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Uma das maiores preocupações dos pacientes internados e de seus familiares é a ocorrência de "infecção hospitalar". No entanto, com o aumento do atendimento a pacientes no domicílio (homecare) ou em ambulatório, ficou claro que as infecções estão mais vinculadas a medidas invasivas (cateteres e sondas) do que à internação propriamente dita. Por isso, a denominação foi alterada para " infecção associada ao cuidado à saúde" (healthcare associated infection). Este reconhecimento torna mais importante a orientação à família sobre como colaborar para prevenir complicações infecciosas, uma vez que a assistência ao paciente, em geral, continua no domicílio após a alta.
A missão da CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) é propiciar orientação e condições de infra-estrutura para uma assistência médica segura, observando medidas de prevenção de infecções. O objetivo final é reduzir ao máximo os índices de infecção.
Nossos dados mostram que a ocorrência de infecções no hospital é inferior ao registrado na maioria das instituições nacionais e internacionais, e abaixo do divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A CCIH atua com base em conhecimentos científicos de literatura nacional e internacional, normas legais e troca de experiência com outras instituições. Além da assistência segura, os resultados obtidos têm gerado trabalhos científicos de reconhecimento nacional e internacional.
Esforço conjunto
Alguns pacientes, devido à sua condição clínica, estão mais sujeitos a infecções. A responsabilidade pela prevenção é, principalmente, da equipe do Hospital, mas o próprio paciente, os visitantes, acompanhantes e familiares podem ajudar. Veja como:
" Tanto profissionais de saúde quanto visitantes devem sempre higienizar as mãos ao entrar no quarto. Você pode e deve lembrá-los deste procedimento;
" Todos os corredores e quartos do Hospital estão equipados com pias e com o sabão indicado para aquela unidade. Nos quartos, há um dispensador de álcool-gel para desinfecção das mãos próximo à cama do paciente, que deve ser utilizado por todos;
" Pessoas portadoras de doenças transmissíveis, como gripe, conjuntivite, febre de qualquer natureza ou suspeita de infecção, não devem visitar os pacientes;
" Sempre utilizar luvas no contato com secreções e sangue;
" Pacientes com sonolência ou nível de consciência alterado não devem ser alimentados pelos visitantes e acompanhantes;
" O leito do paciente deve ser mantido com a cabeceira levemente elevada (30 graus), a não ser quando orientado a outra posição pelo médico assistente;
" Cateteres, sondas, curativos e equipamentos devem ser manuseados somente por pessoas treinadas e autorizadas;
" Os pacientes não devem ingerir alimentos crus trazidos de fora (frutas e verduras). Estes devem vir do Serviço de Nutrição e Dietética, que os desinfeta, diminuindo a quantidade de microorganismos;
" Flores naturais, principalmente em vasos com água, devem ser evitadas no quarto e são proibidas nos quartos de pacientes de imunossuprimidos (oncologia e transplantes);
" Visitas de crianças menores de 10 anos devem ser desencorajadas. Além da possibilidade de estarem incubando doenças infecciosas, podem se assustar com pacientes em uso de sondas e cateteres;
" Os cuidados especiais (precauções padrão e adicionais), adotados em alguns casos de paciente com infecção ou colonização já estabelecida, devem ser respeitados, pois têm o objetivo de proteger o paciente e todas as pessoas que transitam pelo Hospital;
" Lembre-se de manter em dia as vacinas do paciente e daqueles que convivem com ele.
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