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Medicina Avançada - EspecialidadesMastologiaCarcinoma Ductal In Situ (CDIS)

 

Mastologia

​​​​Carcinoma ductal in situ (CDIS)

O carcinoma ductal in situ de mama é uma forma muito inicial de neoplasia em que as células com características malignas não invadem a membrana basal subepitelial. Por isso, não atinge veias e linfáticos, não dá metástases e pode ser considerado como um pré-carcinoma.

Antes considerado raro, o carcinoma ductal in situ assumiu hoje grande importância na prática clínica diária. Com o emprego mais difundido do rastreamento mamográfico, o carcinoma ductal in situ corresponde a 10 a 30% dos casos de câncer de mama tratados nos serviços de mastologia.

Estima-se em 30% a chance de um o carcinoma ductal in situ não tratado evoluir para um lesão infiltrativa após 10 anos.

Tratamento

Mastectomia total, mastectomia preservadora de pele, adenectomia, ressecção segmentar e radioterapia complementar, são as formas de tratamento que podem ser empregadas no controle do carcinoma ductal in situ.

A mastectomia confere altíssima taxa de cura, por volta de 98%, independentemente de subtipo ou de grau nuclear. Ela pode ser acompanhada de reconstrução mamária imediata e realizada por novas variantes, técnicas que preservam a pele da mama (ou complexo aréolo-papilar em casos escolhidos), e é sempre uma excelente opção terapêutica em termos de proteção oncológica.

A melhor conduta cirúrgica contra o o carcinoma ductal in situ parece ser individualizada, sob medida para cada caso. Em função do risco de recorrência, a ​ressonância magnética é o melhor método de imagem para avaliar a extensão da doença e da disponibilidade de aderência ao seguimento superior.

Como regra geral, para tumores de até no máximo 4 cm, e com margens cirúrgicas livres, tem-se preferido recomendar ressecção segmentar e radioterapia complementar, indicando-se mastectomia nos demais casos, especialmente se a paciente não se dispuser à vigilância clínico-imagenológica.

A cirurgia pode ser do tipo mastectomia preservadora de pele ou adenectomia, seguidas de reconstrução mamária imediata. Nestas circunstâncias não se faz a radioterapia.

Sob o ponto de vista teórico, no combate do carcinoma ductal in situ não deveria ser realizada a dissecção axilar, por não haver em princípio risco de invasão linfática. Mas, na prática, casos extensos e mais agressivos ao microscópio muitas vezes, apresentam áreas de microinvasão ou invasão fraca em pontos isolados, difíceis de serem detectadas, podendo então existir comprometimento axilar. Nessas condições, é recomendável a biópsia do linfonodo sentinela.

Há dados que permitem recomendar o uso do tamoxifeno de maneira complementar em mulheres com carcinoma ductal in situ tratadas conservadoramente e cujos tumores apresentavam receptores estrogênicos. Isso reduz as chances de recidivas e evita tumor na mama do outro lado.