Esclareça aqui algumas das dúvidas mais frequentes em relação ao processo de doação de sangue e de plaquetas.
A Bolsa de Sangue vai para o Laboratório de Processamento. Lá, o sangue é separado em diversos hemocomponentes, que ficam armazenados até os resultados finais dos exames sorológicos. Só depois são liberados para uso nos pacientes ou, se inadequados, descartados.
É separado em função do peso, por meio do processo de centrifugação e posterior extração, quando são obtidos os hemocomponentes: glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma fresco congelado ou crioprecipitado.
Em seguida é feita a cultura microbiológica de cada bolsa de sangue para assegurar que não haja contaminação bacteriana no sangue do doador, o que inviabilizaria sua utilização.
Ao mesmo tempo em que ocorre a análise das amostras de sangue, são realizados a tipagem sanguínea ABO e Rh de cada doador e os testes sorológicos para doenças transmissíveis por sangue.
Após 48 horas da doação, por meio de sistema de identificação informatizado, as bolsas contendo glóbulos vermelhos, plasma, plaquetas e crioprecipitados com sorologia negativa, cultura microbiológica e tipagem sanguínea definidas, são levadas para o armazenamento no laboratório do Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês, onde ficam disponíveis para transfusão.
As solicitações de transfusão sanguínea são recebidas pelo Laboratório do Banco de Sangue, que realizará testes imunohematológicos e provas de compatibilidade em amostras de sangue do receptor, colhidas previamente à transfusão. Somente então a bolsa é liberada para o uso do paciente.