Comando para Ignorar Faixa de Opções
Ir para o conteúdo principal
Logon

Medicina Avançada - EspecialidadesMastologiaQuimioterapia

 

Mastologia

​​Quimioterapia

A quimioterapia pode ser administrada antes, após ou independentemente da cirurgia.

Antes da cirurgia

No caso de tumores localmente avançados, a quimioterapia prévia à cirurgia é capaz de reduzir a massa tumoral, facilitando a realização da cirurgia. Isso ocorre em aproximadamente 80% dos casos tratados e, algumas vezes. permite a mudança da indicação da cirurgia, que passa de mastectomia radical para conservadora. Nessa situação a quimioterapia é chamada neoadjuvante.

O esquema de quimioterapia mais empregado com esta finalidade é a combinação dos antracíclicos com taxanos. Apesar de não poder se assegurar aumento de sobrevida global com a quimioterapia neoadjuvante, sabemos que nos casos em que há boa resposta, o prognóstico costuma ser melhor. Além disso, a quimioterapia neoadjuvante oferece a chance de avaliar a quimiossensibilidade tumoral ao esquema de drogas adotado.

Depois da cirurgia

A quimioterapia aplicada depois da cirurgia tem o objetivo de reduzir o risco de metástases no futuro. Denominada adjuvante, é costumeiramente aplicada em casos em que o tumor tem mais de 1 cm de diâmetro ou quando existem linfonodos axilares comprometidos pela doença.

Além do tamanho do tumor e do acometimento de gânglios axilares, algumas características do tumor permitem identificar pacientes com maior ou menor chance de recidiva, ajudando o médico a decidir quanto a necessidade da quimioterapia adjuvante: presença de receptores estrogênicos e progesterônicos na superfície da célula tumoral, índices de agressividade (grau nuclear) e assinaturas genéticas favoráveis.

O tratamento sistêmico adjuvante, quando bem indicado, reduz o risco de morte pelo câncer de mama em 20 a 30%.

A combinação de drogas é mais eficiente do que a monoterapia na adjuvância. No passado, os esquemas CMF (ciclofosfamida, metotrexate e 5-fluoracil) e FAC (fluorouracil, adriamicina e ciclofosfamida) eram considerados padrão para a maioria dos casos. No entanto, esse esquema foi substituído com vantagem por tratamentos que contenham taxanos (docetaxel ou paclitaxel).

  • ​​