|
|
A mastectomia é a retira total da mama, com pele, aréola e mamilo. É a opção mais segura para tumores extensos. Atualmente quando é realizada é quase sempre acompanhada de reconstrução mamária imediata, que proporciona resultados bastante satisfatórios. Quando se retira pouca pele, mas inclui a remoção de aréola e mamilo, realiza-se uma mastectomia preservadora de pele (skin-sparing mastectomy). Esta variante é muito usada para tumores de localização central e não muito grandes.
Para carcinomas até 3 cm (ou mais em mamas muito volumosas), conseguem-se praticamente as mesmas taxas de controle local com a cirurgia de remoção parcial de mama, chamada de ressecção segmentar ou quadrantectomia. Nesta técnica a remoção inclui o tumor, com pelo menos 2 cm de margem para cada lado, a pele supratumoral e a fáscia do músculo peitoral maior. A presença do médico patologista na sala cirúrgica para garantir que as margens do tecido retirado estão livres de neoplasia é fundamental para o êxito desta operação. Quando se faz uma ressecção segmentar é consenso que se deva realizar radioterapia complementar, seja na forma tradicional, com 25 aplicações em toda a mama, seja na forma intra-operatória em dose única. Esta última modalidade irradia apenas parte da mama, a região adjacente ao tumor, e é boa opção para casos bem selecionados. Não existe uma cirurgia ideal para todas as pacientes. A escolha do tipo de cirurgia é individualizada, analisando-se tamanho do tumor e da mama, tipo de tumor, e acima de tudo, respeitando-se a opinião da paciente, após ter sido bem informada e recebido os esclarecimentos necessários. No tocante à dissecção de linfonodos (gânglios) axilares, esta se justifica, porque é por esta via que os carcinomas de mama se disseminam. A extirpação dos linfonodos infiltrados pela neoplasia é importante para evitar recidiva na axila, para demarcar parâmetro prognóstico e orientar a necessidade e até o esquema de quimioterapia. Até o final dos anos 90 a retirada dos linfonodos da axila era sempre completa, removendo-se em média 20 linfonodos por paciente. Este procedimento era exagerado para a maioria das mulheres, visto que, por exemplo, para um tumor de 2 cm, a chance de existir pelo menos 1 linfonodo afetado é de aproximadamente 20%. A dissecção axilar total favorece, ainda, o aparecimento de alguns inconvenientes, como sensação de peso no braço, diminuição de sensibilidade e tendência a inchaço e infecções. Neste contexto, surgiu à idéia da dissecção axilar seletiva, baseada na biópsia do linfonodo sentinela, que é por definição, o primeiro linfonodo a receber a drenagem da mama onde está localizado o tumor. Sua identificação, biópsia e avaliação microscópica no momento da cirurgia permitem definir a extensão da dissecção axilar. Na presença de células neoplásicas acometendo o sentinela, a retirada dos demais linfonodos axilares está indicada e, por outro lado, estando o mesmo livre, a dissecção linfonodal axilar está encerrada. O linfonodo sentinela pode ser identificado através da injeção retroareolar ou peritumoral de corantes vitais (como o azul patente) ou de radiofármaco (tecnécio 99m).
A dissecção axilar seletiva orientada pelo LS é conduta válida para tumores iniciais com até 3 cm de diâmetro, desde que haja a disponibilidade de materiais e a equipe médica esteja treinada. Para tumores maiores é preferível se fazer a dissecção total. Para mais informações, ligue para o telefone 3155-0854 ou e-mail nucleo.mastologia@hsl.org.br
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||