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Cefaléia

A dor de cabeça é a causa mais frequente de consultas médicas em Pronto Atendimentos nos Estados Unidos. Aproximadamente 90% da população adulta tem pelo menos 1 episódio de dor de cabeça durante a vida e para uma fração considerável, a dor de cabeça é um problema de saúde significativo. Estes motivos justificam a necessidade de todo médico conhecer as bases da abordagem e tratamento dos pacientes com dor de cabeça. Saber reconhecer quando um episódio de cefaléia pode ser perigoso é importante para todo profissional da área da saúde(1).

As cefaléias podem ser secundárias a várias doenças como as sinusites, meningites, hemorragias e tumores cerebrais; também podem ser primárias, isto é, não estar relacionada a nenhuma outra doença, como no caso da enxaqueca e a cefaléia tipo-tensão.

A gravidade da dor de cabeça depende de sua causa e do impacto bio-psicosocial que a dor proporciona na vida do indivíduo; alguns doentes são escravos da dor de cabeça, limitando suas vidas, tornando-se dependentes de analgésicos(2) e sofrendo as consequências físicas e comportamentais disto.

Dor de cabeça é um problema médico considerável, com impacto físico, social e econômico relevante; o conceito corrente de que as dores de cabeça crônicas não tem tratamento é errado! Este paradigma precisa ser sobreposto, oferecendo melhor qualidade de vida para os doentes que sofrem com dor de cabeça.

  1. Os critérios de risco para as cefaléias são dor de cabeça de início recente, dor de cabeça associada a febre, após traumatismo craniano, acompanhada por qualquer anormalidade no exame neurológico, em paciente imunossuprimido, dor instalada durante a realização de atividade física ou sexual, ou dor de cabeça rebelde ao tratamento analgésico convencional.

  2. A utilização indiscriminada de analgésicos comuns causa tolerância, dependência e provoca síndrome de abstinência; alguns tipos de dor de cabeça crônicos são associados e perpetuados pela dependência do doente a analgésicos comuns, como aspirina, paracetamol e anti-inflamatórios.

  3. Os critérios para o diagnóstico defiitivo da enxaqueca foram estabelecidos pela International Headache Society; existem critérios maiores e menores que podem combinar-se de diferentes maneiras na apresentação da enxaqueca.

  4. A medicina física consiste em técnicas físicas de tratamento da dor, como a fisioterapia, agulhamento e quiropraxia.

  5. A neuralgia ou nevralgia do trigêmio é a mais comum e conhecida, e na grande maioria dos casos não tem causa identificável. A dor provocada pelo gatilho doloroso é tão fugaz e intensa que é comparada a um choque elétrico no rosto, muitas vezes incapacitando o doente.

  6. O tratamento multiprofissional da dor crônica atua com profissionais da área médica, fisioterapeutas, corpo de enfermagem especializado, psicólogos e cuidados de pré e pós consulta diferenciados. Todos os profissioanis envolvidos são treinados e formados para o cuidado ao paciente com dor crônica, proporcionando homogeneidade no atendimento.


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