A Patologia Cirúrgica vive, no contexto mundial, um verdadeiro colapso de mão de obra. Para agravar tal situação, a demanda de serviço é crescente, graças ao aumento de doenças degenerativas associadas à longevidade.
Um patologista necessita de uma gama variada de conhecimentos básicos, tais como:
- Diferentes especialidades médicas:
- Cirurgia
- Medicina Interna
- Dermatologia
- Neurologia
- Métodos diagnósticos
- Radiologia
- Ultrassonografia
- Tomografia Computadorizada
- Ressonância Magnética
- Oncologia, Radio e Quimioterapia.
O diagnóstico do Patologista deve ser o mais completo possível, pois dele resulta um tratamento mais bem direcionado, com benefícios financeiros e de bem estar para o Paciente, o Médico Assistente e a Instituição Hospitalar.
Para se alcançar esse objetivo, faz-se necessária uma integração entre os diversos profissionais das várias especialidades médicas e os Patologistas. Isso acontece por meio de reuniões de apresentação e discussão dos casos examinados, de reuniões anátomo-clínicas e de discussão de artigos de revistas, realizadas não só entre os Patologistas como também com médicos das outras especialidades médicas envolvidas ou pela formação de Equipes Multidisciplinares.
Para o diagnóstico, o Patologista necessita de uma gama variada de conhecimentos, de experiência em raciocínio diagnóstico (estes dois adquiridos com o passar do tempo), do maior número possível de informações sobre o paciente (história clínica, exame físico, exames complementares, evolução com o tratamento, quando for o caso) e de bons preparados histológicos, com colorações de rotina ou especiais ou imunológicas, além de um bom microscópio. Deve saber comunicar-se bem por meio da escrita, elaborando laudos claros e precisos que não deem margem a dúvidas.
O desenvolvimento de habilidades em técnica de exames peroperatórios de congelação, utilizando equipamentos não ideais e/ou em situações adversas é muito importante, mas só adquirido com a prática e com um grande número de casos. Isso costuma ocorrer mais nos Laboratórios privados do que durante a residência em Hospitais Universitários, devido ao grande volume de casos nos primeiros.
O aprimoramento (ou R4 de patologia) é feito por meio de uma associação entre o laboratório Diagnóstika, com 25 anos de experiência nesse mercado, e o Hospital Sírio-Libanês. O contato entre os patologistas e os médicos das outras especialidades dentro do Hospital, tanto no Centro Cirúrgico, nos exames peroperatórios de congelação como nas reuniões anátomo-clínicas, propicia um crescimento muito grande tanto para o residente. Além disso, torna-se imperioso, nessa nova fase de atuação, determinar alianças estratégicas comuns, que potencializem o desenvolvimento de ambas as Instituições.
Em todo esse contexto, acreditamos que, na medida em que ensinamos, estamos fomentando a atração e retenção de talentos em nosso meio, cumprindo o papel social de promover saúde, educação e empreendedorismo.