul, e que reuniu cerca de 350 pessoas. Inicialmente foi para o hotel e à noite, umas 19h30, seguiu para o Hospital Brasília, com febre alta, dor na garganta e moleza no corpo. Ela viajou para Noruega entre os dias 19 e 28 de fevereiro (período de Carnaval), portanto ainda está no período de incubação do vírus (duas semanas). Na ida e na volta os vôos fizeram escala em Frankfurt, na Alemanha, um dos países que tem casos confirmados da doença. Evento que teve Maia e contaria com Paulo Câmara em Brasília é cancelado por suspeita de coronavírus Ministro Weintraub ataca presidente do Todos Pela Educação após suspeita de coronavírus. Segundo o diretor de estratégia política do Todos pela Educação, João Marcelo Borges, Priscila está sem febre na tarde desta terça-feira. Permanece apenas com moleza e dor na garganta. A decisão de suspender o evento foi tomada coletivamente pelo movimento. "Fomos informados que Priscila estava com suspeita de coronavírius. Passamos a madrugada em reunião. Não houve nenhuma recomendação oficial por parte das autoridades de saúde no sentido de suspender o evento. Consultamos a médica que atendeu Priscila no hospital e não houve recomendação verdadeiramente de suspender o evento. Mas como medida preventiva decidimos cancelar, mesmo sabendo dos transtornos que isso geraria. Entendemos que era melhor proteger a todos, tendo em vista a possibilidade de contágio", destacou João Marcelo. Para as pessoas que tiveram contato com Priscila durante o evento, João Marcelo disse que a sugestão é seguir as orientações repassadas pelo Ministério da Saúde e outros órgãos oficiais de saúde ou contactar seus médicos. "Seria leviano para nós emitir alguma recomendação. O que nós decidimos é manter nossa equipe do Todos pela Educação, em Brasília, por recomendação médica, até o resultado do exame de Priscila", informou João Marcelo. Os membros do movimento não vão se expor e nem participar de reuniões ou eventos públicos. O governador Paulo Câmara participaria do evento nesta quarta-feira, assim como o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. O secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amancio, foi um dos convidados do encontro. Na segunda a reunião contou com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. De acordo com João Marcelo Borges, o Encontro Anual Educação Já era o principal evento do Todos pela Educação neste ano. Vinha sendo organizado há quase um ano. "Foi uma decisão dolorida e difícil, mas temos compromisso e responsabilidade. Temos ciência que foi a mais acertada para não colocar pessoas em risco", comentou o diretor do Todos pela Educação. Haveria, na noite desta terça, a entrega do Prêmio Todos pela Educação. Ministro da Educação 'zomba' de Priscila Cruz O ministro da Educação, Abraham Weintraub, zombou, em seu twitter, nesta terça-feira, sobre o fato de Priscila Cruz estar com suspeita de ter contraído o coronavírus. Questionado sobre o que achou da atitude de Weintraub, João Marcelo disse apenas que "o ministro não merece nenhum comentário". Num relatório divulgado no primeiro dia do evento - um estudo que avaliou as ações em 2019 em sete áreas da educação - o movimento fez duras críticas à gestão do MEC. Sobre o ministro, o documento destacou que ele era truculento e desrespeitoso e que não tinha preparo para o cargo. Evento do Todos Pela Educação O evento em Brasília do 'Todos Pela Educação' precisou ser cancelado na manhã desta terça-feira (10) porque a presidente da ONG, Priscila Cruz, apresentou suspeita de coronavírus. Participaram do evento o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Nessa segunda-feira (9), deputados, senadores, secretários de educação de diversos Estados, dirigentes das principais ONGs de educação do País e dezenas de jornalistas, incluindo uma repórter do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), estiveram no evento, que ocorreu em um hotel da cidade. O 'Encontro Anual Educação Já' teria três dias e acabaria apenas nesta quarta-feira (11).

REDETV NEWS/REDE TV!/SÃO PAULO
Data Veiculação: 10/03/2020 às 20h05

 

CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA | GERAL
Data Veiculação: 07/03/2020 às 03h00

O caso mais delicado é de uma mulher de 52 anos. O estado de saúde se agravou, e ela está em coma induzido em UTI do Hran. Moradora de Brasília, ela esteve na Inglaterra e na Suíça. Na volta, teste que fez em laboratório privado deu positivo para coronavírus e aguarda contr aprova oficial para confirmar ou não o contágio. PÁGINAS 5,11E15 ^ Confirmações ü agora são 13 Novos casos são de pessoas que viajaram ao exterior e todos estão em isoLamento, exceto a adoLescente assintomática. Saúde de muther infectada, no DF, piorou e foi coLocada em coma induzido na UTI do Hran CarolinaAntunes/PR No pronunciamento, presidente exortou união e garantiu que governo não poupa esforços contra disseminação » MARIA EDUARDACARDIM O número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil subiu para 13, de acordo com a última atualização da situação nacional, feita pelo Ministério da Saúde, ontem. Destes, 10 casos são de São Paulo, um do Rio de Janeiro, um do Espírito Santo e outro da Bahia. No início desta semana, na segunda-feira, o país tinha apenas duas confirmações. Com a evolução da doença em território nacional, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou que, na próxima segunda-feira, novas medidas devem ser anunciadas para reforçar o enfr entamento da Covid-19.

De acordo com a pasta, os cinco novos casos confirmados são importados, ou seja, são de pessoas que chegaram de viagens para fora do país. Há pacientes que viajaram para Itália, Reino Unido e Estados Unidos. O caso da Bahia, por exemplo, é de uma mulher de 34 anos, moradora de Feira de Santana, que retornou da Itália, em 25 de fevereiro. Ela visitou as cidades de Milão e Roma, e manifestou os sintomas depois de chegar ao Brasil. É o primeiro caso confirmado no Nordeste e todos — menos o da paciente de 13 anos que permanece assintomática— estão em isolamento domiciliar. Mandetta afirmou que, diante da nova situação encontrada pelo Brasil, será necessário fazer algumas mudanças na maneira de como o país lida com o vírus. A partir de agora, pessoas que voltam do exterior e tenham pelo menos dois dos sintomas — seja febre, tosse ou dificuldade de respirar — devem ser investigadas como suspeitas. Segundo o ministro, só será desconsiderado quem voltar da África, da América do Sul e da América Central, já que esses continentes ainda não têm um grande número de casos.

“Antes, para ter um caso suspeito, a gente tinha que ver de onde o passageiro estava vindo. Começamos comWuhan, epicentro da doença; depois, aumentamos para a China e, gradativamente, acrescentamos países na lista. Agora, temos transmissão sustentada na Europa, em alguns países do Oriente Médio e em outras nações. Não tem mais por que ficar estressando nosso sistema de saúde para considerar diversas possibilidades ao apontar um caso suspeito. Vamos adotar como se isso já tivesse sido reconhecido mundialmente”, completou. O diretor do departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Júlio Croda, explicou que a medida facilita a vigilância de saúde para classificar esses casos como suspeitos ou excluídos. “Não precisamos ficar checando em que país estava. Fica mais fácil e isso produz mais eficiência para o sistema”, destacou. Mandetta disse ainda que medidas que reforçam a atenção básica devem ser tomadas na próxima segunda-feira. “A porta de entrada é pela atenção básica. Nasegunda-feira, a gente deve editar novas medidas de reforço da atenção primária, para abertura em horários estendidos, para o chamamento de médicos para esse programa Mais Médicos”, afirmou. Além disso, uma portaria que disciplina a lei que fala de isolamento domiciliar deve ser pu- Con vocação de médicos sai na 2a 0 ministro daSaúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que, na próxima segunda-feira, o governo pretende editar várias medidas voLtadas à assistência sobre o novo coronavírus.

A ideia é divulgar as normas para abertura de unidades de saúde básica em horários estendidos, editar a portaria que disciplina a Lei sobre isolamento domiciliar, além de estender o alcance de nova convocação de profissionais ao Mais Médicos. "Já está pronto o edital e assinamos na segunda-feira", disse, sobre o certame para chamamento do prog rama Mais Médicos. Na qu intafeira, o secretário executivo da pasta, João Gabbardo, afirmou que o governo planejava convocar profissionais apenas para cidades menores, mas resolveu ampliar para todas as faixas. Mandetta ainda frisou, novamente, que as pessoas que sentirem necessidade, procurem as unidades básicas de saúde, deixando os hospitais e UPAs para os casos mais sérios. "Momento é de evitar hospital", disse. blicada pela pasta. A habilitação de UTIs também foi mencionada pelo ministro. Na última quinta-feira, o Ministério declarou que dois casos confirmados de São Paulo contraíram o vírus, por meio do contato com o primeiro paciente confirmado no país, um homem de 61 anos, que viajou para Itália. Segundo a pasta, desta forma é possível afirmar que há transmissão local do novo coronavírus no Brasil.

Até ontem, os episódios de infecção eram apenas de pessoas contaminadas no exterior. Bolsonaro: não há razão para pânico Thays Umbelino/CB/DA Press Mulher deu entrada no Daher, do Lago Sul, na quarta-feira, mas foi transferida para o Hran, onde está isolada Estado de paciente no DF é grave O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em pronunciamento ontem à noite, que “não há motivo para pânico", mesmo que a crise do novo coronavírus se agrave. Segundo ele, “o momento é de união” e a melhor forma de prevenção é “seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas". Bolsonaro salientou, no pronunciamento, que o mundo enfrenta um "grande desafio”, pois o novo coronavírus está em todos os continentes, e o homem não é imune à doença Covid-19. “O governo federal vem prestando orientações técnicas a todos os estados por intermédio do Ministério da Saúde. Determinei ações que ampliam o funcionamento dos postos de saúde, bem como reforço aos nossos hospitais e laboratórios”, observou. Horas antes, na coletiva para atualizar os números da infeccção pelo coronavírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a pasta deve necessitar de novos recursos para enfrentar a epidemia, mas voltou a dizer que ainda não há como precisar o montante extra que poderá ser requisitado. “Não tenho números (sobre recurso extra). Isso parte de cenários, este ano o orçamento tem características diferentes de anos anteriores”, disse o ministro, lembrando que já teve conversas com o Congresso Nacional sobre o assunto.

Mandetta também afirmou que, para chegar a um número, o ministério acompanha como outros países com epidemia mais avançada trabalharam com os gastos extra. “Pode ser um R$ 1 bilhão, R$ 3 bilhões, R$ 5 bilhões, não há como saber ainda”, disse. O ministro ponderou que ainda tem condições de enfrentar a situação atual com os próprios recursos da pasta. “No meu próprio orçamento já temos remanejado”, explicou. Ele também disse que a corrida pela compra de máscaras por países de primeiro mundo está “perturbando severamente” o abastecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o Hemisfério Sul e a países que não realizaram as aquisições. O ministro pontuou, por outro lado, que o nível de abastecimento no Brasil está bom, lembrando que o país está adquirindo novas máscaras. “Comuniquei tanto a Organização Panamericana da Saúde como a Organização Mundial da Saúde que empresas e os países de primeiro mundo saíram adquirindo quantidades enormes, fazendo estocagem, e isso está perturbando severamente o abastecimento de Equipamentos de Proteção Individual para o Hemisfério Sul e países que não o fizeram”, disse durante coletiva à imprensa para atualizar os dados sobre o novo coronavírus no Brasil. O Ministério da Saúde anunciou que havia encontrado fornecedores de parte dos equipamentos de segurança que prevê usar contra a doença. Mandetta disse que, antes, uma máscara saía por algo em torno de R$0,10 e, agora é quase R$2. » SARAH PER ES »THAÍSUMBELINO » WALDER GALVÃO A paciente de 52 anos, internada depois de dar positivo para o novo coronavírus, apresentou piora no estado de saúde. A mulher está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), desde que foi transferida do Hospital Daher, no Lago Sul, na madrugada de sexta-feira.

Pouco mais de 20 horas depois de ser levada à unidade da rede pública, ela teve que ser entubada. Segundo informações preliminares, a paciente está em coma induzido e passa por exames neurológicos. A principal suspeita é que uma bactéria tenha agravado o estado clínico da paciente. O Correio apurou que o quadro de saúde apresentou complicações devido ao fato de ela ser obesa e ter problemas cardíacos. A paciente está isolada em uma área da UTI.

Está sendo avaliada a possibilidade de ser feita a transferência dos demais internados na ala para outras unidades de saúde. A informação não foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A mulher deu entrada no hospital particular, na última quartafeira, com sintomas da Covid-19, como febre, cansaço e tosse seca. No dia seguinte, passou por exames que deram positivo para a infecção por coronavírus. A partir desse resultado, a Secretaria decidiu pela transferência de paciente para o Hran. A família pediu para que o encaminhamento fosse feito para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Desde que o teste na mulher deu positivo para o novo agente infeccioso, o marido e uma enfermeira que prestou atendimento a ela no Daher precisaram ser isolados. Ainda na tarde de ontem, quatro colegas de trabalho da paciente se apresentaram no Hran, informando terem tido contato com ela. O grupo foi liberado, de acordo com informações de uma fonte da Secretaria de Saúde ao Correio.

JORNAL NACIONAL/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/03/2020 às 20h36

 

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 06/03/2020 às 21h22

As medidas anunciadas pelo governo mostram a importância de evitar uma sobrecarga no sistema de saúde neste momento. Apreensão, retorno de viagens e sintomas de gripe estão levando muita gente às emergências particulares. O empresário não viajou para os países de maior risco, mas sintomas de gripe e uma dose de medo o levaram ao pronto-socorro. “Tenho contato com um cliente de fora, que viaja bastante, mas nada de contato direto não. Mais medo mesmo, tenho dois filhos pequenos”, diz. No hospital que diagnosticou o primeiro caso da Covid-19 no país, o aumento da procura foi de 50%.

Em outro pronto-socorro, o crescimento foi de 10%. Mas a maioria só tinha doenças respiratórias de vírus que são velhos conhecidos, como os da influenza, que chegaram mais cedo. Pronto-socorro cheio aumenta o tempo de espera, o que é especialmente ruim para quem tem problema ou doença grave. Além disso, aglomerações aumentam o risco de contágio por doenças. Os médicos alertam ainda para a falsa sensação de segurança que o exame para o novo coronavírus pode dar quando é feito sem indicação. A recomendação é fazer o exame apenas quando a pessoa tem sintomas, como febre, tosse, dificuldade para respirar, e ligação com casos confirmados ou suspeitos.

O exame de quem não tem sintomas pode enganar. “Se ele vier negativo, a gente não pode afastar que essa pessoa dentro dos 14 dias não desenvolva os sintomas e não passe, então, a excretar o vírus, que a gente tem esse período de incubação. E a gente tem medo que a pessoa ache que não tem mais a doença e que possa então relaxar com as nossas medidas tão faladas sobre a higiene das mãos, a etiqueta da tosse e atenção aos sinais e sintomas que podem vir a ocorrer”, explica Maura Salaroli, do controle de infecção hospitalar do Hospital Sírio-Libanês. Os infectologistas lembram que tanto no setor público quanto no particular, as emergências só devem ser procuradas por quem realmente precisa. “Se a gente começar a desperdiçar recursos pode ser que no futuro nós sintamos falta do uso inapropriado do recurso que hoje nós temos em boa quantidade.

A emergência sempre foi destinada aos pacientes com risco de morte ou sintomas graves ou sintomas de sofrimento. Sintomas simples, sintomas não agudos, você pode através de seu médico titular, do consultório, sanar essas dúvidas e não determinar uma sobrecarga dos departamentos de emergência do país”, diz José Leão, gerente médico de pronto atendimento do Hospital Albert Einstein. Apreensão, retorno de viagens e sintomas de gripe estão levando muita gente às emergências particulares. O empresário não viajou para os países de maior risco, mas sintomas de gripe e uma dose de medo o levaram ao pronto-socorro. “Tenho contato com um cliente de fora, que viaja bastante, mas nada de contato direto não.

Mais medo mesmo, tenho dois filhos pequenos”, diz. No hospital que diagnosticou o primeiro caso da Covid-19 no país, o aumento da procura foi de 50%. Em outro pronto-socorro, o crescimento foi de 10%. Mas a maioria só tinha doenças respiratórias de vírus que são velhos conhecidos, como os da influenza, que chegaram mais cedo. Pronto-socorro cheio aumenta o tempo de espera, o que é especialmente ruim para quem tem problema ou doença grave. Além disso, aglomerações aumentam o risco de contágio por doenças.

Os médicos alertam ainda para a falsa sensação de segurança que o exame para o novo coronavírus pode dar quando é feito sem indicação. A recomendação é fazer o exame apenas quando a pessoa tem sintomas, como febre, tosse, dificuldade para respirar, e ligação com casos confirmados ou suspeitos.

O exame de quem não tem sintomas pode enganar. “Se ele vier negativo, a gente não pode afastar que essa pessoa dentro dos 14 dias não desenvolva os sintomas e não passe, então, a excretar o vírus, que a gente tem esse período de incubação. E a gente tem medo que a pessoa ache que não tem mais a doença e que possa então relaxar com as nossas medidas tão faladas sobre a higiene das mãos, a etiqueta da tosse e atenção aos sinais e sintomas que podem vir a ocorrer”, explica Maura Salaroli, do controle de infecção hospitalar do Hospital Sírio-Libanês.

Os infectologistas lembram que tanto no setor público quanto no particular, as emergências só devem ser procuradas por quem realmente precisa. “Se a gente começar a desperdiçar recursos pode ser que no futuro nós sintamos falta do uso inapropriado do recurso que hoje nós temos em boa quantidade.

A emergência sempre foi destinada aos pacientes com risco de morte ou sintomas graves ou sintomas de sofrimento. Sintomas simples, sintomas não agudos, você pode através de seu médico titular, do consultório, sanar essas dúvidas e não determinar uma sobrecarga dos departamentos de emergência do país”, diz José Leão, gerente médico de pronto atendimento do Hospital Albert Einstein.

REVISTA FÓRUM ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 06/03/2020 às 22h55

“Não é motivo para pânico”, afirma a infectologista, enquanto o efeito de cenário virtual mostra dois gigantescos modelos 3D do novo coronavírus girando no estúdio, como se ameaçassem jornalista e entrevistados. Esse flagrante no “Fantástico”, da Globo, é o padrão recorrente da atual cobertura da ameaça de pandemia: a presunção da catástrofe induzida por uma narrativa ambígua que gera confusão e medo. Igual às chamadas “fake news”, o álibi da grande mídia para se livrar de qualquer suspeita.

Por que essa ambiguidade deliberada? Quem está ganhando?

Talvez a resposta esteja lá em outubro de 2019, no “Event 201 – A Global Pandemic Exercise”, realizado no Johns Hopkins Center for Health Security, Baltimore. Dois meses antes da atual crise, o evento realizou uma simulação cuidadosamente projetada de uma possível epidemia de coronavírus, então chamado de “nCoV-2019” – muito próximo do acrônimo atual. Seguindo o mesmo “modus operandi” dos supostos atentados terroristas na Europa e EUA dos últimos anos, sempre antecipados por exercícios de simulação. O grande álibi do jornalismo é a notícia. A descrição que ele faz de si mesmo é a de um vigilante da verdade, das informações fidedignas que só fortaleceriam os valores democráticos, da liberdade e da cidadania. Como mais um produto à venda no mercado, esse é o rótulo estampado em cada notícia colocada na vitrine das primeiras páginas e escaladas dos telejornais. Mas há muito mais por trás desse álibi-rótulo: a notícia é resultante de um grande volume de dados por meio de diversos processos: classificar, priorizar, hierarquizar, incluir, excluir, adaptar, expor etc. São processos tecnicamente chamados de edição. Mas o trabalho também consiste na transliteração: adequação da linguagem para que o leitor/espectador leigo compreenda assuntos complexos em termos simples. É aqui que a notícia passa do campo da informação para o da percepção. Do campo da linguística para o campo semiótico.

Disso decorre o seguinte: se há edição, há uma intencionalidade. Combinada com uma determinada retórica ou estética da notícia, temos, portanto, uma bomba semiótica – a arbitrária moldagem da percepção do público no sentido daquilo que interessa o chamado “aquário” das redações num movimento de correia de transmissão com os interesses corporativos, políticos e econômicos. Isso cria situações contraditórias, ambíguas: muitas vezes o rótulo diz uma coisa e a estética da edição diz outra.

O que resulta numa outra questão: qual é a intencionalidade? Ou tudo é apenas o resultado dessa contradição inerente à produção de notícias?

A atual cobertura extensiva da grande mídia sobre a ameaça de uma pandemia do novo coronavírus vem revelando essa ambiguidade que transformam as notícias em verdadeiras bombas semióticas: a retórica e estética moldam a percepção das notícias, muitas vezes num sentido contrário do que elas pretendem informar. “Não há motivo para pânico!” Se não, vejamos. Como não poderia deixar de ser, a última edição do “Fantástico”, da Globo (01/03/2020), deu destaque ao novo coronavírus. Dois infectologistas foram recebidos no estúdio do programa para serem entrevistados pela jornalista Sonia Bridi. “Não é motivo para pânico”, diz logo de cara a infectologista Mirian Dalben, do Hospital Sírio Libanês. Esse era o tom da entrevista: não confiar nas fake news que só produzem pânico e confusão. Mas… espere um momento!

O que são aquelas duas estruturas 3D gigantescas num tosco cenário virtual girando no estúdio, inseridas ameaçadoramente entre a jornalista e os entrevistados? Algo parecido com aqueles assustadores monstros disformes dos filmes de terror sci-fi B japoneses e americanos dos anos 1950 – “A Bolha Assassina”, o “Monstro da Bomba H” etc. A notícia é: não vamos entrar em pânico, isso é tudo fake news! Mas a transliteração da notícia cria outra percepção: a da assustadora ameaça de duas gigantescas estruturas 3D que emulam o coronavírus, girando dentro do estúdio…

Onde estão as fake news?

Ou ainda no infográfico do telejornal Bom Dia Brasil (04/03/2020) da mesma emissora, no qual mostra os 29 países monitorados pelo Ministério da Saúde e, mais uma vez, com um modelo 3D gigantesco do COVID-19, como se ameaçasse o mapa-múndi ao seu lado. Em seguida, mais advertências contra as fake news, que apenas criariam “pânico e confusão”. Em toda a cobertura da grande mídia parece haver uma ambiguidade intencional para criar um rendimento semiótico bem definido: medo e insegurança. Camadas de retórica visual embrulham a notícia, colocando a informação no campo das bombas semióticas: a intencionalidade não é informar, mas moldar a percepção a partir da contradição entre forma e conteúdo, notícia e estética, informação e percepção. Daí a insistente necessidade da grande mídia diferenciar o produto do jornalismo corporativo das fake news: criar um suposto selo de qualidade, porque, no final, elas não são lá muito diferentes das notícias falsas, com seus cenários virtuais e infográficos deliberadamente toscos.

Pandemia falsa? Portanto, qual é a intencionalidade por trás dessas bombas semióticas? Por que esse sensacionalismo ambíguo da grande mídia na cobertura do COVID-19?

Para o professor emérito de Economia da Universidade de Ottawa (e fundador e diretor do Centro de Pesquisas sobre Globalização – CRG), Michel Chossudovsky, há uma série de evidências de que a ameaça da pandemia do coronavírus é falsa, com um objetivo bem definido: desestabilização econômico, social e geopolítica global. Na superfície, deliberada campanha contra a China para criar uma onda de sentimentos racistas contra a etnia chinesa (e mesmo oriental, como demonstram notícias sobre atos racistas contra coreanos em Londres). Mas para Chossudovsky, essa é apenas a superfície da questão – alimentar o preconceito é a motivação da psicologia de massas para legitimar outras agendas: a financeira e a geopolítica.

Em seu artigo “COVID-19: A Fake Pandemic? Who’s Behind It? Global Economic, Social and Geopolitical Desastabilization” (clique aqui), Chossudovsky começa “triturando” os números: A população mundial é da ordem de 7,8 bilhões. A população da China é da ordem de 1,4 bilhões.A população mundial menos a China é da ordem de 6,4 bilhões. 4.691 casos confirmados e 67 mortes relatadas (fora da China) de uma população de 6,4 bilhões não constituem uma pandemia. 4691/6.400.000.000 = 0,00000073 = 0,000073%64 casos nos EUA, com uma população de aproximadamente 330 milhões, não são uma pandemia. (Dados de 28 de fevereiro): 64 / 330.000.000 = 0,00000019 = 0,000019%. Segundo o pesquisador, enquanto isso os mais recentes dados da vigilância do “Fluview” dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA relatam que em 18 de janeiro de 2020 houve 15 milhões de casos de gripe, 140 mil hospitalizações e 8.200 mortes nessa temporada do influenza.

“Cerca de 84 mil pessoas em pelo menos 56 países foram infectadas e cerca de 2.900 morreram”, diz o New York Times. Mas o que não é mencionado é que 98% desses casos de infecção estão na China Continental. Existem menos de 5 mil casos confirmados fora da China. (OMS, 28 de fevereiro de 2020). Michel Chossudovsky Por que a propaganda? “Então, por que a propaganda?”, pergunta-se o autor. Haveria uma “outra dimensão” nessa desinformação da grande mídia.

CRESCER ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 05/03/2020 às 14h45

Em tempos de coronavírus (COVID 19), as crianças devem ir à escola? Essa dúvida já deve ter passado pela cabeça de muitos pais. Até o momento, não há nenhuma recomendação para os pequenos ficarem em casa, se não estiverem com os sintomas. No entanto, é preciso ficar de olho nos cuidados que devem ser tomados para evitar a contaminação e propagação do vírus, visto que o Brasil já confirmou quatro casos de pessoas que foram infectadas pelo COVID 19. Para esclarecer as dúvidas dos leitores, conversamos com especialistas, que revelaram o que se sabe por enquanto sobre o vírus e deram dicas de como proteger as crianças, tanto na escola como em casa. Confira! Quais são os riscos para as crianças? Elas não estão no grupo dos quadros mais graves.

Até o momento, a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês (SP), diz que a letalidade nessa faixa etária é próxima de zero. Mas, é preciso avaliar cada caso, já que crianças que passaram por um transplante recente ou estão realizando sessões de quimioterapia podem ter comportamentos diferentes. Os especialistas ainda não sabem porque o coronavírus estaria "poupando" as crianças. De acordo com informações do Today Parents, na China, onde o surto começou, as crianças representam apenas 2,4% dos casos de infecções pelo COVID 19. E desses casos, apenas 2,5% apresentaram sintomas mais graves. Além disso, em todo mundo, ainda não foram relatados casos de crianças que foram a óbito.

Quais são os cuidados na escola?

Quando chegam à escola, as crianças brincam juntas e compartilham brinquedos. Sendo, assim, é quase impossível controlar esse contato. No entanto, a infectologista Mirian explica que uma das dicas mais essenciais é conscientizar os alunos quanto à etiqueta da tosse (cobrir a boca com a parte interna do braço quando for tossir ou espirrar) e à higienização das mãos, não só devido ao coronavírus, mas também por causa de várias outras viroses que podem ser transmitidas. Para Rosana Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas e Maternidade Pro Matre Paulista (SP), o ideal, assim, é lavar bem as mãos e várias vezes. Toda a superfície delas deve ser lavada, inclusive embaixo das unhas e entre os dedos. O álcool em gel também é extremamente eficaz. Quanto ao uso de vinagre para lavar as mãos, não há nenhum estudo que comprove sua eficácia.

Meu filho pode ir à escola?

Depende. Se a criança não demonstra nenhum sintoma de febre, tosse ou coriza, não há nenhuma recomendação para ela ficar em casa. No entanto, se ela começar a apresentar esses sintomas, os pais devem evitar de levá-las à escola, porque o vírus, mesmo que seja o de umaa gripoe comum, pode se propagar. Quando devo levar meu filho ao hospital? Ao constatar que estão doentes, as pessoas, geralmente, pensam em ir ao pronto-socorro. Isso se agrava quando falamos de crianças, já que elas são mais vulneráveis. Mas, nem sempre ir a um hospital é o mais recomendado, pois nesse tipo de lugar, há grande circulação de vírus e outras doenças contagiosas. Como o coronavírus tem sintomas semelhantes aos da gripe, como tosse, febre e dor de garganta, é possível que as pessoas fiquem assustadas e corram logo para o hospital sem necessidade.

Por isso, é preciso manter a calma e avaliar os sintomas. No caso das crianças, os pais devem acompanhar seu quadro clínico. Se o filho estiver mais cansado, respirando com dificuldade, com febre e sem vontade de brincar, o recomendado é levá-lo ao médico, porque é possível que ele precise de um suporte para a respiração.

É recomendado o uso de máscaras em lugares com aglomeração, como o transporte público?

Não. De acordo com a especialista Rosana Richtmann, as máscaras são eficazes em situações específicas. Para profissionais da saúde, por exemplo, o uso é recomendado porque a proximidade com os pacientes que já tem algum sintoma aumenta o risco de infecção. Outra situação em que a máscara é extremamente eficaz é para o paciente doente, pois ela diminui a chance de ele disseminar partículas de saliva contaminada no ambiente. Agora, o que está acontecendo é uma procura muito grande por máscaras entre a população em geral e os hospitais, onde as máscaras são essenciais para a rotina, estão começando a ter dificuldade de compra.

As crianças que viajaram para um país com grande circulação do vírus devem fazer o teste?

Não. As crianças só devem ir ao hospital fazer o diagnóstico do coronavírus se estiverem doentes. "Ir sem os sintomas não é recomendado. Mesmo que a criança tenha viajado para uma área com grande risco de infecção. Essa atitude pode lotar os pronto-socorros sem necessidade", diz Mirian.

CRESCER ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 05/03/2020 às 10h41

Ministério da Saúde confirmou primeiro caso de coronavírus no Brasil (Foto: Reprodução/ Twitter) Ministério da Saúde disse que menina aguardava a contraprova (Foto: Reprodução/ Twitter) O Minisério da Saúde incluiu a menina de 13 anos na lista de infectados com coronavírus (COVID 19). A informações foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (5). No início da manhã, o órgão havia divulgado que como a paciente não apresentou sintomas como febre e dificuldade para respirar, eles não a incluiriam na lista de confirmados, mas logo depois o ministério voltou atrás e confirmou o quarto caso. De acordo com o ministério a decisão foi tomada por um grupo de especialistas que estiveram reunidos nesta quinta-feira (5), em Brasília.

"Quatro elementos levaram a definição do caso como confirmado: resultado do exame de contraprova realizado pelo Instituto Adolf Lutz (IAL); local provável de infecção (Itália); possibilidade do uso de medicação para tratar uma lesão que pode ter mascarado os sintomas; e, ainda, a possibilidade de a paciente apresentar sintomas provocados pelo coronavírus nos próximos dias", afirma a nota do ministério. Após retornar da Itália neste domingo (1), a menina fez um teste em um laboratório particular e recebeu o resultado positivo, mas ainda esperava a contraprova que seria realizada pelo Instituto Adolfo Lutz. Durante sua viagem, ela acabou sofrendo uma lesão de ligamento e teve que dar entrada em um hospital. Como ela foi a um ambiente hospitalar, ela decidiu fazer o teste de diagnóstico para o coronavírus, mesmo não tendo os sintomas. Segundo o ministério, a jovem foi atendida no Hospital Beneficência Portuguesa, na última terça-feira, onde coletaram a amostra que foi encaminhada ao Laboratório Fleury. O resultado do exame foi positivo. A contraprova foi realizada pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

O IAL realizou e comprovou o resultado do laboratório particular. Com a confirmação do resultado, a menina segue em isolamento domiciliar e seus familiares estão sendo monitorados. Até o momento, o Brasil está monitorando 531 suspeitos. É possível ter vírus e ser assintomático? De acordo com a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês (SP), baseado no comportamento de outros vírus respiratórios, é possível que uma pessoa tenha o vírus e não desenvolva os sintomas. No entanto, no caso da menina que espera a contraprova, a especialista alerta que ainda é cedo para falar que ela é totalmente assintomática. "Ela pode não ter tido febre ou falta de ar, mas pode ter sentido uma leve dor de garganta. Ainda é preciso apurar melhor", diz.

A especialista afirma ainda que, mesmo a menina sendo assintomática aparentemente, não é necessário pânico quanto ao diagnóstico do coronavírus. A infectologista recomenda que a ida hospital só seja realizada se o paciente tiver os sintomas do coronavírus. No entanto, caso alguma pessoa tenha ido para uma área de grande propagação do vírus, é indicado que não tenha contato com grupos de riscos, como os idosos. "Não existe um remédio específico para o coronavírus, nós tratamos apenas os sintomas, se não há sintomas, não há quadro clínico",

CRESCER ONLINE/SÃO PAULO Data
Veiculação: 04/03/2020 às 18h55

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (4), o Ministério da Saúde anunciou que ela passou por países como Portugal e Itália e, durante a viagem, acabou sofrendo uma lesão esquiando e teve que ir ao hospital. Quando voltou ao Brasil, a jovem, mesmo aparentemente sem os sintomas para o coronavírus, como febre e coriza, fez o teste para avaliar a possibilidade de estar infectada, já que passou por um ambiente hospitalar.

Realizado em um laboratório particular, o teste deu positivo e agora aguarda contraprova que será feita pelo Instituto Adolfo Lutz. "Eu não conheci todo o caso dessa garota de 13 anos. Se fosse minha filha e tivesse ido para uma estação de esqui na Itália e machucado o joelho, eu teria um cuidado muito intenso porque hospital não é local para frequentar sem ser necessário, tem que ter bom senso", disse Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde.

É possível ter vírus e ser assintomático?

De acordo com a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês (SP), baseado no comportamento de outros vírus respiratórios, é possível que uma pessoa tenha o vírus e não desenvolva os sintomas. No entanto, no caso da menina que espera a contraprova, a especialista alerta que ainda é cedo para falar que ela é totalmente assintomática. "Ela pode não ter tido febre ou falta de ar, mas pode ter sentido uma leve dor de garganta. Ainda é preciso apurar melhor", diz. A especialista afirma ainda que, mesmo a menina sendo assintomática aparentemente, não é necessário pânico quanto ao diagnóstico do coronavírus.

A infectologista recomenda que a ida hospital só seja realizada se o paciente tiver os sintomas do coronavírus. No entanto, caso alguma pessoa tenha ido para uma área de grande propagação do vírus, é indicado que não tenha contato com grupos de riscos, como os idosos. "Não existe um remédio específico para o coronavírus, nós tratamos apenas os sintomas, se não há sintomas, não há quadro clínico", afirma. Terceiro caso confirmado Já o terceiro caso do paciente com coronavírus é um homem de 46 anos, que passou por países como Itália, Áustria, Alemanha e Espanha. Morador de São Paulo, ele trabalha como administrador de empresas, e é natural da Colômbia. O pais já tem 531 casos suspeitos.

O primeiro caso brasileiro também veio da Itália, país onde já foram identificados mais de 3 mil casos e pelo menos 100 mortes. Após chegar de uma viagem a trabalho da região da Lombardia, o paciente deu entrada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, com sintomas do coronovírus. Logo depois veio a confirmação do Ministério da Saúde. O segundo caso é de um homem de 32 anos que esteve em Milão, na Itália. "Esse vírus tem uma capacidade de transmissibilidade muito alta já que começou na China e percorreu vários países num período relativamente curto de tempo, mas está se comportando como os vírus respiratórios que conhecemos", afirma o ministro. Confira os cuidados para evitar a contaminação

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Evite o contato com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • Faça lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  • Use lenço descartável para higiene nasal;
  • Cubra o nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Lave as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Mantenha os ambientes bem ventilados.

CRESCER ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/03/2020 às 15h00

Para esclarecer as principais dúvidas, CRESCER conversou com especialistas que revelam as descobertas até o momento e dão dicas para evitar a contaminação O novo coronavírus (COVID 19) se tornou protagonista dos noticiários, principalmente após a confirmação do segundo caso de infecção no Brasil, que aconteceu no último fim de semana. De acordo com o Ministério da Saúde, os dois pacientes vieram da Itália, onde o vírus está circulando com muita intensidade. Nesse cenário, aumentam as dúvidas sobre como o COVID 19 pode impactar grupos mais vulneráveis, como grávidas e crianças. Para esclarecer as dúvidas dos leitores, conversamos com especialistas, que revelaram o que se sabe por enquanto sobre o vírus e deram dicas de como as crianças e grávidas podem se proteger.

Quais são os riscos do coronavírus para as grávidas?

Ainda não existem estudos suficientes para entender como o vírus se comporta nas gestantes. No entanto, segundo a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês (SP), como as grávidas passam por mais alterações no corpo, é possível que elas sejam mais suscetíveis a desenvolverem quadros clínicos mais graves do coronavírus, como nos casos das gestantes com H1N1, doença que, assim como o coronavírus, tem sintomas semelhantes aos de uma gripe comum. Quanto aos riscos, baseada no comportamento de outros coronavírus, acredita-se que as grávidas infectadas teriam uma probabilidade maior de ter um aborto espontâneo ou mesmo bebês prematuros.

A grávida pode transmitir o vírus para o bebê?

Mais uma vez, como é tudo muito recente, ainda não há estudos suficientes para comprovar se o vírus passa da gestante para o bebê. No entanto, os pesquisadores já começaram a analisar alguns casos. Publicada no jornal científico The Lancet, uma pesquisa feita com uma amostra de nove grávidas sugere que o novo coronavírus não passaria de mãe para filho durante a gestação. As mulheres eram de Wuhan, na China, onde a epidemia teve início, e tiveram pneumonia causada pelo COVID 19. Todas deram à luz por meio de cesariana. Para a infectologista Mirian, ainda é muito cedo para se chegar a uma conclusão, mas essa é a única evidência que temos no caso das grávidas e, se observarmos o comportamento de outros coronavírus, realmente, a transmissão do vírus da mãe para o bebê não acontece.

Como evitar a contaminação?

Segundo Rosana Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas e Maternidade Pro Matre Paulista (SP), a mão é um dos principais vetores de transmissão do vírus. No entanto, apesar de o coronavírus ter um grande potencial de contágio, ele não é tão resistente aos processos de higienização. O ideal, assim, é lavar bem as mãos. Toda a superfície deve ser levadas, inclusive embaixo das unhas e entre os dedos. O álcool em gel também é extremamente eficaz, como complemento da higienização.

Quanto ao uso de vinagre para lavar as mãos, não há nenhum estudo que comprove a eficácia. Para evitar a contaminação, também se recomenda não compartilhar objetos. Quando se deve ir ao hospital? Ao constatar que estão doentes, as pessoas, geralmente, pensam em ir ao pronto-socorro. Isso se agrava quando falamos de grávidas, já que há o medo de prejudicar o bebê. No entanto, nem sempre ir a um hospital é o mais recomendado, já que, nesse tipo de lugar, há grande circulação de vírus e outras doenças contagiosas. Como coronavírus tem sintomas semelhantes aos da gripe, como tosse, febre e dor de garganta, é possível que as pessoas fiquem assustadas e corram logo para o hospital sem necessidade. Por isso, é preciso manter a calma e avaliar os sintomas. Para Mirian, no caso das grávidas, o recomendado é sempre manter contato com o obstetra sobre sua condição de saúde e recorrer ao hospital em casos de falta de ar. Até o momento, não existe uma medicação específica para tratar a infecção pelo COVID 19. O que se pode fazer é tratar os sintomas, como por exemplo, se tiver dor, a gestante pode tomar um analgésico, caso não haja nenhuma contraindicação para sua saúde.

Gestantes com viagem marcada para países com transmissão ativa, como Itália e China, devem cancelar a viagem? De acordo com a infectologista Rosana Richtmann, as gestantes são um grupo com o qual é preciso ter mais preocupação, pois, em teoria, podem ter um desfecho mais grave a vários tipos de infecção. Mesmo ficando no Brasil, também pode haver o risco de transmissão, mas é melhor evitar o turismo porque ele geralmente implica um maior deslocamento por áreas com grandes aglomerações. Então, o recomendado é que esse tipo de viagem seja cancelada ou adiada, se possível.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 01/03/2020 às 21h17

Lavar as mãos, lavar as mãos e lavar as mãos. Isso todo mundo já entendeu. Mas ainda há muitas outras dúvidas. Por exemplo: quem deve usar máscara? 

Só quem está doente ou quem quer se proteger do vírus? Sônia Bridi conversou com os infectologistas Alberto Chebabo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, para explicar como lidar com o Covid-19. Dois outros coronavírus provocaram doenças graves: a Sars, Síndrome Respiratória Aguda Grave, entre 2002 e 2003, e a Mers, Síndrome Respiratória do Oriente médio, a partir de 2012. O novo coronavírus é o sétimo da família. O novo coronavírus é o mais contagioso da família. Para chegar a mil casos, precisou de apenas 48 dias. O Sars levou mais de quatro meses para chegar a mil casos. E o Mers chegou a essa marca só depois de dois anos e meio. 

VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA Veja a íntegra com as dúvidas sobre o novo coronavírus Mas o Mers foi o mais perigoso: matou 38% dos infectados, 17 vítimas fatais em cada grupo de 50. O Sars matou 9,8% dos infectados. Em média, cinco em cada 50. O novo vírus é menos letal: até agora, morreram 3,4% dos que pegaram a doença. Menos de duas pessoas a cada 50. 

Esta semana o corona chegou ao Brasil, e por onde se previa que chegasse: São Paulo, a maior metrópole, a mais conectada com o mundo. O primeiro paciente foi um homem de 61 anos, vindo da Itália. O segundo caso, confirmado no sábado (29), é de outro homem que esteve na Itália, de 32 anos. Os dois foram diagnosticados no Hospital Albert Einstein e estão em suas casas, acompanhados por profissionais de saúde. Eles têm sintomas leves e passam bem. São Paulo criou um comitê para enfrentar a chegada do coronavírus. 

O quão preocupados devemos ficar? O medo que as pessoas sentem é fundamentado ou é medo do desconhecido? Como pega? Basta passar por alguém infectado na rua? Quem está com tosse ou espirrando, como faz? Quanto tempo o vírus sobrevive no ambiente?

 Todo mundo tem celular na mão o tempo todo. Ele pode ser um foco? Veja as respostas dos especialistas no vídeo acima. Ouça o podcast do Fantástico: Dois outros coronavírus provocaram doenças graves: a Sars, Síndrome Respiratória Aguda Grave, entre 2002 e 2003, e a Mers, Síndrome Respiratória do Oriente médio, a partir de 2012. O novo coronavírus é o sétimo da família. O novo coronavírus é o mais contagioso da família. Para chegar a mil casos, precisou de apenas 48 dias. O Sars levou mais de quatro meses para chegar a mil casos. E o Mers chegou a essa marca só depois de dois anos e meio. VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA Mas o Mers foi o mais perigoso: matou 38% dos infectados, 17 vítimas fatais em cada grupo de 50. O Sars matou 9,8% dos infectados. 

Em média, cinco em cada 50. O novo vírus é menos letal: até agora, morreram 3,4% dos que pegaram a doença. Menos de duas pessoas a cada 50. Esta semana o corona chegou ao Brasil, e por onde se previa que chegasse: São Paulo, a maior metrópole, a mais conectada com o mundo. O primeiro paciente foi um homem de 61 anos, vindo da Itália. 

O segundo caso, confirmado no sábado (29), é de outro homem que esteve na Itália, de 32 anos. Os dois foram diagnosticados no Hospital Albert Einstein e estão em suas casas, acompanhados por profissionais de saúde. Eles têm sintomas leves e passam bem. São Paulo criou um comitê para enfrentar a chegada do coronavírus. O quão preocupados devemos ficar? O medo que as pessoas sentem é fundamentado ou é medo do desconhecido? Como pega? Basta passar por alguém infectado na rua? Quem está com tosse ou espirrando, como faz? Quanto tempo o vírus sobrevive no ambiente? Todo mundo tem celular na mão o tempo todo. Ele pode ser um foco? Veja as respostas dos especialistas no vídeo do item acima. Ouça o podcast do Fantástico:

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 29/02/2020 às 12h00

A advogada Joana, 29, beijou um italiano em um bloco carnavalesco em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, na terça (25). No dia seguinte, mesmo sem sintomas de gripe, foi ao pronto-socorro de um hospital privado da capital querendo fazer o teste diagnóstico para o coronavírus. O caso pode parecer bizarro, mas com o crescente pânico em torno da infecção, têm aumentado os casos de pessoas que viajaram ao exterior ou que tiveram contato com estrangeiros —ou acham que tiveram— buscando serviços médicos para se certificarem de que estão livres da doença, a chamada covid 19. Em comum, eles têm o fato de não apresentarem sintomas da gripe. “Todos têm uma história para contar. É o amigo do filho que veio da Itália, pessoas com medo querendo se assegurar de que está tudo bem diante de tanta notícia”, afirma o infectologista Luiz Fernando Camargo, do Hospital Israelita Albert Einstein. 

Segundo ele, muitas pessoas sem sintomas buscam o hospital pedindo para serem testadas. “É aquela ideia: ‘deixa eu ver se eu estou negativo mesmo’, muita gente querendo excluir um diagnóstico mesmo sem ter sintomas”, diz ele. No Hospital Sírio-Libanês, a situação é a mesma: pessoas assintomáticas querendo fazer exames. “A pessoa acha que o resultado do exame vai dar segurança de que ela não tenha a doença. Isso não é verdade. Sem sintomas ou como prevenção, o exame não ajuda”, explica Christian Valle Morinaga, gerente médico do pronto-atendimento. 

Camargo explica que, para as pessoas assintomáticas, fazer o teste é muito discutível. “A gente recomenda não fazer.” Mesmo que um exame nessa situação assintomática venha a dar positivo, não há o que ser feito, além da observação e das orientações para se evitar a transmissão para outras pessoas. Não há medicamentos que curem a doença respiratória causada pelo vírus —apenas remédios para os sintomas, como febre, coriza e tosse. Em entrevista à Folha, o infectologista David Uip disse que os testes diagnósticos são importantes apenas em dois momentos: para confirmar a chegada do coronavírus ao Brasil e para checar se está havendo contaminação entre pessoas que não viajaram para o exterior. “A testagem é importante em termos epidemiológicos, mas individualmente, não. Não muda nada a assistência a esse paciente.” Por que então tanto medo e esse desejo pelos testes? “A gente detesta o desconhecido, aquilo que não domina. As pessoas estão tensas. Querem saber o que fazer no dia a dia, se vão para o trabalho, se pegam o metrô, se podem viajar. Isso está afetando muito o dia a dia”, diz Camargo, do Einstein. Outras situações que têm gerado aumento na procura pelos prontos-socorros da capital paulista e a busca pelos testes diagnósticos são as gripes por influenza e outras viroses respiratórias, que estão mais mais frequentes nesses últimos dias, com a queda da temperatura. É um fenômeno que já tinha acontecido no ano passado. “Os sintomas são justamente de febre, dor no corpo, febre, nariz escorrendo. Isso tem preocupado muito as pessoas que pensam se tratar de coronavírus, mas, na verdade, é o influenza já circulando em São Paulo”, diz Morinaga. 

Segundo o infectologista Esper Kallás, há aumento de casos de gripe por influenza B e H1N1 também nos consultórios. “Tem alguma coisa diferente acontecendo com o influenza. O motivo de ele estar circulando nesta época do ano está totalmente em aberto. Condição climática? Diversidade do vírus? Mais pessoas suscetíveis? Tem que fazer uma conta muito grande.”

Para Mirian Dal Ben, infectologista do Sírio-Libanês, uma outra hipótese que poderia explicar em parte esse fenômeno é o vírus estar sendo trazido por pessoas que viajaram a países do hemisfério norte, que estão no inverno e registram epidemias de influenza. “Estamos diagnosticando mais casos de influenza nesta época do ano do que diagnosticávamos três anos atrás.” O aumento ocorreu especialmente nas últimas semanas e ainda não há números oficiais consolidados. Nos EUA, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) estima que até 24 fevereiro o influenza tenha infectado 29 milhões de pessoas. Dessas, pelo menos 13 milhões passaram por consultas médicas, 280 mil foram hospitalizadas e 16 mil morreram. No mesmo período, houve 14 casos de covid-19, com nenhuma morte. “O influenza mata milhares por anos e as pessoas e estão preocupadas com o coronavírus que não chega a nenhuma fração das mortes por vírus da gripe”, diz Kallás. Na última quinta (27), o Ministério da Saúde anunciou que vai antecipar a campanha de vacinação contra gripe para 23 de março. 

A imunização protege contra cepas do influenza, mas uma vez que a pessoa esteja vacinada, fica mais fácil para profissionais de saúde diagnosticarem qual vírus paciente pode ter contraído. Na paranoia do coronavírus, até resfriados comuns têm levado as pessoas aos pronto-socorros. “No meu último plantão, tinha muita gente com queixas leves de resfriados, dor de garganta que normalmente não fariam nada mas, em razão do medo do coronavírus, acabam indo buscar uma coisa, não sabem muito bem o quê, como se fosse uma mágica para não pegar”, diz otorrrinolaringologista Marcos Roberto Nogueira, plantonista no Hospital Ruben Berta (SP). Segundo ele, entre os atendidos havia uma família de quatro pessoas, dois adultos e duas crianças. “Nenhum deles precisava de atendimento emergencial em um PS. Não deveriam entrar num hospital e correr riscos óbvios deste tipo de ambiente, com pessoas doentes, e aumentar a chance de adoecer de fato.” Para Nogueira, muita gente vai para o hospital em busca de informações. 

“Não é o fórum ideal. Só se arrisquem a entrar num hospital se estiverem com sintomas realmente importantes e levem um mínimo de acompanhantes.” Mirian Dal Ben reforça que a ida desnecessária aos serviços de saúde não faz bem para ninguém. “Não é bom para o paciente, que não vai ter benefício, não é bom para o serviço de saúde, que vai ficar com o pront0-atendimento lotado sem poder dar atenção para quem realmente precisa, e também não é bom para o sistema de saúde, que tem limitação de recursos.” Kallás vê o ano de 2009 como o início da cultura da gripe no Brasil. “Naquela época, nem se fazia diagnóstico de gripe. Depois da gripe suína, ganhou-se o conhecimento sobre aquilo e todo o mundo começou a se preocupar em fazer teste para gripe.” Para ele, com o coronavírus, o país vai acordar para a cultura dos vírus respiratórios.

“Na hora que você pede um monte de testes num caso suspeito de coronavírus, você vai descobrir um monte de vírus respiratórios, metapneumovírus, influenza A e B, H1N1 e outros coronavírus.” Kallás conta que dias atrás um colega pediu um painel viral para um paciente e diagnosticou coronavírus 229E, que já circula há muito tempo. “Ele causa resfriado, nariz escorrendo. 

O paciente ficou em pânico, a família inteira queria fazer teste. A gente vai passar por essa fase de aprendizado e mostrar que esses vírus são muito mais comuns do que a gente imagina.” Os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que, em geral, causam sintomas semelhantes a um resfriado comum. Os mais comuns são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

CORREIO WEB/CORREIO BRAZILIENSE/BRASÍLIA
Data Veiculação: 28/02/2020 às 17h41

Mais um caso suspeito de novo coronavírus foi descartado no Distrito Federal nesta sexta-feira. Desta vez, em um paciente que voltou recentemente da Itália e estava com sintomas semelhantes ao do novo vírus. A pessoa procurou o Hospital Sírio-Libanês, que fica na Asa Sul, no início desta semana. Os exames atestaram se tratar de uma gripe comum, causada por um vírus da família do corona, mas não o Covid-19. De acordo com o hospital, todos os procedimentos foram tomados e todos os órgãos competentes, como o Ministério da Saúde, informados. Por se tratar de uma pessoa que apresentava sintomas e tinha estado em um país com casos relatados, o caso foi tratado como suspeito até a confirmação por exames clínicos. 

Até esta quinta-feira (27/2), Brasília tinha cinco casos suspeitos registrados pelo Ministério da Saúde. Em todo o Brasil, são monitorados 182 casos. Somente uma pessoa, em São Paulo, foi diagnosticada com o Covid-19. Comitê criado no DF Nesta sexta-feira (28/2), o Governo do Distrito Federal instituiu o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE) para enfrentamento do coronavírus. 

O COE é formado por 19 gestores e suplentes da Secretaria de Saúde, que alinharão as ações de combate ao Covid-19. O centro terá como atribuições analisar os padrões de ocorrência, distribuição e confirmação dos casos suspeitos de coronavírus no DF; elaborar os fluxos e protocolos de vigilância, assistência e laboratório; capacitar servidores da Secretaria de Saúde e das unidades privadas de saúde, de forma a ampliar o potencial de resposta contra a doença; e subsidiar os gestores com informações técnicas sobre o assunto, para a melhor tomada de decisões.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 28/02/2020 às 17h08

Seis casos são investigados como suspeitos de coronavírus no Distrito Federal. A informação foi dada ao Metrópoles pelo subsecretário de Vigilância Epidemiológica do DF, Divino Martins, nesta sexta-feira (28/02/2020). Até a última quinta-feira (27/02/2020), eram cinco pacientes em observação por similaridades de sintomas com a nova doença, segundo a Secretaria de Saúde. 

Até a tarde desta sexta, sete casos foram notificados. Entretanto, uma mulher que foi internada no Hospital Sírio-Libanês após viagem à Itália teve resultado negativo para a doença, e foi liberada da unidade hospitalar. Embora o número tenha crescido, ainda não há confirmação positiva para o coronavírus, segundo a autoridade local, o que deixa o GDF até este momento em estado de alerta. “Esses pacientes se enquadram nos protocolos e têm o histórico de visita a locais ou a outros doentes investigados pela saúde pública”, disse Martins à coluna. O subsecretário explica, contudo, que a quantidade de notificações de prováveis coronavírus varia e pode ser alterada de tempos em tempos, uma vez que a todo momento resultados de exames modificam o cenário atual. 

“Até o início da noite, há grande possibilidade de que alguns desses casos já sejam descartados. Tudo acontece de forma muito dinâmica e com bastante cuidado”, emendou. Além da análise feita pela equipe do Laboratório Central da Secretaria de Saúde, amostras também são encaminhadas para o Ministério da Saúde testar a contraprova a fim de obter a certeza do diagnóstico. Plano de Contingência Para enfrentar o coronavírus, o GDF montou o Plano de Contingência para a Epidemia da Doença e lançou um Centro de Operações de Emergência (COE). 

A composição do grupo foi publicada nesta sexta-feira (28/02/2020). O grupo intersetorial da Secretaria de Saúde passa a reunir integrantes de várias regionais da pasta, a fim de centralizar informações sobre casos suspeitos e confirmados do coronavírus no Distrito Federal. O novo comitê também será responsável por repassar informações certeiras sobre os pacientes ao Ministério da Saúde. Força-tarefa Além do Hran, considerado referência para atendimentos à população local, o Hospital de Base (HBDF) e o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) têm protocolo específico para o tratamento de casos notificados de coronavírus pela Secretaria de Saúde, a depender da vulnerabilidade do paciente.

G1/NACIONAL
Data Veiculação: 28/02/2020 às 14h15

Enquanto cientistas e autoridades de saúde em todo o mundo correm para entender e combater um novo tipo de coronavírus, boatos e correntes nas redes sociais espalham a ideia de que haveria uma arma poderosa e ao alcance de todos na prevenção ao vírus, mesmo em locais sem infecções confirmadas como o Brasil. De acordo com artigos e vídeos divulgados nas redes sociais, trata-se da vitamina D — em forma de suplementos, injeção ou da simples exposição diária ao sol, a depender do boato. Segundo estes, ela contribuiria na prevenção ao coronavírus ao fortalecer o sistema imunológico (o sistema de defesa do corpo). 

É #FAKE que produtos importados da China podem conter coronavírus É #FAKE texto que manda beber água quente para evitar coronavírus Alguns destes boatos aos quais à BBC News Brasil teve acesso têm tom excessivamente alarmista, por vezes apocalíptico e com a ideia de que haveria informações sendo ocultadas da população. (Confira alguns de nossos textos e vídeos com dicas sobre como identificar notícias falsas).

Essas recomendações já foram refutadas pelo Ministério da Saúde, que afirmou: "Até o momento, não há nenhum medicamento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus." Em linhas gerais, as recomendações do ministério em relação ao novo coronavírus seguem o que vem sendo divulgado internacionalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS): lavar recorrentemente as mãos; usar lenço descartável na higiene nasal; cobrir nariz e boca ao espirrar e tossir; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas ou que apresentem sintomas da doença; entre outros. 

A Sociedade Brasileira de Infectologia também publicou uma nota no último dia 7 sobre fake news referentes à vitamina D, afirmando que "jamais" a entidade publicou que "preconiza o reforço de imunidade como a única estratégia preventiva contra a infecção pelo coronavírus", tampouco a recomendação de "imunomodulação usando vitamina D em dose alta e injetável", conforme indicaram alguns boatos. Sede da OMS em Geneva, que recebeu conferência sobre pesquisas abordando o novo coronavírus; recomendações de prevenção da organização internacional focam em medidas de higiene. 

Hoje, a recomendação para uso de suplemento de vitamina D, em forma de comprimidos por exemplo, é feita apenas para grupos de risco de deficiência desta substância, e, mesmo assim, após exames, consultas e prescrição médica. 

A recomendação é motivada principalmente por aquele que é o papel mais conhecido e essencial da vitamina D: ela participa da absorção do cálcio pelo organismo, contribuindo assim para a saúde dos ossos. Estão incluídos nos grupos de risco para carência da vitamina D, segundo o mais recente posicionamento das sociedades brasileiras de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), idosos com mais de 60 anos; gestantes e lactantes; pessoas com osteoporose; pessoas com as chamadas doenças osteometabólicas, como raquitismo; entre outros. "Cientificamente, a gente não está autorizado a usar vitamina D fora da prevenção de doenças ósseas, de quedas de idosos e na população de risco. Se não tem evidência científica de que há benefícios (para o público em geral), não está autorizado", resumiu à BBC News Brasil José Antonio Miguel Marcondes, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Mas se, para alguns grupos, a ingestão de suplementos é recomendada, não se pode esquecer que a vitamina D também pode — e deve — chegar a todos através das vias "naturais": principalmente a partir da pele exposta ao sol e, em menor medida, através da alimentação. Mas a vitamina D fortalece o sistema imunológico? Mas, afinal, a vitamina D pode ajudar no fortalecimento do sistema imunológico — inclusive diante de doenças respiratórias virais, como o novo coronavírus? Pelos especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, a ciência ainda não encontrou uma resposta clara a essa pergunta — e, por isso mesmo, não veem evidências para recomendar seu uso no reforço do sistema imunológico. Marcondes explica que, apesar do nome, a vitamina D é um hormônio. 

Ela se liga a receptores próprios para estes hormônios dentro das células — "como se fosse um interruptor: uma vez que há esta ligação (hormônio e receptor), dispara-se uma série de eventos", explica o endocrinologista. "Existem algumas células do sistema imunológico que têm receptor de vitamina D. Então, ela pode ter algum papel na defesa, mas qual papel é esse, se é significativo ou não, não há evidências suficientes. É um assunto bastante discutido." "A questão do coronavírus, pode ser que no futuro a gente venha a conhecer (um papel), mas no momento não tem dados para sugerir dose de vitamina D." Portanto, mais uma vez: não havendo comprovação científica de benefícios ou de dosagem segura (há efeitos colaterais com a ingestão excessiva de vitamina D, como náusea e cálculo renal), não há recomendação médica. Lúcia de Fátima Campos Pedrosa, nutricionista e professora titular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explicou à BBC News Brasil que, além da saúde óssea e do sistema de defesa, pesquisadores vêm testando as fronteiras da vitamina D em várias outras áreas. A própria Pedrosa coordena há alguns anos um projeto de pesquisa que acompanha níveis de vitamina D em pacientes com síndrome metabólica. "A função clássica da vitamina D era relacionada ao metabolismo ósseo. 

Com a evolução das pesquisas, percebeu-se que sua atuação não está somente nisso: existem receptores em outros tecidos, no cérebro, músculos, nos adipócitos...", exemplifica. "Era como se nosso organismo, de modo geral, estivesse preparado para acatar essa vitamina D. E no nosso organismo, tudo tem uma explicação. Se eu tenho um receptor para vitamina D, é porque aquele tecido precisa desse nutriente", diz, apontando que há pesquisas investigando o papel da vitamina D na diabetes, doenças neurológicas, cardiovasculares, alguns tipos de câncer, entre outras condições. O problema é que, por motivos também ainda em estudo, a deficiência de vitamina D (ou hipovitaminose) é um problema no Brasil e no mundo — ainda mais em países de maior latitude e com invernos severos, pois há menos exposição ao sol. Mas isto não é mais apenas uma preocupação em países frios. Peixes gordurosos e derivados do leite estão entre as principais fontes de vitamina D na alimentação — mas as dietas modernas são pobres nela, alertam especialistas — Foto: Unsplash "Existe uma estimativa geral de 20 a 59% (da população com deficiência de vitamina D) na América do Sul. Já fizemos em Natal (RN) pesquisa com idosos em instituições de longa permanência, o valor foi perto de 70%; com adolescentes, 45%. Já houve percentuais altos detectados também em São Paulo e outras partes do Nordeste", aponta a pesquisadora da UFRN. "De 80 a 90% da fonte de vitamina D que a gente tem circulante vem da exposição solar. 

A vitamina D é um hormônio préssintetizado na pele que precisa do estímulo, liberando uma enzima que é catalisada pela radiação UV", explica. "Mas o estilo de vida mudou muito: já saímos de casa com filtro solar; passamos o dia em ambientes fechados; e a alimentação, de maneira geral, é deficiente. Na minha experiência (com diferentes grupos), a deficiência de vitamina D na dieta é altíssima." No entanto, a exposição ao sol coloca uma encruzilhada: ela precisa chegar diretamente à pele, sem protetor solar ou camisas feitas para bloquear raios ultravioleta B. Como fazer isso sem desproteger a pele demais? "O que deve ser feito tanto em crianças quanto adultos é ir ao sol nos horários adequados (costuma-se recomendar de 10h-16h); deixar o corpo exposto ao sol por mais ou menos 20 minutos (por dia); e após esse período, aplica-se o protetor. Mas no primeiro momento, é importante dar a oportunidade para a síntese de vitamina D", sugere a nutróloga Nívea Bordin, da clínica Leger, em São Paulo. De qualquer forma, aí vai mais um ponto em que não há consenso científico: o tempo de exposição ao sol recomendado, já que podem influenciar fatores como a pigmentação da pele e a quantidade de gordura no corpo. 

Já na dieta, Bordin explica que as principais fontes da vitamina D são os peixes gordurosos (arenque, cavala, salmão, atum, etc); leites e derivados; e ovos. "A maioria das dietas modernas são pobres em vitamina D, e poucos são os países que possuem programas de fortificação com essa vitamina (o Brasil não tem, por exemplo, como faz por outro lado com o iodo no sal). Nos Estados Unidos, há óleo de fígado de bacalhau, ovo, leite, suco de laranja, cereais matinais fortificados."

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 27/02/2020 às 05h00

SÃO PAULO - Hospitais de São Paulo já se mobilizam para padronizar cartilhas sobre o novo coronavírus e recebem alertas sobre como isolar casos suspeitos. Diretor da Federaçāo dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp), Luiz Fernando Ferrari diz que, desde dezembro, o avanço da doença e as ações para receber os casos suspeitos estão sendo debatidos com os associados. De acordo com Ferrari, que também é vice-presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Sindhosp), as entidades, que representam 55 mil serviços de saúde da rede privada do Estado, planejam padronizar cartilhas sobre o tema. "Na semana passada, a gente se reuniu com os sindicatos dos empregados e o patronal para fazer cartilhas conjuntas de comunicação para os funcionários e gestores de hospitais. Estamos acompanhando os alertas dados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde." Segundo Ferrari, foi dado um alerta para que os hospitais isolem os casos suspeitos e que os profissionais de saúde utilizem os equipamentos de proteção individual ao lidar com esses pacientes. "Deve ser feito o isolamento respiratório do paciente, com uso de máscara, e os funcionários devem usar os métodos de precaução universais: luvas, óculos, o avental não-estéril e a máscara cirúrgica, a máscara comum. 

As pessoas que mexerem com ele precisam estar com um aparato. Não é a N95, que é para procedimentos invasivos, como intubação e aspiração." O diretor da federação explica que, neste momento em que não há transmissão local do vírus, não existe a recomendação de que esses métodos sejam adotados por todos os funcionários. "Se todo mundo começar a usar máscara, não vai ter produção suficiente. É preciso fazer uma boa barreira com quem está com suspeita, diagnóstico rápido e a higiene do hospital. Os hospitais sempre estiveram preparados, porque a gente vive lidando com epidemias." O Hospital Israelita Albert Einstein, que recebeu o primeiro caso da doença no País, informou que acompanha a situação do novo coronavírus desde o início da epidemia.

 "O hospital, que conta com os mais avançados recursos diagnósticos e assistenciais para os atendimentos que se fizerem necessários, inclusive os mais graves, vem atuando no treinamento intensivo de seus colaboradores com o objetivo de assegurar a oferta de atendimento adequado, bem como a segurança de pacientes, familiares e funcionários", informou, em nota. No Hospital Sírio-Libanês, pacientes recebem a orientação em três idiomas sobre como agir caso desconfiem que estão com a doença. "Desde que começaram a sair os alertas do Ministério da Saúde, em janeiro, foi criado um comitê de crise e foi colocada a sinalização em português, inglês e mandarim para que ele se identifique, retire uma máscara cirúgica e use o álcool em gel", explica Mirian Dal Ben, infectologista do hospital. Caso sejam identificados os sintomas da doença e se a pessoa tiver visitado um dos países com transmissão do vírus, o paciente é transferido para um quarto especial para evitar que ele circule pelas instalações do hospital. 

Os profissionais também foram orientados a adotar medidas de segurança, além do uso do equipamento de proteção. "Há uma ordem de retirada. Eles respeitam uma sequência para evitar a contaminação. Primeiro, tiram as luvas e higienizam as mãos. Depois, o avental descartável e higienizam as mãos de novo. Por fim, tiram os óculos de proteção e a máscara." China cria medidas para cuidar de equipes médicas Epicentro da epidemia, a China elaborou um documento com medidas para cuidar das equipes médicas que estão atuando nos casos do Covid-19, como aumento salarial, oferta de refeições nutritivas e transporte, garantia de tempo de descanso e atendimento psicológico. Segundo a agência oficial do governo chinês, que divulgou as informações na última segunda-feira, 24, as autoridades chinesas classificaram que a luta contra a doença está em uma "fase crítica" e que todos os departamentos devem focar na proteção e no cuidado dos profissionais, tendo em vista o alto risco de infecção e a pressão no trabalho. Para os médicos que forem infectados, haverá compensação com seguro de acidente de trabalho e, em caso de morte, os profissionais serão homenageados como mártires.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 27/02/2020 às 13h53

Como se proteger do coronavírus? Algumas medidas básicas, de acordo com especialistas, podem diminuir consideravelmente as chances de contágio - não só da doença surgida na China no fim do ano passado como de outras infecções em geral. Lavar as mãos de forma adequada é a principal. Durante a epidemia de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave, na sigla em inglês), que estourou também na China no fim de 2002, deixou 774 mortos e foi provocada por outro tipo de coronavírus, o ato de lavar as mãos reduziu o risco de transmissão entre 30% e 50%, segundo estimativas de especialistas em saúde. “As pessoas devem higienizar as mãos não só para se proteger do coronavírus, mas de outras infecções virais”, explica Francisco Ivanildo Oliveira Júnior, gerente do Controle de Infecção Hospitalar do Sabará Hospital Infantil e supervisor do ambulatório do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem uma cartilha que ensina a lavar as mãos de forma eficiente. O processo todo demora cerca de 20 segundos e as orientações incluem especial atenção aos punhos, unhas e dedos - que merecem cuidado redobrado. 1 O jeito certo de lavar as mãos, segundo a OMS 2 Use sabonete líquido 3 Esfregue as palmas das mãos 4 Entrelace os dedos e lave as costas de uma mão com a palma da outra 5 Esfregue o punho esquerdo com a palma da mão direita em movimentos circulares e vice-versa 6 Esfregue os dedos com as mãos entrelaçadas 7 Esfregue a parte de trás dos dedos na palma da outra mão 8 Gire uma mão fechada sobre o polegar. Repetir na outra mão 9 Esfregue os dedos de uma mão fechada sobre a palma da outra mão 10 Enxágue as mãos 11 Seque bem as mãos usando uma toalha de papel Se não houver água e sabão disponíveis, a saída, de acordo com a agência federal de saúde dos EUA, é usar gel desinfetante que contenha pelo menos 60% de álcool. “As pessoas devem intensificar a lavagem das mãos, mas sem exagero”, diz o infectologista David Uip, coordenador do centro de infectologia do Hospital Sírio-Libanês e reitor da Faculdade de Medicina do ABC. 

Máscara previne o coronavírus? O uso de máscaras cirúrgicas já se transformou no símbolo da disseminação do novo coronavírus. Imagens de longas filas de chineses tentando comprar o produto correm a internet. Por aqui, algumas farmácias já não têm em estoque. Mas a máscara comum é realmente necessária e eficaz? O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA informa que, se você está saudável, a máscara não é necessária. Por outro lado, ela pode ajudar a evitar que uma pessoa doente transmita o vírus - mas não é 100% eficaz. Especialistas indicam que profissionais de saúde e pessoas com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus devem usar máscaras do tipo N95, que têm capacidade de filtragem de partículas de até 0,3 micrômetro (100 micrômetros equivalem a 0,1 milímetro), enquanto as máscaras cirúrgicas comuns filtram micropartículas com tamanhos entre 2 e 10 micrômetros. 

O novo coronavírus tem 0,12 micrômetro de diâmetro. Quem ainda assim resolver usar, vale lembrar que as máscaras são descartáveis e devem ser trocadas com frequência, de preferência a cada duas horas. “A máscara tem vida curta, umidifica e perde a validade de proteção”, afirma David Uip. Novo jeito de espirrar, esqueça o jeito antigo de espirrar, aquele com as mãos cobrindo a boca. Isso porque, dessa forma, a possibilidade de contaminar outras pessoas e superfícies é enorme. Para evitar isso, a melhor medida é tossir ou espirrar no cotovelo. 

Estranho? Você pode ainda usar um lenço descartável toda vez que espirrar - ele deve ser descartado imediatamente. Por fim, outras dicas úteis podem ajudar a evitar a contaminação: mantenha pelo menos 1 metro de distância de pessoas que estão tossindo ou espirrando, evite tocar olhos, nariz e boca e deixe objetos e superfícies em casa sempre limpos. Álcool é um bom desinfetante contra o coronavírus. CORONAVÍRUS CRONOLOGIA DICAS Expediente Editor Executivo Multimídia Fabio Sales Editora de Infografia Multimídia Regina Elisabeth Silva Editor Assistente Multimídia Adriano Araujo Designer Multimídia Dennis Fidalgo Edição de foto Dalmo Sena

METRO/SÃO PAULO | Outros
Data Veiculação: 27/02/2020 às 03h00

 

FANTÁSTICO/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 27/02/2020 às 03h00

 

Data Veiculação: 27/02/2020 às 03h00

 

Data Veiculação: 27/02/2020 às 03h00

 

MADRUGADA BANDNEWS/BANDNEWS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 26/02/2020 às 00h16

 

SP2/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 26/02/2020 às 18h56

 

TERRA/SÃO PAULO
Data Veiculação: 26/02/2020 às 14h04

SÃO PAULO - Lavar as mãos e cobrir nariz e boca ao tossir e espirrar são medidas que ajudam a evitar a propagação do novo coronavírus, o COVID-19, que teve seu primeiro caso confirmado no País nesta quarta-feira, 26. Infectologistas ouvidos pelo Estado recomendaram ainda que a população não entre em pânico e que, em caso de doenças respiratórias, só busque atendimento médico se sintomas como febre, tosse e coriza persistirem. "Não tem evidência de que tenha transmissão no Brasil de uma pessoa para a outra. Neste momento, é importante reforçar a necessidade de higienização das mãos, porque o vírus é transmitido pelo contato. O indivíduo que está tossindo ou espirrando vai contaminar superfícies ao usar o teclado, mouse, torneira. Todas as superfícies ficam contaminadas. O álcool ou a lavagem das mãos eliminam o vírus. 

As pessoas devem higienizar as mãos não só para se proteger do coronavírus, mas de outras infecções virais", explica Francisco Ivanildo Oliveira Júnior, gerente do Controle de Infecção Hospitalar do Sabará Hospital Infantil, que também é supervisor do ambulatório do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Oliveira Júnior diz que a avaliação dos casos confirmados e artigos científicos apontaram que, para a maioria dos pacientes, a doença não vai evoluir para quadros graves. "Cerca de 80% dos casos têm formas leves. São pessoas que podem ser tratadas sem necessidade de internação, como aconteceu com esse caso do primeiro paciente brasileiro. Esse caso consegue mostrar para a população dessa faceta da doença. 

A grande maioria das pessoas se recupera e tem quadros leves, que podem ser tratados em casa com o afastamento social para reduzir a possibilidade de contato com pessoas do trabalho e em situações sociais." O restante corresponde a ocorrências graves, das quais 6% se referem aos casos muito graves - quando o paciente precisa ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele diz que, embora esse seja um aspecto positivo da doença, tendo em vista que esses pacientes não evoluem para formas graves, essa característica facilita a propagação da doença. "O lado ruim é que as pessoas que são pouco sintomáticas, normalmente, não ficam em casa, elas circulam e são as pessoas que têm o maior risco de transmitir a doença e causar surtos familiares, que têm sido muito descritos na China, ou vão para o trabalho, fazem compras. Além disso, tem uma porcentagem que ainda não sabemos quanto é, de pacientes que não manifestam nenhum sintoma, mas podem transmitir a doença." O infectologista diz ainda que pessoas que viajaram para os países que estão na lista de vigilância do Ministério da Saúde, mesmo que não apresentem sintomas, poderiam tentar reduzir eventos sociais após retornar ao Brasil. 

A lista engloba Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Itália, Japão, Malásia, Vietnã, Cingapura, Tailândia, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes. "Se a pessoa chegou da Itália ou de outras regiões, é importante que ela faça uma auto quarentena, que diminua a possibilidade de contatos sociais. Quem tem de usar a máscara? Quando a gente vê a população usando a máscara, como ocorre na cultura asiática, a maioria é de pessoas com sintomas respiratórios e que utilizam para reduzir a possibilidade de contágio. Quem tem de usar a máscara é a pessoa que está com sintomas e elimina o vírus. As pessoas devem se manter afastadas pelo menos um metro de quem está tossindo ou espirrando, que é a distância que as gotículas podem atingir." 

O paciente brasileiro que teve o resultado positivo para a doença, cuja identidade não foi revelada, tem histórico de viagem pela Itália, na região da Lombardia, onde esteve entre 9 e 21 de fevereiro. Nesta quarta, a Itália registrou a 12ª morte pelo coronavírus e ao menos 374 pessoas no país estão infectadas. Busca por atendimento médico Coordenador do centro de infectologia do Hospital Sírio-Libanês e reitor da Faculdade de Medicina do ABC, o infectologista David Uip diz que as pessoas que apresentam sintomas leves de doenças respiratórias devem evitar sobrecarregar os hospitais. "Se todo mundo que tossir ou espirrar for ao hospital, a gente vai ter um problema que não é possível de dar conta nem no Brasil nem no mundo. 

Quem estiver com sintomas leves, deve ficar em casa. Ao tossir ou espirrar, deve cobrir a boca e o nariz, de preferência, com lenço descartável. E devem intensificar a lavagem das mãos. As pessoas têm de ter cuidado, mas sem exagero, porque esse tipo de situação já ocorreu muitas vezes." Uip também explicou quando, com base nos sintomas, as pessoas devem buscar auxílio médico. "Se tiver uma febre que perdura, que não some em 24 ou 48 horas ou desaparece e reaparece, e desconforto respiratório." A infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, destaca que é importante que as instituições tenham um diálogo franco com a população e reforça que os hospitais devem receber os casos graves. 

"É preciso ter seriedade na comunicação com a população. Tem de explicar o que é a doença, quais são os sinais de alerta, quando se deve ficar em casa. É preciso ter planos de contingência para estabelecer quanto tempo uma pessoa contaminada não deve ir trabalhar ou ir para a escola. Tudo tem de ficar claro desde o início. Evitar que a epidemia tome um vulto grande ou que a situação fique caótica depende muito de as pessoas entenderem: se estou doente e não preciso do hospital, não vou a lugares públicos para mitigar a epidemia e vamos reservar os hospitais para quem precisa." Leia a entrevista completa aqui. Como evitar o coronavírus De acordo com o Ministério da Saúde, medidas podem ser incorporadas no dia a dia para reduzir o risco de contaminação e transmissão do vírus. Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por, pelo menos, 20 segundos. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas Evitar contato próximo com pessoas doentes Ficar em casa quando estiver doente Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 26/02/2020 às 13h54

SÃO PAULO - Lavar as mãos e cobrir nariz e boca ao tossir e espirrar são medidas que ajudam a evitar a programação do novo coronavírus, o COVID-19, que teve seu primeiro caso confirmado no País nesta quarta-feira, 26. Infectologistas ouvidos pelo Estado recomendaram ainda que a população não entre em pânico e que, em caso de doenças respiratórias, só busque atendimento médico se sintomas como febre, tosse e coriza persistirem. "Não tem evidência de que tenha transmissão no Brasil de uma pessoa para a outra. Neste momento, é importante reforçar a necessidade de higienização das mãos, porque o vírus é transmitido pelo contato. O indivíduo que está tossindo ou espirrando vai contaminar superfícies ao usar o teclado, mouse, torneira. Todas as superfícies ficam contaminadas. O álcool ou a lavagem das mãos eliminam o vírus. 

As pessoas devem higienizar as mãos não só para se proteger do coronavírus, mas de outras infecções virais", explica Francisco Ivanildo Oliveira Júnior, gerente do Controle de Infecção Hospitalar do Sabará Hospital Infantil, que também é supervisor do ambulatório do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Oliveira Júnior diz que a avaliação dos casos confirmados e artigos científicos apontaram que, para a maioria dos pacientes, a doença não vai evoluir para quadros graves. "Cerca de 80% dos casos têm formas leves. São pessoas que podem ser tratadas sem necessidade de internação, como aconteceu com esse caso do primeiro paciente brasileiro. Esse caso consegue mostrar para a população dessa faceta da doença. 

A grande maioria das pessoas se recupera e tem quadros leves, que podem ser tratados em casa com o afastamento social para reduzir a possibilidade de contato com pessoas do trabalho e em situações sociais." O restante corresponde a ocorrências graves, das quais 6% se referem aos casos muito graves - quando o paciente precisa ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele diz que, embora esse seja um aspecto positivo da doença, tendo em vista que esses pacientes não evoluem para formas graves, essa característica facilita a propagação da doença. "O lado ruim é que as pessoas que são pouco sintomáticas, normalmente, não ficam em casa, elas circulam e são as pessoas que têm o maior risco de transmitir a doença e causar surtos familiares, que têm sido muito descritos na China, ou vão para o trabalho, fazem compras. Além disso, tem uma porcentagem que ainda não sabemos quanto é, de pacientes que não manifestam nenhum sintoma, mas podem transmitir a doença." O infectologista diz ainda que pessoas que viajaram para os países que estão na lista de vigilância do Ministério da Saúde, mesmo que não apresentem sintomas, poderiam tentar reduzir eventos sociais após retornar ao Brasil. 

A lista engloba Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Itália, Japão, Malásia, Vietnã, Cingapura, Tailândia, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes. "Se a pessoa chegou da Itália ou de outras regiões, é importante que ela faça uma auto quarentena, que diminua a possibilidade de contatos sociais. Quem tem de usar a máscara? Quando a gente vê a população usando a máscara, como ocorre na cultura asiática, a maioria é de pessoas com sintomas respiratórios e que utilizam para reduzir a possibilidade de contágio. Quem tem de usar a máscara é a pessoa que está com sintomas e elimina o vírus. As pessoas devem se manter afastadas pelo menos um metro de quem está tossindo ou espirrando, que é a distância que as gotículas podem atingir." 

O paciente brasileiro que teve o resultado positivo para a doença, cuja identidade não foi revelada, tem histórico de viagem pela Itália, na região da Lombardia, onde esteve entre 9 e 21 de fevereiro. Nesta quarta, a Itália registrou a 12ª morte pelo coronavírus e ao menos 374 pessoas no país estão infectadas. Busca por atendimento médico Coordenador do centro de infectologia do Hospital Sírio-Libanês e reitor da Faculdade de Medicina do ABC, o infectologista David Uip diz que as pessoas que apresentam sintomas leves de doenças respiratórias devem evitar sobrecarregar os hospitais. "Se todo mundo que tossir ou espirrar for ao hospital, a gente vai ter um problema que não é possível de dar conta nem no Brasil nem no mundo. 

Quem estiver com sintomas leves, deve ficar em casa. Ao tossir ou espirrar, deve cobrir a boca e o nariz, de preferência, com lenço descartável. E devem intensificar a lavagem das mãos. As pessoas têm de ter cuidado, mas sem exagero, porque esse tipo de situação já ocorreu muitas vezes." Uip também explicou quando, com base nos sintomas, as pessoas devem buscar auxílio médico. "Se tiver uma febre que perdura, que não some em 24 ou 48 horas ou desaparece e reaparece, e desconforto respiratório." A infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, destaca que é importante que as instituições tenham um diálogo franco com a população e reforça que os hospitais devem receber os casos graves. "É preciso ter seriedade na comunicação com a população. 

Tem de explicar o que é a doença, quais são os sinais de alerta, quando se deve ficar em casa. É preciso ter planos de contingência para estabelecer quanto tempo uma pessoa contaminada não deve ir trabalhar ou ir para a escola. Tudo tem de ficar claro desde o início. Evitar que a epidemia tome um vulto grande ou que a situação fique caótica depende muito de as pessoas entenderem: se estou doente e não preciso do hospital, não vou a lugares públicos para mitigar a epidemia e vamos reservar os hospitais para quem precisa." Leia a entrevista completa aqui. 

Como evitar o coronavírus De acordo com o Ministério da Saúde, medidas podem ser incorporadas no dia a dia para reduzir o risco de contaminação e transmissão do vírus. Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por, pelo menos, 20 segundos. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas Evitar contato próximo com pessoas doentes Ficar em casa quando estiver doente Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

PAIS & FILHOS ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 03/02/2020 às 11h36

O novo coronavírus está deixando muita gente assustada. Na última quinta-feira (30), a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que o coronavírus representa um risco para o mundo. Mas o que, de fato, isso significa? Apesar dos órgãos de vigilância sanitária e de saúde ainda terem poucas informações a respeito desse vírus, reunimos tudo o que você precisa saber para proteger sua família e evitar o contágio:

O que é?

Os coronavírus são uma família de vírus conhecida há mais de 50 anos. Tem este nome porque parece uma coroa, se visto no microscópio. Algumas cepas infectam seres humanos, outras infectam somente animais. O novo vírus (2019-nCoV) provavelmente é uma mutação que não atingia humanos e, nos últimos meses, passou de um animal para uma pessoa em um mercado de frutos do mar e animais vivos na cidade de Wuhan, na China. O que causa? Sintomas respiratórios, como febre, tosse, falta de ar. Pode causar sintomas leves, como um resfriado comum até quadros mais graves, como pneumonia e insuficiência respiratória aguda.

Como é transmitido?

O vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa pelo ar, por meio de secreções respiratórias do paciente infectado ou por contato com secreções contaminadas seguido de inoculação em mucosas (olhos, nariz ou boca). Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, durante o cuidado com o paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família. Em relação às crianças, há poucos casos de infecção pelo novo vírus.

Como é feito o diagnóstico?

Um exame específico, feito a partir da coleta de secreção do nariz e da boca do paciente, que pode identificar o material genético do vírus em secreções respiratórias.

Como tratar?

Até o momento não existe tratamento específico para este vírus. Os pacientes são tratados com medicações para alívio dos sintomas, e suporte de terapia intensiva quando apresentam dificuldade em respirar. Recomenda-se ingestão de líquidos, analgésicos e antitérmicos. Casos mais graves precisam ser internados para receber soro e oxigênio. Pode ser necessária internação em UTI. Há estudos clínicos em andamento para avaliar a segurança e eficácia de medicamentos e anticorpos monoclonais já utilizados para tratamentos de outras infecções e que mostraram atividade em laboratório contra os coronavírus, mas ainda não há resultados para a atual epidemia.

O que tem sido feito?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem trabalhado com autoridades chinesas e especialistas globais para aprender mais sobre o vírus, como ele afeta as pessoas que estão doentes, como elas podem ser tratadas e o que os países podem fazer para responder a esta epidemia. Os países, incluindo o Brasil, têm instituído ações de vigilância nos aeroportos para tentar identificar pessoas que entrem doentes.

Existem casos confirmados no Brasil?

Não! Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil segue com 16 casos suspeitos do novo coronavírus 2019 n-CoV. Nenhum caso foi confirmado. Metade dos pacientes está em São Paulo. Há suspeitas também no Ceará (1), Paraná (1), Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul (4). Outros dez casos foram descartados. Não houve alterações no número de casos suspeitos e descartados desde o último levantamento divulgado neste sábado (1) pelo Ministério da Saúde. Para saber em tempo real sobre a situação do coronavírus no Brasil e ao redor do mundo, o Johns Hopkins Center for Systems Science and Engineering (CSSE) construiu e está atualizando regularmente um painel para rastrear a disseminação mundial do surto. O site tem estatísticas e um mapa.

É possível baixar os dados gratuitamente aqui. Como se prevenir?

Os especialistas recomendam os mesmos cuidados tomados com doenças respiratórias para evitar a transmissão do vírus: cobrir a boca com a manga da roupa ou braço em caso de tosses e espirros e sempre lavar as mãos. Confira mais dicas da Sociedade Brasileira de Infectologia para reduzir o risco de infecção: Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar; Usar lenço descartável para higiene nasal; Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir; Evitar tocar nas mucosas dos olhos; Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; Manter os ambientes bem ventilados; Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações. Fonte: Hospital Infantil Sabará; Hospital Sírio Libanês; Sociedade Brasileira de Infectologia.

Fonte: https://paisefilhos.uol.com.br/familia/coronavirus-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-proteger-sua-familia-contra-a-doenca/

VEJA.COM/SÃO PAULO
Data Veiculação: 31/01/2020 às 07h00

O que é a nova cepa do coronavírus identificada na China? O 2019-nCoV, eis sua identificação científica, faz parte do grupo coronavírus, que pode infectar tanto animais quanto seres humanos. Recebe esse nome porque tem em sua membrana — vista por meio de microscópios — uma silhueta que se assemelha à coroa (corona) do sol.

Quais são os sintomas?

Os mais prevalentes são febre, tosse e falta de ar. Alguns pacientes apresentam coriza e diarreia. Casos graves podem evoluir para pneumonia, síndrome respiratória aguda grave e insuficiência renal. Ressalte-se, contudo, que são ocorrências comuns a diversas enfermidades — daí a importância de sempre procurar orientação médica.

Como ele é transmitido?

Pelo contato com gotículas de secreção liberadas quando o paciente espirra ou tosse. Dados iniciais mostram que cada indivíduo infectado transmite o vírus para, em média, 2,6 pessoas. A taxa é semelhante à do H1N1, da família da gripe influenza, e bem mais baixa que a do sarampo. Só em raros casos pode haver transmissão do coronavírus de animais para humanos — é o que se supõe ter ocorrido na China, agora.

Qual é o período de incubação?

Estima-se que o tempo entre a exposição ao vírus e o início dos sintomas varie de dois a catorze dias.

Quais são as semelhanças e as diferenças em relação a outros vírus?

O 2019-nCoV é da mesma família do vírus da síndrome respiratória aguda grave (Sars) e da síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers), e tem semelhanças, como sintomas e formas de transmissão, também com o H1N1. A letalidade do novo vírus parece ser bem menor que a de seus familiares. Mas há um porém: enquanto os vírus da Sars e Mers são transmitidos apenas quando os sintomas estão ativos, há indícios de que o 2019-nCoV possa ser passado por pessoas assintomáticas.

Quais são os riscos de o vírus se alastrar no Brasil?

Segundo especialistas, o risco existe, embora reduzido, já que a China é um relevante parceiro comercial do Brasil e há um alto fluxo de pessoas entre os dois países. A identificação precoce, em eventuais casos positivos, é meio caminho andado para o tratamento.

É grave?

Cerca de 25% dos casos confirmados foram classificados como severos. A taxa de mortalidade é de 2,1%, considerada média. É semelhante à da gripe espanhola (2%), mas inferior à da Sars (10%) e da Mers (40%) e superior à do H1N1 (0,1%). Grupos de risco, como idosos, crianças e pessoas com problemas de saúde, têm maior probabilidade de apresentar complicações. Como é o tratamento? Não há, ainda, um medicamento específico. O tratamento consiste na administração de remédios para alívio dos sintomas e no suporte de terapia intensiva em casos mais graves.

Há vacina?

Ainda não, mas a expectativa entre os pesquisadores é que ela seja desenvolvida em até três meses — e estará disponível antes mesmo de um remédio específico para combater os sintomas do coronavírus. Diversos antivirais, como o remdesivir e remédios contra o HIV, estão sendo testados no combate ao novo vírus, mas é cedo para dizer se algum deles será eficaz.

Como deve proceder, do ponto de vista de precaução, quem estiver em regiões onde já foram confirmados casos de contaminação?

A pessoa deve evitar contato próximo com quem apresentar sintomas de infecção respiratória; lavar frequentemente as mãos com água e sabão; praticar a chamada “etiqueta da tosse” (manter distância ao tossir ou espirrar, usar um tecido para proteger a boca e o nariz e lavar as mãos em seguida). Na China, recomenda-se não ir a mercados que tenham animais vivos nem visitar porções rurais do país.

O que fazer em caso de retorno recente — trinta dias ou menos — de viagem à China?

A recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde se houver sintomas como febre e problemas respiratórios. Pessoas que retornaram há mais de quinze dias e não apresentaram sintomas não precisam se preocupar.

Devo me preocupar se visitei outros países com casos já confirmados?

Não há motivo para preocupação. Até o momento, só há circulação do vírus na China.

Se importei um produto chinês, corro risco?

Não. O vírus é transmitido pelo contato com secreções e não sobrevive muito tempo fora do corpo humano.

Tenho viagem marcada para a China. Posso ir?

O Ministério da Saúde sugere adiar as viagens à China. Mas não há proibição. Fontes: Ministério da Saúde; Carlos Starling, infectologista, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia; Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo

Fonte: https://veja.abril.com.br/saude/coronavirus-14-respostas-sobre-a-ameaca-chinesa/

MSN Brasil
Data Veiculação: 31/01/2020 às 00h00

Há um século, um vírus se alastrou pelo planeta, infectando cerca de 500 milhões de pessoas, o equivalente a um terço da população mundial. Estima-se que, entre 1918 e 1920, 50 milhões tenham morrido por causa da gripe espanhola, mais do que os 17 milhões de vítimas, entre civis e militares, da 1ª Guerra Mundial. Esse episódio histórico devastador volta à mente ainda hoje quando surgem novos surtos, como o atual causado por um coronavírus — e houve muitos desde o início do século passado. Entre os mais recentes, estão os de ebola, que infectou 30 mil pessoas e matou 11 mil na África, entre 2014 e 2016; de gripe suína, que atingiu mais de 200 países desde 2009 e fez 200 mil vítimas; e também os de gripe aviária registradas desde o fim dos anos 1990.

Com a eclosão de uma nova epidemia causada por um micro-organismo até então desconhecido, como o 2019-nCov, como é oficialmente chamado o coronavírus identificado em dezembro na China, muitas pessoas olham para o passado na tentativa de encontrar respostas sobre o que o futuro nos reserva. No entanto, infectologistas ouvidos pela BBC News Brasil dizem ser difícil comparar a atual epidemia com outras anteriores — e até mesmo com as duas causadas por outros coronavírus na última década.

"A gripe espanhola ocorreu em uma época em que não tínhamos as medidas de proteção e antibióticos para tratar complicações pulmonares que temos hoje. É complicado comparar até mesmo com a gripe suína, que foi a grande pandemia [epidemia em escala global] dos últimos 30 anos, porque o vírus é outro", diz Rivaldo Venâncio, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 'Coronavírus nunca causou pandemia' Gripes são doenças respiratórias causadas por vírus do tipo influenza e geram sintomas mais fortes do que os de um resfriado, que também é uma doença respiratória, mas provocada por outros vírus, como rinovírus e também coronavírus. "O vírus influenza causou várias pandemias históricas, mas ele tem como característica uma capacidade muito grande de sofrer mutações e de gerar epidemias, algo que não acontece com o coronavírus", diz João Renato Rebello Pinho, médico patologista e chefe do laboratório de técnicas especiais do Hospital Albert Einstein. Os coronavírus são uma família de vírus conhecida desde os anos 1960 e que circula entre animais. Destes vírus, sabe-se que sete são capazes de saltar a barreira entre espécies e contaminar pessoas. Eles podem causar desde um resfriado comum até problemas respiratórios graves que podem levar à morte. Pinho diz que o novo coronavírus vem sendo descrito como resultado de uma recombinação genética entre um coronavírus presente em morcegos e outro presente em répteis que gerou uma nova variante capaz de infectar humanos. "Mas isso é bem raro de acontecer", afirma.

E um coronavírus nunca causou uma pandemia, diz Kleber Luz, professor do Instituto de Medicina Tropical da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). "Quem provoca isso são os vírus influenza, porque geram muitos sintomas, como secreções, e são muito infectantes, têm uma grande capacidade de disseminação. Se ele se espalha por uma população que não estiver vacinada, 90% das pessoas vão pegar", diz Luz. OMS decretou situação de emergência Até o momento, há 8,1 mil casos do novo coronavírus em 20 países, com apenas 82 fora da China. Houve mais de 210 mortes, todas na China. Isso levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a decretar uma situação de emergência de saúde pública de interesse internacional ao anunciar que se trata de um "surto sem precedentes". Na última década, este tipo de situação foi declarada apenas cinco vezes, segundo a agência Reuters: em 2009, por ocasião do vírus H1N1 que causou epidemia de gripe; em 2014, nas epidemias de ebola no oeste da África e de pólio; em 2016, com a epidemia de zika no Brasil; e em 2019, com a epidemia (ainda em curso) de ebola na República Democrática do Congo. "Não sabemos o tipo de dano que esse vírus pode causar se ele se espalhar em um país com um sistema de saúde mais frágil", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Os coronavírus já estiveram por trás dois surtos de doenças desde o início deste século. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês) matou 774 das 8.098 pessoas infectadas em 2002. A Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês) levou à morte 858 dos 2.494 pacientes identificados desde 2012, principalmente nesta região do mundo. Assim, o número de casos confirmados do novo coronavírus já é três vezes maior do que os do vírus da Mers e superou o total de infecções registradas pelo vírus da Sars. Transmissibilidade e letalidade ainda são incertos Isso pode ser atribuído em parte ao grau de transmissibilidade dos vírus, ou seja, para quantas pessoas um paciente infectado pode transmiti-lo. Dados da OMS apontam que o vírus da Mers tem uma transmissibilidade menor do que 1, enquanto o da Sars varia entre 2 e 4.

Até o momento, essa taxa é estimada em 2 a 5 para o novo coronavírus. No entanto, especialistas apontam que a epidemia de Mers ocorreu sobretudo na Península Arábica, uma região com uma densidade populacional bem menor do que a da Ásia. "Isso contribuiu para que houvesse menos casos do que agora e com a Sars, que ocorreram onde há a maior densidade populacional do mundo. Por isso acho precoce atribuir o número de casos à capacidade de transmissão do novo coronavírus", diz Pinho. Há diferenças inclusive em relação à epidemia de Sars, que também começou na China. "Este surto é distinto porque eclodiu em Wuhan, uma metrópole de 11 milhões de habitantes, enquanto o de Sars começou em cidades menores", afirma Venâncio, da Fiocruz. Além disso, passaram-se quase oito anos desde a epidemia de Mers e 17 anos desde a epidemia de Sars, e, neste tempo, novas tecnologias foram desenvolvidas para diagnosticar a infecção por um vírus com mais eficiência e rapidez. "Hoje, com a biotecnologia, rapidamente temos as ferramentas para confirmar casos. Com os surtos anteriores de coronavírus, os laboratórios não tinham como fazer isso tão rápido.

Muitos casos permaneciam como suspeitas. E, claro, neste tempo, também aumentou a população mundial e a circulação de pessoas", afirma Luz, da UFRN. Por fim, infectologistas são unânimes em apontar outro motivo pelo qual é difícil comparar o atual surto com outros do passado: ainda é cedo. Faz apenas um mês que o novo coronavírus foi identificado, e suas características identificadas são provisórias. "Há dois aspectos fundamentais que ainda faltam ser confirmados: sua transmissibilidade e qual é sua real taxa de letalidade", diz David Uip, infectologista do Hospital Sírio Libanês e ex-secretário estadual de saúde de São Paulo.

Por enquanto, a taxa de vítimas fatais do novo coronavírus é estimada em 2%, bem abaixo dos índices registrados nas epidemias de Mers (35%) e Sars (10%). Uip diz que esta taxa vem sendo calculada com base nos casos de pacientes que apresentaram sintomas, e ainda não se sabe ao certo quanto seriam os casos assintomáticos. "Os dados ainda são muito incipientes para definir as características deste vírus e comparar com o que já aconteceu no passado", afirma o infectologista. "Não podemos nos precipitar. É preciso ter cuidado e trabalhar com muita transparência e exatidão. Já passei por muitas epidemias para saber que cometer exageros gera pânico e uma corrida para os serviços de saúde que os desestabiliza." Benedito Antonio Lopes da Fonseca, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, afirma que, por enquanto, o novo coronavírus parece ser mais "mais transmissível e menos letal" do que os anteriores. "Mesmo em respeito a isso, o que foi divulgado até agora aponta que a maioria dos casos graves e mortes são de pessoas que tem algum problema de imunidade, mas não existe um estudo de caso que defina todos os fatores de risco associados", diz o infectologista. Fonseca avalia que, diante de uma população como a da China, de 1,4 bilhões de habitantes, o número de casos confirmados ainda pode ser considerado pequeno e recomenda cautela. "Não podemos passar a imagem que se trata de uma doença avassaladora para a humanidade. Com base no que vimos até agora, isso não é verdade."

Fonte: https://www.msn.com/pt-br/news/mundo/por-que-c3-a9-dif-c3-adcil-comparar-o-surto-de-coronav-c3-adrus-com-outras-epidemias-do-passado/ar-BBZvAAX

BORA SP/TV BANDEIRANTES/SÃO PAULO
Data Veiculação: 30/01/2020 às 07h52

 

FOLHA DE S.PAULO/UOL
Data Veiculação: 29/01/2020 às 22h29

O Ministério da Saúde já investiga três casos de suspeita de coronavírus em Belo Horizonte, Curitiba e São Leopoldo (RS) e elevou o risco da chegada do vírus para iminente, mas grandes hospitais de São Paulo ainda se preparam para receber possíveis casos da epidemia que se espalha pelo mundo.

A pasta também ativou um centro de operações de emergência para monitorar o registro de possíveis casos. O centro, formado por especialistas em emergência em saúde pública, foi ativado em nível 1 de 3, o que indica um alerta inicial, visando a preparação da rede de saúde. Com o registro do primeiro caso de suspeita em investigação, o nível de alerta passa agora a nível 2 nesta terça (28), de risco iminente.

Nos aeroportos, avisos sonoros sobre os sintomas informam os passageiros sobre os sintomas, e funcionários e tripulantes foram instruídos a reportar casos suspeitos. Também houve pedido para reforçar a limpeza. Segundo a Anvisa, não há necessidade de fazer triagens dos passageiros que chegam ao país. A reportagem consultou os principais serviços de saúde do estado de São Paulo, o mais populoso do país, para saber os procedimentos adotados em casos de suspeita de infecção. Um plano de contingência deve ficar pronto até o fim desta semana no Instituto de Infectologia Emilio Ribas, referência na área. Desde o início do surto, neste mês, duas pessoas chegaram a acessar o centro de saúde por suspeita de infecção, mas eram apenas casos de gripe comum.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz diz que está em processo de elaboração um fluxo interno de atendimentos médicos e assistenciais para caso o coronavírus chinês se torne uma epidemia no Brasil.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP afirmou, em nota, que trabalha junto à "Secretaria de Estado da Saúde no estabelecimento de um protocolo de atendimento a casos suspeitos". O HC diz, porém, que as pessoas não devem procurar diretamente a sua emergência. O encaminhamento para o hospital é feito através de Secretaria da Saúde. Maria Luiza Moretti, infectologista do Hospital das Clínicas da Unicamp, disse, em entrevista coletiva na segunda (27), que o centro de saúde está pronto para lidar com casos de suspeita graças a experiências passadas com a gripe suína H1N1, a Sars (síndrome respiratória aguda grave) e, mais recentemente, com a reemergência do sarampo. Segundo os especialistas, as pessoas devem ficar atentas às informações sobre sintomas -tosse, febre, dificuldade para respirar- e sobre quem faz parte do grupo de risco -a maior parte dos infectados tem mais de 60 anos e doenças associadas, como diabetes e problemas cardiovasculares- para evitar visitas desnecessárias aos centros de atendimento.

"Já houve pessoas preocupadas falando que estavam com tosse e que tinham ido passear no bairro da Liberdade [área de São Paulo conhecida pela presença oriental]. Aí não é nem caso suspeito e explicamos para os pacientes que não há casos e transmissão no Brasil", diz Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio-Libanês. A especialista do Sírio-Libanês afirma que caso o paciente se enquadre nos casos de suspeita, o fluxo de atendimento tem início com isolamento, seguido por realização de exames rápidos para descartar outros vírus respiratórios e teste específico para o coronavírus. Se o caso de coronavírus for confirmado, o hospital manterá o paciente internado em isolamento e os sintomas serão tratados, como com auxílio de suporte ventilatório para ajudar na respiração, em casos em que houver necessidade.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz diz ter linha de ação semelhante, o que atende às orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde). A agência da ONU também indica, já na triagem, a distribuição de máscaras para pacientes com casos de suspeita de coronavírus, o que ajudaria uma maior disseminação da doença -ambos os hospitais afirmam seguir o protocolo. Segundo a especialista, até o momento, um único paciente chegou a iniciar o processo de protocolo de atendimento para casos de suspeita de coronavírus no Sírio-Libanês. A pessoa, porém, só estava com o nariz escorrendo, sem febre e não tinha estado nas áreas da China indicadas como de potencial contágio pela OMS. Recentemente, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou a criação de um plano de risco e resposta rápida para coronavírus.

Anvisa, Instituto Butantan, Instituto Adolfo Lutz, Instituto de Infectologia Emílio Ribas e HC-USP fazem parte do plano. A ideia é observar o cenário internacional e orientar profissionais para garantia de uma resposta rápida, caso seja necessária. Nesta semana, a agência da ONU passou a considerar que os casos suspeitos podem ocorrer com pessoas que estiveram em qualquer parte do território chinês 14 dias antes do início dos sintomas.

Aeroportos e Portos

Na segunda (27), o diretor-presidente substituto da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, disse que não há necessidade de inspeção ou triagem prévia em aeronaves e navios que chegam da China. Em casos de passageiros com sintomas e histórico de viagem para região afetada, as tripulações devem notificar a suspeita de coronavírus. A seguir, é seguido um plano de contingência que poderá contar com visita de equipe médica, vigilância antes do desembarque, triagem e cadastro de passageiro para monitoramento. Avisos sonoros sobre sintomas estão sendo emitidos nos aeroportos e, segundo Torres, as equipes nesses locais receberam informações para notificação de casos suspeitos.

A consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Nancy Bellei, afirma que medidas tomadas em situações de possíveis epidemias precisam ser efetivas, aplicáveis e controladas para serem colocadas em prática. Também é preciso levar em conta se não há desperdício de recursos. Triagens, por exemplo, requerem gastos adicionais. Segundo a especialista, sem a verificação da execução e efetividade das ações que são implementadas pelos países, as autoridades podem perder a credibilidade. "Em uma epidemia, para você ter parceria com a população, para ter comportamentos nos quais você mitigue a epidemia, é necessário transparência e credibilidade." Bellei afirma que o fato de ser verão no Brasil não impedirá o vírus de espalhar, caso chegue aqui.

Ainda faltam informações mais robustas sobre o coronavírus para conhecer seu potencial de contágio. "Entre os vírus respiratórios, temos os que circulam o ano inteiro e outros que são mais do outono e inverno", diz. Uma das preocupações quanto ao Brasil, afirma Bellei, é a chegada do Carnaval. "O efeito turismo, viagem, multidão e estresse aumenta o diagnóstico de vírus respiratórios." Em outros países, o controle é mais rígido. Os Estados Unidos, que já têm cinco casos de infecção confirmados até a terça (28), anunciaram expansão de triagens para voos vindos de Wuhan, que agora serão feitas em 20 aeroportos e fronteiras terrestres. Também há estações de quarentena nesses locais, segundo o jornal americano The New York Times. Os países da Ásia, por onde o vírus tem se espalhado com mais força e rapidez, a situação é de maior gravidade.

Na Tailândia, as autoridades decretaram controles de temperatura corporal obrigatórios para os passageiros procedentes de zonas de alto risco da China. Medidas similares foram tomadas pelo governo de Hong Kong. Taiwan emitiu um alerta para os passageiros que viajarem com origem ou destino da província chinesa onde se encontra o foco do problema. O Vietnã reforçou os controles terrestres com seu vizinho chinês. Grã-Bretanha e Itália disseram que introduzirão um monitoramento aprimorado dos voos a partir de Wuhan, enquanto a Romênia e a Rússia também estão reforçando os controles.

O que a OMS recomenda

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), um número de casos exportados de coronavírus foi detectado em triagens implementadas por alguns países. Os casos sintomáticos podem ser detectados em screenings de temperatura corporal -exames de laboratório depois confirmam ou não as suspeitas. O problema é que essas triagens de temperatura podem deixar passar os casos sem sintomas ou que estão "escondendo" a febre durante a viagem, com medicamentos, e podem ter um custo alto.

A OMS afirma que uma abordagem mais específica, voltada aos voos diretos das áreas afetadas, pode ser mais eficaz e demandar menos recursos. Também é preciso levar em conta que o hemisfério Norte e a China estão na temporada de inverno, quando a gripe e outras infecções respiratórias são comuns. Ao decidir implementar a triagem na entrada do país, os países devem levar em consideração que os sintomas sugestivos podem não ser do novo coronavírus e acabar gerando um impacto adicional no sistema de saúde. Políticas nacionais e as capacidades locais devem ser levadas em conta nesse processo de decisão.

Fonte:https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/01/hospitais-de-sp-ainda-se-preparam-para-possivel-surto-de-coronavirus.shtml