As dificuldades que pacientes de leucemias e linfomas, e mesmo de doenças benignas do sangue, têm para conseguir um transplante são bastante conhecidas, principalmente quando não há um doador na família.
Por esse motivo, cada vez mais os focos das pesquisas na área concentram-se no uso de células-tronco do cordão umbilical, que permite maior compatibilidade do que doadores não aparentados e ainda mais rapidez na obtenção do sangue.
Embora os bancos mundiais de doadores se esforcem em campanhas para incentivar a doação, sabe-se que é difícil, especialmente para determinadas populações, encontrar o chamado doador alótipo - que seja compatível. As dificuldades são ainda maiores para encontrar esse doador em tempo e condições de atender à doação para um paciente que necessita, muitas vezes, do transplante em poucos meses.
Durante a I Conferência Internacional de Transplante de Células Progenitoras Hematopoiéticas, que aconteceu no Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP), em 11 de março, convidados internacionais e brasileiros discutiram os principais temas relativos aos transplantes. O foco especial foi para o uso das células progenitoras, assim chamadas por serem as encontradas no sangue do cordão umbilical e da placenta, após o parto.
Alguns dos temas apresentados foram: histocompatibilidade (compatibilidade de tecidos); escolha de doadores alternativos, tanto para pacientes pediátricos como adultos, que não possuem doador aparentado; a história do transplante de sangue do cordão e as experiências internacionais de bancos públicos de sangue de cordão (com a presença do NetCord - rede internacional que faz acreditação de qualidade no mundo todo).