As tendinopatias degenerativas são conseqüências de microtraumatismos repetitivos decorrentes do atrito anormal contra superfícies ósseas e ou do estiramento tecidual resultando em microrroturas das fibras colágenas. Áreas tendíneas mal vascularizadas podem ser sede de fenômenos isquêmicos. O comprometimento tendíneo pode ser agudo ou crônico e resultar em rotura do tendão nas áreas fragilizadas por focos de necrose. A dor acentua-se à solicitação mecânica e é localizada e ou irradiada ao longo do tendão acometido ou dos músculos vizinhos a ele4. O diagnóstico é fundamentado no desencadeamento da dor à palpação dos tendões, ao seu estiramento passivo ou ao seu tensionamento durante a contração muscular. Manobras que acarretem atrito do tendão contra superfícies ósseas podem reproduzir a dor. Bloqueios anestésicos podem ser utilizados para diferenciar a origem tendínea da dor miofascial. Não se usa corticóides de depósito ou fluorados (triancinolona, dexametasona, betametasona), devido ação atrofiante e favorecer a precipitação de cristais de apatita3.
Referências Bibliográficas
3. GARDNER GC, GILLILAND BC - Arthritis and periarthritic disorders. In: Loeser JD, Butler SH, Chapman CR, Turk DC (eds), Bonica's Management of Pain, Philadelphia, Lippincott Williams & Wilkins Baltimore. 2001;503- 521.
4. HAZELMAN B - Soft tissue rheumatology. In: Maddison PJ, Isenberg DA, Wioo P, Glass D (eds), The Oxford textbook of rheumatology, Ed 2, Oxford Medical Press, Oxford. 1998;1489-1514.
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