Comando para Ignorar Faixa de Opções
Ir para o conteúdo principal
Logon

Medicina Avançada - EspecialidadesOtorrinolaringologiaExames

 

Otorrinolaringologia

​​​​​​Otologia – Exames

  • ​Audiometria tonal limiar convencional

    Exame de audição que tem por finalidade medir o nível mínimo de intensidade sonora percebida. Utilizado para detectar o grau e tipo de surdez para posterior tratamento com medicamento, cirurgia ou recuperação da audição com uso de aparelho auditivo.

    É um teste, não automático que depende da colaboração do individuo. Realizado em cabina acústica com fones de ouvido.

    O teste pode ser aplicado em criança a partir de 3 anos. Nesse caso, é utilizado brinquedo durante o teste para facilitar as respostas.

    O teste demanda avaliação médica prévia, de forma a assegurar que não haja obstrução dos ouvidos por cera, ou outros problemas. Havendo cera em excesso, sua remoção deverá ocorrer antes do exame. Não necessita preparo.

  • Audiometria de alta frequência

    Tem por finalidade mensurar o nível mínimo de intensidade sonora nas frequências de 10.000, 12.500 e 16.000Hz. É realizada em cabina acústica com fones calibrados para emitir sons extremamente agudos. Utilizada para detectar alteração auditiva precoce e monitorizar indivíduos submetidos a tratamento com drogas ototóxicas.

    É um teste não automático, que depende da colaboração do individuo. Realizado em cabina acústica com fones de ouvido especial para emitir sons de alta frequência. No caso de crianças, é utilizado brinquedo durante o teste para facilitar as respostas.

    O teste demanda avaliação médica prévia, de forma a assegurar que não haja obstrução dos ouvidos por cera, ou outros problemas. Havendo cera em excesso, sua remoção deverá ocorrer antes do exame. Não necessita preparo.

  • Audiometria vocal

    Avalia a capacidade de detectar e entender os sons da fala. Utilizado para auxiliar no diagnóstico de doenças do ouvido e na indicação de aparelho auditivo. É um teste não automático, que depende da colaboração do individuo. Realizado em cabina acústica com fones de ouvido convencional, inclui duas avaliações:

    • Limiar de recepção de fala – Menor intensidade com a qual a pessoa repete 50% das palavras ouvidas.
    • Índice de reconhecimento de fala – Porcentagem de acertos das palavras ouvidas.

    O teste demanda avaliação médica prévia, de forma a assegurar que não haja obstrução dos ouvidos por cera, ou outros problemas. Havendo cera em excesso, sua remoção deverá ocorrer antes do exame. Não necessita preparo.

  • Imitanciometria

    Teste objetivo, automático, independe da resposta do indivíduo. A avaliação inclui dois testes:

    • Timpanometria – O exame é realizado usando-se uma pequena sonda revestida por uma borracha macia, que é inserida no canal auditivo ao mesmo tempo em que o individuo ouve um som. Dessa forma, é feita a análise da pressão da orelha média. Utilizado para auxílio ​no diagnóstico de alterações do tímpano e ossículos do ouvido.
    • Reflexo acústico – Para avaliar o reflexo estapediano são fornecidos sons semelhantes à audiometria tonal por meio de fone de ouvido. Automaticamente, é registrada uma resposta que indica presença ou ausência desse reflexo. Auxilia no diagnóstico da otosclerose, alterações do nervo facial, do nervo auditivo etc.

    O teste demanda avaliação médica prévia, de forma a assegurar que não haja obstrução dos ouvidos por cera, ou outros problemas. Havendo cera em excesso, sua remoção deverá ocorrer antes do exame.

    O paciente não pode estar com a membrana timpânica perfurada ou estar com tubo de ventilação.

  • Emissões otoacústicas evocadas (EOA)

    Existem dois tipos de EOA, dependendo do estímulo usado: por transiente e por produto de distorção. São respostas auditivas geradas pelas células ciliadas externas, da cóclea, e estão presentes em 98% dos indivíduos com audição normal, ou seja, limiares melhores ou iguais a 35 dB NA.

    Este procedimento é também indicado como o "teste da orelhinha" para identificar problema auditivo coclear congênito, recomendado para todos os recém-nascidos. É um procedimento simples, rápido (10-15 minutos) e não invasivo. Um fone que é colocado no conduto auditivo externo emite um som suave. A resposta, gerada na orelha interna, é captada pelo microfone, acoplado a esse fone.

    Para bebês, o exame deve ser feito durante sono natural, pois o ruído (movimentação, respiração ruidosa, choro etc.) interfere na captação das respostas.

  • Potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE/BERA)

    Este exame analisa a resposta elétrica gerada pela transmissão do estímulo auditivo a partir no nervo auditivo até o tronco encefálico. A análise do tempo de transmissão da resposta indica se a condução retrococlear está normal ou em que porção há comprometimento (nervo auditivo, tronco encefálico baixo ou tronco encefálico alto).

    A pesquisa de resposta com diminuição da intensidade do estímulo permite identificar o limiar auditivo eletrofisiológico em diferentes frequências (tone burst). Além disto, as respostas podem ser captadas por estimulação óssea. O exame é fundamental para identificar alterações condutivas.

    Estes procedimentos são indicados para pacientes que não colaboram na avaliação comportamental (audiometria). Portanto, têm excelente aplicação no diagnóstico audiológico em recém-nascidos e bebês. O procedimento é indolor. Para sua realização é feita a limpeza da pele e colocação de eletrodos de superfície. Durante a coleta das respostas, o paciente deve estar deitado, relaxado e com olhos fechados.

    Para bebês, o exame só pode ser realizado durante sono natural, pois a movimentação interfere na captação das respostas. Para realização dos procedimentos em bebês, durante sono natural, é fundamental que as seguintes recomendações sejam seguidas:

    • Privação de sono – Acorde o bebê mais cedo do que de costume e não permita que ele durma até o momento do exame. No transporte para a clínica, os bebês costumam dormir. Portanto, tente distraí-lo e, se necessário, traga um acompanhante, caso tenha que dirigir.
    • Chegada com antecedência, com o bebê acordado – O exame exige a limpeza da pele e colocação de eletrodos. O bebê só deverá dormir após este preparo, caso contrário irá acordar e dificilmente voltará a dormir. A fralda pode ser trocada nesse momento.
    • Alimentação – Os bebês costumam dormir logo depois da alimentação. Eles poderão então ser amamentados para facilitar a indução ao sono. Traga o leite que ele está acostumado em quantidade suficiente para duas mamadas. O leite pode ser aquecido na clínica.

    Chupeta, paninho, cobertor, fraldinha, bichinhos de pelúcia, entre outros objetos que o bebê está acostumado para dormir, devem ser trazidoa​ para a clínica.

  • Emissões otoacústicas e o potencial evocado auditivo de tronco encefálico (BERA)

    São exames auditivos eletrofisiológicos realizados para fins diagnósticos. Eles ajudam a identificar o local da via auditiva que apresenta comprometimento, e a determinar níveis mínimos de respostas auditivas em pacientes que não colaboram na avaliação comportamental pela audiometria convencional.

  • Avaliação infantil – técnica Suzuki & Ogiba

    Semelhante à audiometria tonal limiar, mas sem fone de ouvido. Os sons são emitidos e a criança tem ajuda de um brinquedo luminoso para responder, facilitando sua compreensão e resposta ao teste. Possibilita uma interpretação mais fidedigna dos resultados. Pode ser realizado em crianças de 1 a 2 anos. É um teste que depende da colaboração do individuo, não automático.

    Necessita consulta médica prévia, pois pode-se ter os ouvidos obstruídos por cera. A remoção da cera deve ser realizada pelo médico que solicitou o exame.

  • Terapia de seleção e adaptação de aparelho de amplificação sonora individual

    Preparada para indivíduos que têm indicação de recuperar a audição por meio de aparelho de amplificação sonora. O aparelho é selecionado para cada caso, os ajustes são realizados em sala e os equipamentos são emprestados para que o indivíduo tenha oportunidade de experimentá-lo em ambientes diversos, como em casa, no trabalho, restaurantes e festas.

    O paciente participa desse processo durante 30 dias, com retornos semanais. Podem ser experimentados aparelhos de várias empresas.

  • Terapia auditiva

    Composta por sessões semanais de treinamento auditivo, tem o objetivo de auxiliar o indiví​​duo que usa aparelhos eletrônicos e auditivos a reaprender a ouvir.

    Na criança, essa terapia é associada ao trabalho de correção da fala e desenvolvimento da linguagem.

  • Audiometria tonal limiar em campo livre

    Semelhante à audiometria tonal limiar, mas sem fones de ouvido. É utilizada para avaliar os limiares auditivos de usuários de aparelho de amplificação sonora. É um teste que depende da colaboração do indivíduo, não automático.

    Necessita consulta médica prévia, pois pode-se ter os ouvidos obstruídos por cera. A remoção da cera deve ser realizada pelo médico que solicitou o exame.

​​

  • ​​