Grupo de Pesquisa Experimental em Dor
Coordenador: Dr. Erich Talamoni Fonoff
Dra. Rosana Lima Pagano
Dra. Marúcia Chacur
Consultores: Prof. Dr. Manoel Jacobsen Teixeira
Dr. João Valverde Filho
Colaboradores: Prof. Dr. Luiz Roberto Brito, do ICB- USP
A dor é a queixa mais comum dos pacientes que procuram os serviços de saúde. Em geral é sintoma de doenças em praticamente todas as especialidades médicas sendo utilizada para guiar seu diagnóstico. No entanto, a dor pode ser a própria doença, principalmente quando se torna crônica e relaciona-se à lesão ou disfunção do sistema nervoso, ou seja, das vias de reconhecimento e processamento de sensações.
A dor neuropática crônica afeta cerca de 1% da população e normalmente é resistente a analgésicos comuns demandando estudo pormenorizado de sua fisiopatologia para orientar o tratamento efetivo.
O Grupo de Pesquisa Experimental em Dor foi criado com o intuito de expandir os conhecimentos na área de fisiopatologia da dor e de propor novos tipos de tratamento menos invasivos, além de atuar em condições hoje ditas intratáveis. A linha de pesquisa inicial foi a criação de um modelo experimental de estimulação do córtex motor para tratamento da dor.
Estudamos em modelos experimentais, o implante de eletródios para estimulação elétrica controlada do córtex motor e com isso induziu-se elevação do limiar de dor alem dos níveis esperados, sem efeitos colaterais detectáveis. Essa informação reforça a teoria de que o sistema inibidor de dor endógeno pode ser mobilizado no tratamento de síndromes dolorosas resistentes aos tratamentos atuais. Atualmente a investigação dos mecanismos pelos quais ocorre esse efeito está sendo estudado em nosso laboratório, dando continuidade a essa linha de pesquisa.
Recentemente novas linhas de pesquisa foram iniciadas em nosso laboratório expandindo os limites da investigação sobre os mecanismos neurofisiológicos, celulares e moleculares da dor assim como colaborações com instituições brasileiras e internacionais foram firmadas. Entre elas, o estudo da atividade neuronal medular à inflamação muscular importante para o desenvolvimento teórico de síndromes miofasciais tão prevalentes na população.
Realizamos também o estudo dos efeitos da hemopressina e seus mecanismos de ação analgésica potente e o estudo de limiares de dor em modelos experimentais de doença de Parkinson que relaciona alterações degenerativas do sistema nervoso central.
1) Antinocicepção induzida por estimulação elétrica do córtex motor (linha de pesquisa atual)
Colaboração de pesquisa com o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.
- Investigação da sensibilidade nociceptiva em modelos naive
- Investigação da sensibilidade nociceptiva em modelos de dor neuropática (modelos de constrição do nervo ciático e nevralgia do nervo trigêmio)
- Modelos de avaliação da sensibilidade dolorosa
- Teste plantar
- Teste de von Frey eletrônico
- Teste da cauda
- Teste de alodínia mecânica
- Modelo de avaliação da atividade geral - Teste do campo aberto
- Imunohistoquímica - determinação do local e da expressão de neurotransmissores
- Imunoblotting - quantificação protéica de mediadores envolvidos
- Eletrofisiologia in vivo - análise da atividade elétrica de neurônios em diferentes estruturas supraespinhais, na ausência ou vigência de estimulação nociceptiva periférica
- Tratamentos farmacológicos - uso de antagonistas específicos para os neurotransmissores
- Cultura de neurônios do gânglio dorsal da raiz espinhal - avaliação da atividade neuronal após estimulação in vitro e imunohistoquímica para neurotransmissores
2) Da dor muscular aguda à crônica: um modelo comportamental e eletrofisiológico
- Investigação em modelos de miosite aguda (músculo gastrocnêmico)
- Investigação em modelos de dor neuropática (modelo de manipulação de nervos periféricos)
- Avaliação do envolvimento das células gliais
- Modelos de avaliação da sensibilidade dolorosa
- Teste plantar
- Teste de alodínia mecânica
- Teste de hiperalgesia térmica
- Imunohistoquímica
- Eletrofisiologia in vivo - análise da atividade elétrica de neurônios no corno dorsal da medula espinhal após a estimulação elétrica dos nervos gastrocnêmio ou ciático.
- Tratamentos farmacológicos - implantação de bomba osmótica e administração intratecal de fármacos
3) Antinocicepção induzida pela hemopressina (peptídeo bioativo derivado da cadeia da hemoglobina)
- Investigação em modelos de dor inflamatória (reação induzida por carragenina)
- Investigação em modelos com dor neuropática (modelo de manipulação de nervos periférico)
- Modelos de avaliação da sensibilidade dolorosa
- Teste plantar
- Teste de hiperalgesia térmica
- Imunohistoquímica
- Tratamentos farmacológicos
- Cultura de neurônios do gânglio dorsal da raiz espinhal - avaliação da liberação de cálcio extracelular e da abertura de canais de potássio
4) Parkinson e nocicepção: uma investigação experimental
- Investigação em modelo experimental com degeneração unilateral de neurônios dopaminérgicos (modelo induzido pela neurotoxina 6-OHDA na Substância Negra compacta)
- Modelos de avaliação da sensibilidade dolorosa
- Teste plantar
- Teste de alodínia mecânica
- Imunohistoquímica
- Modelo de comportamento rotacional - utilizando apomorfina (agonista dopaminérgico)
- Modelo de avaliação da atividade geral - Teste do campo aberto
- Imunohistoquímica
- Cultura de neurônios do gânglio dorsal da raiz espinhal - avaliação da atividade neuronal após estimulação in vitro e imunohistoquímica
- Tratamentos farmacológicos