A condição de pioneirismo presente ao longo da história do Hospital Sírio-Libanês é também um importante diferencial de seu Centro Cirúrgico.
Nessa unidade foram realizadas algumas cirurgias inéditas no país, como a primeira separação de gêmeos craniópagos, o primeiro transplante intervivos duplo (rim e fígado) e o primeiro transplante intervivos de criança receptora com peso inferior a 10 quilos.
O Centro Cirúrgico do HSL também foi pioneiro no estabelecimento de estrutura e treinamento continuado para atendimento a pacientes com via aérea difícil.
Em cirurgia robótica, foi precursor em diversos procedimentos: prostatectomia, ressecção transoral de tumor de faringe, nefrectomia, pieloplastia, histerectomia e retossigmoidectomia, gastrectomia, septação gástrica, hepatectomia, pancreatectomia, correção de Hérnia de hiato, lobectomia pulmonar e retirada de artéria mamária, para revascularização convencional.
Segurança do Paciente
No Centro Cirúrgico do HSL são seguidas com rigor todas as orientações da Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e Joint Commission International relacionadas à segurança do paciente. Para garantir a execução dos procedimentos recomendados, foram implantados processos que asseguram a realização da cirurgia certa, no paciente certo e no lado certo (processos de lateralidade e Time-out).
Esses procedimentos são seguidos nos diversos momentos que envolvem uma cirurgia:
- Agendamento da cirurgia: levantados dados completos e telefone do paciente, procedimento a ser realizado, sítio operatório e materiais necessários;
- ‘Forecast’ com 48 horas e 24 horas de antecedência: verificação de eventuais problemas com materiais, equipamentos e horários;
- Recepção do paciente: confirmação do mapa cirúrgico e colocação de pulseira de identificação;
- Admissão do paciente na Unidade de Internação: recepção pela enfermagem e pelo anestesista e demarcação do local pelo cirurgião, com caneta especial;
- Check-in no Centro Cirúrgico: verificação do preenchimento dos impressos obrigatórios, confirmação da demarcação do paciente e sinalização de alergia, com uso de placas coloridas;
- Time-out antes da indução anestésica: confirmação do paciente correto, procedimento planejado correto, lado a ser operado correto, posicionamento correto, antibioticoprofilaxia e presença de todos os equipamentos e materiais na sala.
A marcação deve ser feita no andar, com o paciente acordado ou, na impossibilidade, na presença de um acompanhante.